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	<title>Arquivos Ken Jeong - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Ken Jeong - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Caminho da Lua (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Mar 2021 15:38:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Numa produção China e Estados Unidos, o público encontra em A Caminho da Lua uma temática recorrente em animações do cinema: as múltiplas maneiras como alguém pode lidar com o luto e com perdas. O tema acaba por aparecer em diversas tramas do gênero, como Operação Big Hero ou Up – Altas Aventuras. Aqui, neste indicado ao Oscar 2021, há uma tentativa de trazer o assunto de maneira criativa e com lendas e mitos tipicamente chineses. No entanto, apesar de apresentar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Numa produção China e Estados Unidos, o público encontra em <em><strong>A Caminho da Lua</strong></em> uma temática recorrente em animações do cinema: as múltiplas maneiras como alguém pode lidar com o luto e com perdas. O tema acaba por aparecer em diversas tramas do gênero, como <em>Operação Big Hero</em> ou <em>Up – Altas Aventuras</em>. Aqui, neste indicado ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/confira-a-lista-completa-de-indicados-ao-oscar-2021/"><em>Oscar 2021</em></a>, há uma tentativa de trazer o assunto de maneira criativa e com lendas e mitos tipicamente chineses. No entanto, apesar de apresentar elementos ricos de uma cultura oriental, as escolhas da narrativa são bastante óbvias e até cansativas. Com um enredo que demora para se desenvolver, principalmente entre o momento que a mãe da protagonista morre até a hora que a menina decide iniciar a sua aventura, existe uma irregularidade rítmica no filme.</p>
<p>Algumas situações ganham mais destaques e se estendem bastante, outras são corridas e é preciso, inclusive, apressar o desfecho do conflito central. Este fator também ocorre devido ao fato de que muitos <em>subplots</em> são colocados na história. Alguns deles, nem conseguem ser explorados completamente – como acontece com Gobi, personagem introduzindo repentinamente, mas que afirma ter um passado relevante, porém a sessão termina sem que seu problema seja revelado de fato ou solucionado.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13921" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/023.jpg" alt="A Caminho da Lua" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/023.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/023-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/023-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/023-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Para completar, a produção parece buscar, com um tanto de desespero, colocar elementos de sucesso em desenhos animados, como a figura de um animal de estimação fofo. O longa não apenas tem um, mas como quatro pets: um cachorro, um coelho, um sapo e o próprio Gobi. O segundo clichê recorrente é o da criança atrapalhada, porém carinhosa, que acaba por ajudar na trajetória da personagem principal. O irmão de Fei Fei se encaixa nestas características. Ainda que ele seja um alívio cômico eficaz, possuído sequências engraçadas, a presença dele não se justifica tanto. O garoto está mais ali para ser esta figura que representa mais esta tradição de <em>sidekick</em> do que para contribuir com a narrativa expressivamente.</p>
<p>Ainda assim, existem alguns pontos positivos dentro da obra. As músicas são bem costuradas e amarradas com o que está sendo contado. Elas ambientam o público, de uma maneira suave,  sobre quais são os sentimentos e desejos das personagens, de uma forma menos expositiva que os seus diálogos falados. Há também o fato de que, ainda que com irregularidades de ritmo, o arco de Fei Fei é um tanto redondo. Quando ela sai do luto e se abre as novas possibilidades, após viver situações que mudam seu ponto de vista completamente, a sua jornada torna-se completa. Assim, as questões sobre <em><strong>A Caminho da Lua</strong></em> são muito mais sobre o como acontecem as ações e esta aparente sensação de que a vontade ali era emplacar um sucesso, por isso o esforço para jogar tudo na tela soa exagerado e desconexo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Glen Keane, John Kahrs</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Ken Jeong, Sandra Oh, Kimiko Glenn</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/u2vZvfUEifo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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