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	<title>Arquivos Keira Knightley - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Keira Knightley - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Segredos Oficiais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Oct 2019 02:05:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Até onde vai o senso de ética e justiça de uma pessoa? Você colocaria em risco a sua liberdade individual em prol do bem-estar de outras pessoas que nem conhece? A finalidade justifica os meios? Seguindo esta linha de raciocínio, Segredos Oficiais se desenvolve como uma densa trama sobre o privilégio da informação e o que fazer com ele. Baseado em uma história real, o enredo traz a tradutora Katharine Gun (Keira Knightley, Orgulho e Preconceito), uma mulher comum que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Até onde vai o senso de ética e justiça de uma pessoa? Você colocaria em risco a sua liberdade individual em prol do bem-estar de outras pessoas que nem conhece? A finalidade justifica os meios? Seguindo esta linha de raciocínio, <strong><em>Segredos Oficiais</em></strong> se desenvolve como uma densa trama sobre o privilégio da informação e o que fazer com ele.</p>
<p>Baseado em uma história real, o enredo traz a tradutora Katharine Gun (Keira Knightley, <em>Orgulho e Preconceito</em>), uma mulher comum que trabalha em um importante setor estratégico do governo. Em meio aos vários documentos que recebe diariamente, ela acaba descobrindo que o Reino Unido, juntamente com os EUA, pretende articular informações para forçar a guerra contra o Iraque, em 2003. Sua vida acaba virando um completo caos depois que ela decide vazar esse conteúdo para a imprensa.</p>
<p>O longa traz discussões pertinentes sobre política, justiça e a importância da imprensa. Especialmente no momento que vivemos atualmente. Fica bem claro desde o início que nada disso teria acontecido se não fosse a atuação presente da imprensa investigativa, que efetivamente comprou a ideia de denunciar a informação descoberta e buscar respostas para os fios que ficaram soltos. O papel do jornalista é decisivo na manutenção da democracia e no que se almeja dela. <em><strong>Segredos Oficiais</strong></em> expõe isso de maneira categórica e contundente.</p>
<p>Pelo viés da justiça, será que vivemos em uma sociedade que está preocupada com a comunidade ou apenas com as pautas individuais? A informação vazada por Gun afetava centenas de milhares de pessoas. A forma como a guerra foi fabricada e sua motivação forçada mostra o quanto que os dois governos em questão estavam dispostos a colocar culpa em países que não eram o alvo principal. Tudo isso em benefício de seus interesses particulares.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11712" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/OS_02904-750x500.jpg" alt="Segredos Oficiais" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/OS_02904.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/OS_02904-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/OS_02904-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>As jogadas de poder expostas pelo filme mostra o quanto que vivemos constantemente sendo subjugados e colocados de lado nas decisões que nossos próprios governos tomam. Além disso, não seria obrigação da justiça defender o que é correto? A mesma se mostra limitada por contratos firmados de maneira equivocada e mal intencionada. Cabe aos advogados apenas minimizar o impacto da escolha feita por Katharine, mesmo que na prática seu erro tenha sido mínimo, comparado ao benefício a que se propunha.</p>
<p>Este é o ponto primordial da trama. Um erro cometido para um benefício imensamente maior pode ser justificado? Ao espectador, parece que sim. Falta, no entanto, esmiuçar melhor qual a motivação para que Gun tenha tomado essa decisão. Embora o roteiro explore isso com relação ao marido estrangeiro e sem visto oficial, pouco tempo se dá para que a ideia se fundamente de uma maneira mais profunda. Desta forma, por um longo período, fica a sensação de que ela apenas teve um rompante de ética.</p>
<p>Com um elenco formidável, formado ainda por Matt Smith (<em>The Crown</em>), Adam Bakri (<em>Omar</em>), Matthew Goode (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-downton-abbey-o-filme/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Downton Abbey</a>), Ralph Fiennes (<em>Harry Potter</em>) e Rhys Ifans (<em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>), toda cena de <strong><em>Segredos Oficiais</em></strong> é realizada no seu potencial máximo. Knightley está despida de qualquer trejeito que ela pudesse ter e se entrega completamente à protagonista, com todas as suas dores, medos e angústias. As emoções de Gun são exploradas de maneira inteligente e certeira pelo diretor Gavin Hood (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-decisao-de-risco/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Decisão de Risco</em></a>).</p>
<p><em><strong>Segredos Oficiais</strong> </em>é um longa bem trabalhado, amparado por excelente elenco e construção de clímax coerente. O fato de ser baseado em uma história real e ser tão próximo da atualidade, também é um importante elemento para o resultado final. Vale muito a pena conferir!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Gavin Hood<br />
<strong>Elenco:</strong> Keira Knightley, Matt Smith, Adam Bakri, Matthew Goode, Ralph Fiennes, Rhys Ifans</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9YJxqYbAy40" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Beleza Oculta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2017 01:39:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Beleza Oculta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine um roteiro em que o protagonista dialoga diretamente com seu alter ego personificado por pessoas reais e interage com essas dimensões de forma realista e sincera? Essa é justamente a ideia que o trailer do filme Beleza Oculta deixa passar para o espectador que assiste. E seria maravilhoso, se fosse verdade. No entanto, para frustração geral, o resultado é completamente contrário e oferece ao público uma película pobre e óbvia, sem conteúdo plausível ou atraente. Quando um bem-sucedido executivo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine um roteiro em que o protagonista dialoga diretamente com seu alter ego personificado por pessoas reais e interage com essas dimensões de forma realista e sincera? Essa é justamente a ideia que o trailer do filme <em>Beleza Oculta</em> deixa passar para o espectador que assiste. E seria maravilhoso, se fosse verdade. No entanto, para frustração geral, o resultado é completamente contrário e oferece ao público uma película pobre e óbvia, sem conteúdo plausível ou atraente.</p>
<p>Quando um bem-sucedido executivo da publicidade de Nova York sofre uma grande tragédia, ele resolve se isolar de tudo e de todos. Enquanto seus preocupados amigos tentam desesperadamente se reconectar com ele, o executivo procura respostas do universo escrevendo cartas para o Amor, Tempo e Morte. Na tentativa desesperada de resolver o problema da empresa, o grupo de colegas em questão resolve contratar atores para representar esses papéis e dar as respostas ao amigo.</p>
<p>Sim, tudo aquilo que vemos no trailer não se passa de atuação, à princípio. E é complicado porque isso fica explícito logo no início do filme e de forma meio óbvia. O roteiro não apresenta nada de novo ou inusitado. Ele é tão previsível que até o inesperado que acontece no desfecho do longa se torna um tanto óbvio a medida que o espectador analisa o andamento da carruagem.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-7252" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Will-Smith-et-Keira-Knightley-Collateral-Beauty.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>É surreal ver o esforço que o elenco faz para tornar o roteiro raso em algo razoável. Somos obrigados a assistir um time fantástico como Helen Mirren, Kate Winslet, Edward Norton, Will Smith, Keira Knightley e Michael Peña suando para transformar diálogos terríveis e dinâmicas cruéis em algo minimamente impressionante. Ainda assim, nada parece autêntico. Não consigo compreender em que planeta um diretor julgou prudente colocar Winslet, Norton e Peña com um trio de amigos coadjuvantes, daqueles que fazem intervenções divertidas e se reúnem na entoca. Uma das primeiras cenas em que os três aparecem juntos chega a ser deprimente e patética.</p>
<p>O mesmo podemos falar de Mirren, Knightley e o jovem Jacob Latimore (muito bom, por sinal), que funcionam muito bem na dinâmica do trio sentimental de Morte, Amor e Tempo, respectivamente, mas são limitados pelo roteiro.</p>
<p>Pior de tudo são as motivações que levam os &#8220;amigos&#8221; a contratar três atores para representar a Morte, o Amor e o Tempo. Eles querem provar que o amigo e chefe está louco para afastá-lo do trabalho e conseguir conduzir a empresa da forma que julga melhor. No mínimo questionável.</p>
<p>O diretor David Frankel não parece ser o mesmo que nos apresentou trabalhos íntegros como <em>O Diabo Veste Prada</em> e <em>Um Divã Para Dois</em>, ambos com Meryl Streep. Ele parece perdido na necessidade de dar uma lição de moral no espectador, com falas clichês demais, diálogos maçantes e desnecessários, desfechos que teimam em desacreditar a inteligência de quem está assistindo.</p>
<p>Excessivamente dramático, apelativo e manipulador, <em>Beleza Oculta</em> consegue ser um filme extremamente superficial e desnecessário. Conseguiu reunir um elenco de peso e desperdiçar todo esse potencial com um roteiro pobre e uma direção pior ainda. Lamentável, especialmente ao ter um trailer tão empolgante para o espectador desavisado.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jUjaCSAqNE8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Evereste</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2015 22:59:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Baltasar Kormákur]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3559" aria-describedby="caption-attachment-3559" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/85342243_everest.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3559 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/85342243_everest-620x331.jpg" alt="_85342243_everest" width="620" height="331" /></a><figcaption id="caption-attachment-3559" class="wp-caption-text">Viagem arriscada: Grupo de alpinistas liderado por Jason Clarke enfrenta uma nevasca rumo ao Evereste</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<p><i>Evereste </i>é um filme relativamente esquisito. Tal afirmação, parte de uma impressão pessoal mas que encontra eco e razão de ser na própria estrutura do longa. <i>Evereste </i>é estranho porque ao narrar a história de um grupo que faz uma expedição para escalar o monte Evereste e centrar suas atenções na gana que essas pessoas nutrem por esta meta completamente insana, jamais oferece ao público uma resposta concreta sobre a paixão dos seus personagens principais por uma jornada tão perigosa. Isso é ainda mais complicado se o filme encontrar uma plateia completamente indiferente a tal jornada, ela continuará gélida àqueles personagens já que, em momento algum consegue compreendê-los.</p>
</div>
<div>
<p>O longa de Baltasar Kormákur (de longas esquecíveis como <i>Dose Dupla </i>e <i>Contrabando</i>) se passa em 1996 e acompanha dois grupos de alpinistas liderados por guias com estilos completamente diferentes, um interpretado por Jason Clarke e outro por Jake Gyllenhaal. Eles enfrentam uma nevasca que coloca a vida de todos em risco para chegar ao cume do monte Evereste. Assim, alcançar a meta da aventura mostra-se infinitamente mais fácil do que o retorno para casa.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_3551" aria-describedby="caption-attachment-3551" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Everest-Jake-Gyllenhaal.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3551 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Everest-Jake-Gyllenhaal-620x349.jpg" alt="Everest+Jake+Gyllenhaal" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3551" class="wp-caption-text">Grande elenco, poucas possibilidades: O filme traz muitos atores conhecidos, como Jake Gyllenhaal e Keira Knightley, que são subaproveitados</figcaption></figure>
<div>
<p>O filme de Kormákur é muito eficiente naquilo que tem mais que a obrigação de ser competente: a produção de grandes sequências de tensão no Evereste utilizando efeitos visuais e sonoros de ponta. Nada menos do que o esperado para um filme do seu porte. Em outro departamento, no entanto, <i>Evereste </i>acaba revelando-se um filme arrastado, com um material humano pouco interessante e que se sustenta em dramas familiares pouco esmiuçados pelo roteiro, mas que surgem na tela como algo muito precioso ao andamento da trama. Há um emaranhado de dilemas familiares que são mal explicados pelo filme (o núcleo do ator Josh Brolin, por exemplo, que tem uma relação complicada com sua esposa vivida por Robin Wright), mas que, por alguma estranha razão, estão lá e entram em ebulição com viagem ao Evereste.</p>
</div>
<div>
<p>Escrito pelo vencedor do Oscar Simon Beaufoy (<i>Quem quer ser um milionário?</i>) e pelo indicado ao mesmo prêmio William Nicholson (<i>Gladiador</i>), o roteiro desse filme é tão problemático que, como já antecipamos, jamais deixa claro uma informação fundamental para que o espectador se envolva com a trajetória dos seus personagens: a motivação do grupo para empreender uma jornada tão arriscada. Tudo é simplificado com explicações subentendidas do tipo &#8220;tesão pela aventura&#8221;. Desculpem, mas é muito pouco para entender decisões fundamentais que alguns personagens tomam ao longo do filme. Como resultado, <i>Evereste </i>acaba contando com as relações amorosas para causar o mínimo de empatia no espectador,  o que também não funciona já que, com pouquíssimo tempo em cena, alguns personagens sequer conseguem mostrar a que veio, é o caso das esposas vividas por Robin Wright e Keira Knightley, que cumprem a cota &#8220;Penélope&#8221; de <i>A</i> <i>Odisseia</i> ao viverem mulheres que ficam em casa esperando o retorno dos seus amados. E não é só Wright e Knightley que saem perdendo tamanha a falta de tratamento do roteiro com a história, todos os atores são vítimas dessa característica de <i>Evereste</i>, a falta de densidade do seu script, incluindo aqueles que seriam os seus protagonistas, Jason Clarke, Jake Gyllenhaal e Josh Brolin.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_3561" aria-describedby="caption-attachment-3561" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/everest-nuova-featurette-sull-avventuroso-set-del-film-v3-228962-1280x7201.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3561 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/everest-nuova-featurette-sull-avventuroso-set-del-film-v3-228962-1280x7201-620x349.jpg" alt="everest-nuova-featurette-sull-avventuroso-set-del-film-v3-228962-1280x720" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3561" class="wp-caption-text">Resultado insatisfatório: Filme é tecnicamente eficiente, mas falha como narrativa</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seguindo a tradição de filmes com um elenco estelar subaproveitado, <i>Evereste </i>não consegue sustentar toda a sua qualidade técnica com personagens e trama que jamais envolvem emocionalmente o público. Assim, todo o seu drama humano, que é sugerido como o foco do filme de Kormákur, é absolutamente oco, estéril e genérico. Entre outras questões mal resolvidas do roteiro, não dá para simplificar a motivação dos personagens para enfrentar o que enfrentam rumo ao Evereste como um insano tesão pelo perigo, tampouco sustentar duas horas de filme com conflitos amorosos tão rasos.</p>
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		<title>Crítica: O Jogo da Imitação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2015 15:17:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Benedict Cumberbatch]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Keira Knightley]]></category>
		<category><![CDATA[Morten Tyldum]]></category>
		<category><![CDATA[O Jogo da Imitação]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2015]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>À sua maneira, O Jogo da Imitação ocupa na temporada de prêmios hollywoodiana a cotação dos dramas de guerra britânicos. Todo o entorno e o conteúdo do filme do norueguês Morten Tyldum exala a tradição inglesa que a Academia adora reconhecer e que já deu certo em filmes como O Discurso do Rei, não por acaso, distribuído pelo Midas do Oscar, o produtor Harvey Weinstein através da sua The Weinstein Company. No entanto, essa tradição inglesa não convive de maneira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/benedict-cumberbatch-as-alan-turing-in-imitation-game.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-2617 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/benedict-cumberbatch-as-alan-turing-in-imitation-game-620x355.jpg" alt="benedict-cumberbatch-as-alan-turing-in-imitation-game" width="620" height="355" /></a></p>
<div style="text-align: justify;">À sua maneira, <i>O Jogo da Imitação </i>ocupa na temporada de prêmios hollywoodiana a cotação dos dramas de guerra britânicos. Todo o entorno e o conteúdo do filme do norueguês Morten Tyldum exala a tradição inglesa que a Academia adora reconhecer e que já deu certo em filmes como <i>O Discurso do Rei</i>, não por acaso, distribuído pelo Midas do Oscar, o produtor Harvey Weinstein através da sua The Weinstein Company. No entanto, essa tradição inglesa não convive de maneira pacífica no próprio filme. <i>O Jogo da Imitação </i>traz em si, do início ao fim, uma tensão entre a vontade de mostrar que é mais do que um novo <i>O Discurso do Rei </i>e obedecer uma cartilha que dá certo entre uma média de votantes do Oscar. O resultado é um filme instável que permanece preso às convenções, ainda que deseje ser mais do que se espera dele.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><i>O Jogo da Imitação </i>traz a história do matemático inglês Alan Turning (Benedict Cumberbatch), um gênio com dificuldades de socialização que passa a ser peça fundamental em uma operação de decodificação das mensagens do exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial. Turning criou uma máquina batizada de Christopher que realizou a leitura das orientações cifradas de ataque dos alemães, revolucionando a ciência da computação e reduzindo o período de duração do conflito mundial. Contudo, todo esse pioneirismo e a importância de Turning no século passado foram sufocados pela sua relação com a sua própria homossexualidade e como isso passou a ser usado contra o próprio matemático durante e após o conflito.</div>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/imitationgame.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-2618 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/imitationgame-620x348.jpg" alt="imitationgame" width="620" height="348" /></a></p>
<div style="text-align: justify;">Trazer o trabalho de Turning à tona já confere um grande mérito a <i>O Jogo da Imitação</i>. Tornar o seu legado público e reconhecido, algo que a própria História não fez, torna o filme relevante de alguma forma, ou seja, é um longa que acaba tendo alguma função para a sociedade independente do resultado não ser plenamente satisfatório. Morten Tyldum conduz o seu filme em temperatura branda e até mesmo a conturbada relação de Turning com sua própria sexualidade, algo que é sugerido como uma força motriz do filme, é assumido com certa cautela.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Talvez seja esta a característica de <i>O Jogo da Imitação</i>: trata-se de um filme cauteloso. Tyldum não assume determinados riscos que se impõem a sua narrativa e, entre a trama de espionagem e os conflitos psicológicos do seu protagonista, fica em um meio termo que não compromete o resultado, mas também o torna esquecível até que se assista a um próximo filme ambientado no mesmo período e com o mesmo tom. O elenco é interessante, sobretudo Benedict Cumberbatch, que sabe conduzir muito bem a trajetória do seu conturbado personagem sem maiores afetações. Há também Keira Knightley, melhorando sensivelmente como atriz, ainda que sua personagem aqui soe forçada em sua função de manter o espectador ciente dos conflitos de Turning com sua sexualidade, algo desnecessário, mas trata-se de um elemento importante para a trama e que por vezes é o único impulsionador das emoções mais profundas do protagonista.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Benedict-Cumberbatch-as-T-012.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2619 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/Benedict-Cumberbatch-as-T-012.jpg" alt="Benedict Cumberbatch as Turing with Keira Knightley as Joan Clarke in The Imitation Game." width="620" height="372" /></a></p>
<p>Sem grandes picos de emoção ou frescor cinematográfico, <i>O Jogo da Imitação </i>é um filme com temas controversos em uma roupagem tradicional. Tão sufocado em seus propósitos quanto a sexualidade do seu protagonista, <i>O Jogo da Imitação </i>é um &#8220;jogador&#8221; conhecido da temporada de prêmios, um filme que está na seleção para agradar uma média de eleitores e que pode nem ser mais repercutido pelos próximos anos. No entanto, existe uma história omitida e um propósito humano de torná-la pública que supera qualquer critério de avaliação estritamente cinematográfico e o faz ocupar um lugar no mínimo especial.</p>
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		<title>Crítica: Mesmo se nada der certo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2014 23:39:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[John Carney]]></category>
		<category><![CDATA[Keira Knightley]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Ruffalo]]></category>
		<category><![CDATA[Mesmo se nada der certo]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1958" aria-describedby="caption-attachment-1958" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/begin-again.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1958 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/begin-again-620x303.jpg" alt="begin-again" width="620" height="303" /></a><figcaption id="caption-attachment-1958" class="wp-caption-text">Afinidades: Personagens de Mark Ruffalo e Keira Knightley compartilham suas músicas preferidas e suas neuroses sobre os tempos de industrialização das artes.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>John Carney está se tornando uma espécie de Cameron Crowe <em>indie</em>. Popularizado com o drama <em>Apenas uma Vez</em>, vencedor do Oscar de melhor canção em 2009 com &#8220;Falling Slowly&#8221;, o realizador não esconde sua paixão pela música e entende que essa forma de expressão é a que melhor define e retira da banalidade seus personagens comumente desajustados com o seu tempo e com os imperativos do mercado fonográfico. E se em <em>Apenas uma Vez </em>tínhamos o casal de desconhecidos Glen Hansard e Markéta Irglová, em <em>Mesmo se nada der certo </em>a dupla central é representada por Keira Knightley e Mark Ruffalo, que, de uma certa forma, apresentam preocupações semelhantes àquelas vivenciadas pelos personagens de Hansard e Irglová.</p>
<p><em>Mesmo se nada der certo </em>tem início quando um produtor musical chamado Dan (Ruffalo) vive uma de suas maiores crises pessoais e profissionais. A vida do sujeito está virada do avesso, separou-se da mulher, tem uma relação distante e complicada com a filha adolescente e está cansado dos ditames da indústria da música que lhe empurram &#8220;goela abaixo&#8221; jovens artistas sem o menor talento para a coisa. No outro polo do filme encontramos Gretta (Knightley), uma jovem inglesa que é uma brilhante compositora e cantora, mas que é avessa ao estrelato. Gretta está em Nova York acompanhada do namorado, cuja carreira musical é catapultada graças ao sucesso de uma de suas canções na trilha sonora de um filme. Contudo, Gretta descobre que o rapaz lhe traiu e decide abandoná-lo. Dan e Gretta se encontram e, diante das portas fechadas das gravadoras, ele propõe a ela gravar um álbum pelas ruas da cidade, a céu aberto. A experiência será transformadora para os dois personagens na medida em que descobrem suas afinidades musicais.</p>
<figure id="attachment_1959" aria-describedby="caption-attachment-1959" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/beginagain_.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1959 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/beginagain_-620x349.jpg" alt="beginagain_" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-1959" class="wp-caption-text">Gravação a céu aberto: Dan (Ruffalo) propõe a Gretta (Knightley) a gravação de um álbum em plena movimentação novaiorquina.</figcaption></figure>
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<p>Estética e narrativamente, <em>Mesmo se nada der certo </em>não traz grandes saltos, até porque não é essa a ambição do seu realizador. John Carney investe na combinação entre o visual atraente dos arranha-céus de Nova York, o charme e a competência de Keira Knightley e Mark Ruffalo e uma trilha sonora certeira. O filme pode não priorizar uma profundidade maior dos seus temas ou mesmo tratar seus personagens com uma leve superficialidade, mas não resta dúvida de que, em diversos momentos, a simplicidade do realizador e de sua história tocam fundo o espectador.</p>
<p>Dan e Gretta parecem uma versão suave do Llewyn Davis do mais recente filme dos irmãos Coen. Dois sujeitos desajustados com a ordem de prioridades daqueles que estão ao seu redor. O encontro entre esses dois personagens selam a consciência de que não estão sós, de que não entrar em conformidade com a maioria não é estranho, traz uma calma para ambos, uma perspectiva até mais tolerante para com aqueles que entram na lógica industrial de produção musical. E se por um lado temos Mark Ruffalo em sua natural boemia, do outro temos uma Keira Knightley à flor da pele, uma espécie de boneca delicada, sensível, graciosa. Em torno dessas duas figuras, temos James Corden, Catherine Keener, Hailee Steinfeld e Adam Levine, todos dando conta do recado.</p>
<figure id="attachment_1960" aria-describedby="caption-attachment-1960" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/o-ADAM-LEVINE-KEIRA-facebook.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1960 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/09/o-ADAM-LEVINE-KEIRA-facebook-620x310.jpg" alt="" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-1960" class="wp-caption-text">Gretta (Knightley) e o ex: Adam Levine do Maroon 5 faz uma participação no filme, e não faz feio.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em todo o filme, há um sentido de urgência pelo compartilhamento. Os personagens ouvem suas canções em iPods com entradas duplas para fones. A gravação da banda é feita ao ar livre em meio a correria rotineira de uma grande cidade. John Carney parece querer dizer que a vida e a experiência artística torna-se mais rica quando compartilhada, ela adquire sentido em contato direto com a energia pulsante da vida, das pessoas. É nesse encontro que cenas banais como as que são apontadas pelo personagem do Mark Ruffalo, em determinado momento do filme, ganham vida. Agradecemos a John Carney por compartilhar essa experiência conosco.</p>
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