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	<title>Arquivos Katy O&#039;Brian - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Katy O&#039;Brian - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Love Lies Bleeding: O Amor Sangra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2024 18:19:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O metafórico, o bizarro e o cômico entram em um bar…No meio de clichês de relacionamentos sáficos – quem vive/viveu sabe –, uma família mafiosa, um caso de abuso doméstico, fisiculturismo, ação e o lúdico vindo de alucinações, Love Lies Bleeding: O Amor Sangra é insano! Contudo, adjetivos em críticas precisam ser justificados, não é mesmo? Mas, como explicar que Kristen Stewart faz uma atendente de academia, que se apaixona por uma fisiculturista e a dupla passa a cometer loucuras, em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O metafórico, o bizarro e o cômico entram em um bar…No meio de clichês de relacionamentos sáficos – quem vive/viveu sabe –, uma família mafiosa, um caso de abuso doméstico, fisiculturismo, ação e o lúdico vindo de alucinações, </span><strong><i>Love Lies Bleeding: O Amor Sangra</i></strong><span style="font-weight: 400;"> é insano! Contudo, adjetivos em críticas precisam ser justificados, não é mesmo? </span><span style="font-weight: 400;">Mas, como explicar que Kristen Stewart faz uma atendente de academia, que se apaixona por uma fisiculturista e a dupla passa a cometer loucuras, em nome da paixão, do amor, de parentes, dos sonhos e da justiça?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Em meio ao ambiente um tanto kitsch dos anos 1980, Lou (Stewart) precisa lidar com o fato de que sua irmã é casada com um homem violento e sem caráter. </span><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, o seu pai é um bandido abusivo, que possui uma casa de tiros, entre outras propriedades. Uma delas é a academia de ginástica, na qual Lou trabalha, conhece Jackie (Katy O&#8217;Brian), apaixona-se por ela e oferece anabolizantes para a amada ter um melhor desempenho em seus treinos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu sei, é muita informação e, talvez, fosse necessário fazer uma terceira explicação sobre este enredo, porque ele é, de fato, repleto de escolhas curiosas, que propiciam uma gama ampla de construção de sentido. </span><span style="font-weight: 400;">O fato dos músculos de Jackie se expandirem, de forma a transformá-la em uma espécie de <em>She Hulk</em>, por exemplo, é o ápice destes caminhos inventivos. Todavia, o mais importante de se observar em todo esse contexto de leds e luzes oitentistas, vilões masculinos, heroínas femininas, é o quanto a extrapolação do real com o cotidiano não soa artificial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é o ponto alto de <em>Love Lies</em>: a sua coragem em explorar o insano, sem ser um mero flerte, porém um mergulho no surreal, no lúdico do irreal (que pode salvar a nós mulheres, como em uma história em quadrinhos, como em uma ficção no qual as sáficas vencem o patriarcado branco cisgênero criminoso e opressor). </span><span style="font-weight: 400;">Ainda que se perca em voltas narrativas desnecessárias e demore para chegar ao cerne da questão, enrolando para dar start ao que é a premissa, verdadeiramente, a alucinação que é este longa-metragem faz com que a sessão valha a pena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe algo dentro do cinema, principalmente hollywoodiano, que é a necessidade de acúmulo de capital simbólico para que se possa nadar no oceano do fantástico. Sobretudo quando o assunto são diretoras mulheres. </span><span style="font-weight: 400;">Quem seria Rose Glass (</span><i><span style="font-weight: 400;">Saint Maud</span></i><span style="font-weight: 400;">) para poder arriscar assim, não é mesmo? O fato é que a cineasta é habilidosa e consegue transmitir com sua construção imagética, o que criou em seu roteiro, ao lado de Weronika Tofilska (<em>Bebê Rena</em>).</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18095" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-1-1.png" alt="Love Lies Bleeding" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-1-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-1-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-1-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há muito de emocional/sentimental presente nos close-ups, banhados de “sangue” – a.k.a, gelatina vermelha –, de sombras e luzes, de cores vibrantes. </span><span style="font-weight: 400;">A sua câmera é majoritariamente parada. É no jogo de enquadramentos, que Glass saboreia a investigação – e o surto – de suas personagens. Todavia, apesar de toda esta adrenalina de suor de musculação e sexo, de assassinatos, mistério e fugas, <strong><i>Love Lies Bleeding: O Amor Sangra</i></strong> falha em manter a sua vibração, proposta por sua própria estética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A progressão dos acontecimentos é grande, mas o desenvolvimento, as justificativas e resoluções não seguem o mesmo rumo de grandiosidade. A ultrapassagem do cotidiano, que deveria ser usada para manter a elaboração de camadas da trama e suas personagens, parecem se esgarçar e ser utilizada para um chiste tolo. </span><span style="font-weight: 400;">As intenções das personagens se afrouxam e a condução do que vinha sendo construído vai se esmaecendo, deixando o terceiro ato mais fraco que o restante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saídas mágicas passam a ser convocadas, motivações esquecidas e a criatividade parece ter se esgotado nas roteiristas, enquanto as mesmas foram avançando na escrita. </span><span style="font-weight: 400;">O fôlego se esgota, porém o encerramento da sessão, com a sequência do embate entre Lou e seu pai, Lou Sr. – Ed Harris em um dos seus melhores trabalhos, senão o melhor de sua carreira – acabam deixando uma boa impressão sobre a produção, ao final da exibição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isto porque a montagem e a direção pedem pela atenção extrema do público, que no jogo de plano/contraplano de Kristen e Ed, perde o ar, esperando a resolução de um conflito aparentemente impossível de ser solucionado. </span><span style="font-weight: 400;">Assim, entre as metáforas cartunescas, os relacionamentos sáficos emocionados, a bandidagem mafiosa febril, vil e sangrenta, a plateia tem contato com uma história criativa e quase coesa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda há o plus, que é a musicalidade do pop e do pop/rock dos anos 1980 (com pitadas de outras décadas, claro, para evocar ainda mais a nostalgia dos tempos menos efêmero da música &#8211; mas essa é outra discussão, não é? São por estas razões que <strong><i>Love Lies Bleeding: O Amor Sangra</i></strong> prende a atenção, gera empatia na plateia (pelo menos naquelas mais receptiva aos absurdos da ficção) e entrega um título preenchido de certa bravura, que tem faltado no cinema (higiênico/corretinho/insosso) destes últimos tempos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Rose Glass</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Kristen Stewart, Katy O&#8217;Brian, Ed Harris</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/BF_J3-DmiS0?si=_TMjGUVYvwumsvga" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2023 21:03:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania é mais um filme da Marvel que chega aos cinemas com muito alarde e uma recepção bem contraditória. Isso porque a cada dia que passa os marvetes estão mais exigentes e a própria produtora tem colocado cada vez menos esmero nas suas criações. Dito isso, cheguei para assistir ao longa sem qualquer expectativa de qualidade, o que foi ótimo pois acabei me deparando com algo melhor do que poderia imaginar. Neste terceiro filme solo do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</strong></em> é mais um filme da Marvel que chega aos cinemas com muito alarde e uma recepção bem contraditória. Isso porque a cada dia que passa os marvetes estão mais exigentes e a própria produtora tem colocado cada vez menos esmero nas suas criações. Dito isso, cheguei para assistir ao longa sem qualquer expectativa de qualidade, o que foi ótimo pois acabei me deparando com algo melhor do que poderia imaginar.</p>
<p>Neste terceiro filme solo do super-herói, Scott Lang (Paul Rudd, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) lida com as mudanças de sua filha, Cassie (Kathryn Newton, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-retorno-de-ben/"><em>O Retorno de Ben</em></a>), que acaba de criar uma ferramenta de comunicação com o reino quântico. O que eles não poderiam imaginar é que os sinais emitidos pelo instrumentos estavam sendo captados, o que os levaria ao reino de fato. A dupla acaba sendo sugada, juntamente com Hope van Dyne (Evangeline Lilly, <em>O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos</em>), Dr. Hank (Michael Douglas, <em>O Método Kominsky</em>) e Janet (Michelle Pfeiffer, <em>Malévola &#8211; Dona do Mal</em>).</p>
<p>Quando chegam ao reino quântico, eles se deparam com muito mais desafios do que poderiam imaginar. Janet escondeu várias informações ao longo de anos, inclusive a sua relação com Kang, O Conquistador (Jonathan Majors, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-7-de-chicago-netflix/"><em>Os 7 de Chicago</em></a>), o grande vilão do momento desta nova fase da Marvel. O filme vai fluindo de maneira muito natural, nos apresentando uma equipe, uma crise e um caminho de solução. É algo genérico, claro, mas que funciona muito bem por conta da execução do que é feito. Não há nada de errado em um bom e velho feijão com arroz, contanto que você saiba executar isso de maneira eficiente.</p>
<p>E é isso que acontece aqui em <em><strong>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</strong></em>. O longa funciona bem como conexão de outros filmes que já estão lançados e outros tantos que ainda vão estrear. O caminho de construção da figura do vilão Kang está sendo bem razoável e o personagem tem toda a imponência necessária para infringir medo e terror nos personagens. Além disso, ele mantém o perfil que foi traçado desde o início e não apela para um lado cômico, que jamais existiria de fato.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16465" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911.jpg" alt="Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/5830911-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com boas cenas de ação e dosando bem a intensidade dos atos, o filme funciona razoavelmente bem. Acredito que o fato de eu não esperar nada dele me ajudou a compreender a sua simplicidade como algo assertivo. É possível que o espectador mais ansioso tenha se decepcionado em alguns pontos. Mas o filme entretém e entrega o necessário para seguirmos para o próximo capítulo. E isso é mais do que suficiente por aqui.</p>
<p>As cenas pós-crédito (são duas) revelam que o caminho de construção do vilão vai levar a um embate épico no final, o que sustenta as teorias de que possivelmente o Homem de Ferro retorne, ainda que como personagem e não na pele de Robert Downey Jr. Algo que definitivamente elevaria essa fase para outro ponto que é, no momento, inalcançável.</p>
<p>A Marvel vem de um período bem complicado em que seus filmes não são mais tão bem recebidos como antes, mas a culpa recai apenas sobre ela mesma. Na ânsia de criar produções em escala, uma atrás da outra, eles têm deixado de lado a qualidade e o cuidado com as criações. É tudo meio feito de última hora, uma sensação de que não dedicaram a energia suficiente para aquilo ser realizado. Algo como um texto entregue sem revisão. E o espectador, por mais fanático que seja, não é burro e percebe tudo isso acontecendo. Essa certeza de que terá público, independente do que seja feito, é que tem sido o lado traiçoeiro da companhia.</p>
<p>Voltando ao ponto de <em><strong>Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania</strong></em>, ele funciona direitinho e nos entrega uma boa produção. A frustração se dá quando vemos um chef de cozinha entregando um feijão com arroz simplório e ficamos tentados a pensar como seria uma produção mais audaciosa e dedicada. Ainda assim, vale conferir nos cinemas e seguir nessa saga que está entregando bem menos do que a fase anterior, mas ainda com algum potencial. Tudo depende da própria Marvel!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Peyton Reed</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas, Michelle Pfeiffer, Jonathan Majors, Kathryn Newton, Bill Murray, Katy O&#8217;Brian</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/6jIz_8tokvg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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