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	<title>Arquivos Kate Mara - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Kate Mara - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Perdido em Marte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2015 11:30:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ridley Scott é um diretor de ficções científicas. Não é por acaso que dois dos filmes mais celebrados da carreira do realizador  são Alien &#8211; O 8º Passageiro e Blade Runner e que na sua filmografia recente um dos pontos altos tenha sido seu retorno ao gênero com Prometheus. Existe algo no formato que parece inspirar o realizador e trazer uma faceta bem diferente do Scott burocrático e aborrecido de Robin Hood, Cruzada ou Falcão Negro em Perigo. Perdido [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3706" aria-describedby="caption-attachment-3706" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Matt-Damon-as-Mark-Watney-in-The-Martian.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-3706 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Matt-Damon-as-Mark-Watney-in-The-Martian-620x310.jpg" alt="Matt-Damon-as-Mark-Watney-in-The-Martian" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-3706" class="wp-caption-text">Sobrevivente: Protagonista é dado como morto em Marte e tem que sobreviver no planeta vermelho</figcaption></figure>
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<p>Ridley Scott é um diretor de ficções científicas. Não é por acaso que dois dos filmes mais celebrados da carreira do realizador  são <i>Alien &#8211; O 8º Passageiro </i>e <i>Blade Runner </i>e que na sua filmografia recente um dos pontos altos tenha sido seu retorno ao gênero com <i>Prometheus. </i>Existe algo no formato que parece inspirar o realizador e trazer uma faceta bem diferente do Scott burocrático e aborrecido de <i>Robin Hood</i>, <i>Cruzada </i>ou <i>Falcão Negro em Perigo</i>. <i>Perdido em Marte </i>é prova viva disso. Dá para sentir em cada sequência do longa um realizador pulsante, envolvido com sua histórias e seus personagens e comprometido a fazer do seu filme uma experiência marcante para o espectador. Dá para perceber cada fibra de Ridley Scott em <i>Perdido em Marte</i> e talvez seja por isso que este seja um dos melhores longas da filmografia recente do realizador.</p>
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<p>Em <i>Perdido em Marte</i>, Matt Damon vive um astronauta que é dado como morto por seus companheiros de missão em Marte. Todos acreditam que Mark Watney (Damon) não conseguiu sobreviver a uma tempestade no planeta vermelho. Watney, no entanto, está vivo e em busca de uma maneira de sobreviver e retornar ao planeta Terra. Com suprimentos escassos, o astronauta tenta estabelecer contato com a Nasa antes que seja impossível manter-se de pé no planeta.</p>
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<figure id="attachment_3705" aria-describedby="caption-attachment-3705" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-3705 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/1499188_orig-620x362.jpg" alt="1E2FE3AD" width="620" height="362" /><figcaption id="caption-attachment-3705" class="wp-caption-text">Coadjuvantes de peso: Damon divide cena com um elenco de primeira. Na foto, o ator, Jessica Chastain, Sebastian Stan, Kate Mara e Aksel Hennie</figcaption></figure>
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<p>&nbsp;</p>
<p>Em linhas gerais, <i>Perdido em Marte</i> é um filme de sobrevivência estabelecendo paralelos com produções como <i>Gravidade </i>e <i>Alien &#8211; O 8º Passageiro, </i>do próprio Ridley Scott. Portanto, <i>Perdido em Marte </i>explora o temor hipotético de estar sozinho no espaço e todo o empreendimento heróico para tentar sair de uma situação aparentemente incontornável. A grande diferença é que <i>Perdido em Marte </i>apresenta uma faceta improvável do Ridley Scott, o humor. O longa consegue fugir das &#8220;obviedades&#8221; de um tipo de narrativa ao explorar o riso até mesmo nas situações de risco iminente, sem perder o fio da meada e compreender que a situação na qual o seu protagonista se encontra é angustiante. É genial, por exemplo, a maneira como Scott explora a trilha sonora em determinadas sequências do filme, trazendo canções  icônicas de artistas como o ABBA e até mesmo o clássico &#8220;I will survive&#8221;.</p>
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<p>Assim, através de um Ridley Scott que oferece uma condução equilibrada e interessada no material que tem em mãos (bem diferente do Scott de filmes anteriores que somente &#8220;batia o cartão&#8221; nos sets de filmagem), <i>Perdido em Marte </i>proporciona ao público um espetáculo com múltiplas gamas de emoções, Emoções estas que também são proporcionadas é claro, pela inteligente e carismática performance de Matt Damon. É claro que apesar do <i>star power </i>de Damon outros atores disputam as atenções do espectador como a sempre impecável Jessica Chastain, o experiente Jeff Daniels, o recém indicado ao Oscar Chiwetel Ejiofor e até mesmo uma Kristen Wiig mais séria que o costume, mas o filme é do seu protagonista e ele segura as rédeas da história como poucos.</p>
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<figure id="attachment_3707" aria-describedby="caption-attachment-3707" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/martian.png"><img decoding="async" class="wp-image-3707 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/martian-620x306.png" alt="martian" width="620" height="306" /></a><figcaption id="caption-attachment-3707" class="wp-caption-text">Humor: Filme de Ridley Scott cresce ao inserir um elemento improvável em um trabalho com a assinatura do realizador, o bom humor</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Visualmente interessante e tecnicamente irretocável, <i>Perdido em Marte </i>traz um Ridley Scott interessado no seu ofício ou, se preferir, inspirado. O filme parece um apanhado de recursos e tramas já vistas em outros longas, mas encontra nos esforços e na experiência do seu realizador uma maneira vibrante de cativar o interesse da sua platéia. Trata-se de uma prova cabal de que Ridley Scott deveria evitar dramas existencialistas sobre o mundo do crime (<i>O Conselheiro do Crime</i>) e até mesmo épicos que em nada lembram a exceção do acaso <i>Gladiador</i>. Ridley Scott não deveria nunca mais sair do espaço. O público agradece.</p>
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		<title>Crítica: Quarteto Fantástico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2015 23:38:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3240" aria-describedby="caption-attachment-3240" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fantastic-Four-Movie-2015-Images.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3240 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Fantastic-Four-Movie-2015-Images-620x348.jpg" alt="Fantastic-Four-Movie-2015-Images" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-3240" class="wp-caption-text">Mudança de tom: Josh Trank confere uma abordagem mais &#8220;séria&#8221; a Quarteto Fantástico</figcaption></figure>
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<p>Logo quando saíram as primeiras imagens, <i>teasers </i>e <i>trailers </i>do <i>reboot </i>de <i>Quarteto Fantástico</i>, a primeira impressão que tivemos sobre o trabalho do diretor Josh Trank (de <i>Poder sem Limites</i>) era a de que ele estava levando a popular família de super-heróis da Marvel para um terreno mais sombrio e sério, ou seja, algo bem diferente do tom bem-humorado dado por Tim Story em <i>Quarteto Fantástico </i>(2005) e <i>Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado </i>(2007), que, apesar das duras críticas, dizem alguns (não conheço bem as HQs), estava mais próximo do espírito dos personagens. O que a gente não esperava era que esta releitura (prefiro chamar assim) da abordagem de <i>Quarteto Fantástico </i>fosse o menor dos problemas já que o primeiro ato até funciona e promete entregar um filme, no mínimo, promissor. Os problemas do longa surgem quando o elemento &#8220;fantástico&#8221; entra em ação e Trank e seus co-roteiristas (entre eles Simon Kinberg, de <i>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido</i>) não conseguem lidar com o &#8220;arroz e feijão&#8221; das histórias de super-heróis, transformando-o em uma sobreposição de clichês constrangedoramente cafonas.</p>
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<p>A trama de <i>Quarteto Fantástico </i>traz a já conhecida origem dos heróis, aqui, quatro jovens enviados em uma missão fora da Terra. A expedição dá errado e eles retornam com alterações no próprio corpo: Reed Richards (Miles Teller, de <i>Whiplash)</i> ganha elasticidade, Sue Storm (Kate Mara, de <i>Transcendence</i>) pode tornar-se invisível e criar campos de força, o irmão dela, Johnny Storm (Michael B. Jordan, de <i>Fruitvale Station</i>), passa a ter o corpo coberto por chamas, e Ben Grimm (Jamie Bell, o eterno <i>Billy Elliot</i>), amigo de infância de Reed, transforma-se em um gigante rochoso apelidado de Coisa. Suas novas características, inicialmente encaradas como deformidades a serem curadas com a ajuda do próprio Reed Richards, passam a lhes ser úteis no enfrentamento de um grande vilão, o Doutor Destino (Toby Kebbel, de <i>O Conselheiro do Crime</i>), um companheiro de expedição que não retornou da viagem e tinha sido considerado morto por todos.</p>
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<figure id="attachment_3242" aria-describedby="caption-attachment-3242" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Miles-Teller-as-Reed-Richards-in-Fantastic-Four.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3242 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Miles-Teller-as-Reed-Richards-in-Fantastic-Four-620x333.jpg" alt="Miles-Teller-as-Reed-Richards-in-Fantastic-Four" width="620" height="333" /></a><figcaption id="caption-attachment-3242" class="wp-caption-text">Reed Richards: Líder do Quarteto é vivido por Miles Teller, do oscarizado Whiplash</figcaption></figure>
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<p>Funcionando como um recomeço da franquia nos cinemas, <i>Quarteto Fantástico </i>tenta alterar tudo aquilo que havia sido criticado na série de filmes anterior e que, curiosamente, a tornava singular em meio a um universo de super-heróis cada vez mais sisudos (uma conclusão que só cheguei com o tempo e a maturidade). O novo <i>Quarteto Fantástico </i>é mais sombrio e sério sim, mas evoca uma complexidade e densidade dramática que fica apenas no discurso e no seu visual. O roteiro de Josh Trank, Simon Kinberg e Jeremy Slater nunca conseguem ir além nos temas que sugerem no primeiro ato e que até parecem promissores, como a forte amizade entre Richards e Grimm, a relação amorosa de Richards e Sue Storm e os conflitos de Johnny Storm com o seu pai, o Dr. Franklin Storm.</p>
</div>
<div>
<p>Quando os personagens ganham poderes, então, o filme se revela um verdadeiro projeto mal sucedido, para não dizer o pior. Trank e seus roteiristas simplificam as emoções dos seus personagens e suas dinâmicas são recheadas por clichês do sub-gênero &#8220;filmes de super-heróis&#8221; materializados no pior personagem de todo o longa, o Dr. Destino, péssimo não apenas na sua caracterização como incômodo em seus propósitos e motivações simplistas. Destino é reduzido ao lugar-comum de um vilão interessado em destruir o mundo, algo que lhe é motivado pela vontade de se isolar de todos e expresso por frases que parecem soltas de um seriado animado de super-heróis genérico. Do aparecimento ou ressurgimento do vilão em diante, os protagonistas do longa são consumidos pelo mesmo tom canastrão presente em toda participação de Destino, até mesmo a morte de um personagem importante, e que poderia ser o cume dramático do longa, é tratada com o tom de uma novela mexicana e a frivolidade de um filme antiquado de ação.</p>
</div>
<figure id="attachment_3243" aria-describedby="caption-attachment-3243" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/fantastic-four-2015-images-dimension.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3243 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/fantastic-four-2015-images-dimension-620x349.jpg" alt="fantastic-four-2015-images-dimension" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3243" class="wp-caption-text">Promessa: Filme não consegue sustentar o que sugere desenvolver ao longo do seu primeiro ato e cai em clichês</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A impressão que fica é que existiu o toque impertinente e equivocado de um estúdio sempre interessado em simplificar tudo através de uma subestimação da inteligência e do gosto do seu público, mas isto é só especulação de quem já assistiu esta novela se repetir em tantos outros longas promissores e que mudam de tom da água para o vinho no meio do caminho. O que quer que tenha acontecido no processo de concepção do novo <i>Quarteto Fantástico, </i>o que fica é uma promessa abandonada precocemente para abraçar um amontoado de cafonices que já foram superadas, não cabem mais nos exemplares da temporada de <i>blockbusters </i>e<i> </i>que só mancham a credibilidade tradicionalmente questionada deste tipo de produção. <i> </i></p>
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