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	<title>Arquivos Justin Kurzel - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Macbeth &#8211; Ambição e Guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Dec 2015 22:50:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Justin Kurzel]]></category>
		<category><![CDATA[Macbeth - Ambição e Guerra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Longa que encerrou as atividades da última edição do Festival de Cannes, Macbeth &#8211; Ambição e Guerra não anda conseguindo a repercussão que merecia, pelo menos nos EUA. Dirigido pelo australiano Justin Kurzel, que possui pouquíssimos filmes no currículo mas que já anda nas altas rodas hollywoodianas por ser o realizador da adaptação do game Assassin&#8217;s Creed (também protagonizada por Fassbender e Cotillard), Macbeth &#8211; Ambição e Guerra não é só um filme muito interessante e visualmente instigante, como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4185" aria-describedby="caption-attachment-4185" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-4185 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Fassbender_Cotillard_ceremony-xlarge-620x350.jpg" alt="Fassbender_Cotillard_ceremony-xlarge" width="620" height="350" /><figcaption id="caption-attachment-4185" class="wp-caption-text">Fortes interpretações: Michael Fassbender e Marion Cotillard são o destaque desta interessante adaptação de Shakespeare.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Longa que encerrou as atividades da última edição do Festival de Cannes, <i>Macbeth &#8211; Ambição e Guerra </i>não anda conseguindo a repercussão que merecia, pelo menos nos EUA. Dirigido pelo australiano Justin Kurzel, que possui pouquíssimos filmes no currículo mas que já anda nas altas rodas hollywoodianas por ser o realizador da adaptação do game <i>Assassin&#8217;s Creed </i>(também protagonizada por Fassbender e Cotillard), <i>Macbeth &#8211; Ambição e Guerra </i>não é só um filme muito interessante e visualmente instigante, como também trata-se de uma das melhores adaptações cinematográficas daquele que é o mais interessante e soturno dos trabalhos do dramaturgo William Shakespeare.</p>
<figure id="attachment_4186" aria-describedby="caption-attachment-4186" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4186 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/macbeth_edit-xlarge-620x349.jpg" alt="macbeth_edit-xlarge" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4186" class="wp-caption-text">Sombrio: Filme reforça o caráter soturno da obra original</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p><i>Macbeth &#8211; Ambição e Guerra </i>traz a conhecida história protagonizada por um nobre general do exército seduzido pela profecia de  três bruxas que afirmam que um dia ele será o rei da Escócia. Tentado pela ideia de tomar posse do trono, ao lado de sua esposa, ele trama o assassinato do monarca, uma atitude que fará com que gradualmente o novo rei seja consumido pela culpa e pela loucura.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Justin Kurzel<i> </i>acerta em <i>Macbeth &#8211; Ambição e Guerra </i>ao conseguir tornar o texto original contemporâneo sem modificá-lo drasticamente, reforçando quão resistente ao tempo é esta história sobre a ganância humana de Shakespeare. Kurzel opta por uma atmosfera sombria, o que se reflete na fotografia de Adam Arkapaw (um trabalho primoroso ao priorizar os tons escuros &#8211; e avermelhados ao fim  da história -, mas também por conseguir usar com muita pertinência as paisagens naturais, a névoa&#8230; Sem dúvida, um das fotografias mais acertadas e esteticamente bem executadas do ano) e na interpretação de Michael Fassbender e Marion Cotillard, Macbeth e Lady Macbeth, respectivamente. A dupla principal consegue conduzir com muita delicadeza a trajetória sombria dos seus personagens, passando longe do <i>overacting</i>, uma armadilha fácil para qualquer ator que se arrisque a interpretar um texto denso de Shakespeare como esse.</p>
</div>
<figure id="attachment_4187" aria-describedby="caption-attachment-4187" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4187 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/maxresdefault-1-1-620x349.jpg" alt="maxresdefault (1)" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4187" class="wp-caption-text">Erudito acessível: Longa consegue preservar boa parte do texto original sem esquecer de dialogar com o público contemporâneo.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nem mesmo o fato de Kurzel cair na tentação de usar o <i>slow motion </i>à la Zack Snyder nas sequências de batalha estragam o resultado de<i> Macbeth &#8211; Ambição e Guerra </i>pois<i> </i>tudo, no geral, é tão bem executado. O realizador mostra-se avesso ao entendimento de que para atualizar Shakespeare faz-se necessário alterar a trama e sua linguagem drasticamente. Kurzel faz um filme contemporâneo sem grandes afetações, permitindo que seus atores ofereçam interpretações intensas e longe das afetações. Ao final, deixa-se claro que poucas tramas como <i>Macbeth</i> conseguiram dar conta de maneira tão rica de lugares nada nobres da natureza humana.</p>
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