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	<title>Arquivos Julia Rezende - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Julia Rezende - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Depois a Louca Sou Eu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 May 2021 02:03:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Inspirado no livro homônimo da escritora Tati Bernardi, o novo longa-metragem Depois a Louca sou Eu, da diretora Júlia Rezende (Ponte Aérea), coloca o espectador para acompanhar as desventuras de uma personagem que sofre de transtorno de ansiedade. Através de uma linguagem que mescla metáforas e discursos diretos, há uma progressão na narrativa para mostrar as idas e vindas de Dani (Débora Falabella) em suas crises de pânico, na sua maneira de lidar com a sociedade, seus medos e amores, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Inspirado no livro homônimo da escritora Tati Bernardi, o novo longa-metragem <strong><em>Depois a Louca sou Eu, </em></strong>da diretora Júlia Rezende (<em>Ponte Aérea</em>), coloca o espectador para acompanhar as desventuras de uma personagem que sofre de transtorno de ansiedade. Através de uma linguagem que mescla metáforas e discursos diretos, há uma progressão na narrativa para mostrar as idas e vindas de Dani (Débora Falabella) em suas crises de pânico, na sua maneira de lidar com a sociedade, seus medos e amores, que alternam junto com seu estado psicológico.</p>
<p>São múltiplos sentimentos e sensações que explodem na tela. É notável a vontade de Rezende de, partindo de movimentações de câmera e angulações, refletir cada emoção de Dani. Entre <em>plongées</em> e zooms, é possível encontrar uma aproximação com a personagem, o que gera empatia e reflexão sobre a situação na qual ela está inserida. Durante a projeção, são reveladas circunstâncias que, com uma pequena lente de aumento, podem abordar o funcionamento da mente de boa parte população, nos tempos contemporâneos.</p>
<p>Entre exigências, planos para o futuro, criações diversas da família e a necessidade de conviver com o outro, os conflitos internos parecem explodir e todos acabam se deparando, em algum momento, com a procura de técnicas para fugir de si mesmos ou para suavizar o estresse do cotidiano. Obviamente, para aqueles que sofrem de ansiedade, a identificação com a obra pode ser um pouco mais intensa. Em seus primeiros minutos de exibição, o tom parece um pouco mais elevado.</p>
<p>A entrada neste ritmo intenso de Dani soa sufocante, no sentido de que muito sobre ela é revelado em pouco tempo e é preciso respirar fundo para acompanhá-la. No entanto, ao mesmo tempo, há uma transmissão bastante efetiva sobre uma pessoa que sofre com ansiedade e pânico na maior parte do tempo. Para elevar esta potencialidade dentro da trama, a fotografia se sobressai, principalmente, em instantes de virada do enredo, quando Dani tem mudanças repentinas de humor ou novas ideias. Uma comparação mais nítida pode ser feita ao se olhar para o início de <strong><em>Depois a Louca sou Eu</em></strong>, que possuem tonalidades mais abertas e há mais luz no quadro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14101" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/depois-a-louca-sou-eu-assiste-brasil.jpg" alt="Depois a Louca sou Eu" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/depois-a-louca-sou-eu-assiste-brasil.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/depois-a-louca-sou-eu-assiste-brasil-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/depois-a-louca-sou-eu-assiste-brasil-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/depois-a-louca-sou-eu-assiste-brasil-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em contrapartida, na sequência em que Dani se sente acuada, no meio da rua, a luminosidade é reduzida e as cores são mais fechadas. O vermelho e o verde se mantêm durante todo o longa-metragem, o que muda, de fato, é a entrada da luz. A atenção para o olhar de Dani em relação ao mundo é também, assim, ampliada. Estes artifícios engrandecem a obra e até mesmo os seus exageros vão se tornando mais palatáveis à medida que ela avança, porque, quando mais quem assiste vê o desenvolver de Dani no quadro, a sua lógica colocada no princípio se torna mais cabível.</p>
<p>Com os recursos técnicos que fomentam os traços da sua personalidade, este efeito acaba ficando garantido. Ainda assim, alguns pontos acabam por ser incômodos em <strong><em>Depois a Louca sou Eu</em></strong>. O primeiro fato é a forma rasa como são colocadas as personagens coadjuvantes. É entendível que os arquétipos são postos de forma consciente, como figuras que sufocam Dani e como a visão sobre eles é bem particular dela. Contudo, não existe uma tentativa de deixar eles menos planos, com alguma particularidade ou característica que os humanize em alguma medida.</p>
<p>Seja na mãe controladora, no médico machista charlatão ou no namorado complicado, não se vê interações além das superficiais, que são reforçadas a todo instante. Outra questão que pode ser apontada são as soluções fáceis para a resolução dos conflitos. Quando Dani passa por algum problema ou dúvida, a saída é quase imediata. Além disso, apesar das peripécias diversas, a obviedade do desfecho do longa se confirma em seu final e não movimenta a personagem para uma mobilização efetiva, mas sim para uma conformação dela com a sua realidade.</p>
<p>Mesmo que toda a sua jornada se justifique para que este entendimento pessoal de Dani ocorra, talvez, fosse mais cabível segurar alguns elementos que são descartados na metade do filme, quando Dani embarca em outro momento de sua vida. Desta maneira, pode-se dizer, sem dar spoilers da finalização da produção, que as respostas estavam todas antes da passagem do segundo para o terceiro ato e resta uma impressão de que a trajetória de Dani estava mais expressiva ali.</p>
<p>A parte 2, então, soa um tanto inútil para o acompanhamento de sua jornada, esvaziando um pouco da qualidade geral de <strong><em>Depois a Louca sou Eu</em></strong>. No entanto, ao analisar o material em sua totalidade é uma sessão que pode valer pelas prováveis identificações e para que o público, em alguma medida, ao rir – mesmo que de nervoso – das vivências da protagonista, consiga rir um pouco, também, da sua própria miséria particular e diária.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Júlia Rezende</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Débora Falabella, Gustavo Vaz, Débora Lamm</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/xA2Oz90GYGI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: De Pernas pro Ar 3</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Apr 2019 01:14:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Investindo num terceiro capítulo, a franquia De Pernas pro Ar retorna aos cinemas com De Pernas pro Ar 3. Protagonizado por Alice Segretto, empresária do ramo do sex shop interpretada por Ingrid Guimarães, a comédia mais uma vez aposta em temáticas que são pauta de um universo feminino circunscrito por ela, dessa vez colocando em voga a estimulada rivalidade entre mulheres com a chegada de uma jovem concorrente para a personagem principal. A franquia de Ingrid Guimarães rendeu duas boas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Investindo num terceiro capítulo, a franquia <em>De Pernas pro Ar</em> retorna aos cinemas com <em><strong>De Pernas pro Ar 3</strong></em>. Protagonizado por Alice Segretto, empresária do ramo do sex shop interpretada por Ingrid Guimarães, a comédia mais uma vez aposta em temáticas que são pauta de um universo feminino circunscrito por ela, dessa vez colocando em voga a estimulada rivalidade entre mulheres com a chegada de uma jovem concorrente para a personagem principal.</p>
<p>A franquia de Ingrid Guimarães rendeu duas boas comédias que apostavam no ótimo <em>timing</em> cômico da atriz, abordando com nenhuma vulgaridade (o que é raro em se tratando de comédias populares) a sexualidade e o universo de produtos do ramo. O terceiro filme chega com uma certa falta de fôlego, exaurindo conflitos já explorados nos filmes anteriores, entre eles a dificuldade que Alice tem de conciliar vida doméstica e trabalho. Nada de novo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10393" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1725438.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="De Pernas pro Ar 3" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1725438.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1725438.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1725438.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><em><strong>De Pernas pro Ar 3</strong></em> até que se esforça para encerrar com originalidade a franquia nacional, dando nuances a relações como aquela que Alice estabelece com a jovem empresária Leona, mas deixa para trás o tom divertido e despretensioso dos filmes anteriores para apostar em longuíssimas DRs entre as personagens femininas e duas entediantes figuras masculinas do elenco, o esposo de Alice interpretado por Bruno Garcia e o filho da protagonista, praticamente um clone do pai em se tratando de chatice.</p>
<p>A direção de Julia Rezende é protocolar, mas não é algo que afeta o longa, o seu problema mesmo é um roteiro que parece não ter o mesmo despojamento dos anteriores e ganha ares artificialmente sério. O terceiro <em>De Pernas pro Ar</em> surge como algo protocolar e nem mesmo explora as possibilidades da sua talentosa protagonista como o primeiro e o segundo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Julia Rezende<br />
<strong>Elenco:</strong> Ingrid Guimarães, Bruno Garcia, Denise Weinberg, Cristina Pereira, Samya Pascotto, Maria Paula, Stepan Nercessian, Claudia Mauro Cauã Reymond</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/u-16ASkGlaE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-de-pernas-pro-ar-3/">Crítica: De Pernas pro Ar 3</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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