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	<title>Arquivos Jude Law - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jude Law - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Apr 2022 23:57:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um longa do universo Harry Potter chega aos cinemas se fiando especialmente na base fervorosa de fãs que vai lotar as salas de exibição pelo simples fato de que faz parte da história dos bruxos que amamos. Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore é um filme cujo roteiro é tão questionável quanto o seu antecessor, Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald. No entanto, aqui já temos uma exaustão por parte do espectador que a cada filme que passa se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um longa do universo Harry Potter chega aos cinemas se fiando especialmente na base fervorosa de fãs que vai lotar as salas de exibição pelo simples fato de que faz parte da história dos bruxos que amamos. <strong><em>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</em></strong> é um filme cujo roteiro é tão questionável quanto o seu antecessor, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-os-crimes-de-grindelwald/"><em>Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald</em></a>. No entanto, aqui já temos uma exaustão por parte do espectador que a cada filme que passa se contenta menos com o que o universo bruxo está oferecendo. E quem está falando aqui é uma crítica de cinema que tem uma tatuagem de Harry Potter no braço. Só para vocês entenderem o meu nível de fã.</p>
<p>Não há o que minuciar muito aqui sobre a sinopse pois além de confusa, pode dar spoilers. Mas já toco aqui no ponto principal de problema do filme: ele é tão confuso quanto o anterior. O roteiro parece ter dificuldade de definir qual o seu foco principal, qual arco narrativo será levado em conta e até mesmo em definir o protagonista. Sim, o título carrega o nome de Dumbledore (Jude Law, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-capita-marvel/"><em>Capitã Marvel</em></a>), mas ele divide o protagonismo com Newt Scamander (Eddie Redmayne, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-7-de-chicago-netflix/"><em>Os 7 de Chicago</em></a>). Essa enxurrada de informações em cima do espectador faz com que ele não se apegue a nenhuma causa que é apresentada, deixando o envolvimento com a trama apenas a cargo do cenário e universo onde a história está inserida. O que é até meio desrespeitoso com os fãs, para falar a verdade.</p>
<p>O romance entre Alvo e Grindelwald é algo muito mais martelado neste longa, mas sem justificar o vínculo para o espectador. Fala-se muito sobre o amor dos dois, mas sem mostrar nenhuma cena do passado que justifique. O que fica então são apenas palavras que não envolvem quem assiste, o que faz parecer que o envolvimento homossexual foi, de fato, apenas uma jogada de marketing de J.K Rowling para abarcar este público.</p>
<p>Para além disso, é decepcionante ver o que fizeram com Credence (Ezra Miller, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica-snyder-cut/"><em>Liga da Justiça</em></a>). A grande promessa de que ele seria um vilão obscuro e temido, como surgiu ainda no primeiro filme, simplesmente é deixada de lado para mostrar um personagem apático, sem forças e sem representatividade. Ele não serve para quase nada na trama. Assim como ele, temos Teseus (Callum Turner, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-emma-now/"><em>Emma</em></a>), irmão de Newt, que também tem um arco narrativo tão inútil que poderia ser cortado do roteiro sem que dessem a menor falta.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15392" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/2179651.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore " width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/2179651.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/2179651.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/2179651.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/04/2179651.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O personagem que tem um destaque melhor nessa salada de frutas é Jacob Kowalski (Dan Fogler, A Discussão), cuja história é melhor desenvolvida e tem um carisma único. É uma delícia acompanhar seus momentos e dar risada com suas trapalhadas. Carisma que falta, por exemplo, ao tido protagonista Eddie Redmayne. Tenho minhas restrições porque, apesar de considerá-lo um bom ator, acho que seu maior traço de personalidade é ser estranho. E não acho que isso seja suficiente para sustentar esta demanda.</p>
<p>Mas me entendam. Não é que <em><strong>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore </strong></em>seja ruim. Tem lá seu entretenimento, bons momentos. As atuações são muito boas, o elenco é integrado, os efeitos especiais excelentes e a trilha sonora nos faz memorar Harry Potter, especialmente ao entrar novamente em Hogwarts. No entanto, nem tudo isso é capaz de nos fazer esquecer um roteiro ruim. Dado que o livro original no qual essa franquia é baseada é bem pequeno e sem grandes histórias, tudo vem sendo criado por J.K Rowling durante a produção. Isso me leva a crer que ela tem perdido completamente a mão na necessidade de &#8220;encher linguiça&#8221;.</p>
<p>A medida que chegamos ao final do longa, aí é que os arcos narrativos pobres são revelados de fato. Várias ações que sustentam as quase 2h30 de filme são invalidadas com decisões aleatórias. A prisão do irmão de Newt é completamente sem sentido, assim como a acusação de que Jacob era assassino. Queenie vai e volta do fascismo com a mesma facilidade que andamos na rua. Até o pacto de sangue entre Grindelwald e Dumbledore, o roteiro encontra um jeito de ignorar.</p>
<p>O que me deixa triste com <em><strong>Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore</strong></em> é ver um ótimo potencial perdido. São grandes atores com um universo pronto e que já possui uma legião fiel de fãs. Não precisava tanto esforço para entregar um material de qualidade e que agradasse a todos. No entanto, a opção de querer encher o roteiro de fios que nunca são conectados transformaram o filme em uma produção confusão, sem grande impacto e um tanto decepcionante.</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Yates</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Eddie Redmayne, Jude Law, Mads Mikkelsen, Ezra Miller, Dan Fogler, Alison Sudol, William Nadylam, Callum Turner</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/5SjYFF2g35c" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Ritmo da Vingança (Google Play)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2020 23:19:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A história de O Ritmo da Vingança está longe de ser inédita no cinema. O longa acompanha uma jovem prostituta recrutada por um ex-agente do MI-6 para concretizar os planos da sua vingança contra os homens que foram responsáveis pela morte da sua família. Estando longe de alicerçar o seu êxito à originalidade da sua premissa, o longa teria pela frente o desafio de criar boas cenas de ação mirando naquilo que deu certo em tantos outros títulos protagonizados por [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A história de<em><strong> O Ritmo da Vingança</strong></em> está longe de ser inédita no cinema. O longa acompanha uma jovem prostituta recrutada por um ex-agente do MI-6 para concretizar os planos da sua vingança contra os homens que foram responsáveis pela morte da sua família. Estando longe de alicerçar o seu êxito à originalidade da sua premissa, o longa teria pela frente o desafio de criar boas cenas de ação mirando naquilo que deu certo em tantos outros títulos protagonizados por justiceiras como <em>Nikita: Criada para Matar</em> de Luc Besson ou <em>Salt</em> de Phillip Noyce. No entanto, o resultado do projeto é um entretenimento completamente morno do início ao fim.</p>
<p>Um bom elenco dá às caras no projeto. Blake Lively (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-pequeno-favor/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Um Pequeno Favor</em></a>) é sempre ótima em cena e aqui dá sinais de grande comprometimento com sua personagem, como acontece na maior parte dos filmes que protagoniza. Ao mesmo tempo, a jovem estrela de ação tem bons coadjuvantes, cada qual com seu estilo de atuação, interpretando personagens que prometem estabelecer ao longo da trama um contrapeso ao temperamento arredio da protagonista, o mentor durão vivido por Jude Law (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-os-crimes-de-grindelwald/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald</em></a>) e o misterioso agente da CIA interpretado por Sterling K. Brown (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-hotel-artemis/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Hotel Artemis</em></a>).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12820" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/2384774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Ritmo da Vingança" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/2384774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/2384774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/2384774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Acontece que <em><strong>O Ritmo da Vingança</strong></em> conta com uma direção pouco inspirada de Reed Morano (da série <em>The Handmaid&#8217;s Tale</em>), que, além de conduzir cenas de ação com pouca energia, não consegue ser muito claro com o espectador a respeito daquilo que acontece em cada uma delas. Além disso, a trama do filme se apropria de questões geopolíticas para construir a sua trama central, mas jamais as tira da superfície, evidenciando que o uso das mesmas foi puro pretexto para os seus realizadores.</p>
<p>O subgênero de<em><strong> O Ritmo da Vingança</strong> </em>é capaz de oferecer exemplares divertidos e que cumprem a função de trazer boas referências femininas em um terreno ainda bastante machista, o cinema de ação. Era de se esperar um maior comprometimento com a direção e com a resposta física do seu elenco, especialmente Lively, algo próximo daquilo que têm feito o pessoal responsável pela franquia <em>John Wick</em> e filmes como Atômica ou então o recente <em>Resgate</em> com Chris Hemsworth que está no catálogo da <em>Netflix</em>, mas não é isso que está na tela.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Reed Morano<br />
<strong>Elenco:</strong> Blake Lively, Jude Law, Sterling K. Brown, Richard Brake, Raza Jaffrey, Daniel Mays, Jade Anouka, Ivana Basic, Geoff Bell</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GYReFds6pzM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Vox Lux &#8211; O Preço da Fama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Mar 2019 20:46:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Celeste é uma estrela pop forjada por uma tragédia tipicamente americana. Depois que sobrevive a um atentado cometido por um adolescente armado na sua escola, a garota tem um vídeo com uma apresentação musical sua ao lado de sua irmã durante o funeral dos colegas viralizado. Imediatamente a adolescente é cooptada por empresários e jogada no mundo da fama com o seu primeiro álbum pop. Dali em diante, Celeste vira um grande ídolo americano e Vox Lux &#8211; O Preço [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Celeste é uma estrela pop forjada por uma tragédia tipicamente americana. Depois que sobrevive a um atentado cometido por um adolescente armado na sua escola, a garota tem um vídeo com uma apresentação musical sua ao lado de sua irmã durante o funeral dos colegas viralizado. Imediatamente a adolescente é cooptada por empresários e jogada no mundo da fama com o seu primeiro álbum pop. Dali em diante, Celeste vira um grande ídolo americano e <strong><em>Vox Lux &#8211; O Preço da Fama</em></strong> acompanha um período de quase vinte anos da sua trajetória.</p>
<p>Dirigido e roteirizado por Brady Corbet (<em>Acima das Nuvens</em>), que ganhou um prêmio no Festival de Veneza por sua estreia com <em>A Infância de um Líder</em>, <strong><em>Vox Lux</em> </strong>é tecido como um épico tipicamente americano ao centrar suas atenções na jornada de sua protagonista em meio a elementos comuns à história do país: violência, cultura das celebridades e neuroses privadas. Corbet confere grandiosidade ao vazio existencialista da vida de Celeste, utilizando sabiamente a locução de Willem Dafoe (<em>Projeto Flórida</em>)para conferir ainda mais pomposidade artificial à odisseia de sua heroína involuntária, nascida como uma fênix da tragédia para ser transformada em ídolo de uma geração.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10346" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0872429.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Vox Lux - O Preço da Fama" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0872429.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0872429.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0872429.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como uma breve história do país representada pela trajetória de sua protagonista, <strong><em>Vox Lux</em></strong> possibilita a Natalie Portman (<em>Cisne Negro</em>) mais uma performance excepcional. Com Celeste, Portman faz o retrato de uma estrela que procura camuflar a sua insegurança emocional com seu jeito verborrágico e, por vezes, agressivo, algo que jamais é controlado pelo <em>staff</em> composto pelo agente interpretado por Jude Law (<em>Closer &#8211; Perto Demais</em>), pela empresária vivida por Jennifer Ehle (<em>O Discurso do Rei</em>) e pela irmã mais velha interpretada por Stacy Martin (<em>Ninfomaníaca</em>).</p>
<p>Mais interessante que a estreia do seu diretor, mas não menos afetado, <em><strong>Vox Lux &#8211; O Preço da Fama</strong></em> é um grande palco para sua protagonista oferecer mais uma grande interpretação e procura tecer considerações pontuais sobre algumas décadas da história dos EUA. A potencialidade que os americanos têm de transformar a tragédia em espetáculo faz Corbet transformar em épica a mistura de crítica social com estudo de personagem, rendendo uma história peculiar sobre um tema recorrente na filmografia do país, a clássica narrativa sobre o nascimento de uma estrela, mas dessa vez em sua versão bem mais sombria.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Brady Corbet<br />
<strong>Elenco:</strong> Natalie Portman, Jude Law, Stacy Martin, Jennifer Ehle, Raffey Cassidy</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/njvCrtTXkxg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Capitã Marvel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2019 19:24:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em linhas gerais, a Marvel Studios faz com Capitã Marvel aquilo que sempre fez com seus super-heróis, uma aventura escapista, sem grande caráter de urgência, fundado na leveza de toques de humor que, para o bem e para o mal, amortecem o drama dos seus personagens e criam no público uma certa familiaridade. A jornada da piloto Carol Denvers, cujos poderes são adquiridos quando ela é encontrada por um grupo de alienígenas em situação incomum, não faz muito diferente dos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em linhas gerais, a <em>Marvel Studios</em> faz com <strong><em>Capitã Marvel</em></strong> aquilo que sempre fez com seus super-heróis, uma aventura escapista, sem grande caráter de urgência, fundado na leveza de toques de humor que, para o bem e para o mal, amortecem o drama dos seus personagens e criam no público uma certa familiaridade. A jornada da piloto Carol Denvers, cujos poderes são adquiridos quando ela é encontrada por um grupo de alienígenas em situação incomum, não faz muito diferente dos heróis predecessores do estúdio, equilibrando pontos fortes e fracos da tal &#8220;fórmula Marvel&#8221; de fazer filmes.</p>
<p>É interessante notar como a primeira aventura-solo de uma heroína do estúdio de <em>Vingadores</em>, quase não consegue encontrar uma linha coerente de construção da sua história por conta de um desarranjado e confuso primeiro ato. Dando conta de memórias esparsas da sua personagem-título, os primeiros minutos de <strong><em>Capitã Marvel</em> </strong>são marcado por fragmentos do passado de Denvers que surtiriam maior efeito na construção da empatia do espectador com a personagem caso tivessem seguido uma costura cronológica convencional.</p>
<p><em><strong>Capitã Marvel</strong></em> é o tipo de filme que precisa de uma história de origem que o estúdio parece evitar por conta de um estigma que ronda os círculos de recepção desse tipo de produção, o de que histórias com esse viés não funcionam mais no nicho de super-heróis. Balela! Uma história como a da Capitã Marvel, uma heroína não tão conhecida do público como Batman ou Homem-Aranha precisa de uma origem, até para criar um laço afetivo do público com a personagem, uma empatia. O filme destrói isso com uma síntese mal feita dos primeiros anos da personagem, indo direto ao ponto, o momento em que ela já é a super poderosa Capitã Marvel. Assim fica difícil para o espectador construir empatia com a heroína.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10231" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5445238.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="capitã marvel" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5445238.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5445238.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5445238.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com pouco background para a protagonista, falta ao filme marcar a singularidade da sua super-heroína que surge nas telas como mais uma personagem do estúdio repleta de poderes. Aos olhos do espectador que desconhece sua gênese nas HQs, as potencialidades fantásticas de Carol Denvers são completamente genéricas, típicas de quaisquer uma dessas personagens do gênero. O longa até tenta recobrar aspectos da vida passada da Capitã a fim de criar alguma empatia com o espectador, o que inclui a ótima participação da sempre notável Annette Bening, mas daí temos uma reviravolta que traz mais um vilão esquecível na biografia do estúdio.</p>
<p>Brie Larson segura bem as pontas da produção, ainda que seja prejudicada pelo filme. Os melhores momentos da atriz acontecem quando ela surge ao lado de Samuel L. Jackson interpretando um Nick Fury rejuvenescido. Fazendo o que boa parte das produções do estúdio fizeram e que acabaram moldando o cinema <em>blockbuster</em> de uns anos para cá, <em><strong>Capitã Marvel</strong></em> faz essa aventura juvenil repleta de humor adolescente, com ambições modestas ainda que seus efeitos especiais e o barulho da sua ação anunciem o contrário. Na fórmula há também <em>easter eggs</em> nostálgicos (já que se passa nos anos de 1990) que fazem qualquer sacada da produção soar genial. É um filme aquém do que os poderes da sua protagonista anunciam.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Anna Boden e Ryan Fleck<br />
<strong>Elenco:</strong> Brie Larson, Samuel L. Jackson, Jude Law, Annette Bening, Ben Mendelsohn, Lashana Lynch, Mckenna Grace, London Fuller, Clark Gregg, Gemma Chan, Djimon Hounsou, Lee Pace</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YjmJyZl4vmQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Rei Arthur &#8211; A Lenda da Espada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 May 2017 17:45:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Charlie Hunnam]]></category>
		<category><![CDATA[Guy Ritchie]]></category>
		<category><![CDATA[Jude Law]]></category>
		<category><![CDATA[Rei Arthur: A Lenda da Espada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rei Arthur: A Lenda da Espada é um dos filmes mais estranhos da carreira de Guy Ritchie. Como os longas anteriores do diretor, o título possui diversos elementos que pressupõem um anseio do realizador de fazer a sua trama avançar e tornar atraente para audiências mais jovens histórias de época e que nas mãos de outro realizador provavelmente seriam marcadas por um tempo diferente. No cinema de Guy Ritchie, que vai desde os cultuados Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Rei Arthur: A Lenda da Espada </i>é um dos filmes mais estranhos da carreira de Guy Ritchie. Como os longas anteriores do diretor, o título possui diversos elementos que pressupõem um anseio do realizador de fazer a sua trama avançar e tornar atraente para audiências mais jovens histórias de época e que nas mãos de outro realizador provavelmente seriam marcadas por um tempo diferente. No cinema de Guy Ritchie, que vai desde os cultuados <i>Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes </i>e <i>Snatch: Porcos e Diamantes </i>e títulos comerciais como <i>Sherlock Holmes</i> e <i>O Agente da U.N.C.L.E.</i>, a montagem marcada por cortes rápidos, diálogos acelerados, flashbacks constantes que visam explicar determinados movimentos dos personagens imperceptíveis ao espectador e a trilha sonora cuidadosamente selecionada por propositalmente destoar de escolhas naturais para a trama costumam fazer a história caminhar. <i>Rei Arthur: A Lenda da Espada</i> é marcado por tudo isso, porém, no lugar de fazer algum serviço à emperram, esses elementos a emperram e não trazem para o espectador uma experiência minimamente prazerosa na sala de cinema.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme basicamente trata da história de Arthur (Charlie Hunnam, de <i>Círculo de Fogo</i>) antes de assumir o trono e tem como enfoque central sua rixa com seu tio Vortigen (Jude Law) que traiu o irmão quando o protagonista da história ainda era criança. Em linhas gerais, <i>Rei Arthur: A Lenda da Espada </i>é esse retorno do personagem-título para tomar o que é seu direito e trata da influência de elementos místicos nesse processo, o principal deles é a famosa espada Excalibur.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7651" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/05/reiarthur_.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O maior problema de <i>Rei Arthur </i>está na maneira como Guy Ritchie estrutura o seu filme. Em uma hora de projeção o longa é tomado por inúmeros <i>flashbacks </i>que retomam a morte do pai do protagonista e as questões relativas à espada de modo que no &#8220;miolo&#8221; do filme, que naturalmente poderia ser destinado a desenvolver acontecimentos e conflitos na órbita do personagem principal da história, o público ainda é surpreendido por explicações de situações prévias. Tudo isso faz com que o encaminhamento do mote central do filme seja brecado por um longo e interminável prólogo. Passagens centrais para a construção de uma empatia do espectador com a trajetória do herói, como sua infância difícil, por exemplo, é contada de maneira tão apressada por uma edição &#8220;clipeira&#8221; que acaba prejudicando a relação do público com o personagem principal da história, fazendo com que a interpretação propositalmente &#8220;marrenta&#8221; de Hunnam para Arthur deponha contra a trama e não a favor da mesma.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Não acredito que recontar histórias sejam desnecessárias e é curioso perceber como o teatro recepciona melhor reinterpretações de tramas já contadas que o cinema, um campo que ainda estigmatiza <i>remakes</i>, versões etc., sobretudo quando abordamos grandes <i>blockbusters</i>. O problema de <i>Rei Arthur </i>é que a junção dessa história com os atributos do cinema de Guy Ritchie não estão à serviço de uma boa experiência para o espectador. Com todos os seus recursos &#8220;moderninhos&#8221;, o realizador, que sempre entregou obras no mínimo agradáveis, torna o ato de assistir esse título extremamente maçante.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/iUJXje976RM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: O Mestre dos Gênios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Oct 2016 17:12:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Colin Firth]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Jude Law]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Linney]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Grandage]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Kidman]]></category>
		<category><![CDATA[O Mestre dos Gênios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema já nos ofertou diversos filmes sobre o processo de criação pela perspectiva do escritor. Temos pouca lembrança de um longa que aborde a criação literária pelo ponto de vista do editor, figura importante para estabelecer a comunicação entre obra e público. O Mestre dos Gênios é um longa que tem como mérito e distinção o reconhecimento que dá a esse profissional ao contar a história da relação de cumplicidade entre o editor Max Perkins, interpretado por Colin Firth [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema já nos ofertou diversos filmes sobre o processo de criação pela perspectiva do escritor. Temos pouca lembrança de um longa que aborde a criação literária pelo ponto de vista do editor, figura importante para estabelecer a comunicação entre obra e público. <i>O Mestre dos Gênios </i>é um longa que tem como mérito e distinção o reconhecimento que dá a esse profissional ao contar a história da relação de cumplicidade entre o editor Max Perkins, interpretado por Colin Firth (<i>O Bebê de Bridget Jones</i>), e o escritor Thomas Wolfe, autor de livros como <i>Look Homeward, Angel </i>e <i>O Menino Perdido </i>vivido aqui por Jude Law (<i>A Espiã que Sabia de Menos</i>). O filme trata da descoberta de Wolfe por Perkins a partir de um manuscrito encaminhado para a editora Scribner pela namorada do escritor, a figurinista de teatro Aline Bernstein, papel de Nicole Kidman (<i>Olhos da Justiça</i>).</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Esse reconhecimento do lugar do editor presente em  <i>O Mestre dos Gênios</i> não é detectado pelo simples fato do filme ter como um de seus protagonistas Max Perkins, mas porque o longa de Michael Grandage, estreando no cinema após anos dedicados aos palcos, esmiúça de maneira delicada e respeitosa o processo da edição de uma obra literária, colocando-o ao lado da própria escrita. Ao longo do filme, Grandage e o roteirista John Logan (<i>A Invenção de Hugo Cabret</i>) costuram uma história de cumplicidade entre o escritor e seu editor a ponto dessa intimidade gerar um mal estar no reconhecimento do próprio mérito da autoria dos livros de Wolfe, tendo em vista a difícil escrita do autor contornada graças aos esforços de Perkins. Nesse momento, o longa acerta ao investir no seu olhar para o ofício da edição de um livro, reforçando como ele não deixa de ser um processo criativo tão árduo e valoroso quanto a própria escrita, mas também quando se dedica a examinar a relação profissional e de amizade estabelecida entre Wolfe e Perkins, proporcionando interpretações empenhadas de Jude Law e, sobretudo, Colin Firth.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6824" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/genius3.jpg" alt="genius3" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O longa também tenta discutir a interferência do processo na vida privada de Wolfe e Perkins, trazendo para a história a esposa do editor, interpretada por Laura Linney (de <i>Sr. Sherlock Holmes</i>), e, como antecipado, Aline Bernstein, namorada do escritor norte-americano. Nesse departamento, <i>O Mestre dos Gênios</i> tem uma execução mais vacilante já que, de um lado temos uma interessante dinâmica entre Jude Law e Nicole Kidman, que dá contornos dramáticos a sua Aline Bernstein e é beneficiada por um roteiro que lhe dá ótimos momentos, mas do outro nos deparamos com  a pálida relação dos Perkins através de uma parceria entre Colin Firth e Laura Linney, subaproveitada no papel da esposa devotada do editor da Scribner.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Evitando a pretensão que costuma dominar o trabalho de alguns diretores de primeira viagem, Michael Grandage torna <i>O Mestre dos Gênios </i>um filme sem firulas visuais, apoiado estritamente na relação das suas personagens e nos desempenhos dos seus atores. Portanto, o longa não possui grandes afetações e é respeitoso com os seus biografados, sem omitir sobre as ranhuras das suas próprias personalidades, como a natureza egocêntrica e estridente de Thomas Wolfe e o questionável tratamento que ele reserva a namorada. O filme pode não ter muitos picos, nem ser uma obra excepcional em todas as suas frentes, mas mantém a sua integridade e cumplicidade com a plateia através da sensibilidade com que constrói o seu elemento humanizador. O que <i>O Mestre dos Gênios </i>tem como brilho mesmo é o reconhecimento que dá a Max Perkins e a quem tem como ofício a generosa tarefa de tornar as obras passíveis de comunicação com o público.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/1DwX4Fhvnzw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: O Grande Hotel Budapeste</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Jul 2014 21:31:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Jude Law]]></category>
		<category><![CDATA[O Grande Hotel Budapeste]]></category>
		<category><![CDATA[Ralph Fiennes]]></category>
		<category><![CDATA[Tilda Swinton]]></category>
		<category><![CDATA[Wes Anderson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Wes Anderson é um perfeccionista. Cuida milimetricamente de cada detalhe do seu filme como um artesão, com o esmero de um pintor diante da sua tela. Esse rigor estético do cineasta proporciona aos seus trabalhos reações  e impressões conflitantes. Por um lado é um diretor com obras cujas marcas são instantaneamente identificáveis, um dos poucos realizadores autorais contemporâneos nos EUA, com universos e narrativas próprias. Contudo, esse esmero acaba proporcionando, ocasionalmente, experiências frias que colocaM aspectos técnicos acima da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1437" aria-describedby="caption-attachment-1437" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/foto-ralph-fiennes-y-f-murray-abraham-en-el-gran-hotel-budapest-de-m-gustave-y-mr-moustafa-689.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1437 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/foto-ralph-fiennes-y-f-murray-abraham-en-el-gran-hotel-budapest-de-m-gustave-y-mr-moustafa-689-620x318.jpg" alt="" width="620" height="318" /></a><figcaption id="caption-attachment-1437" class="wp-caption-text">Aprendiz e mestre: Zero e Monsieur Gustave constroem uma relação de amizade no período entre-guerras nos corredores do Grande Hotel Budapeste.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Wes Anderson é um perfeccionista. Cuida milimetricamente de cada detalhe do seu filme como um artesão, com o esmero de um pintor diante da sua tela. Esse rigor estético do cineasta proporciona aos seus trabalhos reações  e impressões conflitantes. Por um lado é um diretor com obras cujas marcas são instantaneamente identificáveis, um dos poucos realizadores autorais contemporâneos nos EUA, com universos e narrativas próprias. Contudo, esse esmero acaba proporcionando, ocasionalmente, experiências frias que colocaM aspectos técnicos acima da sua própria história. Talvez o diretor tenha encontrado a harmonia entre assinatura e trama em <em>Moonrise Kingdom</em>, filme no qual o rigor e as opções estéticas do diretor se justificaram pela história do primeiro amor e pela perspectiva infantil sobre o mundo dos adultos. Seu novo filme, <em>O Grande Hotel Budapeste </em>segue a trilha dos seus filmes anteriores. Não é certeiro como <em>Moonrise Kingdom</em>, mas é um trabalho executado no mais elevado nível pelo realizador.</p>
<p>No período entre-guerras, o gerente de um grande hotel na Europa, o Grande Hotel Budapeste, acaba criando um vínculo com seu novo empregado, um jovem que fica no lobby para ajudar os hóspedes. Os dois tornam-se grandes amigos e envolvem-se em uma trama misteriosa sobre o assassinato de uma milionária que se hospedou no hotel e mantinha um relacionamento amoroso com o gerente. A situação se complica quando o testamento da falecida é aberto  e sua família descobre que ela deixou um dos quadros da sua coleção para o seu amante, o gerente do hotel. Logo, ele se torna o alvo principal da família gananciosa da mulher e de um assassino profissional.</p>
<figure id="attachment_1438" aria-describedby="caption-attachment-1438" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/0000001.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-1438 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/0000001-620x324.jpeg" alt="0000001" width="620" height="324" /></a><figcaption id="caption-attachment-1438" class="wp-caption-text">Amor na juventude: Mais uma vez o diretor traz o amor entre jovens como uma das tramas do seu filme através do relacionamento entre Zero e Agatha.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como de praxe, todas as características dos filmes de Wes Anderson estão presentes em <em>O Grande Hotel Budapeste </em>(e se você ainda não assistiu filmes como <em>Os Excêntricos Tennenbaums</em>, <em>A Vida Marinha com Steve Ziss</em>ou, <em>Viagem a Darjeeling </em>e <em>Moonrise Kingdom</em>, só para citar os mais recentes, corra para ver um deles e se familiarizar com o universo e com a proposta do diretor): toda a trama segue em tom cartunesco, diálogos e personagens estranhos, as cores são vibrantes, a narrativa flerta com a perspectiva infantil e com a linguagem teatral&#8230; Enfim, tudo que conhecemos e que ele não abre mão (certo está ele) está lá com os mesmos prós e contras que são usuais em sua filmografia, a exceção de <em>Moonrise Kingdom</em>, que, como já dito, é a união perfeita entre o estilo do diretor e sua trama já que é uma história contada do ponto de vista infantil sobre o primeiro amor, como já mencionamos. Aqui, Anderson conta uma trama de suspense envolvendo assassinatos e roubos de obra de arte do jeito que sabemos, o que, se por um lado é fascinante pela sua engenhosidade e detalhismo, por outro pode cansar e distanciar aqueles que não são muito afeitos ao estilo do realizador, que, como já dito, tem marcas muito particulares, ou simplesmente não gostam dele.</p>
<p>No elenco do longa, atores como Jude Law, F. Murray Abraham, Tom Wilkinson, Mathieu Amalric, Lea Seydoux, Adrien Brody, Willem Dafoe, Harvey Keitel, Jeff Goldblum, Saoirse Ronan, Edward Norton e participações pontuais de Jason Schwartzman, Owen Wilson, Bill Murray e Tilda Swinton (irreconhecível por trás de uma maquiagem que a envelheceu uns bons anos para viver a milionária amante do gerente do hotel). No entanto, o centro da narrativa está mesmo nos personagens de Ralph Fiennes e o jovem Tony Revolori, o garoto do lobby. Revolori cai como uma luva no papel manifestando em cada quadro o usual frescor de atores em início de carreira. Já Fiennes é um show a parte como o Monsieur Gustave, o gerente do hotel que mesmo envolvido em uma trama complicada de assassinato tenta manter a tradição e o respeito a divisão de classes do período pré-guerra. Gustave é daqueles homens que são tão imersos e apaixonados pelo seu trabalho que mesmo fora do ambiente de laboro age, fala e pensa como se estivesse exercendo a sua função profissional. E Fiennes, como reza a tradição inglesa, lida muito bem com esses elementos, evitando cair na armadilha fácil de transformar o seu personagem em uma figura fria em cena.</p>
<figure id="attachment_1439" aria-describedby="caption-attachment-1439" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Grand-Budapest-Hotel.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1439 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Grand-Budapest-Hotel-620x348.jpg" alt="Grand-Budapest-Hotel" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-1439" class="wp-caption-text">Narrador e ouvinte: Jude Law vive um jovem escritor que ouve e narra a história do Grande Hotel Budapeste e dos seus personagens.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dando continuidade a uma tradição e uma gramática própria, <em>O Grande Hotel Budapeste </em>é um filme de Wes Anderson e isso já diz muito sobre ele. O filme não é o ponto alto da carreira do realizador, nem o seu ponto baixo, é mais um exemplar com a sua peculiar assinatura que mantém a média dos seus trabalhos anteriores. E se o diretor acaba inclinando-se mais para certos aspectos da sua obra em detrimento de outros e apreciá-los é mais uma questão de gosto que uma avaliação objetiva, <em>O Grande Hotel Budapeste </em>tem seus méritos<em>. </em>Manter-se ativo por anos a fio sem flexibilizar sua assinatura por ditames da indústria sem deixar de ser peça fundamental nela já é, por si só, uma razão para elogiar qualquer exemplar da filmografia de Anderson.</p>
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		<title>Crítica: A Recompensa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 May 2014 14:47:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Recompensa]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Emilia Clarke]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jude Law]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O longa A Recompensa conta a história de Dom Hemingway, um conhecido arrombador de cofres que foi preso depois que decidiu não entregar um de seus clientes. Doze anos se passaram na prisão, quando ele finalmente é solto e vai em busca de sua recompensa pelo silêncio. Com o ego bastante aflorado, ele acaba contando vantagem do dinheiro ganho, bebendo e se drogando com prostitutas na casa do homem que lhe devia, envolvendo-se em situações bastante delicadas. Trazendo uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_993" aria-describedby="caption-attachment-993" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/221085_397873_620___dom_hemingway___photo_nick_wall.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-993 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/221085_397873_620___dom_hemingway___photo_nick_wall.jpg" alt="221085_397873_620___dom_hemingway___photo_nick_wall" width="530" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-993" class="wp-caption-text">Jude Law dá um show no papel de Dom Hemingway</figcaption></figure>
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<p>O longa <em>A Recompensa</em> conta a história de Dom Hemingway, um conhecido arrombador de cofres que foi preso depois que decidiu não entregar um de seus clientes. Doze anos se passaram na prisão, quando ele finalmente é solto e vai em busca de sua recompensa pelo silêncio. Com o ego bastante aflorado, ele acaba contando vantagem do dinheiro ganho, bebendo e se drogando com prostitutas na casa do homem que lhe devia, envolvendo-se em situações bastante delicadas.</p>
<p>Trazendo uma performance única e hilária de Jude Law, o filme pode causar controvérsia em algumas pessoas. Pode-se dizer que ele é estranho, mas acredito que num bom sentido. Como a maioria das comédias britânicas, ela é mais sarcástica, escrachada e envolve mais fatos engraçados da desgraça alheia, muito diferente das americanas, que leva mais para o riso óbvio. É uma particularidade do gênero no país e que certamente não agrada todo mundo.</p>
<p>A primeira cena já faz uma construção de personagem incrível. Em primeiro lugar, é válido salientar que o título do filme em inglês é Dom Hemingway, mostrando que o foco é totalmente no protagonista. Isso fica logo claro, quando a película inicia com um monólogo de Law falando sobre quão incrível é seu pênis. O espectador percebe de cara que aquele é um personagem com o ego inflado, que acredita ser o melhor em tudo. Ainda na mesma tomada, o diretor já desconstrói essa situação, mostrando a realidade em que Hemingway se encontra e a necessidade que a questão impõe de ele ser mais humilde.</p>
<figure id="attachment_994" aria-describedby="caption-attachment-994" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/219368.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-994 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/219368.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="219368.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx" width="530" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-994" class="wp-caption-text">O ego do personagem leva a sua derrota</figcaption></figure>
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<p>O filme tem uma característica interessante de ser meio que dividido em capítulos. A cada mudança mais brusca de situação, a tela mostra frases relacionadas, como uma passagem. Por sinal, um detalhe a ser observado é que grande parte das cenas do filme são contínuas. O roteirista vai mostrando fala por fala, reação por reação e as consequências disso. Não é naquele estilo em que algo acontece, muda a cena e já mostra o depois. E nesse ponto é legal observar que se o filme não tiver um bom roteiro, vai levar o espectador ao tédio rapidamente. Não é o caso.</p>
<p>Claro que essa não é uma comédia comum. O protagonista é uma pessoa difícil, egoísta, egocêntrico e pouco amável. Mas essa mistura de sentimentos é que torna ele interessante e a acaba conquistando quem assiste. A evolução de sua história é gradativa e ele não perde sua essência mesmo quando a vida já lhe fez passar por tantas provas. Trazendo mais uma vez a característica da comédia britânica, o uso de muitos palavrões toma a maioria das cenas e pode desagradar algumas pessoas. Acredito, no entanto, que isso constrói ainda melhor a história e se adéqua muito bem ao personagem.</p>
<figure id="attachment_995" aria-describedby="caption-attachment-995" style="width: 530px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/222923.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-995" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/222923.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Cenas de humor sarcástico são característica da comédia britânica" width="530" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-995" class="wp-caption-text">Cenas de humor sarcástico são característica da comédia britânica</figcaption></figure>
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<p>Os detalhes das vestimentas e da própria criação de ambiente em todo o filme casa perfeitamente com o enredo, o fato do personagem de Law ter perdido tantos anos de sua vida dentro de uma prisão e encontrado tudo tão diferente quando saiu. A trilha sonora também é algo para ser notado, com várias músicas de rock, variando entre a diversão e o lamento.</p>
<p>Para os amantes da série <em>Game of Thrones</em>, essa é uma oportunidade de ver a atriz Emilia Clarke, a conhecida Daenerys Targaryen/ Khaleesi, completamente diferente daquele loiro platinado. Em <em>A Recompensa</em>, ela surge com os cabelos curtos, ruivos e um pouco mais gordinha. Ela interpreta a filha de Dom e faz uma ótima composição com Jude Law.</p>
<p>Diferente e até bizarro, o filme certamente não vai agradar todos os públicos. Mesmo para quem não curte o gênero de comédia britânica, vale a pena assistir pela performance incrível de Jude Law, que rouba todos os holofotes pare ele. Além disso, não tem como não rir na maioria das cenas.</p>
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