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	<title>Arquivos Judd Apatow - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Doentes de Amor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2017 01:05:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Doentes de Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Holly Hunter]]></category>
		<category><![CDATA[Judd Apatow]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Produção de Judd Apatow (<i>Ligeiramente Grávidos </i>e <i>O Virgem de 40 Anos</i>), um dos Midas da comédia inteligente estadunidense, <i>Doentes de Amor </i>é uma das mais adoráveis surpresas do ano. A comédia é uma espécie de <i>Casamento Grego </i>dos nossos tempos na qual um comediante de <i>stand-up comedy </i>paquistanês que vive desde pequeno nos EUA começa a repensar seu posicionamento diante dos costumes da sua família a partir do momento em que se apaixona por uma jovem americana. O filme tem como base a história do seu próprio protagonista, Kumail Nanjiani, que co-assina o roteiro com sua esposa fora das telas, Emily V. Gordon, interpretada no filme pela atriz Zoe Kazan. Nesse entrelaçamento entre a ficção e a biografia do próprio Nanjiani, <i>Doentes de Amor </i>encontra o tom delicioso de um filme sensível sobre relacionamentos humanos e conflitos culturais decorrentes de uma realidade marcada por tensões e preconceitos, mas também por um intercâmbio e hibridização constante de costumes.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O fluido roteiro de Nanjiani e Gordon para <i>Doentes de Amor </i>é cheio de méritos. Ele constrói seu protagonista como um sujeito que se vê encurralado pelo dever que tem com sua família, temendo contrariar a rigorosa matriarca a partir de uma recusa aos constantes encontros que a mesma marca nos jantares de família com pretendentes paquistanesas. Ao mesmo tempo, o Kumail de <i>Doentes de Amor </i>é um rapaz que, apesar das origens, é mais um cidadão americano que paquistanês, à vontade com o <i>american way of life </i>de americano médio. Assim, Kumail é um personagem extremamente humano, fugindo por completo de estereótipos reservados a personagens orientais (em alguns momentos até mesmo fazendo ironia com isso) e mostrando, ao mesmo tempo, camadas interessantes a serem exploradas e também sendo capaz de exibir características que produzem empatia instantânea em quem assiste ao filme.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8284" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/10/big-sick-2-1.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O roteiro de <i>Doentes de Amor </i>é perspicaz e sensível não apenas na maneira como concebe suas personagens como figuras multidimensionais, sem fazer com que isso as torne aborrecidas (pelo contrário, é agradável passar o tempo da projeção com todas elas e até lamentamos o fato do filme chegar ao fim), mas também porque o longa consegue costurar a jornada do seu protagonista com fluidez. Tomamos intimidade e criamos vínculo com Kumail, sua trajetória e seu conflito pois acompanhamos o início do seu relacionamento com Emily e tudo o que sucede o mesmo, percebendo no protagonista o seu amadurecimento emocional e a maneira como os laços dos relacionamentos que estabelece com os demais personagens da história são fortalecidos. Esse caráter do roteiro de <i>Doentes de Amor </i>faz com que o filme transborde humanidade e afeto.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O longa ainda conta com um elenco que exibe performances certeiras que jamais sobem o tom do filme ou se sobressaem em momentos de vaidade cênica. Entre os destaques está o próprio Kumail, centro de toda a narrativa conseguindo cativar o espectador com seu simpático e comum protagonista, ganhando em definitivo o público com um monólogo emocionado durante uma apresentação <i>stand-up</i>. Há ainda espaço para seus coadjuvantes como os pais de Emily interpretados por Ray Romano e por uma inspiradíssima Holly Hunter, uma protetora e justa matriarca. Também é delicioso acompanhar a sempre carismática Zoe Kazan em cena fazendo dobradinha com Kumail. Enfim, temos atores que conseguem fazer justiça à humanidade com que esses personagens são concebidos pelas linhas do roteiro que foge dos vícios de representação da comédia americana ao mesmo tempo em que utiliza toda a base da mesma para construir uma história que transborda empatia, doçura e carisma.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/B8sSEqn0GA0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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