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	<title>Arquivos José Aldo - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos José Aldo - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Mais Forte que o Mundo &#8211; A História de José Aldo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jun 2016 21:08:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar de ter como fonte de inspiração personagens e eventos reais, a biografia Mais forte que o Mundo &#8211; A História de José Aldo é um longa cujos protagonistas e suas motivações e dinâmicas funcionam sob uma lógica artificial. Dirigido por Afonso Poyart, que fez fama com o inventivo 2 Coelhos e esteve no circuito recentemente com seu primeiro longa internacional, Presságios de um Crime, com Anthony Hopkins e Colin Farrell, Mais forte que o Mundo &#8211; A História de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de ter como fonte de inspiração personagens e eventos reais, a biografia <i>Mais forte que o Mundo &#8211; A História de José Aldo </i>é um longa cujos protagonistas e suas motivações e dinâmicas funcionam sob uma lógica artificial. Dirigido por Afonso Poyart, que fez fama com o inventivo <i>2 Coelhos </i>e esteve no circuito recentemente com seu primeiro longa internacional, <i>Presságios de um Crime</i>, com Anthony Hopkins e Colin Farrell, <i>Mais forte que o Mundo &#8211; A História de José Aldo </i>é uma biografia &#8220;basicona&#8221; em sua narrativa linear que narra a trajetória do lutador de MMA José Aldo, da juventude problemática em Manaus até sua chegada ao Rio de Janeiro, onde conseguiu ser descoberto por um treinador, formou uma família e encontrou enfim a paz que sua infância e adolescência ao lado do pai alcoólatra não lhe dava.</p>
<p>Como aconteceu até aqui na carreira de Poyart, <i>Mais forte que o Mundo </i>é dado a algumas &#8220;invencionices&#8221; do diretor. O realizador aposta em inesperados movimentos de câmera, certos efeitos imagéticos, uma montagem acelerada, uma trilha sonora eclética e pop que vai da composição de Ennio Morricone para <i>Era uma vez no Oeste </i>a interpretações de Lenine e Lorde para clássicos da música brasileira e estrangeira&#8230; Tudo isto seria muito bem-vindo ao filme, caso a história acompanhasse toda essa natureza subversiva do diretor em uma trama que incorporasse tais elementos de maneira orgânica e que fizesse todos eles estarem à serviço da evolução dos seus personagens e dos propósitos do roteiro. Isto, infelizmente, não acontece na maior parte da projeção.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6182" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/jose.jpg" alt="jose" width="610" height="348" /></p>
<p>Escrito pelo próprio Poyart e por Marcelo Rubens Paiva, o roteiro de <i>Mais forte que o Mundo </i>é repleto de lacunas que não conseguem ser preenchidas pelo espectador pois o filme não aciona pistas nem desenvolve as relações de alguns dos seus principais personagens a contento. O principal deles é o seu biografado, o José Aldo, que já não tem o auxílio da interpretação de José Loreto, pouco eficiente no papel. Se entendemos e nos comovemos com sua história com seu pai e como a raiva vinda desta relação conflituosa funcionou como combustível para sua vida e carreira, o êxito de tais propósitos vem por outras vias, a força de Jackson Antunes, intérprete do pai de Aldo no filme. Sobre o protagonista e seu intérprete, por sua vez, custamos mergulhar na sua alma, sentir empatia por ele e entender seus sentimentos e relações, sobretudo quando é colocado em destaque sua convivência com a namorada/esposa Vivi, interpretada por Cleo Pires, e seu atrito com um grande rival, marcado pelo questionável desempenho de Rômulo Neto (ao final, o personagem revela-se muito mais que isso).</p>
<p>Assim,  sob uma lógica estranha e superficial de motivações e relacionamentos, os personagens do filme são movidos por sentimentos que não saem do território do &#8220;instinto&#8221; quase que matemático ou da grande &#8220;chave&#8221; de entendimento do filme &#8220;a raiva é um grande combustível&#8221; ou &#8220;Aldo é um reflexo do temperamento instável do seu pai&#8221;. Ir um pouco além destes chavões não faria nenhum mal a biografia, pelo contrário. Era preferível investir mais neste aspecto do que na escalação aleatória de Rafinha Bastos, Paulo Zulu, Thaila Ayala e Felipe Tito para personagens que pouco acrescentam na história e que parecem estar ali sob a mesma lógica que regiam os filmes da Xuxa ou do Renato Aragão na década de 1980 e 1990: participações especiais de celebridades como o grupo Dominó, Faustão, Vinny acreditando que isso torna a história mais &#8220;vendável&#8221; para o público. Não precisava, a vida do seu biografado fala por si só. Caso tivesse investido mais tempo e ido ainda mais a fundo na relação de Aldo com seu pai e, além disso, administrasse melhor o tema da raiva como o motor do seu personagem, inclusive quando opta por uma abordagem mais psicológica para a questão, sugerindo um aprofundamento da mesma, <i>Mais forte que o Mundo </i>seria um grande filme, inclusive porque Afonso Poyart tem competência técnica para isto, como já evidencia toda a sua carreira e é confirmado em momentos isolados aqui.</p>
<p><strong>Assista ao trailer: </strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Du0GM7ARq1Y" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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