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	<title>Arquivos Jonathan Liebesman - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: As Tartarugas Ninja</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Aug 2014 15:20:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[As Tartarugas Ninjas]]></category>
		<category><![CDATA[Jonathan Liebesman]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1758" aria-describedby="caption-attachment-1758" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/teenage-mutant-ninja-turtlest-13.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-1758 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/teenage-mutant-ninja-turtlest-13-620x292.jpg" alt="teenage-mutant-ninja-turtlest-13" width="620" height="292" /></a><figcaption id="caption-attachment-1758" class="wp-caption-text">Ícones da cultura pop: Michelangelo, Leonardo, Rafael e Donatello retornam de um jeito mais sério do que o esperado.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Costuma-se dizer que o universo sombrio e realista das franquias <em>O Cavaleiro das Trevas </em>e <em>X-Men</em>, de Christopher Nolan e Bryan Singer, influenciou todos os filmes de super-heróis que os seguiram. De repente, todo longa protagonizado por indivíduos com super-poderes precisam justificar sua urgência colocando seus personagens em dramas existenciais e associações com problemas políticos e sociais como o terrorismo e o preconceito. Muitas vezes isso não é necessário, já que Batman e o grupo do Professor Xavier se apresentam assim porque seus contextos exigem isso deles. Em muitos casos, a única coisa que se exige desses longas é que eles entretenham e embarquem no teor fantástico de suas respectivas premissas, claro que tudo isso obedecendo às &#8220;regras&#8221; básicas de qualquer filme que anseia ser qualificado enquanto cinema: desenvolvimento de personagens, dinamicidade do roteiro e apuro técnico. Afinal, entretenimento não significa burrice ou desleixo. Dito isso, vamos a <em>As Tartarugas Ninja</em>, um filme que preferiu buscar a inspiração em toda sorte de histórias de super-heróis, menos na sua própria origem.</p>
<p>O novo longa baseado nos icônicos personagens de Peter Laird e Kevin Eastman retomam a gênese dos heróis, tartarugas mutantes com incríveis habilidades para técnicas de luta oriental que vivem no esgoto e atuam clandestinamente como vigilantes. Eles são descobertos pela repórter de TV April O&#8217;Neil, que enxerga neles a sua chance de ser levada a sério no trabalho, deixando de cobrir pautas frívolas de entretenimento. No entanto, April descobre que Michelangelo, Raphael, Leonardo e Donatello têm uma conexão com o seu passado e com o trabalho do seu falecido pai.</p>
<figure id="attachment_1759" aria-describedby="caption-attachment-1759" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/teenage-mutant-ninja-turtles-2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1759 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/teenage-mutant-ninja-turtles-2-620x310.jpg" alt="teenage-mutant-ninja-turtles-2" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-1759" class="wp-caption-text">Os humanos April O&#8217;Neil (Megan Fox) e Vernon (Will Arnett): Piadas isoladas em um universo muito mais sombrio do que as origens dos personagens sugerem.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Produzido por Michael Bay, o homem responsável pela franquia <em>Transformers</em>, entre outras bombas cinematográficas, <em>As Tartarugas Ninja</em> foi dirigido por Jonathan Liebesman, de <em>Invasão do Mundo &#8211; Batalha de Los Angeles</em> e <em>Fúria de Titãs 2</em>, mas isso é um mero detalhe. Do início ao fim, <em>As Tartarugas Ninja </em>se apresenta como um autêntico produto &#8220;Michael Bay&#8221;, exibindo as marcas nada agradáveis da filmografia do diretor, desde a inserção nada discreta da publicidade, como no momento em que o mestre Splinter oferece aos tartarugas uma pizza de uma cadeia de restaurantes famosa em todo o mundo, até o machismo com que costuma tratar suas personagens femininas, em dado momento de extremo perigo, por exemplo, eles têm tempo de fazer uma &#8220;brincadeira&#8221; com o traseiro de April O&#8217;Neil, uma Megan Fox que, por sinal, surge visualmente impecável (para que tanta maquiagem???) nos momentos menos propícios. Sem falar nas extensas e hiperbólicas sequências de ação e nos momentos em que a câmera filma os seus personagens de cima para baixo, um recurso utilizado sem a menor justificativa.</p>
<p>Contudo, o que mais incomoda em <em>As Tartarugas Ninja </em>é o fato do filme se levar a sério demais. Tendo como protagonistas tartarugas (!), ninjas (!!), mutantes (!!!), adolescentes (!!!!) apaixonadas por pizza (!!!!!) e treinadas por um rato que as adota como pai (!!!!!!!!!) era de se esperar que o longa utilizasse isso a seu favor e &#8220;brincasse&#8221; mais com o espectador e com o próprio universo, como a série animada e os filmes anteriores faziam. No entanto, Bay e Liebesman preferem transformar <em>As Tartarugas Ninja </em>em um filme sombrio com um leve teor trágico, ou seja, erraram por completo no tom da história, pegaram pesado demais.</p>
<figure id="attachment_1760" aria-describedby="caption-attachment-1760" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/teenagemutant2ndtrailer-imagemdestacada-660x330.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1760 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/teenagemutant2ndtrailer-imagemdestacada-660x330-620x310.jpg" alt="teenagemutant2ndtrailer-imagemdestacada-660x330" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-1760" class="wp-caption-text">Splinter enfrenta o Destruidor: Confrontos do filme são exagerados e extensos como sempre acontece nos filmes do seu produtor, Michael Bay.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>As Tartarugas Ninja </em>, no final das contas, acaba sendo um projeto sintomático de uma prática recorrente entre realizadores cinematográficos e estúdios. Os envolvidos na adaptação de um clássico da nossa infância preferiram olhar para o que já deu certo em outros contextos, sem levar em consideração que esses filmes que se tornaram referência no universo dos super-heróis e tiveram êxito porque atenderam a demandas do próprio material que tinham em mãos. Se Michael Bay e Jonathan Liebesman voltassem seus olhos para <em>As Tartarugas Ninja </em>em primeiro lugar e não para o que está fora do projeto em si, talvez concebessem um filme que, no mínimo, nos fizesse lembrar da essência da história original. Do jeito que foi feito, parece um <em>As Tartarugas Ninja </em>querendo ser o que não é, o Batman.</p>
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