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	<title>Arquivos John Goodman - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos John Goodman - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Rebelião</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Mar 2019 00:44:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[A Rebelião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O universo da ficção científica já passou por diversas mudanças de estrutura e facetas ao longo dos anos. Os marcos do cinema nesse gênero quebraram paradigmas e o reinventaram. Filmes como 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), a franquia Star Wars, Blade Runner: O Caçador de Androides (1982) e Matrix, a trilogia das irmãs Wachowski, mudaram a forma de fazer cinema sci-fi e transformaram o gênero em algo muito maior. O poder camaleônico que os longas ganharam com as novas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O universo da ficção científica já passou por diversas mudanças de estrutura e facetas ao longo dos anos. Os marcos do cinema nesse gênero quebraram paradigmas e o reinventaram. Filmes como <em>2001: Uma Odisseia no Espaço</em> (1968), a franquia <em>Star Wars</em>, <em>Blade Runner: O Caçador de Androides</em> (1982) e <em>Matrix</em>, a trilogia das irmãs Wachowski, mudaram a forma de fazer cinema<em> sci-fi</em> e transformaram o gênero em algo muito maior. O poder camaleônico que os longas ganharam com as novas possibilidades trazidas por essas películas foi fundamental para que ele durasse até os dias de hoje.</p>
<p>Com erros e acertos, o gênero teve destaque no último ano e já começa a despontar novos horizontes com as estreias de 2019. Nesta quinta-feira (28), os cinemas brasileiros começam a exibir o longa-metragem da Amblin Partners intitulado <em><strong>A Rebelião</strong></em>. A narrativa é resultado de um olhar extremamente político inserido na realidade social vigente por uma dominação alienígena na Terra.</p>
<p>Num futuro não muito distante, a Terra sofre uma invasão alienígena que leva o planeta a se tornar subjugado pelos extraterrestres. Numa manobra de sobrevivência, as lideranças humanas se unem aos invasores para estabelecer um governo de subserviência. Alguns grupos em Chicago, no entanto, não concordam com o posicionamento dos líderes e resistem. A última resistência passa os 10 anos após a invasão se reestruturando e elaborando um plano para que a rebelião possa pôr fim ao controle alienígena.</p>
<p><em>Captive State</em> (título original) se inicia com uma promessa positiva ao público. O prólogo pré-apocalíptico entusiasma até mesmo os mais céticos quanto a qualidade do filme. Os primeiros 10 minutos introdutórios são uma demonstração do que parecia ser uma jornada<em> sci-fi</em> interessante. Os minutos seguintes, contudo, mudam completamente o ritmo e a forma da narrativa e, consequentemente, o olhar do espectador. Logo se instaura uma espécie de <em>thriller</em> político em meio a uma sociedade pós-apocalíptica. Desse momento em diante o longa se mostra com um viés muito mais político do que o esperado.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10341" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0320840.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="A Rebelião" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0320840.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0320840.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/0320840.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>As discussões políticas inseridas no roteiro de <strong><em>A Rebelião</em> </strong>são o seu verdadeiro pilar. As características e referências da ficção científica se tornam extremamente secundárias em relação ao foco de discussão proposto pelos co-roteiristas Erica Beeney e Rupert Wyatt (também diretor da produção). É tão marcante essa mudança de tonalidade da narrativa que o público pode se perguntar em algum momento se aquilo é, de fato, um mundo dominado por aliens. Nesse ponto o roteiro de Beeney e Wyatt falha. A inserção de reflexões político socioculturais poderia ter sido feita sem afetar a estrutura base da película. O ataque alienígena perde completamente lugar durante boa parte da história sendo resgatado apenas no final do longa.</p>
<p>Outra particularidade é o foco nas personas. Existe uma explícita tentativa da direção e roteiro de aproximar o espectador das personagens principais. Suas vidas são dissecadas aos poucos para que o público se apegue a cada uma daquelas figuras e suas trágicas vivências. No entanto, o fluxo de empatia entre o filme e os espectadores é um tanto falho pela rapidez com que os novos acontecimentos ocorrem – além da má explanação de alguns personagens-chave. A dinâmica das ações dos rebeldes em cada um de seus micros contextos se atropela em meio ao ritmo acelerado exigido pela história. Ou seja, Wyatt se esforça para prender o público de todas as formas que encontra, mas as falhas na estrutura de seu filme sempre atrapalham a experiência.</p>
<p><em>Captive State</em> pode ser comparado em certos aspectos ao resultado de uma mistura de <em>Matrix</em> – e a aproximação das personagens com o real – com <em>Distrito 9</em>, de 2009, e toda a sua realidade de coexistência e exploração entre humanos e alienígenas – por mais que, na produção da Amblin, os papeis estejam invertidos. Tudo isso misturado a um forte posicionamento político sobre caos, poder e controle de massas gera o enredo do novo produto distribuído pela Focus Features. A jornada tem tropeços, uma tentativa de virada ao final da película que se mostrou extremamente óbvia e deixa a desejar no quesito<em> sci-fi</em>. É inevitável que o espectador saia da sessão querendo ter visto mais das criaturas extraterrestres. O que falta, portanto, em <em><strong>A Rebelião</strong></em> é uma escolha mais focada. A produção promete algo que não consegue cumprir por tentar abraçar mais do que era possível naquele contexto. O longa está longe de ser ruim, mas também não causará nenhum tipo de êxtase no público. Ainda falta um tanto para que o filme seja o <em>sci-fi</em> político de qualidade que prometeu ser.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rupert Wyatt<br />
<strong>Elenco:</strong> Ashton Sanders, John Goodman, Vera Farmiga</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/B8b-QK9tx1Q" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Atômica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Aug 2017 15:51:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Atômica]]></category>
		<category><![CDATA[Charlize Theron]]></category>
		<category><![CDATA[James McAvoy]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não fosse o sucesso de Mad Max: Estrada da Fúria, Atômica provavelmente não existiria. O filme de David Leitch, que co-dirigiu De Volta ao Jogo com Keanu Reeves e atualmente está comandando Deadpool 2, praticamente respira em função de Charlize Theron e dos esforços da sua trama de sublinhar a vencedora do Oscar por Monster: Desejo Assassino como heroína de ação. A boa notícia é que, durante boa parte da projeção, Atômica consegue isso, ainda que às custas de uma certa sensação de banalidade da sua trama central. Não fosse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Não fosse o sucesso de <i>Mad Max: Estrada da Fúria</i>, <i>Atômica </i>provavelmente não existiria. O filme de David Leitch, que co-dirigiu <i>De Volta ao Jogo </i>com Keanu Reeves e atualmente está comandando <i>Deadpool 2</i>, praticamente respira em função de Charlize Theron e dos esforços da sua trama de sublinhar a vencedora do Oscar por <i>Monster: Desejo Assassino </i>como heroína de ação. A boa notícia é que, durante boa parte da projeção, <i>Atômica </i>consegue isso, ainda que às custas de uma certa sensação de banalidade da sua trama central. Não fosse a presença de Theron, seu desempenho como a espiã Lorraine Broughton e a destreza do seu diretor no comando de intensas sequências de ação, <i>Atômica </i>seria pouca coisa, quase nada.</p>
</div>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">No filme, Charlize interpreta uma agente disfarçada do MI-6 mandada a Berlim no final da Guerra Fria para investigar o assassinato de um oficial e o paradeiro de uma lista contendo nomes de agentes duplos. Para a missão, a personagem conta com a ajuda de Percival, papel de James McAvoy (da franquia <i>X-Men </i>e <i>Fragmentado</i>), que conhece a região e pode indicar os caminhos para Lorraine recuperar a lista.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8169" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/atomic-blonde.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O que o público verá em <i>Atômica </i>é um filme de espionagem altamente estetizado. Existe um cuidado de Letch com a composição dos seus planos em detalhes como as cores do seus cenários, um excesso de rosa e azul neon que ambientam a produção nos anos de 1980. O filme também parece desejar subverter algumas marcas de filmes de espionagem pela chave do gênero, colocando Theron como uma figura que por tradição costuma ser interpretada por homens e trazendo para a sua espiã um envolvimento amoroso com a agente francesa interpretada por Sofia Boutella (de <i>A Múmia</i>), uma mulher fragilizada que encontra amparo nos braços da protagonista.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Explorando o contexto histórico da Guerra Fria sem almejar complexificar demais o cenário político que serve de fundo para sua trama, <i>Atômica </i>é recheado de cenas de ação conduzidas com maestria por Letch que explora toda a fisicalidade da interpretação de Charlize Theron. Indubitavelmente, a atriz exibe fôlego ao comandar um verdadeiro &#8220;quebra pau&#8221; em plano-sequência lá pela segunda metade do longa entre tantas outras cenas que comanda com muita segurança ao longo do filme. O êxito nesse departamento, faz com que <i>Atômica </i>cumpra sua função de fazer coro à leva de <i>blockbusters girl power </i>que têm invadido as salas nos últimos anos, um quadro que, torça o nariz ou não, é uma realidade.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/epxTk44F38g" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Kong &#8211; A Ilha da Caveira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2017 14:09:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brie Larson]]></category>
		<category><![CDATA[John C. Reilly]]></category>
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		<category><![CDATA[King King]]></category>
		<category><![CDATA[Kong: A Ilha da Caveira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema blockbuster do nosso tempo é grande devedor do pioneirismo de King Kong, dirigido por Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack em 1933. O longa trazia uma equipe de cinema que ia para a Ilha da Caveira para realizar um filme no cenário e se deparava com um vasto universo de criaturas e com uma tribo que oferecia jovens como sacrifício para um grande gorila adorado pela mesma como um deus. King Kong foi inaugural na exploração dessa narrativa em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O cinema <i>blockbuster </i>do nosso tempo é grande devedor do pioneirismo de <i>King Kong, </i>dirigido por Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack em 1933. O longa trazia uma equipe de cinema que ia para a Ilha da Caveira para realizar um filme no cenário e se deparava com um vasto universo de criaturas e com uma tribo que oferecia jovens como sacrifício para um grande gorila adorado pela mesma como um deus. <i>King Kong </i>foi inaugural na exploração dessa narrativa em tom aventuresco com pitadas de tensão e fantasia. Seria natural que em uma época em que Hollywood tem se retroalimentado, resgatando franquias de duas décadas atrás e repaginando-as para as novas gerações (<i>Star Wars</i>, <i>Mad Max</i>, <i>Jurassic Park</i>), Kong fosse resgatado do passado e ganhasse mais uma versão nas telas e dessa vez com a promessa de uma reunião futura com Godzilla, já revisto na produção americana de 2014, se unindo ao monstro japonês em um grande evento cinematográfico.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Diferente do <i>remake </i>de Peter Jackson de 2005, que tem o seu valor (vale frisar, sobretudo por estarmos em tempos de descarte tão precoce de obras passadas pelo frissom de novas propostas),<i>  Kong: A Ilha da Caveira </i>não tem como enfoque a expedição de uma equipe de cinema nem um encantamento do protagonista por uma linda donzela. O longa é ambientado nos anos de 1970, quando um grupo de militares convocados por uma organização secreta chamada Monarch resolve entrar na Ilha da Caveira para averiguar a presença de novas espécies no local. Quando chegam lá, eles se deparam com um gorila gigante chamado de Kong pela tribo local que trava um conflito com criaturas denominadas<i> skullcrawlers</i>, responsáveis outrora pelo extermínio da sua espécie.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Conduzido por Jordan Vogt-Roberts, que até então havia realizado trabalhos de menor escopo, como o filme <i>Os Reis do Verão </i>de 2013, <i>Kong</i>: <i>A Ilha da Caveira</i> nos apresenta a eventos que se restringem ao <i>habitat </i>do gorila, a ilha que dá título ao filme. Destacando-se das histórias sobre o primata que foram contadas até hoje, o longa contextualiza sua época, evocando consequências do pós-Segunda Guerra e Vietnã e incorporando-as a sua própria trama e desenvolvimento de personagens. Há referências visuais óbvias a <i>Apocalypse Now</i>, de Francis Ford Coppola, como as artes do longa já indicavam, mas é um alívio perceber que nenhuma delas são aleatórias e demonstram a percepção do diretor e dos seus roteiristas Dan Gilroy, Max Borenstein e Derek Connolly em compor e mover seus personagens na trama a partir daquilo que eles vivenciaram nesses conflitos, o que torna o filme mais interessante e o retira de um terreno confortável de segurança que poderia levá-lo a um caminho pouco produtivo e já explorado em outras produções. Há, inclusive, dois personagens importantes na trama vividos por John C. Reilly e Samuel L. Jackson, os destaques do elenco, que acabam polarizando uma situação advinda dessa contextualização das guerras e da presença americana nelas.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7462" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/03/KongSkullIsland_Clip_Graveyard.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Executando sua ação com destreza e destacando o seu excelente design de produção, responsável por criar um Kong que anatomicamente nos faz lembrar o gorila do filme dos anos de 1930, <i>Kong: A Ilha da Caveira</i>, contudo,<i> </i>cai na armadilha de escalar dois atores do momento, Tom Hiddleston (o vilão Loki dos filmes da Marvel) e Brie Larson (recém oscarizada por <i>O Quarto de Jack</i>) para viverem personagens que são praticamente nulos na história somente pelo prazer de tê-los em seu elenco, o que é uma pena, já que ambos renderiam muito caso tivessem um trabalho consistente para trabalhar. Com Brie, o filme ainda procura evocar a dinâmica antecedente entre Kong e a atriz Ann Darrow, vivida em filmes diferentes por Naomi Watts, Jodi Benson, Jessica Lange e Fay Wray, já Hiddleston parece uma presença opaca na história.  Ainda assim, o longa tem o mérito de incorporar reflexões sobre a guerra, sobre a postura americana nos conflitos que surgem como fantasmas para seus personagens humanos e, de quebra, ainda consegue inserir um ponto de vista sobre a ação predatória do homem que potencialmente gera um desequilíbrio na própria natureza, ainda que a mesma crie maneiras de colocar as coisas em ordem novamente nas ações por vezes heróicas de um macaco gigante.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O grande mérito de <i>Kong: A Ilha da Caveira </i>está em assumir aquilo que é. Diferente do <i>Godzilla </i>de Gareth Edwards que mascarava seu propósito de entreter com uma associação a temas que extrapolavam a ordem da fantasia, desejavam o melodrama familiar e dialogavam com o mundo real, oferecendo muito pouco em termos de espetáculo ao seu público, <i>Kong: A Ilha da Caveira</i> contextualiza com o real, mas compreende sobretudo que o grande protagonista da sua fita é Kong e que sua razão de existir é mergulhar o público em suas dinâmicas sequências de ação nas quais vemos o gorila estraçalhar as criaturas que habitam a Ilha da Caveira. A essência desse tipo de projeto é mesmo o espetáculo e qualquer coisa que neutralize ele, como ocorrera em <i>Godzilla</i>, é um esforço vão de transformar o filme em algo que ele não é. <i>Kong: A Ilha da Caveira </i>oferece ao seu público exatamente aquilo que ele espera do mesmo.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/p7SvLHjSfBc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Rua Cloverfield, 10</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Apr 2016 22:21:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cloverfield: Monstro]]></category>
		<category><![CDATA[Dan Trachtenberg]]></category>
		<category><![CDATA[J.J. Abrams]]></category>
		<category><![CDATA[John Gallagher Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[John Goodman]]></category>
		<category><![CDATA[Mary Elizabeth Winstead]]></category>
		<category><![CDATA[Rua Cloverfield 10]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2007, J.J. Abrams, ainda colhendo os frutos da série de TV Lost, gerou muita expectativa para os fãs de filmes de monstros com a viralização de materiais a respeito do longa Cloverfield &#8211; Monstro, sua empreitada como produtor nos cinemas. Tratava-se de um filme calcado em recursos estéticos e narrativos do found footage, tipo de cinema que simula a captura de imagens por câmera amadora para contar uma história de ficção que passou a ser usado à exaustão por realizadores [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em 2007, J.J. Abrams, ainda colhendo os frutos da série de TV <i>Lost</i>, gerou muita expectativa para os fãs de filmes de monstros com a viralização de materiais a respeito do longa <i>Cloverfield &#8211; Monstro</i>, sua empreitada como produtor nos cinemas. Tratava-se de um filme calcado em recursos estéticos e narrativos do <i>found footage</i>, tipo de cinema que simula a captura de imagens por câmera amadora para contar uma história de ficção que passou a ser usado à exaustão por realizadores do gênero terror. O filme estreou em 2008 e apesar de ser muito eficiente em sua linguagem, com uma narrativa tensa que acompanhava um grupo de jovens tentando sobreviver a um ataque alienígena em Nova York, sofria do mal que parte das produções que se apoiam no recurso sofrem, não conseguindo tornar a filmagem &#8220;amadora&#8221; orgânica a sua própria história. Eis que em 2016, J.J. Abrams, através das mesmas estratégias de viralização pela internet e ofertando o mínimo que pôde sobre a sua trama, traz para o público <i>Rua Cloverfield, 10</i>, um derivado do cultuado filme de 2008 que não é uma continuação dos eventos narrados ali.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Rua Cloverfield, 10 </i>inicia sua história com um acidente de carro na estrada sofrido por Michelle, personagem de Mary Elizabeth Winstead. A moça é socorrida por Howard, papel de John Goodman, que cuida dos seus ferimentos, mas a leva para um bunker construído por ele mesmo em sua propriedade rural. Alegando proteger Michelle de um ataque químico que tornou impossível a vida de qualquer ser vivo na Terra, Howard diz para a moça que ela deve viver com ele e com um outro rapaz que também procurou abrigo na sua propriedade pelo período de dois anos até que o planeta volte a ser habitável. Acontece que Michelle começa a duvidar das boas intenções de Howard, o que a faz supor que toda essa teoria apocalíptica criada pelo seu &#8220;protetor&#8221; seja fruto da sua cabeça paranóica.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-5848" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/04/cloverfield10-750x422.jpg" alt="cloverfield10" width="649" height="365" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/04/cloverfield10-750x422.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/04/cloverfield10.jpg 1296w" sizes="(max-width: 649px) 100vw, 649px" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O público que assistir <i>Rua Cloverfield, 10 </i>em busca de conexões da trama com <i>Cloverfield &#8211; Monstro </i>pode sair frustrado. Aparentemente, até o presente momento, não há conexão, nem mesmo cronológica entre os eventos dos dois filmes. A única ligação possível entre os longas é que ambos possuem como evento catalisador invasões alienígenas. Lá pelo final do filme, o longa estabelece uma possível vinculação entre os eventos, mas isso não é o carro-chefe ou a grande preocupação da obra. Nem mesmo o <i>found footage</i> de <i>Cloverfield &#8211; Monstro </i>é usado aqui. Os diretores também são diferentes. Enquanto o filme de 2008 era conduzido por Matt Reeves, que atualmente comanda a nova franquia <i>Planeta dos Macacos</i>, <i>Rua Cloverfield, 10 </i>é dirigido pelo estreante Dan Trachtenberg que surpreende por apresentar o mesmo pulso e ritmo na condução de uma trama de tensão ascendente, produzindo um efeito semelhante na fita àquele que Reeves apresentava em <i>Cloverfield &#8211; Monstro</i>. Assim, o espectador tem garantida durante toda a projeção da obra, uma trama ágil e de deixar os nervos de qualquer um à flor da pele.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Adotando uma estética mais &#8220;convencional&#8221; que <i>Cloverfield &#8211; Monstro</i>, <i>Rua Cloverfield, 10 </i>se beneficia pela ausência do <i>found footage</i>, que, como já antecipado, ao mesmo tempo que conferia uma linguagem interessante e que estava à serviço da construção de uma atmosfera apavorante no filme de 2008, não conseguiu ganhar a organicidade necessária na própria história. Liberto desse recurso, o diretor Dan Trachtenberg realiza um filme sem eventuais estranhamentos visuais que prende o espectador no mesmo clima de paranoia vivenciado por sua protagonista, encurralada pela dúvida acerca dos riscos que estão fora e dentro do bunker do personagem de John Goodman. Trachtenberg confere um ritmo tão frenético e angustiante para a sua história como aquele que Reeves conseguir compor em <i>Cloverfield &#8211; Monstro</i>, com o adendo de que a trama de <i>Rua Cloverfield, 10 </i>está muito mais aberta a momentos de respiro e introspecção dos seus personagens do que o longa de 2008.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Beneficiado pelas performances comprometidas de Mary Elizabeth Winstead, impecável como a grande heroína da história, e John Goodman, muito interessante na composição de um tipo que inspira sentimentos dúbios não apenas na sua protagonista mas também na plateia, <i>Rua Cloverfield, 10 </i>é um filme inquietante de execução precisa, mexendo com os nervos do público desde as suas primeiras sequências. Como estreia e sob o apadrinhamento de J.J. Abrams, o diretor novato Dan Trachtenberg soube aproveitar muito bem a oportunidade que lhe foi dada, realizando um filme psicologicamente tenso que serve muito bem aos propósitos dos gêneros, formatos e temas com os quais procura flertar como suspense, a paranoia pós-apocalíptica, os filmes de invasão alienígena etc.</p>
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