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	<title>Arquivos Joe Keery - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Joe Keery - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Spree (HBO Max)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 May 2022 13:54:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O mundo hiperconectado da multiplicidade de telas e as consequências psicológicas da lógica da acumulação de fortunas pelos influenciadores digitais têm sido explorados com uma certa frequência por séries e filmes em tramas que oscilam entre a fantasia e uma incomoda verossimilhança. Spree é parte natural desse processo de assimilação da realidade da comunicação digital no nosso cotidiano pela ficção. O longa conta sua história de maneira engenhosa por intermédio do artifício que impulsiona sua temática, integrando nossos mecanismos de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo hiperconectado da multiplicidade de telas e as consequências psicológicas da lógica da acumulação de fortunas pelos influenciadores digitais têm sido explorados com uma certa frequência por séries e filmes em tramas que oscilam entre a fantasia e uma incomoda verossimilhança. <strong><em>Spree</em> </strong>é parte natural desse processo de assimilação da realidade da comunicação digital no nosso cotidiano pela ficção. O longa conta sua história de maneira engenhosa por intermédio do artifício que impulsiona sua temática, integrando nossos mecanismos de audiovisualizar o cotidiano (celulares, câmeras de segurança, players de YouTube) para contar a história de um influenciador digital frustrado que usa seu atual emprego de motorista de aplicativo para dar o seu &#8220;tiro de misericórdia&#8221; em busca de seguidores, likes e views: ele transmitirá em tempo real o assassinato de alguns dos seus passageiros.</p>
<p>Através de um protagonista que gradualmente se revela como um perigo para a sociedade, o longa escrito e dirigido por Eugene Kotlyarenko critica o vazio existencial e os efeitos psicológicos da perseguição por métricas na web. No entanto, o mais instigante desse longa, apontado por alguns como uma espécie de Psicopata Americano dos nossos tempos &#8211; e as comparações são bastante pertinentes já que, tal qual o personagem de Christian Bale no filme de 2000, temos contato com um protagonista de natureza doentia e que representa um perigo para a sociedade &#8211; é a maneira interessante como filme incorpora a lógica das múltiplas telas na construção da sua narrativa.</p>
<p>Imagens horizontais e verticais, multiplas perspectivas que dividem uma mesma tela representada por stories ou lives de Instagram, câmeras de segurança e perfis no Twitter ou rotas do aplicativo <strong><em>Spree</em> </strong>que dá título ao filme, um similar do Uber, dá a <strong><em>Spree</em> </strong>uma verve contemporânea de narrativa audiovisual, mas nenhum desses recursos soa como supérfluo. O longa de Eugene Kotlyarenko sabe, como poucos títulos que utilizaram esse recurso, se apropriar da gramática da realização e consumo de audiovisual na web para contar sua história de horror contemporâneo. <strong><em>Spree</em> </strong>tem uma lógica engenhosa de montagem que sabe aproveitar cada uma dessas possibilidades de registro audiovisuais, tornando o aparato evidente e determinante para o comportamento dos seus personagens, que, claramente se transformam quando percebem a sua presença e que existe público para seus atos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15495" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/GAC_Spree3.jpg" alt="Spree" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/GAC_Spree3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/GAC_Spree3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/GAC_Spree3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/GAC_Spree3-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Conforme o protagonista Kurt Kunkle vai colocando em prática seu experimento online (e aquele apresentado em Nerve vai soando &#8220;fichinha&#8221; perto desse aqui), o ator Joe Keery conduz esse sujeito a um estágio incontrolável de loucura. O intérprete do Steve Harrington de Stranger Things tem um desempenho impressionante nesse filme lidando muito bem com a instabilidade emocional do protagonista, um sujeito despreparado para as negativas da vida, criado em um lar completamente disfuncional, e que, gradualmente, vai perdendo a sua humanidade e se tornando uma ameaça assustadora para as figuras que encontra pelo caminho. Nem mesmo o pai do protagonista interpretado por David Arquette escapa da loucura do digital influencer.</p>
<p>O tom de <strong><em>Spree</em> </strong>é exageradamente elevado. Os passageiros de Kurt são figuras ausentes de qualquer simpatia, a maioria representa o que existe de pior na nossa sociedade (e na internet, claro). Assim como Kurt, todos agem como se estivessem entorpecidos pela fama online. O tom elevado é típico da sátira que <strong><em>Spree</em> </strong>propõe. No entanto, vivemos em uma realidade no qual sátiras como esta e a tão afamada Black Mirror se aproximaram tanto da nossa sociedade que o que vemos é uma imagem espelhada e ela assusta. <strong><em>Spree</em> </strong>sabe narrar muito bem esse conto de horror contemporâneo no limite entre a ironia, a crítica e o pavor que toda essa lógica de sociabilidade digital tem legado para nossa realidade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Eugene Kotlyarenko</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Joe Keery, Sasheer Zamata, David Arquette, Mischa Barton, Kyle Mooney, Linas Phillips, Jessalyn Gilsig, Randy Vasquez</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/d10epBHU2Ag" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Free Guy &#8211; Assumindo o Controle</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Aug 2021 00:01:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Channing Tatum]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foi completamente sem expectativas que entrei na sala de cinema para conferir Free Guy &#8211; Assumindo o Controle, durante a cabine de imprensa. Um filme que não apresentava o trailer mais atrativo e a sinopse menos ainda. Ryan Reynolds (Deadpool) no papel de um caixa de banco entediado com a rotina, que descobre que faz parte de uma realidade virtual do mundo exterior. Sim, ele não é nada mais que um personagem de videogame super realista. Com um elenco bem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Foi completamente sem expectativas que entrei na sala de cinema para conferir <em><strong>Free Guy &#8211; Assumindo o Controle</strong></em>, durante a cabine de imprensa. Um filme que não apresentava o trailer mais atrativo e a sinopse menos ainda. Ryan Reynolds (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-deadpool/"><em>Deadpool</em></a>) no papel de um caixa de banco entediado com a rotina, que descobre que faz parte de uma realidade virtual do mundo exterior. Sim, ele não é nada mais que um personagem de videogame super realista.</p>
<p>Com um elenco bem interessante, composto ainda por Jodie Comer (<em>Killing Eve</em>), Lil Rel Howery (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-corra/"><em>Corra!</em></a>), Joe Keery (<em>Stranger Things</em>) e Taika Waititi (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jojo-rabbit/"><em>Jojo Rabbit</em></a>), o longa evolui com um roteiro bem interessante e construído. É preciso abstrair alguns elementos do absurdo, mas a própria história propõe isso ao espectador. E não estamos falando aqui sobre um filme que força a inserção de Inteligência Artificial. <em><strong>Free Guy &#8211; Assumindo o Controle</strong></em> não subestima o espectador em hora nenhuma, apresentando uma história coerente e atrativa.</p>
<p>Além disso, as cenas de ação são bem propícias e orquestradas, sempre ao som de uma bela trilha sonora e alguns refrescos no meio do caminho. Vários atores como Channing Tatum, Chris Evans, Dwayne Jonhson, Tina Fey, John Krasinski, Hugh Jackman têm super breves participações, porém bem interessantes. É mais um atrativo aos olhos do espectador, a essa hora já bem conquistado.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14437" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/free-guy-2.jpg" alt="Free Guy - Assumindo o Controle" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/free-guy-2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/free-guy-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/free-guy-2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/free-guy-2-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Guy é um cara positivo e desconfiado da realidade onde vive. O seu envolvimento com a Garota do Molotov é construído de maneira a induzir uma relação verdadeira, mesmo que impossível de acontecer. Enquanto isso, observamos o amor de Keys pela colega de criação e como Guy, na verdade, funciona como seu alter ego apaixonado e silencioso.</p>
<p>O conhecido diretor Taika Waititi entra como um vilão mesquinho e ganancioso, que visa apenas o dinheiro acima de qualquer coisa. Sua dualidade de atuação histérica com o equilíbrio dos outros personagens dá o tom perfeito dessa relação.</p>
<p>A história do filme é muito original e ainda dá pequenas alfinetadas no estilo de vida dos <em>gamers</em>, ainda que trate tudo com muito humor e diversão. Ele consegue equilibrar muito bem a distopia nerd com a alma de envolvimento naquele enredo familiar. O longa propõe ainda uma ideia de assumir o controle de sua própria vida, mesmo que isso implique em perder algumas benesses que já estamos acostumados, como a segurança de um lar entediante.</p>
<p><em><strong>Free Guy &#8211; Assumindo o Controle</strong> </em>é, no final das contas, uma grata surpresa para quem assiste. Divertido, interessante, com ótimas atuações, cenas de ação de qualidade e uma trilha sonora deliciosa, com certeza vale a experiência do cinema, pelos benefícios que a grande tela oferece em termos de percepção do CGI, utilizado exaustivamente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Shawn Levy</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Ryan Reynolds, Jodie Comer, Lil Rel Howery, Joe Keery, Taika Waititi, Channing Tatum, Chris Evans, Dwayne Jonhson, Tina Fey, John Krasinski, Hugh Jackman</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/CMynkj1qAYo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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