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	<title>Arquivos Jim Rash - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jim Rash - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Como Vender a Lua</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Aug 2024 21:22:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como Vender a Lua &#8220;brinca&#8221; com a teoria de que o homem não teria chegado à lua em 1969 durante a missão da Apolo 11 e que tudo o que fora visto na TV naquela época foi fruto de uma produção de profissionais da indústria cinematográfica contratados pelo governo durante a &#8220;corrida espacial&#8221; entre EUA e União Soviética. Greg Berlanti, produtor e roteirista de séries da DC Comics, como The Flash e Arrow, dirige essa história protagonizada por Scarlett Johansson, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Como Vender a Lua</strong></em> &#8220;brinca&#8221; com a teoria de que o homem não teria chegado à lua em 1969 durante a missão da Apolo 11 e que tudo o que fora visto na TV naquela época foi fruto de uma produção de profissionais da indústria cinematográfica contratados pelo governo durante a &#8220;corrida espacial&#8221; entre EUA e União Soviética. Greg Berlanti, produtor e roteirista de séries da DC Comics, como The Flash e Arrow, dirige essa história protagonizada por Scarlett Johansson, que interpreta aqui uma relações públicas contratada pela NASA para melhorar a imagem da agência governamental. Ao lado da atriz está Channing Tatum interpretando o chefe da missão, um ex-militar cansado após sucessivas falhas na empreitada espacial.</p>
<p>Além da TV, Berlanti já esteve na função da direção de filmes com trabalhos de relativo sucesso, como Com Amor, Simon em 2018. No entanto, <em><strong>Como Vender a Lua</strong></em> é um projeto repleto de hesitações e confuso a respeito do tom que a narrativa deseja adotar. Em determinados momentos, Berlanti quer empregar na história um tom mais leve, investindo na comédia. Em outros momentos, o cineasta parece apostar na comédia romântica centrando suas atenções na dinâmica de &#8220;gato e rato&#8221; da sua dupla de astros, Johansson e Tatum. Ocasionalmente, parece existir em <em>Como Vender a Lua</em> um comprometimento com fatos históricos, debruçando-se ainda sobre o lugar da publicidade na recepção pública externa e interna sobre os feitos do governo americano. Em outros momentos, por sua vez, Berlanti ainda parece querer ironizar ou fazer algum comentário crítico a respeito das ações de políticos com a presença de um agente interpretado por Woody Harrelson. Enfim, parecem existir muitas direções para um só filme. No fim das contas, <em>Como Vender a Lua</em> soa muito mais como o rascunho de uma sala de roteiristas do que um projeto propriamente acabado com uma orientação firme sobre o que de fato o filme é.</p>
<p>Claro que o longa poderia abarcar todas as suas pretensões, acontece que aqui essas diversas facetas da história não soam orgânicas e muitas vezes prejudicam a experiência do espectador que, subitamente, é surpreendido por mudanças na &#8220;chave de comunicação&#8221; do filme e dificultam sua leitura como uma experiência que de alguma forma faça sentido.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18521" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-7.png" alt="Como Vender a Lua" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-7.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-7-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-7-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O diretor também não consegue fazer com que a dupla de protagonistas tenha sinergia em cena. Juntos, Johansson e Tatum não dão liga. Scarlett Johansson ainda tem bons momentos sozinha como a relações públicas Kelly Jones, demonstrando um carisma na sua persona pública que contrasta com a triste história sobre sua infância, algo que a personagem procura deixar para trás. O problema é que o filme apresenta hesitações na exploração do lado mais ácido e antiético da personagem de Johansson. Logo, o roteiro cede à tentação de convertê-la em uma mocinha banal e isso prejudica bastante o trabalho de uma atriz que poderia atenuar muitos dos problemas da história. Já Channing Tatum tem muita dificuldade para imprimir a nobreza de caráter do militar Cole Davis. Inexpressivo, Tatum não consegue acessar momentos que demandariam mais emoção e que seriam fundamental para construir uma simpatia do público pelo drama do personagem. Juntos, os atores parecem sempre fora de sintonia, algo que não ajuda muito quando você tem uma direção que vacila tanto na definição do tom que o relacionamento dos dois deve adotar.</p>
<p>Para o público internacional, <em><strong>Como Vender a Lua</strong></em> ainda apresenta o grande incomodo de soar como aquele filme cheio de mensagens patriotas sobre a história dos EUA, ressaltando a nobreza dos ditos heróis americanos. <em>Como Vender a Lua</em> perde a oportunidade de trazer um olhar mais crítico para o seu pano de fundo histórico, preferindo o &#8220;lugar comum&#8221; de um tradicionalismo que o transforma em mais um entre tantos filmes que já abordaram o assunto. No fim das contas, Berlanti oferece uma colcha de retalhos de linhas narrativas e opta por encerrar sua obra com o mais seguro e banal dos seus possíveis direcionamentos, perdendo grandes oportunidades.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Greg Berlanti</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Scarlett Johansson, Channing Tatum, Jim Rash</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/4tPhYecCxfw?si=cZgV2QPriLldPNDD" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Mais Que Amigos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Oct 2022 00:42:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A comédia romântica Mais Que Amigos chega aos cinemas esta semana com a promessa de levar o público às gargalhadas. E olha que ela consegue muito bem! O divertido longa conta a história de Bobby, um homem gay de 40 anos que está no topo da carreira, mas tem sérios problemas em manter relacionamentos duradouros, pois acredita que nenhum homem gay presta. Um belo dia, em uma boate queer, ele acaba se esbarrando em Aaron, em uma circunstância que ele [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A comédia romântica <strong><em>Mais Que Amigos</em></strong> chega aos cinemas esta semana com a promessa de levar o público às gargalhadas. E olha que ela consegue muito bem! O divertido longa conta a história de Bobby, um homem gay de 40 anos que está no topo da carreira, mas tem sérios problemas em manter relacionamentos duradouros, pois acredita que nenhum homem gay presta. Um belo dia, em uma boate <em>queer</em>, ele acaba se esbarrando em Aaron, em uma circunstância que ele abomina completamente, já que a maioria das pessoas no local são gays fortões sem camisa. Ainda assim, algo surge ali mesmo.</p>
<p>Este filme navega com muita tranquilidade pelo mundo LGBTQIA+, propondo ao espectador uma realidade ainda não existente na nossa sociedade, que é a completa aceitação do público <em>queer</em>. Os héteros vivem em total harmonia com os homos, bis, não binários e todas as demais nomenclaturas que compõe a sigla. É bem interessante pois tira um pouco a tensão do público em esperar que a qualquer momento acontece um ataque de homofobia. Estamos falando de uma comédia romântica, então esta escolha é muito bem-vinda.</p>
<p>Dito isso, o próprio enredo vai fazendo pequenas piadinhas inseridas nas cenas, como leves alfinetadas na sociedade que vivemos hoje. É como rir de alguns comportamentos que parecem inocentes, mas são errados. Ou até mesmo apenas brincar com hábitos que os héteros têm perante os demais, como quando o protagonista se &#8220;irrita&#8221; com um casal de amigos com os filhos, dizendo que &#8220;era melhor quando os casais héteros se sentiam menos à vontade com o amigo gay&#8221;.</p>
<p>Trazendo sempre a agenda LGBTQIA+ em pauta, o filme ainda assim é uma comédia romântica e daquelas que gostamos, com todos os clichês que temos direito. Afinal, este é o objetivo: mostrar o amor e os vínculos afetivos, que vão além dos casais heterossexuais que estamos acostumados. Estamos aqui para ver uma história feliz de gays, para variar um pouco (como o próprio protagonista diz em cena).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15959" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Screen_Shot_2022_09_29_at_9.39.32_AM.0.jpeg" alt="Mais Que Amigos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Screen_Shot_2022_09_29_at_9.39.32_AM.0.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Screen_Shot_2022_09_29_at_9.39.32_AM.0-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Screen_Shot_2022_09_29_at_9.39.32_AM.0-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Screen_Shot_2022_09_29_at_9.39.32_AM.0-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>À medida que Bobby vai conhecendo mais Aaron e vendo que ele vai muito além de um corpo forte, o seu muro emocional vai caindo e ele se deixa envolver. Ao mesmo tempo em que o outro vai quebrando as regras de não ter relacionamento sério. Os dois nutrem uma amizade com segundas intenções logo no começo, o que justifica muito bem o título original da trama &#8220;Bros&#8221; (um jargão que significa &#8220;amigos&#8221; em inglês). Mas claro que esta amizade evolui muito rapidamente para um romance.</p>
<p><em><strong>Mais Que Amigos</strong></em> não se priva de mostrar muitas cenas explícitas de homens nus se beijando, falar abertamente sobre orgia e as diferentes possibilidades de configurações de relacionamentos amorosos. O que é muito bacana, pois é feito de tal forma que não temos a sensação que o objetivo é chocar. Tudo que eles querem é naturalizar tudo aqui até o ponto que o espectador não sinta diferença alguma e olhe para além dos gêneros e veja apenas os sentimentos.</p>
<p>O enredo vai evoluindo, como eu disse, com clichês bem empregados, tornando o filme muito fofinho e apaixonante. Daqueles que ficamos com o coração quentinho e cheio de amor. É muito gostoso sair do padrão de comédias românticas com casais héteros e conhecer novos formatos de um gênero de filme que tanto amamos. Aconteceu o mesmo em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alguem-avisa/"><em>Alguém Avisa?</em></a>, com Kristen Stewart e Mackenzie Davis e segue acontecendo em várias outras formatações. Vale a pena conferir!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Nicholas Stoller</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Billy Eichner, Luke MacFarlane, Monica Raymund, Guillermo Díaz, Amanda Bearse, Dot-Marie Jones, Jim Rash, Jim Rash</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/p31GmLBzq7o" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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