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	<title>Arquivos Jim Carrey - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jim Carrey - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial: Atores de Comédia que Mereciam Indicação ao Oscar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2019 02:01:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Festival Internacional de Cinema de Toronto está na boca do brasileiro, mas por um motivo peculiar. A edição de 2019, dentre muitos outros filmes, exibiu Uncut Gems, longa estrelado por Adam Sandler. Dirigido pelos irmãos Safdie — responsáveis por Bom Comportamento, que traz uma atuação brilhante de Robert Pattinson — o drama está sendo aclamado pela crítica. Não só isso, mas a atuação de Adam Sandler também chama atenção e especula-se que o ator pode ser indicado ao Oscar. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>Festival Internacional de Cinema de Toronto</em> está na boca do brasileiro, mas por um motivo peculiar. A edição de 2019, dentre muitos outros filmes, exibiu <em>Uncut Gems</em>, longa estrelado por Adam Sandler. Dirigido pelos irmãos Safdie — responsáveis por <em>Bom Comportamento</em>, que traz uma atuação brilhante de Robert Pattinson — o drama está sendo aclamado pela crítica. Não só isso, mas a atuação de Adam Sandler também chama atenção e especula-se que o ator pode ser indicado ao Oscar.</p>
<p>No Brasil, Sandler é principalmente identificado por papéis em filmes como <em>Click</em> ou <em>Esposa de Mentirinha</em>. Entretanto, não é de conhecimento geral que volta e meia o ator se arrisca (e se saí muito bem) no drama. Suas atuações em <em>Embriagado de Amor</em> e <em>Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe</em> (filme exclusivo da <em>Netflix</em>) provam sua competência.</p>
<p>Assim, o<em><strong><a href="http://www.coisadecinefilo.com.br"> Coisa de Cinéfilo</a></strong></em> preparou uma lista de atores e atrizes de comédia, tanto do passado quanto do presente, que mereciam pelo menos uma indicação ao Oscar, mas nunca ou ainda não conseguiram.</p>
<p>Antes de mais nada, vale a observação de que a lista reflete como a comédia é um meio predominantemente masculino, sendo marcado pelo machismo, que por muito não deu oportunidade para mulheres se destacarem na área. Felizmente, as coisas estão mudando e já há grandes atrizes sendo reconhecidas, como Melissa McCarthy, que inclusive foi nomeada duas vezes para o Oscar.</p>
<p><strong>Confira a lista!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11260" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Buster-Keaton-Pork-Pie-Hat-3-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Buster-Keaton-Pork-Pie-Hat-3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Buster-Keaton-Pork-Pie-Hat-3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Buster-Keaton-Pork-Pie-Hat-3-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>10 &#8211; Buster Keaton (1895-1966)</strong></p>
<p>Quem for fã de Jackie Chan, irá gostar de Keaton. O seu grande azar foi ter surgido na mesma época de Charlie Chaplin. Tendo um dos maiores gênios da história como &#8220;concorrente&#8221;, Keaton foi injustamente esquecido por muitos. O grande diferencial do comediante, além de seu rosto propositalmente inexpressivo (<em>deadpan style</em><span style="text-decoration: underline;">)</span>,  é que ele constantemente se envolvia em sequências grandiosas e perigosas, arriscando sua própria pele para gerar momentos únicos para o cinema.</p>
<p>Seu auge foi durante o cinema mudo e como reconhecimento recebeu um Oscar honorário em 1959, mas que não parece o suficiente por tudo que já fez. Suas principais obras são: <em>O General; Marinheiro de Encomenda; Bancando o Águia e O Homem das Novidades</em>, todas disponíveis no Youtube. Também vale citar Harold Llyod, que junto com Buster e Charlie formava a tríade de ouro da comédia muda, tendo <em>O Homem Mosca</em> como seu trabalho mais famoso.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11252" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5a1d51559d2c1-e1511952845108-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5a1d51559d2c1-e1511952845108.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5a1d51559d2c1-e1511952845108-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5a1d51559d2c1-e1511952845108-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>9 &#8211; Stan Laurel (1890-1965) e Oliver Hardy (1892-1957)</strong></p>
<p>Posteriormente, na década de 1930, houve o ápice da dupla Stan e Ollie. Com o advento do som, muito do humor pastelão da dupla envolvia piadas faladas ou <em>gags</em> sonoras, uma novidade para a época. Decerto, não há como falar de cada um individualmente, pois eles funcionavam de maneira complementar e antagônica, com Stan irritando Oliver o tempo todo com sua inocência. Assim, seus filmes aproveitavam da aparência contrastante entre a dupla para gerar piadas, pois Hardy era bem maior que Laurel. Além disso, o filme Stan e Ollie foi lançado em 2018, protagonizado por Steve Coogan e John C. Reilly e que conta a história deles. Similarmente importante e que vale menção é a dupla Abbott e Costello, que com uma dinâmica semelhante reinou nas décadas de 1940 e 1950.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11257" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/lucille-ball-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/lucille-ball.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/lucille-ball-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/lucille-ball-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>8 &#8211; Lucille Ball (1911-1989)</strong></p>
<p>Considerada a &#8220;Primeira-Dama da TV Norte Americana&#8221;, Lucille Ball ficou famosa principalmente por estrelar a <em>sitcom</em> <em>I Love Lucy</em>, sendo nomeada a diversos Emmys por isso. Uma das maiores comediantes físicas da história, Ball merecia mais crédito por seus trabalhos em uma fase mais madura da carreira, como em <em>Os Seus, os Meus, os Nossos</em> ou <em>O Jogo Proibido do Amor</em>. Apesar de ter sido reconhecida no Globo de Ouro, nunca foi indicada ao Oscar.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11254" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0db97938-85ff-11e7-8f03-5f0754277a16_1280x720_075827-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0db97938-85ff-11e7-8f03-5f0754277a16_1280x720_075827.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0db97938-85ff-11e7-8f03-5f0754277a16_1280x720_075827-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0db97938-85ff-11e7-8f03-5f0754277a16_1280x720_075827-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>7 &#8211; Jerry Lewis (1926-2017)</strong></p>
<p>Surpreendentemente, Jerry Lewis, conhecido com o Rei da Comédia, nunca ganhou um Oscar. Com seu sucesso principalmente na década de 1960, o comediante começou a carreira fazendo dupla com o cantor Dean Martin e seu estilo de comédia física influenciou muitos nomes, entre eles Jim Carrey. Além disso, Lewis exercia total controle sobre a produção de seus filmes, sendo diretor, roteirista e editor. Ele não só estrelou icônicos longas de comédia como <em>Errado para Cachorro</em>, como também é famoso por seu papel em <em>O Rei da Comédia</em>, de Martin Scorsese, interpretando uma versão satírica de si mesmo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11256" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/p052f85d-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/p052f85d.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/p052f85d-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/p052f85d-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>6 &#8211; John Cleese (1939-presente)</strong></p>
<p>Quem não conhece <em>Monty Python</em>? Se a resposta for negativa, pare imediatamente de ler esse texto e vá ver os filmes disponíveis na Netflix. John Cleese é um de seus cofundadores, exercendo a função de roteirista e ator. Embora já tenha sido indicado ao Oscar por seu trabalho de argumentista, Cleese é injustamente esquecido por suas atuações. Assim como todos os integrantes do grupo britânico, ele tinha um humor ácido e rápido. Após abandonar <em>Monty Python</em>, o comediante criou a série <em>Fawlty Towers</em> e fez participações em filmes famosos, como: Nick Quase-Sem-Cabeça em <em>Harry Potter</em>; Q em <em>007 &#8211; Um Novo Dia Para Morrer</em> e o Inspetor Dreyfus em <em>Pantera Cor de Rosa 2</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11259" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/image-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/image.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/image-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/image-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>5 &#8211; Richard Pryor (1940-2005)</strong></p>
<p>Maior comediante de<em> stand-up</em> de todos os tempos? Segundo o <em>Comedy Central</em>, sim. Marcado por seus rápidos diálogos, Pryor utilizava o humor para denunciar o racismo de sua época, sendo chamado de &#8220;Picasso de sua geração&#8221; por Jerry Seinfeld. Além de fazer muitos <em>stand-ups</em>, o humorista participou de alguns filmes de comédia, mas a sua grande atuação realmente foi em um drama, assim como Sandler. Na estreia de direção de Paul Schrader (responsável pelo roteiro de <em>Taxi Driver</em>), no filme <em>Vivendo na Corda Bamba</em>, Pryor traz uma atuação convincente e forte. Em um estilo completamente diferente, seu papel foi bastante elogiado pelo renomado crítico Roger Ebert.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11255" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steve-martin-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steve-martin.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steve-martin-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steve-martin-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>4 &#8211; Steve Martin (1945-presente)</strong></p>
<p>Apesar de ter cinco nomeações para o Globo de Ouro, Steve Martin só foi lembrado pelo Oscar por um prêmio honorário em 2014. Caso sirva de prêmio de consolação, ele também já apresentou a premiação três vezes. Com seu estilo irônico, Martin fez mais de 70 filmes e chegou a ser comparado com Jerry Lewis no início da carreira. Seus papéis mais conhecidos pelo público são o trapalhão Clouseau em <em>Pantera Cor de Rosa</em> e o pai de muitos filhos em <em>12 É Demais</em>. Com uma carreira tão rica, é claro que o ator não fez apenas comédias, sendo possível vê-lo em filmes de drama como <em>A Trapaça</em>, <em>Uma Virada do Destino</em> e, mais recentemente, <em>A Longa Caminhada de Billy Lynn</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11258" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/IW_HughGrant47640-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/IW_HughGrant47640.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/IW_HughGrant47640-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/IW_HughGrant47640-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>3- Hugh Grant (1960-presente)</strong></p>
<p>Uma das figuras mais populares do cinema britânico, não há como dizer que Hugh Grant é totalmente esquecido. Ganhador do BAFTA e do Globo de Ouro, Grant ainda não foi lembrado pelo Oscar. Com sua comédia sarcástica, Grant já chamava a atenção na década de 1990 em filmes como <em>Quatro Casamentos e um Funeral</em> e <em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>. Indo para o lado dramático, ele também não desapontou atuando em <em>Cloud Atlas</em> e <em>Florence: Quem é Essa Mulher?</em>. Mais recentemente, Grant fez o antagonista de <em>Paddington 2</em>, com uma atuação extremamente caricata e exagerada, roubando o filme para si.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11250" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/1511563690343905-shutterstock_9040454g-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/1511563690343905-shutterstock_9040454g.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/1511563690343905-shutterstock_9040454g-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/1511563690343905-shutterstock_9040454g-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>2 &#8211; Jim Carrey (1962-presente)</strong></p>
<p>Um dos homens mais excêntricos e complexos do mundo, Jim Carrey é muito mais do que o Lóide, de <em>Debi &amp; Lóide</em>. Afinal, além de comediante, Carrey se mostrou um ótimo ator dramático em<em> O Show de Truman</em>, que na época já levantou especulações de que ele poderia ser nomeado ao Oscar de Melhor Ator. Posteriormente, ele iria reafirmar sua excelência no drama como o protagonista de <em>O Mundo de Andy</em> e <em>Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças</em>. Ainda que tenha sido premiado diversas vezes, o ator sempre pareceu ser rejeitado pela Academia. Será preconceito só porque ele participou de <em>Batman Forever</em>?</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11253" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2.14BenStillerCvr-FTR-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2.14BenStillerCvr-FTR.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2.14BenStillerCvr-FTR-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2.14BenStillerCvr-FTR-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>1 &#8211; Ben Stiller (1965-presente)</strong></p>
<p>Outro ator que é popularmente conhecido por filmes mais acessíveis como <em>Uma Noite No Museu</em>, Stiller também já provou que sabe fazer drama. Em constante parceria com o diretor Noah Baumbach, Stiller está em papéis convincentes em <em>Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe</em> (assim como Sandler),<em> Enquanto Somos Jovens</em> e <em>O Solteirão</em>. Seguindo essa mesma linha, o humorista já trabalhou com Wes Anderson em <em>Os Excêntricos Tenenbaum</em>s, também com uma atuação impressionante.</p>
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		<title>Crítica: Crimes Obscuros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2019 01:24:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Charlotte Gainsbourg]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crimes Obscuros foi um dos últimos longas do ator Jim Carrey antes de anunciar uma pausa na sua carreira para se dedicar à pintura. O longa de 2016 demorou tanto tempo para chegar oficialmente no circuito comercial brasileiro que o ator já retornou à ativa com a série Kidding e o filme Sonic the Hedgehog, que estreia esse ano. Também justifica-se, o resultado não é dos melhores. É de um mau gosto atroz. O drama criminal se passa na Polônia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Crimes Obscuros</em></strong> foi um dos últimos longas do ator Jim Carrey antes de anunciar uma pausa na sua carreira para se dedicar à pintura. O longa de 2016 demorou tanto tempo para chegar oficialmente no circuito comercial brasileiro que o ator já retornou à ativa com a série <em>Kidding</em> e o filme Sonic the Hedgehog, que estreia esse ano. Também justifica-se, o resultado não é dos melhores. É de um mau gosto atroz.</p>
<p>O drama criminal se passa na Polônia e é dirigido pelo grego Alexandros Avranas (<em>Miss Violence</em>) narrando a história de um detetive incorruptível investigando um caso de assassinato cujo cenário central é um casarão utilizado por homens poderosos para violentar mulheres e realizar orgias sexuais das mais sinistras. O protagonista acaba conhecendo um escritor e sua namorada e descobre que os dois o levarão às respostas por trás desse mistério.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10055" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/1S4A1357-2.jpg" alt="Crimes Obscuros" width="610" height="348" /></p>
<p>Como o próprio filme denuncia pela paleta de cores da sua fotografia desde o plano de abertura, <strong><em>Crimes Obscuros</em></strong> é sombrio e não promete em momento algum ao espectador entregar uma redenção para seu protagonista. O longa é sustentado por uma trama policial que dá voltas e não chega a lugar algum, com resoluções que parecem escancaradas desde o princípio.</p>
<p>Esteticamente, o filme tem um gosto duvidoso, explorando milimetricamente as possibilidades plásticas que suas inúmeras cenas de estupro parecem, numa verdadeira falta de bom senso, inspirar no diretor. Jim Carrey se esforça num tipo que até então não tinha sido interpretado por ele em sua carreira, mas o ator está numa grande cilada mascarada como &#8220;filme de arte europeu&#8221;.</p>
<p>Ao final da trama inspirada em eventos reais, o espectador guarda na lembrança a percepção torta de amor dos seus personagens, que sequer é problematizada por seu realizador. A apatia e indiferença do olhar de Avranas para seu grupo de personagens &#8211; todos completamente desprezíveis &#8211; faz o público se perguntar: Onde o diretor precisamente quer chegar com essa história? Não há resposta pior do que a ausência de resposta para essa indagação.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/w8JrzmRftnQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Longe dos filmes, Jim Carrey mostra vida como pintor. Assista!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Aug 2017 12:47:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[I Need Color]]></category>
		<category><![CDATA[Jim Carrey]]></category>
		<category><![CDATA[Jim Carrey: I Need Color]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muita gente tem se perguntado por onde anda o ator Jim Carrey. Menos frequente nas telonas desde Debi &#38;amp; Lóide 2 de 2014, o ator quis dar um tempo em sua carreira e só apareceu recentemente em longas com uma participação em The Bad Batch e no drama criminal True Crimes, ambos de 2016, inéditos no Brasil, mas de repercussão morna por onde foram exibidos.  Pelos próximos dois anos, no entanto, não há trabalho algum do ator em filmes ou mesmo séries de TV em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Muita gente tem se perguntado por onde anda o ator Jim Carrey. Menos frequente nas telonas desde <i>Debi &amp;amp; Lóide 2 </i>de 2014, o ator quis dar um tempo em sua carreira e só apareceu recentemente em longas com uma participação em <i>The Bad Batch </i>e no drama criminal <i>True Crimes</i>, ambos de 2016, inéditos no Brasil, mas de repercussão morna por onde foram exibidos.  Pelos próximos dois anos, no entanto, não há trabalho algum do ator em filmes ou mesmo séries de TV em vista.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O desaparecimento de Carrey deixou muitos cinéfilos se perguntando o que teria levado alguém com uma carreira tão bem sucedida a tamanho hiato. É certo que de uns anos para cá seus filmes não tiveram a resposta do público e da crítica que se esperava, mas estamos falando de Jim Carrey, um dos reis da comédia americana. Pois bem, a resposta para todas as perguntas está do documentário de curta duração para a internet dirigido pelo próprio artista chamado <i>I Needed Color</i>, no português &#8220;Eu precisava de cor&#8221;.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme foi disponibilizado pelo ator no Vimeo duas semanas atrás e só agora viralizou. Nele Jim Carrey mostra seu trabalho diário como pintor em um estúdio montado pelo próprio artista. Segundo ele, seus quadros o &#8220;curaram de feridas no coração&#8221;. No filme, Carrey também dá a entender que encontrou na pintura uma realização artística que talvez não estava mais encontrando no cinema. &#8220;O que faz de alguém um artista é quando ele materializa questões de sua vida interior. O artista faz sentimentos entrarem em algo físico inspirado por suas emoções e necessidades ou mesmo o que ele sente que o público precisa&#8221;, diz o artista no documentário.</p>
<p><b>Confira o resultado na íntegra abaixo (sem legendas): </b></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/21CEOlBq2YI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
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		<title>&#8220;Deu ruim&#8221;: Cinco franquias que não vingaram</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 May 2014 15:56:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[A Bússola de Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[David Fincher]]></category>
		<category><![CDATA[Desventuras em Série]]></category>
		<category><![CDATA[Jake Gyllenhaal]]></category>
		<category><![CDATA[Jim Carrey]]></category>
		<category><![CDATA[Millennium - Os Homens que não Amavam as Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[O Guia do Mochileiro das Galáxias]]></category>
		<category><![CDATA[Rooney Mara]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O verão norte-americano e, consequentemente, as férias de junho/julho no Brasil, é abarrotado de séries cinematográficas. No entanto, nem toda empreitada dá certo. Várias franquias para o cinema foram emperradas por fatores diversos, boa parte deles ligados a um saldo negativo nas bilheterias. A equação mal resolvida entre valores gastos pelos estúdios e os ingressos vendidos nunca é exata, muitas vezes o filme tem que render mais que o dobro para ser considerado rentável. Selecionamos cinco títulos que nasceram com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O verão norte-americano e, consequentemente, as férias de junho/julho no Brasil, é abarrotado de séries cinematográficas. No entanto, nem toda empreitada dá certo. Várias franquias para o cinema foram emperradas por fatores diversos, boa parte deles ligados a um saldo negativo nas bilheterias. A equação mal resolvida entre valores gastos pelos estúdios e os ingressos vendidos nunca é exata, muitas vezes o filme tem que render mais que o dobro para ser considerado rentável. Selecionamos cinco títulos que nasceram com pretensões de &#8220;dar cria&#8221;, mas que acabaram tendo suas carreiras completamente podadas:</p>
<figure id="attachment_618" aria-describedby="caption-attachment-618" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Picture-82.png"><img decoding="async" class="wp-image-618" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Picture-82-620x385.png" alt="Millenium" width="620" height="385" /></a><figcaption id="caption-attachment-618" class="wp-caption-text">Craig, Mara e Fincher saíram do barco após ficarem impacientes com a indefinição da Sony sobre a continuação de &#8220;Millennium&#8221;.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>#01. Millennium</strong></p>
<p><strong>Filme: </strong> <em>Millennium &#8211; Os Homens que não Amavam as Mulheres</em></p>
<p><strong>Orçamento: </strong>90 milhões de dólares</p>
<p><strong>Bilheteria:</strong> 102 milhões (EUA) + 130 milhões (outros) = 232 milhões de dólares</p>
<p><strong>Críticas:</strong> 86% dos críticos aprovaram</p>
<p>Baseado na trilogia policial <em>Millenium</em>, do escritor sueco Stieg Larsson, que transformou-se em <em>best-seller </em>mundial logo após a morte do autor, <em>Os Homens que não Amavam as Mulheres </em>ganhou uma versão cinematográfica pelas mãos do norte-americano David Fincher, diretor já familiarizado com as tramas de assassinatos e investigações policiais semelhantes aquelas protagonizadas pelo jornalista Mikael Bomkvist e pela hacker Lisbeth Salander.</p>
<p>A primeira &#8211; e única &#8211; produção foi lançada nos cinemas em dezembro de 2011 e contava a história do desaparecimento de uma mulher na Suécia. O caso passa a ser investigado pelo jornalista Mikael Blomkvist, que trabalha em uma famosa revista no país, a Millennium. Ele é ajudado por uma hacker anti social chamada Lisbeth Salander. O filme de Fincher foi antecedido por uma trilogia cinematográfica sueca relativamente bem sucedida e que tornou conhecido o nome de Noomi Rapace, intérprete local de Salander. No entanto, não foi a existência de uma outra versão para a história que interrompeu o andamento de <em>Millenium.</em></p>
<p>Após <em>O Curioso Caso de Benjamin Button  </em>e <em>A Rede Social</em>, um retorno de David Fincher ao gênero que o tornou célebre era esperado com muita expectativas, afinal ele ganhou visibilidade no meio com <em>Seven</em>. Atrizes como Keira Knightley e Scarlett Johansson disputaram a tapa o papel de Lisbeth, que acabou nas mãos de Rooney Mara, dirigida por Fincher em <em>A Rede Social</em>. A dedicação de Mara na caracterização da hacker impressionava a cada foto oficial, transformando sua Salander em uma personagem visualmente mais crível que a versão sueca. Além disso, os primeiros <em>teasers </em>da produção ao som de &#8220;Immigrant Song&#8221;, de Led Zeppelin, na interpretação de Karen O. e dos inseparáveis Atticus Ross e Trent Reznor, deixaram os cinéfilos com grandes expectativas. Quando lançado, o filme recebeu excelentes críticas, mas enfrentou problemas nas bilheterias. Com orçamento de U$S 90 milhões, o longa encontrou dificuldades para superar esse valor nas bilheterias nas primeiras semanas, sobretudo por ter sido lançado em pleno Natal (conseguir publico para um filme tão denso e sombrio em dezembro foi um desafio imposto à produção que nem mesmo as cinco indicações ao Oscar, uma delas a de melhor atriz para Rooney Mara, fez concretizar). Resultado? As duas continuações, <em>A Menina que Brincava com Fogo </em>e <em>A Rainha do Castelo de Ar</em>, permaneceram no limbo por um bom tempo. O roteirista do primeiro longa Steve Zaillian esteve vinculado às continuações, mas David Fincher descartou a ligação e já engatou a adaptação de outro <em>best-seller</em>, <em>Garota Exemplar</em>, que chega aos cinemas esse ano, e sua versão de <em>20.000 Léguas Submarinas</em>. Em entrevistas concedidas a alguns veículos, a atriz Rooney Mara afirmou que a probabilidade das continuações acontecerem é bem pequena.</p>
<figure id="attachment_619" aria-describedby="caption-attachment-619" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Mrs-Coulter-mrs-coulter-5223252-1848-1080.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-619" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Mrs-Coulter-mrs-coulter-5223252-1848-1080-620x395.jpg" alt="A Bússola de Ouro" width="620" height="395" /></a><figcaption id="caption-attachment-619" class="wp-caption-text">Fronteiras da criação: Divergências criativas entre o estúdio e o director Chris Weitz foram as principais razões apontadas para o fracasso de &#8220;A Bússola de Ouro&#8221;.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong># 02. Fronteiras do Universo</strong></p>
<p><strong>Filme: </strong><em>A Bússola de Ouro</em></p>
<p><strong>Orçamento: </strong>180 milhões de dólares</p>
<p><strong>Bilheteria:</strong> 70 milhões (EUA) + 302 milhões (outros) = 372 milhões de dólares</p>
<p><strong>Críticas:</strong> 42% dos críticos aprovaram</p>
<p><em>A Bússola de Ouro </em>é um dos típicos casos em que a interferência de um estúdio que julga saber tudo sobre todos os departamentos sabotam um projeto promissor. Primeira parte da trilogia <em>Fronteiras do Universo </em>do inglês Philip Pullman, <em>A Bússola de Ouro </em>(o livro), trazia a trama de uma órfã criada em uma Universidade que descobre um universo paralelo ao seu ocultado por um grupo de fundamentalistas religiosos chamado de Magistério. Ao longo de seus livros, Pullman faz críticas severas ao catolicismo e sua relação com a Ciência e com as altas esferas de poder político, através da atuação do Magistério. Em virtude desse teor, <em>Fronteiras do Universo </em>foi execrado em algumas instâncias e recebeu inúmeras ações de boicote, inclusive quando chegou ao conhecimento de todos que um filme baseado na série literária estava sendo realizado em Hollywood.</p>
<p>Os direitos de adaptação foram comprados pela New Line, em ascensão na época após o êxito da trilogia <em>O Senhor dos Anéis</em>, de Peter Jackson, e um elenco encabeçado por Nicole Kidman, Daniel Craig e Eva Green foi escalado. Mais do que qualquer outra obra de fantasia, <em>Fronteiras do Universo </em>foi anunciada de cara como a trilogia sucessora de <em>O Senhor dos Anéis</em>. Toda a campanha de marketing salientava que o mesmo estúdio responsável pela trilogia de Tolkien, que ressucitou o interesse do público por fantasias, estava trazendo para a audiência <em>A Bússola de Ouro</em>. O primeiro teaser trailer do filme reforçava essa associação ao transformar o Um Anel de Gollum e Frodo na bússola de Lyra, protagonista de <em>Fronteiras</em>.</p>
<p>O que se sabe é que, nos bastidores, as relações entre aqueles que estavam por trás das câmeras foram muito complicadas. Dois anos após o lançamento do primeiro e único filme da trilogia, o diretor inglês Chris Weitz, realizador do longa, contou como foram tensas suas reuniões com os executivos da New Line, que faziam inúmeras exigências no tom da abordagem do filme sobre o Magistério e deletaram inúmeras cenas que poderiam ter transformado <em>A Bússola de Ouro </em>em outro filme. Uma das exclusões mais lamentadas, por exemplo, foi o desfecho da trama que traria o esperado encontro entre a grande vilã da história, a Sra. Coulter (Nicole Kidman), e do cientista Lord Asriel (Daniel Craig). A cena, que faz mais sentido como encerramento de um episódio da história, é substituída no longa que assistimos por uma conversa ingênua entre Lyra e Roger que sugeria uma continuidade dos eventos (algo como &#8220;aguardem nossas próximas aventuras!&#8221;, o que, ironicamente, nunca aconteceu).</p>
<p>Quando estreou em 2007 com um marketing massivo, <em>A Bússola de Ouro </em>foi um grande desastre comercial, ficando menos tempo que o esperado em cartaz nos cinemas norte-americanos, o que, por si só, já encerra qualquer sobrevida de futuros projetos. A tragédia financeira só não foi maior porque o longa encontrou sucesso em outras praças de exibição na Europa, América Latina etc. No entanto, a arrecadação não foi o suficiente para a New Line bancar a continuidade, que teria que ser engatada logo, afinal, sua protagonista Dakota Blue Richards estava crescendo e a história de Pullman não tem uma evolução tão drástica assim no tempo. No final, ficou tudo por isso mesmo e não houve continuidade na trama. De saldo positivo, somente a vitória surpreendente no Oscar de 2008 na categoria efeitos especiais, derrubando o grande favorito da época <em>Transformers</em>.</p>
<figure id="attachment_620" aria-describedby="caption-attachment-620" style="width: 574px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Prince-Of-Persia-Movie.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-620 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Prince-Of-Persia-Movie.jpg" alt="Principe da Pérsia" width="574" height="344" /></a><figcaption id="caption-attachment-620" class="wp-caption-text">Sem credibilidade: Fãs de &#8220;Príncipe da Pérsia&#8221; protestaram contra a escalação de Jake Gylenhaal para o protagonista.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>#03. Príncipe da Pérsia</strong></p>
<p><strong>Filme: </strong><em>Príncipe da Pérsia &#8211; As Areias do Tempo<br />
</em></p>
<p><strong>Orçamento: </strong>200 milhões de dólares</p>
<p><strong>Bilheteria:</strong> 90 milhões (EUA) + 245 milhões (outros) = 336 milhões de dólares</p>
<p><strong>Críticas:</strong> 36% dos críticos aprovaram</p>
<p>O caso de <em>A Bússola de Ouro </em>permite que a gente entenda um pouco outros casos semelhantes em que os estúdios pensam que podem aplicar &#8220;fórmulas&#8221; de êxito de outras produções em novas franquias e as coisas acabam não saindo conforme combinado. <em>Príncipe da Pérsia</em>, por exemplo,<em> &#8220;</em>morreu na praia&#8221; de forma parecida.</p>
<p>A Disney bancou a adaptação do popular game como uma possibilidade de colher os mesmos frutos que colheu com o estrondoso retorno financeiro dos três longas de <em>Piratas do Caribe</em>, trilogia que reativou o interesse do estúdio no desenvolvimento de filmes em <em>live action</em>. Tradicionalmente, a Disney é a casa das animações, mas entre o final dos anos de 1990 e o início dos anos 2000 enfrentou a baixa popularidade de suas empreitadas em razão do desgaste da tradicional narrativa do estúdio (as clássicas animações musicais) e a agressiva concorrência das novas animações em 3D. Quando <em>Piratas do Caribe &#8211; A Maldição do Pérola Negra </em>foi lançado em 2003, com faturamento em bilheteria que ultrapassou largamente o seu orçamento, o estúdio vislumbrou uma tábua de salvação que se firmou nas duas continuações da franquia.</p>
<p>Com <em>Príncipe da Pérsia</em> &#8211; <em>As </em><em>Areias do Tempo </em>as desconfianças surgiram desde o início, apesar da inicial aprovação do público com a contratação do inglês Mike Newell (que foi muito bem em <em>Harry Potter e o Cálice de Fogo</em>). A escalação de Jake Gylenhaal como o príncipe fugitivo do título gerou reclamações de fãs mais fervorosos do game e de cinéfilos em geral. Gylenhaal não correspondia exatamente a descrição física de um persa. No entanto, não podemos atribuir ao ator a culpa do fiasco de <em>Príncipe da Pérsia</em>. O primeiro e único filme até que faturou bem para garantir uma possível continuação, mas como tem acontecido com as grandes produções nos últimos anos, o orçamento (o que inclui as campanhas de divulgação do longa) foi muito alto e não compensou os lucros. Assim, todos os planos iniciais de uma trilogia foram abortados.</p>
<figure id="attachment_621" aria-describedby="caption-attachment-621" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/2004_unfortunate_events_037.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-621 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/2004_unfortunate_events_037-620x400.jpg" alt="Desventuras em Série" width="620" height="400" /></a><figcaption id="caption-attachment-621" class="wp-caption-text">Indiferença: &#8220;Desventuras em Série&#8221; não fez feio, mas também não impressionou. O resultado morno não entusiasmou a Universal a dar continuidade a trama.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>#04. Desventuras em Série</strong></p>
<p><strong>Filme: </strong><em>Desventuras em Série</em><em><br />
</em></p>
<p><strong>Orçamento: </strong>140 milhões de dólares</p>
<p><strong>Bilheteria:</strong> 118 milhões (EUA) + 90 milhões (outros) = 208 milhões de dólares</p>
<p><strong>Críticas:</strong> 72% dos críticos aprovaram</p>
<p>Escrita por Lemony Snicket, pseudônimo do autor Daniel Handler, <em>Desventuras em Série </em>é uma série literária composta por treze livros lançada em 1999 e que conta a história dos irmãos Baudelaire que são jogados em uma série de acontecimentos infelizes após a morte de seus pais em um trágico incêndio. A tutela de Violet, Klaus e Sunny passa pelas mãos de amigos e parentes dos seus pais e o caminho das crianças cruza com o do vilão Conde Olaf, um ator que usa suas habilidades dramáticas para enganar os tutores dos Baudelaire a fim de ganhar a guarda dos três e ficar com a fortuna herdada por eles.</p>
<p>A Universal demonstrou interesse na série, seguindo a tendência das adaptações de livros infanto-juvenis inspirada pelo sucesso de <em>Harry Potter,</em> e resolveu transformar as três primeiras obras (<em>Mau Começo</em>, <em>A</em> <em>Sala dos Répteis</em> e <em>O Lago das Sanguessugas</em>) em um único filme. Brad Silberling, diretor de <em>Gasparzinho </em>e do romance <em>Cidade dos Anjos</em>, foi contratado para comandar o longa e Jim Carrey ficou responsável por dar vida ao Conde Olaf, o que animou muita gente já que o ator seria a figura ideal para interpretar um personagem tão multifacetado quanto ele. Meryl Streep, Jude Law, Dustin Hoffman e Catherine O&#8217;Hara completaram o elenco com participações pontuais. Emily Browning (de <em>Beleza Adormecida</em>, <em>Pompeia </em>e <em>Sucker Punch</em>, criança na época), Liam Aiken e as gêmeas Kara e Shelby Hoffman foram escalados para viver os irmãos Baudelaire.</p>
<p>O filme recebeu três indicações ao Oscar (direção de arte, figurino e trilha sonora), venceu uma estatueta do prêmio (melhor maquiagem), recebeu críticas moderadas, as crianças foram aprovadas, bem como a interpretação de Jim Carrey, tudo conforme o figurino. Contudo, <em>Desventuras em Série </em>desapontou com sua pálida performance comercial e por isso também não foi adiante como franquia cinematográfica.</p>
<figure id="attachment_622" aria-describedby="caption-attachment-622" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/hitchhikers-guide-to-the-galaxy-the-20050209035518036-1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-622 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/hitchhikers-guide-to-the-galaxy-the-20050209035518036-1-620x385.jpg" alt="Guia do Mochileiro da Galáxia" width="620" height="385" /></a><figcaption id="caption-attachment-622" class="wp-caption-text">O peculiar humor ingles não ajudou &#8220;O Guia do Mochileiro das Galáxias&#8221; a ser um projeto mundialmente bem sucedido.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong># 05. O Guia do Mochileiro das Galáxias</strong></p>
<p><strong>Filme: </strong><em>O Guia do Mochileiro das Galáxias</em><em><br />
</em></p>
<p><strong>Orçamento: </strong>50 milhões de dólares</p>
<p><strong>Bilheteria:</strong> 51 milhões (EUA) + 53 milhões (outros) = 104 milhões de dólares</p>
<p><strong>Críticas:</strong> 60% dos críticos aprovaram</p>
<p>Série de ficção-científica inglesa concebida por Douglas Adams, <em>O Guia do Mochileiro das Galáxias </em>começou como um programete de rádio na <em>BBC Radio</em>, transformou-se em uma série de seis livros, série de TV, jogo de computador, HQ para só então chegar às telonas em 2005.  <em>O Guia do Mochileiro das Galáxias </em>segue a jornada de um grupo incomum pelo espaço a partir da captura de Arthur um inglês completamente azarado. Entre os personagens que o acompanham estão o deprimido e existencialista robô chamado Marvin e Trillian, uma garota que Arthur conheceu em uma festa.</p>
<p>A produção foi uma colaboração entre produtores norte-americanos e ingleses e chegou a eles a partir do êxito que a história tinha nessas diversas plataformas. No entanto, o caráter massivo do cinema, e necessário a esse tipo de produção com orçamento razoável, tornaram <em>O Guia do Mochileiro das Galáxias </em>refém dos números de bilheterias.</p>
<p>Ainda que parte da crítica tenha caído de amores pelo diretor Garth Jennings, que contou com a colaboração do próprio Adams na adaptação, e um elenco de atores promissores na ocasião &#8211; e hoje reconhecidos pelos cinéfilos como Martin Freeman (<em>O Hobbit</em>), Zooey Deschannel e Sam Rockwell, contando ainda com as vozes de Stephen Fry, Alan Rickman e Helen Mirren- , em números, o filme não agradou mundialmente. Um dos maiores entraves na popularidade do longa foi o típico humor inglês que funciona tão bem nas fronteiras do país, mas encontra resistência em mercados mundiais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fontes: </strong>Informações referentes a orçamento e bilheteria foram retiradas do site Box Office Mojo, já as aprovações da crítica correspondem a porcentagem de críticos que deram cotações positivas aos longas no <em>RottenTomatoes.com </em></p>
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