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	<title>Arquivos Jessie Buckley - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jessie Buckley - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica A Noiva!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 06:34:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A reinvenção é sempre um desafio. Nas artes, especialmente na literatura e no cinema, quando essa proposta envolve um clássico, tudo se torna ainda mais espinhoso. Logo, a coragem para mergulhar de cabeça num projeto que tem como mote recontar uma história conhecida pelo público é um caminho que poucos escolhem seguir, mas Maggie Gyllenhaal (A Filha Perdida, de 2021) parece não se importar com os percalços do trajeto. A atriz, roteirista e diretora traz aos cinemas brasileiros, nesta quinta-feira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A reinvenção é sempre um desafio. Nas artes, especialmente na literatura e no cinema, quando essa proposta envolve um clássico, tudo se torna ainda mais espinhoso. Logo, a coragem para mergulhar de cabeça num projeto que tem como mote recontar uma história conhecida pelo público é um caminho que poucos escolhem seguir, mas Maggie Gyllenhaal (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-filha-perdida-netflix/"><em>A Filha Perdida</em></a>, de 2021) parece não se importar com os percalços do trajeto. A atriz, roteirista e diretora traz aos cinemas brasileiros, nesta quinta-feira (5), sua visão sombria, tortuosa e cheia de vida sobre a mística narrativa de Mary Shelley, intitulada <strong><em>A Noiva!</em></strong>. O longa-metragem escancara uma estética e uma proposta audaciosa que dividirá opiniões, mas, sem sombra de dúvidas, marca a carreira da cineasta.</p>
<p>O segundo longa da diretora leva ao público um delírio criativo que ultrapassa barreiras narrativas e foge de qualquer limitação de gênero. <strong><em>A Noiva! </em></strong>é uma injeção de ânimo nas mesmices seguras dos grandes estúdios de Hollywood. É o cinema reanimando as possibilidades de adaptações sem medo (aparentemente) de se perder. É um delírio primaveril do que poderia ser essa história se uníssemos criador e criatura. E é assim que, com erros e acertos, Gyllenhaal entrega uma versão corajosa, coerente e insana inspirada na história de Shelley, ao mesmo tempo que parece beber diretamente de outros clássicos &#8211; dessa vez do cinema &#8211; como <em>Bonnie e Clyde &#8211; Uma Rajada de Balas (1967)</em>. Não só isso. A coragem de se perder em sua própria loucura torna esse filme uma versão incomparavelmente melhor de um casal de revolucionários insanos do que o segundo <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa-delirio-a-dois/"><em>Coringa &#8211; Delírio a Dois (2024)</em></a> tenta ser &#8211; e falha miseravelmente.</p>
<p>Assinando também o roteiro, Gyllenhaal costura as partes da sua própria criatura, a partir dos restos mortais (e eternos) da obra de Shelley e do longa de James Whale, de 1935. Antes de acionar a voltagem para dar vida ao seu monstro, a cineasta estadunidense molda as engrenagens de sua mais nova obra com ideais modernos que fazem toda a diferença para a trama &#8211; e, principalmente, para que o filme se encaixe na filmografia da diretora. <strong><em>A Noiva! </em></strong>não tem medo do excesso. O sangue, o suor, a bile do labor cinematográfico transbordam em cada cena &#8211; para o bem e para o mal. Com isso, a diretora acaba entregando momentos narrativos ou certos desenvolvimentos de personagens, que deixam a desejar &#8211; como a falta de solidez e clareza do 3º ato.</p>
<p>O problema, no entanto, está no mesmo lugar que é a força do projeto: o excesso. É uma faca de dois gumes. Em momentos, o exagero e os delírios criativos que <em><strong>A Noiva!</strong></em> traz para a narrativa são essenciais e originais, mas logo em seguida pode ter algo que falta uma lapidada. Definitivamente essa não é uma produção &#8211; dentro dos moldes hollywoodianos &#8211; que fugiu dos riscos. As imagens grotescas, os momentos verborrágicos, as estranhezas aparentemente sem propósito. O filme não é uma ode ao livro de Shelley, ele é uma carta aberta ao desafio de criar, ao risco de quem acredita em sua ideia e consegue levá-la adiante.</p>
<figure id="attachment_20506" aria-describedby="caption-attachment-20506" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20506" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-750x422.jpeg" alt="A Noiva! (2026)" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-750x422.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-1536x864.jpeg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-770x433.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg-1400x788.jpeg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-Noiva-2.jpg.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20506" class="wp-caption-text">Christian Bale e Jessie Buckley em cena de &#8216;A Noiva! (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Apesar dos tropeços, a bravura da cineasta em fazer sua história sair do papel evoca o outro lado do lâmina. É a inebriante confusão do roteiro que permite que Jessie Buckley (<em>Hamnet: A Vida Antes de Hamlet</em>, de 2025) brilhe. <strong><em>A Noiva!</em></strong> é impactante porque é uma narrativa insana estrelada por uma atriz que sustenta o desafio com maestria. Buckley eleva as cenas, ela transporta o público para essa caótica jornada de anti-heróis. O patamar é outro, especialmente quando ela precisa encarnar a espécie de esquizofrenia possessiva desenhada pelo roteiro de Gyllenhaal. Mias uma vez, a atriz prova que seu alcance de interpretação não tem limites e que o desafio é o que a alimenta.</p>
<p>Outro destaque no longa é Christian Bale (<em>O Pálido Olho Azul</em>, de 2022). Sua versão do monstro de Frankenstein é tocante, sensível e cuidadosa. Como de costume, Bale parece medir cada movimento e trejeito de seu personagem, como parte da sua lógica de construção, mas, num filme como <strong><em>A Noiva!</em></strong>, é preciso abraçar o caos e ele o faz muito bem. Talvez os seus melhores momentos em cena são os de cumplicidade com Buckley durante os grandes delírios da narrativa &#8211; como uma sequência coreografada no 2º ato.</p>
<p>Assim como Bale, Annette Bening (<em>Nyad</em>, de 2023) é outro presente para o espectador. Ver um rosto tão querido e talentoso num projeto voraz e corajoso como esse dá um fôlego a mais. Além, é claro, da presença de Bening aterrar a trama com sua experiência e maestria como atriz. Contudo, Bening também se permite brincar com as nuances que a proposta traz para sua personagem. Ela consegue se equilibrar ao lado de Jessie Buckley para que sua contracena seja coesa e redonda. Com isso, talvez as melhores cenas do filme envolvem os três, em qualquer que seja a combinação de contracena,  <strong><em>A Noiva!</em></strong> dá ao público um frescor ao ter três artistas tão competentes e entregues ao projeto como eles.</p>
<p>Na contramão do trio principal, existe um outro trio no filme, mas seus momentos não são tão felizes como os de Buckley-Bale-Bening. Peter Sarsgaard (<em>Setembro 5</em>, de 2024), Penélope Cruz (<em>Ferrari</em>, de 2023) e Jake Gyllenhaal (<em>Matador de Aluguel</em>, de 2024) estão no hall das estranhezas negativas do longa. Seus personagens não são tão bem desenvolvidos e parecem ter uma condução direção-elenco menos crível que seus colegas de cena &#8211; ainda que eles façam monstros ressuscitados. Há um claro esforço na tentativa de incorporá-los ao máximo à trama, mas isso não chega de forma limpa como deveria. <strong><em>A Noiva!</em></strong> peca por não ser capaz de encaixar seus personagens mais comuns numa narrativa sobre o que não é nada banal.</p>
<p>Fechando o time responsável pelas belas composições imagéticas de Maggie Gyllenhaal estão os departamentos de fotografia e arte. Ambos atuando <span style="font-weight: 400;">em total consonância</span>. Quando necessário, é a arte e a foto que ajudam a tornar tudo ainda mais insano ao mesmo tempo que são capazes de controlar o caos. Acima de tudo, <strong><em>A Noiva!</em></strong>  é uma obra de desafios. Acreditar na ideia, angariar pessoas e financiadores para que o filme aconteça, e orquestrar tudo isso sem perder a sua criatividade é de tirar o chapéu, especialmente quando lembramos que esse é apenas o segundo longa-metragem da carreira de Gyllenhaal como diretora. Dividindo ou não opiniões, é imprescindível entender que colocar esse projeto no mundo foi preciso acreditar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Maggie Gyllenhaal</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jessie Buckley, Christian Bale, Peter Sarsgaard, Annette Bening, Penélope Cruz, Jake Gyllenhaal, John Magaro, Matthew Maher, Jeannie Berlin e Zlatko Burić</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Yk8oW7wky1g?si=pjDi9TC6ggNGhmVr" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Men &#8211; Faces do Medo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Sep 2022 21:59:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema de horror moderno trouxe para as telonas a prova de que o gênero não sobrevive apenas com filmes recheados de sustos vazios e excesso de sangue ou violência. A tradução de um medo, uma situação ou até mesmo um sentimento são possibilidades num filme do gênero onde a preocupação maior é o subtexto e não a bilheteria. Assim, as ansiedades, os temores e as dores do cotidiano se tornam pautas frequentes em obras de horror que se permitem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema de horror moderno trouxe para as telonas a prova de que o gênero não sobrevive apenas com filmes recheados de sustos vazios e excesso de sangue ou violência. A tradução de um medo, uma situação ou até mesmo um sentimento são possibilidades num filme do gênero onde a preocupação maior é o subtexto e não a bilheteria. Assim, as ansiedades, os temores e as dores do cotidiano se tornam pautas frequentes em obras de horror que se permitem ir além do óbvio.</p>
<p>A produtora e distribuidora A24 é uma das principais representantes de Hollywood que traz para o circuito comercial, longas-metragens que tenham as marcas do horror, sem perder de vista a profundidade das discussões e dos dilemas humanos. A produtora que já trouxe aos cinemas projetos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ex-machina-instinto-artificial/"><em>Ex Machina: Instinto Artificial</em></a> (2014), <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-hereditario/"><em>Hereditário</em> </a>(2018), <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-midsommar-o-mal-nao-espera-a-noite/"><em>Midsommar: O Mal Não Espera a Noite</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><em>O Farol</em></a> (ambos de 2019) distribui mais um título com esse caráter metafórico e reflexivo. Com a estreia marcada para esta quinta-feira (8), <strong><em>Men: Faces do Medo</em></strong> entrará para o hall das gloriosas obras de horror distribuídas pela produtora.</p>
<p>Após o suicídio de seu ex marido, Harper (Jessie Buckley) decide se isolar numa casa do campo para se recuperar. Nessa tentativa de fugir do caos que sua vida se encontra, a jovem descobre que seu pior pesadelo pode surgir a qualquer momento. Enquanto tenta buscar paz, Harper se vê perseguida por um homem no meio da mata. O episódio pavoroso começa a escalar quando ela percebe que existe um mal ainda maior vagando por perto.</p>
<p>É impossível refletir sobre uma obra sem pensar em seu criador e pensar em <strong><em>Men: Faces do Medo</em></strong> é ver o trabalho de Alex Garland (<em>Dredd</em>, de 2012, e Aniquilação, de 2018) ganhando cada vez mais corpo. O cineasta e roteirista inglês foi o responsável, pela segunda vez, por assumir roteiro e direção de um longa. <strong><em>Men</em></strong>, como seu terceiro filme, já demonstra o amadurecimento no fazer e criar cinematográfico. É graças a essa intensidade que a produção alcança um lugar inimaginável.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15880" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/11-2.jpg" alt="Men - Faces do Medo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/11-2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/11-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/11-2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/11-2-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Diferente de seus filmes anteriores, <strong><em>Men: Faces do Medo</em></strong> trabalha mais com a materialidade da discussão. Apesar do cunho metafórico e da construção fantástica de um dos temores do cotidiano feminino, Garland consegue deixar claro o que quer falar, sem, em nenhum momento, empobrecer sua discussão. A narrativa é perspicaz ao não ir direto ao ponto dos acontecimentos que cercam o suicídio do ex marido de Harper para que a tensão e a antecipação sejam mantidas.</p>
<p>A sacada da dilatação do relacionamento tóxico da personagem de Jessie Buckley (<em>Estou Pensando em Acabar com Tudo</em>, de 2020 e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-filha-perdida-netflix/"><em>A Filha Perdida</em></a>, de 2021) através da montagem, somado pano de fundo fantástico são o ponto alto do roteiro de <strong><em>Men: Faces do Medo</em></strong>. A assertividade de Garland é impecável. Ele consegue, ainda que no lugar de observador da situação, descrever com emoção, sensibilidade e força as dores de uma mulher que está tentando não se afogar nas memórias de um relacionamento abusivo.</p>
<p>Com esse subtexto, o cineasta inglês é capaz de chegar num patamar de um horror com trama e um subtexto de tirar o fôlego. E, o maior mérito de Garland com <strong><em>Men: Faces do Medo</em></strong> é lembrar que o maior horror da vida de uma pessoa pode ser o outro. A metáfora que brinca com a toxicidade masculina enquanto cria um contexto místico por trás merece ser aplaudida. O resultado não poderia ser outro que não um longa coeso e completo, honrando as possibilidades do gênero na atualidade.</p>
<p>No entanto, é preciso dar crédito ao elenco principal, formado apenas por Jessie e Rory Kinnear (<em>Penny Dreadful</em>, de 2014 a 2016, e <em>Nossa Bandeira é a Morte</em>, de 2022), porque, sem eles, esta produção não teria alcançado voos tão altos. A entrega do casal de atores é inquestionável. A dinâmica entre eles em cena é uma linda coreografia de emoções. E, ainda que Buckley dê o seu melhor e seja o destaque de <strong><em>Men: Faces do Medo</em></strong>, o trabalho de Kinnear e suas múltiplas interpretações é simplesmente brilhante. Sua performance enriquece o resultado da produção.</p>
<p>E é neste ballet de horror que Alex Garland traz para o público mais uma produção impactante. O machismo estrutural escancarado de uma forma que jamais foi mostrada antes. É essa capacidade de criar imagens aterradoras e um texto limpo que fazem de <strong><em>Men: Faces do Medo</em></strong> um destaque em meio às novas produções do gênero. Além, é claro, de se tornar mais um exemplo de qualidade em que mostra ao espectador que o horror pode ser uma metáfora perfeita para descrever &#8211; seja fantasiosamente ou não &#8211; os temores, as dores e os medos da humanidade</p>
<p><strong>Direção:</strong> Alex Garland</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jessie Buckley, Rory Kinnear, Paapa Essiedu, Gayle Rankin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Zf3Iau2UReU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Filha Perdida (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jan 2022 19:47:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em sua estreia na direção de longas-metragens, Maggie Gyllenhaal (Feito em Casa) convida os espectadores a entrarem em um mundo ficcional de narrativa não linear e que transmite sensações múltiplas e complexas. É possível dizer que A Filha Perdida trata sobre diversos temas. Ela é uma produção sobre maternidade, sobre um peso específico que as mulheres cis carregam, sobre as relações humanas ou tudo isto junto também. É preciso encarar, no entanto, que esta não é uma obra fácil. Mas, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sua estreia na direção de longas-metragens, Maggie Gyllenhaal (<em>Feito em Casa</em>) convida os espectadores a entrarem em um mundo ficcional de narrativa não linear e que transmite sensações múltiplas e complexas. É possível dizer que<strong><em> A Filha Perdida</em></strong> trata sobre diversos temas. Ela é uma produção sobre maternidade, sobre um peso específico que as mulheres cis carregam, sobre as relações humanas ou tudo isto junto também. É preciso encarar, no entanto, que esta não é uma obra fácil.</p>
<p>Mas, em que sentido especificamente? Adaptação da obra homônima de Elena Ferrante – feita pela própria Gyllenhaal –, há aqui uma atmosfera desconfortável criada, seja como consequência da decupagem ou por marcas imagéticas simbólicas. A começar pela seleção de planos extremamente fechados, com câmera na mão, que passam esta impressão de sufocamento vivido pelas personagens e, principalmente, por sua protagonista, Leda (Olivia Colman/Jessie Buckley).</p>
<p>A iluminação fomenta a sensação de aprisionamento presente naquele contexto mostrado e  se enxerga mais do que as cercam do que elas mesmo.  Não há luz alguma em seus rostos, nestes closes completamente fechados, por exemplo Imediatamente depois, Gyllenhaal abre o quadro para o geral e é possível ver com mais nitidez o que esta acontecendo na cena.</p>
<p>Esta estratégia parece pensada para causar este impacto entre o que há de interno e externo nas personagens e a dinâmica se mantém até o desfecho da projeção, aumentando o potencial das metáforas e significados passados na tela. Outro ponto destacável é a presença de elementos que podem criar certa repulsa, como as frutas podres ou o inseto que está no travesseiro de Leda.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15021" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6.jpg" alt="A Filha Perdida" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Este fator, juntamente com as seleções da direção, constroem um filme de terror em cada minuto de exibição, inclusive desde o seu início, quando Leda é colocada em uma situação de perigo intenso. A linguagem do gênero, combinada ao drama vivenciado por Leda, seja no presente ou no passado, complexificam a estrutura do enredo e criam uma suspensão durante a sessão.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que há esta elaboração de suspense e medo do que está por vir na vida de Leda, as emoções dela e de seus coadjuvantes vão sendo exploradas. Existe um tempo para que as ações ocorram. Os olhares, gestos e movimentações dos intérpretes são investigados pela câmera que, mesmo em movimento, revela os sentimentos plurais de cada figura posta ali. O trabalho do elenco contribui ainda mais para esta característica, principalmente os das atrizes Olivia Colman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-pai/"><em>Meu Pai</em></a>), Jessie Bluckey (<em>Estou Pensando em Acabar com Tudo</em>) e Dakota Johnson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cinquenta-tons-de-cinza/"><em>50 Tons de Cinza</em></a>).</p>
<p>Há todo um foco em emitir mais sentido no silêncio aqui. Desta maneira, as respirações e olhares são utilizados de forma meticulosa. O texto falado, em diversas sequências, é dito quase casualmente, pois são as expressões faciais que contam direta e fortemente o que estas mulheres estão pensando. São nestes detalhes que o longa cria todo um universo repleto de camadas e força.</p>
<p>Talvez, o único incômodo em<em> <strong>A Filha Perdida</strong></em> seja a repetição dos artifícios criados pela direção e pela fotografia. É bem verdade que eles funcionam, porém a partir do final do segundo ato e início do terceiro, a reincidência desta lógica cansa um pouco, pois deixa a trama empacada, girando em círculos. No entanto, o seu desfecho é amarrado, diminuindo o impacto desta demora.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Maggie Gyllenhaal</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Olivia Colman, Dakota Johnson, Jessie Buckley, Ed Harris, Peter Sarsgaard, Dagmara Dominczyk, Paul Mescal</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/8y2Tz6iFetI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Judy &#8211; Muito Além do Arco-Íris</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jan 2020 19:16:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Renée Zellweger (O Bebê de Bridget Jones) é a favorita para ganhar o Oscar 2020 de melhor atriz por interpretar Judy Garland em Judy &#8211; Muito Além do Arco-Íris, filme que narra o último ano na vida da artista que ficou célebre ainda criança ao protagonizar O Mágico de Oz, mas foi sugada até a medula por uma indústria que exigiu dela juventude, beleza e talento. De certa maneira, a trajetória de Zellweger e Garland se encontram quando pensamos como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Renée Zellweger (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-bebe-de-bridget-jones/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Bebê de Bridget Jones</em></a>) é a favorita para ganhar o Oscar 2020 de melhor atriz por interpretar Judy Garland em <em><strong>Judy &#8211; Muito Além do Arco-Íris</strong></em>, filme que narra o último ano na vida da artista que ficou célebre ainda criança ao protagonizar <em>O Mágico de Oz</em>, mas foi sugada até a medula por uma indústria que exigiu dela juventude, beleza e talento. De certa maneira, a trajetória de Zellweger e Garland se encontram quando pensamos como a atriz, um dos nomes mais importantes do início dos anos 2000 por seu trabalho em filmes como <em>O Diário de Bridget Jones</em>, <em>Chicago</em> e <em>Cold Mountain</em>, foi demandada o quanto pôde por Hollywood, cedendo inclusive aos apelos de perfeição estética, com suas já reconhecidas intervenções plásticas, e depois foi descartada e ridicularizada por esse mesmo sistema que a criou.</p>
<p>Zellweger se retirou de cena e em recente entrevista declarou ter passado por um período de depressão, o que a fez se submeter a uma espécie de <em>rehab</em> de Hollywood. Assim como Garland, Zellweger absorveu as consequências do que é para uma mulher envelhecer na indústria do entretenimento e, nesse sentido, não há como assistir à cena final de Judy, olhar para o melancólico desfecho da sua protagonista, e também não pensar que na tela estamos vendo uma grande atriz no auge da sua experiência, dando tudo de si em uma performance que marca em definitivo o seu merecido retorno aos grandes holofotes. A narrativa de <em>comeback</em> de Renée Zellweger nesse Oscar é construída como uma espécie de compensação das faltas de Hollywood com Judy Garland.</p>
<p><em><strong>Judy &#8211; Muito Além do Arco-Íris </strong></em>não é um filme perfeito e nem a interpretação de Zellweger é, mas a maneira como a atriz se entrega em cena, cobrindo algumas faltas do seu roteiro e dando o melhor de si é absolutamente admirável. O diretor Rupert Goold dirige uma história que simplifica a biografia de Garland a duas passagens notórias da sua vida: os primeiros passos da atriz mirim, regulada pelos olhos dos produtores de Hollywood, da imprensa e da sua mãe; e sua conturbada passagem pelos palcos de Londres aos 46 anos de idade, lidando com todas as sequelas da sua juventude, as crises de ansiedade, a depressão e o vício em álcool.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12320" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/judy_filme_b_1.jpg" alt="Judy - Muito Além do Arco-Íris" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/judy_filme_b_1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/judy_filme_b_1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/01/judy_filme_b_1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>No primeiro feixe narrativo, Judy acerta pelo primor plástico da sua propositalmente artificial direção de arte que remete a coloridos sets da era de ouro de Hollywood. No entanto, aqui, peca por girar em círculos com temas como a cultura das celebridades e os efeitos nocivos em jovens estrelas sem nunca se aprofundar bastante no tópico. Esses <em>flashbacks</em> de Judy até que são marcados por boas intenções, com um tom maior de inventividade e até fantasia, mas as sequências são encenadas com um pouco de ingenuidade da parte de Rupert Gold.</p>
<p>O melhor de Judy está mesmo na fase madura de Garland porque o show é completamente de Renée. O que é mais fascinante no desempenho de Renée em Judy é a maneira como a atriz se realiza nas performances da sua protagonista, condensando emoções difíceis e complexas em sua interpretação musical. Os melhores momentos do longa são aqueles que percebemos como Zellweger incorpora Garland em trejeitos, sobretudo quando a artista está nos palcos, sem abandonar as assinaturas usuais das suas performances, para muitos estridente e cheia de maneirismos. Caso o trabalho de Zellweger te incomode justamente por essas marcas, pode esquecer que Judy o fará vê-la de outra forma porque, apesar do esforço de &#8220;se apagar&#8221; na composição da personagem, segue sendo uma interpretação com a assinatura de Renée.</p>
<p><em><strong>Judy &#8211; Muito Além do Arco-Íris </strong></em>é um filme que tem intenções nobres, mas simplifica a exposição da sua crítica e do seu estudo de personagem às usuais <em>headlines</em>: a mídia gananciosa e Hollywood sugam o quanto podem o viço das suas estrelas. Há muito mais camadas na biografia de Garland que isso e o longa poderia explorá-las, mas não o faz, anda em círculos com essa construção. Renée Zellweger, por sua vez, entrega tudo de si, captando a alma da artista biografada. A esperança que fica é que histórias como as de Garland não se repitam e que a consagração de Zellweger não se restrinja a essa narrativa de <em>comeback</em> em 2019-2020, nos apresentando agora, quando a atriz está chegando na casa dos cinquenta anos, todo um horizonte a ser explorado pelo seu já mais do que comprovado talento.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rupert Goold<br />
<strong>Elenco:</strong> Renée Zellweger, Finn Wittrock, Jessie Buckley, Rufus Sewell, Michael Gambon, Darci Shaw, Richard Cordery, Royce Pierreson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ngDIqRJtH64" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: As Loucuras de Rose</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2019 21:35:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[As Loucuras de Rose]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine uma mistura entre Nasce Uma Estrela, Projeto Flórida e Brooklin. Aí está As Loucuras de Rose (Wild Rose, no original). Na narrativa, uma jovem mãe solteira, Rose (a talentosa Jessie Buckley, Chernobyl), acaba de sair da cadeia e precisa conciliar o sonho de ser uma cantora de música country juntamente com as responsabilidades maternas. Além disso, outros obstáculos que deve enfrentar são a desaprovação de sua mãe, Marion (a marcante Julie Walters, O Retorno de Marry Poppins), e o fato de viver na cinzenta Glasgow, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine uma mistura entre <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nasce-uma-estrela/"><em>Nasce Uma Estrela</em></a>, <em>Projeto Flórida </em>e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-brooklin/"><em>Brooklin</em>.</a> Aí está <em><strong>As Loucuras de Rose </strong></em>(<em>Wild Rose</em>, no original). Na narrativa, uma jovem mãe solteira, Rose (a talentosa Jessie Buckley, <em>Chernobyl</em>), acaba de sair da cadeia e precisa conciliar o sonho de ser uma cantora de música <em>country</em> juntamente com as responsabilidades maternas. Além disso, outros obstáculos que deve enfrentar são a desaprovação de sua mãe, Marion (a marcante Julie Walters, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-retorno-de-mary-poppins/"><em>O Retorno de Marry Poppins</em></a>), e o fato de viver na cinzenta <em>Glasgow, </em>na Escócia, já que a terra fértil do gênero musical é do outro lado do oceano, em <em>Nashville, </em>nos Estados Unidos.</p>
<p>Logo de início, a personalidade de Rose rapidamente se estabelece. Um mapa de <em>Nashville</em>, uma blusa vermelha vibrante destoando da prisão branca e muitos risos. Posteriormente, veste bota e jaqueta de caubói, senta na janela do ônibus com seus olhos de sonhadora perdidos nos sonhos e uma trilha sonora que diz: &#8220;garota do campo, tem que continuar seguindo em frente&#8221;.</p>
<p>Tudo isso se dá graças ao diretor Tom Harper (<em>Peaky Blinders</em>) e um inteligente uso dos elementos da <em>mise-en-scène</em>, fugindo da exposição verborrágica. Em seu primeiro ato fora da prisão, a protagonista visita um antigo namorado para ter relações sexuais e Harper, brilhantemente, começa a cena com um plano geral da cidade nublada, até que uma panorâmica move a câmera para um plano aéreo de Rose fazendo sexo no campo verde. Assim, em três minutos de filme, já sabemos tudo sobre a personagem, de natureza selvagem e, principalmente, alguém que nasceu para ser livre.</p>
<p>Neste sentido, o tom vermelho está presente por todo <em><strong>As Loucuras de Rose, </strong></em>seja em suas bandanas e camisas quadriculadas, ou na iluminação de suas apresentações. É a cor da vibração, da paixão, da intensidade, da revolução, fazendo um interessante contraste com o cenário em tons mais neutros a sua volta. Ainda sobre iluminação e <em>mise-en-scène</em>, Harper traz sensibilidade e uma áurea angelical na primeira vez Rose canta, com uma luz dourada vindo da janela e atingindo-lhe por trás em <em>close-up</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11481" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/As-Loucuras-de-Rose-1.jpg" alt="As Loucuras de Rose" width="749" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/As-Loucuras-de-Rose-1.jpg 749w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/As-Loucuras-de-Rose-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/As-Loucuras-de-Rose-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 749px) 100vw, 749px" /></p>
<p>Aliás, todas as sequências musicais possuem esse caráter mais escapista, com planos fechados em Buckley, permitindo que ela não só cante, como também liberte sua voz para o mundo. Já a trilha sonora — também cantada por ela — é um dos pontos mais fortes do filme e as letras vão sempre de encontro aos sentimentos da protagonista.</p>
<p>Além de sua poderosa voz, Jessie Buckley também atinge um enorme melancolia que o roteiro pede a sua personagem. Afinal, sua trajetória é de muito sofrimento e sacrifícios, precisando deixar os filhos de lado várias vezes em detrimento à oportunidades que surgem. Assim, ela traz uma brilhante atuação que se mistura entre sorrisos nos momentos pequenos, olhos lacrimejantes e muitos planos para o futuro.</p>
<p>Outro grande acerto de <em><strong>As Loucuras de Rose </strong></em>reside no roteiro, da estreante Nicole Taylor, que não aponta dedos para sua protagonista falha e humana. Mais do que isso, ele entende todas as dificuldades que ela passou ao longo da vida, sendo uma mãe solteira que cometeu escolhas erradas, além da falta do pai dos filhos para auxiliá-la.</p>
<p>É claro que o espectador pode julgá-la por deixar as crianças com vizinhos para fazer apresentações, mas o filme<strong> </strong>a vê como uma vítima e sofre junto com ela. Apesar de clichê, o final da narrativa é muito bem executado por conta de seu forte impacto emocional. <em><strong>As Loucuras de Rose </strong></em>é um filme sobre liberdade e amadurecimento, usando como pano de fundo a leveza da música <em>country</em> para falar sobre o difícil tema da maternidade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Tom Harper<br />
<strong>Elenco:</strong> Jessie Buckley, Julie Walters, Sophie Okonedo</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong><br />
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=kD5gHxR0OrI&amp;w=750&amp;h=500]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-loucuras-de-rose/">Crítica: As Loucuras de Rose</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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