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	<title>Arquivos Jessica Jones - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Review:  Jessica Jones</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Coisa de Cinéfilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Dec 2015 12:00:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jessica Jones, nova série da Netflix em parceria com a Marvel que estreou no serviço streaming no último dia 20 de novembro, não só expande o universo dos heróis urbanos da editora, como representa um avanço na representação da mulher no universo cinematográfico da editora. Jessica Jones (Krysten Ritter) é uma super-humana cuja vida é arruinada depois que o vilão Kilgrave (David Tennant), o Homem Púrpura dos quadrinhos, assume o controle de sua mente. Um ano depois do fato, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4143" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/jessica.jpg" alt="jessica" width="610" height="348" /></p>
<p><strong><em>Jessica Jone</em><em>s</em></strong>, nova série da <em>Netflix</em> em parceria com a <em>Marvel</em> que estreou no serviço streaming no último dia 20 de novembro, não só expande o universo dos heróis urbanos da editora, como representa um avanço na representação da mulher no universo cinematográfico da editora.</p>
<p>Jessica Jones (Krysten Ritter) é uma super-humana cuja vida é arruinada depois que o vilão Kilgrave (David Tennant), o Homem Púrpura dos quadrinhos, assume o controle de sua mente. Um ano depois do fato, o homem que ela pensou ter matado volta disposto a manipular qualquer pessoa minimamente próxima a ela para ter sua vingança.</p>
<p>Dando seguimento ao que a série do <em>Demolidor</em> já fazia, o novo programa mostra as consequências da Batalha de Nova York, mostrada no fim do primeiro filme dos <em>Vingadores</em>, para o bairro de Hell&#8217;s Kitchen. Trata-se de um thriller, centrado em um jogo de gato e rato, com fortes influencias do noir.</p>
<p>Em conformidade com a tradição dos detetives atormentados e cínicos do gênero, a Jessica Jones de Ritter canaliza a dor e culpa que sente na bebida. Ela usa seu comportamento impetuoso e impaciente para repelir aqueles que deseja proteger e camuflar sua fragilidade.</p>
<p>Nesse ponto é importante destacar a performance carismática da atriz e a qualidade do texto, que evita que a personagem caia muito fundo na própria escuridão, tornando-se distante do espectador. A showrunner Melissa Rosenberg cria um show fiel aos elementos e temas abordados na trajetória da heroína nas HQs, mas que opta por introduzir seus próprios personagens e conflitos.</p>
<p>Os 13 episódios dessa primeira temporada são inspirados no arco “<em>Alias</em>”, escrito por Brian Michael Bendis entre 2001 e2004. Nas histórias lançadas pelo selo “<em>Max</em>” (linha adulta da Marvel na época), Jessica trabalha como investigadora particular em casos que envolvem outros heróis da casa de ideias.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4144" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/David-Tennant-Krysten-Ritter-AKA-Jessica-Jones.jpg" alt="David-Tennant-Krysten-Ritter-AKA-Jessica-Jones" width="610" height="348" /></p>
<p>O papel de melhor amiga que cabia a Carol Danvers (a Capitã Marvel) na HQ, passa a ser da irmã de consideração Trish Taylor (Rachael Taylor) na série. Da mesma forma, Jessica não trabalha na série para Matt Murdoch (o Demolidor), mas sim para a inescrupulosa Jeri Hogarth (Carrie-Ann Moss).</p>
<p>Em “<em>Alias</em>”, Jessica vivencia casos sem relação com o Killgrave, o que não acontece na série. O vilão ocupa muito espaço na narrativa, e Tennant (conhecido por seu trabalho em Doctor Who) cria uma figura narcisista, fria e perigosa capaz de arrancar, em proporções equivalentes, ódio e simpatia da audiência.</p>
<p>A fotografia explora a cor violeta em arranha-céus, sarjetas e becos para sugerir sua ameaça onipresente, que surge como uma promessa de violência principalmente para as mulheres. Mais do que mostrar o vilão controlando mentes, a série explora as consequências reais provocados pelo seu poder, o e faz dele ainda mais perigoso.</p>
<p>Fica evidente, mais uma vez, que as séries da Marvel na Netflix operaram em princípios diferentes daqueles percebidos em programas do estúdio em canal aberto como “<em>Agents of S.H.I.E.L.D</em>” ou “<em>Agent Carter</em>”. Jesssica Jones tem uma trama mais dark, amarga e sexual que essas, e que sua contemporânea Daredevil.</p>
<p>Ambas as séries são bem sucedidas em suas propostas, mas é inegável a incapacidade de Jessica Jones em igualar-se a Daredevil no quesito ação. A nova série não tem cenas de luta que possam ser descritas como bem coreografadas ou empolgantes. A pancadaria soa instintiva na maior parte do tempo.</p>
<p>Vale lembrar que Jessica Jones é a segunda série de um projeto que inclui outros quatro shows da Marvel a estrear no streaming. Incluindo Daredevil (que ganhará uma segunda temporada), os próximos programas serão protagonizados por Luke Cage (introduzido com sucesso na nova série) e Punho de Ferro.</p>
<p>Por fim, todos esses heróis devem se reunir no crossover de oito episódios “The Defenders”.</p>
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