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	<title>Arquivos Jason Momoa - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jason Momoa - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Aquaman 2 &#8211; O Reino Perdido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Dec 2023 12:48:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A estreia de Aquaman 2: O Reino Perdido anuncia o fim do Universo Estendido da DC (DCEU) como conhecemos. O longa-metragem passou por inúmeros reajustes por conta disso e de outras questões de produção &#8211; como a pandemia, os resultados negativos de outros longas recentes do DCEU ou o julgamento entre Amber Heard, que interpreta Mera, e seu ex-marido Johnny Depp. As polêmicas que envolveram o novo filme de James Wan (Maligno, de 2021) preocuparam os fãs quanto a qualidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A estreia de <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> anuncia o fim do Universo Estendido da DC (DCEU) como conhecemos. O longa-metragem passou por inúmeros reajustes por conta disso e de outras questões de produção &#8211; como a pandemia, os resultados negativos de outros longas recentes do DCEU ou o julgamento entre Amber Heard, que interpreta Mera, e seu ex-marido Johnny Depp. As polêmicas que envolveram o novo filme de James Wan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maligno/"><em>Maligno</em></a>, de 2021) preocuparam os fãs quanto a qualidade do que seria apresentado, especialmente quando se pensa que o longa inaugural do rei de Atlântida foi um sucesso. O resultado, no entanto, é surpreendentemente positivo.</p>
<p>Indo em contramão da expectativa de todos, o novo projeto sobre o tritão mais conhecido dos quadrinhos é coeso, divertido e encerra bem o seu arco narrativo iniciado em 2018. Wan consegue imprimir mais uma vez a sua marca como diretor num projeto onde tudo parecia caminhar para o precipício. A eficiente direção do cineasta, no entanto, além do seu conhecimento e apropriação do universo narrativo, parecem ter ajudado a manter <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> sob suas rédeas, resultando numa despedida de qualidade &#8211; tanto para o DCEU quanto para o Aquaman de Jason Momoa (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-10/"><em>Velozes e Furiosos 10</em></a>, de 2023).</p>
<p>Mais uma vez o reino de Atlântida se vê atacado pela superfície. Os problemas climáticos estão afetando o povo do reino submerso, que culpam os humanos pela destruição de seu povo. Arthur Curry, também conhecido como Aquaman (Jason Momoa), descobre, contudo, que seu antigo inimigo, Manta Negra (Yahya Abdul-Mateen II), é o verdadeiro responsável por essa destruição. Para impedir que o vilão destrua Atlântida e todo o restante da Terra, Arthur precisará pedir ajuda do seu meio-irmão e antigo rival, Orm (Patrick Wilson), para salvar o reino dos mares e a civilização terrestre.</p>
<p>A própria história desenvolvida por David Leslie Johnson-McGoldrick (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-invocacao-do-mal-3-a-ordem-do-demonio/"><em>Invocação do Mal 3 – A Ordem do Demônio</em></a>, de 2021) se atém a concluir os arcos iniciados e desenvolvidos no primeiro longa do super herói. A busca pelo equilíbrio entre ser meio humano e meio atlantiano, as dificuldades em reinar, a vingança do inimigo do primeiro filme e, principalmente, a ligação com a família. Os temas centrais de <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> são esses e eles são mais do que suficientes para motivarem uma nova produção de quase 2h.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-17596" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-750x500.jpg" alt="Aquaman 2 - O Reino Perdido" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Aquaman-2-1.jpg 1500w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Essa coerência tanto no estilo, na estética e narrativa são os pontos mais fortes do longa. na verdade, essas escolhas acertadas são a justificativa para um filme que tinha tudo para dar errado, ter chegado num resultado tão positivo. O equilíbrio entre entender que essa narrativa precisava acontecer por conta dos fãs e para fechar o arco narrativo com Momoa e Wan e as reestruturações da produção agora que não vai ter continuidade a esta linha temporal/narrativa do DCEU foram fundamentais para amarrar a obra. É dessa forma que <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> chega ao público. Certo de si e sem dúvidas sobre o que queria ter sido.</p>
<p>Além da coesão na equipe técnica e de produção do longa, o elenco mais uma vez retorna para casa. É possível sentir a proximidade e a ligação entre os atores e atrizes em cena. <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> soa como uma despedida o tempo todo. Mas isso não é negativo ou exagerado, é apenas a sensação da certeza de que eles estão vivendo o melhor que podem nos momentos finais dessa caminhada.</p>
<p>O projeto não perde a diversão em suas falas, especialmente no que diz respeito a interação entre Momoa e Patrick Wilson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-moonfall-ameaca-lunar/"><em>Moonfall – Ameaça Lunar</em></a>, de 2022), e nem a originalidade de Wan, ainda mais quando ele consegue inserir elementos mais sombrios e próximos do universo de terror que ele tanto gosta. Graças a essa clara sintonia entre equipe, produtores executivos e elenco, <strong><em>Aquaman 2: O Reino Perdido</em></strong> é um feliz surpresa aos fãs. Seja para aproveitar os cinemas no fim de ano ou para fechar de forma positiva o DCEU, o novo filme do tritão é a melhor forma de dizer adeus ao antigo Universo Estentido da DC.</p>
<p><strong>Direção:</strong> James Wan</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jason Momoa, Indya Moore, Ben Affleck, Patrick Wilson, Amber Heard, Willem Dafoe, Yahya Abdul-Mateen II, Ricardo Molina, Nicole Kidman, Dolph Lundgren</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/rPBjB65NV_c?si=2ctnHwRYBuK-Sz14" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Velozes e Furiosos 10</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 May 2023 20:05:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Velozes e Furiosos 10 é aquele tipo de filme que a gente sabe que é desnecessário mas que vai assistir mesmo assim porque já estamos há muito tempo acompanhando a saga de Dominic Toretto (Vin Diesel, Guardiões da Galáxia Vol. 3). No entanto, ele consegue se provar completamente necessário a medida que a história vai se desenvolvendo. Sei que sou uma grande fã de Velozes e Furiosos (sim, não faz sentido), mas posso provar o que estou falando aqui. Dominic [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Velozes e Furiosos 10</strong></em> é aquele tipo de filme que a gente sabe que é desnecessário mas que vai assistir mesmo assim porque já estamos há muito tempo acompanhando a saga de Dominic Toretto (Vin Diesel, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-guardioes-da-galaxia-vol-3/"><em>Guardiões da Galáxia Vol. 3</em></a>). No entanto, ele consegue se provar completamente necessário a medida que a história vai se desenvolvendo. Sei que sou uma grande fã de <em>Velozes e Furiosos</em> (sim, não faz sentido), mas posso provar o que estou falando aqui.</p>
<p>Dominic está curtindo a &#8220;aposentadoria&#8221; e sua família, algo que ele dá o maior valor e lutou tanto para ter e manter. Sua paz é perturbada quando um desafeto do passado retorna para vingar a morte do pai. Dante (Jason Momoa, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><em>Aquaman</em></a>) é filho de Hernan Reyes (Joaquim de Almeida, <em>Dupla Explosiva</em>) morto há mais de uma década, lá em <em>Velozes &amp; Furiosos 5: Operação Rio</em>. E é bom salientar que este é o primeiro filme, de dois, da finalização épica dessa franquia de sucesso.</p>
<p>É preciso compreender que com <em>Velozes e Furiosos</em> nós devemos sempre partir do pressuposto de que não há muito compromisso com a lógica e realidade, mas que tudo bem ser assim. Ninguém vai (ou deveria ir) assistir um longa desses esperando uma indicação ao Oscar. Mas o que diferencia esta franquia é que ela vem procurando ter algum nível de profundidade nos personagens, algo que fica muito claro aqui.</p>
<p>Todas as dores que afligem Toretto fazem dele viver no constante medo de perder aquilo que lhe é mais caro: sua família. Ainda que ele tente curtir ao máximo os momentos com o filho Brianzinho e com Letty (Michelle Rodriguez, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-viuvas/"><em>As Viúvas</em></a>), a sombra do perigo sempre paira. E é sobre isso que o filme trata. Se Dominic não exterminar de vez qualquer ameaça que ele tenha, não vai conseguir efetivamente relaxar e viver em paz.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16729" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5724423.jpg" alt="Velozes e Furiosos 10" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5724423.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5724423-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5724423-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5724423-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com cenas de ação muito bem construídas e orquestradas, <em><strong>Velozes e Furiosos 10</strong></em> evolui com uma trama bem interessante que conecta vários fios soltos. São personagens entrelaçados e &#8220;ressuscitados&#8221; que são mais aprofundados, gerando conexão com o espectador. Há essa altura do campeonato, se tivéssemos aqui uma equipe de baixa qualidade, a franquia não se sustentaria da forma como se mantém. Aliás, vale pontuar que o que manter esta saga até hoje é a sua bilheteria ao redor do mundo, especialmente na América Latina, já que os EUA em si não é muito fã e costuma não prestigiar. E eles deixam isso bem claro quando botam o vilão para se criar aqui no Brasil.</p>
<p>Falando em vilão, Momoa deu seu sangue por esse personagem, que é a personificação de um psicopata. Ele está louco, perverso, sem critérios. Uma inspiração em o Coringa de Joaquim Phoenix misturado com o antagonista de <em>007 &#8211; Operação Skyfall</em>, vivido por Javier Bardem. Muito bacana de ver!</p>
<p>Como um grande fim, o roteiro se esforça em dar motivo e consequências aos personagens. Todos têm seu momento de sucesso ali e sua importância destacada. Por sinal, podem esperar todo e qualquer ator que já apareceu nestas tramas &#8211; inclusive, na cena pós-crédito. Algumas não fazem muito sentido? Sim, mas a gente ignora isso pela grandiosidade da história.</p>
<p>Uma trilha sonora bacana, personagens carismáticos, cenas de ação mescladas com drama acertado, <em><strong>Velozes e Furiosos 10</strong></em>, no meu ponto de vista, não tem como dar errado. É aquela explosão de mentiras que nós amamos, afinal, não se pode esperar que uma franquia dessa tenha qualquer compromisso com a realidade. É para isso que estamos ali. É um filme desnecessário, sim. Excelente também.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Louis Leterrier</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Vin Diesel, Michelle Rodriguez, Jason Momoa, Tyrese Gibson, Ludacris, John Cena, Nathalie Emmanuel, Jordana Brewster, Brie Larson, Charlize Theron, Helen Mirren, Scott Eastwood, Sung Kang</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/a1w9x5U88jU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Mar 2021 22:16:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na última quinta-feira (18), o mundo finalmente pôde assistir à visão do diretor Zack Snyder (Aquaman) sobre a famosa Liga da Justiça. O projeto, que inicialmente esteve sob o comando do diretor americano, foi passado para Joss Whedon (Os Vingadores, de 2012) por desentendimentos entre o chefe da Warner e Snyder e questões pessoais do diretor. Mais uma vez, problemas internos de produção afetaram outra obra cinematográfica do estúdio. E é em meio a este embate que Liga da Justiça [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica-snyder-cut/">Crítica: Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na última quinta-feira (18), o mundo finalmente pôde assistir à visão do diretor Zack Snyder (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><em>Aquaman</em></a>) sobre a famosa <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-liga-da-justica/"><em>Liga da Justiça</em></a>. O projeto, que inicialmente esteve sob o comando do diretor americano, foi passado para Joss Whedon (<i>Os Vingadores</i>, de 2012) por desentendimentos entre o chefe da Warner e Snyder e questões pessoais do diretor. Mais uma vez, problemas internos de produção afetaram outra obra cinematográfica do estúdio. E é em meio a este embate que <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> (2021) emerge e traz um novo olhar para o Universo Estendido DC (DCEU).</p>
<p>Após a perda do guardião da Terra, Batman (Ben Affleck, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-garota-exemplar/"><em>Garota Exemplar</em></a>) precisará, ao lado da Mulher Maravilha (Gal Gadot, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a>), reunir os maiores super-heróis do planeta para deter um desastre iminente. Além da jornada para juntar esta liga de heróis composta pelo Aquaman (Jason Momoa, <em>Game of Thrones</em>), Flash (Ezra Miller, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-animais-fantasticos-e-onde-habitam/"><em>Animais Fantásticos e Onde Habitam</em></a>) e Ciborgue (Ray Fisher, True Detective), eles precisarão se preparar para deter Darkseid, o conquistador de mundos, e seu exército de parademônios comandados por Lobo da Estepe.</p>
<p>A estreia do filme é uma vitória para os fãs da DC que são os responsáveis por cobrar o lançamento do longa-metragem. Após uma extensa campanha online para liberação do que viria a ser o <b><i>Snyder Cut</i></b> &#8211; como é conhecida a produção por ser o corte do diretor &#8211; a Warner se rendeu ao desejo do público e criou os caminhos para fazer deste filme uma realidade.</p>
<p>O primeiro ponto positivo do <b><i>Snyder Cut</i></b> é seu poder de comprovação de qualidade. As produções da DCEU vaguearam, durante um bom tempo, entre ótimos filmes e outros bem problemáticos &#8211; a exemplo de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman-vs-superman-a-origem-da-justica/"><i>Batman vs Superman: A Origem da Justiça</i></a> (2016) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-esquadrao-suicida/"><i>Esquadrão Suicida</i></a> (2016). Desta vez, o clamor dos espectadores trouxe o filme para as telas. Sem amarras, da forma que foi pensado (e ainda mais). Com isso, a estreia do HBO Max comprovou novamente que a DC é capaz de realizar produções de qualidade dentro de um arco maior e interativo de filmes.</p>
<p>Ou seja, a construção narrativa da nova <b><i>Liga da Justiça</i></b> traz o universo de volta aos trilhos. No entanto, é importante pensar que esta alusão ao trem descarrilhado existe a partir de uma perspectiva mercadológica e competitiva &#8211; uma vez que <i>Mulher-Maravilha</i> (2017), <i>Aquaman</i> (2018) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam/"><i>Shazam!</i></a> (2019) foram filmes que funcionaram, tem qualidade e são bem amarrados.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13905" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/liga-da-justica-snyder-cut-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A necessidade de mega bilheterias e a inevitável comparação entre a DC e Marvel e seus universos estendidos são os fatores que regem essa competitividade alucinante. E ela é uma das principais razões que causaram diversos tropeços do DCEU ao longo de sua existência &#8211; seja por falta de planejamento do estúdio ou por uma comparação infundada por parte do público.</p>
<p>Nesta nova versão, existe a profundidade necessária para guiar as motivações das personagens, elas são bem trabalhadas e mostram quem são de verdade. Da mesma forma são os vilões do filme, os quais, desta vez, se sustentam e se mostram capazes de carregar o peso de suas ações e do papel que representam para o Universo Estendido. Esses são os principais elementos narrativos que conseguem, de longe, fazer deste longa-metragem uma produção melhor para inaugurar a jornada da Liga da Justiça nos cinemas.</p>
<p>É inegável dar os louros ao Snyder pelo seu olhar macro da história &#8211; coisa que ele não conseguiu imprimir em <i>Batman vs Superman</i>. E, quando analisado, é interessante pensar que o projeto inicial se propôs a abrir essa nova página da história com um dos maiores vilões do universo. Além de arriscada, foi uma escolha corajosa introduzir Darkseid de logo cara. Só que isso é feito de forma tão sutil e cuidadosa, que não criou conflitos narrativos; apenas possibilitou diversos caminhos para o DCEU seguir.</p>
<p>No entanto, isto só foi possível porque o <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> tem 4h de duração. E aqui mora o primeiro problema &#8211; quando pensamos na obra dentro do formato de narrativa cinematográfica. Mesmo com a divisão da história em capítulos &#8211; o que permite uma flexibilidade maior na hora de assistir ao filme &#8211; é exaustivo para quem decide encará-lo como um longa-metragem. São 4h que valem a pena pelo resultado, mas existem excessos que são evidentes. Ainda que seja interessante o longa tirar o tempo necessário para estabelecer o contato inicial entre o público e os heróis que ainda não haviam sido mostrados nas telas, a duração cansa o espectador.</p>
<p>Outro fator relacionado aos excessos está na aparição de várias figuras conhecidas que abrem muitas portas para o futuro narrativo. Neste caso, esses caminhos podem levar a mais um momento de desencontro da produção. Fica claro que Zack Snyder quis apresentar a Liga da forma mais completa possível.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13904" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg" alt="Liga da Justiça - Snyder Cut" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/sc001-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Também é compreensível que a escolha foi feita para dar brecha a novos filmes solo e outras interações com referências em quadrinhos diversos, mas isso precisaria ser conduzido de forma cuidadosa. E, ainda assim, existem inserções que extrapolam a narrativa contada pelo Snyder e se tornam mais interrogações na cabeça do espectador, além de ter feito o filme se estender ainda mais, a exemplo de quase todo o epílogo.</p>
<p>É pensando também nesse futuro um tanto incerto que moram os maiores questionamentos sobre o DCEU. A chegada de <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut </i></b>não mudou os caminhos trilhados pelo universo e, até então, não afetou projetos em andamento. A Warner e o próprio diretor também já se pronunciaram alegando que ele não estará mais à frente de projetos do Universo Estendido. Mas isso significa que o conteúdo narrativo do <b><i>Snyder Cut</i></b> será ignorado, como se nunca tivesse sido lançado? Será que outra petição virtual será feita para tornar canônica essa versão e seguir a partir dela? Ou até mesmo, será que outra comoção trará o diretor de volta?</p>
<p>Além disso, não está claro ainda onde o novo Batman se encaixa, da mesma forma que o enredo de <i>The Flash</i> (2022) não foi divulgado e existem apenas rumores sobre o conteúdo do longa. Outras dúvidas são sobre a saída de Ben Affleck e Henry Cavill e o <i>reboot</i> do <em>Superman</em> no universo. As polêmicas envolvendo Ray Fisher e a investigação sobre a conduta abusiva de Joss Whedon durante as gravações de <i>Liga da Justiça</i> (2017) também tiveram efeitos. O planejamento do filme solo do Ciborgue parou e talvez ele tenha sido cortado do filme do Flash.</p>
<p>Seja quais caminhos a Warner deseje seguir, duas coisas são esperadas: que haja um planejamento a longo prazo e que o resultado das produções mantenha a qualidade de filmes como <i>Wonder Woman</i>, <i>Aquaman</i>, <i>Shazam!</i> e o <b><i>Snyder Cut</i></b>. É impossível negar a qualidade do que foi visto com a versão de Zack e isso precisa ser respeitado. O trabalho do diretor, produtor e roteirista não é livre de julgamentos e, muito menos, de erros. Há escolhas que poderiam ter sido diferentes, mas o conjunto da obra é satisfatório, não há como negar.</p>
<p>Sem exageros e firulas, Snyder conseguiu demonstrar o seu cinema. E, apesar de ter feito dois filmes no DCEU anteriormente, é em <b><i>Liga da Justiça &#8211; Snyder Cut</i></b> que se vê as marcas do diretor com clareza &#8211; tanto os acertos quanto os erros. Agora os <i>crossovers</i> da DC têm uma cara e ela é madura e sombria. É uma linguagem e arte que descrevem a essência das histórias em quadrinhos da DC Comics. Com o <b><i>Snyder Cut</i></b>, o público e, principalmente, os fãs puderam vislumbrar tudo o que pode acontecer quando um projeto dá liberdade criativa e artística para a equipe. E quem sabe, ao menos o resultado deste filme não impulsione um novo recomeço para a DC nos olhos do público e da própria indústria.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Zack Snyder<br />
<strong>Elenco:</strong> Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller, Ray Fisher, Amy Adams, Amber Heard, Jeremy Irons, Ciarán Hinds, Diane Lane, Joe Morton, J. K. Simmons, Jared Leto, Joe Manganiello, Robin Wright, Ray Porter, Connie Nielsen, Willem Dafoe, Jesse Eisenberg</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/sdvBf9XiJnA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Aquaman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Dec 2018 19:30:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Amber Head]]></category>
		<category><![CDATA[Aquaman]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[DC Comics]]></category>
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		<category><![CDATA[Super-herói]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O universo de super-heróis da DC passou por dificuldades para consolidar suas histórias no cinema. Apesar de seus quadrinhos serem sucessos de vendas desde os primeiros lançamentos na década de 1930, suas representações cinematográficas nunca seguiram o mesmo padrão. A DC e sua conturbada jornada de adaptações teve início em 1951 com o longa independente baseado nas hqs do Homem de Aço. A primeira leva de filmes carro-chefe da DC foram também adaptações das histórias do Superman com Christopher Reeve [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O universo de super-heróis da DC passou por dificuldades para consolidar suas histórias no cinema. Apesar de seus quadrinhos serem sucessos de vendas desde os primeiros lançamentos na década de 1930, suas representações cinematográficas nunca seguiram o mesmo padrão. A DC e sua conturbada jornada de adaptações teve início em 1951 com o longa independente baseado nas hqs do Homem de Aço. A primeira leva de filmes carro-chefe da DC foram também adaptações das histórias do <em>Superman</em> com Christopher Reeve como a personagem-título. A partir daí, com exceção dos longas-metragens do <em>Batman</em> dirigidos por Tim Burton e por Christopher Nolan, os lançamentos com a logo da DC Films foram uma sucessão de fracassos de público e crítica.</p>
<p>O processo de revitalização da DC começou em junho de 2013 quando foi lançada a primeira produção do Universo Estendido DC (DCEU). O <em>Homem de Aço</em> foi o pontapé inicial para uma nova empreitada da DC Films em parceria com a Warner Bros. O DCEU, apesar de remodelado, ainda sofreu com problemas administrativos. As mudanças de diretores em meio a produção, as intermináveis refilmagens, a dificuldade de estabelecer a linguagem e o tom do universo e a própria construção de algumas histórias foram erros recorrentes em <em>Batman vs Superman</em> (2016), <em>Esquadrão Suicida</em> (2016) e <em>Liga da Justiça</em> (2017) – sendo essa última narrativa aquela com melhor desempenho de produção. Ou seja, dentre os longas lançados até o ano passado, apenas <em>O Homem de Aço</em> e <em>Mulher Maravilha</em> (2017) foram corretos na execução e, mesmo assim, só <em>Wonder Woman</em> (título original) conseguiu cativar o público.</p>
<p>A conjuntura criada pelos resultados insatisfatórios das produções interfere no futuro da DCEU. Os fãs se tornaram completamente desacreditados quanto a possibilidade de um acerto para o universo – em especial após as notícias sobre a saída de Ben Affleck e Henry Cavill, que é mais uma demonstração de desorganização. Eis que, diante de todo esse desastre, surge a estreia do que promete ser o início de um novo curso para o DCEU. A materialização do <em>Aquaman</em> nos cinemas é um feito jamais visto na história das adaptações das hqs da DC – com exceção das animações onde a personagem aparece em diversas produções. A ideia da personagem vivida por Jason Momoa ter um longa-metragem é, por si só, uma situação ruim ao contexto já complicado da DC Films.</p>
<p>O <em>Aquaman</em> nunca foi um dos super-heróis mais queridos e/ou famosos da <em>Liga da Justiça</em>. Além disso, a interpretação dada a ele em<em> Justice League</em> (título original) se distancia do que já havia pré-estabelecido no imaginário dos fãs. Momoa deu vida a um Arthur Curry completamente diferente o que, em 2017, foi alvo de críticas sobre a primeira aparição do herói. O resultado de <em>Aquaman</em> tem, contudo, o papel fundamental de acabar com todos os preconceitos construídos sobre a personagem, a interpretação do ator e o futuro da DCEU. O novo sucesso da Warner Brothers Pictures chegará aos cinemas brasileiros nessa quinta-feira (13) preparado para traçar um caminho de esperança aos fãs do universo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9671" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/12/4693325.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="aquaman" width="610" height="348" /></p>
<p>A terra e o mar estão prestes a entrar em um conflito mortal. O governante de Atlântida, Orm (Patrick Wilson), declara guerra aos habitantes da terra se nomeando Mestre do Oceano e a única salvação para os sete mares. Essa empreitada contra os humanos é, na verdade, um plano para controlar o reino dos mares. Arthur Curry (Jason Momoa), conhecido pelos humanos como Aquaman, é procurado pela princesa Mera (Amber Heard) para iniciar uma jornada em busca do artefato que provará a sua linhagem real e, consequentemente, seu título como governante de Atlântida. Cabe a Arthur, assumir o seu posto como herdeiro do reino dos mares, derrotar o seu meio irmão Orm e estabelecer a paz entre os povos da terra e do mar.</p>
<p>Contrariando todos os palpites e olhares pessimistas para a produção, <em>Aquaman</em> é uma obra belíssima que abraça o fazer cinematográfico sem perder nada da magia das hqs. A DC Films parece ter finalmente encontrado o seu caminho. O resultado visto com o filme é uma aventura indescritível repleta de cores e vida. A semelhança do design de produção com os quadrinhos é assombrosa. A sensação do espectador é uma espécie de viagem ao imaginário da infância, onde tudo é grandioso e mágico. A representação visual do mundo aquático é tão bela quanto as elucubrações de Júlio Verne sobre as profundezas do mar.</p>
<p>A Warner Bros. e a DC Films não mediram esforços para enfim criar um produto correto e sedutor. Cada uma das partes da produção está impecável. A fotografia, montagem, o som, elenco, roteiro, a direção e os efeitos especiais – o que é relevante depois de Liga da Justiça. Todos os elementos da produção foram bem pensados e executados. O resultado desse cuidado permitiu que a DCEU elaborasse uma das melhores adaptações já feitas – mesmo quando comparado ao excelente trabalho de <em>Mulher Maravilha</em>.</p>
<p>A materialização desse universo foi orquestrada pelo visionário James Wan. A presença do diretor foi fundamental para a criação desse olhar único acerca do reino de Atlântida e sua magia. Mais uma vez, a escolha de um diretor diferente criou – assim como a presença de Patty Jenkins em <em>Wonder Woman</em> – um novo caminho para o herói. Wan tem créditos infindáveis por esse filme, mas o maior de todos é pelo resultado final. Talvez a produção da história de Arthur Curry seja uma das mais difíceis dentro do universo. A maneira como ele conduziu a narrativa mesclando as memórias da personagem de Momoa com a jornada do herói foi brilhante. Ademais, James Wan entregou ao público algumas das melhores sequências de luta e perseguição – como o primeiro confronto entre Orm e Arthur e a batalha na Sicília.</p>
<p>A parceria de David Leslie Johnson-McGoldrick (<em>Invocação do Mal 2</em>, de 2016) e Will Beall (<em>Esquadrão Suicida</em>, de 2013) rendeu um fruto fantástico. A beleza do trabalho dos roteiristas está na sensibilidade da fantasia criada por eles. A narrativa construída foi cautelosa e precisa nas escolhas. A construção da personagem principal e o confronto de seus dois mundos foi bem elaborado. A ideia de construir uma perfeita jornada do herói foi fundamental para a condução desse trabalho.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9672" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/12/2146694.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="aquaman" width="610" height="348" /></p>
<p>Os demais setores da produção obtiveram um desfecho satisfatório. A fotografia e o design da obra deram ao filme a vivacidade necessária para honrar os quadrinhos. A música composta por Rupert Gregson-Williams segue o seu interessante trabalho feito no longa de Patty Jenkins e ajuda a compor a personagem de Momoa. A maquiagem, a cenografia e os efeitos especiais foram incontestavelmente bem feitos. Todo o trabalho para criar as criaturas marinhas (dos animais aos monstros), dar vida aos cenários espetaculares do reino marinho e manter essa fantasia real merecem aplausos.</p>
<p>O elenco de <em>Aquaman</em> é uma mistura interessante. A escolha para compor cada uma das personagens não poderia ter sido outra. Willem Dafoe em sua inédita aparição como mocinho de uma trama dessa vertente vive Vulko, com sua usual eficiência. Nicole Kidman uso seus breves momentos em tela para emocionar o público com o seu talento indiscutível. Yahya Abdul-Mateen II se junta ao elenco para dar vida – com um interessante background story – a um dos inimigos mais marcantes do rei dos mares, o Manta Negra. Amber Heard é assustadoramente parecida com Mera e transformou, com a ajuda do roteiro, sua personagem em mais uma poderosa heroína da DCEU. Até mesmo Dolph Lundgren, o eterno Ivan Drago de <em>Rocky IV</em> (1985), fez uma participação interessante.</p>
<p>Os destaques desse elenco vão, contudo, para Patrick Wilson e Jason Momoa. É inevitável perceber que James Wan quis estar rodeado de pessoas conhecidas nessa difícil empreitada e a escolha de Wilson comprova isso. A questão acerca do ator é a sua camaleônica atuação quando comparada aos trabalhos de terror em parceria com Wan. Quanto a Momoa, ele está fenomenal. O que era posto em questionamento pela participação de Aquaman em <em>Liga da Justiça</em> é transformado na interpretação de Jason Momoa para a personagem – e isso é uma das melhores sacadas da produção. A nova perspectiva dada ao rei dos mares é uma ideia brilhante dos produtores para lidar com o problema de identificação com a personagem. A partir desta versão de Jason, o olhar sobre o Aquaman será outro.</p>
<p>A estreia de <em>Aquaman</em> é uma das muitas vitórias que a DC terá daqui para frente caso siga trabalhando dessa forma. O sucesso do longa é um dos fatores que fará o público confiar no próximo filme da DCEU, <em>Shazam!</em> – que será lançado em janeiro do ano que vem –, e se manter fiel às suas produções futuras. A história estrelada por Jason Momoa é o melhor presente de Natal que a Warner/DC poderia dar aos fãs das hqs. Há anos o público espera por trabalhos desse calibre e não poderia existir apenas um. O novo caminho criado para o DCEU (re)começa nesta quinta-feira.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/02S12LD75bc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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