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	<title>Arquivos James Ransone - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Telefone Preto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jul 2022 23:42:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No horror, o diretor e roteirista Scott Derrickson coleciona alguns fãs por seu trabalho em filmes como O Exorcismo de Emily Rose (2005) e A Entidade (2012), uma fama que lhe valeu o convite da Marvel para dirigir Doutor Estranho (2016) e aplicar alguns elementos do gênero na história protagonizada pelo herói psicodélico interpretado por Benedict Cumberbatch. Particularmente, acho a fama em cima do cineasta um pouco exagerada, algo que se potencializou depois da incursão na Marvel, mas deixamos nossas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No horror, o diretor e roteirista Scott Derrickson coleciona alguns fãs por seu trabalho em filmes como O Exorcismo de Emily Rose (2005) e A Entidade (2012), uma fama que lhe valeu o convite da Marvel para dirigir <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho/"><em>Doutor Estranho</em></a> (2016) e aplicar alguns elementos do gênero na história protagonizada pelo herói psicodélico interpretado por Benedict Cumberbatch. Particularmente, acho a fama em cima do cineasta um pouco exagerada, algo que se potencializou depois da incursão na Marvel, mas deixamos nossas desconfianças de lado e assistimos <em><strong>O Telefone Preto</strong></em>, seu mais recente filme, sem preconceitos, certo?</p>
<p>Infelizmente, o filme repete algumas más impressões de suas obras anteriores, Derrickson continua oferecendo muito pouco se pensarmos na sua fama, com uma direção cansativa, pálida e de pouca energia. No entanto, aqui, ele tem um grande trunfo para driblar esse esquema, a escalação das crianças que protagonizam essa história.</p>
<p><em><strong>O Telefone Preto</strong></em> é baseado em um conto de Joe Hill e narra a história de uma série de crianças sequestradas e mortas por um assassino serial mascarado interpretado por Ethan Hawke (<em>Juliet, Nua e Cru</em>a). O garoto Finney é uma das recentes vítimas do criminoso e passa a ter contato com as crianças assassinadas por ele através de um telefone preto alojado no seu cativeiro. A partir de algumas orientações dadas pelas vítimas anteriores do assassino, Finney começa a traçar algumas estratégias para sair do local com vida.</p>
<p>Sobre o elenco infantil de <strong><em>O Telefone Preto</em></strong>, não há uma só presença descartável em todo o longa, todos demonstram uma maturidade impressionante na construção de suas personagens e na oferta de nuances para cada uma delas. O protagonista Mason Thames oscila momentos de medo com movimentos de heroísmo com muita naturalidade, ao passo que Madeleine McGraw tem, provavelmente, o melhor desempenho de todo o filme na pele da carismática Gwen, irmã de Finney que tem algumas visões em seus sonhos. Ambos são vítimas de um pai violento e encontram um no outro o suporte para passar pelos percalços da infância. Esta relação é o foco do filme e é muito bem sustentada pelo desempenho desses jovens atores, seja quando eles compartilham uma cena, seja nos momentos em que estão separados.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15723" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/o_telefone_preto___-953409.jpg" alt="O Telefone Preto" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/o_telefone_preto___-953409.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/o_telefone_preto___-953409-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/o_telefone_preto___-953409-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/o_telefone_preto___-953409-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Também temos que destacar a presença de Miguel Cazarez Mora, o amigo latino do protagonista que cria mecanismos eficientes para driblar o bullying na escola. Todos estão tão bem que não deixam espaço nem mesmo para o veterano Ethan Hawke encarnando um tipo que normalmente atrai destaque para qualquer intérprete, um maníaco assassino de crianças. Hawke não está mal, mas é visivelmente ofuscado por seus colegas menos experientes na tela. É uma escolha até interessante de Derrickson deixar esse vilão em segundo plano, não oferecer qualquer vestígio de humanização ou de simpatia do público por ele (o clássico vilão carismático) para concentrar seus esforços na personalidade dos seus protagonistas mais jovens.</p>
<p>No entanto, ainda que considere <strong><em>O Telefone Preto</em> </strong>o melhor filme da carreira de Derrickson até aqui, o longa, como era de se esperar na trajetória do cineasta, apresenta uma certa falta de ritmo. O filme tem ótimos momentos e garante a atenção do espectador sobretudo quando gradualmente apresenta seu elenco infantil, intercalando esses momentos com as investidas do serial killer de Hawke. Quando o garoto Finney é sequestrado pelo vilão do longa, a história demora para recobrar algum ritmo, sendo um pouco monótono acompanhar as investidas do menino para sair do cativeiro, uma ação extremamente cíclica na história. Ele tenta fugir e é brecado pelo vilão.</p>
<p>Em todo caso, é sensível como em <strong><em>O Telefone Preto</em></strong>, Derrickson consegue ganhar bastante quando reduz o escopo da sua história, fazendo do longa a jornada dos irmãos Finney e Gwen. Portanto, temos um filme que, no saldo, sai melhor do que o resultado regular da carreira do diretor, mas que ainda está longe de justificar tamanho frenesi em torno do seu nome.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Scott Derrickson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Mason Thames, Madeleine McGraw, Ethan Hawke, Jeremy Davies, E. Roger Mitchell, James Ransone, Banks Repeta, Mike Bailey</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/URtacEpb_sA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: It &#8211; Capítulo 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Sep 2019 16:07:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A história do palhaço Pennywise chega ao segundo e último episódio com It &#8211; Capítulo 2, pelas mãos do diretor Andy Muschietti, o mesmo responsável pelo primeiro longa, It &#8211; A Coisa. A história se passa 27 anos depois que as crianças do Clube dos Otários destruíram a Coisa e fizeram um pacto perpétuo para sempre protegerem uns aos outros e a cidade, caso ele voltasse. Quase todos os integrantes do grupo saíram de Derry depois dos eventos fatídicos e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A história do palhaço Pennywise chega ao segundo e último episódio com <strong><em>It &#8211; Capítulo 2, </em></strong>pelas mãos do diretor Andy Muschietti, o mesmo responsável pelo primeiro longa, <em>It &#8211; A Coisa</em>. A história se passa 27 anos depois que as crianças do Clube dos Otários destruíram a Coisa e fizeram um pacto perpétuo para sempre protegerem uns aos outros e a cidade, caso ele voltasse.</p>
<p>Quase todos os integrantes do grupo saíram de Derry depois dos eventos fatídicos e seguiram sua vida em outras cidades. Isso permitiu que eles esquecessem a maior parte dos acontecimentos daquele período. Menos Mike (Isaiah Mustafa), que continuou morando no mesmo lugar e lembrando constantemente de tudo que passou.</p>
<p>No primeiro filme, o grupo de crianças funcionava perfeitamente bem. O elenco era muito equilibrado, com ótimas atuações de todos e características peculiares de cada personagem. Nos envolvemos individualmente com eles, o que poderia tornar difícil a tarefa do segundo filme de inserir novos atores para os mesmos personagens.</p>
<p>Um dos pontos altos de <strong><em>It &#8211; Capítulo 2</em></strong> é, definitivamente, o <em>casting</em>. Conseguiram escolher precisamente os atores que eram fisicamente mais parecidos com as crianças e que pudessem transmitir as mesmas sensações, com as características peculiares de cada um. E isso, por si só, já torna o filme bom, já que acertou no ponto principal.</p>
<p>James McAvoy (<em>Fragmentado</em>) e Jessica Chastain (<em>A Hora Mais Escura</em>) são nomes mais fortes do elenco e que conseguem vestir bem as personalidades de seus papéis, mesmo que eles acabem tendo um pouco menos de holofote do que poderiam. O destaque fica mesmo por conta de James Ransone (<em>A Rebelião</em>) e Bill Hader (série <em>Barry</em>), que são definitivamente o foco nas cenas em que aparecem. Não apenas a construção de personagem está bem feita, como a história que cruza os dois de maneira sutil e assertiva.</p>
<p>O roteiro acerta ainda em esmiuçar os personagens na individualidade, além do grupo como um todo. Cada um tem seu medo particular, seus traumas e marcas na vida que justifiquem seus comportamentos e decisões. Isso traz mais realidade para a história e fluidez para os atos.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11208" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/os-otarios-estao-mais-velhos-em-it-capitulo-2-1567516790225_v2_1920x1080-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/os-otarios-estao-mais-velhos-em-it-capitulo-2-1567516790225_v2_1920x1080.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/os-otarios-estao-mais-velhos-em-it-capitulo-2-1567516790225_v2_1920x1080-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/os-otarios-estao-mais-velhos-em-it-capitulo-2-1567516790225_v2_1920x1080-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Pontos polêmicos são tratados ao longo da trama, como a homofobia, o suicídio, o <em>bullying</em>, relacionamentos abusivos, etc. Falta um pouco de cuidado em alguns pontos, com excessivas piadas de gordo, uma relativa falta de tato com o suicídio ou o simples ignorar de um casamento abusivo. No entanto, ao tocar nestes assuntos, mesmo que não da melhor forma, as temáticas já propõe um debate necessário e um olhar do espectador para pontos constantemente deixados de lado.</p>
<p>O filme se demora demais em momentos desnecessários, alongando cenas que não têm tanta representatividade. Tudo isso rendeu um longa de quase 2h50, que poderia muito bem ter 30 minutos a menos de duração, sem nenhum prejuízo. Por mais que seja intercalado com cenas de susto e muito nojo, a experiência fica prejudicada e cansativa no meio da história.</p>
<p>Como filme de terror, um ponto muito importante é o susto e o medo que implica no espectador. Neste quesito, um ótimo acerto. Cenas nojentas e repugnantes, sustos em momentos certeiros e o medo que transpassa por toda a narrativa, fazem com que <em><strong>It &#8211; Capítulo 2</strong> </em>cumpra o seu objetivo principal de causar horror. Mesmo assim, ele contem pinceladas de riso e romance que funciona como um respiro necessário na narrativa.</p>
<p>O mote principal do longa é o medo e como ele pode aniquilar sonhos, transformar vidas e destinos. A finalização de filme é outro ponto alto. Eles conseguem fazer de maneira grandiosa e honesta, respeitando toda a trajetória que foi construída até ali e dando o devido desfecho aos personagens.</p>
<p>Com um pouco de excesso de nostalgia, o roteiro mescla os adultos com as crianças, unificando cada dupla e nutrindo um carinho entre as partes. Tanto quanto poderia se esperar. Mesmo que funcione muito bem, o sentimento de que o primeiro filme é melhor fica conosco o tempo todo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Andy Muschietti<br />
<strong>Elenco:</strong> Bill Skarsgård, James McAvoy, Jessica Chastain, Bill Hader, Jay Ryan, Isaiah Mustafa, James Ransone, Andy Bean, Jaeden Martell, Sophia Lillis, Wyatt Oleff, Jack Dylan Grazer, Finn Wolfhard, Chosen Jacobs, Jeremy Ray Taylor</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9hTiR6qD3Ow" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/">Crítica: It &#8211; Capítulo 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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