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	<title>Arquivos James McAvoy - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos James McAvoy - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Não Fale o Mal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2024 02:25:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Filmes que fazem a gente ter a certeza de que as coisas vão dar errado são um clássico do suspense. E é justamente por essa linha que Não Fale o Mal caminha. O longa é a versão americana do dinamarquês homônimo lançado em 2022 e conta a história de uma família que viajava pela Itália e acaba conhecendo um outro casal e se tornando amigos. Posteriormente eles resolvem passar um fim de semana na fazenda dos novos amigos, mas as [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Filmes que fazem a gente ter a certeza de que as coisas vão dar errado são um clássico do suspense. E é justamente por essa linha que <em><strong>Não Fale o Mal</strong></em> caminha. O longa é a versão americana do dinamarquês homônimo lançado em 2022 e conta a história de uma família que viajava pela Itália e acaba conhecendo um outro casal e se tornando amigos. Posteriormente eles resolvem passar um fim de semana na fazenda dos novos amigos, mas as coisas acabam ficando bem estranhas.</p>
<p>Quem assiste ao trailer já acaba recebendo muita informação do que vai acontecer, o que pode ser algo ruim ou bom em <strong><em>Não Fale o Mal</em></strong>. Isso porque a tensão se cria desde o primeiro momento, já que sabemos que as coisas vão sair bem erradas ali na frente. Mas em que momento e sob qual circunstância? Esse é que é o grande mistério. Mackenzie Davis (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alguem-avisa/"><em>Alguém Avisa?</em></a>) e Scoot McNairy (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blonde/"><em>Blonde</em></a>) protagonizam um casal bem comum e sem sex appel que está com a filha passando férias. Eles são claramente triviais e sem grandes novidades.</p>
<p>No meio do caminho eles se deparam com James McAvoy (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fragmentado/"><em>Fragmentado</em></a>) e Aisling Franciosi (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-imperdoavel-netflix/"><em>Imperdoável</em></a>), cheio de energia sexual, bonitos, amantes e eufóricos. Ainda que eles estejam com um filho, eles claramente estão cheio de empolgação e paixão latente. Algo que, claro, desperta curiosidade da outra parte. Quando se tornam amigos, parte da relação vai pela inveja e admiração que eles acabam desenvolvendo.</p>
<p>Essa vibe atraente, no entanto, não deixa Louise (Mackenzie) 100% confortável, ficando sempre com uma pulga atrás da orelha. Ela é a primeira a não querer ir para a fazenda quando o convite acontece, mas o marido insiste o suficiente para que ela acabe cedendo. As circunstâncias parecem muito normais naquele ponto, então não há muito espaço para desconfianças. Somente aquele ar de estranheza que paira no ar, mas até aí pode ser apenas antipatia por parte da protagonista.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18696" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-1.png" alt="Não Fale o Mal" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>As coisas começam a ficar estranhas quando o casal chega na fazenda com a filha e é recepcionada pelo outro trio. O comportamento deles muda aos poucos, os hábitos são bem estranhos e eles se sentem pouco à vontade. A personalidade vai ficando mais aflorada, já que é mais difícil esconder quem você realmente é quando está enfurnado numa casa um fim de semana. Enquanto isso, o garotinho deles não fala porque tem uma deficiência de nascença que fez com que a sua língua não crescesse.</p>
<p>Tudo muito normal e estranho ao mesmo tempo? O que sustenta a energia de suspense de <em><strong>Não Fale o Mal</strong> </em>é justamente essa promessa de que algo errado está na cara, ainda que escondido. A qualquer momento algo de macabro vai acontecer, só não sabemos o quê. E não dá para dizer que James McAvoy não tem uma aparência sinistra quando precisa. Ele consegue fazer o perfeito papel do psicopata e já tivemos isso comprovado em <em>Fragmentado</em>. Aqui é apenas mais uma versão disso.</p>
<p>O espectador fica fissurado do começo ao fim do filme, mas o longa peca um pouco no timing. Isso porque o mistério se sustenta por muito tempo e a ação acaba ficando compactada demais. Acredito que o tempo poderia ser melhor trabalhado neste sentido, para garantir um desenvolvimento melhor da loucura dos dois antagonistas. Ainda assim, <strong><em>Não Fale o Mal</em> </strong>consegue cumprir muito bem a promessa de um bom suspense com toque de loucura, que nos faz refletir sobre o quanto ignoramos o nosso sexto sentido o tempo inteiro.</p>
<p><strong>Direção:</strong> James Watkins</p>
<p><strong>Elenco:</strong> James McAvoy, Mackenzie Davis, Aisling Franciosi, Alix West Lefler, Dan Hough, Scoot McNairy, Kris Hitchen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Qm-R75RQfoc?si=NamfdphPotA8GvCK" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: It &#8211; Capítulo 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Sep 2019 16:07:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A história do palhaço Pennywise chega ao segundo e último episódio com It &#8211; Capítulo 2, pelas mãos do diretor Andy Muschietti, o mesmo responsável pelo primeiro longa, It &#8211; A Coisa. A história se passa 27 anos depois que as crianças do Clube dos Otários destruíram a Coisa e fizeram um pacto perpétuo para sempre protegerem uns aos outros e a cidade, caso ele voltasse. Quase todos os integrantes do grupo saíram de Derry depois dos eventos fatídicos e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A história do palhaço Pennywise chega ao segundo e último episódio com <strong><em>It &#8211; Capítulo 2, </em></strong>pelas mãos do diretor Andy Muschietti, o mesmo responsável pelo primeiro longa, <em>It &#8211; A Coisa</em>. A história se passa 27 anos depois que as crianças do Clube dos Otários destruíram a Coisa e fizeram um pacto perpétuo para sempre protegerem uns aos outros e a cidade, caso ele voltasse.</p>
<p>Quase todos os integrantes do grupo saíram de Derry depois dos eventos fatídicos e seguiram sua vida em outras cidades. Isso permitiu que eles esquecessem a maior parte dos acontecimentos daquele período. Menos Mike (Isaiah Mustafa), que continuou morando no mesmo lugar e lembrando constantemente de tudo que passou.</p>
<p>No primeiro filme, o grupo de crianças funcionava perfeitamente bem. O elenco era muito equilibrado, com ótimas atuações de todos e características peculiares de cada personagem. Nos envolvemos individualmente com eles, o que poderia tornar difícil a tarefa do segundo filme de inserir novos atores para os mesmos personagens.</p>
<p>Um dos pontos altos de <strong><em>It &#8211; Capítulo 2</em></strong> é, definitivamente, o <em>casting</em>. Conseguiram escolher precisamente os atores que eram fisicamente mais parecidos com as crianças e que pudessem transmitir as mesmas sensações, com as características peculiares de cada um. E isso, por si só, já torna o filme bom, já que acertou no ponto principal.</p>
<p>James McAvoy (<em>Fragmentado</em>) e Jessica Chastain (<em>A Hora Mais Escura</em>) são nomes mais fortes do elenco e que conseguem vestir bem as personalidades de seus papéis, mesmo que eles acabem tendo um pouco menos de holofote do que poderiam. O destaque fica mesmo por conta de James Ransone (<em>A Rebelião</em>) e Bill Hader (série <em>Barry</em>), que são definitivamente o foco nas cenas em que aparecem. Não apenas a construção de personagem está bem feita, como a história que cruza os dois de maneira sutil e assertiva.</p>
<p>O roteiro acerta ainda em esmiuçar os personagens na individualidade, além do grupo como um todo. Cada um tem seu medo particular, seus traumas e marcas na vida que justifiquem seus comportamentos e decisões. Isso traz mais realidade para a história e fluidez para os atos.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11208" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/os-otarios-estao-mais-velhos-em-it-capitulo-2-1567516790225_v2_1920x1080-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/os-otarios-estao-mais-velhos-em-it-capitulo-2-1567516790225_v2_1920x1080.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/os-otarios-estao-mais-velhos-em-it-capitulo-2-1567516790225_v2_1920x1080-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/os-otarios-estao-mais-velhos-em-it-capitulo-2-1567516790225_v2_1920x1080-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Pontos polêmicos são tratados ao longo da trama, como a homofobia, o suicídio, o <em>bullying</em>, relacionamentos abusivos, etc. Falta um pouco de cuidado em alguns pontos, com excessivas piadas de gordo, uma relativa falta de tato com o suicídio ou o simples ignorar de um casamento abusivo. No entanto, ao tocar nestes assuntos, mesmo que não da melhor forma, as temáticas já propõe um debate necessário e um olhar do espectador para pontos constantemente deixados de lado.</p>
<p>O filme se demora demais em momentos desnecessários, alongando cenas que não têm tanta representatividade. Tudo isso rendeu um longa de quase 2h50, que poderia muito bem ter 30 minutos a menos de duração, sem nenhum prejuízo. Por mais que seja intercalado com cenas de susto e muito nojo, a experiência fica prejudicada e cansativa no meio da história.</p>
<p>Como filme de terror, um ponto muito importante é o susto e o medo que implica no espectador. Neste quesito, um ótimo acerto. Cenas nojentas e repugnantes, sustos em momentos certeiros e o medo que transpassa por toda a narrativa, fazem com que <em><strong>It &#8211; Capítulo 2</strong> </em>cumpra o seu objetivo principal de causar horror. Mesmo assim, ele contem pinceladas de riso e romance que funciona como um respiro necessário na narrativa.</p>
<p>O mote principal do longa é o medo e como ele pode aniquilar sonhos, transformar vidas e destinos. A finalização de filme é outro ponto alto. Eles conseguem fazer de maneira grandiosa e honesta, respeitando toda a trajetória que foi construída até ali e dando o devido desfecho aos personagens.</p>
<p>Com um pouco de excesso de nostalgia, o roteiro mescla os adultos com as crianças, unificando cada dupla e nutrindo um carinho entre as partes. Tanto quanto poderia se esperar. Mesmo que funcione muito bem, o sentimento de que o primeiro filme é melhor fica conosco o tempo todo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Andy Muschietti<br />
<strong>Elenco:</strong> Bill Skarsgård, James McAvoy, Jessica Chastain, Bill Hader, Jay Ryan, Isaiah Mustafa, James Ransone, Andy Bean, Jaeden Martell, Sophia Lillis, Wyatt Oleff, Jack Dylan Grazer, Finn Wolfhard, Chosen Jacobs, Jeremy Ray Taylor</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/9hTiR6qD3Ow" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: X-Men: Fênix Negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2019 19:40:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 06 de junho, o longa X-Men: Fênix Negra, que faz parte do universo atual dos X-Men, que inclui novos personagens e a versão mais jovem daqueles que já conhecíamos. Com tanto filme de super-herói sendo lançado atualmente, esse me parecia mais um. Então, foi com pouca pretensão que fui ao cinema conferir o resultado da produção. Para minha grata surpresa, o resultado foi mais positivo do que o esperado. O foco em um único personagem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas nesta quinta-feira, 06 de junho, o longa <strong><em>X-Men: Fênix Negra</em></strong>, que faz parte do universo atual dos X-Men, que inclui novos personagens e a versão mais jovem daqueles que já conhecíamos. Com tanto filme de super-herói sendo lançado atualmente, esse me parecia mais um. Então, foi com pouca pretensão que fui ao cinema conferir o resultado da produção.</p>
<p>Para minha grata surpresa, o resultado foi mais positivo do que o esperado. O foco em um único personagem já se mostrou uma decisão acertada nos<em> X-Men</em>, vide <em>Logan</em>, que é um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos. Esse aqui não chega ao nível de <em>Logan</em>, é bem verdade, mas não faz feio também. Tem um tom certeiro ao tratar da origem de Jean, uma das personagens mais fortes e de importância da trama.</p>
<p>O filme se passa em 1992, quando Charles Xavier (James McAvoy) curte o fato dos X-Men serem bem aceitos na sociedade e considerados heróis nacionais. Tudo isso devido a uma missão no espaço em que eles resgatam astronautas. No entanto, durante o processo de resgate, Jean Grey (Sophie Turner) precisou chegar ao seu limite para garantir a segurança de todos e foi exposta ao que parecia ser uma explosão solar. Desde então, ela lida com uma força ainda mais poderosa dentro de si e a incapacidade de controlar suas emoções.</p>
<p>A construção do roteiro é um dos pontos altos do filme. Ele vai, gradativamente, tecendo a trama e conectando os fios da evolução da protagonista, mostrando desde a sua infância até o momento atual, em que lida com crises internas e conflitos emocionais. Tudo isso acompanhado dos demais X-Men, que dão suporte ao enredo, sem roubar a cena da personagem principal.</p>
<p>O espectador sabe que essa parceria entre a sociedade e os mutantes é algo muito furtivo e pode acabar a qualquer momento. Eles aceitam o diferente enquanto é conveniente para eles. Mas ao sinal de qualquer erro, serão questionados e rechaçados. E isso fica suspenso no ar o tempo inteiro. Então, quando Jean começa a ter reações estranhas depois da explosão, o primeiro medo de Xavier é justamente colocar essa relação com a sociedade em risco.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10665" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3423195.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3423195.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3423195.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/3423195.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O que me incomoda em <strong><em>X-Men: Fênix Negra</em></strong> é que ele não faz uso completo de todos os artifícios que a franquia X-Men oferece. Para mim, é uma das sagas mais interessantes e atraentes, do ponto de vista dos personagens e da criação de enredo. E este longa me parece ficar mais na superfície, no quesito de utilizar as ferramentas que estão postas na mesa.</p>
<p>A parte de maquiagem e efeitos especiais, por exemplo, é muito boa e acertada. No entanto, certos questionamentos são feitos, como a necessidade de Jennifer Lawrence (<em>Mãe!</em>), no personagem Mística, ficar aparecendo como pessoa normal dentro da casa dos X-Men. Ainda mais depois que a sociedade já passou a aceitar os mutantes.</p>
<p>O filme apresenta ainda ótimas cenas de luta, como a do trem no final, que envole a maioria dos personagens. Vemos, no entanto, um subaproveitamento da vilã Vuk, interpretada por Jessica Chastain (<em>A Hora Mais Escura</em>). Um grande potencial de ser alguém realmente apavorante, mas que é renegada a cenas curtas, com poucas falas e momentos pouco marcantes. O mesmo poderíamos dizer de Sophie Turner, no papel da protagonista. Ela tem pouco espaço para efetivamente se mostrar como atriz e só podemos culpar o roteiro por isso.</p>
<p>Ainda assim, <strong><em>X-Men: Fênix Negr</em></strong>a é um bom filme que traz uma história competente sobre a construção de uma das principais personagens deste universo. Tem ser percalços e quedas no caminho, mas com certeza é superior a outros longas, como <em>X-Men: Apocalipse</em>, por exemplo. Vale a pena conferir nos cinemas!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Simon Kinberg<br />
<strong>Elenco:</strong> Sophie Turner, James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Jessica Chastain, Nicholas Hoult, Tye Sheridan, Alexandra Shipp, Evan Peters</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xrbBVIpssDQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Vidro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jan 2019 15:09:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em novembro de 2000, o público foi introduzido a um universo de super-heróis nada convencional. Corpo Fechado trouxe um olhar único para o subgênero – o qual, atualmente, detém a maior arrecadação do cinema. M. Night Shyamalan criou uma alternativa para a mesmice das produções heroicas. A proposta inovadora de trazer uma história de super-herói envolvida por uma narrativa de suspense, com diálogos profundos e jogos de inteligência elevou o longa-metragem a um lugar de destaque na época. Apesar dessa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em novembro de 2000, o público foi introduzido a um universo de super-heróis nada convencional. <em>Corpo Fechado</em> trouxe um olhar único para o subgênero – o qual, atualmente, detém a maior arrecadação do cinema. M. Night Shyamalan criou uma alternativa para a mesmice das produções heroicas. A proposta inovadora de trazer uma história de super-herói envolvida por uma narrativa de suspense, com diálogos profundos e jogos de inteligência elevou o longa-metragem a um lugar de destaque na época.</p>
<p>Apesar dessa estrutura inteligente e bem elaborada feita por Shyamalan em Unbreakable (título original), foram necessários 15 anos para que o diretor tivesse a chance de iniciar o projeto que daria continuidade ao seu universo. Kevin Wendell Crumb e suas 24 personalidades foram o foco central de Frangmentado. Lançado em 2016, o terror psicológico tinha por objetivo ser a sequência do suspense estrelado por Bruce Willis e Samuel L. Jackson. O sucesso do segundo longa foi tamanho que concedeu a chance de ser feito um capítulo final para a trilogia do Eastrail 177, o filme <strong><em>Vidro</em></strong>.</p>
<p>Há uma semana, os cinemas do mundo começaram a exibir a conclusão da história de David Dunn, Elijah Price e Kevin Wendell Crumb. <strong><em>Vidro</em> </strong>representa o fechamento de um ciclo de filmes que durou 19 anos. A criação de uma só narrativa que englobe as distintas facetas dos dois primeiros longas foi, sem dúvida, um dos maiores desafios do criador da trilogia. Esse é, inclusive, o tropeço de Glass (título original). Mesmo com uma estrutura ainda envolvente, o novo filme acaba perdendo algumas das qualidades destaque de seus antecessores – como a sutileza e inteligência dos diálogos e a tensão cena após cena.</p>
<p>Depois de fugir das autoridades após o incidente do zoológico, Kevin Wendell Crumb (James McAvoy) se tornou conhecido por todos – inclusive por David Dunn (Bruce Willis) – como um assassino psicótico. O vigilante passou os últimos 18 anos combatendo crimes e agora seu objetivo é deter a Fera. O confronto entre o homem inquebrável e o mestre da Horda resultará na prisão dos dois. Agora, os indivíduos super-humanos estarão lado a lado com outro notório vilão, o senhor Vidro (Samuel L. Jackson), presos numa instituição psiquiátrica do governo. O que parece ser um confinamento para segurança pública se mostrará como um plano muito maior do sr. Vidro que levará essas três super personalidades à um embate final.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9856" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/4067255.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Os trabalhos do diretor e roteirista M. Night Shyamalan costumam dividir opiniões, contudo, é indiscutível perceber os traços originais dele como diretor. Seus trabalhos normalmente são bastante experimentais. Shyamalan não hesita ao inovar com posicionamentos de câmera inusitados, enquadramentos incomuns e iluminações de cena bem marcantes. Seus melhores trabalhos imprimem características únicas e essa singularidade é a sua marca registrada. <em><strong>Vidro</strong></em>, contudo, não se encaixa perfeitamente nessa descrição. O novo longa-metragem perdeu alguns dos traços fundamentais que marcaram os filmes que lhe antecederam. A fórmula encontrada para apresentar Glass ao público é muito mais próxima dos filmes genéricos de super-heróis do que da própria obra de Shyamalan.</p>
<p>Além da direção que acabou tendo algumas perdas, o roteiro foi quem mais sofreu nesse capítulo final. Os brilhantes diálogos de <em>Corpo Fechado</em> e a estrutura genial de <em>Fragmentado</em> deram espaço para falas mais rasas e uma narrativa um tanto previsível. O resultado da união dos universos de Dunn e Crumb foi precário. Fica evidente em alguns momentos a tentativa de retratação do diretor com sua própria criação – como em algumas cenas muito bem filmadas ou através de um plot não muito inovador, porém corretamente construído e apresentado. A sensação é que o próprio diretor vivia num embate interno ao elaborar essa convergência de mundos.</p>
<p>Independente das falhas contidas no roteiro, o elenco foi o ponto forte da trama. As performances se mantiveram com qualidade – apesar dos diálogos fracos – e isso ajudou a conduzir o longa a um caminho mais digno para sua finalização. Bruce Willis, Samuel L. Jackson e James McAvoy vestiram a camisa de suas respectivas personagens muito bem nesse momento de despedida. Os olhares insanos de Jackson, a presença de Willis e a desenvoltura performática de McAvoy mantém a atenção do espectador e conseguem até fazer com que o ele esqueça alguns defeitos já ocorridos. Os componentes coadjuvantes marcam também sua participação revivendo suas personagens e a presença de Sarah Paulson como a psiquiatra acrescentaram o desenvolver das cenas.</p>
<p>A despeito de todos os deslizes, <strong><em>Vidro</em> </strong>já arrecadou mais que 5 vezes o valor de seu orçamento só na primeira semana. A crítica não ficou muito contente com a conclusão dessa história, mas as manifestações do público pelas mídias digitais e a arrecadação do longa discordam. Glass está se mostrando como mais um filme polêmico de M. Night Shyamalan, onde a crítica o nega e o espectador, abraça. Seja como for a avaliação dada para a performance do longa, a proposta alternativa dos super-heróis acaba com um questionamento: será que podem existir mais super-humanos? Eis que essa pergunta pode ser a fonte de novas produções. Só o futuro – e a bilheteria final – dirá se ainda veremos mais da trilogia Eastrail 177.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/6w7qWcCbkks" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Atômica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Aug 2017 15:51:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Atômica]]></category>
		<category><![CDATA[Charlize Theron]]></category>
		<category><![CDATA[James McAvoy]]></category>
		<category><![CDATA[John Goodman]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não fosse o sucesso de Mad Max: Estrada da Fúria, Atômica provavelmente não existiria. O filme de David Leitch, que co-dirigiu De Volta ao Jogo com Keanu Reeves e atualmente está comandando Deadpool 2, praticamente respira em função de Charlize Theron e dos esforços da sua trama de sublinhar a vencedora do Oscar por Monster: Desejo Assassino como heroína de ação. A boa notícia é que, durante boa parte da projeção, Atômica consegue isso, ainda que às custas de uma certa sensação de banalidade da sua trama central. Não fosse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Não fosse o sucesso de <i>Mad Max: Estrada da Fúria</i>, <i>Atômica </i>provavelmente não existiria. O filme de David Leitch, que co-dirigiu <i>De Volta ao Jogo </i>com Keanu Reeves e atualmente está comandando <i>Deadpool 2</i>, praticamente respira em função de Charlize Theron e dos esforços da sua trama de sublinhar a vencedora do Oscar por <i>Monster: Desejo Assassino </i>como heroína de ação. A boa notícia é que, durante boa parte da projeção, <i>Atômica </i>consegue isso, ainda que às custas de uma certa sensação de banalidade da sua trama central. Não fosse a presença de Theron, seu desempenho como a espiã Lorraine Broughton e a destreza do seu diretor no comando de intensas sequências de ação, <i>Atômica </i>seria pouca coisa, quase nada.</p>
</div>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">No filme, Charlize interpreta uma agente disfarçada do MI-6 mandada a Berlim no final da Guerra Fria para investigar o assassinato de um oficial e o paradeiro de uma lista contendo nomes de agentes duplos. Para a missão, a personagem conta com a ajuda de Percival, papel de James McAvoy (da franquia <i>X-Men </i>e <i>Fragmentado</i>), que conhece a região e pode indicar os caminhos para Lorraine recuperar a lista.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8169" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/atomic-blonde.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O que o público verá em <i>Atômica </i>é um filme de espionagem altamente estetizado. Existe um cuidado de Letch com a composição dos seus planos em detalhes como as cores do seus cenários, um excesso de rosa e azul neon que ambientam a produção nos anos de 1980. O filme também parece desejar subverter algumas marcas de filmes de espionagem pela chave do gênero, colocando Theron como uma figura que por tradição costuma ser interpretada por homens e trazendo para a sua espiã um envolvimento amoroso com a agente francesa interpretada por Sofia Boutella (de <i>A Múmia</i>), uma mulher fragilizada que encontra amparo nos braços da protagonista.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Explorando o contexto histórico da Guerra Fria sem almejar complexificar demais o cenário político que serve de fundo para sua trama, <i>Atômica </i>é recheado de cenas de ação conduzidas com maestria por Letch que explora toda a fisicalidade da interpretação de Charlize Theron. Indubitavelmente, a atriz exibe fôlego ao comandar um verdadeiro &#8220;quebra pau&#8221; em plano-sequência lá pela segunda metade do longa entre tantas outras cenas que comanda com muita segurança ao longo do filme. O êxito nesse departamento, faz com que <i>Atômica </i>cumpra sua função de fazer coro à leva de <i>blockbusters girl power </i>que têm invadido as salas nos últimos anos, um quadro que, torça o nariz ou não, é uma realidade.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/epxTk44F38g" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Fragmentado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Mar 2017 22:13:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Fragmentado]]></category>
		<category><![CDATA[James McAvoy]]></category>
		<category><![CDATA[M. Night Shyamalan]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diretor M. Night Shyamalan certamente tem altos e baixos em sua carreira no cinema, e vinha de um período fraco de lançamentos. Talvez por isso a expectativa em cima de Fragmentado, um filme que possui um roteiro interessantíssimo, não tenha sido tão balada quanto poderia. E talvez por isso, também, o resultado tenha sido tão bom para o público. O enredo traz a história de Kevin, um jovem que tem, nada menos, que 23 personalidades diferentes dentro de si, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor M. Night Shyamalan certamente tem altos e baixos em sua carreira no cinema, e vinha de um período fraco de lançamentos. Talvez por isso a expectativa em cima de <em>Fragmentado</em>, um filme que possui um roteiro interessantíssimo, não tenha sido tão balada quanto poderia. E talvez por isso, também, o resultado tenha sido tão bom para o público.</p>
<p>O enredo traz a história de Kevin, um jovem que tem, nada menos, que 23 personalidades diferentes dentro de si, pulando de uma para a outra de acordo com seu desejo. O roteiro mostra o lado confuso do protagonista, assim como a tentativa de uma psicanalista de compreender o transtorno e tirar o estigma da sociedade.</p>
<p>A princípio, fica um pouco confusa a mudança de personalidades do personagem, uma vez que duas delas são bem semelhantes fisicamente. O que destaca ao espectador, no entanto, é que James McAvoy consegue transformar seu olhar, sua forma de andar e falar, de modo que ele, efetivamente, se torna um outro personagem a cada tomada de cena. Não consigo visualizar ator melhor para o papel, uma vez que McAvoy já é naturalmente transtornado e se encaixa perfeitamente na trama. Realmente, é um dos melhores profissionais de sua geração.</p>
<p style="text-align: left;">Diferente do estilo de filme que Shyamalan exprime na telona, esse não tem um <em>plot twist</em> como seus anteriores, como<em> O Sexto Sentido</em> ou <em>A Vila</em>. O ritmo cresce gradativamente, angustiando quem assiste, criando uma tensão constante. O longa tem surpresas no final, mas nada que traga uma reviravolta tão grande. Esse modelo de roteiro talvez desagrade alguns fãs do cineasta, mas se encaixa bem nesta história. Ela já é um <em>plot twist</em> por natureza, por assim dizer.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7523" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/03/053506.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Voltando ao enredo do filme, o transtornado Kevin, em um momento de uma personalidade mais agressiva, sequestra três meninas e as mantém como refém. No cativeiro, elas começam a lidar com várias dessas pessoas que habitam o corpo dele, ficando confusas e ainda mais assustadas. Casey, uma das jovens, é a chave daquela interação. Ela é &#8220;estranha&#8221; e não tão próxima das demais meninas. Além disso, sua história vai sendo contada em paralelo com aquela, criando um contexto para tudo que está acontecendo.</p>
<p>A condição realista da trama e a tensão crescente fazem com que o espectador acredite em tudo que está acontecendo ali e fique perturbado. É assustador e interessante as transformações do personagem em suas distintas personalidades. Ao final, temos um encerramento digno e crível, encaixando muitas peças da trama. Shyamalan faz ainda uma ligação com um de seus filmes de maior sucesso,<em> Corpo Fechado</em>, de 2000.</p>
<p>Mantendo seu perfil, mas trazendo uma nova roupagem, o cineasta consegue acertar num filme que, desde o início, apresentou um roteiro atraente (e escrito por ele mesmo). A escolha de elenco favorece muito a execução dos textos, e a dupla protagonizada por James McAvoy e Anya Taylor-Joy, a Casey, efetivamente funciona, proporcionando um ótimo resultado e uma tensão crescente e realista.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<div style="position: relative; height: 0; padding-bottom: 56.25%;"><iframe style="position: absolute; width: 100%; height: 100%; left: 0;" src="https://www.youtube.com/embed/7l4SzfMstLE?ecver=2" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
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		<title>Crítica: X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2014 22:36:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bryan Singer]]></category>
		<category><![CDATA[Ellen Page]]></category>
		<category><![CDATA[Halle Berry]]></category>
		<category><![CDATA[Hugh Jackman]]></category>
		<category><![CDATA[Ian McKellen]]></category>
		<category><![CDATA[James McAvoy]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Lawrence]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Fassbender]]></category>
		<category><![CDATA[Patrick Stewart]]></category>
		<category><![CDATA[X-Men - Dias de um Futuro Esquecido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ainda me lembro da minha primeira sessão de X-Men pelos idos de 2000, mais precisamente, dia 18 de agosto de 2000, sexta-feira, logo depois da aula. Éramos todos adolescentes, alguns fãs dos mutantes desde as HQs da Marvel, outros telespectadores assíduos da série animada lançada pela Fox e transmitida pela Globo desde 1994, mas todos de alguma forma familiarizados com aqueles personagens. Na época não existia Homem de Ferro, Os Vingadores, o Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_970" aria-describedby="caption-attachment-970" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/x0men.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-970 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/x0men-620x322.jpg" alt="x0men" width="620" height="322" /></a><figcaption id="caption-attachment-970" class="wp-caption-text">As duas versões de Xavier cara a cara: James McAvoy e Patrick Stewart mais uma vez incorporam a esperança de um mundo mais tolerante através do líder dos X-Men</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda me lembro da minha primeira sessão de <em>X-Men </em>pelos idos de 2000, mais precisamente, dia 18 de agosto de 2000, sexta-feira, logo depois da aula. Éramos todos adolescentes, alguns fãs dos mutantes desde as HQs da Marvel, outros telespectadores assíduos da série animada lançada pela Fox e transmitida pela Globo desde 1994, mas todos de alguma forma familiarizados com aqueles personagens. Na época não existia <em>Homem de Ferro</em>, <em>Os Vingadores</em>, o <em>Cavaleiro das Trevas </em>de Christopher Nolan e nem mesmo o <em>Homem-Aranha </em>de Sam Raimi e Tobey Maguire. Os super-heróis não eram vendidos como água nos Multiplex e acompanhávamos com muita expectativa o lançamento de qualquer filme através das páginas da revista Set (sim, naquela época colecionávamos revistas sobre cinema, uma época em que revistas sobre cinema ainda existiam). Era o início de uma nova era nos <em>blockbusters</em>, mas nós espectadores não nos dávamos conta. Uma época cuja referência mais próxima de super-heróis no cinema era o vergonhoso <em>Batman &amp; Robin </em>, dirigido por Joel Schumacher em 1998, filme que enterrou o Morcegão da DC Comics nas telonas por um bom tempo. Estava para ser lançado um filme baseado em uma das histórias mais adoradas, mas também complexas, dos quadrinhos pelas mãos de um jovem diretor que tinha ótimos filmes no currículo (<em>Os Suspeitos </em>e <em>O Aprendiz</em>), mas não o suficiente para nos manter seguros diante de tamanha responsabilidade. Insegurança, ansiedade, excitação&#8230; Era esse o cenário em 2000 para o lançamento de <em>X-Men.</em></p>
<p>No final das contas, o que testemunhamos foi um diretor que nasceu para orquestrar como ninguém uma dúzia de personagens multifacetados e temas delicados; a primeira aparição de Hugh Jackman, que tornou Wolverine ainda mais icônico do que a Marvel jamais poderia pensar; Patrick Stewart e Ian McKellen rivalizando com muita classe e maturidade em lados opostos na causa mutante; a bela Rebecca Romijn monopolizando as atenções com sua sinuosa Mística em poucas, mas marcantes, sequências de ação&#8230; Claro que tivemos percalços como uma Anna Paquin que não engolimos na época, mas o conjunto da obra foi tão arrebatador e definitivo para uma geração que qualquer defeito apontado é pura implicância. Mas não quero ficar preso ao passado, estamos aqui para falar do presente e do futuro de uma franquia que acaba de nos entregar um exemplar que comprova em definitivo a atemporalidade e o espírito de renovação dos <em>X-Men</em> e das próprias HQs que não cansam de reescrever suas origens e oferecer vários destinos para uma mesma história. Estou falando de<em> </em> <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>e aviso<em>, </em>lerão uma crítica que pode soar um pouco pessoal, mas que merece esse &#8220;desvio&#8221;. Não dá para falar de um material tão próximo e querido assim sem quebrar os protocolos da minha própria redação.</p>
<figure id="attachment_1004" aria-describedby="caption-attachment-1004" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/X_Men_Days_Future_Past_13838031564573.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1004 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/X_Men_Days_Future_Past_13838031564573-620x312.jpg" alt="X_Men_Days_Future_Past_13838031564573" width="620" height="312" /></a><figcaption id="caption-attachment-1004" class="wp-caption-text">A viagem no tempo de Wolverine: Um recurso perigoso, mas usado com habilidade no novo filme da franquia.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>começa com uma Nova York completamente destruída pelas batalhas travadas entre parte da humanidade e os mutantes. Os indivíduos dotados de super-poderes pela genética são caçados por robôs chamados Sentinelas que têm a capacidade de se adaptar a cada um dos poderes mutantes. Charles Xavier, Magneto, Wolverine e alguns outros foram poucos de sua espécie a sobreviver e encontram na possibilidade de voltar ao passado uma oportunidade para impedir o desenvolvimento do projeto Sentinelas e reverter a situação. Para tanto, enviam a 1973 o único do grupo capaz de fazer essa viagem no tempo sem sofrer nenhum dano, Wolverine. No entanto, Wolverine tem a difícil missão de ser o conciliador dos relacionamentos fraturados entre Xavier, Magneto e Mística após os acontecimentos na Baía dos Porcos que deixou o Professor X com uma grave lesão na coluna ao final de <em>X-Men &#8211; Primeira Classe</em>.</p>
<p>Para retornar ao universo dos <em>X-Men</em>, que abandonou erroneamente para dirigir projetos duvidosos como <em>Superman &#8211; O Retorno</em>, <em>Operação Valquíria </em>e <em>Jack &#8211; O Caçador de Gigantes</em>, Bryan Singer se lançou em uma empreitada corajosa em <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido</em>. Lidar com essas transições entre tempos diferentes e &#8220;paralelos&#8221; não é tarefa fácil para qualquer realizador. Articular passado e futuro sem parecer que as ações e consequências geradas nesses dois espaços temporais soem como artifícios trapaceiros para o público relevar soluções ocasionalmente indesejadas tomadas em filmes anteriores é um desafio. Bryan Singer e seu roteirista Simon Kinberg utilizam o recurso e de fato reescrevem a trajetória de seus personagens, mas não como uma forma de trapaça, truque barato. Os realizadores se permitem oferecer novos caminhos para os seus personagens, oferecer outras versões de suas origens e desfechos e isso é muito interessante. Não invalida o que já foi feito (não é um ato de embaraço diante dos demais filmes, sobretudo <em>X-Men &#8211; O Confronto Final</em>, longa mais criticado da franquia) e dialoga com a multiplicidade de perspectivas para uma mesma história que as HQs costumam ter.</p>
<figure id="attachment_972" aria-describedby="caption-attachment-972" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/X_Men_Days_Future_Past_13838031568400.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-972 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/X_Men_Days_Future_Past_13838031568400-620x356.jpg" alt="X_Men_Days_Future_Past_13838031568400" width="620" height="356" /></a><figcaption id="caption-attachment-972" class="wp-caption-text">A peça mais instável do jogo: Michael Fassbender interpreta a jovem versão de Magneto reforçando um outro ponto de vista sobre a causa da minoria mutante através da amoralidade e do rancor do personagem.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conduzindo seu filme como um verdadeiro maestro, Bryan Singer conhece esse material como ninguém. O diretor sabe construir com destreza a geografia das suas cenas de ação (conseguimos entender como cada um dos personagens agem nessas sequências, entendemos o que acontecem nelas) e compreende a verdadeira natureza e propósito dos <em>X-Men </em>nas diversas leituras que esse universo propõe. Não há vilões ou mocinhos, Xavier, Magneto e seus pupilos representam diferentes perspectivas para uma mesma causa e eles, assim como todos os outros, têm suas angústias, dúvidas, medos, falhas, vitórias, tropeços, quedas. É o caso da Mística vivida por Jennifer Lawrence nessa versão, uma personagem que oscila entre o ódio por ser tratada com ojeriza pela humanidade e uma fagulha de compaixão que tem pela mesma, ou então a imprevisibilidade de Magneto que o tornam um constante perigo. Assim, ao mesmo passo que consegue sustentar a carga de complexidade desses personagens e a urgência necessária aos acontecimentos do filme, Singer confere leveza ao projeto utilizando um humor fluido e nada forçado. Os mutantes não apenas sofrem por sua condição e pelas reações que ela causa na sociedade, mas também conseguem se divertir com suas habilidades, sobretudo os mais jovens, como o rápido Mercúrio. Essa característica reforça o diálogo do filme com as HQs e convoca o que de melhor <em>X-Men &#8211; Primeira Classe </em>tinha. Do filme de 2011, <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>também se apropria com destreza de um interessante diálogo entre a ficção e a História, transformando alguns dos seus fatos a favor do próprio andamento da trama.</p>
<p>Ao conseguir dimensionar todos esses inúmeros e aparentemente destoantes elementos sem torná-los superficiais, equivocados e deslocados, Bryan Singer preserva o que existe de mais perene na trajetória dos <em>X-Men </em>desde a primeira edição da HQ e que ele fez questão de ser fiel desde 2000, essa combinação simples (e não simplista) de ficção-científica e drama político sobre a tolerância que rende leituras universais, sem deixar de dialogar com sua própria natureza como história de super-heróis, oscilando entre momentos de reflexão e sensibilidade com outros tantos de pleno entretenimento. <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>segue esse legado proporcionando sequências tão marcantes quanto as de <em>X-Men 2</em>, por exemplo, disparado o melhor longa da série, junto com esse. Como não colocar em pé de igualdade o momento em que Noturno invade a Casa Branco com a sequência da tentativa de assassinato do Dr. Bolivar Trask pelas mãos de Mística? Ambas impecáveis.</p>
<p>Cada ação é justificada em detalhes, não há personagem descartável, suas habilidades estão a serviço do desenrolar da trama e tudo funciona como uma complexa, eficiente e interessante engrenagem. Mas tudo não funciona por obra somente dos esforços do realizador, do roteirista e da sua equipe técnica, o elenco que a franquia acumulou ao longo dos anos e que foi aproveitado ao extremo em todos os filmes é um dos grandes triunfos de <em>X-Men</em>. Rever Hugh Jackman cada vez mais familiarizado com o seu Wolverine ao lado dos veteranos Patrick Stewart, Ian McKellen, Halle Berry, Ellen Page e Shawn Ashmore, mas também interagindo organicamente com os talentosos novatos James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence e Nicholas Hoult, é uma oportunidade que torna a experiência de assistir <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido,</em> sem querer parecer infame,inesquecível. E no fim, ainda&#8230; Bom deixa para vocês sentirem a mesma emoção que tive com o desfecho dessa história no próprio cinema.</p>
<figure id="attachment_973" aria-describedby="caption-attachment-973" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/x-men-days-of-future-past-mystique-fight-1280x853.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-973 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/x-men-days-of-future-past-mystique-fight-1280x853-620x380.jpg" alt="x-men-days-of-future-past-mystique-fight-1280x853" width="620" height="380" /></a><figcaption id="caption-attachment-973" class="wp-caption-text">A força de um Oscar: A Mística de Jennifer Lawrence ganha considerável destaque e torna-se o elemento fundamental da trama. E ela faz bonito!</figcaption></figure>
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<p>Assim como a situação vivida por Wolverine na trama do longa, assistir <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>foi como voltar no tempo, rever personagens queridos e conhecidos de uma época que não volta. Talvez tenha sido essa a mesma sensação de Bryan Singer ao retornar para a franquia, apesar de nunca ter se afastado dela, já que foi produtor de <em>X-Men &#8211; Primeira Classe </em>e deu consultas a Brett Ratner em <em>X-Men &#8211; O Confronto Final</em>. Contudo, não foi uma experiência melancólica e saudosista, não quero que seja essa a impressão.  <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em> e esse relato sobre a experiência de assistí-lo tem muito mais a ver com um realizador, um filme e uma franquia que sabiamente relativiza o tempo vislumbrando as inúmeras possibilidades que esse rico universo pode proporcionar. Presente, passado e futuro desafiando qualquer pré-definição ao estarem juntos e materializados na mesma obra e na experiência do próprio espectador.</p>
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