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	<title>Arquivos James Corden - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Festa de Formatura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2020 12:32:33 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Há sempre certo burburinho quando uma nova obra dirigida e/ou escrita por Ryan Murphy (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-normal-heart-hbo/" target="_blank" rel="noopener"><em>The Normal Heart</em></a>) é anunciada. Isto se torna mais intenso quando figuras renomadas do cinema, como Meryl Streep (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/"><em>Adoráveis Mulheres</em></a>) e Nicole Kidman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/"><em>O Escândalo</em></a>), estão envolvidas no projeto. Assim, as expectativas para <strong><em>A Festa de Formatura</em></strong> estavam altas. Talvez, por isso, o espectador desavisado tenha uma experiência mais significativa e prazerosa, por esperar menos, a recepção pode acontecer de maneira mais tranquila. Mas, no geral, é possível dizer que o que acontece aqui é a realização de uma produção mediana, sem viço e irregular.</p>
<p>As principais razões para este resultado estão no roteiro e na direção. Baseado na peça homônima da Broadway, esta adaptação peca por suas idas e vindas no seguimento do <em>plot</em> e por colocar uma protagonista que, diferentemente do esperado, não move as ações, deixando-se levar pelas decisões dos outros, na maior parte da projeção. Emma (Jo Ellen Pellman) é uma adolescente que deseja levar sua namorada para a festa de formatura, mas o conselho de pais é homofóbico e faz de tudo para que a jovem não consiga o que quer. Ao mesmo tempo, um quarteto de atores decadentes vê esta informação no <em>Twitter</em> e decide interferir no caso, para conseguir visibilidade para as suas carreiras desafortunadas.</p>
<p>É nisso que o filme mais se complica! Entre tentar desenvolver o romance de Emma e seus percalços para alcançar seu sonho e dos quatro artistas, os roteiristas Bob Martin (<em>Som e Fúria: O Filme</em>) e Chad Beguelin (<em>Elf: Buddy&#8217;s Musical Christmas</em>) se enrolam e não acertam na mão ao contar uma história que apresente uma unidade ou fluxo da trama de maneira equilibrada. Talvez, o mais próximo que cheguem em iniciar e fechar o ciclo narrativo seja com Dee Dee (Streep).  A dupla foi ambiciosa demais ao inserir tantas premissas que não consegue dar conta de suas próprias criações, deixando soluções fáceis e ingênuas para os últimos minutos de projeção, como a repentina mudança de ideia de Mrs. Greene (Kerry Washington) ou a rodada de conclusões de arcos, na qual, praticamente, todos do elenco anunciam que venceram os seus problemas.</p>
<p>Outro fator que chama atenção no longa é a ausência de ritmo. Veja bem, existe uma ideia forte no imaginário das pessoas que velocidade é sinônimo de qualidade rítmica. Contudo, é o equilíbrio entre aceleração, lentidão, intensidade e alívio que imprime uma boa dinâmica neste quesito. A direção de Murphy é uma das maiores responsáveis por esta sensação. Os giros de câmera e uma quantidade incontável de zoom in e out podem cansar o público logo nos primeiros minutos de exibição. É como se ele quisesse, constantemente, chamar a atenção para algo. Mas, quando se utiliza um recurso tantas vezes fica difícil não deixar as ações diluídas. Poucos respiros visuais são inseridos, dificultando o engajamento com a própria história.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13602" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/201211-the-prom-netflix-ew-305p_1b7b20b1bc6468f75bbba783f3514f59.jpg" alt="A Festa de Formatura" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/201211-the-prom-netflix-ew-305p_1b7b20b1bc6468f75bbba783f3514f59.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/201211-the-prom-netflix-ew-305p_1b7b20b1bc6468f75bbba783f3514f59-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/201211-the-prom-netflix-ew-305p_1b7b20b1bc6468f75bbba783f3514f59-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/201211-the-prom-netflix-ew-305p_1b7b20b1bc6468f75bbba783f3514f59-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Neste frenesi, esta espécie de Romeu e Julieta lésbico contemporâneo, com toques de musical tradicional da Broadway, se perde por tentar ser muito e alcançar pouco. No entanto, apesar das falhas gerais, um dos destaques positivos é a atuação de Kerry Washington. Dentro de um contexto monocórdico, consegue evocar nuance em sua interpretação. Washington colore as palavras com tônicas distintas, está sempre trabalhando os seus gestos e olhares com destreza, pois circula entre o maior e o menor.</p>
<p>Os outros intérpretes não estão ruins, porém a maioria se entrega a forma – incluindo Meryl Streep. Numa impossibilidade de ir mais adiante dentro do que o próprio enredo traz, eles são mais tipos do que qualquer coisa. Nicole Kidman escapa um pouco desta dinâmica, mas, é preciso salientar como seu papel é subaproveitado. A atriz mostra todo seu potencial na sequência na qual canta “Zazz” e em todas as suas contracenas. Ela sabe jogar com seus colegas e reage na medida aos acontecimentos ao seu redor. Ou seja, Kidman está atenta as emoções de sua personagem e o que ocorre perto dela, mas não tira a atenção do que está sendo mostrado no ecrã.</p>
<p>No final das contas, <strong><em>A Festa de Formatura</em></strong> é ok. Se quem assiste tiver paciência para suportar as partes entediantes, alguns momentos irão valer a pena. Para as mulheres lésbicas e bissexuais há algum ganho, porque ninguém morre, é trocada por um homem ou possui qualquer final trágico do tipo – sim, é o mais comum no cinema, nas séries e nos livros. De acordo com o Salon.com, além dos desfechos tristes recorrentes, desde 1976, 67% das personagens femininas lésbicas ou bissexuais faleceram na ficção. Este avanço é um tanto pequeno, mas não deixa de ser importante. Além disso, instantes de fofura vos esperam! Rápidos, porém significativos.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Ryan Murphy</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Meryl Streep, Nicole Kidman, Jo Ellen Pellman, James Corden, Kerry Washington, Tracey Ullman, Keegan-Michael Key, Andrew Rannells, Ariana DeBose</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/_udCjJu4DpQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-festa-de-formatura/">Crítica: A Festa de Formatura</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Caminhos da Floresta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2015 20:19:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Kendrick]]></category>
		<category><![CDATA[Caminhos da Floresta]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Pine]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/streep-corden-woods.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-2671" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/streep-corden-woods-620x343.jpg" alt="streep-corden-woods" width="620" height="343" /></a></p>
<p>Por ser uma produção Disney, muito se temia que a adaptação cinematográfica do famoso musical de James Lapine<i> Caminhos da Floresta </i>não fosse corajoso o suficiente para assumir os descaminhos que a história propõe ao universo dos contos de fadas. Porém, de alguma maneira, o diretor Rob Marshall conseguiu contornar esse possível empecilho e tornar o longa não apenas uma celebração ao gênero que sempre foi o carro chefe da Disney, mas também uma forma de subvertê-lo, de tensionar o seu discurso utópico do &#8220;felizes para sempre&#8221;. Claro que tudo é feito com uma certa cautela, mas <i>Caminhos da Floresta </i>talvez tenha encontrado guarida nessa nova política da Disney de reinventar determinados terrenos previamente definidos e estanques na construções das suas princesas, príncipes e bruxas. Nesse sentido, podemos afirmar que <i>Caminhos da Floresta </i>é o conto de fadas mais <i>down to earth </i>que o estúdio já concebeu.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Caminhos da Floresta</i> a ação tem início quando uma bruxa impõe um desafio a um padeiro e sua esposa para quebrarem um feitiço que os impossibilita de terem o seu primeiro filho. Eles devem adentrar na floresta e buscar uma vaca, uma capa vermelha, um sapato e alguns fios de cabelo dourado. Se eles não cumprirem o combinado, jamais poderão conceber uma criança.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/into-the-woods-lede.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-2672" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/into-the-woods-lede-620x348.jpg" alt="into-the-woods-lede" width="620" height="348" /></a></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Relacionando essa trama central às já conhecidas histórias de <i>Cinderela</i>, <i>Rapunzel</i>, <i>Chapeuzinho Vermelho </i>e <i>João e o Pé de Feijão</i>, <i>Caminhos da Floresta </i>é um filme que demanda muito cuidado. Existem diversas tramas e personagens que exigem atenção redobrada de Rob Marshall e James Lapine, que roteirizou o filme. Evitando transformar o musical em um filme disperso ou superficial no tratamento dos seus personagens, os realizadores acabam voltando suas atenções para as tramas do padeiro e da sua esposa, papéis de James Corden e Emily Blunt, e da bruxa, vivida por Meryl Streep, o que faz com que o longa seja um filme surpreendente para quem nunca teve contato com o material original. Inicialmente, <i>Caminhos da Floresta </i>se apresenta como um conto de fadas rotineiro, porém ele acaba se tornando um filme que tenta reconfigurar os estratagemas já conhecidos dessas histórias. O longa acaba falando sobre as aspirações que temos em nossas vidas e como às vezes nos equivocamos em colocar a utopia, que nada mais é do que o conto de fadas, como uma meta a ser alcançada.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>O elenco do filme é harmônico e não há um único desempenho que se sobressaia, mesmo o da badalada Meryl Streep, o que é bem positivo e um sinal de que a vaidade foi um elemento que não prevaleceu no set. Ainda que seja visível a dificuldade do Rob Marshall em lidar com tantos personagens, no final das contas o resultado de <i>Caminhos da Floresta</i> é satisfatório, surpreendente e agradável.</p>
</div>
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