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	<title>Arquivos Jacob Tremblay - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Jacob Tremblay - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Pequena Sereia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 May 2023 22:19:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ah, um boa surpresa! A Pequena Sereia é bem isso. Sou grande amante de live-actions, mas quando executados da maneira correta. Como sou bem saudosista, sempre prefiro aquele tipo de adaptação que segue fielmente o roteiro do original, pois desperta emoções que vivemos na infância. E por mais que eu tivesse com um pé atrás com esse longa, ele se provou super interessante e bacana de assistir. Mas, primeiro, deixa eu explicar o motivo de meu pé atrás. As primeiras [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-pequena-sereia/">Crítica: A Pequena Sereia</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, um boa surpresa! <em><strong>A Pequena Sereia</strong></em> é bem isso. Sou grande amante de live-actions, mas quando executados da maneira correta. Como sou bem saudosista, sempre prefiro aquele tipo de adaptação que segue fielmente o roteiro do original, pois desperta emoções que vivemos na infância. E por mais que eu tivesse com um pé atrás com esse longa, ele se provou super interessante e bacana de assistir.</p>
<p>Mas, primeiro, deixa eu explicar o motivo de meu pé atrás. As primeiras imagens e cenas que a Disney liberou me deixaram bem frustrada. A animação <em>A Pequena Sereia</em> é cheia de cores vivas e contrastes marcantes, algo que não apareceu nos trailers, com suas cores desbotadas e sombrias. Outro detalhe são os melhores amigos da protagonista, Linguado e Sebastião, que eram super expressivos, enquanto que no live-action eles pareciam provenientes da mesma cesta que saíram os animais da desnecessária adaptação de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-rei-leao/"><em>O Rei Leão</em></a>. Por fim, a cor do cabelo de Ariel, que é de um vermelho sangue vivo no desenho e aqui era um ruivo laranja desbotado.</p>
<p>Com base em tudo isso, fui ao cinema com a expectativa lá embaixo, esperando uma bomba. Mas como é incrível ser bem surpreendida! <em><strong>A Pequena Sereia</strong></em> é uma graça de filme, da melhor maneira que eu poderia esperar. Eles conseguiram inspirar ainda mais interesse nos personagens a partir da acertada escolha de seu elenco. Ariel (Halle Bailey, <em>As Férias da Minha Vida</em>) é bem natural e traz uma leveza bem característica, sempre brincalhona e curiosa. Os seus amigos Linguado (Jacob Tremblay, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-quarto-de-jack/"><em>O Quarto de Jack</em></a>), Sebastião (Daveed Diggs, <em>Soul</em>) e Sabichão (Awkwafina, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-podres-de-ricos/"><em>Podres de Ricos</em></a>) são cheios de personalidade e conseguem driblar a naturalidade gráfica dos animais com expressões que surgem através da fala. Até o Rei Tritão (Javier Bardem, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna/"><em>Duna</em></a>), que é bem sisudo na animação, consegue arrancar risadas do espectador. O mesmo vale para a excelente vilã Ursula, interpretada com maestria por Melissa McCarthy (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/"><em>Thor: Amor e Trovão</em></a>).</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16737" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/novas-fotos-live-action-a-pequena-sereia.jpg" alt="A Pequena Sereia" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/novas-fotos-live-action-a-pequena-sereia.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/novas-fotos-live-action-a-pequena-sereia-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/novas-fotos-live-action-a-pequena-sereia-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/novas-fotos-live-action-a-pequena-sereia-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa navega então por mares conhecidos, seguido fielmente a animação e seu roteiro. A emoção de Halle em todas as cenas faz com que nós consigamos simpatizar ainda mais com a protagonista e pequenas mudanças de motivação da trama a deixaram menos machista. Aqui Ariel quer largar tudo para desbravar o mundo e conhecer novos lugares, não apenas correr atrás de um carinha que ela conheceu há um minuto. E isso dá um tom todo especial na trama.</p>
<p>A preocupação que eu tive com as cores não se sustentou, pois a Disney regulou tão bem a saturação que o filme é uma explosão de arco-íris (muito bem feita) nas nossas vistas. Músicas muito bem cantadas, cenas bem construídas e uma intensidade de emoções que nos faz comprar cada segundo do que vivemos ali. É como voltar ao tempo de infância e viver aquele sentimento de nostalgia gostoso.</p>
<p>Outro detalhe é que é maravilhoso ver a representatividade que ele traz, especialmente na sua protagonista. Não há nada que impeça Ariel de ser negra e o filme é a prova disso. Outros detalhes de personagens também trazem esta pauta, de maneira bem sutil e acertada, mostrando que a Disney tem mudado o seu perfil antigo, machista e racista, se atualizando aos novos tempos e necessidades. Já consigo visualizar as pequenas meninas negras querendo um aniversário da Pequena Sereia, com direito a cauda e peruca vermelha. E isso é incrível!</p>
<p><em><strong>A Pequena Sereia</strong></em> tem lá seus problemas, claro. Existe um ar um pouco infantilizado que permeia algumas cenas e é desnecessário diante da forma como a trama foi construída. Ainda assim, não é algo que faça com que o todo seja prejudicado.  Trata-se de um live-action bem interessante, divertido e gostoso de assistir. Daqueles que a gente quer ver mais de uma vez!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rob Marshall</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Halle Bailey, Jonah Hauer-King, Melissa McCarthy, Javier Bardem, Jude Akuwudike, Awkwafina, Jacob Tremblay, Daveed Diggs</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/E-qPSU-OSb8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Bons Meninos (Now)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2020 20:10:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A comédia besteirol sempre existiu no cinema, mas ganhou dois importantes boons, um nos anos de 1980 e outro nos anos 2000 com filmes cuja proposta era fazer uma crônica do adolescente médio estadunidense. Do gênero saíram longas cultuados por uma geração como Porky&#8217;s, A Vingança dos Nerds, American Pie e Superbad. A história sempre trazia o arco de um colegial que ocasionalmente tinha como meta de vida perder a virgindade e passar de ano, corrigindo alguma grande burrada cometida [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A comédia besteirol sempre existiu no cinema, mas ganhou dois importantes <em>boons</em>, um nos anos de 1980 e outro nos anos 2000 com filmes cuja proposta era fazer uma crônica do adolescente médio estadunidense. Do gênero saíram longas cultuados por uma geração como <em>Porky&#8217;s</em>, <em>A Vingança dos Nerds</em>, <em>American Pie</em> e <em>Superbad</em>. A história sempre trazia o arco de um colegial que ocasionalmente tinha como meta de vida perder a virgindade e passar de ano, corrigindo alguma grande burrada cometida nesse meio tempo antes que seus pais descobrissem e fosse tarde demais.</p>
<p><em><strong>Bons Meninos</strong> </em>é um exemplar que se encaixa nas marcas desse gênero, só que no lugar dos adolescentes do high school prestes a entrar na universidade, o diretor e roteirista Gene Stupnitsky (<em>Professora Sem Classe</em>) leva toda essa gramática do besteirol teen para o universo infantil. Os protagonistas de <strong><em>Bons Meninos</em></strong> têm preocupações do tipo dar o primeiro beijo e ficam às voltas com infrações como beber mais que um gole de cerveja ou acessar pornografia pela internet, coisas que para adultos talvez não tenham grande importância.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12825" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/69380fac4.jpg" alt="Bons Meninos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/69380fac4.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/69380fac4-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/05/69380fac4-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Stupnitsky consegue um resultado hilário no seu filme ao unir a inocência dos seus protagonistas, afinal todos são crianças e ainda tem um olhar bastante ingênuo para situações como o sexo, o consumo de drogas e a vida adulta de maneira geral, com a típica malícia e escracho desse tipo de material. O diretor insere esse grupo improvável de personagens nas marcas do besteirol americano e tira proveito do ruído que essa situação provoca rendendo momentos hilários como a vez em que os garotos confundem um frasco de vitaminas com drogas pesadas ou sequer desconfiam das utilidades de alguns <em>toys</em> de <em>sex shop</em>, como uma boneca inflável ou ferramentas de sadomasoquismo. Por essa razão, o filme foi tão bem recebido em sua estreia nos EUA ano passado, mas também causou bastante polêmica. Afinal, quem imaginaria ver o angelical Jacob Tremblay de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-quarto-de-jack/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Quarto de Jack</em></a> metido nesse tipo de odisseia?</p>
<p>O acerto de <strong>Bons Meninos</strong> é justamente tirar proveito da maneira como esse grupo de personagens está alheio à malícia do seu próprio roteiro, ou seja, da trama na qual os mesmos acabam sendo inseridos, vivendo uma série de descobertas comuns às suas respectivas idades sem que com isso Stupnitsky os subestime como crianças &#8220;bobinhas&#8221;. É interessante, por exemplo, como eles encontram espaço nessa jornada para momentos de completa ludicidade como quando vão negociar a entrega de um drone com duas adolescentes emulando o comportamento de chefões da máfia ou como a situação de atravessar uma avenida movimentada representa um grande perigo enfrentado por eles (e de fato é!). A maneira como o longa conduz esses movimentos da história é o que garante o barato do filme aliado ao seu elenco de prodígios da comédia.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Gene Stupnitsky<br />
<strong>Elenco:</strong> Jacob Tremblay, Keith L. Williams, Brady Noon, Molly Gordon, Midori Frances, Izaac Wang, Millie Davis, Josh Caras, Will Forte</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/tJfosM6lQHk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Doutor Sono</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Nov 2019 23:50:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aguardado com grande expectativa pelos fãs do terror, Doutor Sono tem como&#8221;sombra&#8221; uma das maiores obras do cinema, O Iluminado de Stanley Kubrick. Também baseado em um romance de Stephen King, o longa é roteirizado e dirigido por Mike Flanagan (Ouija &#8211; Origem Do Mal). Ele já está habituado com o universo do escritor, depois de ter conduzido Jogo Perigoso para a Netflix. Este também é uma continuação dos eventos de O Iluminado. O filme de Flanagan se sai bem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aguardado com grande expectativa pelos fãs do terror, <em><strong>Doutor Sono</strong></em> tem como&#8221;sombra&#8221; uma das maiores obras do cinema, <em>O Iluminado</em> de Stanley Kubrick. Também baseado em um romance de Stephen King, o longa é roteirizado e dirigido por Mike Flanagan (<em>Ouija &#8211; Origem Do Mal</em>). Ele já está habituado com o universo do escritor, depois de ter conduzido <em>Jogo Perigoso</em> para a <em>Netflix</em>. Este também é uma continuação dos eventos de O Iluminado.</p>
<p>O filme de Flanagan se sai bem dessa &#8220;roubada&#8221; ao não se deixa intimidar pelo passado, mas também respeitá-lo e reverenciá-lo sem exageros, entregando ainda um filme que, na maior parte das vezes, é consistente. Sabiamente, <em><strong>Doutor Sono</strong></em> se interessa mais em ser uma adaptação do romance homônimo do que um espelho de <em>O Iluminado</em>. Este é o primeiro &#8220;salto&#8221; do filme, já que poderia lhe trazer sérios problemas.</p>
<p>Neste longa, Ewan McGregor (<em>O Impossível</em>) interpreta a versão madura de Danny Torrance, um homem repleto de traumas ainda a serem superados. Os caminhos de Danny se cruzam com o da garota Abra, que, assim como ele, tem recorrentes visões, um elo muito potente com o sobrenatural. Danny encara a assustadora lembrança do seu pai quando Abra começa a ser perseguida por Rose, a líder de um bando maligno que se alimenta de humanos.</p>
<p>Uma das qualidades do trabalho de Flanagan em <strong><em>Doutor Sono</em></strong> é a maneira como ele entende ser necessário desenvolver gradualmente sua trama e seus personagens, sem forçação ou pressa. O filme nos apresenta primeiro Danny assimilando os eventos vivenciados no Overlook e se tornando um adulto acuado, apegado a vícios. Em seguida, faz ele encontrar formas de colocar a sua vida nos eixos.</p>
<p>Também somos introduzidos à menina Abra, as manifestações do seu dom sobrenatural e a dificuldade que seus pais têm para lidar com o assunto. Por fim, <strong><em>Doutor Sono</em></strong> nos introduz Rose, a maligna que traz para a sua órbita um grupo de seguidores obcecados pela vida eterna. A maneira como Flanagan explora cada um desses pontos da sua trama, construindo &#8220;terrenos&#8221;, fazendo economia do clímax, conduzindo passo a passo o destino dos seus personagens até suas vidas entrelaçarem-se é exemplar.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11756" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/4772706.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Doutor Sono" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/4772706.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/4772706.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/4772706.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O filme tem como alicerce a interpretação de Ewan McGregor, ótimo na maneira econômica com a qual emula em grau mais elevado a introspecção do Danny que conhecemos em <em>O Iluminado</em>. Adulto, o Danny de McGregor é um sujeito avesso a protagonismos sociais, não quer ser notado. É um homem cheio de sequelas e que teme qualquer tipo de enfrentamento público dessas questões, preferindo o isolamento aos riscos do convívio social.</p>
<p>A qualidade da performance sutil, complexa e quieta de McGregor contrasta com a interpretação de Rebecca Ferguson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-nacao-secreta/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Missão Impossível &#8211; Nação Secreta</em></a>) como Rose. Claro que a personagem da atriz acaba não sendo o grande vilão do filme. Ela acaba se mostrando apenas um obstáculo que Danny encontra pelo caminho para enfrentar o seu verdadeiro algoz, os medos que cultiva na sua psiquê.</p>
<p>No entanto, como durante boa parte do longa Rose é o mal a ser combatido na jornada do protagonista, essa cruzada perde um pouco do seu impacto na medida em que Ferguson não transmite autoridade e o senso de perigo necessários à sua personagem. A atriz não consegue contornar as limitações físicas que não estão a seu favor, como seus traços delicados e sua juventude, interpretando Rose com unidimensionalidade através de &#8220;caras e bocas&#8221; de ira. Não chega a ser algo que compromete severamente o filme, mas traz impactos consideráveis na atmosfera de horror da trama.</p>
<p>À medida em que a história avança, <strong><em>Doutor Sono</em></strong> deixa claro como toda a trama em torno da perseguição de Rose e seu bando à Abra é um motivo para fazer com que Danny encare seus traumas de infância, um tema recorrente na obra de King. Acaba sendo um longa sobre esse personagem e sobre sua redenção. Tudo isso a partir do instante em que ele consegue compreender a necessidade de contornar os anos de repressão à sua espontaneidade infantil.</p>
<p>Por anos, Danny encarou sua &#8220;iluminação&#8221; como algo contra o qual precisava combater ou conter. A partir do instante em que o personagem compreende que a melhor forma de lidar com suas manifestações é através do acolhimento, tudo se transforma. Essa reescrita da história de Danny e sua redenção é vivenciada também pela menina Abra. Ela encontra uma forma de não repetir a história do amigo, se aceitando e compreendendo a &#8220;iluminação&#8221; como um traço pessoal e não uma maldição.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Mike Flanagan<br />
<strong>Elenco:</strong> Ewan McGregor, Rebecca Ferguson, Kyliegh Curran, Carel Struycken, Carl Lumbly, Emily Alyn Lind, Cliff Curtis, Zahn McClarnon, Bruce Greenwood, Jacob Tremblay</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/oM4Jp05zI7E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Extraordinário</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-extraordinario/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Dec 2017 21:18:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Confesso que minha expectativa para esse filme era bem baixa. Ao assistir ao trailer, imaginei que ele fosse ser bem apelativo e criado com o intuito de fazer o espectador chorar. Então foi com surpresa que constatei que o longa não é assim. Embora o choro seja certo, o objetivo vai muito além de apenas emocionar. O fofíssimo Jacob Tremblay é o protagonista, no papel de Auggie Pullman, garotinho que nasceu com uma deformação facial e precisou passar por diversas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso que minha expectativa para esse filme era bem baixa. Ao assistir ao trailer, imaginei que ele fosse ser bem apelativo e criado com o intuito de fazer o espectador chorar. Então foi com surpresa que constatei que o longa não é assim. Embora o choro seja certo, o objetivo vai muito além de apenas emocionar.</p>
<p>O fofíssimo Jacob Tremblay é o protagonista, no papel de Auggie Pullman, garotinho que nasceu com uma deformação facial e precisou passar por diversas cirurgias para poder respirar melhor e ter uma vida mais comum. Como pais, temos Julia Roberts e Owen Wilson, uma dupla improvável que cria o ambiente familiar da história. O mote principal é que o menino vai para a escola pela primeira vez depois de estudar durante anos em casa. O maior medo de todos é o <em>bullying</em> que ele provavelmente vai sofrer no ambiente escolar.</p>
<p>O filme traz uma discussão muito importante sobre contextualizar as ações de todos. Em um estilo de capítulos, o enredo vai mostrando a visão de vários personagens fundamentais na história e a participação de cada um na vida de Auggie. E não apenas o círculo principal, que seria a família, mas os amigos também, explicando, de alguma forma, as ações de cada um.</p>
<p>Auggie não poderia ter sido interpretado por melhor ator. Jacob Tremblay ficou mais famoso depois de seu papel em <em>O Quarto de Jack</em> e arrasa na atuação (e na fofura). Ele é muito natural e expressivo, o que foi fundamental para o personagem, que usa máscara em determinados momentos e tem as expressões ligeiramente prejudicadas por conta da maquiagem da deformidade.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8513" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/12/3722861.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Julia Roberts é também muito adequada ao papel da mãe cuidadora e preocupada. E por mais que o casal pareça improvável, ela e Owen Wilson têm uma sintonia modesta e acolhedora. É possível sentir (e não apenas ver) o núcleo familiar formado por eles e os dois filhos.</p>
<p><em>Extraordinário</em> é de um cuidado tremendo com temas difíceis como o <em>bullying</em> e traumas infantis. Ele utiliza do personagem principal para falar disso, mas mostra também que ele não é o centro do universo. Que o mundo continua girando ao redor de Auggie, além dele. E isso é feito de forma muito natural e convincente.</p>
<p>A história também insere elementos reconfortantes, como a paixão do protagonista pelo universo Star Wars. Quando ele tem medo ou receio de algo, imagina os personagens para aliviar a tensão. Além disso, o roteiro humaniza as pessoas em seus contextos. Todos têm suas vontades, anseios, sonhos.</p>
<p>O longa traz muitas reflexões para o espectador, que mescla entre o choro e a risada gostosa na maior parte do tempo. Sim, choramos muito no filme, porque a história é realmente linda e emocionante. Mas este não é o objetivo principal dele, e sim uma consequência de uma história bem contada.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/OJWN2hP77_c" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Sono da Morte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2016 01:08:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Jacob Tremblay]]></category>
		<category><![CDATA[Kate Bosworth]]></category>
		<category><![CDATA[O Sono da Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Thomas Jane]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Toda a publicidade de O Sono da Morte tem sido feita em cima do seu protagonista, o jovem ator Jacob Tremblay, que, com muitos méritos, virou sensação em Hollywood após seu interessante desempenho no oscarizado O Quarto de Jack (Oscar de melhor atriz para Brie Larson). Para muitos, o filme também tem como atrativo o próprio gênero ao qual se vincula, O Sono da Morte é enquadrado como uma fita de terror psicológico que utiliza a ambiência dos sonhos como mote para sua trama. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Toda a publicidade de <i>O Sono da Morte </i>tem sido feita em cima do seu protagonista, o jovem ator Jacob Tremblay, que, com muitos méritos, virou sensação em Hollywood após seu interessante desempenho no oscarizado <i>O Quarto de Jack </i>(Oscar de melhor atriz para Brie Larson). Para muitos, o filme também tem como atrativo o próprio gênero ao qual se vincula, <i>O Sono da Morte </i>é enquadrado como uma fita de terror psicológico que utiliza a ambiência dos sonhos como mote para sua trama. Se pelo primeiro chamariz o longa pode até satisfazer os seus curiosos, já que Tremblay firma todo o carisma que tem demonstrado, quando voltamos nossos olhares para o título e para a maneira como ele utiliza os artifícios do seu gênero cinematográfico (ou dos seus gêneros), encontramos os pontos falhos de uma história que acaba priorizando o dramalhão raso em detrimento de uma trama mais bem acabada a respeito do sobrenatural.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>O Sono da Morte</i>, Tremblay vive um garoto chamado Cody que tem um dom muito particular. Quando dorme, todos os sonhos de Cody se materializam para aqueles que estão acordados. No entanto, quando esses sonhos tornam-se pesadelos, a situação do menino e de todos aqueles que o cercam ganha contornos mais graves. Em função dessa condição especial, Cody tem um histórico trágico com sua mãe biológica e já passou por algumas casas, sendo adotado por várias famílias, até que vai parar no lar de Jessie e Mark, um casal que ainda se recupera da morte do seu único filho. Logo, Cody se transforma em uma ponte para Jessie entrar em contato com o filho Sean e acaba colocando em risco a vida de todos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com essa premissa interessante, é uma pena que <i>O Sono da Morte </i>não consiga se sustentar naquilo que aparenta ter de mais caro para os seus realizadores, o drama familiar. O roteiro de Mike Flanagan e Jeff Howard envolve os seus personagens em uma série de situações repetitivas que não fazem a história ou seus protagonistas evoluírem significativamente. Os conflitos dos seus personagens, sobretudo os pais adotivos de Cody, são superficiais, ainda que a interpretação dos atores Kate Bosworth e Thomas Jane sugiram alguma profundidade nas tensões desse ambiente familiar em processo de superação do luto.</p>
</div>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6631" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Before-I-Wake.png" alt="Before-I-Wake" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No seu trabalho como diretor, Mike Flanagan ainda tenta encontrar uma certa poesia imagética nos momentos em que os sonhos de Cody se tornam realidade através das borboletas que aparecem para o garoto em cores muito vivas. O diretor ainda consegue fazer uma transição interessante nos instantes em que a beleza das borboletas cede espaço para as criaturas sombrias e os ambientes soturnos dos pesadelos do garoto. Acontece que o exagerado espaço que Flanagan cede a conflitos humanos que parecem superficiais emperram a experiência e transformam a sessão em um verdadeiro exercício de paciência, sobretudo quando o espectador se depara com algumas lacunas lógicas do roteiro (a ausência de tentativas prévias de tratamento psicológico do menino, o paradeiro no mundo real das vítimas dos seus sonhos etc.).</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Talvez Mike Flanagan não tenha conseguido enxergar no seu próprio filme aquilo que ele tinha como grande potencial a ser explorado, sua ambiência no onírico. Como foi realizado, <i>O Sono da Morte </i>coloca todos os seus holofotes em angústias e dilemas pessoais dos seus protagonistas. Esses conflitos ocupam tempo demasiado de tela. Sem muletas que consigam sustentar suas próprias deficiências, afinal o filme hipervaloriza o que possui de mais falho, a trama, os sujeitos que a habitam ou mesmo os seus artifícios imagéticos não são suficientes para conquistar o espectador.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wUcQ1AUH_6s" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: O Quarto de Jack</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Feb 2016 18:04:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brie Larson]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Jacob Tremblay]]></category>
		<category><![CDATA[O Quarto de Jack]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; É incrível quando um diretor tem a capacidade de lidar com uma temática tão pesada de uma forma tão leve e flúida. O Quarto de Jack é a personificação deste ato, com o enredo tratado de maneira cuidadosa, sem simplificar ou tornar a história algo irrelevante. Lenny Abrahamson nos apresenta um trabalho simplesmente extraordinário. O longa conta a difícil história de Joy, uma garota que foi sequestrada aos 17 anos e é mantida em cárcere privado há 7. No [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4581" aria-describedby="caption-attachment-4581" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-4581" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/Room-Gallery-01.jpg" alt="Jack e Joy criam seu próprio mundo dentro do Quarto" width="610" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-4581" class="wp-caption-text">Jack e Joy criam seu próprio mundo dentro do Quarto</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>É incrível quando um diretor tem a capacidade de lidar com uma temática tão pesada de uma forma tão leve e flúida. <em>O Quarto de Jack</em> é a personificação deste ato, com o enredo tratado de maneira cuidadosa, sem simplificar ou tornar a história algo irrelevante. Lenny Abrahamson nos apresenta um trabalho simplesmente extraordinário.</p>
<p>O longa conta a difícil história de Joy, uma garota que foi sequestrada aos 17 anos e é mantida em cárcere privado há 7. No cativeiro, ela dá à luz Jack, filho do sequestrador. Mesmo diante de todas as dificuldades, ela resolve criar um mundo fictício para o filho, que acredita verdadeiramente que o mundo inteiro é apenas aquele quarto. Ainda assim, Joy prepara o menino para uma tentativa de fuga, onde eles enganarão o Velho Nick para retornar à realidade do mundo lá fora.</p>
<p>O enredo por si só já é forte, mas a naturalidade (entenda aqui que não há desprezo pela temática) com que o diretor trata torna tudo menos agressivo aos olhos do espectador. Ao mesmo tempo em que nos sentimso claustrofóbicos naquele ambiente e um tanto desesperados por saber que aquela é a única realidade deles no momento, e no caso de Jack, a única realidade da vida toda, Abrahamson écapaz de trazer o fato do estupro diário que a protagonista sofre de maneira flúida, sem dar tanto enfoque, mas mostrando a importância daquele ato no contexto do filme.</p>
<p>O cuidado de Joy com Jack e o vínculo que ela cria com o filho é de derreter o coração. Ao mesmo tempo que olhamos para ela e vemos no seu olhar e na sua feição a dor de viver presa e sofrer todos os dias, ela consegue transformar tudo e fazer daquele ambiente um lugar feliz para o filho, que dá bom dia até para o armário onde dorme quando o Velho Nick chega. O filme traz a percepção de Jack do mundo e como ele se encanta com absolutamente tudo, como ele sorri para as pequenas coisas, como ele ama até algo tão singelo quanto uma cadeira.</p>
<p>Além disso, o filme traz uma fotografia perturbadora eesperançosa do mundo de dentro e fora do Quarto (em letra maiúscula mesmo porque é assim que Jack se refere). O uso de câmeras é muito bem feito ao longo da trama, que evolui de forma gradual, principalmente no momento da fuga dos dois (aqui não é spoiler porque você pode conferir isso no trailer).</p>
<figure id="attachment_4582" aria-describedby="caption-attachment-4582" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-4582" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/187345.jpg" alt="Mãe e filho passam por dificuldades de adaptação ao novo mundo" width="610" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-4582" class="wp-caption-text">Mãe e filho passam por dificuldades de adaptação ao novo mundo</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando os personagens finalmente saem do Quarto, a situação deveria melhorar. Mas o que Joy não podia esperar é que os 7 anos em que passou no cárcere fossem suficientes para que ela criasse uma prisão em sua mente e que o mundo lá fora acabasse virando muito mais estranho do que ela sonhava. A adaptação dos dois é bem difícil, com vários percalços no caminho. Mais difícil ainda é ver o menino desejando voltar para o Quarto. Claro, ele era alheio à realidade daquele ambiente e sim, para ele, aquele era o melhor lugar de seu mundo.</p>
<p>Brie Larson e o pequeno Jacob Tremblay dão um show de atuação e envolvem o especador em cada tomada de cena. Não há como não se apaixonar por ele, que é tão pequeno e tão forte ao mesmo tempo. O Oscar perdeu a oportunidade de indicar um excelente ator, mesmo que mirim, para concorrer à premiação deste ano. Já Larson é a favorita para ganhar a estatueta de Melhor Atriz e se isso acontecer, será grande merecedora. Sem querer desmerecer o papel das demais concorrentes (Cate Blanchett – <em>Carol</em>; Jennifer Lawrence – <em>Joy: O Nome do Sucesso</em>; Charlotte Rampling – <em>45 Anos</em>; e Saoirse Ronan – <em>Brooklyn</em>), mas ela apresenta um trabalho muito mais preciso e superior às demais.</p>
<p>O filme, como um todo, é muito bom, de qualidade altíssima e roteiro inquestionável. Consegui observar ainda mensagens subliminares que podem ser aproveitadas para nossa vida no dia a dia, como a alegria das pequenas coisas, o amor por novas descobertas e a esperança. Como disse, apesar do enredo pesado, os personagens e o foco no carinho de mãe e filho consegue encantar o espectador, que sai do cinema um tanto choroso e um tanto reflexivo.</p>
<p><strong>Confira o trailer abaixo!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/IeM5qJp2v8Y" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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