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	<title>Arquivos J.C. Chandor - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Ano mais Violento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2015 20:31:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[J.C. Chandor]]></category>
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		<category><![CDATA[O Ano mais Violento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O ano é 1981. Estamos no rigoroso inverno de Nova York e o cineasta J. C. Chandor pretende trazer para o espectador a história do casal Morales que prosperaram nos negócios de transporte de petróleo e tentam sobreviver em meio a um universo corrupto e perigoso dominado por homens poderosos que pretendem limá-los da atividade. O resultado é o injustamente esquecido na última temporada de premiações O Ano mais Violento, um dos trabalhos mais interessantes e vibrantes do realizador J.C. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2758" aria-describedby="caption-attachment-2758" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/03/2a2b434d999e1e7dbc401d72b2ee1ef4.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-2758 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/03/2a2b434d999e1e7dbc401d72b2ee1ef4.jpg" alt="2a2b434d999e1e7dbc401d72b2ee1ef4" width="620" height="356" /></a><figcaption id="caption-attachment-2758" class="wp-caption-text">Conto sobre a corrupção: Casal Morales tentam manter o controle em meio a falta de ética da concorrência</figcaption></figure>
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<div style="color: #000000;">
<p>O ano é 1981. Estamos no rigoroso inverno de Nova York e o cineasta J. C. Chandor pretende trazer para o espectador a história do casal Morales que prosperaram nos negócios de transporte de petróleo e tentam sobreviver em meio a um universo corrupto e perigoso dominado por homens poderosos que pretendem limá-los da atividade. O resultado é o injustamente esquecido na última temporada de premiações <i>O Ano mais Violento</i>, um dos trabalhos mais interessantes e vibrantes do realizador J.C. Chandor, de <i>Margin Call </i>e <i>Até o Fim</i>.</p>
</div>
<div style="color: #000000;">
<p>Narrando um conto sobre a corrupção e a ética, J.C. Chandor torna <i>O Ano mais Violento </i>uma espécie de retorno à escola cinematográfica norte-americana da década de 1970 e seus melhores exemplares, como <i>O Poderoso Chefão</i>, guardadas as devidas proporções. O filme é marcado pelas negociatas perigosas e personagens de caráter nebuloso que circundam o seu protagonista, Abel Morales, interpretado por Oscar Isaac, um imigrante que vive o seu sonho americano ao prosperar no trabalho mas que a todo momento tem o seu caráter testado em prol da sua própria sobrevivência e de sua família.</p>
</div>
<figure id="attachment_2759" aria-describedby="caption-attachment-2759" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/03/A-Most-Violent-Year2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2759 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/03/A-Most-Violent-Year2.jpg" alt="A Most Violent Year2" width="620" height="322" /></a><figcaption id="caption-attachment-2759" class="wp-caption-text">Atuação poderosa: Jessica Chastain domina todas as cenas do filme como Anna Morales</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">O grande mérito de J. C. Chandor é manter a tensão da sua trama e a atenção do espectador através de uma atmosfera que sugere a iminência do perigo a todo momento ao invés de preencher seus quadros com cenas de violência gráfica. Com muita elegância o diretor traz para o seu filme planos interessantes e utiliza recursos como a trilha sonora e a edição a favor da sua narrativa, jamais se colocando a frente dela. O resultado é um filme com uma trama bem amarrada, personagens consistentes, mas sempre dúbio, deixando o espectador em um estado de insegurança permanente já que nunca se tem a certeza sobre o desfecho da história e o destino dos seus personagens. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_2760" aria-describedby="caption-attachment-2760" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/03/la-et-mn-violent-year-best-picture-national-board-of-review-20141201.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2760 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/03/la-et-mn-violent-year-best-picture-national-board-of-review-20141201-620x372.jpg" alt="la_ca_1125_most_violent_year" width="620" height="372" /></a><figcaption id="caption-attachment-2760" class="wp-caption-text">Carreira ascendente: Oscar Isaac em mais um papel de grande visibilidade nas telonas. O próximo passo? A saga Star Wars.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div style="color: #000000;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Os méritos do filme também recaem na sua dupla de protagonistas. Cada vez mais presente no cinema norte-americano, mesclando projetos como este e <i>Inside Llewyn Davis</i> até <i>Star Wars: Episódio VII &#8211; O Despertar da Força </i>e <i>X-Men: Apocalipse</i>, a serem lançados em breve, Oscar Isaac tem um desempenho certeiro como o conflituoso Abel Morales, sempre se equilibrando na sua retidão moral, uma tarefa complicada e que ganha nuances questionáveis no decorrer da trama. Isaac conduz bem essa natureza &#8220;existencialista&#8221; do personagem sem transformá-lo em uma figura excessivamente frágil, o que entediaria o espectador e dissolveria as pretensões do longa. Já Jessica Chastain chama o filme para si ao viver Anna Morales, esposa do protagonista. E quando afirmamos isso, apontamos uma qualidade no desempenho da atriz e não um defeito. Na pele de Anna, Chastain nos apresenta uma mulher enérgica e de sangue frio que não entra em tantos conflitos éticos quanto o marido quando o que está em jogo é a prosperidade dos negócios da família. Sem cair na caricatura da <i>femme fatale</i>, Chastain está impecável em <i>O Ano mais Violento</i>, o que nos faz pensar quão injusta foi sua ausência na seleção de indicadas a melhor atriz coadjuvante no Oscar passado.</p>
</div>
<div style="color: #000000;">
<p>Fazendo a transição de revelação a promissor cineasta da sua geração, J.C. Chandor faz de <i>O Ano mais Violento </i>o grande filme da sua carreira. Com uma direção elegante, nostálgica e uma dupla de atores afiada como Oscar Isaac e Jessica Chastain, o longa é um dos grandes títulos do ano que passou e tem grande potencial para ser revisitado e devidamente reconhecido com o tempo.</p>
</div>
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