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	<title>Arquivos Homem-Aranha: De Volta ao Lar - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Homem-Aranha: De Volta ao Lar - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Homem-Aranha &#8211; Sem Volta para Casa (sem spoilers)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Dec 2021 23:32:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A caminhada de Tom Holland dentro do Universo Cinematográfico Marvel (MCU, na sigla em inglês) sempre foi de amadurecimento. A cada aparição, o herói da vizinhança aprendia lições sobre a vida e aperfeiçoava a jornada para se tornar sua melhor versão. No entanto, até o momento, Tom apenas havia dado passos de bebê diante das possibilidades de seu personagem. Mas, a partir de agora, tudo vai mudar. Em seu terceiro filme solo no MCU, o famoso teioso irá engatar em [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/">Crítica: Homem-Aranha &#8211; Sem Volta para Casa (sem spoilers)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A caminhada de Tom Holland dentro do Universo Cinematográfico Marvel (MCU, na sigla em inglês) sempre foi de amadurecimento. A cada aparição, o herói da vizinhança aprendia lições sobre a vida e aperfeiçoava a jornada para se tornar sua melhor versão. No entanto, até o momento, Tom apenas havia dado passos de bebê diante das possibilidades de seu personagem. Mas, a partir de agora, tudo vai mudar.</p>
<p>Em seu terceiro filme solo no MCU, o famoso teioso irá engatar em sua verdadeira jornada do herói. Ainda que com seu jeitão bobo e juvenil, Peter vai enfrentar dificuldades mais adultas. E aí é que o jogo vira. Amadurecimento é a palavra de ordem de <b><i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i></b>, que estreia nesta quinta-feira (16) nos cinemas brasileiros. O novo longa-metragem é o momento de transição que o personagem e os fãs precisavam.</p>
<p>Peter Parker (Tom Holland) teve sua identidade revelada. Agora ele terá que lidar com a pressão da exposição, enquanto é acusado de ter matado Mysterio (Jake Gyllenhaal). Sem conseguir separar os dilemas do seu cotidiano juvenil da sua jornada heróica, Peter recorre ao Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) para que o mundo esqueça a verdadeira identidade do querido herói da vizinhança. Na tentativa de fazer o feitiço para ajudar Parker, Stephen Strange acaba se atrapalhando com a mágica. Esse erro libera conhecidos vilões de outros universos, fazendo com que Peter tenha que enfrentar espécies de fantasmas do multiverso.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-14921 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-750x337.jpg" alt="" width="750" height="337" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-750x337.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-610x274.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv-770x346.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/homem-aranha-3_ybgv.jpg 1210w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Na busca por se provar capaz para o mundo, Tom Holland (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-diabo-de-cada-dia-netflix/"><i>O Diabo de Cada Dia</i></a>, de 2020, e <i>Cherry &#8211; Inocência Perdida</i>, de 2021) encanta o público com um desempenho admirável. Até o momento, este foi o filme que melhor proporcionou momentos poderosos para o jovem e promissor ator. A narrativa, evidentemente, é construída para que o espectador se veja completamente apaixonado pela evolução do personagem durante os 148 minutos de duração.</p>
<p>Para além do Holland, a composição do elenco é certeira. A longa duração de <i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i> permitiu que os atores e atrizes envolvidos desde os primeiros filmes pudessem ser ainda mais explorados aqui. Desta vez, para além do trio principal, até mesmo Marisa Tomei (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-de-volta-ao-lar/"><em>Homem-Aranha: De Volta ao Lar</em></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-frankie/"><i>Frankie</i></a>, de 2019) e Jon Favreau (<i>Chef</i>, de 2014, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-longe-de-casa/"><i>Homem-Aranha: Longe de Casa</i></a>, de 2019) tiveram mais oportunidades cênicas de mostrar a sua qualidade artística.</p>
<p>Outro ponto de destaque é a volta dos vilões. A estrutura de seu retorno e a dinâmica deles com o Tom guiam a história para outro lugar. Ver a interação entre eles é, além de nostálgico, potente. Ver Doutor Octopus, de Alfred Molina (<i>Correndo Contra o Tempo</i>, de 2016, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bela-vinganca/"><i>Bela Vingança</i></a>, de 2020), e o Duende Verde, de Willem Dafoe (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aquaman/"><i>Aquaman</i></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><i>O Farol</i></a>, de 2019), contracenando é algo poderoso e que jamais o público teve a oportunidade de ver.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-14922 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-750x313.jpg" alt="" width="750" height="313" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-750x313.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-610x254.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2-770x321.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/spiderman-no-way-home-trailer-2.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda sobre as dinâmicas do elenco, outra escolha certeira é o protagonismo de Doutor Estranho. A participação de Benedict Cumberbatch (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><i>1917</i></a>, de 2019, e <i>Ataque dos Cães</i>, de 2021) é mais curta do que se imagina, mas isso não torna a sua existência menos importante. Da mesma forma, Strange não tira a atenção do público do foco de <i>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</i>, que é a jornada do herói de Parker. Assim, uma das preocupações para o enredo do longa deixa de existir e uma das teorias exageradas dos fãs também some.</p>
<p>É essa trajetória que serve de fio condutor para a trama. Do primeiro ao último minuto, é possível vislumbrar um desenvolvimento de personagem jamais visto no Homem-Aranha &#8211; talvez, jamais visto em outro filme solo de super heróis. E, atrelado a isso, o roteiro de Chris McKenna e Erik Sommers (os quais também escreveram as sequências anteriores) conecta a jornada de autoconhecimento e crescimento de Peter ao futuro misterioso do multiverso do MCU.</p>
<p>Ao final da sessão, todas as expectativas estarão alcançadas. As dúvidas sobre o que era real ou teria também serão sanadas. O que fica é a nostalgia e a sensação de dever cumprido. E a melhor parte para os fãs: saber que ainda veem mais três filmes com a participação do promissor Tom Holland. E com a conclusão desse novo capítulo, Peter Parker enfrentará a vida como ela é, mostrando que o Miranha do MCU é mais do que somente um garoto que teve tudo nas mãos. Mostrando que ele é o herói que todos sempre desejaram ver nas telonas. Mostrando que ele é completo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jon Watts</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Holland, Zendaya, Benedict Cumberbatch, Jacob Batalon, Alfred Molina, Willem Dafoe, Jamie Foxx, Marisa Tomei e Jon Favreau</p>
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		<title>Top 3 Melhores Filmes do Homem-Aranha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jul 2017 14:55:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Homem-Aranha]]></category>
		<category><![CDATA[Homem-Aranha: De Volta ao Lar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Homem-Aranha: De Volta ao Lar entra em cartaz nesta quinta-feira e o Coisa de Cinéfilo já conferiu o novo longa do herói (confira a crítica clicando aqui)! Divertido, engraçado e com cenas de ação eletrizantes, a projeção segue na mesma linha de estilo das produções da Marvel Studio, como Guardiões da Galáxia (2014), Homem-Formiga (2015) e Doutor Estranho (2016). Pensando nesta estreia tão almejada, nosso site preparou um top 3 dos filmes mais bacanas do Spider-Man, para você rever e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Homem-Aranha: De Volta ao Lar</em> entra em cartaz nesta quinta-feira e o <strong><em>Coisa de Cinéfilo</em></strong> já conferiu o novo longa do herói (confira a crítica <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-de-volta-ao-lar/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>)! Divertido, engraçado e com cenas de ação eletrizantes, a projeção segue na mesma linha de estilo das produções da Marvel Studio, como <em>Guardiões da Galáxia</em> (2014), <em>Homem-Formiga</em> (2015) e <em>Doutor Estranho</em> (2016). Pensando nesta estreia tão almejada, nosso site preparou um top 3 dos filmes mais bacanas do <em>Spider-Man</em>, para você rever e matar a saudade do melhor saltador de teias, amigo da vizinhança e maior nerd dos quadrinhos que você respeita.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7895" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/spider-man-kirsten-dunst.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>3) <em>Homem-Aranha</em> (2002)</strong> – Este é o primeiro filme do Homem-Aranha dirigido por Sam Raimi, com Tobey Maguire e Kirsten Dunst nos papéis de Peter Parker e Mary Jane. O longa, que marcaria toda uma geração, vem cheio de planos abertos do <em>Spider-Man</em> percorrendo a cidade de Nova Iorque, o que traz a sensação do público estar exatamente ali. Apesar de fugir de alguns detalhes dos quadrinhos, como Peter conhecer a MJ na escola ou as teias como um super poder, a projeção consegue levar o espectador para o universo das HQs. Maguire foi o ator que conseguiu fazer a personagem de forma mais completa, mostrando um Peter tímido, nerd e inseguro, mas um Aranha feroz, determinado e ágil. O vilão, Duende Verde, encarnado por Williem Dafoe é assustador e tenso, porém o artista carrega um pouco nas tintas, dando um leve tom caricato a personagem, o que não compromete a qualidade do longa, mas poderia ser mais bem trabalhado. A música também é um ponto positivo nesta primeira parte da trilogia, principalmente <em>Hero</em>, da banda Nickelback e <em>Theme for Spider-Man</em>, interpretada pelo Aerosmith.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7896" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/031370.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>2) <em>Homem-Aranha: De Volta ao Lar</em> (2017)</strong> – Com o humor e muita ação, o Homem-Aranha retorna para as telas repaginado e agora sob o comando da Marvel Studios. Divertido, o filme consegue capturar a essência do herói em suas confusões, amores e conflitos. A escolha de Tom Holland foi acertada! Cheio de carisma, o jovem cativa e emociona o espectador. O vilão também não passa vergonha! Michael Keaton encarna “O Abutre” sem caricatura, humanizando e trazendo problemas concretos para a personagem. A presença constante do universo de <em>Homem de Ferro</em> não incomoda ou tira o foco do protagonista, mas o tempo de tela dedicado à participação poderia ser um pouco menor. Isto porque as “tiradas” que deveriam ser cômicas, textos motivadores e de conselhos, vindos do mundo “Starkiano”, são carregados de machismo, elitismo e falta de empatia. Na verdade, <em>De Volta ao Lar</em> tem muitos respingos de misoginia, principalmente direcionadas para Tia May, vivida por Marisa Tomei nesta versão. É como se a escolha de uma mulher bonita para o papel tornasse a moça alvo de comentários de assédio. No geral, a projeção é bem realizada, porém não chega ao nível necessário e digno do Aranha.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7897" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/curiosidade2.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>1) <em>Homem-Aranha 2</em> (2004)</strong> &#8211; Na segunda parte da história dirigida por Sam Raimi, o espectador encontra um Peter Parker (Tobey Maguire) inseguro sobre seu destino como Homem-Aranha, lutando para coordenar sua vida pessoal e profissional com o cotidiano de herói. A razão para esse ser o melhor filme do <em>Spider</em> é uma mescla de boa execução na ação, no desenvolvimento das personagens, de um dos melhores vilões de HQs no cinema (Dr.Otto, vivido por Alfred Molina) e a trama bem amarrada. Os dois lados do protagonista são bem elaborados dentro da narrativa. O público se angustia com os problemas de Parker, os dramas com o amor de sua vida, sua tia e seu melhor amigo. Mas, também torce e fica ansioso para que o Aranha consiga restaurar a paz na cidade e ser visto como bem intencionado outra vez, ainda que os jornais tentem &#8220;vilanizar&#8221; o rapaz em alguns momentos. O mocinho ganha uma imagem menos maniqueísta e demonstra momentos certeiros de dúvida, egoísmo e rancor. A performance de Molina como cientista que enlouquece diante de sua própria genialidade também funciona, pois ele gera sensações múltiplas de desgosto e empatia e há quem até torça por um desfecho positivo para Otto. Outro fator importante são os bonitos planos pela cidade de Nova Iorque, que assim como na primeira parte da história, mostram um belo uniforme de Peter e a luz do sol batendo em sua roupa. Até os alívios cômicos funcionam melhor! São mais fluídos e conseguem capturar a essência atrapalhada de Parker. Apesar de fugir de algumas questões das histórias em quadrinhos, frutos das escolhas da sequência de 2002, <em>Homem-Aranha 2</em> ocupa o primeiro lugar da lista e é um dos melhores filme de super heróis produzidos no cinema hollywoodianos.</p>
<p>Os outros longas realizados sobre o Aranha não merecem estar nesta lista, pois desmerecem a qualidade das histórias do herói nas telas e nas HQs. Eles não são um bom retrato do <em>Spider-Man</em>, como o terceiro filme do Raimi, em 2007. Peter Parker emo precisa dar conta de três vilões e duas namoradas e, no final das contas, o roteiro se perde, nada é bem explorado. Ou <em>O Espetacular Homem-Aranha</em>, de 2012. A tentativa de contar o início da jornada do rapaz decepciona por parecer uma cópia mal feita da trama de 2002. Com um elenco menos carismático e um vilão caricato, o público poderia se sentir entediado, o que não é algo esperado em uma projeção de ação.</p>
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		<title>Crítica: Homem-Aranha &#8211; De Volta ao Lar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jul 2017 00:30:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O subtítulo &#8220;De Volta ao Lar&#8221; de Homem-Aranha: De Volta ao Lar tem um significado específico na trajetória do personagem-título nos cinemas. Após um acordo com a Sony, detentora dos direitos de adaptação do herói para as telonas desde o primeiro filme dirigido por Sam Raimi e estrelado por Tobey Maguire nas telonas em 2002, a Marvel Studios traz para o seu panteão de personagens do projeto Vingadores uma de suas mais icônicas propriedades. Nesse sentido, o Homem-Aranha que verá nas telonas é bem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O subtítulo &#8220;De Volta ao Lar&#8221; de <i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar </i>tem um significado específico na trajetória do personagem-título nos cinemas. Após um acordo com a Sony, detentora dos direitos de adaptação do herói para as telonas desde o primeiro filme dirigido por Sam Raimi e estrelado por Tobey Maguire nas telonas em 2002, a Marvel Studios traz para o seu panteão de personagens do projeto <i>Vingadores</i> uma de suas mais icônicas propriedades. Nesse sentido, o Homem-Aranha que verá nas telonas é bem diferente daquele dos anos 2000, ele faz parte de todo um projeto de narrativa seriada cinematográfica calcado em marcas específicas. Os tempos são outros e, queira ou não queira, é imperativo para essa gigante do cinema inseri-lo em seu universo cinematográfico repleto de conexões entre seus diversos núcleos de personagem.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Esse Homem-Aranha de 2017 tem Tony Stark, o Homem de Ferro, como seu mentor e ídolo, gravitando em um mundo fortemente marcado pelo impacto cultural produzido pelos Vingadores, a ponto do Capitão América ser mostrado reiteradamente no colégio de Peter Parker em um vídeo institucional-educativo. Assim, olhando <i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar </i>por esses termos, o filme cumpre ao que veio, mostrando-se como mais uma ramificação coerente desse universo cinematográfico ao mesmo tempo em que procura estabelecer a personalidade desse novo Peter Parker nesse contexto. No entanto, por atender ao modelo narrativo da empresa Marvel Studios, bem-sucedido nas bilheterias e aceito pela crítica, o longa acaba sacrificando ocasionalmente momentos de genuína emoção que conectam o espectador ao protagonista, que, por sinal, eram feitos de maneira magistral por Sam Raimi em <i>Homem-Aranha </i>e <i>Homem-Aranha 2</i>. Portanto, visto como subproduto <i>Vingadores</i>, <i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar </i>cumpre sua função sem comprometer as marcas de um modelo de cinema que parece agradar ao espectador com a produção de uma narrativa leve, marcada pelo humor e que atenua qualquer gravidade no destino dos seus personagens com suas piadas autorreferenciais, porém, em um quadro comparativo, <i>De Volta ao Lar </i>não tem o impacto histórico e emocional das produções protagonizadas pelo personagem no início dos anos 2000. Falta um pouquinho de coração, ainda que se anuncie esse filme como o exemplar mais genuíno e fiel ao personagem das HQs que verá.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7888" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/spider-man_michael_keaton_batman_0.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar </i>é ambientado após os eventos de <i>Capitão América: Guerra Civil</i>. No filme, Peter Parker aguarda um retorno de Happy, fiel funcionário das empresas Stark, para uma próxima missão, caso o Homem de Ferro necessite dos seus serviços. Diante de meses de silêncio, Parker resolve sair por Nova York por conta própria como o Homem-Aranha e acaba descobrindo uma gangue liderada pelo Abutre que há tempos especializou-se em caçar armamentos e equipamentos deixados por aí pelos Vingadores e seus inimigos para vendê-los em um mercado paralelo. Assumindo a vida dupla como Peter Parker, lidando com os problemas mundanos de um adolescente no colegial, e como Homem-Aranha, enfrentando o Abutre e sua gangue, o personagem, ao longo do filme percorre uma trajetória na qual tem que aprender a lidar com suas limitações, escolhas e a responsabilidade que passa a assumir no momento em que veste o uniforme do herói.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar </i>certamente fará sucesso com o público e com quem já costuma dar certificado de aprovação aos filmes da Marvel. Está longe de apresentar um resultado ruim como <i>Homem de Ferro 3 </i>ou morno como <i>Thor </i>e <i>Thor: O Mundo Sombrio</i>, se igualando a resultados corretos como <i>Vingadores </i>e <i>Homem de Ferro, </i>mas não acima da média como <i>Capitão América: Soldado Invernal</i>.<i> </i> Não tem uma vírgula no roteiro desse filme que já não tenha sido testada com êxito em tantos outros exemplares da Marvel de grande aceitação pelo seu público. <i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar </i>ainda tem o mérito de ter um vilão bem construído em suas motivações, o Abutre vivido por Michael Keaton, algo que a Marvel sempre foi acusada de não conseguir desenvolver satisfatoriamente à exceção de Loki, mas isso nem chega a ser difícil já que a galeria de vilões do Homem-Aranha sempre foi conhecida como uma das melhores da empresa.</p>
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<p>Os melhores momentos de <i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar</i>, no entanto,<i> </i>não são àqueles em que ele adere irrestritamente à fórmula Marvel, ou seja, não estão nos <i>insights </i>cômicos que se apropriaram das referências à cultura adolescente ( trilha sonora <i>pop</i>, uso de filmagens &#8220;caseiras&#8221;, referências a <i>Star Wars</i>) ou ao próprio universo das adaptações em quadrinhos para o cinema (há um momento em que claramente é feita uma menção ao Batman de Christopher Nolan), mas quando o longa investe seu tempo no amadurecimento emocional e nos conflitos psicológicos do seu protagonista, um adolescente imaturo, de bom coração e cheio de inseguranças, algo que, por sinal, nos faz lembrar das razões que fizeram <i>Homem-Aranha </i>e <i>Homem-Aranha 2 </i>se conectarem com tantas pessoas por tanto tempo, Sam Raimi conseguia conduzir tais momentos como nenhum outro realizador. Uma cena específica do longa é, possivelmente, uma das mais fortes em termos de investimento emocional da Marvel Studios e infelizmente não se repete por mais vezes no filme:  Peter é soterrado por destroços e demonstra vulnerabilidade e medo por não conseguir se desvencilhar de uma situação que coloca em risco sua própria vida. Talvez <i>De Volta ao Lar </i>precisasse de mais momentos como esse para ser &#8220;aquele&#8221; filme da Marvel que fugisse de um esquema criativo tão burocrático como o que exibe em tantos outros exemplares a cada ano.</p>
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<p>Agradando aos fãs do filme do estúdio com a oferta de um modelo de narrativa que dosa humor com <i>fan service</i>, <i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar </i>usa esta fórmula consagrada à serviço de um personagem que parece se adequar a tais moldes. Ainda que os momentos de genuína humanidade e emoção da história se percam em meio à urgência de se produzir doses cavalares de comicidade, algo que demonstra um certo desgaste nas produções desse nicho, <i>Homem-Aranha: De Volta ao Lar </i>é um longa de entretenimento coerente e bem feito. É impossível não sair com uma mínima dose de satisfação ao final da sessão, especialmente os fãs do personagem que amargaram filmes tão decepcionantes quanto os  <i>reboots</i> <i>O Espetacular Homem-Aranha</i>, com Andrew Garfield como o personagem-título. Como fã do personagem somente em sua encarnação nos cinemas (as HQs do herói nunca fizeram parte da minha vida), <i>Homem-Aranha </i>e <i>Homem-Aranha 2 </i>de Sam Raimi ainda têm lugar cativo justamente pelo investimento emocional que faziam na trajetória e conflitos desse personagem, algo que, infelizmente, parece ser dissolvido nesse cinema de super-heróis que se faz hoje em dia. Mas, como sublinhei linhas atrás, para o bem e para o mal, são outros tempos.</p>
<p>Obs.: Há duas cenas pós-créditos ao final do filme. Portanto, só saia da sala quando o filme realmente tiver terminado (e a segunda cena pós-créditos vale muito a pena).</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/x5Q0AzHr3FM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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