<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Halloween - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/halloween/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/halloween/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 27 Oct 2022 15:50:41 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Halloween - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/halloween/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Especial: A trilogia Halloween</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/especial-trilogia-halloween/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/especial-trilogia-halloween/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Oct 2022 15:50:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Allyson Strode]]></category>
		<category><![CDATA[Andi Matichak]]></category>
		<category><![CDATA[Anthony Michael Hall]]></category>
		<category><![CDATA[Blumhouse Productions]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Cyphers]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Danny McBride]]></category>
		<category><![CDATA[David Gordon Green]]></category>
		<category><![CDATA[Debra Hill]]></category>
		<category><![CDATA[Dylan Arnold]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filme de Terror]]></category>
		<category><![CDATA[franquia]]></category>
		<category><![CDATA[Haddonfield]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween 2018]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween Ends]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween Kills: O Terror Continua]]></category>
		<category><![CDATA[James Jude Courtney]]></category>
		<category><![CDATA[Jamie Lee Curtis]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Blum]]></category>
		<category><![CDATA[John Carpenter]]></category>
		<category><![CDATA[Judy Greer]]></category>
		<category><![CDATA[Karen Strode]]></category>
		<category><![CDATA[Kyle Richards]]></category>
		<category><![CDATA[Laurie Strode]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Myers]]></category>
		<category><![CDATA[Nancy Stephens]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Castle]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Longstreet]]></category>
		<category><![CDATA[Rohan Campbell]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Universal Pictures]]></category>
		<category><![CDATA[Will Patton]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=16041</guid>

					<description><![CDATA[<p>Após 44 anos de espera, o fim do embate entre Laurie Strode e Michael Myers chegou aos cinemas. Halloween Ends estreou no dia 13 de outubro trazendo o aguardado encerramento da clássica franquia de terror. Como lançamento do terceiro longa-metragem da trilogia dirigida por David Gordon Green (O Que Te Faz Mais Forte, de 2018) e co-criada por ele e Danny McBride (A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, de 2021), o 13º filme mexeu com as estruturas da [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-trilogia-halloween/">Especial: A trilogia Halloween</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Após 44 anos de espera, o fim do embate entre Laurie Strode e Michael Myers chegou aos cinemas. <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween-ends/"><strong><em>Halloween Ends</em></strong></a> estreou no dia 13 de outubro trazendo o aguardado encerramento da clássica franquia de terror. Como lançamento do terceiro longa-metragem da trilogia dirigida por David Gordon Green (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-que-te-faz-mais-forte/"><em>O Que Te Faz Mais Forte</em></a>, de 2018) e co-criada por ele e Danny McBride (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-familia-mitchell-e-a-revolta-das-maquinas/"><i>A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas</i></a>, de 2021), o 13º filme mexeu com as estruturas da franquia ao trazer uma história inesperada em seu desfecho. Por conta disso, o filme não foi tão bem recebido pela crítica e, principalmente, pelos fãs.</p>
<p>Para entender a divisão de opiniões sobre a mais recente produção sobre o Bicho-Papão, é preciso revisitar seus dois antecessores. Dentre as inúmeras linhas cronológicas da franquia <strong><em>Halloween</em></strong> (ler mais sobre as cronologias no <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-cronologia-halloween/">especial do site</a>), a mais recente se estabelece a partir apenas do original e dos três novos filmes. Assim, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween/"><strong><em>Halloween</em></strong></a> (2018) funciona como uma <em>requel</em> &#8211; filme que recomeça uma linha temporal de uma saga/franquia, ao mesmo tempo que continua a narrativa a partir de algum dos seus capítulos anteriores -, continuando a jornada iniciado por John Carpenter e Debra Hill em 1978.</p>
<p>A escolha de ignorar os nove projetos lançados entre 1981 e 2009 foi essencial para que a ideia de Green e McBride se estabelecesse de forma concreta. A partir desse novo caminho, a narrativa seguiu a aura criada pela direção de Carpenter em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xvii-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-halloween-a-noite-do-terror/"><em><strong>Halloween: A Noite do Terror</strong></em></a> e entregaram um sucesso ao público. A estreia do primeiro longa-metragem da trilogia conquistou tanto a crítica quanto o público e garantiu que o projeto da trilogia se tornasse real, fazendo com que a Blumhouse desse a luz verde para que as outras duas sequências fossem produzidas. Na tentativa de levar essa energia do original até o final, a história criada se preocupou em expandir e renovar a franquia a partir de uma narrativa sobre traumas e marcas de feridas do passado.</p>
<figure id="attachment_16068" aria-describedby="caption-attachment-16068" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-16068" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-9-750x500.jpg" alt="Halloween (2018)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-9-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-9-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-9-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-9-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-9-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-9.jpg 945w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16068" class="wp-caption-text">James Jude Courtney em cena de &#8220;Halloween&#8221; (2018)</figcaption></figure>
<h3>De volta à Haddonfield</h3>
<p>Ao pensar no primeiro episódio desta trilogia, o público recebeu uma produção que se preocupa com o retorno. É um longa que tem por objetivo esclarecer suas escolhas que geraram sua origem, reintroduzir os personagens conhecidos e apresentar os novos rostos. Além disso, <em><strong>Halloween</strong></em> (2018) concentra a sua trama central no trauma e o que ele pode causar nas pessoas próximas. Assim, o foco principal do primeiro filme é mostrar como Laurie passou esses 40 anos após os eventos da noite de Halloween de 1978 e de que forma isso interferiu em sua vida. Ou seja, o roteiro co-escrito por Green, McBride e Jeff Fradley mergulha num drama sobre uma família atormentada pelo passado.</p>
<p>Três gerações das Strode foram afetadas pelo legado violento deixado por Michael Myers. Laurie, por ter sido a vítima direta da Figura, carrega a culpa do sobrevivente, além de viver em constante alerta, no aguardo do retorno do seu algoz. Por conta das feridas de Laurie, sua filha Karen (Judy Greer), cresceu num lar onde a inocência e a infância deram espaço para treinamentos de sobrevivência e um clima de insegurança. Na tentativa de quebrar essa corrente de traumas, Karen se afasta da mãe, o que interfere diretamente na relação de Laurie com sua neta Allyson (Andi Matichak). Essa cama de gato trançada por problemas não resolvidos do passado é o pano de fundo do longa-metragem lançado em outubro de 2018.</p>
<p>Esse desenho caótico de uma família despedaçada pelo medo é a força motriz da narrativa que retoma a franquia. Além da alta qualidade e precisão do roteiro, as dinâmicas por trás dos traumas das Strode complementam a narrativa. Assim como Laurie, o espectador se vê 100% em alerta a todo tempo, esperando que Michael apareça no canto da tela, preparado para ceifar mais vidas, mas essa insegurança e paranoia não para por aí. Uma vez que o público toma dimensão do que aconteceu com Laurie, a pergunta que fica é o que será dos sobreviventes dos eventos ainda mais violentos de <strong><em>Halloween</em></strong> (2018).</p>
<p>Com sequências de mortes surpreendentes e cada vez mais brutais, o espectador se choca com a força devastadora dos novos acontecimentos em Haddonfield. A contagem de corpos de <strong><em>Halloween</em></strong> (2018) supera a do filme de Carpenter e a antecipação para o confronto com Laurie só cresce. Quando é chegada a hora dessa luta cara a cara, o fã não fica decepcionado com uma sequência final tensa até o último minuto. A direção de David Gordon Green é poderosa na condução do pavor e da surpresa, ainda que não seja sutil e sugestiva como a do criador do filme original.</p>
<p>Por conta desse cenário de sucesso, as expectativas se tornaram estelares para seus sucessores. Com uma marca de mais de 255 milhões de dólares arrecadados, <strong><em>Halloween</em></strong> (2018) elevou a exigência dos fãs para outro nível, agora que o público teve o vislumbre de um filme consciente de seu legado que provou ser capaz de se aproximar das sensações causadas pelo original. A partir de agora, o espectador estaria contando os minutos para ver o que os próximos capítulos da trilogia guardariam de surpresa.</p>
<figure id="attachment_16069" aria-describedby="caption-attachment-16069" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16069" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-8-750x500.jpg" alt="Halloween (2018)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-8-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-8-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-8-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-8-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-8-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-8.jpg 900w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16069" class="wp-caption-text">Judy Greer, Jamie Lee Curtis e Andi Matichak em cena de &#8220;Halloween&#8221; (2018)</figcaption></figure>
<h3>O legado de Michael</h3>
<p>Depois de um final eletrizante &#8211; e que, para muitos fãs, poderia ter sido a conclusão da história do Bicho-Papão -, <strong><em>Halloween Kills: O Terror Continua</em></strong> (2021) tem a difícil missão de começar a sua jornada de uma forma tão apoteótica quanto o encerramento do seu antecessor. Como esperado, esse tipo de expectativa tão elevada não é o ideal para uma produção ser construída. Para dificultar ainda mais o processo do segundo filme, a pandemia de covid-19 teve seu <em>boom</em> na época das gravações, fazendo com que o cronograma inicial da produção mudasse por completo.</p>
<p>Com os atrasos e as novas dinâmicas vindas da pandemia, o projeto teve a sua estreia postergada em um ano e acabou sendo lançado tanto nos cinemas, como pelo <em>streaming</em> Peacock, nos Estados Unidos. Apesar dos fatores externos que tornavam ainda mais difícil a entrega da produção, a ideia para o capítulo dois sempre esteve clara para os co-criadores da trilogia. <strong><em>Halloween Kills</em></strong> se preocupa em descrever o outro lado da moeda sobre os ataques de Michael.</p>
<p>Qualquer evento brutal deixa marcas numa comunidade. Seja ele em grande escala ou não, assassinatos como os cometidos por Michael Myers não poderiam deixar de respingar na cidade. Esse reflexo das ações da Figura vão além da memória e da criação de um mito assustador, mas também deixou feridas abertas em Haddonfield. Não foi só Laurie e sua futura família que se viu marcada naquela noite de 1978, mas toda a cidade. E essa é a missão de <em><strong>Halloween Kills</strong></em>: explorar a relação entre os traumas vividos pela cidade e a violência que isso reverberou na pacata Haddonfield.</p>
<p>Diferente do primeiro filme que foca nas três gerações das Strode, <em><strong>Halloween Kills</strong></em> vai mostrar outros personagens que tiveram as suas vidas transformadas por conta de Myers. Os fãs podem descobrir como o encontro com Michael mudou a vida de personagens de 1978, como Tommy Doyle (Anthony Michael Hall), Lindsey Wallace (Kyle Richards), Leigh Brackett (Charles Cyphers) e Marion Chambers (Nancy Stephens). O retorno não apenas dos personagens mas dos atores e atrizes que os viveram há mais de 40 anos cria um efeito nostálgico nos fãs, o que ajuda a narrativa.</p>
<p>Além do retorno deles, o espectador passa a entender melhor a relação de outros personagens de <strong><em>Halloween</em></strong> (2018) com os eventos de 1978, como Cameron (Dylan Arnold), ex namorada da Allyson, que é filho de Lonnie Elam (Robert Longstreet), um menino que fazia bullying com Tommy e foi perseguido pelo Bicho-Papão. Outro que teve sua relação direta com a Figura esclarecida em <strong><em>Halloween Kills</em></strong> foi sobre Frank Hawkins (Will Patton). O policial que é atacado no primeiro filme da trilogia foi um dos responsáveis por prender Myers na noite de 1978 e os eventos daquela noite ainda o assombram. Dessa forma, o longa tenta se aproximar do público por trazer uma narrativa focada em indivíduos e na comunidade, mas a recepção disso não saiu como esperado.</p>
<p>Apesar de entender a escolha de aprofundar as narrativas sobre traumas que vão além de Laurie e sua família, isso acabou interferindo em outros pontos da narrativa. Como o roteiro de <strong><em>Halloween Kills</em></strong> segue diretamente os eventos do seu antecessor, a noite de Halloween de 2018 soa como algo interminável. A sensação que fica no espectador ao ver a extrapolação da história central (o embate entre Laurie e Michael) é de que a produção está se estendendo demais para que consiga durar três filmes e lucrar cada vez mais.</p>
<p>Um dos principais argumentos na crítica a <em><strong>Hallloween Kills</strong></em> é a ausência de Jamie Lee Curtis (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-em-todo-lugar-ao-mesmo-tempo/"><em>Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo</em></a>, de 2021). A <em>scream queen</em> que ajudou a construir o sucesso da franquia é deixada de lado por quase todo o filme, tendo uma participação quase inexistente. O filme se arrasta através da equação trauma + população = violência desenfreada e, ainda assim, a principal vítima disso não está presente, gerando incômodo no público.</p>
<figure id="attachment_16071" aria-describedby="caption-attachment-16071" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16071" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Kills-3-750x500.jpg" alt="Halloween Kills (2021)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Kills-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Kills-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Kills-3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Kills-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Kills-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Kills-3.jpg 900w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16071" class="wp-caption-text">Dylan Arnold, Andy Matichak e Robert Longstreet em cena de &#8220;Halloween Kills&#8221; (2021)</figcaption></figure>
<h3>O tortuoso caminho até o confronto final</h3>
<p>Apesar de compreender o caminho que quiseram trilhar em <em><strong>Halloween Kills</strong></em>, a produção deixa para o capítulo final a difícil missão de contornar os problemas do seu antecessor. Além disso, <strong><em>Halloween Ends</em></strong> carrega a responsabilidade de amarrar tudo o que já foi feito e entregar o final que os fãs aguardam há mais de 40 anos. A última parte da trilogia alcança a expectativa dos fãs no quesito do confronto entre Laurie e Michael, mas tropeça em diversas escolhas até chegar em sua conclusão.</p>
<p>Assim como em <strong><em>Kills</em></strong>, <strong><em>Halloween Ends</em></strong> deixa uma das estrelas da história de lado por muito tempo. Desta vez, Michael foi o escolhido (equivocadamente) pela produção para ficar de escanteio enquanto a sua saga se encaminha para um fim. Nesta narrativa, o Bicho-Papão está desaparecido desde o final da noite sangrenta de 2018. Quatro anos se passaram e nenhum sinal de Michael Myers, mas isso não impede que Haddonfield crie um novo monstro para lhe assombrar.</p>
<p>Esse legado de pavor é o peso que a pacata cidade carrega desde o sumiço de Michael. O medo dele aparecer e repetir os horrores vistos em 1978 e 2018 faz com que Haddonfield se torne cada vez mais cruel. É assim que Corey Cunningham (Rohan Campbell) se torna o novo odiado da comunidade. Ao lado de Laurie, ele é a pessoa que os outros fogem na rua ou quem decide atacar por conta do seu passado. A jornada de Corey se confunde com a de Myers no momento em que os dois se encontram no esgoto e algo maligno que residia no jovem rapaz é despertado após ficar cara a cara com a Figura.</p>
<p>Corey, em boa parte do filme, passa a assumir o manto da violência de Michael (figurativa e literalmente quando ele passa a usar a icônica máscara do assassino por um breve tempo). Dessa forma, o roteiro de Paul Brad Logan, Chris Bernier, McBride e Green decide, nos momentos finais da franquia do Bicho-Papão, criar um substituto para ele. Para a surpresa de poucos, essa escolha não foi abraçada por boa parte dos fãs e, menos ainda, pela crítica. Essa versão de um &#8220;Michael Jr.&#8221; somada ao romance entre Corey e Allyson são os maiores algozes de <strong><em>Halloween Ends</em></strong>.</p>
<p>Do outro lado da equação está a personagem de Jamie Lee tentando se libertar da prisão que ela viveu nos últimos 40 anos. Então, em <strong><em>Halloween Ends</em></strong>, o público se depara com uma Laurie que refez a sua vida e está tentando seguir em frente. Paralelamente, ela tenta dar suporte para sua neta fazer o mesmo e não cair na mesma armadilha que ela caiu décadas atrás. A escolha de mostrar uma Laurie buscando melhorar é interessante e coloca o espectador num lugar de conclusão.</p>
<p>A jornada da personagem principal da franquia tem coerência e é interessante, mas isso é posto em segundo plano em comparação com o arco de Corey, por exemplo. Mais uma vez um capítulo da trilogia se vê refém de escolhas que não soam orgânicas para a franquia. Essa percepção sobre a história encabeçada por Green dividiu opiniões e fez de <em><strong>Halloween Ends</strong></em> o mais criticado entre os novos filmes. Apesar disso, o longa foi o número 1 nas bilheterias brasileiras e continua a arrecadar cada vez mais.</p>
<p>Os percalços da franquia não são capazes de impedir que os fãs tenham vontade de ver o desfecho épico de um dos maiores filmes de terror da história do cinema hollywoodiano. <em><strong>Ends</strong></em>, ainda que com inúmeras falhas, consegue entregar um final satisfatório para o arco de Laurie, além de dar ao público uma última luta épica entre ela e Michael. Quanto a extrapolação sobre Corey e o relacionamento dele com Allyson, esses são alguns dos exemplos dos desvios que a história toma para se alongar, reforçando a sensação de que tudo deveria ter acabado em 2018.</p>
<figure id="attachment_16070" aria-describedby="caption-attachment-16070" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16070" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-8-750x500.jpg" alt="Halloween Ends (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-8-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-8-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-8-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-8-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-8-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-8.jpg 951w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16070" class="wp-caption-text">James Jude Courtney em cena de &#8220;Halloween Ends&#8221; (2022)</figcaption></figure>
<h3>O fim de uma era</h3>
<p>No final dessa jornada de mais de 40 anos, é inevitável pensar no que deu certo e errado. Ainda que o fã tente apreciar sua obra querida, escolhas narrativas ainda podem incomodar. Aqui, na trilogia que conclui a história de Laurie e Michael, existem caminhos que levantaram questionamentos ao público e à crítica. No entanto, apesar de não concordar com algumas dessas escolhas, ainda é possível enxergar o arco criado pela trilogia da Blumhouse como um produto coerente &#8211; ao menos a sua ideia.</p>
<p>Os longas-metragens são três grandes atos que dialogam sobre trauma, sobrevivência e medo. Em seu primeiro ato, a produção se preocupa em reconstruir o universo, o medo sobre a Figura e mostrar o quanto os traumas dominaram a vida das pessoas de Haddonfield. No segundo, a pauta passa a ser como o medo do Bicho-Papão dominou a vida de uma comunidade inteira, deixando ela cada vez mais paranoica, violenta e incapaz de superar os temores do passado. Por fim, o terceiro ato mostra que, mesmo com o passado supostamente morto (ou, neste caso, desaparecido), se o trauma não é superado, a pessoa ou o grupo vai fabricar ou arranjar um novo canalizador de suas ansiedades e pavores.</p>
<p>Analisando dessa forma, é evidente a coerência desta cronologia. Se comparado com a obra de Carpenter e Hill, é uma chance de aprofundar o mal encarnado que ficou conhecido em 1978. O verdadeiro problema foi o tempo que se levou para fazer isso. Três filmes foi um excesso. Apostar numa dilatação tão grande para uma história que daria, no máximo, dois longas foi o erro que afastou parte dos fãs da conexão desejada com o projeto da Blumhouse Productions em parceria com a Universal Pictures.</p>
<p>Além desse alongamento excessivo, deixar Michael e Laurie na geladeira (cada um em um filme) e dar evidência para <em>subplots</em> que nada mudaram na narrativa geral &#8211; como o romance entre Corey e Allyson &#8211; foram erros (quase) fatais. A produção recebeu críticas por conta dessas escolhas que, ainda hoje, não são bem vistas por parte do público. Apesar disso, em apenas duas semanas nos cinemas, <strong><em>Halloween Ends</em></strong> já faturou quase três vezes o seu orçamento e está cada vez mais próximo da bilheteria de seu antecessor.</p>
<p>Esse alvoroço gerado pela estreia do capítulo final é a prova viva de que a franquia <em><strong>Halloween</strong></em> se mantém poderosa. O fenômeno comercial ao longo das quatro décadas e 13 filmes mostra que o fã só deseja uma nova oportunidade de se assustar. O cuidado que se precisa ter, contudo, está no resultado entregue. Da mesma forma que o público sonha com um novo filme do seu personagem favorito, ele irá cobrar qualidade. Por isso que, apesar da longa vida, a franquia nunca fugiu das críticas ferrenhas do espectador. Mas, no fim da equação, os fãs de <strong><em>Halloween</em></strong> receberam o embate mais aguardado da história do cinema, pondo um ponto final nessa jornada de 44 anos.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-trilogia-halloween/">Especial: A trilogia Halloween</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/especial-trilogia-halloween/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Especial: A Cronologia da Franquia Halloween</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/especial-cronologia-halloween/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/especial-cronologia-halloween/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2022 18:35:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Danny McBride]]></category>
		<category><![CDATA[David Gordon Green]]></category>
		<category><![CDATA[Debra Hill]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Pleasence]]></category>
		<category><![CDATA[Filme de Terror]]></category>
		<category><![CDATA[franquia]]></category>
		<category><![CDATA[H2: Halloween 2]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween 2018]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween 4: O Retorno de Michael Myers]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween 5: A Vingança de Michael Myers]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween 6: A Última Vingança (199]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween Ends]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween H20: 20 Anos Depois]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween II: O Pesadelo Continua!]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween III: A Noite das Bruxas]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween Kills: O Terror Continua]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween: A Noite do Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween: O Início]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween: Ressurreição]]></category>
		<category><![CDATA[Jamie Lee Curtis]]></category>
		<category><![CDATA[Janet Leigh]]></category>
		<category><![CDATA[John Carpenter]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Gordon-Levitt]]></category>
		<category><![CDATA[Josh Hartnett]]></category>
		<category><![CDATA[Laurie Strode]]></category>
		<category><![CDATA[Malcolm McDowell]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Myers]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Williams]]></category>
		<category><![CDATA[Rob Zombie]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Atkins]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=16014</guid>

					<description><![CDATA[<p>A estreia de Halloween Ends tem dividido opiniões desde sua chegada aos cinemas brasileiros, no dia 13 deste mês. Apesar das ponderações sobre o rumo do terceiro filme da nova trilogia, é inevitável perceber a comoção causada pelo que parece ser o encerramento definitivo do embate entre Laurie Strode e Michael Myers. A história criada pelo diretor David Gordon Green (O Que Te Faz Mais Forte, de 2018) e roteirista Danny McBride (A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-cronologia-halloween/">Especial: A Cronologia da Franquia Halloween</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A estreia de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween-ends/"><em><strong>Halloween Ends</strong></em></a> tem dividido opiniões desde sua chegada aos cinemas brasileiros, no dia 13 deste mês. Apesar das ponderações sobre o rumo do terceiro filme da nova trilogia, é inevitável perceber a comoção causada pelo que parece ser o encerramento definitivo do embate entre Laurie Strode e Michael Myers. A história criada pelo diretor David Gordon Green (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-que-te-faz-mais-forte/"><em>O Que Te Faz Mais Forte</em></a>, de 2018) e roteirista Danny McBride (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-familia-mitchell-e-a-revolta-das-maquinas/"><i>A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas</i></a>, de 2021) encerra a jornada que deu continuidade ao filme de John Carpenter, lançado em 1978.</p>
<p>Tanto o sucesso de <strong><em>Halloween Ends</em></strong> como as críticas ferrenhas ao longa-metragem vêm de um histórico de mais de quatro décadas de apreciação e falhas. O fã da franquia <strong><em>Halloween</em></strong> já passou por inúmeros altos e baixos ao longo desses 44 anos de lançamentos. Em seus 13 longas &#8211; sendo um deles totalmente desconectado da figura de Myers -, a franquia de terror segue diversos caminhos cronológicos para construir diferentes possibilidades narrativas. E, em meio a esses caminhos, nem todas as produções trouxeram os melhores resultados ao espectador.</p>
<p>Para entender o histórico de derrapadas da franquia e, consequentemente, os dois lados da equação sobre o encerramento da trilogia criada por Green e McBride, a equipe do Coisa de Cinéfilo resolveu descrever as diferentes linhas cronológicas que compuseram essas quatro décadas de história no cinema de terror. As cronologias podem ser divididas em cinco linhas narrativas distintas que se iniciam com o filme antológico de Carpenter e Debra Hill e (por ora) se encerra com o mais novo filme de Michael, que está em cartaz nos cinemas brasileiros.</p>
<figure id="attachment_16031" aria-describedby="caption-attachment-16031" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16031" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-750x500.jpg" alt="Halloween: A Noite do Terror (1978)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-A-Noite-do-Terror-1.jpg 1350w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16031" class="wp-caption-text">Jamie Lee Curtis e Nick Castle em cena de &#8220;Halloween: A Noite do Terror&#8221; (1978)</figcaption></figure>
<h3><strong>O início do mito sobre o Bicho-Papão<br />
</strong></h3>
<p>A primeira linha cronológica é a com maior número de longas e, de longe, é a que mais se definhou com o passar do tempo. Tendo tido quase 20 anos de continuidade, a linha narrativa traz Laurie como a irmã mais nova de Myers que teve uma filha, Jamie, e a deu para adoção, na tentativa de salvar a vida da criança. A história se degrada de tal forma que sai de um Michael que é misterioso, indescritível e maligno para uma Figura imortal com uma fixação em matar irmãs e suas proles, com o apoio de um culto. Esse é um breve resumo do que aconteceu com o projeto de Carpenter e Hill ao longo desses primeiros 17 anos.</p>
<p>Apesar de altamente criticado pelo próprio diretor e co-roteirista, <strong><em>Halloween II:O Pesadelo Continua!</em></strong> (1981) ainda tem uma coerência estética e narrativa, mesmo sendo menos poderoso e aterrador que <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xvii-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-halloween-a-noite-do-terror/"><strong><em>Halloween: A Noite do Terror</em></strong></a> (1978). Ainda que tenha falhas, a existência do confronto direto entre Laurie e Michael é o que dá sentido à existência da franquia &#8211; coisa que é replicada nas outras linhas. A escolha, porém, de justificar a perseguição que Michael faz à <em>scream queen</em> nº1 é um dos maiores problemas da trama. Desmistificando a lenda do horror que a Figura foi em 1978, a franquia começa a sangrar sem parar.</p>
<p>De <em><strong>Halloween 4: O Retorno de Michael Myers</strong></em> (1988) até <strong><em>Halloween 6: A Última Vingança</em></strong> (1995), os produtores não conseguem o retorno de Jamie Lee e decidem substituir Laurie por sua filha. Sem o mesmo carisma e apelo aos fãs, os três últimos filmes desta linha fizeram parte do público perder, aos poucos, o interesse pelas novas matanças do Bicho-Papão. Além de Michael, a única ligação direta com os dois primeiros filmes é a presença de Dr. Loomis. E, nessa busca pelo paciente que ele alega ser o mal encarnado, o personagem eternizado por Donald Pleasence se torna cada vez mais consumido pela loucura.</p>
<p>Numa derrocada sem fim, <em><strong>Halloween 4</strong></em> e <em><strong>Halloween 5: A Vingança de Michael Myers</strong></em> (1989) tentam levantar a história com uma trama um pouco mais densa do que o último capítulo, mas sem sucesso. Os dois roteiros seguiram caminhos confusos entre si com uma Jamie ora traumatizada, ora seguindo os passos do tio. O resultado infrutífero dessas duas sequências ecoaram em <strong><em>Halloween 6</em></strong>. O último longa desta cronologia termina a jornada numa nota amarga e completamente esquecível com um dos piores filmes já feitos sobre o ícone <em>slasher</em>.</p>
<figure id="attachment_16033" aria-describedby="caption-attachment-16033" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16033" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-750x500.jpg" alt="Halloween 4: O Retorno de Michael Myers (1988)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-4-O-Retorno-de-Michael-Myers-1.jpg 1020w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16033" class="wp-caption-text">Danielle Harris em cena de &#8220;Halloween 4: O Retorno de Michael Myers&#8221; (1988)</figcaption></figure>
<h3><strong>Sem Michael, sem sucesso</strong></h3>
<p>A segunda linha narrativa da franquia <strong><em>Halloween</em></strong> só está dentro da franquia por conta do nome. <strong><em>Halloween III: A Noite das Bruxas</em></strong> (1982) coloca a Figura de lado e decide investir numa nova história. Apesar da ideia de trabalhar um dos principais símbolos do Mês das Bruxas, o terceiro filme da franquia é raso. A produção se arrasta e só é suportável por conta do esforço de Tom Atkins (<em>A Bruma Assassina</em>, de 1980, e <em>Fuga de Nova York</em>, de 1981), o qual não é suficiente para salvar a entediante produção.</p>
<p>A ineficiência de <em><strong>Halloween III</strong></em> não agradou os fãs que, como esperado, já não estavam contentes pela ausência de Laurie e Michael. A história das máscaras amaldiçoadas por bruxas existe apenas no imaginário dos aficionados pela franquia. Apesar da falta de interesse do público pelo longa, as máscaras utilizadas nele se tornaram um <em>easter eggs</em> presentes na franquia, como na brutal cena do parque de <strong><em>Halloween Kills: O Terror Continua</em></strong> (2021). Com o fracasso do longa, o grupo que detinha os direitos da franquia penaram por seis anos antes que conseguissem trazer outra vez o Bicho-Papão às telonas.</p>
<h3><strong>A volta de Jamie Lee</strong></h3>
<p>Três anos após o fracasso de <strong><em>A Última Vingança</em></strong>, os produtores da franquia perceberam que a solução para um novo <em><strong>Halloween</strong></em> seria retornar às origens e colocar a <em>scream queen</em> frente a frente com seu irmão assassino outra vez. Assim surgiu a ideia de <strong><em>Halloween H20: 20 Anos Depois</em></strong> (1998), o filme de aniversário da franquia que marca o retorno de Jamie Lee Curtis (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-em-todo-lugar-ao-mesmo-tempo/"><em>Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo</em></a>, de 2021) ao papel que propulsionou sua carreira.</p>
<p>Para que a nova história tivesse força e sentido, a produção escolheu ignorar as sequências que vieram depois de <em><strong>Halloween II</strong></em>. Ou seja, <strong><em>Halloween H20</em></strong> funciona como a primeira <em>requel</em> (filme que recomeça a linha temporal de uma saga ao mesmo tempo que continua a narrativa a partir de algum dos longas anteriores) da franquia. Neste caso, os filmes lançados de 1988 até 1995 se tornaram coisa do passado e o público foi conduzido por uma Laurie ainda traumatizada, que fugiu e mudou de nome para reconstruir sua vida.</p>
<figure id="attachment_16037" aria-describedby="caption-attachment-16037" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16037" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-750x500.jpg" alt="Halloween H20: 20 Anos Depois (1998)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-H20-Vinte-Anos-Depois-1-1.jpg 1095w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16037" class="wp-caption-text">Jamie Lee Curtis em cena de &#8220;Halloween H20: 20 Anos Depois&#8221; (1998)</figcaption></figure>
<p>Com participações especiais como da mãe de Jamie Lee, a eterna Marion Crane de <em>Psicose </em>(1960), Janet Leigh não é o único rosto conhecido de Hollywood que pode ser visto no longa. Josh Hartnett (<em>Penny Dreadful</em>, de 2014 a 2016), Michelle Williams (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-depois-do-casamento/"><em>Depois do Casamento</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-venom-tempo-de-carnificina/"><em>Venom: Tempo de Carnificina</em></a>, de 2021) e Joseph Gordon-Levitt (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-7-de-chicago-netflix/"><em>Os 7 de Chicago</em></a>, de 2020) são alguns nomes no início de suas carreiras que trazem sangue novo à franquia. Com esse elenco de peso somado ao novo caminho narrativo, sem as limitações dos anteriores, <strong><em>Halloween H20</em></strong> prosperou.</p>
<p>Como o filme recuperou o vigor da franquia, a máquina de dinheiro hollywoodiana não perderia a oportunidade de replicar o sucesso outra vez. Quatro anos após o lançamento de <strong><em>Halloween H20</em></strong>, chegou aos cinemas <strong><em>Halloween: Ressurreição</em></strong> (2002), o pior filme da franquia já feito. A produção falta sentido, bom gosto e uma história digna do Bicho-Papão &#8211; mesmo quando comparado ao terror criativo que é <strong><em>Halloween 6</em></strong>. Aqui a franquia perde Laurie mais uma vez e as matanças de Michael Myers se tornam parte de um <em>reality show</em> de má qualidade.</p>
<h3><strong>A Figura à la Zombie</strong></h3>
<p>Por conta do fracasso na bilheteria, crítica e entre os fãs, <strong><em>Ressurreição</em></strong> foi o último filme sobre Myers por alguns anos. Em 2007, o músico, produtor, roteirista e diretor de terror, Rob Zombie (<em>31</em>, de 2016, e <em>Os 3 Infernais</em>, de 2019), trouxe uma versão sua da história que deu origem ao <em>slasher</em>. <strong><em>Halloween: O Início</em></strong> é o <em>remake</em> que descreve a mesma história vista em 1978, só que de forma mais visceral &#8211; característica marcante do cinema de Zombie. No longa, o excesso é a palavra de ordem. Seja nas mortes mais brutais, nas atuações exageradas (em especial no novo Dr. Loomis, interpretado por Malcolm McDowell) ou na violência gráfica e verbal levada a última potência, o <em>remake</em> de <em><strong>Halloween</strong></em> se destaca pelo oposto da sutileza de Carpenter.</p>
<p>Tendo sido seguido por uma sequência, a quarta cronologia da franquia se encerra com uma continuação que extrapola &#8211; em todos os sentidos &#8211; tudo o que se sabia sobre a franquia. Zombie decide ir além, criando um pano de fundo sobrenatural para as ações de Michael. Esse teor fantasmagórico é o <em>plot</em> de <em><strong>H2: Halloween 2</strong></em> (2009) que envolve o espírito da mãe de Myers comandando as ações homicidas dele na expectativa de reunir a família outra vez &#8211; uma vez que Laurie também é irmã da Figura nesta cronologia.</p>
<p>A violência se eleva ainda mais na continuação, tornando algumas cenas insustentáveis de se assistir. É como se o objetivo do diretor e roteirista fosse enjoar o público com uma narrativa excessiva. Esse é o efeito de Rob Zombie. Criar imagens tão grotescas da Figura que, em alguns momentos, a única solução para o filme parece ser largá-lo pela metade. Com o teor sobrenatural, o projeto não foi amplamente recebido pelos fãs e foi fortemente atacado pela crítica.</p>
<figure id="attachment_16038" aria-describedby="caption-attachment-16038" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16038" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-750x500.jpg" alt="Halloween: O Início (2007)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-610x406.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-O-Inicio-3.jpg 1199w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16038" class="wp-caption-text">Daeg Faerch e Hanna Hall em cena de &#8220;Halloween: O Início&#8221; (2007)</figcaption></figure>
<h3><strong>A trilogia do fim</strong></h3>
<p>Outro resultado do efeito Zombie foi o tempo que precisou ficar afastado da franquia. Desde o lançamento em 1978, o público nunca ficou tantos anos sem um novo capítulo da história da Figura. O nome Michael Myers ficou longe das telas de cinema por 9 anos até que, em outubro de 2018, Green e McBride trouxeram o Bicho-Papão de volta para uma última rodada de sustos. <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween/"><em><strong>Halloween</strong></em></a> (2018) marcou o começo do que parecia ser uma próspera e marcante jornada na história da franquia.</p>
<p>A quinta e última linha cronológica também contém quatro produções e é a mais atual, tendo <em><strong>Halloween: A Noite do Terror</strong></em> como seu pontapé inicial. No entanto, assim como fez <strong><em>Halloween H20</em></strong>, a versão de 2018 também funciona como um <em>requel</em>, ignorando todas as produções que aconteceram de 1981 a 2009. Assim, Green e McBride construíram sua trilogia de aniversário (que foi iniciada 40 anos depois do primeiro filme) a partir de uma narrativa de traumas e reminiscências deixadas por essas feridas do passado.</p>
<p>Ainda que <strong><em>Halloween Kills</em></strong> e <strong><em>Halloween Ends</em></strong> sejam criticados por parte da crítica e dos fãs, eles fazem parte da melhor renovação e expansão já feita para a franquia. A nova trilogia consegue absorver a atmosfera do que foi o longa de Carpenter e tenta levar essa aura consigo até o final. Mesmo com alguns percalços narrativos &#8211; em especial com uma extensão da história maior do que talvez ela suportasse &#8211; o trabalho de David Gordon Green e Danny McBride leva o espectador ao momento mais aguardado nesses 44 anos que é a conclusão do embate entre o bem e o mal.</p>
<p>Com direito a uma cena de luta cheia de emoção e tensão, a conclusão da história da dupla Laurie e Michael é satisfatória e deixará saudade nos fãs. É inevitável lembrar de algumas escolhas ainda nubladas de <strong><em>Halloween Ends</em></strong>, mas os desdobramentos de <strong><em>Halloween Kills</em></strong> já soam mais coerentes do que quando foram lançados. Talvez essa trilogia precise de mais tempo para ser abraçada &#8211; ainda que com seus deslizes. No entanto, a pergunta que ressoa é: por quanto tempo deixarão a Figura morta e enterrada? Talvez a jornada de terror de Michael Myers não tenha tido seu fim definitivo, mas só o tempo &#8211; e os desejos financeiros de Hollywood &#8211; dirá.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-cronologia-halloween/">Especial: A Cronologia da Franquia Halloween</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/especial-cronologia-halloween/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Halloween Ends</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween-ends/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween-ends/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2022 18:11:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Andi Matichak]]></category>
		<category><![CDATA[Blumhouse Productions]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Danny McBride]]></category>
		<category><![CDATA[David Gordon Green]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filme de Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween Ends]]></category>
		<category><![CDATA[James Jude Courtney]]></category>
		<category><![CDATA[Jamie Lee Curtis]]></category>
		<category><![CDATA[John Carpenter]]></category>
		<category><![CDATA[Kyle Richards]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Castle]]></category>
		<category><![CDATA[Rohan Campbell]]></category>
		<category><![CDATA[Slashers]]></category>
		<category><![CDATA[Universal Pictures]]></category>
		<category><![CDATA[Will Patton]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=16015</guid>

					<description><![CDATA[<p>A antecipação é uma das armas mais poderosas para grandes produtoras e distribuidoras de filmes. A espera dos fãs por um novo projeto de determinado nicho ou um novo capítulo de uma saga querida costumam encher salas de cinema mundo afora e arrecadar montanhas de dinheiro. No entanto, essa mesma antecipação pode ter seus perigos. Quanto mais alta a expectativa, mais alta pode ser a decepção do público ao ver que o tão sonhado longa-metragem não alcançou seus desejos. Seria [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween-ends/">Crítica: Halloween Ends</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A antecipação é uma das armas mais poderosas para grandes produtoras e distribuidoras de filmes. A espera dos fãs por um novo projeto de determinado nicho ou um novo capítulo de uma saga querida costumam encher salas de cinema mundo afora e arrecadar montanhas de dinheiro. No entanto, essa mesma antecipação pode ter seus perigos. Quanto mais alta a expectativa, mais alta pode ser a decepção do público ao ver que o tão sonhado longa-metragem não alcançou seus desejos.</p>
<p>Seria esse o caso de <b><i>Halloween Ends</i></b>? O capítulo final dessa trilogia sobre uma das maiores franquias de terror da história chega aos cinemas nesta quinta-feira (13) com a promessa de ser o confronto definitivo entre o bem e o mal. O embate entre Laurie Strode e Michael Myers obviamente acontece, mas o restante da narrativa não é bem o que se espera. Assim, o que havia sido anunciado como uma história épica e inesquecível na verdade tem seus percalços ao longo dos seus 111 minutos de duração.</p>
<p>Após os eventos do Halloween de 2018, a pacata cidade americana de Haddonfield se viu sem novos traumas, mas também sem pistas sobre o paradeiro do temível bicho-papão local. No entanto, depois de quatro anos escondido, Michael Myers (James Jude Courtney) retorna à sua cidade natal para, enfim, ter o embate final com sua vítima favorita, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis).</p>
<p>É claro que o longa não se distancia completamente da sua promessa. <b><i>Halloween Ends</i></b> segue marcando a última batalha entre a primeira <i>final girl</i> e um dos bichos-papões mais conhecidos do cinema <i>slasher</i>. Da mesma forma, a produção também volta às origens e cria imagens similares às feitas por John Carpenter (<i>O Enigma de Outro Mundo</i>, de 1982, e <i>À Beira da Loucura</i>, de 1994) em seu filme original de 1978. No entanto, o trajeto para chegar ao momento esperado há mais de 40 anos pelos fãs da franquia foi repleto de <i>subplots</i> confusos e distantes do que se espera de <b><i>Halloween</i></b>.</p>
<p>Mas, para entender os deslizes de <b><i>Halloween Ends</i></b>, é preciso retornar ao seu início. David Gordon Green (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-que-te-faz-mais-forte/"><em>O Que Te Faz Mais Forte</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween/"><b><i>Halloween</i></b></a>, ambos de 2018) ao lado de seu companheiro de criação do conceito dessa trilogia, o produtor, ator e roteirista Danny McBride (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alien-covenant/"><em>Alien: Covenant</em></a>, de 2017, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-familia-mitchell-e-a-revolta-das-maquinas/"><i>A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas</i></a>, de 2021) começaram o processo com uma <i>requel</i> (continuação direta que refaz alguns conceitos da saga) fiel ao filme originário, sem perder suas características próprias. Em <i>Halloween Kills: O Terror Continua </i>(2021), Green e McBride ampliam a história, dando um enfoque maior nas consequências e marcas deixadas pelo terror causado por Michael. Apesar do pano de fundo interessante, isso já colocou de lado a personagem principal de Jamie Lee.</p>
<figure id="attachment_16018" aria-describedby="caption-attachment-16018" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16018" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-5-750x500.jpg" alt="Halloween Ends (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-5-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-5-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-5-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-5-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-5-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Halloween-Ends-5.jpg 1050w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16018" class="wp-caption-text">Jamie Lee Curtis e James Jude Courtney em cena de “Halloween Ends” (2022)</figcaption></figure>
<p>Agora, no terceiro capítulo dessa narrativa banhada por sangue e cicatrizes, os co-criadores da trilogia vão além (e não no bom sentido). As feridas abertas das Strode e da própria cidade de Haddonfield dão espaço para um romance shakespeariano e um enfoque num novo personagem. E é preciso entender que, para durar três filmes, a história deveria se expandir. Ainda que com os problemas, a dimensão social trazida em <i>Halloween Kills</i> é interessante e inteligente, mas, em <b><i>Halloween Ends</i></b>, essa extrapolação mais parece encheção de linguiça do que uma verdadeira ferramenta narrativa.</p>
<p>Esses artifícios de dilatação da história soam, em muitos momentos, frágeis e sem propósito. Os fãs da franquia aguardaram 44 anos para ver A Figura ter seu fim sob as mãos da <i>final girl</i> original e isso parece ser secundário durante mais da metade de <b><i>Halloween Ends</i></b>. No lugar do confronto final, vemos Laurie proibindo um amor tão rápido e perigoso quanto o de Romeu e Julieta. E, como dito anteriormente, quanto maior a expectativa, maior a decepção quando ela não é atendida.</p>
<p>É uma pena ver uma produção com tanto potencial ir desmoronando ao longo dos anos. O que começou como uma promessa de paixão e qualidade aos fãs de <b><i>Halloween</i></b>, termina com um gosto amargo de interferência da máquina hollywoodiana de fazer dinheiro. Ao menos, a tão aguardada sequência final de luta entre Laurie e Michael foi digna. Um embate cheio de sombras, dor e momentos de tensão, como Green e McBride souberam fazer em <i>Halloween</i> (2018).</p>
<p>Ainda que com suas falhas e deslizes, <b><i>Halloween Ends</i></b> demarca o fim de uma história que mudou o cinema de terror e deu vida aos filmes <i>slashers</i>. A franquia <b><i>Halloween</i></b> parece ter tido um encerramento que, com problemas ou não, se mostra mais coerente e coeso do que as versões anteriores. Falta agora saber o que o futuro guarda aos fãs da franquia porque, como a própria Laurie diz no longa, o mal não morre, ele apenas muda de forma.</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Gordon Green</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jamie Lee Curtis, Andi Matichak, Rohan Campbell, Will Patton, Kyle Richards e James Jude Courtney</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="Halloween Ends | Trailer Final" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/gz1-ixdPGhM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween-ends/">Crítica: Halloween Ends</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween-ends/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>XVII Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Halloween: A Noite do Terror</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/xvii-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-halloween-a-noite-do-terror/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/xvii-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-halloween-a-noite-do-terror/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Dec 2021 19:14:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween: A Noite do Terror]]></category>
		<category><![CDATA[John Carpenter]]></category>
		<category><![CDATA[XVII Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[XVII Panorama Internacional Coisa de Cinema]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=14926</guid>

					<description><![CDATA[<p>Como começar a escrever sobre um dos maiores clássicos de terror de todos os tempos? Sobretudo quando esta que vos escrever tem o filme como o seu preferido do gênero, é difícil saber como colocar em palavras toda a emoção que é assistir uma obra de John Carpenter na tela grande. Confissões à parte, revistando o longa-metragem Halloween: A Noite do Terror é possível compreender o que faz dele o que ele é. A atmosfera de tensão e pavor, mesclada [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xvii-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-halloween-a-noite-do-terror/">XVII Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Halloween: A Noite do Terror</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como começar a escrever sobre um dos maiores clássicos de terror de todos os tempos? Sobretudo quando esta que vos escrever tem o filme como o seu preferido do gênero, é difícil saber como colocar em palavras toda a emoção que é assistir uma obra de John Carpenter na tela grande. Confissões à parte, revistando o longa-metragem <strong><em>Halloween: A Noite do Terror</em></strong> é possível compreender o que faz dele o que ele é.</p>
<p>A atmosfera de tensão e pavor, mesclada ao tom adolescente das personagens, de um lado tensiona o espectador e, do outro, o aproxima daquela realidade. Neste jogo de empatia e susto, o roteiro de Carpenter – escrito juntamente com Debra Hill (<em>A Bruma Assassina</em>) – brincam com a crença do público e surpreende por saber jogar com a suspensão e o relaxamento. Devido ao fato das mortes demoraram de acontecer, quando o primeiro assassinato ocorre, o impacto chega ainda maior.</p>
<p>A partir dali, do falecimento de Annie (Nancy Kyes), o massacre é sequencial e, ainda assim, o temor vai crescendo a cada minuto. A incerteza da sobrevivência das personagens é o que causa esta sensação. Já sem saber quais os limites do vilão Michael Myers (Tony Moran), a vítima fatal posterior é sempre uma dúvida. Até o destino da final girl, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis), é posto em questão em diversas sequências, bem como a mortalidade do próprio Myers.</p>
<p>Nesta lógica, outros elementos técnicos fortalecem esta estrutura. Em seu decupagem e fotografia, <em>Halloween</em> tem um jogo de iluminação, enquadramento e movimentação de câmera que ampliam ou especificam o olhar para o ponto de tensão. É quase como se Michael fosse um Wally a ser procurado, para evitar se assustar com a sua presença que chega e some repentinamente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14956" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/c08bc42009f7078d2ab599552625387014b98704eda2c9d3bb4c5c9fbec6b656._RI_V_TTW_.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/c08bc42009f7078d2ab599552625387014b98704eda2c9d3bb4c5c9fbec6b656._RI_V_TTW_.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/c08bc42009f7078d2ab599552625387014b98704eda2c9d3bb4c5c9fbec6b656._RI_V_TTW_-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/c08bc42009f7078d2ab599552625387014b98704eda2c9d3bb4c5c9fbec6b656._RI_V_TTW_-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/c08bc42009f7078d2ab599552625387014b98704eda2c9d3bb4c5c9fbec6b656._RI_V_TTW_-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Os momentos ápices desta estratégia é quando o serial killer está bem do lado de alguém e a pessoa não nota, até que seja tarde ou quase tarde demais. Esta apreensão contínua também é fomentada pelo fato das histórias que formam o enredo completo acontecerem de maneira paralela. Enquanto o Dr. Loomis, por exemplo, está na antiga residência de Myers e pode ser atacado a qualquer instante, Laurie cuida de duas crianças sozinhas. Onde Michael chegará primeiro?</p>
<p>Por fim, em termos positivos, pode-se dizer que o arremate final para a o longa ser bem sucedido é a sua música original, composta pelo próprio Carpenter. Atualmente é icônica, justamente por ela ser tão significante em transmitir as emoções que John parece desejar passar. Ela que marca as movimentações de Myers na tela, as viradas da narrativa, os respiros, o clímax e o desenlace.</p>
<p>Na verdade, toda a sonoridade presente na produção eleva a sua potencialidade, por este anúncio situacional bem colocado. No entanto, ainda que o longa seja tão bem executado, existem aspectos que envelheceram mal. A intenção não é retirar mérito algum seu, porém é necessário compreender que algo que foi lançando em 1978 pode conter um olhar desatualizado. Ao mesmo tempo, é importante convocar o ponto de vista de alguém que está fazendo uma crítica em 2021.</p>
<p>Dentre alguns fatores como diálogos sexistas, talvez, o maior desconforto seja mesmo a objetificação do corpo feminino, principalmente nas cenas de morte. Esta é uma característica insistente dentro do terror que, lentamente, vem sendo reconsiderada e atualizada. Contudo, a sexualização das mulheres nos momentos em que elas vão morrer é um tanto desagradável de acompanhar, sobretudo na contemporaneidade.</p>
<p><strong><em>Halloween: A Noite do Terror</em></strong> continua sendo um marco para seu gênero e conseguiu em suas tantas continuações encaminhar a figura da mulher para locais um pouco menos machistas, principalmente nas sequências de 2018 e 2021. Todavia, ao menos, com todos o questionamentos que possam ser feitos, há sempre Laurie Strode para torcer até o último segundo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> John Carpenter</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jamie Lee Curtis, Donald Pleasence, Nancy Kyes.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/T5ke9IPTIJQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xvii-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-halloween-a-noite-do-terror/">XVII Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Halloween: A Noite do Terror</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/xvii-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-halloween-a-noite-do-terror/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Especial: Slashers que você pode assistir antes de American Horror Story: 1984</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/especial-slashers-que-voce-pode-assistir-antes-de-american-horror-story-1984/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/especial-slashers-que-voce-pode-assistir-antes-de-american-horror-story-1984/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2019 18:08:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Lista]]></category>
		<category><![CDATA[A Morte convida para Dançar]]></category>
		<category><![CDATA[A Vingança de Crospy]]></category>
		<category><![CDATA[Acampamento Sinistro]]></category>
		<category><![CDATA[American Horror Story]]></category>
		<category><![CDATA[Chamas da Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Comunhão]]></category>
		<category><![CDATA[Dia dos Namorados Macabro]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween]]></category>
		<category><![CDATA[Natal Sangrento]]></category>
		<category><![CDATA[O Pássaro Sangrento]]></category>
		<category><![CDATA[Pânico]]></category>
		<category><![CDATA[Sexta-Feira 13]]></category>
		<category><![CDATA[Slashers]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=11101</guid>

					<description><![CDATA[<p>Popularizado na primeira metade da década de 1980, os slashers são um subgênero do terror caracterizado por histórias de assassinos seriais perseguindo suas vítimas, normalmente, adolescentes. A maioria dos títulos desse nicho eram ambientados em acampamentos de verão, mas há variações curiosas dentro das possibilidades ofertadas pelo gênero. Os slashers serão homenageados pela mais recente temporada de American Horror Story intitulada 1984, que estreia em 18 de setembro desse ano. Títulos como Sexta-Feira 13, Halloween e, posteriormente, na década de 1990 Pânico e Eu Sei o Que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-slashers-que-voce-pode-assistir-antes-de-american-horror-story-1984/">Especial: Slashers que você pode assistir antes de American Horror Story: 1984</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Popularizado na primeira metade da década de 1980, os <em>slashers </em>são um subgênero do terror caracterizado por histórias de assassinos seriais perseguindo suas vítimas, normalmente, adolescentes. A maioria dos títulos desse nicho eram ambientados em acampamentos de verão, mas há variações curiosas dentro das possibilidades ofertadas pelo gênero.</p>
<p>Os <em>slashers </em>serão homenageados pela mais recente temporada de <em>American Horror Story</em> intitulada <em>1984</em>, que estreia em 18 de setembro desse ano. Títulos como <em>Sexta-Feira 13, </em><em>Halloween</em> e, posteriormente, na década de 1990 <em>Pânico </em>e <em>Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado </em>consagraram o gênero e seus personagens, mas vale a atenção em outras obras, que, por sinal, foram lançadas em DVD recentemente pela Versátil na coleção <em>Slasher</em> que já está no seu quinto volume.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11109" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Acampamento-Sinistro-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Acampamento-Sinistro.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Acampamento-Sinistro-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Acampamento-Sinistro-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<em><strong>Acampamento Sinistro (Sleepaway Camp</strong></em><strong>, 1983)</strong></p>
<p>Onde encontrar: Volume 1</p>
<p>Na tradição de <em>Sexta-Feira 13</em>, o filme acompanha um grupo de adolescentes em um acampamento de verão onde estranhos assassinatos começam a acontecer. O longa acompanha sobretudo a história da adolescente Angela, uma garota traumatizada que mal fala. A produção tem um <em>twist </em>no seu terceiro ato bastante original e que até hoje dá o que falar por trazer discussões raras nesse tipo de produção.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11112" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Chamas-Da-Morte__-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Chamas-Da-Morte__.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Chamas-Da-Morte__-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Chamas-Da-Morte__-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<strong><em>Chamas da Morte/ A Vingança de Crospy (The Burning</em>, 1981)</strong></p>
<p>Onde encontrar: Volume 1</p>
<p>O filme tem o roteiro e a produção dos irmãos Weinstein antes da Miramax se transformar na empresa que virou na década de 1990. Segundo relatos do diretor de efeitos visuais da produção, Tom Savini, os Weinstein tinham a ideia do filme na gaveta e foram surpreendidos com o lançamento de <em>Sexta-Feira 13 </em>em 1980. Também ambientado num acampamento de verão, o longa acompanhava um grupo de adolescentes aterrorizado por um antigo zelador desfigurado anos antes por um grupo de rapazes que queriam se vingar do seu comportamento perverso na supervisão das atividades.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11105" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Ojz2f-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Ojz2f.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Ojz2f-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Ojz2f-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<em><strong>O Pássaro Sangrento </strong></em><strong>(<em>StageFright</em>, 1987)</strong></p>
<p>Onde encontrar: Volume 1</p>
<p>Dirigido pelo italiano Michele Soavi, uma das crias de Dario Argento, <em>O Pássaro Sangrento </em>é um dos títulos mais originais do gênero ao ter no centro da sua ação um grupo de teatro vítima das ações de um assassino durante a montagem de um espetáculo. O longa é marcado por uma riqueza visual que se estende à concepção do próprio assassino da história, que usa durante toda a narrativa uma máscara de coruja.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11111" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Dia-Dos-Namorados-Macabro-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Dia-Dos-Namorados-Macabro.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Dia-Dos-Namorados-Macabro-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Dia-Dos-Namorados-Macabro-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<em><strong>Dia dos Namorados Macabro (My Bloody Valentine</strong></em><strong>, 1981)</strong></p>
<p>Onde encontrar: Volume 2</p>
<p>O gênero também é marcado por alguns títulos que fizeram referência a datas comemorativas como <em>Dia dos Namorados Macabro </em>que traz a história de uma série de assassinatos cometidos por um mineiro em uma cidadezinha em pleno dia dos namorados. Como muitos longas da época, o filme ganhou um <em>remake</em> em 2009.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11110" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Natal-Sangrento-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Natal-Sangrento.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Natal-Sangrento-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Natal-Sangrento-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<em><strong>Natal Sangrento (Silent Night, Deadly Night</strong></em><strong>, 1984)</strong></p>
<p>Onde encontrar: Volume 3</p>
<p>Lançado originalmente numa versão com cortes para suavizar as cenas de violência, <em>Natal Sangrento </em>é um <em>slasher </em>que tem como assassino um rapaz fantasiado de Papai Noel traumatizado após passar anos num orfanato depois que seus pais foram assassinados por um homem vestido como o simbólico personagem natalino. O filme parece ter uma clara intenção de desmistificar o imaginário infantil sobre o Papai Noel e isso acabou causando um certo desconforto no ano do seu lançamento comercial.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11108" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Comunhao-750x500.png" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Comunhao.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Comunhao-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Comunhao-360x240.png 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<em><strong>Comunhão (Alice, Sweet Alice, </strong></em><strong>1976)</strong></p>
<p>Onde encontrar: Volume 4</p>
<p>O mais antigo slasher da nossa lista é um dos títulos seminais do gênero narrando a história de uma garota assassinada durante sua primeira comunhão com todas as suspeitas do ato direcionadas para a sua irmã. A produção traz no elenco Brooke Shields e tem um forte comentário social.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11107" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/261669_full-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/261669_full.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/261669_full-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/261669_full-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><br />
<em><strong>A Morte convida para Dançar </strong></em><em><strong>(Prom Night</strong></em><strong>, 1980)</strong></p>
<p>Onde encontrar: Volume 5</p>
<p>No longa, um assassino mascarado persegue quatro jovens durante um baile de formatura no colegial. As vítimas estão vinculadas a uma brincadeira que resultou na morte de uma garota anos antes. O longa tem nomes como Leslie Nielsen e Jamie Lee Curtis, dois anos depois de estrelar <em>Halloween</em> de John Carpenter. O filme ganhou um remake em 2008 de mesmo título.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-slashers-que-voce-pode-assistir-antes-de-american-horror-story-1984/">Especial: Slashers que você pode assistir antes de American Horror Story: 1984</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/especial-slashers-que-voce-pode-assistir-antes-de-american-horror-story-1984/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Halloween é o destaque nas estreias desta semana (25/10). Confira o que entra em cartaz nos cinemas!</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/halloween-estreias-cinema/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/halloween-estreias-cinema/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 16:38:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias da Semana]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Fúria em Alto Mar]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween]]></category>
		<category><![CDATA[Meu Anjo]]></category>
		<category><![CDATA[Podres de Ricos]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=9500</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quatro década depois de ter escapado do ataque de Michael Myers em uma noite de Halloween, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) terá que confrontar o assassino mascarado pela última vez. Ela foi perseguida pela memória de ter sua vida por um triz, mas dessa vez, quando Myers retorna para a cidade de Haddonfield, ela está preparada. Confira a nossa crítica clicando aqui! Podres de Ricos Direção: Jon M. Chu Elenco: Constance Wu, Henry Golding, Michelle Yeoh Podres de Ricos segue [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/halloween-estreias-cinema/">Halloween é o destaque nas estreias desta semana (25/10). Confira o que entra em cartaz nos cinemas!</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quatro década depois de ter escapado do ataque de Michael Myers em uma noite de Halloween, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) terá que confrontar o assassino mascarado pela última vez. Ela foi perseguida pela memória de ter sua vida por um triz, mas dessa vez, quando Myers retorna para a cidade de Haddonfield, ela está preparada. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xexYvgXM0OA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9488" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Crazy-Rich-Asians.jpg" alt="Podres de Ricos" width="610" height="348" /><br />
<strong>Podres de Ricos</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Jon M. Chu<br />
<strong>Elenco:</strong> Constance Wu, Henry Golding, Michelle Yeoh</p>
<p>Podres de Ricos segue os passos da nova-iorquina Rachel Chu (Wu) em sua viagem a Singapura para acompanhar o namorado Nick Young (Golding), com quem tem um relacionamento de longa data, à festa de casamento do melhor amigo dele. Animada com sua primeira visita à Ásia, mas também um pouco nervosa por conhecer a família de Nick, Rachel está totalmente despreparada para lidar com alguns detalhes importantes que Nick “esqueceu” de contar sobre a vida dele. A verdade é que Nick não apenas é o herdeiro de uma das famílias mais ricas como também um dos solteirões mais cobiçados do país. Como namorada de Nick, é como se Rachel tivesse um alvo pintado em suas costas bem na mira de invejosas socialites e, pior ainda, da própria mãe de Nick (Yeoh), que desaprova o namoro. Muito em breve vai ficar cada vez mais claro que, embora dinheiro não compre amor, pode definitivamente complicar a vida. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-podres-de-ricos/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/5KIv42RveGs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9483" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Meu-Anjo.jpg" alt="Meu Anjo" width="610" height="348" /><br />
<strong>Meu Anjo</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Vanessa Filho<br />
<strong>Elenco:</strong> Marion Cotillard, Ayline Aksoy-Etaix, Alban Lenoir</p>
<p>Marlène (Marion Cotillard) tem uma filha de oito anos a quem não dispensa muita atenção, mais interessada em bebedeiras, festas e homens. Certa noite ela vai a uma celebração numa boate acompanhada da menina, mas a manda sozinha para casa, permanecendo com um novo pretendente. Os dias passam e Marlène não vai ao reencontro da menina, deixando-a entregue à sua própria sorte e sem qualquer notícia da mãe. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-anjo/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/meZidMtIHWM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9501" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/3960284.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Fúria em Alto Mar" width="610" height="348" /><br />
<strong>Fúria em Alto Mar</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Donovan Marsh<br />
<strong>Elenco:</strong> Gerard Butler, Gary Oldman, Common</p>
<p>Em meio a conflitos entre EUA e Rússia, submarinos de ataque nuclear altamente sofisticados rondam as profundezas do Oceano Ártico. Quando o presidente russo é capturado por inimigos, o capitão Joe Glass (Gerard Butler), se une a um grupo de elite da Marinha norte-americana para tentar salvá-lo. Agora, americanos e russos devem trabalhar juntos para impedir que uma Terceira Guerra Mundial se inicie.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4Cm260SkQUA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/halloween-estreias-cinema/">Halloween é o destaque nas estreias desta semana (25/10). Confira o que entra em cartaz nos cinemas!</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/halloween-estreias-cinema/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Especial: Franquia Halloween</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/especial-franquia-halloween/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/especial-franquia-halloween/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 16:21:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[franquia]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween]]></category>
		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=9466</guid>

					<description><![CDATA[<p>Tudo começou no dia 25 de outubro de 1978. Desde essa fatídica quarta-feira, há quase quarenta anos, o mundo passou a conhecer a verdadeira face do mal. O serial killer Michael Myers – também conhecido como Bicho-papão (Bogeyman) ou The Shape (a Forma) – inaugurou uma nova era do terror. A violência humana mostrada em sua essência mais sangrenta e selvagem passou a ser o foco principal de discussão de diversos longas-metragens desde a estreia do Bicho-papão nas telonas. Apesar [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-franquia-halloween/">Especial: Franquia Halloween</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo começou no dia 25 de outubro de 1978. Desde essa fatídica quarta-feira, há quase quarenta anos, o mundo passou a conhecer a verdadeira face do mal. O serial killer Michael Myers – também conhecido como Bicho-papão (<em>Bogeyman</em>) ou <em>The Shape</em> (a Forma) – inaugurou uma nova era do terror. A violência humana mostrada em sua essência mais sangrenta e selvagem passou a ser o foco principal de discussão de diversos longas-metragens desde a estreia do Bicho-papão nas telonas.</p>
<p>Apesar de Norman Bates (<em>Psicose</em>, de 1960) ter sido o embaixador da nova perspectiva sobre os psicopatas das películas, Michael pode ser considerado o desbravador desse mundo. O universo psicológico dos assassinos nos filmes de terror se tornou uma vertente muito forte nas últimas quatro décadas &#8211; com os longas antagonizados por Jason Vooheers e Hannibal Lecter, por exemplo. A profundidade e incompreensão da maldade de cada um desses vilões é um dos fatores que mais fascinam o público. Halloween se mostrou uma das franquias mais rentáveis nesse sentido. A exploração da falta de humanidade de <em>The Shape</em> se tornou a mina de ouro das produtoras, fazendo dessa franquia a quarta maior arrecadação de terror nos EUA.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9497" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/halloween-4.png" alt="especial halloween" width="610" height="348" /></p>
<h4>A era da violência</h4>
<p>Michael Myers é a mais pura expressão da violência existente no ser humano. Uma mistura de cognição infantil – onde ele não difere o que são ações socialmente aceitáveis – com o homem em estado de natureza, matando e lutando pelo simples instinto animal que existe nele. Michael esconde todas essas características intrínsecas a sua maldade assustadora por trás do vazio que ele personifica. Um vazio que é representado desde a escuridão dos olhos na máscara usada por ele até a própria tentativa de compreensão dos atos monstruosos dele, feita pelo dr. Sam Loomis (Donald Pleasence). O estudo da mente desse assassino é uma tecla batida e rebatida mil vezes durante os 10 filmes da franquia, normalmente personificada pela figura emblemática que é a personagem de Donald. E um dos fatores que move essa série de filmes é a falta de explicação para a maldade que existe em Michael a qual o motiva a cometer tantas atrocidades.</p>
<p>Graças a mitológica figura que Myers se tornou, a franquia pôde sobreviver durante anos – mesmo que através de uma condução precária – com um total de 10 filmes sobre <em>The Shape</em> e 1 que aborda apenas a temática do dia das bruxas (<em>Halloween III</em>, de 1982). Assim foi construído a saga slasher sobre um dos assassinos mais notáveis desse universo. A dificuldade em manter a qualidade de uma franquia durante tantos filmes é evidente – em especial com mudanças constantes de direção, produção e roteiro. Tais trocas afetaram diretamente nas produções, o que acarretou em algumas películas confusas, forçadas e até malfeitas.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9496" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/MV5BYzA3OWI2MGQtODYyZS00NDUwLWFlZGItMGY5MzA4YzYyNDY3XkEyXkFqcGdeQXVyNzg3Mzk0Nw@@._V1_.jpg" alt="especial halloween" width="610" height="348" /></p>
<h4>Os pontos fora da curva</h4>
<p>Devido as questões distintas de produção, é possível escalonar os longas da franquia entre os melhores e piores. O critério qualitativo aplicado nessa situação é estranhamente objetivo. Dentre as tantas obras que abordam a perversidade de Michael Myers, <em>Halloween 6 &#8211; A Última Vingança</em> (1995) e <em>Halloween &#8211; Ressurreição</em> (2002) são as mais fora de órbita possível. Elas se igualariam em defeitos e insanidades criativas a <em>Jason X</em> (2001), onde o assassino de Crystal Lake vai para o espaço. Nessa linha de extrapolações negativas, logo vem as histórias com a suposta filha de Laurie Strode, interpretada por Danielle Harris, <em>Halloween 4 &#8211; O Retorno de Michael Myers</em> (1988) e <em>Halloween 5 &#8211; A Vingança de Michael Myers</em> (1989), que foram pontas soltas criadas apenas para explicar o retorno do <em>Bogeyman</em> e de suas ações sanguinárias. Dessa forma, esses quatro longas-metragens seriam os piores produtos criados como sequências para os eventos iniciados por John Carpenter em 1978.</p>
<p>Entre 2007 e 2009 surgiram um remake e a sua sequência. O músico, diretor e roteirista Rob Zombie deu vida a essa nova visão da história de Michael. Com muita violência gráfica e um toque meio sobrenatural, Zombie repaginou a narrativa de uma maneira confusa e completamente fora de contexto. Quando se pensa em <em>Halloween</em> (2007) dentro da mitologia criada por Carpenter, o filme segue uma estrada fatídica para o fracasso. Ao pensar nele como um filme <em>slasher</em> isolado, a nova perspectiva dada pelo diretor é até interessante, mas a sua continuação, <em>Halloween II</em> (2009), não agrada por se perder dentro do seu próprio universo ao adicionar excessivamente elementos extra narrativos – a exemplo das bizarras aparições da mãe de Michael como justificativa para o seu instinto assassino.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9495" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/halloween-h20.jpg" alt="especial halloween" width="610" height="348" /></p>
<h4>Uma luz na escuridão de roteiros</h4>
<p>Em meio a toda essa barbárie feita com os roteiros sobre o terror do halloween, eis que existem três películas as quais valem a pena. <em>Halloween</em> (1978) é, sem sombra de dúvidas, o melhor resultado da franquia, tanto que ela é a justificativa para existirem todas as continuações (boas e ruins). Em seguida existem duas produções que foram bem construídas. <em>Halloween II</em> (1981) e <em>Halloween H20: Vinte Anos Depois</em> (1998) conseguiram, apesar de não serem igualmente inovadoras quanto o original, cumprir o seu papel dentro do universo da melhor maneira possível. E, em paralelo a toda essa narrativa, existe <em>Halloween III &#8211; A Noite das Bruxas</em> (1982) que, mesmo fazendo parte da franquia, seus acontecimentos são isolados e nada interferem ou se relacionam com as outras produções.</p>
<p>Em 2018, quarenta anos após o início de toda essa trajetória, a produtora de terror Blumhouse lança, em parceria com a Miramax, um filme que é denominado como um novo caminho para o <em>Bogeyman</em>. A ideia do longa é ignorar completamente todas as continuações e versões criadas após 1978 e ter como sequência o novo lançamento. <em>Halloween</em> (2018) é uma continuação da história criada por John Carpenter e Debra Hill cujo objetivo é retomar o sentimento de medo e horror que é parte fundamental da narrativa original. Com a volta da <em>scream quee</em>n, Jamie Lee Curtis, para o seu papel de Laurie Strode (a sobrevivente do filme de 1978), de Nick Castle (o primeiro a interpretar Michael Myers) e de John Carpenter a frente da trilha sonora; o longa retoma a essência fundamental do horror orquestrada por Myers e entrega ao público a melhor sequência já feita de <em>The Shape</em>. A estreia desse novo capítulo aconteceu primeiro nos EUA. Na sexta-feira passada (19), o público americano pôde revisitar esse pesadelo onde Michael Myers é o verdadeiro mestre. Coincidentemente, os fãs brasileiros poderão conferir o resultado da nova produção da Blumhouse na quinta-feira, dia 25 de outubro de 2018, data de comemoração dos 40 anos de lançamento do primeiro filme.</p>
<p>Halloween foi um divisor de águas indiscutível para o subgênero <em>slasher</em> e, consequentemente, para o horror. A obra-prima do medo dirigida e co-escrita por Carpenter (ao lado da sua parceira de longa data, Debra Hill) mudou o cinema de gênero. Ela ressignificou as imagens do terror nas telonas. O imaginário popular transformou-se após a primeira exibição dessa película e desde então não há como ver essa franquia senão como um dos maiores legados de terror da modernidade. Até mesmo a própria concepção do mal passou a ter nome, sobrenome e uma Forma aterrorizante.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-franquia-halloween/">Especial: Franquia Halloween</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/especial-franquia-halloween/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Halloween</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 15:38:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween]]></category>
		<category><![CDATA[Jamie Lee Curtis]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=9473</guid>

					<description><![CDATA[<p>O cinema é uma indústria. Todos os dias centenas de milhares de escolhas são feitas para cada produto. Certas ou erradas, elas são escolhas. A possibilidade de classificá-las qualitativamente só vem com a participação do público. Escolher o encaminhamento de um longa-metragem talvez seja a parte mais difícil de toda a produção. Ele será o responsável pelo desenvolvimento de todo o processo criativo e culminará num resultado específico, fruto dessa escolha. Dessa maneira, realizar um remake de uma franquia ou [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween/">Crítica: Halloween</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O cinema é uma indústria. Todos os dias centenas de milhares de escolhas são feitas para cada produto. Certas ou erradas, elas são escolhas. A possibilidade de classificá-las qualitativamente só vem com a participação do público. Escolher o encaminhamento de um longa-metragem talvez seja a parte mais difícil de toda a produção. Ele será o responsável pelo desenvolvimento de todo o processo criativo e culminará num resultado específico, fruto dessa escolha. Dessa maneira, realizar um remake de uma franquia ou retomar a ideia dela são algumas das opções mais delicadas a se fazer para um produto cinematográfico. Todas essas decisões vêm imbuídas de percepções particulares e carregadas de preocupações com a resposta do espectador.</p>
<p>O universo dos filmes de terror é um dos mais maltratados pelas escolhas das produções. 2017 foi um exemplo de fracassos sem fim. Algumas escolhas terríveis foram feitas ao ressuscitar franquias como <em>Horror em Amityville</em> com o péssimo <em>Amityville: O Despertar</em>. É necessário entender como funciona o gênero para perceber o caos que uma decisão dessas pode causar. Fazer um remake, reboot ou sequência não é apenas usar uma história famosa que em algum momento deu certo e dar continuidade a ela com um novo capítulo. É a decisão de assumir tudo o que a série de filmes representou e representa para uma geração, entender as mudanças que ela fez com o gênero e a cultura e manter esse legado.</p>
<p>Por essa razão, a Blumhouse Productions enfrentou uma decisão difícil ao tomar a frente do novo projeto da franquia <em>Halloween</em>. O encaminhamento feito pela produtora de horror foi ignorar completamente todas as sequências já feitas e dar vida a uma nova continuação direta do original. Ou seja, Jason Blum e sua empresa compraram a ideia de pegar a película de 1978 – dirigida por John Carpenter e co-escrita por ele e Debra Hill – e dar continuidade a essa história, mantendo a atmosfera de terror necessária e honrando o legado que Michael Myers tem dentro dos longas-metragens de horror. A complicada escolha feita pela Blumhouse se mostrou perfeita e criou um universo de possibilidades para a franquia.</p>
<p>Há 40 anos a pacata cidade de Haddonfield presenciou o mais hediondo crime da sua história. Agora, quatro décadas após o fatídico Halloween, Michael Myers conseguiu escapar de sua prisão e está voltando para casa mais uma vez. O assassino tem apenas um objetivo: matar Laurie Strode (Jamie Lee Curtis), a única sobrevivente daquela noite. Laurie, após a traumática experiência de vida ou morte, se preparou para o dia que Michael voltasse. Agora a cidade viverá o pesadelo sangrento outra vez até que sobre apenas um dos dois.</p>
<p>Apesar de existirem qualidades em algumas sequências dentro da franquia, reiniciar a história foi uma manobra inteligente. Com isso veio a possibilidade de revisitar tudo o que deu certo no original e incrementar ainda mais cada setor da produção. A partir dessas modificações e melhorias o público presenciará a melhor sequência já feita com direito a volta da <em>scream queen</em> Jamie Lee Curtis ao seu primeiro papel da carreira. Ao lado da rainha do terror, a produção trouxe de volta para os sets de Haddonfield o ator Nick Castle – que foi imortalizado por interpretar Michael Myers – e o diretor, roteirista e compositor John Carpenter para compor a trilha sonora e ser um dos produtores executivos do longa.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9492" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/5429021.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="crítica Halloween" width="610" height="348" /></p>
<p>A ideia de dar continuidade ao roteiro de 1978 foi fundamental para guiar os co-roteiristas Jeff Fradley, Danny McBride (<em>Sua Alteza</em>, de 2011) e David Gordon Green (<em>O Que Te Faz Mais Forte</em>, de 2017) durante a difícil missão de não copiar o original, mas manter a qualidade e essência dele. O trio conseguiu criar uma narrativa própria com todas as características necessárias para honrar a história cinematográfica do longa de Carpenter sem perder a originalidade. O resultado foi simplesmente espetacular. A natureza brutal e violenta de Michael é exposta nesse longa como nunca antes. O novo roteiro leva o espectador para uma atmosfera de medo constante banhada pela maldade que emana da figura do Bogeyman (uma das maneiras como é chamada a personagem de Michael no filme). A qualidade é alta e a sensação de dever cumprida é tão clara que arriscaria a dizer que essa película se tornou tão boa quanto o original.</p>
<p>David Gordon Green é, além de co-roteirista, o diretor dessa produção. O seu trabalho ao comandar uma sequência importante como essa não foi nada fácil, em especial por ter ao seu lado o diretor do filme original. Contudo, David viu a presença de Carpenter como um norte para a sua jornada. Agradar um dos mestres do terror dando segmento ao seu trabalho mais notável seria uma comprovação de que estaria seguindo o caminho correto. E, para a alegria de David (e dos fãs), John Carpenter teceu diversos comentários positivos sobre o resultado da película. Os planos-sequência, os direcionamentos das cenas, as referências ao original e os posicionamentos perfeitos de câmera comprovam que a arte de David Gordon Green está impressa em sua obra tanto quanto a de Carpenter está no filme de 1978.</p>
<p>Um dos elementos mais interessantes dessa produção é a sua memória. Ao ignorar tudo que veio depois do filme original, o trabalho da equipe de Halloween foi focado em homenagear o que existe e criar novos momentos com criatividade e referências. Assim foi feita, por exemplo, a trilha sonora do longa. John Carpenter, Cody Carpenter e Daniel Davies foram os responsáveis pela parte musical da produção. Juntos eles conseguiram recriar a obra-prima musical de John adicionando novos elementos às faixas clássicas – como o tema principal da película – e criando novas formas de deixar o público tenso com composições feitas especialmente para a nova narrativa. E, em meio a essa brilhante realização, existe ainda um elenco muito bem escolhido cujo resultado é bastante satisfatório. Em especial quando se trata da trindade Strode (avó, mãe e neta). As atrizes Jamie Lee Curtis, Judy Greer e Andi Matichak formaram um trio empoderado capaz de enfrentar a verdadeira face do mal.</p>
<p>A beleza existente na sequência de aniversário de Halloween está justamente em sua resiliência. A película cria e recria tudo o que viveu ao longo desses quarenta anos da maneira mais inteligente possível. A revisitação do mal e a sua abordagem ainda mais visceral só acrescentou a profundidade da personagem de Michael e, consequentemente, ao filme. Todo o esforço e cuidado tidos desde a pré-produção desse trabalho até o momento de seu lançamento podem ser percebidos nos detalhes de cada uma das cenas. Tudo chegou de maneira brutal, intensa e violenta como é tão característico ao senhor Myers. E tudo culminará em uma das melhores cenas do filme (e da franquia) que comprova mais uma vez que a natureza dessa narrativa reside no mais puro e cruel instinto de violência que existe no ser humano.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xexYvgXM0OA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween/">Crítica: Halloween</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-halloween/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Especial: Filmes de Terror</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/especial-filmes-de-terror/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/especial-filmes-de-terror/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Oct 2018 13:46:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween]]></category>
		<category><![CDATA[Hereditário]]></category>
		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<category><![CDATA[Paradoxo Cloverfield]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<category><![CDATA[Um Lugar Silencioso]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=9439</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Halloween – conhecido no Brasil como Dia das Bruxas – é uma herança dos irlandeses trazida para os EUA pelo povo saxão. O feriado se espalhou pelo mundo graças às produções de Hollywood. O mercado derivado desse feriado é um dos mais lucrativos para a sétima arte. O festejo usa o fator místico e sobrenatural que permeia a tradição irlandesa para cativar atenção dos curiosos e amantes do desconhecido. Como a indústria cinematográfica não poderia deixar de lado uma [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-filmes-de-terror/">Especial: Filmes de Terror</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>Halloween</em> – conhecido no Brasil como Dia das Bruxas – é uma herança dos irlandeses trazida para os EUA pelo povo saxão. O feriado se espalhou pelo mundo graças às produções de Hollywood. O mercado derivado desse feriado é um dos mais lucrativos para a sétima arte. O festejo usa o fator místico e sobrenatural que permeia a tradição irlandesa para cativar atenção dos curiosos e amantes do desconhecido. Como a indústria cinematográfica não poderia deixar de lado uma época tão propícia para os negócios, o terror é fortemente alimentado pelo Halloween. Dessa forma, outubro acaba sendo o ápice das produções desse gênero. E que momento melhor para se falar do horror se não no mês que incorpora sua atmosfera de medo?</p>
<p>No ano de 2018, apesar do nicho não ter se apegado a <em>remakes</em> ou <em>reboots</em> de franquias clássicas – como foi amplamente feito em 2017 –, o gênero esteve diariamente abatido por conta dos inúmeros fracassos. Produções hollywoodianas, de <em>streaming</em> e fora do usual circuito do terror se mostraram incompetentes ao trazer o verdadeiro espírito do medo para as telonas mundo afora.</p>
<h4>Projetos frustrantes</h4>
<p><em>Sobrenatural &#8211; A Última Chave, A Maldição da Casa Winchester, Verdade ou Desafio e Slender Man &#8211; Pesadelo Sem Rosto</em> foram algumas das estreias mundiais que mais frustraram os amantes do terror ao longo do ano. Cada um foi, de sua maneira, uma chance perdida de emplacar um produto de qualidade. Uma sequência mal utilizada, uma história real clichê, uma sucessão de previsibilidades, e uma lenda urbana pessimamente feita. Esse é o panorama geral sobre cada um desses lançamentos.</p>
<p>Os fãs e estúdios tinham, antes de suas respectivas estreias, uma expectativa altíssima sobre essas películas. Mesmo com a frustração de muitos, a arrecadação dessas quatro produções foi altíssima. Tal evento se dá pelo simples fato do baixo orçamento usado para produzi-las. Evidentemente que cada uma atraiu os espectadores de acordo com a sua proposta inicial – seja levando aos cinemas fãs de uma franquia, interessados no sobrenatural, adolescentes ou conhecedores de lendas. No fim, o lado econômico foi bem recompensado (com exceção de <em>Slender Man</em>, o qual não teve uma arrecadação tão maior que seu orçamento), mas, em contrapartida, o mundo do terror teve uma perda colossal.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9477" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/4572483.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="especial filmes de terror" width="610" height="348" /></p>
<h4>Terror no Streaming</h4>
<p>Indo para além das estreias mundiais e telonas, é possível encontrar mais produções problemáticas, dessa vez distribuídas pelo <em>streaming</em> Netflix. <em>O Paradoxo Cloverfield</em> e <em>Vende-se Esta Casa</em> foram algumas das estreias mais terríveis da Netflix em 2018. O <em>streaming</em> lançou-as com uma propaganda imensa como se fossem resultado de um bom trabalho, mas a realidade por trás desses dois filmes é a incapacidade criativa de pessoas e a negligência com a produção de uma narrativa de terror.</p>
<p><em>The Cloverfield Paradox</em> (título original) faz parte da confusa e nada cronológica franquia <em>Cloverfield</em>. A falta de credibilidade existente dentro dos próprios bastidores do longa fez com que a Paramount Pictures abrisse mão dos direitos de distribuição do seu produto. O ocorrido já criou uma descrença em cima da produção antes mesmo do seu lançamento. E, após a sua estreia no catálogo da Netflix, todos os medos foram confirmados.</p>
<p>O resultado de <em>Vende-se Esta Casa</em> foi ainda mais cruel. O longa-metragem estrelado por Dylan Minnette (<em>13 Reasons Why</em>) é um desastre desde o seu primeiro minuto. A história é extremamente confusa, falta originalidade e a coesão dela é questionável. <em>O Paradoxo Cloverfield</em> ainda se dá ao trabalho de criar referências com clássicos do horror/sci-fi como tentativa de salvação – coisa que a produção de <em>The Open House</em> (título original do filme com Dylan) não foi capaz de fazer.</p>
<h4>Ainda há esperança</h4>
<p>Apesar dos monstruosos desastres, existiram algumas luzes no final do túnel. <em>Um Lugar Silencioso</em> e <em>Hereditário</em> são provas vivas do que pode acontecer de bom e inovador nesse universo. Os longas em questão renovaram as expectativas para o futuro do gênero. São justamente trabalhos como esses que servem de combustível para a arte quase centenária do horror. O cuidado com a superestrutura essencial da narrativa de terror foi respeitado por John Krasinski e Ari Aster – respectivamente diretores – fazendo com que as suas obras tenham sido as melhores do ano. Alguns podem dizer que foi sorte de principiante – uma vez que ambos fizeram suas estreias como cineastas – mas a qualidade de raciocínio e entendimento para com o universo é simplesmente inegável.</p>
<p>Ainda existem alguns longas-metragens cuja distribuição não aconteceu de maneira ampla, fazendo com que parte do público não tenha tido ainda a oportunidade de conhecer algumas maravilhas do gênero. Os melhores exemplos são <em>Mandy</em> e <em>Verão de 84</em>, que ainda não tem data de estreia no Brasil. Ambas produções tiveram a sua primeira exibição no Festival Sundance de Cinema. <em>Mandy</em>, por exemplo, foi consagrado desde o Festival (com direito críticas excelentes) pela sua excelência. Nunca se viu um filme tão visceral e tenebroso quanto o novo trabalho do diretor Panos Cosmatos. Além da narrativa muito bem executada, o terror ainda é abrilhantado pela melhor atuação da carreira de Nicolas Cage ao vê-lo encarnar o perturbado Red Miller.</p>
<p>O <em>slasher teen Verão de 84</em> é, por sua vez, uma encenação do cenário da década de 1980. Todos os atributos míticos desse período foram costurados em meio a uma caçada por um serial killer. O fato da narrativa ser estrelada por adolescentes dá vida e força ao objetivo da produção que é trazer a inocência associada à fértil imaginação juvenil. O trabalho canadense remonta um subgênero – que pouco sobrevive aos dias de hoje – com muita originalidade e saídas inteligentes para os inevitáveis clichês.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9478" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/5742317.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="especial filmes de terror" width="610" height="348" /></p>
<h4>Uma luz no futuro?</h4>
<p>É interessante pensar também nas promessas que ainda estão por vir. Agora no final de outubro (6 dias antes do Halloween) estreia uma das películas mais esperadas do gênero. A sequência de uma das histórias mais assombrosas já feitas volta a vida como uma proposta de renovação para a franquia – a qual havia caído num abismo de mediocridade desde 1981. O novo <em>Halloween</em>, dirigido por David Gordon Green, se mostra como uma saída para os males das franquias.</p>
<p>A pior coisa que pode acontecer com uma série de filmes de terror é a fabricação de histórias vazias. E esse processo ocorreu de maneira ampla nas últimas décadas, matando primorosas obras do horror como <em>O Massacre da Serra Elétrica</em> (1974), <em>A Hora do Pesadelo</em> (1984) e o próprio <em>Halloween</em> (1978). A Blumhouse apareceu como a detentora da fórmula mágica para salvar a narrativa de Michael Myers do buraco. O impressionante é que a produtora de longas de terror consegue fazer isso magnificamente. O resultado da sequência do longa de John Carpenter será o orgulho de todo fã de terror.</p>
<p>Associada a toda essa espera pelo que vem adiante, existe muita expectativa sobre o próxima longa-metragem do diretor italiano Luca Guadagnino. A produção é um remake da consagrada obra de horror de mesmo título, <em>Suspiria</em>, do também diretor italiano Dario Argento. A película causou um frenesi no gênero desde a sua primeira exibição no Festival Internacional de Cinema de Veneza onde, ao final do filme, o público aplaudiu por 8 minutos o resultado do trabalho de Guadagnino. Com data marcada para estrear dia 26 de outubro nos EUA, <em>Suspiria</em> causa, assim como <em>Halloween</em>, esperança para os fãs do horror por verem obras tão renomadas serem bem executadas em suas releituras. Ainda há pessoas no universo cinematográfico que conseguem entender a essência do terror e honram o seu papel na indústria, pondo a qualidade da película acima de qualquer outro fator.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-filmes-de-terror/">Especial: Filmes de Terror</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/especial-filmes-de-terror/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
