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	<title>Arquivos Guy Pearce - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: The Rover &#8211; A Caçada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2014 11:51:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1704" aria-describedby="caption-attachment-1704" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/rplifestill1.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-1704 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/rplifestill1.jpg" alt="rplifestill1" width="610" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-1704" class="wp-caption-text">Dupla de protagonistas: Guy Pearce e Robert Pattinson dividem a cena no australiano &#8220;The Rover: A Caçada&#8221;.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>É interessante assistir um filme sem ter visto o trailer mais de uma vez e sem ter atentado para o enredo que mantém a trama. O bom disso é que a expectativa é zero, o que aumenta a chance de o longa te surpreender. Com <em>The Rover</em>, aconteceu exatamente isso. Com baixo orçamento e boa escolha de atores, o longa consegue segurar o espectador e traz uma dinâmica interessante.</p>
<p>Num futuro próximo, a Austrália vive sem regras onde a violência impera a qualquer custo. A vida é precária e falta tudo, inclusive moral. Como um faroeste atual, o longa traz características bem semelhantes com filmes como <em>Era Uma Vez no Oeste</em>, com cenas longas e silenciosas. A monotonia perpassa em muitos momentos durantes as quase duas horas de filme. Mas isso não pode ser considerado um problema.</p>
<p>Sustento a tese de que a monotonia é constantemente associada a algo ruim, sendo que não é necessariamente o caso. Por vezes ela é precisa e fundamental para dar o tom de um filme e isso acontece justamente neste caso. Apesar de ser um filme de ação, a maioria das cenas beira um pouco a monotonia. Mas é engraçado, porque beira a tensão também, principalmente por conta da trilha sonora bem escolhida.</p>
<p>A questão da violência é que norteia <em>The Rover</em> o tempo todo. Quem tem uma arma no filme é respeitado e temido, já que é a lei do mais forte que impera. Para provar a vida de criminalidade que todos vivem, o longa é cheio de sangue. Muito mesmo. Meio que como um exemplo da barbárie.</p>
<p>Um dos fatos que se torna um mistério no filme é o motivo que leva o protagonista Eric, vivido por Guy Pearce, a buscar incessantemente por seu carro roubado, uma vez que os assaltantes deixaram outro carro no lugar. O desfecho do filme neste sentido é inesperado, bonito e exótico, ao mesmo tempo. Certamente ninguém espera o que acontece no final e fica a dúvida se efetivamente é o melhor fim para a trama. Talvez seja no sentido de ser um respiro de esperança diante de tanta violência e matança.</p>
<figure id="attachment_1705" aria-describedby="caption-attachment-1705" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/the-rover-robert-pattinson-rey.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1705 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/the-rover-robert-pattinson-rey.jpg" alt="the-rover-robert-pattinson-rey" width="610" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-1705" class="wp-caption-text">Flerte com o western: Longa dialoga com o gênero em diversos aspectos.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com relação às atuações, Pearce está o digno caubói americano da época de Clint Eastwood. A semelhança, por vezes, chega a ser exagerada, no entanto, traz um tom de superioridade à trama. Robert Pattinson faz o papel de um jovem meio retardado largado para morrer pelo irmão, no meio da estrada. Ele encontra com Pearce e juntos seguem na empreitada de recuperar o carro perdido. Pattinson mostra atuação bem superior ao início da carreira e prova que as boas parcerias que tem feito vêm dando resultado. Ele já contracenou com atrizes como Uma Thurman, Kristin Scott Thomas, Reese Whiterspoon, Nicole Kidman e Juliette Binoche. Todo esse aprendizado tem resultado em uma melhor atuação.</p>
<p>Para o diretor David Michôd, novato neste estilo de filme, as cenas foram bem guiadas e trabalhadas. A direção de fotografia optou por um tom desértico e pacto, refletindo e ponderando a questão da vida sem regras que a sociedade vive. O uso de longas cenas também é acertado e mostra o quanto a vida passa devagar e sem sentido naquele futuro. Como disse anteriormente, as cenas conseguem ser monótonas e angustiar, ao mesmo tempo. O que traz um ritmo bastante interessante para a trama.</p>
<p>Seguindo um estilo diferenciado e propondo uma ficção científica com estilo faroeste, Michôd consegue fazer um filme atraente e completo, segurando o espectador em todos os momentos. É interessante ver a dinâmica de atuação de Guy Pearce e Robert Pattinson, assim como observar a evolução deste último. Vale a pena conferir.</p>
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