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	<title>Arquivos Glória Pires - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Glória Pires - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Festival de Gramado: A Suspeita</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Aug 2021 10:58:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mente humana pode contar com diversas questões complexas, que direcionam o olhar para certas situações, apaga ou modifica momentos etc. Um das tentativas de A Suspeita é trazer um drama policial que trata sobre os enganos e confusões mentais, a partir de uma doença que ainda assusta profundamente o mundo: Alzheimer. No entanto, ainda que seja verbalizado que a protagonista, Lúcia (Glória Pires), sofre desta condição, o filme parece se perder em sua proposta e apresentar isto – e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A mente humana pode contar com diversas questões complexas, que direcionam o olhar para certas situações, apaga ou modifica momentos etc. Um das tentativas de <strong><em>A Suspeita</em></strong> é trazer um drama policial que trata sobre os enganos e confusões mentais, a partir de uma doença que ainda assusta profundamente o mundo: Alzheimer. No entanto, ainda que seja verbalizado que a protagonista, Lúcia (Glória Pires), sofre desta condição, o filme parece se perder em sua proposta e apresentar isto – e algumas outras coisas mais – de maneira frouxa e confusa.</p>
<p>A começar pelo fato de que Lúcia demonstra, inicialmente, sintomas de transtorno de ansiedade, como tremedeiras e falta de ar. O desenho de som e a decupagem levam o espectador a compreender a situação da personagem desta forma até dado momento da trama. Após Lúcia ir ao médico e escutar seu diagnóstico é que descobrimos qual é o seu quadro de fato. Estes encaminhamentos são pistas para a visão de que aqui há um enredo mal trabalhado. Talvez, durante a escrita os autores, Newton Cannito (<em>Reza a Lenda)</em>, Thiago Dottori (<em>VIPs</em>) e Luiz Eduardo Soares (<em>Tropa de Elite)</em>, tenham esquecido de revisar estes detalhes ou investigar com mais propriedade as reações causadas por Alzheimer<a href="https://centrodecirurgiagenital.com.br/">.</a></p>
<p>O que importa aqui em <strong><em>A Suspeita</em></strong> é observar como os caminhos e elementos do enredo são desconexos. Há uma ambição de muito contar, deixando alguns pontos  pouco explorados. A relação de Lúcia com seu chefe, Avelar (Charles Fricks), por exemplo, ganha algum espaço durante a projeção, mas não há uma construção firme que justifique a intensidade do diálogo da dupla no desfecho da obra. Durante a sessão, o tempo de tela e as situações vividas entre eles são bem semelhantes ao que acontece entre Lúcia e Gouveia (Gustavo Machado).</p>
<p>Não é o antigo romance de Lúcia e Avelar que parece ser o foco e sim opressão masculina branca  bem como o costumeiro gaslight que estes homens operam para conseguir alcançar o que desejam. Neste aspecto, o longa consegue ser mais feliz, ao imprimir nitidamente como as tensões e privilégios desta parte da sociedade faz com que estes sujeitos saiam, na maioria das vezes, impunes de suas ações inescrupulosas. A atuação de Glória Pires vem como um fomento para este discurso. Ainda que o roteiro de <strong><em>A Suspeita </em></strong>peque em decidir exatamente o que quer falar, no geral, e como irá fazê-lo, Pires conduz sua Lúcia com consciência e tecnicidade apuradas.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14426" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/2112649.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Suspeita" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/2112649.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/2112649.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/2112649.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/08/2112649.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Através do controle do tônus corporal, a intérprete transmite as emoções de sua personagem com gestos calculados, deixando orgânicas as tremedeiras, os olhares nervosos e a perda do fluxo de consciência, quando Lúcia sofre as suas perdas de memória. Muitas vezes, o público pode até ligar este papel com o de outra policial ficcional recente. A Lúcia de Glória Pires é quase uma Mare, de <em>Mare of Easttown</em> (HBO, 2021), feita por Kate Wisnlet. A mescla das fragilidades com a dureza provocada pela profissão e a intuição potente são marcas de Lúcia e toda esta complexidade é fruto da interpretação cuidadosa de Pires.</p>
<p>Juntamente com sua atuação, a montagem de Joana Collier (<em>Pacarette</em>) é precisa e chega para aliviar alguns tropeços da direção. O cineasta Pedro Peregrino (<em>Segredos de Justiça</em>) se perde na própria premissa da produção. Com intuito de evocar esta ausência de Lúcia em recordar os fatos, Peregrino utiliza muita imagem desfocada e deixa de fora do ecrã momentos cruciais da narrativa. Esta estratégia poderia ter funcionado, porém o que acaba acontecendo é uma falta de conexão de quem assiste com a história e as lacunas entregam uma sensação de falta de respostas sobre o que ocorre ali dentro, como a razão da doença precoce de Lúcia ou se no confronto dela e Avelar ela estava performando ausência de lucidez ou não ou, até mesmo, na morte de Beto (Daniel Bouzas), quando é quase impossível enxergar as ações que levaram a este fato.</p>
<p>Neste sentido, é que a edição vem para sanar alguns destes incômodos, aumentando a dinâmica das cenas e trazendo um pouco mais de sentido para as ações. Desta maneira, pode-se dizer que <strong><em>A Suspeita</em></strong> apresenta toda uma intencionalidade positiva e até possui algumas partes técnicas bem realizadas. Contudo, o seu resultado, como um todo, é solto e perdido.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Pedro Peregrino</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Glória Pires, Charles Fricks, Gustavo Machado</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/y7GJO07z9to" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Linda de Morrer tem pré-estreia em Salvador, confira entrevista com a diretora Cris D&#8217;Amato!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2015 19:58:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Cris D'Amato]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Linda-de-Morrer-Glória-Pires-e-Cris-DAmato-Crédito-Paprica-Fotografia_0-1.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3390" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Linda-de-Morrer-Glória-Pires-e-Cris-DAmato-Crédito-Paprica-Fotografia_0-1-620x317.jpg" alt="Linda-de-Morrer-Glória-Pires-e-Cris-DAmato-Crédito-Paprica-Fotografia_0-1" width="620" height="317" /></a></p>
<p>Estreia nesta quinta-feira (20) <strong><em>Linda de Morrer</em></strong>, comédia nacional dirigida por <strong>Cris D’Amato</strong>, com Glória Pires no elenco. A atriz vive Paula, uma vaidosa cirurgiã plástica e dona de uma clínica que cria a cura para a celulite. Antes do lançamento do comprimido milagroso, Paula testa o produto em si mesma e sofre um ataque de nervos que causa sua morte. O espírito da personagem continua na terra para resolver a missão de salvar a vida daqueles que ainda irão ingerir o medicamento. Em parceria com o psicólogo Daniel (Emílio Dantas) e com a ajuda da médium Mãe Lina (Suzana Vieira), Paula tenta se comunicar com sua filha Alice (Antônia Morais), que também é filha na vida real, para evitar que seu ambicioso sócio Dr. Francis (Ângelo Paes Leme).</p>
<p>O filme teve sua pré-estreia em Salvador na quarta-feira passada (12) e estivemos lá para conversar com a diretora Cris D&#8217;Amato, que esteve presente no evento com o ator Ângelo Paes Leme.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/lindas.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter  wp-image-3386" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/lindas-270x400.jpg" alt="lindas" width="351" height="520" /></a></p>
<p>Esta não é a primeira experiência de Cris D&#8217;Amato na comédia. Entre os trabalhos da diretora estão o filme<em> S.O.S. Mulheres ao Mar</em> e alguns episódios séria global <em>Pé na Cova</em>. Leia abaixo a entrevista que fizemos com D&#8217;Amato:</p>
<p><strong>Coisa de Cinéfilo:</strong> O fato de Glória Pires e Antônia Morais serem mãe e filha na vida real afetam o processo de realização do filme? É mais fácil para elas passarem credibilidade na relação das suas personagens?</p>
<p><strong>Cris:</strong>  Na verdade, eu convidei a Glória para o filme e a Antônia passou por uma bateria de seleções, com mais de 20 meninas. É óbvio que a proximidade, a semelhança e a cumplicidade ajudam. Eu estaria mentindo se dissesse que não afeta em nada, mas ela (Antônia) se destacou e conseguiu superar as outras meninas.  Eu não acredito em filme que não conte algo sobre relações e ela relação existe, entre mãe e filha.  A gente fala sobre isso isso, como podemos tratar a vida um pouco melhor, tratar as pessoas, não precisa ser só mãe e filha.</p>
<p><strong>Coisa de Cinéfilo:</strong> Recentemente, saiu um comentário em um jornal dizendo que o filme era uma espécie de comédia espírita, um subgênero de comédia. Como você enxerga essa definição?</p>
<p><strong>Cris:</strong> Comédia espirita? (risos). A produtora (Iafa Britz) fez os filmes <em>Nosso Lar</em> e  <em>Irmã Dulce</em>, então eu falei: &#8220;Sabe o que acontece? Vão achar que eu também estou fazendo um filme espírita&#8221; (risos). A gente brinca, de uma maneira muito delicada e respeitosa, com um templo espírita que não é candomblé, não é umbanda, é um templo que serve para o filme. É uma brincadeira.</p>
<p><strong>Coisa de Cinéfilo:</strong> O filme trata sobre a busca pela beleza de maneira extrema, com atitudes radicais dos personagens. Você tentar trazer alguma reflexão ao público sobre os riscos dessa busca desenfreada pela perfeição e beleza?</p>
<p><strong>Cris:</strong> Eu acho que sim. Temos que tomar cuidado com os remédios milagrosos. Eu sou uma pessoa vaidosa, gosto de passar creme, mas não acredito num creme que pode curar definitivamente a celulite, isso ainda não existe. Não acredito num remédio que você toma e perde dez quilos. Isso é mentira. Envelhecer todos nós iremos, morrer todos nós iremos. Vamos envelhecer com dignidade então.</p>
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