<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Gilda Nomacce - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/gilda-nomacce/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/gilda-nomacce/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Apr 2026 12:21:17 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Gilda Nomacce - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/gilda-nomacce/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>XXI Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Dolores</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/xxi-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-dolores/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/xxi-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-dolores/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 12:17:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Carla Ribas]]></category>
		<category><![CDATA[Dolores]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Gilda Nomacce]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Clara Escobar]]></category>
		<category><![CDATA[XXI Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[XXI Panorama]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=20581</guid>

					<description><![CDATA[<p>Algumas vezes, ao contemplar um filme, uma pergunta pode pairar no: por que patavinas essa pessoa quis contar essa história? Dolores convoca esse questionamento, por toda a sua confusão narrativa. Neste sentido, o maior incômodo durante a projeção é a ausência de espaço para o desenvolvimento da protagonista Dolores (Carla Ribas). No aparente desejo de complexificar a trama, o roteiro, Maria Clara Escobar (Desterro) e Marcelo Gomes (Paloma) — também diretores do longa-metragem — se perdem. Além de Dolores, o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xxi-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-dolores/">XXI Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Dolores</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">Algumas vezes, ao contemplar um filme, uma pergunta pode pairar no: por que patavinas essa pessoa quis contar essa história? <em>Dolores</em> convoca esse questionamento, por toda a sua confusão narrativa.</p>
<p>Neste sentido, o maior incômodo durante a projeção é a ausência de espaço para o desenvolvimento da protagonista Dolores (Carla Ribas). No aparente desejo de complexificar a trama, o roteiro, Maria Clara Escobar (<em>Desterro</em>) e Marcelo Gomes (<em>Paloma</em>) — também diretores do longa-metragem — se perdem.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Além de Dolores, o público acompanha a filha e a neta dela. Os  enredos são apresentados de maneira intercalada. A jornada da heroína, Dolores, é interrompida para trazer dados das coadjuvantes, que não enriquecem tanto assim a premissa.</span></p>
<p>A figura dramática central quer ser rica e acredita que tudo na sua vida vai mudar, após o seu aniversário de 66 anos. É isso que é a obra. Mas, o plot não consegue caminhar, porque, ao invés de investigar bem essa papel principal, Escobar e Gomes decidem colocar tanta coisa extra, que não contam o mínimo de gênesis de personagem.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Qual a motivação de Dolores? Quem é essa mulher com esse vício que a domina tanto? Quais emoções perpassam a sua mente e alma quando se trata da sua filha? E da sua neta? Obviamente, essas questões poderiam ser outras também. O único pedido da plateia é que exista a chance de conhecer a figura de destaque de uma obra.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Porque através dela é que quem assiste se conecta com um dado produto audiovisual. Dentro desta lógica dramatúrgica, o problema não é inserir um romance de uma personagem bem coadjuvante, é essa escolha desviar o caminho da construção de dramaturgia de Dolores e nem ao menos ser feito de um jeito costurado com os outros fatos dramáticos.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Todavia, ainda que a base seja fraca, o elenco segura a produção nas costas. Ribas contém dentro do seu próprio jeito de atuar uma suavidade que soa como perigosa. A intérprete é daquelas que consegue dizer textos absurdos, intensos e/ou fortes com uma modulação delicada da voz.</span></p>
<p>Aqui essa característica é um ganho por conta da ambição não raciocinada de Dolores. A atriz emite uma certeza quase delirante ao proferir as suas falas. Combinado a essa estratégia de Ribas, existe a estilística de Naruna Costa (Duda).</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Ela é quem equilibra a placidade presente no tom de Dolores. Todavia, Naruna e Carla não são monocórdicas. O que a dupla faz é criar energias opostas entre mãe e filha, que geram embates com movimentações e tonalidades vocais distintas. Esse caminho torna as sequências mais interessantes de acompanhar, porque, entre retenção e explosão, surpresas são criadas.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Assim, o marasmo e a volta em círculos do roteiro são um pouco dissolvidos por conta desse jogo cênico de Naruna e Carla. Além disso, a presença de Gilda Nomacce (<em>Enterre seus mortos</em>) e a participação de Zezé Motta (<em>Xica da Silva</em>) também dinamizam os arcos dramáticos truncados das personagens.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A partir de todo esse contexto, também vale ressaltar a qualidade técnica da caracterização. Tanto em termos de temperatura como de textura, figurino e maquiagem transmitem elementos das personagens que muitas vezes parecem faltar ao roteiro.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Em uma dada sequência, por exemplo, vemos Dolores com um sutiã meigo e simples. Como ela costura lingeries, esse é um dado importante para a sua personalidade, porque dentro do que ela faz, ela escolheu aquela peça, que é delicada, mas com muitos detalhes.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Em alguns instantes, como na abertura do longa, a iluminação ajuda na construção desta sensação do que Dolores vive. Todavia, a luz incomoda em diversos momentos. Para além desta estética “gelatinesca”, com cores vermelhas e verdes intensas, na maioria das sequências a luz está chapada.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Sem camadas até nas imagens, Dolores tem uma boa intenção em contar a história de uma mulher mais velha, que resiste e continua a sonhar. Contudo, sem profundidade narrativa e com uma técnica mediana, a sessão é um tanto angustiante, por não conseguir conectar o espectador com a obra.</span></p>
<p>Direção: Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes</p>
<p>Elenco: Carla Ribas, Naruna Costa, Gilda Nomacce</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xxi-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-dolores/">XXI Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Dolores</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/xxi-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-dolores/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>14º Olhar de Cinema: Verde Oliva</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/14o-olhar-de-cinema-verde-oliva/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/14o-olhar-de-cinema-verde-oliva/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 12:05:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[14º Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Gilda Nomacce]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Guilherme Filho]]></category>
		<category><![CDATA[Nathalia Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[Olhar de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Verde Olivia]]></category>
		<category><![CDATA[Wellington Sari]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=19760</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por onde começar a explicar a experiência que é a sessão de Verde Oliva, novo longa-metragem de Wellington Sari (Bia Mais um)?  Talvez, dizendo: mesmo que você seja o espectador mais generoso do mundo, vai ser difícil perdoar o Sari por fazer você gastar seu tempo de vida nessa produção. A direção soa amadora e não está à serviço da narrativa. Há uma procura em explorar na decupagem todos os ângulos e quadros possíveis, bem como efeitos de câmera. No [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/14o-olhar-de-cinema-verde-oliva/">14º Olhar de Cinema: Verde Oliva</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por onde começar a explicar a experiência que é a sessão de Verde Oliva, novo longa-metragem de Wellington Sari (<em>Bia Mais um</em>)?  Talvez, dizendo: mesmo que você seja o espectador mais generoso do mundo, vai ser difícil perdoar o Sari por fazer você gastar seu tempo de vida nessa produção.</p>
<p>A direção soa amadora e não está à serviço da narrativa. Há uma procura em explorar na decupagem todos os ângulos e quadros possíveis, bem como efeitos de câmera. No entanto, a quantidade excessiva de planos e deslocamentos expressivos cansam o público.</p>
<p>Tudo isso porque as escolhas da direção não estão conectadas com as ações do roteiro. Faltam respiros, reflexões sobre a trama em formato de imagem. Mas, como dirigir com coesão e consciência quando o roteiro falha em ambientar a plateia e conduzi-la pela história?</p>
<p>O enredo é confuso e as ações dos antagonistas não são amarradas. Sari ainda é pretensioso e tenta criar mistério, com segredos, crimes de Estado e protestos políticos, porém, além da maioria de suas escolhas serem óbvias desde o início, a forma como as situações ocorrem são constrangedoras.</p>
<p>Um exemplo é a sequência da galeria, na qual o protagonista vai salvar a melhor amiga, Roberta (Nathalia Garcia). Um homem caminha em câmera lenta com a bandeira do Brasil. Golbery (Gilda Nomacce) segura Roberta para ela não fugir. E o principal fica paralisado. O slow motion dura por um tempo doloroso.</p>
<p>Não existe construção de tensão na cena. Não houve elaboração anterior de suspensão, que desse conta dessa grande passagem em câmera lenta. Somente a Nathalia (<em>Ferrugem</em>) e a Gilda (<em>Prédio Vazio</em>) se esforçam (e têm talento) para tentar tornar crível toda essa situação.</p>
<p>Na realidade, quem conhece o trabalho das atrizes pode passar a sessão inteira pensado “misericórdia, a pobi da Gilda e a pobi da Nathalia”. Porque há uma vontade enorme das duas em fazer bons trabalhos e em transformar em orgânico diálogos absurdos, mas uma impossibilidade de alcançar este intento, porque o roteiro não construiu personagens que façam sentido.</p>
<p>Sobretudo Gilda, que é um destaque do cinema nacional. Nomacce cria gestos e modulações vocais para que a sua Golbery saia da faixa de sanidade e isso ajuda a dissolver um pouco do tom histriônico que este papel poderia evocar. Ela segura a onda, mas não consegue salvar o filme, porque o problema da obra é profundo.</p>
<p>Por exemplo, há o fato de que o relacionamento de João (Jean Guilherme Filho) com a namorada é construído tão frouxo, que ninguém se importa se eles estão juntos ou não. Consequentemente, a força do personagem principal vai se esvaindo, gerando um desinteresse progressivo na trama.</p>
<p>É bem verdade que é notável a coragem de Sari em tentar fazer um thriller noir hitchcockiano, criticando bolsomions e a ausência de letramento político no Brasil e no mundo. Mas, nem só de coragem e boas intenções se vive a arte. A realização da produção carece de qualidade em diversas camadas.</p>
<p>Nem mesmo o desenho de som contribui para o possível suspense que poderia ter sido construído e evocado aqui. A montagem também incomoda, por ser mais uma quebradora de imersão do que gerar fluidez para o longa. Inclusive, a ordem de algumas sequências não soam como vindas do roteiro e sim da montagem.</p>
<p>As últimas cenas são enlouquecedoras, porque elas vão piorando a falta de sentido de toda da trama e de toda a motivação de João. A locação inteira no teatro poderia ser cortada. O mal estar de Roberta no final não se justifica de maneira tão forte, por conta dos cortes e da seleção de onde esse momento está.</p>
<p>Desta maneira, <em>Verde Oliva</em> é um filme ousado, mas que não vai muito além da pretensão. Esta não é uma obra recomendável. É cansativa e não chega a lugar algum. No entanto, caso a cara leitora/o caro leitor seja fã de Gilda, aí, até vale a pena, porque ver Gilda é sempre um acontecimento, mesmo que ao seu redor, a atmosfera seja torturante!</p>
<p><strong><em>Direção</em></strong>: Wellington Sari</p>
<p><strong><em>Elenco</em></strong>: Jean Guilherme Filho, Nathalia Garcia, Gilda Nomacce</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/14o-olhar-de-cinema-verde-oliva/">14º Olhar de Cinema: Verde Oliva</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/14o-olhar-de-cinema-verde-oliva/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>25ª Mostra de Cinema de Tiradentes: Romance</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/25a-mostra-de-cinema-de-tiradentes-romance/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/25a-mostra-de-cinema-de-tiradentes-romance/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Jan 2022 19:12:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[25ª Mostra de Cinema de Tiradentes]]></category>
		<category><![CDATA[25ª Mostra de Tiradentes]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Gilda Nomacce]]></category>
		<category><![CDATA[Karine Teles]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=15148</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um filme dirigido e roteirizado por Karine Teles (Otimismo) e estrelado por Gilda Nomacce (5 estrelas) certamente pode criar diversas expectativas. Para quem acompanha o audiovisual nacional e os festivais de cinema brasileiros, os dois nomes são icônicos. Nesse olhar de quem aguarda algo sensacional, a decepção pode ser um tanto intensa. Romance é um curta-metragem que flerta com uma despretensão em sua decupagem. No entanto, seu tom é fortemente pretensioso e este é o primeiro incômodo da sessão. Contudo, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/25a-mostra-de-cinema-de-tiradentes-romance/">25ª Mostra de Cinema de Tiradentes: Romance</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um filme dirigido e roteirizado por Karine Teles (<em>Otimismo</em>) e estrelado por Gilda Nomacce (<em>5 estrelas</em>) certamente pode criar diversas expectativas. Para quem acompanha o audiovisual nacional e os festivais de cinema brasileiros, os dois nomes são icônicos. Nesse olhar de quem aguarda algo sensacional, a decepção pode ser um tanto intensa. <strong><em>Romance</em> </strong>é um curta-metragem que flerta com uma despretensão em sua decupagem.</p>
<p>No entanto, seu tom é fortemente pretensioso e este é o primeiro incômodo da sessão. Contudo, a questão central aqui para apontar um resultado não tão positivo é que esta é uma produção que convoca muitas personagens e elementos, porém que não sabe trabalhar ele para mostrá-los para o espectador. Em algumas sequências, como na do campo de futebol, a captação de som e a escolha de manter o quadro em plano geral interferem diretamente na fruição da obra.</p>
<p>Não é possível enxergar as expressões faciais dos atores ou mesmo escutá-los com precisão. Neste tipo de situação é complexo acompanhar o que está acontecendo, se conectar com a história apresentada. Ao mesmo tempo, os próprios intérpretes parecem desconfortáveis. Seja em questões de corpo ou de intenção do texto, as construções soam artificiais e a ausência de organicidade vem tanto da mise-en-scène desorganizada, quanto do roteiro confuso.</p>
<p>Algo que não está presente no enredo é uma paciência para a elaboração de atmosfera, bem como um espaço para se conhecer a protagonista. As situações vão tropeçando uma na outra e chegam quase de maneira ingênua. O discurso posto na trama é nítido, faz sentido e é uma boa pauta para se trazida. Contudo, deixar a personagem principal como um agente passivo de todas as ações que a cercam e somente reiterar a todo tempo esta prisão que querem que ela habite deixa a obra sem complexidade.</p>
<p>Apesar de todo este contexto, é válido ressaltar que <strong><em>Romance</em>  </strong>conta com alguns momentos que podem valer a sessão, seja por alguns planos gerais bem enquadrados ou por um sarcasmo que perpassa a narrativa, que revela um potencial de Teles em trazer um tema relevante sem se levar tão a sério. Não existem limites impostos e a falta de previsibilidade é um ponto qualitativo positivo aqui.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Karine Teles</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gilda Nomacce, Enrique Diaz, Bruno Balthazar</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/25a-mostra-de-cinema-de-tiradentes-romance/">25ª Mostra de Cinema de Tiradentes: Romance</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/25a-mostra-de-cinema-de-tiradentes-romance/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Especial Cinema Nacional: Atrizes brasileiras que você precisa conhecer</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/especial-cinema-nacional-atrizes-brasileiras-que-voce-precisa-conhecer/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/especial-cinema-nacional-atrizes-brasileiras-que-voce-precisa-conhecer/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2019 15:20:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Lista]]></category>
		<category><![CDATA[Amor Assombrado]]></category>
		<category><![CDATA[Aparecida – Um Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Bacurau]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacioal]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Gilda Nomacce]]></category>
		<category><![CDATA[Grace Passô]]></category>
		<category><![CDATA[Greta]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Katharine]]></category>
		<category><![CDATA[Karine Teles]]></category>
		<category><![CDATA[Luciana Paes]]></category>
		<category><![CDATA[Luciana Souza]]></category>
		<category><![CDATA[Luna]]></category>
		<category><![CDATA[Morto Não Fala]]></category>
		<category><![CDATA[Ó Paí Ó]]></category>
		<category><![CDATA[Que Horas Ela Volta?]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=11532</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em 2019, as notícias sobre o cinema brasileiro têm sido intensas. De um lado, questões como cortes de verbas na Ancine, censuras não disfarçadas; do outro, resistência e ocupação de salas de exibição. Um dos mais célebres filmes do ano, Bacurau, arrecadou quase 10 milhões de reais, até a primeira semana de outubro, de acordo com o site da Rolling Stone. Junto a este elemento, os cinemas soteropolitanos contaram, logo no início do mês, com doze projeções nacionais, sendo cinco [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-cinema-nacional-atrizes-brasileiras-que-voce-precisa-conhecer/">Especial Cinema Nacional: Atrizes brasileiras que você precisa conhecer</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2019, as notícias sobre o cinema brasileiro têm sido intensas. De um lado, questões como cortes de verbas na Ancine, censuras não disfarçadas; do outro, resistência e ocupação de salas de exibição. Um dos mais célebres filmes do ano, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bacurau/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Bacurau</em></a>, arrecadou quase 10 milhões de reais, até a primeira semana de outubro, de acordo com o site da <em>Rolling Stone</em>.</p>
<p>Junto a este elemento, os cinemas soteropolitanos contaram, logo no início do mês, com doze projeções nacionais, sendo cinco estreias (<em>Greta</em>, <em>Luna</em>, <em>Morto Não Fala</em>, <em>Amor Assombrado</em> e <em>Aparecida – Um Musical</em>). Por fim, a Bahia ainda recebeu e receberá no estado inteiro festivais de cinema que fomentam o audiovisual brasileiro, como o Panorama Internacional Coisa de Cinema, que acontece em Salvador, entre os dias 30 de outubro até 06 de novembro.</p>
<p>Ufa! Pensando em tudo isto, o <em><strong>Coisa de Cinéfilo</strong> </em>resolveu reunir especiais com elementos importantes e/ou curiosos do cinema do Brasil. A primeira lista tem o foco em grandes atrizes do país que estão presentes em diversos curtas e longas-metragens no mundo inteiro. O talento brazuca é vasto e por este motivo a procura da lista foi fazer com que nomes conhecidos pelo público especializado se alastrassem pelo consumidor mais geral. Confira!</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone" src="http://br.web.img3.acsta.net/newsv7/19/07/03/21/49/1647456.jpg" alt="Especial Cinema Nacional" width="1280" height="720" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Grace Passô</strong></p>
<p>Nascida em Minas Gerais, a artista é vinda do teatro e acumula diversas funções nesta área e no audiovisual. Atriz, diretora e dramaturga, Grace Passô possui em sua trajetória a adaptação da obra clássica grega Medeia, a qual intitulou <em>Mata Teu Pai</em>, vencedora o Prêmio Cesgranrio de Melhor Texto, em 2017. Em 2019, o espetáculo sob direção, <em>Contrações</em> ficou em cartaz em Salvador. Já na sua carreira cinematográfica, esteve em filmes como <em>Praça Paris</em> (2017), <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xiv-panorama-internacional-coisa-de-cinema-temporada/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Temporada</em> </a>(2018) e <em>No Coração do Mundo</em> (2019). Neste último, o ponto alto é a sua atuação no desfecho da trama, algo que pode remeter a uma cena trágica <em>shakesperiana</em>, por possuir intensidades e camadas dentro da construção da cena que angustiam o espectador e são o arremate climático da projeção. Passô ainda recebeu diversos prêmios, incluindo troféu no Festival do Rio e no de Brasília.<strong> Personagem preferido:</strong> Juliana – <em>Temporada</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" src="https://24horasnews.com.br/imagem/resize/1110/550/imagens/2019/04/25/gilda-nomacce-e-como-o-cinema-balizou-sua-vocacao-para-ser-atriz.jpg" alt="Resultado de imagem para gilda nomacce" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Gilda Nomacce</strong></p>
<p>Natural de São Paulo, Gilda Nomancce começou sua carreira na televisão nos anos 1990, com participações em telenovelas e programas da TV Globo. Mas, a artista conta também com um trabalho no teatro e mais de 65 créditos dentro do cinema. Em 2011, venceu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, no Festival de Brasília, por seu papel em <em>Trabalhar Cansa</em>, de Juliana Rojas e Marco Dutra. A sua presença em filmes de gênero também é algo notável em sua carreira, com interpretações em produções como <em>Quando eu Era Vivo</em> (2014), <em>As Boas Maneiras</em> (2017) e <em>Lilith</em> (2018). O seu olhar marcado para tela é algo recorrente e a sensação que o espectador pode ter ao encontrar sua performance durante uma exibição é algo próximo do mistério e da intensidade. <strong>Personagem preferida</strong>: Silvia –<em> Tea for Two</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone" src="https://noticiasdetv.com/wp-content/uploads/2016/12/Karine-Teles.jpg" alt="Especial Cinema Nacional" width="1800" height="1200" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Karine Teles</strong></p>
<p>Bastante premiada e com dois longas importantes em cartaz desde o mês passado (<em>Bacurau</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-hebe-a-estrela-do-brasil/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Hebe</em></a>), a carioca Karine Teles possui uma trajetória intensa como atriz e roteirista. No ano de 2015, se destacou pelo papel de Barbara, em <em>Que Horas Ela Volta?</em> e com Sumara, da novela <em>A Regra do Jogo</em>. Por seu trabalho na produção <em>Benzinho,</em> recebeu troféu no Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, em 2019 e no Festival de Gramado, em 2018. Atualmente, ela também está em <em>Malhação – Toda Forma de Amar</em>, interpretando Regina. Outro ponto alto recente seu foi a sua participação no mais novo clipe de Letrux, chamado <em>Vai Render</em>. A sua capacidade de tratar emoções tidas popularmente como intensas de maneira suave chama a atenção de quem a assiste. Um exemplo pode ser a sua cena em <em>Bacurau</em> quando profere palavras intensas e assustadoras para dois moradores da cidade, porém com um tom cotidiano, que poderia ser qualquer coisa menos uma ameaça. <strong>Personagem Preferida</strong>: Raquel &#8211; <em>Quinze</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone" src="https://thumbs.web.sapo.io/?epic=MzRkm4onR3x4+pJLiF13fWlhw1iuh3kAWMqW3X1rWuudD42JqUYitBkjazz/8hNfdjzdiggqDfOXOqEr18Ds7wnIMD7VaXSX95y/LNu/D+1eYFo=&amp;W=2100&amp;H=0&amp;delay_optim=1" alt="Especial Cinema Nacional" width="1920" height="1080" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Julia Katharine</strong></p>
<p>Atriz, roteirista e diretora, Julia Katharine possuiu a honra de receber o Prêmio Helena Ignez, da própria artista que dá nome ao troféu, na Mostra de Cinema de Tiradentes, em 2018. Além disso, Katharine é a primeira cineasta transexual a ter um filme no circuito comercial: o curta <em>Tea for Two</em>. Recentemente, ela esteve na Bahia, na Mostra Cinema Conquista, na qual realizou a oficina “Roteiro Colaborativo para o Novo Cinema”. Com sua voz rouca e uma postura que mistura doçura e melancolia, o espectador pode ficar instigado para acompanhar os rumos possíveis da interpretação de Julia, que revela uma atuação que entrega aos poucos suas camadas. <strong>Personagem Preferida</strong>: Angélica – <em>Filme-Catástrofe</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone" src="https://scontent.fssa2-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/262619_407484936039614_1200374432_n.jpg?_nc_cat=110&amp;_nc_oc=AQk2g85Hqv9exg9qTxt6BOwkrcUyjG3Od7SqF4Vu90u8ILJjnjjAFjWktzS4qa2k7s8&amp;_nc_ht=scontent.fssa2-1.fna&amp;oh=9584532b3a5a1f37e3bb801abbcfd111&amp;oe=5E385332" alt="Especial Cinema Nacional" width="746" height="500" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Luciana Souza</strong></p>
<p>Baiana e advinda do Bando de Teatro Olodum, a atriz é mais conhecida por suas participações na televisão, nos palcos e pelo seu papel no longa <em>Ó Paí, Ó</em>, no qual deu vida a Dona Joana. Além de intérprete, ela reúne funções como diretora, educadora e é formada em Filosofia e em Dança. Em 2019, seu maior destaque foi no longa <em>Bacurau</em>, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. A maior característica de sua performance é a tonicidade empregada em seu corpo na criação de seus papéis. Desta maneira, Souza parece trazer sempre a sensação de que está presente em cena e que vive plenamente a sua interpretação. <strong>Personagem Preferida</strong>: Isa – <em>Bacurau</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone" src="https://supercinemaup.com/wp-content/uploads/2017/12/animal-cordial-cr%C3%ADtica-super-cinema-up-1-1280x640.jpg" alt="Especial Cinema Nacional" width="1280" height="640" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Luciana Paes</strong></p>
<p>Formada pela Escola de Artes Dramáticas da USP, Luciana Paes vem do teatro, mas também possui experiências na TV e uma carreira no cinema. Ela faz parte da Companhia Hiato que esteve, em Salvador, em 2010, com o espetáculo <em>O Jardim</em>, no Festival Internacional de Artes Cênicas (FIAC) – abro um parêntese para dizer que foi a melhor peça que eu já assisti em toda minha vida. Um de seus maiores destaques comerciais atuais é seu papel no seriado<em> 3%</em>, da <em>Netflix</em>. Além disso, a sua filmografia conta com produções aclamadas pela crítica como <em>Sinfonia da Necrópole</em> (2014) e <em>O Animal Cordial</em> (2017) e agraciadas pelo público como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-toc-transtornada-obsessiva-compulsiva/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva</em></a> (2017) e <em>Uma Quase Dupla</em> (2018). Em 2018, a intérprete venceu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, no Festival de Brasília, por seu papel em A Sombra do Pai. O destaque de sua interpretação pode ser a linha tênue que ela estabelece entre as emoções que passa, que podem ser jocoso x sério, gentil x grosseira, atenciosa x distraída. Este fator pode fazer com o que o público não saiba ao certo as intenções das figuras que Paes interpreta.<strong> Personagem Preferida</strong>: Claudia – <em>Piscina</em>.</p>
<ul>
<li>Obviamente, o cinema nacional está repleto de figuras talentosas e de impacto para a cultura do país. Esta lista pode ser considerada um <em>start</em> para você ir garimpando o que há de melhor nas produções brasileiras. Duas dicas fundamentais de onde encontrar filmes que vão além do grande circuito e até dele mesmo são o Porta Curtas e o <a href="https://globosatplay.globo.com/canal-brasil/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>Canal Brasil</strong></em></a>, além, claro, dos festivais de audiovisual que correm por aí.</li>
</ul>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/especial-cinema-nacional-atrizes-brasileiras-que-voce-precisa-conhecer/">Especial Cinema Nacional: Atrizes brasileiras que você precisa conhecer</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/especial-cinema-nacional-atrizes-brasileiras-que-voce-precisa-conhecer/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
