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	<title>Arquivos Gary Shore - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Gary Shore - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Drácula &#8211; A História nunca Contada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2014 13:39:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Drácula - A História nunca Contada]]></category>
		<category><![CDATA[Gary Shore]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os vampiros não têm mais &#8220;moral&#8221; que tinham antes, nem mesmo no cinema que tanto celebrou sua mitologia. Não pela banalidade da violência urbana, o verdadeiro terror da vida real, que nos impõe cenários e personagens muito mais assustadores do que Drácula e cia., mas por tendências e modismos da própria indústria do cinema que converte qualquer material clássico aos formatos e maneirismos do momento. E se Crepúsculo traduziu a mitologia vampírica para a comunidade emo e suas variações, Drácula &#8211; A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/dracula-untold-2.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-2165 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/dracula-untold-2-620x372.jpg" alt="Dracula Untold" width="620" height="372" /></a></p>
<p>Os vampiros não têm mais &#8220;moral&#8221; que tinham antes, nem mesmo no cinema que tanto celebrou sua mitologia. Não pela banalidade da violência urbana, o verdadeiro terror da vida real, que nos impõe cenários e personagens muito mais assustadores do que Drácula e cia., mas por tendências e modismos da própria indústria do cinema que converte qualquer material clássico aos formatos e maneirismos do momento. E se <em>Crepúsculo </em>traduziu a mitologia vampírica para a comunidade emo e suas variações, <em>Drácula &#8211; A História n</em>unca<em> Contada </em>parece adaptar o personagem clássico  de Bram Stoker, o &#8220;pai&#8221; de todos os &#8220;chupa-sangue&#8221;, para a geração Marvel. Explico mais adiante&#8230;</p>
<p><em>Drácula &#8211; A História nunca Contada</em> conta o passado de Vlad Tepes (Luke Evans), o temido Conde Drácula. Tepes morava na Transilvânia e, como centenas de crianças daquela terra, foi entregue aos turcos pelo rei para pôr fim a uma briga entre os povos que perdurava por gerações e mais gerações. Com os turcos, Vlad torna-se um grande guerreiro e fica conhecido por empalar os seus inimigos. O jovem retorna ao seu antigo reino e torna-se príncipe, governando-o ao lado de sua amada Mirena (Sarah Gadon) com quem tem um filho. A paz de Tepes é interrompida quando os turcos retornam às suas terras e mais uma vez exigem que seu povo entregue cem crianças, caso contrário, enfrentarão uma violenta guerra. Tepes então cede aos seus impulsos e sela um pacto com as trevas em troca da prosperidade da sua gente e da sua família.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/dracula-untold-5.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-2166 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/dracula-untold-5-620x344.jpg" alt="dracula-untold-5" width="620" height="344" /></a></p>
<p>O filme de Gary Shore até que segue, em suas primeiras horas, um caminho interessante, não sendo audacioso em sua estética ou narrativa, mas mantendo o ritmo da trama e sendo honesto a sua premissa de contar a vida do personagem antes de se tornar o Drácula, retratando-o crível e humano. No entanto, esta nova versão do clássico personagem de Bram Stoker ultrapassa o limite do risível ao torná-lo uma espécie de super-herói com uma força descomunal e uma capacidade de se transformar em uma revoada de morcegos ou de controlar a mesma. Shore ainda investe em sequências nas quais as câmeras passam a ser um instrumento para experimentarmos o olhar de Drácula sobre a descoberta dos seus poderes e sua utilização. Enfim, um emaranhado de escolhas fora de contexto que mais se adequariam a um novo super-herói qualquer do que ao denso personagem de Bram Stoker.</p>
<p>O elenco não chega a comprometer. Luke Evans faz o que pode com o Drácula que lhe é dado. Sarah Gadon, a musa de David Cronenberg que aqui vive a amada de Vlad Tepes, só está no filme para ilustrá-lo com seus belíssimos traços. Não é um filme de performances, que exige uma grande dramaticidade. Em <em>Drácula &#8211; A História nunca Contada</em>, seguindo a tradição dos blockbusters medianos, privilegia-se sua pirotecnia. Mais um sinal de que o &#8220;espírito&#8221; do personagem foi descartado. Bem diferente do <em>Drácula </em>de Francis Ford Coppola, de 1992, que firmava o seu protagonista como uma figura trágica, complexa e fascinante pelo horror e pela paixão, aqui, a trajetória do Drácula sugere a tragédia, mas essa promessa nunca é cumprida ou levada a sério como deveria pelo longa, que prefere impressionar &#8211; algo que nunca consegue &#8211; o público com muitos efeitos visuais e sequências barulhentas.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/drac-son-2.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-2167 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/10/drac-son-2-620x320.jpg" alt="drac-son-2" width="620" height="320" /></a></p>
<p>Um dos personagens do filme , em dois momentos da trama, e que propositalmente ou não nos remete a série <em>Jogos Mortais</em> (prefiro acreditar que não foi proposital porque ai o filme cairia na zona do risível mesmo), sugere &#8220;Que o jogo comece!&#8221;. Parece um claro intento dos realizadores em iniciar uma franquia a partir desse longa. Uma pena que, assim como acontece com tanto material bom que cai nas mãos dos estúdios e poderiam ser levados para as telas com &#8220;culhões&#8221;, afinal, dinheiro não falta, <em>Drácula &#8211; A História nunca Contada </em>é mais um blockbuster entre tantos que existem por ai na praça. Não fosse o título, nem daríamos conta que se trata de uma versão do lendário personagem de Bram Stoker. Parece mais uma fotocópia do Batman.</p>
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