<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Festival de Cannes - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival-de-cannes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival-de-cannes/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 11 Mar 2016 01:14:56 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Festival de Cannes - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival-de-cannes/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Crítica: Filho de Saul</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-filho-de-saul/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-filho-de-saul/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2016 12:03:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cannes]]></category>
		<category><![CDATA[Géza Röhrig]]></category>
		<category><![CDATA[László Nemes]]></category>
		<category><![CDATA[O Filho de Saul]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2016]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=4463</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; A Segunda Guerra Mundial é uma das passagens da história da humanidade mais revisitadas pelo cinema. Entre as mais diferentes abordagens, quase sempre as reflexões sobre o conflito giram em torno de questões geo-políticas e as consequências humanas da guerra, sendo que a última surge sobretudo como uma forma de exorcizar a culpa alemã pelas ações nazistas. Filho de Saul, premiado longa de László Nemes, que até então ficara conhecido no circuito europeu pelo seu trabalho como curta-metragista, tem [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-filho-de-saul/">Crítica: Filho de Saul</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4464" aria-describedby="caption-attachment-4464" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-4464 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/7224599_the-designated-mourner-son-of-saul_t2980f188-620x344.jpg" alt="7224599_the-designated-mourner-son-of-saul_t2980f188" width="620" height="344" /><figcaption id="caption-attachment-4464" class="wp-caption-text">Drama humano: Longa utiliza a perspectiva de um personagem sobre a Segunda Guerra para dimensionar os seus efeitos para o público.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Segunda Guerra Mundial é uma das passagens da história da humanidade mais revisitadas pelo cinema. Entre as mais diferentes abordagens, quase sempre as reflexões sobre o conflito giram em torno de questões geo-políticas e as consequências humanas da guerra, sendo que a última surge sobretudo como uma forma de exorcizar a culpa alemã pelas ações nazistas. <i>Filho de Saul</i>, premiado longa de László Nemes, que até então ficara conhecido no circuito europeu pelo seu trabalho como curta-metragista, tem essa preocupação como um dos seus principais propulsores dramáticos. Com uma atmosfera carregada que consegue dar conta dos horrores do conflito em uma esfera particularizada, <i>Filho de Saul </i>apresenta-se ao público como um filme que retoma antigas dores por uma perspectiva que ainda que não pareça completamente inédita, ao menos tenta caminhos e olhares narrativos inventivos que envolvem emocionalmente a sua plateia.</p>
<figure id="attachment_4465" aria-describedby="caption-attachment-4465" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4465 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/le-fils-de-saul-2-1300x605-620x338.jpg" alt="le-fils-de-saul-2-1300x605" width="620" height="338" /><figcaption id="caption-attachment-4465" class="wp-caption-text">Direção aplicada: László Nemes conduz com firmeza a sua narrativa</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>László Nemes ambienta o seu filme em um campo de concentração de Auschwitz no ano de 1944, em pleno conflito mundial. Nesse cenário, acompanhamos um momento específico da vida de Saul, um judeu obrigado a trabalhar para os nazistas cuja função principal no campo de concentração é limpar as câmaras de gás após a morte de outros judeus. Durante a execução da sua tarefa, Saul acaba deparando-se com o corpo do seu próprio filho e resolve empreender esforços para driblar a vigilância nazista e enterrar o garoto dignamente.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Filho de Saul </i>acerta ao personalizar a sua perspectiva sobre os eventos da Segunda Guerra Mundial. Ao centrar sua atenção na perspectiva do seu protagonista para o que acontece a sua volta , o diretor e roteirista László Nemes evita o didatismo histórico e traz para o seu filme uma estratégia muito mais eficiente no dimensionamento dos horrores e das consequências da guerra para a sua plateia: o drama humano. Assim, ao ter como foco a jornada de Saul para honrar a memória do próprio filho, o realizador consegue oferecer ao público um longa de maior impacto emocional e força dramatúrgica do que se oferecesse dados históricos em uma perspectiva macro e reconstituições de época precisas.</p>
</div>
<figure id="attachment_4466" aria-describedby="caption-attachment-4466" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4466 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/o-LE-FILS-DE-SAUL-facebook-620x310.jpg" alt="o-LE-FILS-DE-SAUL-facebook" width="620" height="310" /><figcaption id="caption-attachment-4466" class="wp-caption-text">O olhar de Saul: Perspectiva do protagonista faz o ator Géza Röhrig ser o centro de todo o filme em uma forte interpretação.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Tudo é ainda mais eficiente se pensarmos na maneira como László Nemes filma <i>Filho de Raul</i>. O diretor opta por uma câmera subjetiva quase que na totalidade da sua narrativa, acompanhando cada decisão, passo, olhar e respiração de Saul, interpretado com uma apropriada discrição pelo ator Géza Röhrig. O efeito dessa opção do diretor é ainda mais interessante se pensarmos que mesmo que todas as situações de degradação humana mostradas em <i>Filho de Saul </i>sejam, em sua maioria, expostas propositalmente fora de foco, conseguimos senti-las como se todas estivessem em evidência já que o que tem importância o tempo todo é a jornada de uma das vítimas daqueles horrores.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Portanto, um dos maiores acertos de <i>Filho de Saul </i>é conseguir uma certeira produção de efeitos emocionais sem apelar para imagens de violência sensacionalista ou mesmo para o frio didatismo histórico. Ao acompanharmos em <i>Filho de Saul </i>a jornada de um homem comum preso nessa barbárie, conseguimos entender o ponto nevrálgico das principais consequências do nazismo e compreender que determinados feridas jamais serão cicatrizadas.</p>
</div>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-filho-de-saul/">Crítica: Filho de Saul</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-filho-de-saul/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Grace de Mônaco</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-grace-de-monaco/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-grace-de-monaco/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2015 23:50:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Arash Amel]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cannes]]></category>
		<category><![CDATA[Frank Langella]]></category>
		<category><![CDATA[Grace de Monaco]]></category>
		<category><![CDATA[Grace Kelly]]></category>
		<category><![CDATA[Harvey Weinstein]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Kidman]]></category>
		<category><![CDATA[Olivier Dahan]]></category>
		<category><![CDATA[Parker Posey]]></category>
		<category><![CDATA[Paz Vega]]></category>
		<category><![CDATA[Tim Roth]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=3882</guid>

					<description><![CDATA[<p>Grace de Mônaco será o tipo de filme que sempre trará lembranças amargas para os envolvidos, mas que será difícil de esquecer por um bom tempo. É o tipo de projeto que fica para a história do cinema não pelo seu resultado final, mas pelos inúmeros problemas de bastidor que trouxe à tona. Escolhido para abrir as atividades do Festival de Cannes de 2014, Grace de Mônaco chegava aos cinemas no calor da febre por cinebiografias de estrelas de Hollywood [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-grace-de-monaco/">Crítica: Grace de Mônaco</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3884" aria-describedby="caption-attachment-3884" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/grace-de-monaco-cannes-2014-4.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3884 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/grace-of-monaco-11-620x365.jpg" alt="grace-of-monaco-11" width="620" height="365" /></a><figcaption id="caption-attachment-3884" class="wp-caption-text">Dor de cabeça: Bastidores de Grace de Mônaco foram problemáticos do início ao fim</figcaption></figure>
<p class="separator">
<p class="separator"><i>Grace de Mônaco </i>será o tipo de filme que sempre trará lembranças amargas para os envolvidos, mas que será difícil de esquecer por um bom tempo. É o tipo de projeto que fica para a história do cinema não pelo seu resultado final, mas pelos inúmeros problemas de bastidor que trouxe à tona. Escolhido para abrir as atividades do Festival de Cannes de 2014, <i>Grace de Mônaco </i>chegava aos cinemas no calor da febre por cinebiografias de estrelas de Hollywood e realezas europeias contando parte da trajetória de Grace Kelly, um ícone que reunia em sua imagem esses dois fascinantes universos para o grande público. Teríamos um outro ícone por trás desta história, a atriz Nicole Kidman dando vida a sua protagonista, além dela, o diretor Olivier Dahan, que a despeito do fracasso de <i>Minha Canção de Amor </i>tinha sido bem-sucedido no retrato de Edith Piaf em <i>Piaf &#8211; Um Hino ao Amor</i>, e a distribuição norte-americana de um verdadeiro Midas, o produtor Harvey Weinstein, conhecido por realizar campanhas muito eficientes dos seus filmes para o Oscar e que comprou os direitos do projeto antes mesmo de vê-lo completamente realizado. <i>Grace de Mônaco </i>tinha como proposta contar o período em que Grace Kelly, após largar sua carreira em Hollywood, se viu tentada a retornar ao cinema mas decidiu permanecer ao lado do marido, o príncipe Rainier, e enfrentar as dificuldades da sua nova vida como princesa de Mônaco.</p>
<p class="separator">Antes de chegar a Cannes, os primeiros atritos de <i>backstage </i>em <i>Grace de Mônaco </i>chegaram ao público. Filmado em 2013, o filme sofreu uma grande pressão de Harvey Weinstein que desejava que Olivier Dahan terminasse a sua montagem no final daquele mesmo ano para que o filme pudesse ter chances nas premiações do início de 2014. Dahan não conseguiu terminar o seu trabalho a tempo e Weinstein anunciou o lançamento do longa para o primeiro semestre de 2014, um pesadelo para qualquer título que tenha pretensões de angariar indicações a prêmios como o Oscar ou o Globo de Ouro (poucos títulos de começo do ano são lembrados pela Academia cujo processo de votação começa somente no final do segundo semestre). Começaram a surgir nos veículos especializados informações que indicavam que Dahan e Weinstein discordavam sobre a versão final de <i>Grace de Mônaco</i> a ponto do diretor afirmar que existiriam duas versões do filme, a dele, distribuída na Europa, e a do produtor, a versão norte-americana que o realizador não reconheceria.</p>
<figure id="attachment_3883" aria-describedby="caption-attachment-3883" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/grace-de-monaco-cannes-2014-4.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3883 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/grace-de-monaco-cannes-2014-4-620x349.jpg" alt="grace-de-monaco-cannes-2014-4" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3883" class="wp-caption-text">Trajetória paradoxal: Filme foi considerado a pior abertura do Festival de Cannes. Nos EUA, foi direto para a TV e acabou sendo indicado ao Emmy de melhor filme ou minissérie.</figcaption></figure>
<p class="separator">
<p class="separator">Abrindo o Festival de Cannes, o longa acabou gerando críticas que o consideravam como uma das aberturas mais infelizes da história do evento. Além disso, os Grimaldi reprovaram a maneira como o longa retratava o relacionamento de Grace Kelly e Rainier, considerando as tensões do casamento fantasiosas e até ofensivas. Acontece que os problemas não pararam na riviera francesa&#8230; Após a exibição do filme no festival, o roteirista Arash Amel se manifestou em seu twitter pessoal e disse não reconhecer na versão de Olivier Dahan o seu roteiro, o que foi muito estranho já que desde o início da produção de <i>Grace de Mônaco</i> ele relatava ao público no mesmo perfil o quanto estava animado com o andamento do projeto.</p>
<p class="separator">A estreia de <i>Grace de Mônaco </i>nos EUA ficou indefinida, o filme era arrastado demais para ser inserido na temporada de <i>blockbusters </i>de verão, tampouco parecia ser um candidato ao Oscar, ficando Harvey Weinstein com a difícil missão de encontrar uma data para fazer o <i>debut </i>do seu elefante branco. A solução encontrada pelo produtor foi negociar a sua exibição no canal de TV Lifetime (Sim! De abertura do festival de cinema de maior visibilidade do mundo, o longa foi para uma emissora conhecida por produzir telefilmes biográficos de gosto extremamente duvidoso). Assim, <i>Grace de Mônaco </i>estreou em maio de 2015 nos EUA, diretamente na TV, com uma versão redusidíssima de uma hora e dez minutos de duração. Durante a exibição, o roteirista Arash Amel comentou cada cena em seu twitter pessoal em posts irônicos que só foram gentis com os atores e Harvey Weinstein. Amel declarou coisas do tipo: &#8220;Eu escrevi uma biografia no estilo Peter Morgan (<i>A Rainha</i>) que se transformou em um melodrama de Douglas Sirk&#8221; ou &#8220;Em suma, &#8216;Grace of Monaco&#8217; foi como ir ao Vietnã. Eu sobrevivi a isso, mas nunca esquecerei&#8221;. O imbróglio parou por ai? Não. Quando todos pensaram que o assunto havia morrido (sim, porque <i>Grace de Mônaco </i>virou uma espécie de zumbi da indústria cinematográfica dos últimos anos), eis que o Emmy, popular premiação da televisão norte-americana, indica o longa na categoria melhor minissérie ou filme de TV, encerrando sua carreira (???) com um paradoxo.</p>
<figure id="attachment_3885" aria-describedby="caption-attachment-3885" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/grace-of-monaco-img01.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3885 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/grace-of-monaco-img01-620x343.jpg" alt="grace-of-monaco-img01" width="620" height="343" /></a><figcaption id="caption-attachment-3885" class="wp-caption-text">Ficção e realidade: Longa abre determinadas licenças poéticas na biografia de Grace Kelly, algumas até são exageradas. A ida de Hitchcock a Mônaco é uma dessas licenças. O diretor teria entrado em contato com Kelly através de um breve telefonema.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O filme</strong></p>
<p class="separator">É claro que nenhum dessas informações sobre os bastidores de <i>Grace de Mônaco </i>devem servir como desculpa para redimi-lo em qualquer avaliação. A obra merece ser julgada pelo que se apresenta ao público e o longa é um equívoco do início ao fim sem maiores desculpas. No entanto, no caso de <i>Grace de Mônaco </i>a culpa do grande &#8220;abacaxi&#8221; recaiu no colo da sua protagonista Nicole Kidman, que injustamente recebe rotineiramente a alcunha de &#8220;produtora de bombas cinematográficas&#8221;.</p>
<p class="separator">Antes de adentrar em mais este parênteses, queria deixar claro que, a despeito de ser grande admirador do trabalho da atriz, e isso nunca escondi de ninguém, reconheço os grandes erros da sua carreira e a acredito saber reconhecê-los, entre eles bobagens como <i>Reféns </i>e <i>Esposa de Mentirinha</i>. Acontece que, em meio a enxurrada de críticas negativas a <i>Grace de Mônaco </i>, surgiram os rotineiros comentários depreciativos a aparência da atriz, que me parecem mais próximos de manifestações de um certo &#8220;espírito de porco&#8221; do que um juízo sobre a obra, afinal as plásticas de Nicole nunca a impediram de oferecer algumas das melhores interpretações da sua carreira em trabalhos recentes como <i>Reencontrando a Felicidade</i>, <i>Margot e o Casamento</i>, <i>Obsessão</i>, <i>Hemingway e Gellhorn, </i><i>Segredos de Sangue </i>e nos recentes e ainda inéditos no Brasil <i>Strangerland </i>e <i>The Family Fang</i>, sem falar no seu recente sucesso de crítica nos palcos londrinos <i>Photograph 51. </i>Em nenhum dos textos que avaliam os trabalhos que citei a aparência da atriz é usada como argumento, mas quando surge alguma &#8220;bomba&#8221; em sua carreira, pode ter certeza que o maldito botox será usado como muleta da crítica.</p>
<p class="separator">Nas palavras da própria Kidman em recente entrevista para a revista <i>Interview</i>, &#8220;Como ator, você não tem controle sobre o resultado final. [&#8230;] a gente aparece, participa do filme e depois vai embora.&#8221;. Em <i>Grace de Mônaco, </i>a performance de Kidman, que não é o ponto alto da sua carreira, é bem verdade, não é a principal responsável pelo fiasco do filme. Ainda que percebamos um evidente erro de escalação, talvez uma atriz mais nova se encaixasse melhor no papel de uma Grace Kelly por volta dos seus 30 e 40 anos, Kidman faz o melhor que pode com aquilo que lhe é dado. O grande problema de <i>Grace de Mônaco </i>está justamente no tom que Olivier Dahan e Arash Amel, que não assumem a culpa do fracasso, deram ao longa ( aproveito para reforçar que não há razão para o roteirista sair de &#8220;bonzinho&#8221; nessa história toda).</p>
<p class="separator"><i>Grace de Mônaco </i>usa como recurso narrativo um tom artificialmente melodramático que não está apenas na maneira como Olivier Dahan enquadra as situações narradas ou quando ele utiliza uma aborrecida e grandiloquente trilha sonora nos momentos de maior impacto da trama, mas também pela costura que Amel faz da sua visão particular sobre a vida de Grace Kelly, explorando com dramaticidade excessiva questões completamente banais e concebendo diálogos rasos que giram em torno de relacionamentos amorosos, família e toda sorte de especulação sobre a vida íntima dos Grimaldi. O grande problema de <i>Grace de Mônaco</i>, deixo bem claro,<i> </i>não é flertar com o melodrama, que, como qualquer gênero, é capaz de gerar obras boas ou ruins, mas utilizá-lo de maneira desastrada e com total ineficiência.</p>
<figure id="attachment_3886" aria-describedby="caption-attachment-3886" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-3886 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/GraceOfMonaco_800f-620x357.jpg" alt="GraceOfMonaco_800f" width="620" height="357" /><figcaption id="caption-attachment-3886" class="wp-caption-text">Responsabilidade: Culpa do fracasso de Grace de Mônaco não pode ser atribuída ao desempenho de Nicole Kidman, mas sim aos rumos da direção e do roteiro do projeto.</figcaption></figure>
<p class="separator">
<p class="separator">O filme é responsável por um desserviço a quem de fato queira conhecer a história da família real de Mônaco, já que muito pouco do que é mostrado em <i>Grace de Mônaco </i>de fato ocorreu. O que os realizadores do longa fazem é utilizar algumas informações sobre os seus biografados e carregar  um pouco na tinta nos seus dramas. Assim, diante de questões como o complicado relacionamento de Grace Kelly com o seu pai, a dificuldade de adaptação da atriz a sua vida de princesa e as tensas relações políticas entre o governo francês e Mônaco, Dahan e Amel conferem uma excessiva gravidade e fazem a sua versão fantasiosa desses fatos, preenchendo-os de elementos que não passam de especulações. Por vezes, <i>Grace de Mônaco </i>parece funcionar como uma espécie de fábrica de boatos que envolve até mesmo a caracterização de Rainier como um homem que oscila entre a insegurança e um excessivo ímpeto de controlar o espírito independente da sua esposa americana. Ao final, o que temos não é necessariamente um filme sobre parte da vida da Grace Kelly, mas de uma Grace Kelly inventada cujos dramas e motivações soam artificiais ou banais e o espectador pouco se importa com o que vê na tela, apenas espera ansiosamente por toda aquela ornamentação acabar (sim, porque se o filme tem alguma qualidade está em recursos como figurinos e direção de arte). A excessiva liberdade criativa que os realizadores tiveram com os Grimaldi (sim, porque tal qual um tablóide, <i>Grace de Mônaco </i>chega a faltar com ética em alguns momentos) não é eficiente nem mesmo para criar motivações e conflitos críveis a sua protagonista. Em nenhum momento o espectador sai com respostas sólidas a principal questão que surge ao longo do filme: Por que tanto drama? Qual a razão desses personagens estarem com os nervos à flor da pele?</p>
<p class="separator">Entre erros por todos os lados, afirmar que o longa prima por figurinos e direção de arte deslumbrantes seria oferecer migalhas a um filme cujo resultado é bem insatisfatório. Nem mesmo o desempenho de atores como Nicole Kidman (que já mencionamos parágrafos atrás), Tim Roth, Paz Vega e Parker Posey podem ser muito exaltados já que eles têm muito pouco material para trabalhar, tendo em vista que seus personagens são desenvolvidos de maneira confusa em seus propósitos e motivações. Portanto, se nem as interpretações animam, não é por culpa dos atores. Talvez Frank Langella saia levemente ileso na pele de Tucker, grande confidente de Grace Kelly no longa.</p>
<p class="separator">Em meio à guerra pública que se transformou <i>Grace de Mônaco</i>, na qual os envolvidos diretamente na obra não assumem a culpa pelo &#8220;filho&#8221; concebido, ninguém é inocente. O diretor Olivier Dahan demonstrou ser um realizador controlador e intransigente, incapaz de dar ouvidos aos seus colaboradores. O roteirista Arash Amel, que mostrou-se realizado com os caminhos da produção, pulou covardemente para fora do &#8220;barco&#8221; no momento em que ele estava afundando. Já Harvey Weinstein e sua gana por prêmios foi imprudente ao comprar os direitos de um filme, do qual não participou em seu estágio embrionário, a partir de um clipe de pouquíssimos minutos exibido em Cannes no ano de 2013. A mítica protagonista de bombas cinematográficas em série Nicole Kidman também tem sua parcela de culpa, não por ter oferecido um trabalho mal feito, mas por ainda aceitar impulsivamente fazer parte de um filme como <i>Grace de Mônaco</i>. Não que atrizes, sobretudo na sua faixa etária, tenham de fato um poder de escolha na indústria do cinema, poucas têm as cartas nas mãos como Meryl Streep &#8211; dependem muito mais daquilo que lhes é oferecido e quando você encontra uma jovem como Anne Hathaway dizendo que tem encontrado dificuldades de achar papéis interessantes na sua idade é porque as coisas andam mesmo complicadas -, mas já está na hora de Kidman dizer alguns &#8220;nãos&#8221; para alguns &#8220;abacaxis&#8221; como esse.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-grace-de-monaco/">Crítica: Grace de Mônaco</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-grace-de-monaco/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Assista ao trailer de Youth, novo filme de Paolo Sorrentino</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/assista-ao-trailer-de-youth-novo-filme-de-paolo-sorrentino/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/assista-ao-trailer-de-youth-novo-filme-de-paolo-sorrentino/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2015 12:07:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cannes]]></category>
		<category><![CDATA[Harvey Keitel]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Fonda]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Caine]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2016]]></category>
		<category><![CDATA[Paolo Sorrentino]]></category>
		<category><![CDATA[Rachel Weisz]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<category><![CDATA[Youth]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=3448</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um dos destaques no último Festival de Cannes, Youth arrancou alguns dos elogios mais rasgados dos críticos e das plateias que conferiram o longa.  O filme acaba de ter o seu primeiro trailer divulgado. Dirigido pelo italiano Paolo Sorrentino (vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro por A Grande Beleza), o filme conta com as atuações elogiadas de Michael Caine e Harvey Keitel como dois amigos de mais de 80 anos que passam as férias juntos em um hotel onde passam a recordar [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/assista-ao-trailer-de-youth-novo-filme-de-paolo-sorrentino/">Assista ao trailer de Youth, novo filme de Paolo Sorrentino</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault1.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3449" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/maxresdefault1-620x349.jpg" alt="maxresdefault" width="620" height="349" /></a></p>
<p>Um dos destaques no último Festival de Cannes, <em><strong>Youth </strong></em>arrancou alguns dos elogios mais rasgados dos críticos e das plateias que conferiram o longa.  O filme acaba de ter o seu primeiro trailer divulgado.</p>
<p>Dirigido pelo italiano Paolo Sorrentino (vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro por <em>A Grande Beleza</em>), o filme conta com as atuações elogiadas de Michael Caine e Harvey Keitel como dois amigos de mais de 80 anos que passam as férias juntos em um hotel onde passam a recordar as suas paixões de juventude.</p>
<p>O longa ainda conta com Rachel Weisz e com a veterana Jane Fonda no elenco. Não há previsão de estreia no Brasil, mas como estrará nos EUA no final do ano e espera-se que <em>Youth </em>tenha uma campanha para o próximo Oscar, é possível que chegue nos nossos cinemas entre outubro desse ano e março do ano que vem. É só aguardar.</p>
<p>Confira trailer de <em>Youth</em>:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/zJNxQ8Wzr2I" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/assista-ao-trailer-de-youth-novo-filme-de-paolo-sorrentino/">Assista ao trailer de Youth, novo filme de Paolo Sorrentino</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/assista-ao-trailer-de-youth-novo-filme-de-paolo-sorrentino/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Para o bem ou para o mal, os destaques do 67º Festival de Cannes</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/para-o-bem-ou-para-o-mal-os-destaques-do-67o-festival-de-cannes/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/para-o-bem-ou-para-o-mal-os-destaques-do-67o-festival-de-cannes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 May 2014 13:30:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cannes]]></category>
		<category><![CDATA[Grace de Monaco]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-Luc Godard]]></category>
		<category><![CDATA[Jessica Chastain]]></category>
		<category><![CDATA[Julianne Moore]]></category>
		<category><![CDATA[Mike Leigh]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Kidman]]></category>
		<category><![CDATA[Ryan Gosling]]></category>
		<category><![CDATA[Steve Carell]]></category>
		<category><![CDATA[Wim Wenders]]></category>
		<category><![CDATA[Xavier Dolan]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=1019</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com o anúncio dos vencedores, o Festival de Cannes encerrou  suas atividades no último domingo (25). O saldo das inúmeras sessões, coletivas e burburinhos de bastidores podem ser resumidos na seleção de destaques do evento que o nosso site fez. Entre filmes, interpretações e possíveis concorrentes em algumas das premiações do próximo ano (entre elas, o Oscar), há também os projetos mais conturbados e que tiveram uma recepção não tão amistosa assim no festival. Confira abaixo o que foi dito [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/para-o-bem-ou-para-o-mal-os-destaques-do-67o-festival-de-cannes/">Para o bem ou para o mal, os destaques do 67º Festival de Cannes</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o anúncio dos vencedores, o Festival de Cannes encerrou  suas atividades no último domingo (25). O saldo das inúmeras sessões, coletivas e burburinhos de bastidores podem ser resumidos na seleção de destaques do evento que o nosso site fez. Entre filmes, interpretações e possíveis concorrentes em algumas das premiações do próximo ano (entre elas, o Oscar), há também os projetos mais conturbados e que tiveram uma recepção não tão amistosa assim no festival. Confira abaixo o que foi dito sobre o que e sobre quem em Cannes esse ano:</p>
<figure id="attachment_1020" aria-describedby="caption-attachment-1020" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/wintersleep.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1020 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/wintersleep-620x349.jpg" alt="wintersleep" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-1020" class="wp-caption-text">Drama turco: Longa do diretor de &#8220;3 Macacos&#8221; leva a Palma de Ouro ao contar história sobre relacionamentos despedaçados.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O vencedor da Palma de Ouro,<em> Winter Sleep</em></strong></p>
<p>O longa turco de Nuri Bilge Ceylan (<em>3 Macacos</em>) foi o vencedor da Palma de Ouro. O filme traz a história de um ator aposentado que administra um hotel junto com sua esposa e sua irmã. Subitamente, ele decide que deixará tudo e todos para trás. Antes do anúncio de sua vitória como melhor filme pela presidente do júri do festival, a diretora Jane Campion (<em>O Piano</em>), a produção ainda recebeu o prêmio da Federação Internacional de Críticos que, em comunicado oficial, disse que o longa &#8220;surpreende e encanta com sua profunda busca pela alma humana&#8221;.</p>
<figure id="attachment_1021" aria-describedby="caption-attachment-1021" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/mommy-xavier-dolan-cannes-2014_980x571.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1021 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/mommy-xavier-dolan-cannes-2014_980x571-620x361.jpg" alt="mommy-xavier-dolan-cannes-2014_980x571" width="620" height="361" /></a><figcaption id="caption-attachment-1021" class="wp-caption-text">&#8220;Enfant terrible&#8221;: Canadense Xavier Dolan causou incomodo ao se anunciar como favorito a Palma de Ouro por &#8220;Mommy&#8221;.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Mommy </em>e o ego de Xavier Dolan</strong></p>
<p>Algumas bolsas de apostas davam como certa a vitória de <em>Mommy</em>, do canadense Xavier Dolan (<em>Eu matei a minha mãe</em>), no festival. O filme traz a história de uma mãe solteira e viúva que cria sozinha o seu filho, um garoto muito violento, e acaba conhecendo um vizinho misterioso que muda o rumo das suas vidas. O longa não saiu com a Palma de Ouro, mas venceu o Grande Prêmio do Júri ao lado do filme de Godard. Como sempre, o que acabou chamando a atenção dos veículos que cobriram o festival e trouxeram destaque a <em>Mommy </em>foi o comportamento do seu realizador. Xavier Dolan afirmou para alguns jornais que acreditava que receberia a Palma de Ouro por esse filme, o que foi interpretado como arrogância por muitos críticos.</p>
<figure id="attachment_1022" aria-describedby="caption-attachment-1022" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/528f55f4addcc1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1022 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/528f55f4addcc1-620x321.jpg" alt="528f55f4addcc" width="620" height="321" /></a><figcaption id="caption-attachment-1022" class="wp-caption-text">Potenciais candidatas ao Oscar? Julianne Moore, Marion Cotillard e Hilary Swank têm interpretações elogiadas no festival.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> O ano das mulheres</strong></p>
<p>Com poucas diretoras em competição pela Palma de Ouro, os espectadores  e críticos do festival foram surpreendidos com uma enxurrada de longas protagonizados por mulheres. A competição pelo prêmio de melhor atriz foi acirrada e os trabalhos de Marion Cotillard em <em>Deux jours, une nuit </em>, dos irmãos Dardenne, e de Hilary Swank em <em>The Homesman</em>, de Tommy Lee Jones, só para citar alguns, foram muito elogiados. No final das contas, a vitória foi de Julianne Moore em <em>Maps to the Stars</em>, de David Cronenberg. Provavelmente, ainda ouviremos falar muito desses desempenhos até a próxima temporada do Oscar.</p>
<figure id="attachment_1029" aria-describedby="caption-attachment-1029" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/grace-of-monaco-festival-cannes-2014-950x500.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1029 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/grace-of-monaco-festival-cannes-2014-950x500-620x326.jpg" alt="grace-of-monaco-festival-cannes-2014-950x500" width="620" height="326" /></a><figcaption id="caption-attachment-1029" class="wp-caption-text">Chumbo para todo lado: Nicole Kidman teve que lidar com a péssima repercussão da sua Grace Kelly.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nicole Kidman exposta com<em> Grace de Monaco</em></strong></p>
<p>Uma das piores aberturas de Cannes. Uma ofensa a família Grimaldi que repudiou o projeto desde o início.  Tudo isso foi dito de <em>Grace de Monaco</em>, longa que acompanha alguns meses na vida de Grace Kelly na época em que ela abandonou Hollywood e se casou com o príncipe Rainier de Monaco. A crítica foi impiedosa com o filme do francês Olivier Dahan (<em>Piaf &#8211; Um Hino ao Amor</em>), contestando a veracidade de determinados fatos narrados e ironizando o tom de conto de fadas da trama. Nicole Kidman esteve no fogo cruzado e saiu elegante dele. A australiana está mais do que acostumada com esse tipo de reação, afinal estar exposta a críticas com projetos arriscados é uma constante em sua carreira. Em alguns casos, ela se sai bem. Em outros, como esse, não. Fica para a próxima, Nic.</p>
<figure id="attachment_1031" aria-describedby="caption-attachment-1031" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/Adieu-Au-Langage-Screens-2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1031 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/Adieu-Au-Langage-Screens-2-620x355.jpg" alt="Adieu-Au-Langage-Screens-2" width="620" height="355" /></a><figcaption id="caption-attachment-1031" class="wp-caption-text">Selo de qualidade: Drama simples de Godard cativou seu público habitual.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Mais uma vez Godard<em><br />
</em></strong></p>
<p>Novo filme do veterano da <em>Nouvelle Vague</em>, Jean-Luc-Godard, <em>Adieu au Langage </em>foi recebido com emoção pelas plateias que conferiram as sessões marcadas para a obra. No entanto, como se trata de um trabalho de Godard, fica difícil saber se o longa corresponde à exaltação ou se ela é fruto da própria trajetória do cineasta, um dos mais reverenciados em seu nicho. Em todo caso, o longa recebeu o prêmio do Júri. E Godard, que não estava presente na divulgação do projeto no festival, enviou uma mensagem a todos por vídeo anunciando o filme como &#8220;o melhor da sua carreira&#8221;. O longa conta a história de uma mulher casada que começa a se relacionar com um outro homem e vive em meio a encontros e desencontros com esse amante.</p>
<figure id="attachment_1024" aria-describedby="caption-attachment-1024" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/foxcatcher.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1024 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/foxcatcher-620x327.jpg" alt="FOXCATCHER" width="620" height="327" /></a><figcaption id="caption-attachment-1024" class="wp-caption-text">Drama esportivo: Bennett Miller consegue boa repercussão em seu terceiro filme consecutivo. Interpretação de Steve Carell é o carro-chefe de &#8220;Foxcatcher&#8221;.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Bennett Miller e <em>Foxcatcher</em></strong></p>
<p>Tido pela imprensa como o primeiro sério candidato ao próximo Oscar, <em>Foxcatcher </em>rendeu ao seu diretor Bennett Miller (<em>Capote </em>e <em>O Homem que Mudou o Jogo</em>) o prêmio de melhor diretor no festival e uma série de elogios a performance de seu trio de atores Chaning Tatum, Mark Ruffalo e Steve Carell, esse último (irreconhecível com uma prótese no nariz), pode ser favorito a ator coadjuvante em algumas premiações. O filme conta o relacionamento do atleta de luta greco romana Mark Schultz (Chaning Tatum) com seu treinador John Du Pont (Carell) e seu irmão David Schultz (Ruffalo).</p>
<figure id="attachment_1025" aria-describedby="caption-attachment-1025" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/lost_river_hendricks-sm.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1025 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/lost_river_hendricks-sm-620x328.jpg" alt="lost_river_hendricks-sm" width="620" height="328" /></a><figcaption id="caption-attachment-1025" class="wp-caption-text">Mundo estranho: &#8220;Lost River&#8221; de Ryan Gosling gerou as tradicionais vaias do festival.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>As reações mistas a <em>Lost River</em>, de Ryan Gosling</strong></p>
<p>O <em>debut </em>do ator Ryan Gosling como diretor deixou impressões dúbias em Cannes. Algumas pessoas gostaram, mas houve até quem vaiasse o primeiro filme dirigido e roteirizado pelo ator, o bizarro <em>Lost River</em>. Tanto que a Warner, distribuidora que comprou os direitos do longa nos EUA antes mesmo dele ficar pronto, já teme pela sua carreira nos cinemas norte-americanos. Foi recomendado a Gosling fazer alguns cortes e o novato acatou. O filme acompanha a história de uma <em>stripper </em>(a atriz Christina Hendricks) que vai atrás do seu filho em um mundo paralelo ao que conhecemos.</p>
<figure id="attachment_1027" aria-describedby="caption-attachment-1027" style="width: 585px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/DIYS2.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-1027 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/DIYS2.jpeg" alt="DIYS2" width="585" height="300" /></a><figcaption id="caption-attachment-1027" class="wp-caption-text">Mais uma vez, Jessica: Romance protagonizado por Jessica Chastain coloca a atriz na linha de frente da estratégia de Harvey Weinstein para o próximo Oscar.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A comédia romântica por Jessica Chastain e James McAvoy</strong></p>
<p>Dividido em duas partes, <em>The Disappearance of Eleanor Rigby </em>traz a história da separação de um casal pela perspectiva dele (filme um) e dela (filme dois). O longa de Ned Benson esteve no último Festival de Toronto e arrancou aplausos, no Festival de Cannes então conquistou o aval definitivo da crítica para a empreitada. Tanto que, o &#8220;Midas&#8221; da temporada de premiações, Harvey Weinstein já está preparando suas armas para divulgar o projeto entre os membros da Academia de Hollywood, sobretudo pelo carro chefe da produção, a interpretação de Jessica Chastain, cada vez mais onipresente na produção cinematográfica atual. O longa foi considerado um frescor para um gênero extremamente banalizado pela indústria e subestimado pelo público, a comédia romântica.</p>
<figure id="attachment_1026" aria-describedby="caption-attachment-1026" style="width: 597px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/O-cineasta-Wim-Wenders-e-o-fotografo-Sebastiao-Salgado-em-cena-do-documentario-O-Sal-da-Terra-size-598.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1026 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/O-cineasta-Wim-Wenders-e-o-fotografo-Sebastiao-Salgado-em-cena-do-documentario-O-Sal-da-Terra-size-598.jpg" alt="O-cineasta-Wim-Wenders-e-o-fotografo-Sebastiao-Salgado-em-cena-do-documentario-O-Sal-da-Terra--size-598" width="597" height="336" /></a><figcaption id="caption-attachment-1026" class="wp-caption-text">O legado de Sebastião Salgado: Documentário co-dirigido por Wim Wenders foi um dos filmes mais comentados da mostra paralela &#8220;Un Certain Regard&#8221;.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Um brasileiro pela perspectiva de Wim Wenders</strong></p>
<p>O olhar do diretor alemão para o trabalho do fotógrafo Sebastião Salgado em <em>The Salt of the Earth</em> (ou <em>O Sal da Terra</em>) foi consagrado na mostra <em>Un Certain Regard</em>. Com  co-direção do filho de Salgado, Juliano Ribeiro Salgado, o documentário foi um dos destaques da seleção em meio a muitas ficções. A produção conseguiu ótimas críticas e deve fazer uma belíssima carreira em muitas praças de exibição mundo afora, incluindo o Brasil.</p>
<figure id="attachment_1023" aria-describedby="caption-attachment-1023" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-1023 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/Timothy-Spall-in-Mr-Turne-010-620x348.jpg" alt="Timothy Spall in Mr Turner" width="620" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-1023" class="wp-caption-text">Biografia inglesa: &#8220;Mr. Turner&#8221; de Mike Leigh rendeu o prêmio de melhor ator a Timothy Spall.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A tradição inglesa de Mike Leigh</strong></p>
<p>Quando Mike Leigh (<em>O Segredo de Vera Drake</em>) chega em Cannes, sempre é apontado como um dos potenciais pontos altos do festival. Seu novo trabalho, a biografia <em>Mr. Turner</em>, narra a trajetória do excêntrico pintor inglês J.M.W. Turner, vivido por Timothy Spall, que, não por acaso, levou o título de melhor interpretação masculina dessa edição do evento. Além do roteiro (uma qualidade constante nos filmes de Leigh), o longa foi enaltecido por seu primor técnico. Pode fazer uma bela carreira nos EUA.</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/para-o-bem-ou-para-o-mal-os-destaques-do-67o-festival-de-cannes/">Para o bem ou para o mal, os destaques do 67º Festival de Cannes</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/para-o-bem-ou-para-o-mal-os-destaques-do-67o-festival-de-cannes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Festival de Cannes 2014 anuncia a sua programação</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/festival-de-cannes-2014-anuncia-a-sua-programacao/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/festival-de-cannes-2014-anuncia-a-sua-programacao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Apr 2014 21:30:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[David Cronenberg]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cannes]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Kidman]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=626</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Os organizadores da 67ª edição do Festival de Cannes divulgaram nessa quinta-feira (17) a seleção oficial de filmes que serão exibidos no evento. Com júri presidido pela cineasta neozelandesa Jane Campion (O Piano) ainda a ser anunciado, o festival acontecerá entre os dias 14 e 25 de maio na Riviera Francesa. Ao todo, serão dezoito longas disputando a cobiçada Palma de Ouro, que no ano anterior foi para o drama francês Azul é a Cor mais Quente, de Abdellatif [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-de-cannes-2014-anuncia-a-sua-programacao/">Festival de Cannes 2014 anuncia a sua programação</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_633" aria-describedby="caption-attachment-633" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/phpThumb.php_.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-633 " src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/phpThumb.php_-620x358.jpg" alt="" width="620" height="358" /></a><figcaption id="caption-attachment-633" class="wp-caption-text">Cartaz da edição de 2014 do festival com o ator Marcello Mastroianni em &#8220;Oito e Meio&#8221;, de Federico Fellini. Arte de Hervé Chigioni e Gilles Frappier.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os organizadores da 67ª edição do Festival de Cannes divulgaram nessa quinta-feira (17) a seleção oficial de filmes que serão exibidos no evento. Com júri presidido pela cineasta neozelandesa Jane Campion (<em>O Piano</em>) ainda a ser anunciado, o festival acontecerá entre os dias 14 e 25 de maio na Riviera Francesa. Ao todo, serão dezoito longas disputando a cobiçada Palma de Ouro, que no ano anterior foi para o drama francês <em>Azul é a Cor mais Quente</em>, de Abdellatif Kechiche.</p>
<p>Veja abaixo as produções de maior destaque  nessa edição do festival, além da lista completa de filmes que estarão na disputa e fora da disputa em Cannes 2014:</p>
<figure id="attachment_634" aria-describedby="caption-attachment-634" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Nicole-in-Grace-of-Monaco-nicole-kidman-and-naomi-watts-aussie-bffs-33262384-960-498.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-634  " src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Nicole-in-Grace-of-Monaco-nicole-kidman-and-naomi-watts-aussie-bffs-33262384-960-498-620x321.jpg" alt="" width="620" height="321" /></a><figcaption id="caption-attachment-634" class="wp-caption-text">Nicole Kidman encarna a princesa e musa de Hitchcock, Grace Kelly, em Grace de Mônaco: Longa terá a difícil tarefa de abrir as atividades do festival após enfrentar conflitos entre seus realizadores a respeito da montagem e ser criticado pelos herdeiros de Kelly.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Filme de abertura</strong><br />
<em>Grace de Mônaco</em> (Olivier Dahan)</p>
<p>Cannes foi o festival escolhido por Olivier Dahan (<em>Piaf &#8211; Um Hino ao Amor</em>) para exibir em primeira mão o aguardado <em>Grace de Monaco, </em>longa que contará um pequeno trecho da vida de Grace Kelly, princesa de Mônaco que abandonou Hollywood para se casar com o Príncipe Rainier III. O filme trará a passagem em que, já madura e alguns anos longe das telas, Kelly começa a ser cortejada pelo seu maior colaborador, o cineasta Alfred Hitchcock (com quem havia feito <em>Disque M para Matar</em>, <em>Janela Indiscreta </em>e <em>Ladrão de Casaca</em>), a retornar ao cinema com seu próximo filme, <em>Marnie &#8211; Confissões de uma Ladra</em>. Em meio a esse impasse, Kelly é pressionada pelo marido, que a quer do seu lado somente na função de esposa, e pela crise política vivida entre Mônaco e o governo francês.</p>
<p>Adiado em 2013 por impasses entre Dahan e o produtor norte-americano Harvey Weinstein a respeito da montagem do longa, <em>Grace de Mônaco </em>traz Nicole Kidman (<em>Segredos de Sangue</em>) no papel de Grace Kelly. O longa também tem enfrentado críticas da família de Grace que afirmou não aprovar a perspectiva que o filme pretende lançar sobre o casamento de Kelly e Rainier. <em>Grace de Mônaco </em>mostrará uma Kelly sufocada por um casamento que, apesar de ter seus momentos felizes, a privava de muitas coisas, entre elas atuar. O filme já tem distribuição garantida no Brasil, mas a sua data de estreia ainda é incerta por aqui.</p>
<figure id="attachment_635" aria-describedby="caption-attachment-635" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/file_177163_2_map-of-the-stars2.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-635 " src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/file_177163_2_map-of-the-stars2-620x313.jpg" alt="" width="620" height="313" /></a><figcaption id="caption-attachment-635" class="wp-caption-text">John Cusack, um dos protagonistas de Maps to the Stars, de David Cronenberg, um dos destaques dessa edição do festival: Longa enfrenta obstáculos para conseguir distribuidor devido a suas fortes cenas de violência e sexo.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre os longas em competição, o grande destaque é <em>Maps to the Stars</em>, novo filme de David Cronenberg, que trará o olhar agudo do diretor sobre Hollywood e a cultura das celebridades  com um elenco encabeçado por Julianne Moore, John Cusack, Robert Pattinson e Mia Wasikowska . O filme acompanha a vida de dois jovens irmãos que têm suas vidas destruídas pela agressiva indústria cinematográfica norte-americana, mais especificamente, pela forma com que seus pais conduzem suas carreiras.</p>
<p>Além de Cronenberg, outros veteranos como Jean-Luc Godard (com o pequeno <em>Adieu au langage</em>), Atom Egoyan (com<em> The Captive</em>, que tem Ryan Reynolds e Rosario Dawson no elenco), Olivier Assayas (com <em>Clouds of Sils Maria</em>, com Juliette Binoche, Kristen Stewart e Chloe Grace Moretz), Ken Loach (com <em>Jimmy&#8217;s Hall</em>), Mike Leigh (com <em>Mr. Turner</em>) e os irmãos Jean-Pierre e Luc Dardene (com <em>Deux jours, une nuit</em>, com Marion Cotillard no elenco) estão garantidos na programação.</p>
<p>Outros destaques da seleção incluem o novo filme de Michel Hazanavicius, que fez sucesso em 2011 no Festival de Cannes e ganhou o Oscar de melhor diretor por <em>O Artista</em>. Dessa vez, ele estará no festival com <em>The Search</em>, longa protagonizado por sua musa de <em>O Artista </em>e esposa Bérénice Bejo e Annette Bening. O longa conta a história de uma mulher que trabalha em uma ONG e acaba desenvolvendo uma relação especial com um garoto da Chechênia. Quem também retorna ao festival é Tommy Lee Jones, que ganhou o prêmio de melhor ator em Cannes por <em>Três Enterros</em> em 2003, sua estreia na direção de longas-metragens. Jones apresentará <em>The Homesman</em>, <em>western</em> que dirige e protagoniza ao lado de Hilary Swank e que também traz Meryl Streep no elenco.</p>
<p>Cannes também receberá o diretor Bennett Miller e seu <em>Foxcatcher</em>, protagonizado por Channing Tatum, Steve Carell e Mark Ruffalo. Baseado em fatos reais, o filme traz a história de um vencedor olímpico de luta greco-romana e do assassinato de seu irmão por um homem diagnosticado com esquizofrenia.</p>
<p>Entre os estreantes na direção, Ryan Gosling, que já esteve no festival como ator apresentando os longas  <em>Drive </em>e <em>Namorados para Sempre</em>, trará<em> Lost River</em>, fantasia de terror na qual dirigiu Christina Hendricks, Saoirse Ronan e Eva Mendes. O filme será exibido fora de competição no evento. Também fora de competição oficial, esse ano, o Brasil estará representado através da parceria entre o cineasta alemão Wim Wenders e o brasileiro Juliano Ribeiro Salgado, com o documentário <em>The Salt of the Earth</em>, que homenageará o trabalho do seu pai, o fotógrafo Sebastião Salgado.</p>
<p>Como o festival é uma oportunidade para boa parte dessas produções fecharem acordos de distribuição com distribuidoras internacionais, a maioria delas ainda não tem estreia definida no Brasil, mas Cannes é sempre um bom prognóstico do que pode ser destaque no segundo semestre do circuito comercial e de arte internacional. Então é sempre interessante ficar antenado na repercussão desses longas no evento!</p>
<p>Confira a lista completa de filme selecionados para o festival abaixo:</p>
<p><strong>Em Competição</strong><br />
Adieu au langage (Jean-Luc Godard)<br />
The Captive (Atom Egoyan)<br />
Clouds of Sils Maria (Olivier Assayas)<br />
Foxcatcher (Bennett Miller)<br />
The Homesman (Tommy Lee Jones)<br />
Jimmy’s Hall (Ken Loach)<br />
La Meraviglie (Alice Rohrwacher)<br />
Leviathan (Andrei Zvyagintsev)<br />
Maps to the Stars (David Cronenberg)<br />
Mommy (Xavier Dolan)<br />
Mr. Turner (Mike Leigh)<br />
Saint Laurent (Bertrand Bonello)<br />
The Search (Michel Hazanavicius)<br />
Still the Water (Naomi Kawase)<br />
Timbuktu (Abderrahmane Sissako)<br />
Deux jours, une nuit (Jean-Pierre and Luc Dardenne)<br />
Wild Tales (Damian Szifron)<br />
Winter Sleep (Nuri Bilge Ceylan)</p>
<p><strong>Exibições especiais (fora de competição)<br />
</strong>Coming Home (Zhang Yimou)<br />
Como treinar o seu Dragão 2<br />
Les Gens du Monde (Yves Jeuland)</p>
<p><strong>Seleção UN CERTAIN REGARD (fora da competição oficial)<br />
</strong>Amour fou (Jessica Hausner)<br />
Bird People (Pascale Ferran)<br />
The Blue Room (Mathieu Amalric)<br />
Charlie’s Country (Rolf de Heer)<br />
Dohee-ya (July Jung)<br />
Eleanor Rigby (Ned Benson)<br />
Fantasia (Wang Chao)<br />
Harcheck mi headro (Keren Yedaya)<br />
Hermosa juventud (Jaime Rosales)<br />
Incompresa (Asia Argento)<br />
Jauja (Lisandro Alonso)<br />
Lost River (Ryan Gosling)<br />
Party Girl (Marie Amachoukeli, Claire Burger and Samuel Theis) (OPENER)<br />
Run (Philippe Lacote)<br />
The Salt of the Earth (Wim Wenders and Juliano Ribeiro Salgado)<br />
Snow in Paradise (Andrew Hulme)<br />
Titli (Kanu Behl)<br />
Tourist (Ruben Ostlund)</p>
<p><strong>Sessões de meia noite (fora de competição)<br />
</strong>The Rover (David Michod)<br />
The Salvation (Kristian Levring)<br />
The Target (Yoon Hong-seung)</p>
<p><strong>Sessões especiais (fora de competição)<br />
</strong>The Bridges of Sarajevo (vários diretores)<br />
Eau argentee (Mohammed Ossama)<br />
Maidan (Sergei Loznitsa)<br />
Red Army (Polsky Gabe)<br />
Caricaturistes – Fantassins de la democratie (Stephanie Valloatto)</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/festival-de-cannes-2014-anuncia-a-sua-programacao/">Festival de Cannes 2014 anuncia a sua programação</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/festival-de-cannes-2014-anuncia-a-sua-programacao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
