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	<title>Arquivos festivais - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos festivais - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>14º Olhar de Cinema: Uma canta, a outra não</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jul 2025 14:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu desafio qualquer mulher progressista a sair da exibição de Uma canta, a outra não sem sentir preenchida de um fomento de sentimento revolucionário. Agnès Varda (Clèo das 5 às 7) brilha no roteiro e na direção deste longa-metragem, que mescla assuntos profundos e relevantes, com a sensibilidade de saber explorar as relações. Tem uma mistura aqui, entre o visual e o discursivo, que embala o público durante a sessão. De um lado, existe uma exploração das perspectivas de feminilidade, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu desafio qualquer mulher progressista a sair da exibição de Uma canta, a outra não sem sentir preenchida de um fomento de sentimento revolucionário.</p>
<p>Agnès Varda (Clèo das 5 às 7) brilha no roteiro e na direção deste longa-metragem, que mescla assuntos profundos e relevantes, com a sensibilidade de saber explorar as relações.</p>
<p>Tem uma mistura aqui, entre o visual e o discursivo, que embala o público durante a sessão. De um lado, existe uma exploração das perspectivas de feminilidade, do que se espera das mulheres e do que elas desejam para o futuro.</p>
<p>Do outro, tem o tom disruptivo, no qual é impossível aceitar o poder do Estado para com os corpos da mulheres, principalmente, quando a questão é controle de natalidade e aborto.</p>
<p>As temperaturas suaves da luz e dos objetos de cena, constrastam com as vestimentas das personagens principais: Pomme (Valérie Mairesse)  e Suzanne (Thérèse Liotard). O mundo que elas habitam, que pedem que elas sejam suaves ou cinzas, mas esse fator imprime uma melancolia ou desconforto, incialmente.</p>
<p>Esses elementos vão se transformando. O ambiente se torna cada vez mais solar, os tecidos que elas vestem mais leves e a vida da dupla cada dia mais consciente. Nada é perfeito ou sem luta, tampouco elas deixam de seguir alguns ritos ditos “femininos”.</p>
<p>No entanto, à medida que a projeção avança, a compreensão de Pomme e Suzanne sobre o mundo, sobre suas emoções, deveres, direitos e a própria amizade dela vai fomentando o argumento do longa.</p>
<p>A decupagem de Varda também funciona nessa construção. A escolha precisa da duração dos planos e da distância dos quadros, deixam nítido o que a cineasta quer que a espectadora se demore.</p>
<p>Essa é uma obra sobre mulheres, sobre feminismo, sobre lutas e parcerias de artistas, sobre a necessidade de profissionais da saúde em auxiliar mulheres em estado de vulnerabilidade e sobre os limites dos homens em não assumir papéis do patriarcado brancos cisgênero.</p>
<p>A produção, de 1977, é tão atual que deixa um engasgo. Mas, também é um despertar ou um lembrete de que a luta não acabou e nem vai acabar tão cedo. Este é um título um tanto panfletário, mas bem cuidado esteticamente.</p>
<p>Talvez, a ingenuidade de Pomme canse um pouco em alguns momentos, mas a noção de complexidade de personagem que Varda tem aparece, principalmente, aí. Pomme tem suas fragilidades, porém ela nunca para de lutar.</p>
<p>O cinza do aprisionamento deste sistema patriarcal é destruído, pouco a pouco, pelas músicas de Pomme, pela maneira que Suzanne cria a sua filha, pela amizade de décadas entre duas mulheres, pela luta diária que é ser mulher, neste mundo opressões masculinas de brancos.</p>
<p>Uma canta, a outra não é coeso e mostra a trajetória de duas mulheres muito diferentes. Ainda que seja cantora e a outra não, há arte correndo entre elas, a arte de se manterem vivas, produtivas, fortes e conectadas.</p>
<p><em><strong>Direção</strong></em>: Agnès Varda</p>
<p><em><strong>Elenco</strong></em>: Thérèse Liotard, Valérie Mairesse, Robert Dadiès</p>
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		<title>Cine PE anuncia premiados da sua 29ª edição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2025 15:14:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[29º Cine Pe]]></category>
		<category><![CDATA[Calunga de Prata]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na noite de domingo, 15, a equipe do Festival Cine PE, anunciou os vencedores do evento, do ano de 2025.  Entre os maiores ganhadores da noite estiveram os longas-metragens A Melhor mãe do mundo, de Anna Muylaert, e Senhoritas, de Mykaella Plotkin, ambos com cinco Calungas de Prata. Já entre os curtas nacionais, Kabuki, de Tiago Minamisawa, e Casulo, de Aline Flores, foram os grandes destaques, recebendo quatro e três Calungas, respectivamente. Por fim, na mostra de curtas pernambucanos, Esconde-esconde, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na noite de domingo, 15, a equipe do Festival Cine PE, anunciou os vencedores do evento, do ano de 2025.  Entre os maiores ganhadores da noite estiveram os longas-metragens <a href="https://coisadecinefilo.com.br/29o-cine-pe-a-melhor-mae-do-mundo/"><em><strong>A Melhor mãe do mundo</strong></em></a>, de Anna Muylaert, e <em><strong>Senhoritas</strong></em>, de Mykaella Plotkin, ambos com cinco Calungas de Prata. Já entre os curtas nacionais, <strong><em>Kabuki</em></strong>, de Tiago Minamisawa, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/29o-cine-pe-casulo/"><em><strong>Casulo</strong></em></a>, de Aline Flores, foram os grandes destaques, recebendo quatro e três Calungas, respectivamente. Por fim, na mostra de curtas pernambucanos, <em><strong>Esconde-esconde</strong></em>, de Vitória Vasconcellos, recebeu três troféus, sendo o pernambucano com mais prêmios.</p>
<p><strong>LISTA COMPLETA DOS VENCEDORES</strong></p>
<p>LONGAS-METRAGENS – JÚRI OFICIAL<br />
Melhor Filme:<br />
“A Melhor Mãe do Mundo”, de Anna Muylaert (SP)<br />
Melhor Direção:<br />
Mykaella Plotkin – “Senhoritas” (PE)<br />
Melhor Roteiro:<br />
Anna Muylaert – “A Melhor Mãe do Mundo” (SP)<br />
Melhor Fotografia:<br />
Cris Lyra – “Senhoritas” (PE)<br />
Melhor Montagem:<br />
Fernando Stutz – “A Melhor Mãe do Mundo” (SP)<br />
Melhor Edição de Som:<br />
Rosana Stefanoni – “Itatira” (SP)<br />
Melhor Direção de Arte:<br />
Ana Mara Abreu – “Senhoritas” (PE)<br />
Melhor Trilha Sonora:<br />
Diogo Felipe – “<a href="https://coisadecinefilo.com.br/29o-cine-pe-o-ano-em-que-o-frevo-nao-foi-pra-rua/">O Ano em que o Frevo Não Foi para Rua</a>” (SP)<br />
Melhor Ator Coadjuvante:<br />
Genézio Barros – “Senhoritas” (PE)<br />
Melhor Atriz Coadjuvante:<br />
Rejane Farias – “A Melhor Mãe do Mundo” (SP)<br />
Melhor Ator:<br />
<a href="https://coisadecinefilo.com.br/29o-cine-pe-nem-toda-historia-de-amor-acaba-em-morte/">Octávio Camargo – “Nem Toda História de Amor Acaba em Morte” (PR)</a><br />
Melhor Atriz:<br />
Shirley Cruz – “A Melhor Mãe do Mundo” (SP)</p>
<p>CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS – JÚRI OFICIAL<br />
Melhor Filme:<br />
“Esconde-esconde”, de Vitória Vasconcellos<br />
Melhor Direção:<br />
Vitória Vasconcellos – “Esconde-esconde”<br />
Melhor Roteiro:<br />
Xulia Doxagui – “Babalu é Carne Forte”<br />
Melhor Fotografia:<br />
João Rubio Rubinato – “Esconde-esconde”<br />
Melhor Montagem:<br />
Priscila Nascimento – “Sonho em Ruínas”<br />
Melhor Edição de Som:<br />
Priscila Nascimento – “Sonho em Ruínas”<br />
Melhor Direção de Arte:<br />
Alex Ferreira – “Babalu é Carne Forte”<br />
Melhor Trilha Sonora:<br />
Grupo Boi Tira-Teima – “O Carnaval é de Pelé”<br />
Melhor Ator:<br />
Asaías Rodrigues – “Sertão 2138”<br />
Melhor Atriz:<br />
Clau Barros – “Sertão 2138”</p>
<p>CURTAS-METRAGENS NACIONAIS – JÚRI OFICIAL<br />
Melhor Filme:<br />
“Kabuki”, de Tiago Minamisawa (SP)<br />
Melhor Direção:<br />
Tiago Minamisawa – “Kabuki” (SP)<br />
Melhor Roteiro:<br />
Aline Flores – “Casulo” (SP)<br />
Melhor Fotografia:<br />
<a href="https://coisadecinefilo.com.br/29o-cine-pe-a-caverna/">Elisa Ratts – “A Caverna” (PR)</a><br />
Melhor Montagem:<br />
Marília Albuquerque – “Liberdade Sem Conduta” (RN)<br />
Melhor Edição de Som:<br />
Augusto Krebs – “O Último Varredor” (MT)<br />
Melhor Direção de Arte:<br />
Guilherme Petreca – “Kabuki” (SP)<br />
Melhor Trilha Sonora:<br />
Gustavo Kurlat e Ruben Feffer – “Kabuki” (SP)<br />
Melhor Ator:<br />
<a href="https://coisadecinefilo.com.br/29o-cine-pe-depois-do-fim/">Rafael Lozano – “Depois do Fim” (SP)</a><br />
Melhor Atriz:<br />
Aline Flores – “Casulo” (SP)</p>
<p>PRÊMIOS ESPECIAIS<br />
Melhor Curta Nacional segundo a Abraccine:<br />
“Casulo”, de Aline Flores (SP)<br />
Melhor Longa segundo a Abraccine:<br />
“Senhoritas”, de Mykaella Plotkin (PE)<br />
Melhor Curta Pernambucano – Júri Popular:<br />
“O Carnaval é de Pelé”, de Lucas Santos e Daniele Leite<br />
Melhor Curta Nacional – Júri Popular:<br />
“Depois do Fim”, de Pedro Maciel (SP)<br />
Melhor Longa – Júri Popular:<br />
“Nem Toda História de Amor Acaba em Morte”, de Bruno Costa (PR)</p>
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