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	<title>Arquivos Estrelas Além do Tempo - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Estrelas Além do Tempo - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial: Filmes sobre Questões Raciais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Feb 2020 15:00:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ava DuVernay]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na última semana, Luta por Justiça entrou em cartaz nos cinemas de todo o Brasil. Dirigido e escrito por Destin Daniel Cretton (O Castelo de Vidro), o filme é uma adaptação do livro de Bryan Stevenson. Advogado, formado em Havard, Stevenson consegue fundos para defender presidiários que estão sentenciados a pena de morte no Alabama. Obviamente, o que o jovem vê é um  sistema extremamente racista, injusto e que condena a maioria das pessoas sem provas e sem investigação concreta. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na última semana, <em><strong>Luta por Justiça</strong></em> entrou em cartaz nos cinemas de todo o Brasil. Dirigido e escrito por Destin Daniel Cretton (<em>O Castelo de Vidro</em>), o filme é uma adaptação do livro de Bryan Stevenson. Advogado, formado em Havard, Stevenson consegue fundos para defender presidiários que estão sentenciados a pena de morte no Alabama. Obviamente, o que o jovem vê é um  sistema extremamente racista, injusto e que condena a maioria das pessoas sem provas e sem investigação concreta. No longa, o criminalista é interpretado por Michael B Jordan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/creed-nascido-para-lutar/"><em>Creed: Nascido para Lutar</em></a>), que entrega uma performance equilibrada, construindo uma personagem cheia de força interna, mesclada com uma serenidade e olhares atentos ao seu redor.</p>
<p>No geral, a produção possui um resultado positivo. Em sua técnica é bem tradicional, não faz muitas firulas e foca mais no poder do próprio enredo. No entanto, ele peca por tentar apelar demais para o emocional do espectador, em alguns momentos. Seja com uma trilha “sentimental” exagerada, que fica por um longo tempo, ou com <em>closes</em> nos rostos dos atores com expressão de sofrimento, a sensação é de que a equipe quer fazer o público chorar. Além disso, a projeção é um tanto extensa, perdendo a chance de explorar mais o potencial da trajetória de McMillian (Jamie Foxx).</p>
<p>O que fica desta obra, ao final da exibição, é justamente o tamanho das atrocidades que os brancos são capazes de fazer, da impunidade e passabilidade que eles possuem. A reflexão e a denúncia feitas são de profunda relevância e, por isso, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> resolveu trazer mais sugestões  que seguem a mesma linha de <em>Luta pela justiça</em> e precisam ser visto para ontem! Confira!</p>
<p><strong>Confira nosso Especial: Filmes sobre Questões Raciais:</strong><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-12476" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/malcolm-x-750x422.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/malcolm-x-750x422.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/malcolm-x-1536x864.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/malcolm-x-610x343.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/malcolm-x.jpg 1777w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>5 – <em>Malcolm X</em> (1992)</strong></h5>
<p>Dirigido por Spike Lee (<em>Faça a Coisa Certa</em>), o filme é uma cinebiografia de um dos mais famosos ativistas da militância negra mundial. No longa, através da história de Malcolm, é possível enxergar todo o racismo, a segregação e crueldade presente nos Estados Unidos. Nascido nesse contexto estadunidense opressor, Malcolm X vai se descobrindo, a partir da sua entrada no islamismo, e começa a sua luta. A complexidade dada ao protagonista por Lee é um dos pontos altos da produção.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12477 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/rua-beale-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/rua-beale-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/rua-beale-1536x1025.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/rua-beale-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/rua-beale-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/rua-beale.jpg 1619w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>4 – <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-se-a-rua-beale-falasse/"><em>Se a Rua Beale Falasse</em></a> (2018)</strong></h5>
<p>Baseado no livro de James Baldwin, o filme conta a história de uma jovem que deseja provar a inocência do amor de sua vida. O rapaz foi acusado e preso injustamente por um crime que não cometeu. Não existem evidências que provem sua culpa, mas o sistema racista encarcera antes mesmo de qualquer prova. Assim como é dito e mostrado em <em>Luta por Justiça</em>, a seleção do policial se dá pela cor do indivíduo.</p>
<p>Dirigido por Barry Jenkins (<em>Moonlight</em>), a produção mescla os momentos de revolta e denúncia, com cenas românticas entre Tish e Fonny. As escolhas estéticas de Jenkins, como as das paletas de cores e enquadramentos, trazem um tom poético para a projeção, mas sem perder de vista a pauta principal da trama. O diretor consegue passar de forma sutil em seu trabalho o fato de que a comunidade negra está vivendo seu cotidiano e é recorrentemente interrompida e violada pela fúria dos brancos que, para piorar ainda mais as coisas, conseguem escapar de seus crimes todos os dias, incriminando negros.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12478 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/hidden-750x422.jpg" alt="" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/hidden-750x422.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/hidden-1536x864.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/hidden-610x343.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/hidden.jpg 2048w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>3 – <a href="https://coisadecinefilo.com.br/elas-na-tela-as-mulheres-de-estrelas-alem-do-tempo/"><em>Estrelas Além do Tempo</em></a> (2016)</strong></h5>
<p>Um pouco mais leve que as outras produções da lista, <em>Estrelas Além do Tempo</em> é um respiro e uma espécie de reparação histórica, pois revela para a sociedade a trajetória de personalidades femininas negras que foram importantes para a ciência, mas que não tiveram seus esforços tão divulgados como a de homens brancos que fizeram muito menos.</p>
<p>Dirigido por Theodore Melfi (<em>Um Santo Vizinho</em>), o longa mostra como uma equipe composta apenas com matemáticas negras da NASA realizou uma operação fundamental para os EUA, na Guerra Fria. A obra mostra não apenas como elas foram fortes, brilhantes e poderosas, mas como lutaram contra o racismo dentro da instituição e fora dela. Tecnicamente, o ponto alto do filme é a atuação de Taraji P Henson (<em>Luta pela Liberdade</em>), como Katherine G Johnson, que merecia uma indicação ao Oscar, em 2017, mas que não recebeu. No entanto, Octavia Spencer (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-forma-da-agua/"><em>A Forma da Água</em></a>) apareceu na categoria Melhor atriz coadjuvante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-12479 size-medium" title="Especial: Filmes sobre Questões Raciais" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/13-emenda-750x422.jpg" alt="Especial: Filmes sobre Questões Raciais" width="750" height="422" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/13-emenda-750x422.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/13-emenda-610x343.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/13-emenda.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>2 – <em>A 1<em>3</em>ª Emenda</em> (2016)</strong></h5>
<p>Escrito e dirigido por Ava DuVernay (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-uma-dobra-no-tempo/"><em>Uma Dobra no Tempo</em></a>), o filme é um documentário da Netflix que mostra como o sistema carcerário estadunidense prende e pune majoritariamente homens negros. O nome do longa está ligado à lei décima terceira da Constituição dos Estados Unidos que abole e proíbe a escravidão. Mas, o que a obra mostra é que o sistema escravocrata não acabou, somente trouxe outras nomenclaturas e organizações. Com imagens de arquivo e dados estatísticos, a tese posta da produção é confirmada pelos números. Eles revelam que a quantidade de presidiários negros é de 40%, sendo que no país eles são 12%. Juntando este fato com a informação de que as investigações e os julgamentos não acontecem da mesma forma a depender da raça da pessoa, é fácil de se entender porque estas porcentagens são como são<a href="http://www.adorocinema.com/">.</a></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-12483" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/selma2-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/selma2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/selma2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/selma2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/selma2.jpg 1400w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>1 – <em>Selma: Uma Luta pela Igualdade</em> (2014)</strong></h5>
<p>Também dirigido por Ava DuVernay, o longa mostra a luta de Martin Luther King para que os negros possam votar nos Estados Unidos. A batalha pela conquista deste direito acaba resultando em um dos eventos mais importantes da história mundial: a marcha de Selma a Montgomery. O filme retrata a violência policial, revelando novamente a fúria dos brancos pela manutenção exclusiva de seus privilégios e a agressividade para alcançar tal objetivo. As escolhas da direção na decupagem elevam as revelações das tensões que os manifestantes pacíficos passaram durante o seu protesto. Além de ser uma obra importante por seu conteúdo histórico, o longa tem elementos técnicos que fazem com que a potência de seu conteúdo cresça. A progressão narrativa, os quadros e a montagem são seu ponto alto.</p>
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		<title>Estrelas Além do Tempo é o destaque nas estreias desta semana (02/02). Confira o que entra em cartaz!</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/estrelas-alem-do-tempo-e-o-destaque-nas-estreias-desta-semana-0202-confira-o-que-entra-em-cartaz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2017 23:25:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[A Espera]]></category>
		<category><![CDATA[A Qualquer Custo]]></category>
		<category><![CDATA[Armas na Mesa]]></category>
		<category><![CDATA[Estrelas Além do Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Jackie]]></category>
		<category><![CDATA[O Chamado 3]]></category>
		<category><![CDATA[TOC - Transtornada Obsessiva Compulsiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estrelas Além do Tempo é a história incrível de Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monae) &#8211; brilhantes mulheres afro-americanas que trabalharam na NASA e foram os cérebros por trás de uma das maiores operações da História: o lançamento em órbita do astronauta John Glenn, uma conquista fantástica que restaurou a confiança do país, mudou a Corrida Espacial e galvanizou o mundo. O trio visionário atravessou todas as barreiras de gênero e raça [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Estrelas Além do Tempo</strong> é a história incrível de Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monae) &#8211; brilhantes mulheres afro-americanas que trabalharam na NASA e foram os cérebros por trás de uma das maiores operações da História: o lançamento em órbita do astronauta John Glenn, uma conquista fantástica que restaurou a confiança do país, mudou a Corrida Espacial e galvanizou o mundo. O trio visionário atravessou todas as barreiras de gênero e raça para inspirar gerações para sonhar grande. Confira a crítica <a href="http://coisadecinefilo.com.br/elas-na-tela-as-mulheres-de-estrelas-alem-do-tempo/" target="_blank"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wx3PVtrU-Os" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7311" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Armas-na-Mesa-12.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Armas na Mesa</strong><br />
<strong> Direção:</strong> John Madden<br />
<strong>Elenco:</strong> Jessica Chastain, Mark Strong, John Lithgow</p>
<p>Elizabeth Sloane (Jessica Chastain), uma lobista requisitada e conhecida por sempre fazer o que é necessário para vencer. Porém, ao enfrentar um dos seus adversários mais poderosos, talvez ganhar possa custar um preço muito alto. Confira a crítica <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-armas-na-mesa/" target="_blank"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/591hCwxsNsM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7312" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/jakie.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Jackie</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Pablo Larraín<br />
<strong>Elenco:</strong> Natalie Portman, Peter Sarsgaard, Greta Gerwig</p>
<p>Estrelada por Natalie Portman (vencedora do Oscar® de melhor atriz por Cisne Negro em 2011), a produção conta a história de Jacqueline Kennedy, que inesperadamente viúva, lida com o trauma nos quatro dias posteriores ao assassinato de seu marido, o então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy. O longa é dirigido por Pablo Larraín (O Clube e No) e tem entre os produtores Darren Aronofsky (Cisne Negro).</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/EXazdmHFQcs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7314" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/o-chamado.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>O Chamado 3</strong><br />
<strong> Direção:</strong> F. Javier Gutiérrez<br />
<strong>Elenco:</strong> Matilda Lutz, Alex Roe, Vincent D&#8217;Onofrio</p>
<p>&#8220;O Chamado 3&#8221; é o novo capítulo da amada franquia &#8220;O Chamado&#8221;. Uma jovem e seu namorado decidem explorar o submundo misterioso em torno de um vídeo que supostamente mata quem o assistiu em 7 dias. Ela então se sacrifica para salvar o namorado e acaba fazendo uma descoberta aterrorizante: existe um outro &#8220;vídeo dentro do vídeo&#8221; que ninguém nunca assistiu.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/UGE1wy6PSFY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7315" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/61058622_ancelmo_gois_-.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>TOC &#8211; Transtornada Obsessiva Compulsiva</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Paulinho Caruso, Teo Poppovick<br />
<strong>Elenco:</strong> Tatá Werneck, Bruno Gagliasso, Vera Holtz</p>
<p>Kika K (Tatá Werneck) é uma atriz que está em novelas, campanhas publicitárias e é idolatrada por milhões de fãs. Mas por trás das aparências, está em crise com sua vida pessoal e profissional, enquanto precisa lidar com as limitações de seu Transtorno Obsessivo Compulsivo. Kika se depara com Felipão, um fã obsessivo (Luis Lobianco), um namorado galã sem noção (Bruno Gagliasso) e os compromissos profissionais marcados pela exigente empresária (Vera Holtz). Com informações do Adoro Cinema. Confira a crítica <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-toc-transtornada-obsessiva-compulsiva/" target="_blank"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/NHwIMoGWrlQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7316" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/174369.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>A Qualquer Custo</strong><br />
<strong> Direção:</strong> David Mackenzie<br />
<strong>Elenco:</strong> Chris Pine, Ben Foster, Jeff Bridges</p>
<p>Dois irmãos, um ex-presidiário e um pai divorciado com dois filhos, perderam a fazenda da família em West Texas e decidem assaltar um banco como uma chance de se restabelecerem financeiramente. Só que no caminho, a dupla se cruza com um delegado, que tudo fará para capturá-los.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ej0oQRR8rNc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7317" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/espera-2017-cncurs.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>A Espera</strong><br />
<strong> Direção:</strong> Piero Messina<br />
<strong>Elenco:</strong> Juliette Binoche, Lou de Laâge, Giorgio Colangeli</p>
<p>Anna (Juliette Binoche) e Jeanne (Lou de Laâge) estão isoladas em uma casa na Sicília, Itália, esperando o retorno de José, filho da primeira e namorado da segunda. Enquanto esperam, as duas passam a se conhecer e segredos obscuros são revelados.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/BOkeiVhSxGk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Elas na Tela: As mulheres de Estrelas Além do Tempo</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/elas-na-tela-as-mulheres-de-estrelas-alem-do-tempo/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/elas-na-tela-as-mulheres-de-estrelas-alem-do-tempo/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leticia Moreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jan 2017 23:41:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Estrelas Além do Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Janelle Monáe]]></category>
		<category><![CDATA[Kevin Costner]]></category>
		<category><![CDATA[Kirsten Dunst]]></category>
		<category><![CDATA[Octavia Spencer]]></category>
		<category><![CDATA[Taraji P. Henson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A história, como conhecemos, é repleta de fatos camuflados e verdadeiros heróis escondidos. Construir um filme que se predispõe a rasgar cortinas é carregar uma responsabilidade séria. 1961. Imagine que, no cenário hostil da Guerra Fria, um time de três mulheres geniais, trabalhando no departamento de matemática da NASA, se tornou peça chave no sucesso estadunidense rumo ao espaço. Surpreendente? Pois bem, agora imagine que além de cientistas e geniais, essas mulheres fossem negras? Pareceria mais uma história para dar conta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A história, como conhecemos, é repleta de fatos camuflados e verdadeiros heróis escondidos. Construir um filme que se predispõe a rasgar cortinas é carregar uma responsabilidade séria.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">1961. Imagine que, no cenário hostil da Guerra Fria, um time de três mulheres geniais, trabalhando no departamento de matemática da NASA, se tornou peça chave no sucesso estadunidense rumo ao espaço. Surpreendente? Pois bem, agora imagine que além de cientistas e geniais, essas mulheres fossem negras? </span><span style="font-weight: 400;">Pareceria mais uma história para dar conta desse burburinho todo dos “politicamente corretos” que exigem representatividade de gênero e de cor, verdade? Rá, não!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa é a história real de Katherine Johnson</span><span style="font-weight: 400;">, Dorothy Vaughn</span><span style="font-weight: 400;"> e Mary Jackson</span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i><span style="font-weight: 400;">que, sob a direção de Theodore Melfi (que assina o roteiro junto a Allison Schroeder), chega aos cinemas brasileiros em 02 de fevereiro. </span><i><span style="font-weight: 400;">Estrelas Além do Tempo</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;">Hidden Figures</span><span style="font-weight: 400;">), baseado no livro homônimo de Margot Lee Shetterly, é sem dúvida um filme necessário e important</span><span style="font-weight: 400;">e em tempos atuais.</span><span style="font-weight: 400;"> Somente por virar os holofotes para essas mulheres, cujos nomes nos foram ocultados por tanto tempo, esse drama-biográfico já merece reconhecimento &#8211; e o título original </span><i><span style="font-weight: 400;">“Figuras Escondidas”</span></i><span style="font-weight: 400;">, que perde força na tradução brasileira, já sugere isso. Pois é, mulheres colocaram os homens no espaço!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma menininha negra toma o centro da cena de abertura, em primeiro plano. Resolvendo um problema matemático, abisma colegas e  professor (negros) que ocupam o segundo plano. Na sequência seguinte, as três protagonistas aparecem em meio a uma estrada em um carro quebrado. Uma delas, deitada no chão com chave-de-fenda em mãos, conserta o problema mecânico. Pronto, é assim que a película se apresenta: uma história sobre mulheres que não são menos do que qualquer mulher pode ser.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A menininha é Katherine <i>(</i>Taraji P. Henson<i>)</i>, viúva e mãe de três filhas, que, dividindo-se entre as responsabilidades pessoais e profissionais, encontra uma grande oportunidade ao ser convocada para ser o computador da operação, presidida pelo cientista Al Harison </span><i><span style="font-weight: 400;">(</span></i><span style="font-weight: 400;">Kevin Costner</span><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;">, que levaria o primeiro estadunidense ao espaço. Para se tornar a primeira engenheira da NASA, a determinada Mary Jackson <i>(</i>Janelle Monáe<i>) </i>equilibra trabalho, família e uma segunda graduação em uma escola exclusiva para brancos, cujo acesso conquistou por meio de um recurso jurídico. Dorothy Vaughn <i>(</i>Octavia Spencer, disputando o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante<i>)</i></span> <span style="font-weight: 400;">executa toda função e responsabilidade de coordenar a equipe de “computadores” da agência espacial, mas, por sua cor, o cargo oficialmente lhe é sempre negado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enfrentar todos os obstáculos de gênero e de cor é, ainda hoje, rotina árdua. Em tempos em que negros e brancos sequer compartilhavam espaços públicos, então, era quase sobre-humano. Mais do que protagonistas do filme, elas são protagonistas das próprias histórias, dos próprios destinos, da família, e ainda, do destino da nação em meio a uma luta além-terra. Merecem, portanto, uma obra à altura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Narrativamente, o ritmo do filme flui bem &#8211; começando com a apresentação da rotina de cada uma das personagens, seguindo com seu desenvolvimento nas áreas específicas, nos desafios assumidos e consequentes vitórias. Porém, no desenrolar da história, a ênfase na dedicação e no patriotismo da NASA acaba disputando o foco central que deveria ser, propriamente, nas tais figuras escondidas (já que o patriotismo dos EUA sempre esteve bastante visível!). E é aqui o primeiro ponto em que o diretor pesa a mão e deslisa na proposta que vinha apresentando, gerando uma pulguinha atrás da orelha: este seria, no fim das contas, mais um daqueles filmes imperialistas? Outras questões, tratadas a seguir, podem compensar esse ponto, ainda que não o enterrem. </span></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7302" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/01/hf-gallery-04-gallery-image.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe uma preocupação estética e narrativa no filme em dar conta de mostrar as mínimas e mais latentes opressões sofridas pela população negra, em especial as mulheres, e aqui a direção acerta em muitas escolhas. É angustiante, e até desesperador, acompanhar a saga diária de Katherine na ida ao banheiro, já que no prédio onde passa a trabalhar só havia espaços para brancos. A cena se repete no longa mais de uma vez, sem poupar esforços de reforçar a ação, gerando a ansiedade de quem passaria aquilo. E é necessário que se desperte essa sensação.  </span></p>
<p>Os enquadramentos sempre contemplam a segregação nos ambientes de trabalho, reforçando os olhares tortos, a presença estranha de uma negra em meio a um mar de homens brancos. O mesmo para os espaços dos negros, em que compartilham medos e alegrias. A determinação e coragem das personagens, que no geral tomam as rédias para se impor em muitas situações, são explícitas na obra. Estas e outras escolhas, como a construção dos aspectos históricos nos diálogos e na narrativa, fazem com este seja, a seu modo, um filme muito sensitivo e envolvente &#8211; principalmente se você for mulher e sentir na pele a desigualdade.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Falar sobre mulheres protagonizando filmes de alto orçamento não deixa de suscitar indagações e pontos de atenção importantes, principalmente quando elas ocupam alguma posição de relevância. As mulheres negras têm sido há longo tempo, nas artes no geral, hiperssexualizadas e objetificadas. É um perigo iminente para qualquer filme reproduzir isso, mas aqui nota-se um cuidado em não seguir nesse caminho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por muito tempo, a sociedade patriarcal tenta impor a rivalidade entre as mulheres como algo culturalmente natural. O filme, sagazmente, se esquiva dessa armadilha e, ao contrário, evidencia a união e suporte mútuo entre as personagens. Mesmo na hostilidade das mulheres brancas em relação às negras, a rivalidade parece não ultrapassar as questões racistas &#8211; não que isso fosse bom, mas demonstra uma atenção em não entrar no jogo do patriarcado. E talvez estes pontos sejam reflexo de um roteiro assinado por uma mulher.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É interessante, justamente, como o filme retrata a relação entre as mulheres brancas e as negras, esses dois grupos historicamente oprimidos, mas que, apesar de pertencerem ao mesmo gênero, a condição da cor sempre as têm colocado em patamares desiguais de opressão, até os dias atuais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vívian (Kirsten Dunst) é o desenho real dessa hierarquia enraizada no imaginário das mulheres brancas, que se creem superior às negras. Ela, apesar de sentir na pele a diminuição e discriminação no trabalho, por ser mulher, não deixa de operar no mesmo caminho com Dorothy. E essa questão é tão forte que, ao comentar com Dorothy que não teria nada contra ela, esta responde &#8220;Eu sei que você provavelmente acredita nisso&#8221;. O racismo, na nossa cultura, é tão complexo que muitos de nós, de fato, acreditamos nisso.</span></p>
<p>A segunda pulguinha atrás da orelha começa a saltitar quando alguns elementos do roteiro parecem exagerar o heroísmo dos brancos, e é aqui o incômodo principal. É um tanto claro que, para que as protagonistas alcançassem o êxito, mesmo com todo empenho, foi necessário que os brancos fizessem certas concessões (sem querer, com esse afirmação, negar a autonomia da luta do povo negro). Nesta história em particular, o cientista Al Harrison defendeu os direitos de Katherine e, de certo modo, deu o devido reconhecimento a seu trabalho. Porém, o filme abusa da escolha de reiterar os olhares de surpresa dos cientistas brancos, acompanhados de musiquinhas instrumentais ao fundo, formato que acaba se tornando maçante.</p>
<p>Em certo momento, Harrison passa o bastão (um piloto de lousa, especificamente) para Katherine. Nada demais, exceto por essa passagem acontecer em um <em>close</em> (com musiquinha, claro!). Poucos minutos depois, em outro <em>close</em>, Vivian entrega a Dorothy a pasta em que recebe o título de coordenadora. Essas &#8220;passagens de bastões&#8221; (dos brancos aos negros) em primeiros planos são, sem dúvidas, desnecessárias.</p>
<p>A história ocultou suas identidades e nos privou do direito de conhecê-las, do direito de saber que (nós, mulheres) não cabemos em nenhum limite, em nenhum padrão ou em nenhum tipo de prisão que o patriarcado nos impõe e nos impôs sempre. Nós (as mulheres) levamos os homens para o espaço!</p>
<p>Assim, não dá pra negar que <em>Estrelas Além do Tempo</em> tem o mérito de uma obra de urgência, necessária, que traz à tona a voz, o pioneirismo e a importância dessas heroínas.  É muito forte vibrar a cada vitória delas. O filme retrata, ainda, muito bem a realidade hostil de poucas décadas atrás. Ainda que, no fundo, muitos aspectos do filme acabam se encaixando na máxima <em>&#8220;filme para branco ver</em>&#8220;, não chega ao ponto de ser um <em>Histórias Cruzadas</em>  no Espaço (como brincou a atriz Leslie Jones). Ele cumpre bem essa responsabilidade e não perde, de todo, a mão na representatividade e no cuidado com as personagens. Merece (e precisa) ser visto.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wx3PVtrU-Os" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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