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	<title>Arquivos Esmir Filho - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Esmir Filho - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Homem com H</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2025 12:36:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Cinebiografias têm sido um expoente forte nas produções nacionais nos últimos anos. Inevitável pensar no subgênero sem lembrar do feito de Ainda Estou Aqui (2024) e o primeiro Oscar do Brasil, mas essa história vem de muito antes. Nas décadas de história desse tipo de longa-metragem, narrativas sobre cantores, cantoras e bandas sempre foram um ponto alto pelo apelo com o público. Em 2023, por exemplo, o cinema nacional teve uma enxurrada de produções com histórias de grandes nomes da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Cinebiografias têm sido um expoente forte nas produções nacionais nos últimos anos. Inevitável pensar no subgênero sem lembrar do feito de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ainda-estou-aqui/"><em>Ainda Estou Aqui (2024)</em></a> e o primeiro Oscar do Brasil, mas essa história vem de muito antes. Nas décadas de história desse tipo de longa-metragem, narrativas sobre cantores, cantoras e bandas sempre foram um ponto alto pelo apelo com o público. Em 2023, por exemplo, o cinema nacional teve uma enxurrada de produções com histórias de grandes nomes da música como em <em>Mamonas Assassinas &#8211; O Filme</em>, <em>Nosso Sonho</em>,  <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-sangue-ferve-por-voce/"><em>Meu Sangue Ferve por Você</em></a> e <em>Meu Nome é Gal</em>. E, nesta quinta-feira (1º), mais uma obra se junta ao <em>hall</em> de artistas da música no cinema com a estreia de <em><strong>Homem com H</strong></em>.</p>
<p>O longa conta as dores, os amores e a magia por trás da vida e carreira de Ney Matogrosso. O cantor, que não apenas está vivo, como participa ativamente da produção, já faz de <em><strong>Homem com H </strong></em>um ponto fora da curva em comparação com a maioria desses filmes. A presença de Ney em todas as etapas de produção fizeram da história algo realista, sensível e místico. A ficção e a realidade vivem um dilema ainda mais tênue no decorrer do longa. Existe uma verdade nas cenas que possivelmente são fruto dessa presença ativa sobre quem o filme se propõe a falar.</p>
<p>A existência de uma dobradinha entre roteiro e direção sempre ajuda a alinhar as visões. No caso de <em><strong>Homem com H</strong></em>, o comando de Esmir Filho (<em>Boca a Boca</em>, de 2020) nas duas principais frentes criativas da produção alinham a palpabilidade do drama com a visão mais fantástica e artística das possibilidades narrativas. Ainda que seja uma cinebiografia de uma pessoa &#8216;comum&#8217; &#8211; entre aspas porque não há nada de comum na voz e presença de palco de Ney -, o filme se permite brincar com uma visualidade mais criativa e fantástica, em certa medida.</p>
<figure id="attachment_19402" aria-describedby="caption-attachment-19402" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19402" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-750x500.jpg" alt="Homem com H (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Homem-com-H-1.jpg 1620w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19402" class="wp-caption-text">Jesuíta Barbosa em cena de &#8216;Homem com H (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Essa visão, ainda que em parceria com a direção de arte de Thales Junqueira (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bacurau/"><em>Bacurau</em></a>, de 2019, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baby/"><em>Baby</em></a>, de 2025), a fotografia de Azul Serra (<em>Senna</em>, de 2024) e a montagem de Germano de Oliveira (<em>O Melhor Amigo</em>, de 2025), não deixam de vir da presença de Esmir. A colaboração entre os departamentos permite que a sua visão saia do papel e ganhe forma. A integração da ideia do cineasta com a composição visual do resultado de <em><strong>Homem com H</strong></em> é encantadora. Seja no real dos momentos mais duros da vida de Ney, no sensível dos seus dramas pessoais ou no fantástico dos amores e de suas performances, o longa entrega um resultado visual verdadeiramente interessante e fora da curva.</p>
<p>Outro acerto do longa é seu elenco. Seja com a sutileza e potência de Hermila Guedes (<em>Cangaço Novo</em>, de 2023) e Rômulo Braga (<em>Maria e o Cangaço</em>, de 2025) como os pais de Ney, ou com a doçura e o fervor de Bruno Montaleone (<em>O Lado Bom de Ser Traída</em>, de 2023) e Jullio Reis (<em>S.O.S. Mulheres ao Mar 2</em>, de 2015) como alguns dos maiores amores do cantor, os intérpretes do filme honram a obra e a história. Tudo isso orbitando a entrega assustadoramente fiel de Jesuíta Barbosa (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-filha-do-palhaco/"><em>A Filha do Palhaço</em></a>, de 2022) ao viver nas telonas a estrela de <em><strong>Homem com H</strong></em>.</p>
<p>Os trejeitos, os olhares penetrantes e a intensidade nos palcos são entregues por Jesuíta em cada uma das semanas desde seus primeiros minutos de filme. Ao longo da sua jornada como Ney, ele parece crescer em cena ao mesmo tempo que seu personagem amadurece como adulto. Talvez <em><strong>Homem com H</strong></em> seja um dos papeis mais interessantes da carreira do ator por colocá-lo numa situação onde a potência, a sutileza e a peculiaridade andam juntos e representam os tantos Neys que existem.</p>
<p>Essa é a magia do filme que tanto encanta o público. Olhamos pelo buraco da fechadura e descobrimos que o Ney Matogrosso dos palcos é apenas um de tantos que ele foi, é e ainda poderá ser. Vislumbrar mais do que o artista em seu ápice do misticismo, mas encarar as feridas abertas da sua alma. Saber das suas perdas e senti-las de perto. <em><strong>Homem com H </strong></em>arrebata em diversos momentos por nos lembrar que por trás do mito e do místico existe uma pessoa de carne, osso, com passado, dores e amores.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Esmir Filho</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jesuíta Barbosa, Hermila Guedes, Rômulo Braga, Bruno Montaleone, Jullio Reis, Mauro Soares, Caroline Abras, Pedro Zurawski e Lara Tremouroux</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/tHlkkfoMwFo?si=u-1f_0DC-nC4N7x0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Mostra de São Paulo: Verlust</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2020 21:40:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Contraste baixo, paleta de cores, majoritariamente, em tons pastéis, sons diegéticos do mar e os ruídos da praia. Logo nos primeiros minutos de Verlust, o tom do filme e as sensações que ele deseja passar são instaurados. Este é um longa que revela intensa preocupação estética, utilizada para contar uma história sobre um grupo que lembra uma espécie de família, ainda que não seja uma propriamente dita. Assim, unidos, principalmente, por uma suposta relação profissional, a trama escancara logo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Contraste baixo, paleta de cores, majoritariamente, em tons pastéis, sons diegéticos do mar e os ruídos da praia. Logo nos primeiros minutos de <strong><em>Verlust</em></strong>, o tom do filme e as sensações que ele deseja passar são instaurados. Este é um longa que revela intensa preocupação estética, utilizada para contar uma história sobre um grupo que lembra uma espécie de família, ainda que não seja uma propriamente dita.</p>
<p>Assim, unidos, principalmente, por uma suposta relação profissional, a trama escancara logo de cara que os laços mostrados ali vão muito além do trabalho. O elo que liga todas as personagens é a figura de Frederica (Andrea Beltrão), uma empresária, mãe, esposa, ex-namorada, uma figura que tenta representar tudo neste enredo. Contudo, o longa acaba por se valer muito mais dos aspectos formais e se perde por não sustentar a grandiosidade trazida pelo olhar do cineasta Esmir Filho (<em>Saliva</em>).</p>
<p>A começar pela mise-en-scène cuidadosa, que trabalha com as sensações das personagens, juntamente com o ambiente apresentado na tela e a movimentação do elenco por aquele espaço que os conecta e sufoca ao mesmo tempo. As tensões entre eles são fomentadas por uma aparente tentativa de progressão. No entanto, as informações são postas de maneira frouxa. Isto porque desde o princípio da exibição o tom das emoções reveladas no enredo já é intenso e deixa no ar um clima de suspense, como se algo estivesse por vir, mas isto nunca chega. O nó e as ferramentas narrativas para o desenlace são claros demais para que os diálogos e embates se sustentem.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13401" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3631774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Verlust" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3631774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3631774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3631774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3631774.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Há no longa um afastamento claro na força do que se conta com o como é contado. Assim, <strong><em>Verlust</em> </strong>é uma produção que se eleva na forma, porém fica por aí. É como se todos os outros elementos chegassem quase lá, como é o caso do relacionamento de Frederica com Lenny (Marina Lima). O passado e o presente das duas é subestimado e ganha pouco tempo de projeção e desenvolvimento. Há um constante anúncio de virada que não ocorre, deixando que todos os conflitos sejam resolvidos, inclusive os delas, nos últimos minutos.</p>
<p>Outro fator que pode ser apontado como um &#8220;bater na trave&#8221; são as atuações. Beltrão parece representar mais do que interpretar. A racionalidade de sua Frederica colide com a sua própria, de atriz. Há somente um lampejo de uma provável boa criação. Já o restante do elenco é um tanto inexpressivo. Eles não alcançam o nível de complexidade proposta por Filho na sua direção. Talvez, tenha faltado motivação ou criação de gênese das personagens. Ainda que haja alguma dignidade neles, falta expressividade, tônus corporal e uma imersão mais forte para que as emoções afloradas não soem exageradas, principalmente nas sequências de brigas.</p>
<p>No final das contas, o que vale em <em><strong>Verlust</strong> </em>é aproveitar as atmosferas criadas, seja pelo sufocamento causado por esse ambiente fechado e cheio de clausuras, pelas músicas de Marina Lima, que fomentam a tradução dos sentimentos de cada integrante desta rede de relacionamentos postos por Frederica e pelo apuro do trabalho de Esmir Filho, que imprime na sua direção tudo que falta no restante do longa.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Esmir Filho</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Andrea Beltrão, Marina Lima, Alfredo Castro</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xpP-b803u0g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Confira nossas crítica de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/"><em><strong>aqui</strong></em></a>!</p>
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