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	<title>Arquivos Eryk Rocha - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Eryk Rocha - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>XX Panorama Internacional Coisa de Cinema: A Queda do Céu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2025 20:14:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O novo documentário de Eryk Rocha (Cinema Novo) e Gabriela Carneiro da Cunha é inspirado na obra homônima do xamã Yanomami Davi Kopenawa. Em termos gerais, o longa-metragem soa como uma espécie de encantamento &#8211; ou seria uma maldição?- , uma resposta para nós brancos. Neste sentido, a produção brilha. No entanto, a sua discussão e a sua intenção não sustentam a sessão. A produção desafia o desejo de acompanhá-la, a começar pelo desenho de som do longa. Só existe [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">O novo documentário de Eryk Rocha (<em>Cinema Novo</em>) e Gabriela Carneiro da Cunha é inspirado na obra homônima do xamã Yanomami Davi Kopenawa. Em termos gerais, o longa-metragem soa como uma espécie de encantamento &#8211; ou seria uma maldição?- , uma resposta para nós brancos. Neste sentido, a produção brilha. No entanto, a sua discussão e a sua intenção não sustentam a sessão.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A produção desafia o desejo de acompanhá-la, a começar pelo desenho de som do longa. Só existe um instante de silêncio. De resto, os ruídos são incessantes. Por mais que seja intencional causar o impacto através desta sonoridade contínua, o efeito se esvai. Recursos repetidos no audiovisual, sem progressão ou respiros, tendem a ser cansativos.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">E é isso que ocorre aqui. A produção quer deixar o espectador desconfortável, mas essa escolha sempre é perigosa, porque o interlocutor precisa querer ouvir, querer prestar atenção. Todavia, já na metade da exibição, a atenção cai consideravelmente, por este motivo. Sobretudo porque estes sons, majoritariamente, aparecem mais como uma ambientação do que uma construção extra de sentidos.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19333" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-1.png" alt="A Queda do Céu" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Desta forma, o barulho de trovoada, quando o xamã faz o seu monólogo, já no terceiro ato do filme, funciona e opera como instalador do clímax. Já as constantes sequências com choro de criança e conversas aleatórias ao fundo, não. E o mesmo pode ser dito do visual do longa.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Quando a decupagem foca na encenação, com a câmera fixa, enquanto as personagens falam paradas ou andam, é possível criar uma conexão com a narrativa. </span>Mas, Rocha e Cunha exageram na câmera na mão e as andanças pelas florestas deixam a projeção exaustiva. O chacoalhar recorrente da tela, desconecta o público da fruição. Além disso, no que se refere à iluminação, sequências que contam com diálogos emotivos e profundos são comprometidas porque não é possível enxergar os rostos das personagens.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">São nestes elementos que a ligação com a obra vai se esvaindo e resta a sensação de que o doc tem o dobro de tempo. Desta forma, <em>A queda do céu</em> tem um conteúdo profundo e urgente, porém que não é transmitido em toda sua grandiosidade, não faz jus ao que está sendo proferido no ecrã. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Gabriela Carneiro da Cunha, Eryk Rocha</span></p>
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 "></p>
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		<title>XVII Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Edna</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Dec 2021 17:58:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Melancolia, força, resistência e poesia. O documentário Edna mistura todos estes adjetivos e produz um relato intenso sobre uma mulher que é, de fato, uma sobrevivente e carrega seu nome no título. A projeção se inicia em preto e branco. Nela, o público passa a acompanhar a jornada de Edna, com a sua voz narrando suas dores, lutas, angústias e fluxos de consciência. Guerrilheira no Araguaia, Edna Rodrigues de Souza foi torturada durante a ditadura militar e sofreu perdas irreparáveis [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Melancolia, força, resistência e poesia. O documentário <strong><em>Edna</em> </strong>mistura todos estes adjetivos e produz um relato intenso sobre uma mulher que é, de fato, uma sobrevivente e carrega seu nome no título. A projeção se inicia em preto e branco. Nela, o público passa a acompanhar a jornada de Edna, com a sua voz narrando suas dores, lutas, angústias e fluxos de consciência.</p>
<p>Guerrilheira no Araguaia, Edna Rodrigues de Souza foi torturada durante a ditadura militar e sofreu perdas irreparáveis na sua vida. Carregando todas estas marcas e deixando nítido que a batalha não terminou ainda, este documentário carrega um teor de grande impacto consigo. Alguns pontos podem ser listados para explicar esta experiência tão complexa. Para além de toda a relevância, magnitude e denúncia que a produção contém, escolhas técnicas fortalecem a história.</p>
<p>A decupagem intercala planos de estradas, das caminhadas de Edna e da sua rotina. Nesta mescla, aos poucos, o espectador vai mergulhando naquela narrativa, começando pelo cotidiano da protagonista até chegar nos fatos mais impactantes da sua trajetória. Entre quadros mais abertos e fechados, a câmera se movimenta com destreza, possuindo estabilidade ou não à serviço das emoções que precisam ser transmitidas.</p>
<p>Além disso, o desenho de som e a mixagem fomentam esta lógica, provocando sensações múltiplas em quem assiste, seja de dor, compaixão, vontade de chorar etc. Neste sentido, a estratégia de colocar a voz do companheiro de Edna em segundo plano, de vez em quando, e utilizar uma subida progressiva da fala de Edna, em off, enquanto seus olhares estão distraídos, aumenta a perspectiva de intimidade e cumplicidade com ela.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14887" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/edna-01.jpg" alt="Edna" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/edna-01.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/edna-01-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/edna-01-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/edna-01-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Há também uma vontade da personagem de escapar daquela realidade e neste auge de confissões dolorosas, vêm alguns respiros. Os instantes nos quais se acompanha as caminhadas de Edna e trechos de poesia – muito bem declamados por ela, inclusive – são quando são criados alguns confortos e relaxamentos na plateia. O ponto alto desta lógica do longa é a transição do P&amp;B para o colorido. Algo que, de certa forma, é um tanto óbvio e esperado, mas necessário para a estrutura que foi construída ali.</p>
<p>Há uma atmosfera de procura por uma saída dentro de todo o caos e sofrimento causado pela violência sofrida por Edna no passado e a luta constante contra o roubo de terras e massacres que continuam a ocorrer no país. A chegada destas cores é uma virada que confere um poder quase místico para esta figura central. No entanto, é preciso abordar que o espaço para este empoderamento e até mesmo de alívio narrativo é o setor mais frágil da obra.</p>
<p>Talvez, seja, na verdade, uma presença um tanto mal colocada destes momentos poéticos, mas nada que comprometa o resultado total. No geral, o doc é redondo e consegue transmitir quem é esta mulher e como é importante prosseguir falando sobre pessoas como ela, que jamais vão desistir.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Eryk Rocha</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/PWjsgUjclDs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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