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	<title>Arquivos Entrevista - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Entrevista - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>28º Cine PE: Entrevista com Ninive Caldas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Aug 2024 21:09:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As luzes do teatro do parque se acendem, Um dos festivais mais esperados de Pernambuco se inicia, expectativas são criadas mas apenas uma certeza habita o Imaginário do público do festival Cine PE: a presença da atriz e mestre de cerimônias Ninive Caldas. Conhecida por seus elaborados figurinos e bom humor em cima dos palcos, ela se tornou uma figura emblemática do Cine PE, com uma relação que se iniciou no lugar de espectadora artista celebra esta parceria que para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">As luzes do teatro do parque se acendem, Um dos festivais mais esperados de Pernambuco se inicia, expectativas são criadas mas apenas uma certeza habita o Imaginário do público do festival Cine PE: a presença da atriz e mestre de cerimônias <strong>Ninive Caldas</strong>. Conhecida por seus elaborados figurinos e bom humor em cima dos palcos, ela se tornou uma figura emblemática do Cine PE, com uma relação que se iniciou no lugar de espectadora artista celebra esta parceria que para ela é cada vez mais profícua. &#8220;A minha relação com o cine PE é desde sempre, porque, desde que eu me entendo por gente, é uma coisa muito importante para Pernambuco&#8221;, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já este lugar de mestre de cerimônias começou sem que Ninive planejasse, como um job, no Festival do Cine Teatro. No entanto, Caldas vivencia um sucesso nesta área, o que faz seu nome ser levado como sugestão para Sandra Bertini, uma das criadoras e realizadoras do Cine PE. Aceitando a sugestão, Sandra entrevista Ninive, a contrata para abrir as noites de exibições, e a continua chamando todo ano. Pensando neste relacionamento de Caldas não apenas com o festival, mas também com o audiovisual pernambucano e nacional, que o Coisa de Cinéfilo traz para seus leitores um bate-papo com ela. Confira!</span></p>
<p><strong>ENTREVISTA</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Enoe Lopes Pontes</strong> &#8211;  Quando e como começou a sua participação/relação com o Cine Pe?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Ninive Caldas</strong> &#8211;  A minha relação com o cine PE é desde sempre, porque, desde que eu me entendo por gente, é uma coisa muito importante para Pernambuco. As pessoas passavam anos esperando os filmes serem lançados no cinema e os grandes artistas vinham se apresentar seus filmes. Eram multidões de pessoas no teatro Guararapes. <em>Central do Brasil</em>, eu vi aqui. Os primeiros filmes de Kleber que eu vi na vida  foram no Cine PE.  Eu vi <em>Recife frio</em>  aqui e vi o Teatro Guararapes lotado, morrendo de rir . Então, é sempre um evento no calendário da cidade e, por um tempo, eu não ia para o palco ainda, mas acompanhava esse evento  na cidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP &#8211;</strong> Ah, você começou como espectadora! E depois?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>NC &#8211;</strong> Sim! Então, eu sempre admirei muito Graça Araújo, que era uma mulher negra, super empoderada, poderosa, com a voz potente demais, estava na TV e estava à frente do Cine PE, durante 22 anos, mais ou menos. Ao longo do tempo, eu fui me formando enquanto atriz, fui tendo oportunidade de me apresentar no palco além do teatro. Com o falecimento de graça, Sandra começou a pesquisar alguém para colocar no lugar dela, mas foi uma coisa muito difícil porque Sandra era muito amiga de Graça, ela amava Graça Araújo. Bom, mas aí, como diz aquela coisa foi pela boca de um só, todo mundo (risos) me indicou a ela. Todas as pessoas disseram: eu acho que a pessoa ideal para fazer isso é Ninive! Então, quando ela me convidou para uma reunião no escritório dela e a gente conversou não teve outra! E aí foi assim, muito mágico para mim porque, como eu disse,  eu vim acompanhando de uma vida toda ponto o Cine PE. O festival já tem quase 30 anos. Então, desde muito nova que eu vim acompanhando ele, por isso, para mim, foi muito potente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP &#8211;</strong> ⁠Como você linka a trajetória de sua carreira para a sua participação como mestre de cerimônias e anfritriã do festival? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>NC &#8211;</strong> Menina, pois é, a minha carreira de atriz sempre foi assim. Eu sempre fui muito comunicativa! Se eu trabalhasse numa repartição, eu ficaria fazendo performances para as pessoas na repartição (risos).  Eu gosto de falar. Aí, comecei a fazer cinema e eu tenho um grande amigo que é diretor, que também era produtor cultural, que me disse: olha, Ninive,  é você que vai apresentar a abertura do Festival do Cine Teatro, no Teatro Santa Isabel. Foi a minha estreia! Arrumei meu figurino, porque, como você sabe, eu gosto muito de figurinos, meus figurinos sempre me acompanham!  Aí, apresentei esse primeiro evento. A partir daí não parei mais!  Então, foi assim, bem espontânea minha relação com a vida de mestre de cerimônias. Não esquecendo a minha vida de atriz, porque às vezes eu faço tantas coisas de mestre de cerimônias que minha vida de atriz tem ficado um pouco parada pela quantidade de coisas mesmo que eu faço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP &#8211;</strong> Como você enxerga o cenário do cinema pernambucano e nacional?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>NC &#8211; </strong> Eu sou fascinada por cinema, trabalho como atriz. Então, eu gosto muito de cinema e as minhas referências maiores são os filmes pernambucanos, são os diretores pernambucano,s são de filmes que foram feitos aqui. Claro que eu tenho várias outras referências mundiais, mas eu falo da minha referência nacional. Me  lembro da gente falando de <em>Aitaré da praia</em>, que foi um dos primeiros filmes gravados em Pernambuco, no início do século passado. Tem um filme, <em>O Baile Perfumado,</em> que foi, junto  com o movimento Mangue Beach,  um marco cultural. É um filme importantíssimo  para Pernambuco. Ou, um filme como <em>Açougue</em>, de Tiago Melo, que é o filme lindíssimo, falando da Zona da Mata Norte. E acredito que estamos no caminho certo, o fundo de Cultura está voltando, para que mais filmes voltem a ser feitos e as pessoas possam registrar o nosso tempo. Isso é importantíssimo! Porque é ótimo fazer filme do próprio bolso, claro as pessoas têm tantas ideas, que precisam criar coisas. Mas, é muito importante os novos ficarem atentos a comunhão do fazer e do estudo mesmo para que a gente tenha fomento digno, para que a gente possa ter um trabalho. Não podemos esquecer que são trabalhadores, que têm famílias, que têm uma vida e temos que ter uma vida digna.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP &#8211;</strong> ⁠Durante os seus anos de contribuição com o Cinepe, você já viveu alguma história inusitada, diferente e/ou que você destacaria?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>NC &#8211; </strong> Inusitado foi no passado, que até Caio Blat morreu de rir depois. Porque a gente tava na abertura, ou foi no segundo dia, foi um dia importante.  Aí, de repente, começa um tiriri, um falando alto, eu falando e a pessoa falando quase na mesma altura. Aí, eu parei e disse… Eu nem me lembro direito, Caio que conta, menina e a gente morre de rir, eu disse: &#8220;não é possível que a gente não consiga ficar longe do telefone 5 minutos, que a gente está num lugar que as pessoas não conseguem parar! Esse é o momento da gente fazer isso não tem como a gente está escutando o celular&#8221;. Algo assim, eu falei um monte de coisas! Aí, pronto, silenciou e eu retomei. Depois, eu fiquei sabendo que era a Globo entrevistando o homenageado do ano passado. Aí, eu pensei minha &#8220;gente!!&#8221; e dei muita risada. Mas,  eu fiz o que eu achava que tinha que fazer. Eu sou espontânea, você viu no Cine PE.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP &#8211;</strong> Como é a sua relação tanto com o público especializado (críticos, artistas, jornalistas etc) e o mais geral? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>NC &#8211;</strong>  Minha relação com o público especializado é muito bacana, porque como eu sou do meio artístico, eu conheço muita gente e o grande público também acompanha, me vê nesse e em outros eventos. E o público do CINE PE é um público muito fiel! É um público que sempre vai, que todo  ano está lá. E, muitos deles, sempre dizem: oi, olha aqui você, eu estou aqui com você! E bate foto e tal! Os meninos que fazem assessoria são muito gente fina a galera de jornal também. Eu tô com eles o ano inteiro. Então, eu faço muitos eventos do governo, muitos eventos de lançamento e de coisas assim. Então, estou sempre junto com um jornalista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>ELP &#8211;</strong> ⁠Cada ano o Cinepe deve ter um sabor diferente, coisas que fazem as edições se diferenciarem. Como foi a experiência de participar este ano?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>NC &#8211;</strong>  Esse ano foi muito legal, porque logo na abertura a gente teve o <em>Grande Sertões</em>, de Guel.  Nós pernambucanos temos uma relação muito especial com Guel Arraes, por causa das coisas que ele faz, para além de eu conhecer a família também. Ver toda a família dele, que estava aqui, a filha que estava presente, e ele é um grande cineasta, uma grande figura, foi especial. E também tivemos várias outras estreias de filmes nacionais importantes. Isso tem um sabor diferente. Então, eu acho que esse ano foi isso!</span></p>
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		<title>Melancolia, distopia e traições são temas de Tria, curta-metragem exibido em festival na Bulgária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jun 2023 22:03:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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		<category><![CDATA[In the Palace Short Film Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Tria – del sentimento del tradire]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Itália, Inglaterra, Brasil e Canadá são alguns dos países pelos quais o curta-metragem Tria – del sentimento del tradire já passou, em sua jornada por festivais de cinema. Dentro da sua circulação mundial, a próxima exibição do filme será no In the Palace Short Film Festival, na Bulgária, em junho deste ano. Para os espectadores brasileiros, por enquanto, existe a possibilidade de ver a produção pelo streaming Canal+, através deste link. Dirigido por Giulia Grandinetti, Tria explora os limites entre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Itália, Inglaterra, Brasil e Canadá são alguns dos países pelos quais o curta-metragem <em>Tria – del sentimento del tradire j</em>á passou, em sua jornada por festivais de cinema. Dentro da sua circulação mundial, a próxima exibição do filme será no</span><i><span style="font-weight: 400;"> In the Palace Short Film Festival</span></i><span style="font-weight: 400;">, na Bulgária, em junho deste ano. Para os espectadores brasileiros, por enquanto, existe a possibilidade de ver a produção pelo streaming Canal+, através deste <a href="https://www.canalplus.com/cinema/tria/h/20862270_50001">link. </a>D</span><span style="font-weight: 400;">irigido por Giulia Grandinetti, <em>Tria</em> explora os limites entre o realismo e o fantasioso, em uma distopia, que convoca um olhar sobre o estrangeiro – aqui, de gregos que migram para a Espanha – e sobre a dicotomia confiança versus traição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta relação dual presente no convívio humano é uma das chaves da narrativa, de acordo com Giulia, que conta como a principal inspiração para o início da a escrita do seu roteiro foi uma experiência pessoal, muito íntima. “Eu estava investigando o tema da traição e me sentindo traída. </span>Para curar minha ferida e entender o que eu estava sentindo, resolvi traduzir esse sentimento para o contexto familiar, aquele em que cada um de nós forma seus próprios padrões relacionais ao longo de toda a nossa existência”. Todavia, para colocar esta temática em pauta, a artista e a sua equipe focaram em deixar nítida uma estética que fomentasse uma atmosfera de fábula, de juventude e um tanto de mistério.</p>
<p>Giulia comenta que, ao lado da sua diretora de fotografia (Eleonora Contessi), a aura que ela intuiu que o curta teria, permeado de tonalidade amarela, foi ganhando forma e sendo construída progressivamente. A realizadora acredita que <em>Tria</em> foi um trabalho intenso, mas também bastante fluido, ao ponto de todas as suas ideias parecerem simultâneas às gravações, ainda que tenham sido planejadas meses antes.  <span style="font-weight: 400;">Para elaborar este mundo de <em>Tria – del sentimento del tradire</em>, desde o momento de pré-produção até a sua trajetória em festivais, Giulia explica que mergulhou completamente em todos os seus sentimentos, ressignificados pela arte, e em todo seu conhecimento sobre cinema.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é d</span><span style="font-weight: 400;">entro de uma rotina agitada , com bastante trabalhos e processos criativos, que a diretora e roteirista entregou um pouco do seu tempo para ceder entrevista para o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong>. No bate-papo, ela revela um pouco sobre esta caminhada intensa do curta, desde seu processo de produção até sua trajetória em festivais. Confira!</span></p>
<figure id="attachment_16782" aria-describedby="caption-attachment-16782" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-16782" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Tria-35mm-Col-A1-023.jpg" alt="Photographer: Eleonora Contessi" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Tria-35mm-Col-A1-023.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Tria-35mm-Col-A1-023-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Tria-35mm-Col-A1-023-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/Tria-35mm-Col-A1-023-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16782" class="wp-caption-text">Photographer: Eleonora Contessi</figcaption></figure>
<p><b>ENTREVISTA</b></p>
<p><b>ENOE LOPES PONTES</b><span style="font-weight: 400;"> – Como e quando surgiu a ideia do curta-metragem Tria?</span></p>
<p><b>GIULIA GRANDINETTI</b><span style="font-weight: 400;"> – A ideia deste curta-metragem nasceu no verão de 2020. Naquela época, eu estava passando por uma decepção pessoal muito ruim após um caso de amor que acabou mal Tenho a sensação de que hoje se fala muito sobre o conceito de confiança. Somos constantemente solicitados a confiar, mas acredito que o sentimento de traição também seja muito frequente. E a partir daí comecei a escrever uma história que me ajudasse a expressar o que estava sentindo, descobrindo que minha decepção trazia muitos elementos em jogo, como o da sociedade e até a relação que tinha comigo mesmo.</span></p>
<p><b>ELP </b><span style="font-weight: 400;">– O filme é permeado de metáforas e símbolos, como foi seu processo criativo dentro dessa construção imagética e discursiva tão forte?</span></p>
<p><b>GG </b><span style="font-weight: 400;">– A minha abordagem ao cinema sempre foi cheia de ligações a símbolos e metáforas, não é algo que alcanço com esforço, mas acho que faz parte propriamente da minha linguagem expressiva. Como disse o filósofo Merleau-Ponty, como ser humano estamos condenados a sentir. Escrevo e faço meus filmes por necessidade e o maior desejo que eu tenho é que minhas histórias possam servir a alguém que simpatize com minhas feridas.</span></p>
<p><b>ELP </b><span style="font-weight: 400;">– Eu sei que você tem um relacionamento com a Grécia, mas eu queria saber como essa ideia veio até você, deste mundo distópico para falar, em algum nível, para e sobre os imigrantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>GG</strong> – Dizem que todo diretor faz muitos filmes, mas no final falam sempre da mesma coisa. Se eu tivesse que identificar meu fio condutor dentro do meu cinema, diria que seria o tema da diversidade. Todos os meus protagonistas vivem em um estado de desajuste e profunda diversidade em relação ao contexto em que vivem. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Tria</span></i><span style="font-weight: 400;">, o peso dessa lei inventada pressiona uma família que concorda em sacrificar uma criança para ter um lugar no mundo. A ligação com a Grécia realmente existe: na verdade, desde criança, vivi todos os meus verões em Kefalonia, em uma casa onde moro com minha grande família de 14 pessoas. A distopia é um gênero que me fascina porque nos permite criar reflexões muito poderosas sobre as alternativas do nosso mundo e para ser uma distopia ela precisa estar próxima do mundo real. Na cidade de Roma, onde moro há muitos anos, a questão da imigração é muito sentida. Existem muitas comunidades ciganas e o processo de integração é muito complexo. Querendo criar uma ponte entre a imaginação e a realidade, pensei em criar esta história: na qual, para acolher a integração, se propõe uma lei aterradora. </span></p>
<p><b>ELP</b><span style="font-weight: 400;"> – O elenco é bastante coeso, como foi o trabalho com os atores, principalmente com as atrizes que compõem o trio?</span></p>
<p><b>GG </b><span style="font-weight: 400;">– Trabalhar com atores é o coração do trabalho de um diretor para mim. Pessoalmente acho que 50% do trabalho foi escolher pessoas que tivessem boas e sólidas razões para fazer parte do filme. E depois o trabalho de pesquisa realizado em conjunto. Ao longo dos anos desenvolvi o meu método de trabalho particular que proponho sempre e que me deixa sempre muito surpresa pela forma como os atores conseguem satisfazer os meus pedidos mantendo-se fiéis à sua forma de se movimentar no espaço e de se expressar. Nesse caso, o desafio foi ainda mais difícil porque o elenco tinha que atuar em uma língua desconhecida, mas com certeza demos mais espaço para trabalhar o corpo e a voz, e por fim o código linguístico. Posso ainda acrescentar que se a interpretação do elenco é crível, é também graças ao magnífico trabalho realizado com o look e os figurinos, feitos ad hoc nos seus rostos e corpos, pela figurinista Martina Latorre e pelos maquilhadores Irene Del Brocco e Stella Bignoli.</span></p>
<p><b>ELP </b><span style="font-weight: 400;">– Dentro do filme, há muitas relações internas e como elas são exteriorizadas. Os diálogos são bem enxutos, por exemplo, mas há muito dito no silêncio, com emoções fortes e pulsantes. Como esse elemento funcionou na construção da escrita do seu roteiro?</span></p>
<p><b>GG </b><span style="font-weight: 400;">– Quando a tragédia está no ar, as palavras se tornam supérfluas. O mundo vivenciado por esses personagens já me parecia tão poderoso e essencial que percebi que poucas palavras eram necessárias. Acho que não precisamos acrescentar muito mais às intenções, corpos, olhos e mãos dos personagens que vivenciam a tragédia. Acredito que a sugestão mais importante para seguir nessa direção ao escrever o roteiro veio do estudo da cultura grega antiga: uma cultura em escala humana, respeitosa das leis e pronta para seu próprio destino de morte. Diante disso, entendi o quanto silêncios e olhares poderiam ser mais poderosos nessas personagens do que palavras vãs e fracas.</span></p>
<p><b>ELP </b><span style="font-weight: 400;">– Gostaria de saber um pouco sobre como funcionou o seu processo de direção e roteiro. Você já pensou na decupagem enquanto escrevia ou costuma separar as duas funções. Como foi toda essa criação?</span></p>
<p><b>GG </b><span style="font-weight: 400;">– Quando escrevo, sinto que tenho um diálogo forte e equilibrado entre minhas partes instintivas e racionais. Normalmente a faísca ocorre quando as duas partes se tocam. E então vomito &#8211; mesmo em pouco tempo &#8211; o que está flutuando dentro de mim há muitos meses. Posso dizer com certeza que, porém, já na escrita sempre sinto um vínculo muito forte com a montagem. Quando chego ao set, tenho ideias muito claras sobre o ritmo das cenas, sobre o timing, sobre como alguns planos servem para dialogar com outros. Costumo raciocinar em sequências de imagens, seguindo uma espécie de diagrama de emoção, que parece ser feito de forma espontânea, mas na verdade acho que tem muita ciência e muita matemática dentro disso. </span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16783" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/TriaStill_03.png" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/TriaStill_03.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/TriaStill_03-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/TriaStill_03-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/TriaStill_03-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><b>ELP </b><span style="font-weight: 400;">– O filme tem um paralelo, um jogo de temperaturas bem opostas, mas, ao mesmo tempo, eles conversam. Conte-me um pouco sobre como funcionou seu trabalho criativo junto com Eleonora Contessi.</span></p>
<p><b>GG </b><span style="font-weight: 400;">– Trabalhar com Eleonora foi maravilhoso. Ela é uma pessoa extremamente sensível e entendeu imediatamente qual direção eu queria tomar. Foi ela a primeira pessoa a quem propus este projeto e a primeira informação que lhe dei foi: &#8220;Este filme tem a alma de uma cor: o amarelo.&#8221; Ela aceitou o desafio e durante meses criamos juntos o mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Tria</span></i><span style="font-weight: 400;">, inspiradas por sugestões pessoais, buscas por ambientes cinematográficos, estudando pinturas e falando sobre sonhos. Até que ela entendeu o que era o amarelo de que eu falava e que foi identificado pelo talento de Eleonora sendo este amarelo a luz de sódio. O curta também é rodado em filme 35mm, e isso exigiu um estúdio enorme para a preparação da luz para recriar a atmosfera que queríamos. O contraste que se encontra a nível cromático é aquele entre o amarelo do mundo real e os tons frios e azuis do mundo onírico/inconsciente. </span></p>
<p><b>ELP </b><span style="font-weight: 400;">– As canções têm uma força dentro da narrativa, como se também fizessem um paralelo com os sentimentos dos personagens. Fale-me um pouco sobre as músicas do curta-metragem. São composições originais, como foram pensadas para as cenas?</span></p>
<p><b>GG </b><span style="font-weight: 400;">– A música é sempre um personagem onipresente para mim. Neste caso, eu queria que a música testemunhasse um mundo com raízes antigas, mas ao mesmo tempo entretivesse graças àquelas batidas primordiais que a música tradicional dos Balcãs carrega na alma. Por exemplo, a cena da dança em que as irmãs vão cumprimentar o grupo de amigos é um momento de entretenimento com conotações eróticas (até dionisíacas se a lermos em tom grego), mas ao mesmo tempo quis que também recordasse a ritual fúnebre de uma morte que está a caminho. A música sempre esteve ligada a festas e rituais; é o personagem que detém as chaves para nos levar a mundos além da vida. E num curta-metragem em que está em jogo a vida, a música só poderia ser protagonista e testemunha. Para realizar esta façanha, tive a grande honra de colaborar com a Balkan Lab Orchestra, que inclui Lucia Alessi e Piersante Falconi, compositores da música </span><i><span style="font-weight: 400;">Tria</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><b>ELP </b><span style="font-weight: 400;">– Falando de uma perspectiva mais ampla, até onde vi seu trabalho, há algo de fábula e de juventude que permeia sua arte. Você vê essa característica em seus filmes? Quais são os caminhos que permeiam seus processos criativos e inspirações artísticas?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>GG</strong> – Fábula e juventude: são certamente duas palavras que sinto próximas da minha história. Por mais complexos que meus filmes possam parecer, na verdade sinto que meu processo criativo é extremamente simples por natureza: eu me entrego a uma necessidade. Acredito que a infância e a adolescência são para todos duas fases da vida em que muitos conflitos e embates se encontram. Muitas vezes tenho a sensação de que tudo que vivi de complexo e às vezes inexplicável é puro combustível para minhas necessidades narrativas. O cinema é realmente um meio de dar sentido a muito sofrimento e a muitas cicatrizes. Um caminho de salvação, uma espécie de filosofia, que às vezes chega a assemelhar-se a uma religião totalmente pessoal. Muitas vezes, quando o filme termina, essa ferida para de sangrar. </span></p>
<p><b>ELP </b><span style="font-weight: 400;">– Você gostaria de adicionar algo? Fique à vontade, caso queira.</span></p>
<p><b>GG </b><span style="font-weight: 400;">– Por muito tempo me perguntei o que era o oposto de &#8221;trauma&#8221;. Eu me fiz essa pergunta por muitos meses e todos que conheci por cerca de um ano. E esse curta me fez perceber que o oposto de trauma é&#8230; o conceito de poder. Poder no sentido de poder fazer, de agir. Os traumas nos paralisam, nos enfraquecem. Portanto, é importante aprender a reagir e retomar o poder em nossas mãos. Quero agradecer aos meus filmes porque graças a eles posso me expressar, posso me conhecer, posso perdoar, posso me tornar uma versão melhor de mim mesmo e não me fazer vítima dos traumas que sofri. Agradeço a todos os meus colaboradores, em particular aos meus produtores Riccardo Neri e Vincenzo Filippo (Lupin Film), ao meu distribuidor Flavio Armone (Lights On) e a todas as pessoas que acolheram o meu filme.</span></p>
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		<title>Deborah Secco amou a experiência da 1ª dublagem no filme O Lendário Cão Guerreiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Aug 2022 14:43:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Deborah Secco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estreou neste mês de agosto o longa infantil O Lendário Cão Guerreiro, uma animação que narra a trajetória de Hank, um cão sem muita sorte que acaba em uma aldeia de gatos. O personagem se torna o samurai da pequena aldeia de Kakamucho, alvo do vilão Ika Chu, que promete varrer a cidade do mapa. Com a ajuda de Jimbo e Emiko, Hank vai tentar salvar a região da destruição prometida pelo vilão. A turma conta ainda com Yuki, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreou neste mês de agosto o longa infantil <strong><em>O Lendário Cão Guerreiro</em></strong>, uma animação que narra a trajetória de Hank, um cão sem muita sorte que acaba em uma aldeia de gatos. O personagem se torna o samurai da pequena aldeia de Kakamucho, alvo do vilão Ika Chu, que promete varrer a cidade do mapa. Com a ajuda de Jimbo e Emiko, Hank vai tentar salvar a região da destruição prometida pelo vilão.</p>
<p>A turma conta ainda com Yuki, a mãezona do grupo que tenta proteger a todos. Na dublagem brasileira, a atriz <strong><em>Deborah Secco</em></strong> assumiu o papel da personagem, em sua primeira dublagem da carreira. &#8220;Foi uma experiência maravilhosa e era algo que eu sempre tive vontade de fazer. Foi uma delícia brincar disso!&#8221;, afirmou em entrevista ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/"><strong><em>Coisa de Cinéfilo</em></strong></a>. Ela disse ainda que a experiência foi mais fácil do que poderia imaginar, pois o diretor de dublagem, Wendel, alinhou muito bem os tempos e orientações.</p>
<p>Embora ela se identifique com a personagem por serem mães protetoras, Deborah contou que utilizou pouco disso na personagem: &#8220;Eu olhei para aquele desenho e tentei imaginar que voz aquela personagem teria e fiz com que minha voz se aproximasse o máximo possível daquilo que a minha imaginação criou&#8221;.</p>
<p>Muito contente com a experiência e o trabalho final, Secco finalizou dizendo que vai &#8220;adorar poder brincar de dublar sempre que surgirem novas oportunidades&#8221;.</p>
<p><em> O Lendário Cão Guerreiro</em> segue passando nos cinemas de todo o país. Aproveite então para levar a família toda, pois é uma gracinha de filme!</p>
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		<title>Entrevista: Gustav Lindh, ator sueco do longa Rainha de Copas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Sep 2019 15:20:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chegou aos cinemas esta semana o longa dinamarquês/sueco Rainha de Copas, um drama que fala sobre a relação de uma advogada de direito das crianças e dos adolescentes com seu enteado. Ela acaba se envolvendo romanticamente com o jovem rebelde e os dois vivenciam emoções profundas e necessárias para cada um. O longa é uma ótima análise sobre as relações parentais, contextos sociais e obsessões afetivas. Confira a nossa crítica clicando aqui! O Coisa de Cinéfilo teve a oportunidade de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chegou aos cinemas esta semana o longa dinamarquês/sueco <em><strong>Rainha de Copas</strong></em>, um drama que fala sobre a relação de uma advogada de direito das crianças e dos adolescentes com seu enteado. Ela acaba se envolvendo romanticamente com o jovem rebelde e os dois vivenciam emoções profundas e necessárias para cada um. O longa é uma ótima análise sobre as relações parentais, contextos sociais e obsessões afetivas. Confira a nossa crítica <em><strong><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rainha-de-copas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">clicando aqu</a></strong></em>i!</p>
<p>O Coisa de Cinéfilo teve a oportunidade de entrevistar o ator <strong>Gustav Lindh</strong>, sueco de 25 anos e protagonista do longa. Gustav é vencedor de prêmios, como de Melhor Ator na categoria &#8220;Competição de Cinema Jovem&#8221; no Festival Internacional de Hong Kong (2019) e Estrela em Ascensão, no Festival de Stockholm (2017).</p>
<p><strong>Confira a entrevista realizada no Rio de Janeiro!</strong></p>
<h5><strong>Então, minha primeira pergunta é sobre o quão desafiante foi para você interpretar uma figura masculina inocente em relacionamento, pois estamos tão acostumados a ver nos filmes de Hollywood a situação inversa, onde mulheres são seduzidas. </strong></h5>
<p><b>Gustav Lindh: </b><span style="font-weight:400;">Foi um grande desafio para mim. Eu nunca pensei nisso como uma perspectiva de gênero. Eu só queria interpretar esse personagem. Eu sempre faço pesquisas sobre quem é esse cara, de onde ele vem, o que está acontecendo com ele. Foi realmente interessante trabalhar com esse material porque ele tem tantas áreas cinzas</span><span style="font-weight:400;">, muitas impressões sobre a vida, poder, responsabilidade e as consequências de não tomar responsabilidade em certas situações.</span></p>
<h5><strong>Você enxerga que Anne (interpretada por </strong><strong><em>Trine Dyrholm</em></strong><strong>) sente inveja de sua juventude e ela quer estar com você porque está velha e entediada?</strong></h5>
<p><b>Gustav Lindh: </b><span style="font-weight:400;">Eu acho que há razões diferentes. Eu não quero dar muito </span><span style="font-weight:400;"><i>spoiler</i></span><span style="font-weight:400;">, mas ele é muito malandro </span><span style="font-weight:400;"><b>e não confia em muitos adultos. Ele está sozinho e sempre foi desse jeito, e por isso eu acho que ele quer foder as coisas. Eu não sei se posso falar palavrão. </b></span><span style="font-weight:400;"><b>Mas é claro eu acho que ele é pego de surpresa em um certo momento. É complicado, ele muda durante a história e eu não quero contar muito do filme. É complexo ser um ser humano.</b></span></p>
<figure id="attachment_11283" aria-describedby="caption-attachment-11283" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-11283 size-medium" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/WhatsApp-Image-2019-09-14-at-12.05.44-750x500.jpeg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/WhatsApp-Image-2019-09-14-at-12.05.44.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/WhatsApp-Image-2019-09-14-at-12.05.44-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/WhatsApp-Image-2019-09-14-at-12.05.44-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-11283" class="wp-caption-text">Foto: Michel Gutwilen</figcaption></figure>
<h5><strong>Como foi trabalhar com essa maravilhosa atriz que é Trine Dyrholm?</strong></h5>
<p><b>Gustav Lindh: </b><span style="font-weight:400;">Foi fantástico, foi o melhor momento de minha carreira até agora. Ela é uma das melhores atrizes no mundo e ela melhorou meu desempenho. E</span><span style="font-weight:400;">la sempre me levou muito a sério desde o início. Quando trabalhávamos, nós trabalhávamos. Viramos amigos e eu não acho que não seria muito estimulante trabalhar se ela me tratasse como um jovem iniciante, então nós realmente nos demos bem e foi minha melhor experiência até agora em um </span><span style="font-weight:400;"><i>set</i></span><span style="font-weight:400;">. </span></p>
<h5><strong>Eu acho que Rainha de Copas possui uma interação interessante com o espectador, porque ao mesmo tempo nós sabemos que a relação de vocês dois é algo errado, mas também é fascinante. Você tem momentos lindos com ela, como na cena do lago ou quando estão conversando e usando o gravador.  O que você acha disso? </strong></h5>
<p><b>Gustav Lindh: </b><span style="font-weight:400;">É definitivamente problemático, mas eu não quero moralizar sobre isso. Eu sempre tento não moralizar meus personagens. Eu tenho uma responsabilidade de estar em diálogo com a nossa diretora e todo mundo sobre qual o contexto e a história que estamos trabalhando, mas quando se trata de apenas fazer o personagem não posso ter nenhuma resposta moral sobre como ele age.</span></p>
<h5><strong>Você acha que esse filme pode colocar o cinema dinamarquês em um outro nível? Eu acho que o último filme dinamarquês de notoriedade internacional foi </strong><strong><i>A Caça (2013)</i></strong><strong>. [</strong><strong><i>ERRATA: existe também </i></strong><i>o ótimo Culpa, de 2018]</i></h5>
<p><span style="font-weight:400;"><b>Gustav Lindh: </b>Huh, esse é um filme muito bom. Bem, eu sou um grande fã do cinema dinamarquês. Eu só me sinto muito agradecido por ser parte disso. Está sendo muito bem recebido e na Dinamarca também está sendo um sucesso de bilheteria. Eu acho que os dinamarqueses são uma grande nação fazendo filmes e sou estou muito orgulhoso de fazer parte dessa família.</span></p>
<h5><strong>Você está trabalhando em algum novo projeto?</strong></h5>
<p><b>Gustav Lindh: </b><span style="font-weight:400;">Sim, eu estou. Desde que acabamos as filmagens de <em>Rainha de Copas</em> estive em três séries de TV, sendo que duas delas não posso falar sobre. Uma delas é chamada <em>Love Me</em>, que está recebendo um </span><span style="font-weight:400;"><em>remake</em></span><span style="font-weight:400;"> americano e a primeira temporada estreará daqui a 1 mês na Suécia, então fique ligado.</span></p>
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		<title>Entrevista: Diretor e ator de Divaldo &#8211; O Mensageiro da Paz falam sobre desafios do roteiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Sep 2019 20:10:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O longa nacional Divaldo &#8211; O Mensageiro da Paz chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 12 de setembro, e conta a história do médium baiano Divaldo Franco. Em exibição de pré-estreia em Salvador, o Coisa de Cinéfilo conversou com o diretor do filme, Clovis Mello, e com o ator que interpreta Divaldo na juventude, Ghilherme Lobo. Você pode aproveitar e conferir a crítica do filme clicando aqui! Confira o bate-papo! Vocês tiveram o cuidado de explicar a doutrina de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa nacional <em><strong>Divaldo &#8211; O Mensageiro da Paz</strong> </em>chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 12 de setembro, e conta a história do médium baiano Divaldo Franco. Em exibição de pré-estreia em Salvador, o <a href="https://coisadecinefilo.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>Coisa de Cinéfilo</strong></em></a> conversou com o diretor do filme, Clovis Mello, e com o ator que interpreta Divaldo na juventude, Ghilherme Lobo.</p>
<p>Você pode aproveitar e conferir a crítica do filme <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-divaldo-o-mensageiro-da-paz/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p><strong>Confira o bate-papo!</strong></p>
<h5>Vocês tiveram o cuidado de explicar a doutrina de maneira mais didática. Você acredita que o público espírita vai ter orgulho do roteiro do longa?</h5>
<p><strong>Clovis:</strong> Sim, com certeza. Uma coisa que me incomoda um pouco é que os palestrantes espíritas já estão naturalmente mais velhos, assim como seus frequentadores. E a maior preocupação que o Divaldo tem com os próximos acontecimentos da humanidade é que nos próximos anos a maior causa de morte será por suicídio, fruto especialmente da depressão. E isso atinge muito o público jovem. Então esse filme é para esse público.</p>
<p>Quando ele explica a doutrina espírita é muito mais no intuito de tirar o preconceito. Porque tem muitas pessoas que acreditam que o espírita não é cristão. E o espiritismo é, sim, uma doutrina cristã. Não é bruxaria nem nenhuma das histórias que as pessoas imaginam.</p>
<h5>Como foi fazer o filme que traz a biografia de uma pessoa que está viva? Quais os desafios?</h5>
<p><strong>Clovis:</strong> É uma loucura! Divaldo me pediu, desde o começo, para não colocar o nome de ninguém, senão seria uma ciumeira danada (risos). É muito difícil. O amigo do Divaldo que é historiador, por exemplo, diria que tem detalhes que não são exatos na história. Eu preferi misturar vários personagens em um só para dar mais unidade e condensar a história, que é grande. Além disso, evita que as pessoas representadas se identifiquem tanto e possam vir a sentir ciúmes. (risos).</p>
<h5>E você teve muito contato com o próprio Divaldo?</h5>
<p><strong>Clovis:</strong> Sim, sim. Tive muito contato até porque chega um momento que eu comecei a escrever por ele. Os próprios personagens vão falando por si só. Mas eu submeti a escrita ao Divaldo para que ele pudesse ver se estava tudo de acordo com a história e se eu estaria sendo crítico demais. Fiquei com medo de estar passando do ponto. E ele me disse: &#8220;Fica tranquilo que se tivesse alguma coisa errada, a Joanna já teria me dito&#8221; (risos).</p>
<h5>Como foi para você interpretar o Divaldo?</h5>
<p><strong>Ghilherme:</strong> É muito legal pegar essa fase da juventude de Divaldo. Foi um momento da vida dele que é equivalente ao que eu estou vivendo agora, de 20 e poucos anos. Por mais que tenha a diferença de época e a influência da tecnologia atualmente &#8211; o que faz com que os conflitos possam chegar mais cedo, o jovem se desenvolver mais rápido ou não. Foi um encontro muito importante que eu tive com Divaldo. Tivemos a preparação para incorporar no personagem.</p>
<p>E eu acabei me questionando sobre o por quê de estar ali. Qual a importância, mesmo depois de fazer um trabalho que eu me orgulho muito, que é o <em>Hoje Eu Quero Voltar Sozinho</em>. Então esse filme veio para mim em um momento que me era proposto uma reflexão sobre tudo ao nosso redor. Sobre estar em constante evolução, entender que nem tudo é definitivo. E isso é muito importante para as pessoas da minha idade.</p>
<p>Foi fácil para mim acessar essa incerteza e insegurança de Divaldo na fase jovem porque eu vivo isso pessoalmente na minha vida. Como o roteiro estava muito bem trabalhado em sentido de inserção de humor e tudo o mais, foi muito tranquilo encontrar esse equilíbrio entre a experiência de Ghilherme e o Divaldo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11239" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2019-08-26-16.03.05-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2019-08-26-16.03.05.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2019-08-26-16.03.05-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2019-08-26-16.03.05-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5>Vocês tiveram alguma experiência sobrenatural durante a gravação do filme?</h5>
<p><strong>Ghilherme:</strong> Não de ver, mas de ouvir, sim. De estar gravando uma cena e pedir para fazer silêncio e não tinha ninguém fazendo barulho.</p>
<p><strong>Clovis:</strong> Nossa ideia era gravar em Salvador e Feira de Santana, apenas. Mas do ponto de vista histórico, alguns prédios estão bem conservados na parte de fora e bem acabados por dentro. Ou modificados com peças modernas. Então, gravamos algumas cenas em São Paulo numas residências histórias que eram de Seminário, com padres enterrados. E ali foi bem diferente a experiência. Teve uma cena que deixamos uma mesa preparada para o dia seguinte de gravação. Quando chegamos no outro dia, tinha uma poça de água em cima da mesa. Estava tudo molhado. E não tinha vazamento e nem nada que justificasse aquela água. Quando fomos no segundo andar, percebemos que exatamente em cima de onde estava a mesa, ficava o caixão do irmão de Divaldo, da cena do velório. Não sei se teve relação, mas que é esquisito, com certeza é. (risos)</p>
<h5>Um detalhe bem forte no filme é a tentativa bem sucedida de humanizar Divaldo, tanto da parte da direção quanto da parte da atuação. De mostrar que mesmo com todo o seu lado espiritual evoluído e sua importância no cenário, ele continua sendo um ser humano comum. Foi um cuidado que você teve na produção?</h5>
<p><strong>Clovis:</strong> Sim, com certeza. Imagina um cara de 22 anos com todo aquele discurso espírita. Quem é esse garoto para me dizer alguma coisa? O que esse cara viveu para me falar tudo isso? Então foi uma escolha tirar esse discurso mais doutrinário da boca de Divaldo e colocar nos espíritos. Foi uma decisão consciente. E eu vejo isso no Divaldo pessoalmente. Ele evoluiu demais, mas continua ser humano. Ele procura manter a discrição, o controle do ego, a vaidade. Ele domina muito bem o orgulho, para que isso não venha a atrapalhar o trabalho dele. Ele acessa constantemente a humildade.</p>
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		<title>Entrevista com o diretor Fabien Gorgeart, do filme O Poder de Diane</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Oct 2018 15:42:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Varilux]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[O Poder de Diane]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta semana estreia nas salas de cinema a dramédia O Poder de Diane. O filme é o primeiro longa-metragem do cineasta Fabien Gorgeart, que escreveu e dirigiu a produção inspirado na atriz Clotilde Hesme (Canções de Amor). De fato, a protagonista é o ponto alto da obra e nossa crítica você pode conferir aqui! Na história, o público vê como ocorre a gestação de Diane (Hesme).  A moça decidiu ser barriga de aluguel para seus dois amigos: Jacques (Grégory Montel) [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana estreia nas salas de cinema a dramédia <strong><em>O Poder de Diane</em></strong>. O filme é o primeiro longa-metragem do cineasta Fabien Gorgeart, que escreveu e dirigiu a produção inspirado na atriz Clotilde Hesme (<em>Canções de Amor</em>). De fato, a protagonista é o ponto alto da obra e nossa crítica você pode conferir <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-festival-varilux-2018-o-poder-de-diane/">aqui</a>!</p>
<p>Na história, o público vê como ocorre a gestação de Diane (Hesme).  A moça decidiu ser barriga de aluguel para seus dois amigos: Jacques (Grégory Montel) e Thomas (Thomas Suire). No meio de tudo isso, ela está reformando a casa dos avós e conhece um rapaz e começa a namorar com ele. O enredo gira em torno de como a personagem principal lida com todos estes elementos novos de sua vida.</p>
<p>Em junho deste ano, Gorgeart esteve em Salvador para exibir o filme no <em>Festival Varilux de Cinema Francês</em>. Aproveitando a estadia do artista francês na cidade, o Coisa de Cinéfilo fez uma entrevista com ele e descobriu alguns detalhes sobre longa. Confira agora!</p>
<h5><strong>ENTREVISTA</strong></h5>
<h5><strong><img decoding="async" class="alignright wp-image-9449" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/fabien-gorgeart.jpg" alt="fabien-gorgeart" width="250" height="311" />Enoe Lopes Pontes &#8211; Este é seu primeiro longa-metragem, como você enxerga sua trajetória até a realização dele?</strong></h5>
<p><strong>Fabien Gorgeart </strong>&#8211; Foram 4 anos entre o início da escrita do roteiro e o fim da filmagem. Eu penso que a história do filme e a trajetória dos personagens foram rapidamente encontradas. O que foi longo de escrever foi o sabor do filme, quer dizer, a forma de fazer os leitores, os financiadores compreenderem o tom do longa. Também foi necessário aceitar que a narração avança sem nenhuma grande reviravolta, como se tudo fosse simples e normal para Diane. O objetivo é que o filme seja engraçado e leve e que a explosão emocional nos surpreenda no final.</p>
<h5><strong>ELP &#8211; Como você vê as os estilos de família que podem existir não só na França como no mundo inteiro? Há uma vontade de discutir este assunto no longa?</strong></h5>
<p><strong>FG</strong> &#8211; Eu estava muito interessado neste tema e a ideia desta personagem feminina surgiu tanto das notícias como das coisas que poderiam ter acontecido à minha volta. Meu filme não pretende ser militante, mas eu queria colocar a figura de Diane neste espaço contemporâneo de reflexão: como o conceito de família pode ser redesenhado, uma mulher que carrega uma criança para os outros é uma situação de profunda liberdade ou total subjugação. Isso levanta questões muito fortes e também há esse efeito de transformação do corpo que é fascinante de filmar.</p>
<h5><strong>ELP &#8211; Como você construiu a atmosfera cômica e de romance do filme, mesclada com a questão familiar?</strong></h5>
<p><strong>FG</strong> &#8211; A comédia só é interessante se serve para explorar o drama, o trágico. Aqui a comédia segue completamente a lógica do personagem de Diane. Diane é leve e engraçada, ela se move despreocupada e livre nesta gravidez. Até que ela compreende a medida do que fez. A emoção é tão mais forte no final, porque nós, como Diane, quase aceitamos que era tão fácil para ela ser desapegada, mas não é! Assim, neste filme a comédia busca fazer esquecer, mas o drama está lá!</p>
<h5><strong>ELP &#8211; Como você trabalhou a dinâmica entre as personagens Diane, Thomas e Jacques e Diane e Fabrizio?</strong></h5>
<p><strong>FG</strong> &#8211; Eu escrevi para atores com quem já trabalhei. Então eu também estava muito inspirado pelo que eles eram para mostrar um forte senso de proximidade com eles. Eu usei meu senso de proximidade com eles para tentar colocá-los nos filme. O roteiro tem muita coisa escrita, mas há também cenas improvisadas, o que dá ao filme um sentimento natural.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Entrevista: Kéfera Buchmann fala sobre o filme Gosto Se Discute em Salvador</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/entrevista-kefera-buchmann-fala-sobre-o-filme-gosto-se-discute-em-salvador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Nov 2017 16:11:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Cássio Gabus Mendes]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Gosto Se Discute]]></category>
		<category><![CDATA[Kéfera Buchmann]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A atriz Kéfera Buchmann veio a Salvador esta semana para divulgar o filme Gosto Se Discute, do diretor André Pellenz. O longa conta a história do chef de cozinha Augusto, vivido por Cássio Gabus Mendes, que vê a clientela de seu restaurante chique indo para um food truck que abriu do outro lado da rua. Ele é, então, obrigado a receber a auditora do banco, interpretada por Kéfera, para ver que mudanças podem ser feitas para salvar seu negócio. Gosto [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A atriz Kéfera Buchmann veio a Salvador esta semana para divulgar o filme <em>Gosto Se Discute</em>, do diretor André Pellenz. O longa conta a história do chef de cozinha Augusto, vivido por Cássio Gabus Mendes, que vê a clientela de seu restaurante chique indo para um <em>food truck</em> que abriu do outro lado da rua. Ele é, então, obrigado a receber a auditora do banco, interpretada por Kéfera, para ver que mudanças podem ser feitas para salvar seu negócio. <em>Gosto Se Discute</em> é uma parceria da Damasco Filmes com a Imagem Filmes.</p>
<p>Em bate-papo descontraído com a imprensa de Salvador, Kéfera falou um pouco sobre a experiência de fazer mais um filme para as telonas, depois de <em>É Fada!</em>. Desta vez, o estilo do longa é mais maduro e adulto, fugindo um pouco do estilo juvenil visto em seu canal no YouTube, <em>5incominutos</em>, que conta com mais de 10 milhões de inscritos.</p>
<p style="padding-left: 60px;"><strong>Como foi atuar com um ator tão experiente como Cássio Gabus Mendes?</strong></p>
<p style="padding-left: 60px;">Cássio é uma escola à parte. É incrível como ele entra rápido no personagem. Nós ficávamos conversando nos intervalos e quando o diretor chamava, ele já virava Augusto automaticamente. Por isso, aprendi muito com ele. Foi uma experiência incrível.</p>
<p style="padding-left: 60px;"><strong>Este filme é bem diferente de <em>É Fada!</em>, que era mais juvenil. Como você acha que seu público vai receber essa mudança?</strong></p>
<p style="padding-left: 60px;">É um desafio para mim fazer um filme tão diferente do anterior. Mas como eu já atuei com drama em teatro, não sinto tanto essa transição. Foi uma evolução para o cinema, mas eu já tinha essa experiência de atuação. Mas o público certamente vai perceber essa diferença, porque é um estilo completamente diferente do meu jeito escrachado de ser. Eles estão animados com isso, na verdade.</p>
<p style="padding-left: 60px;"><strong>Embora você tenha experiência com vídeo no YouTube, cinema é bem diferente. Como tem sido para você se inserir nesta plataforma?</strong></p>
<p style="padding-left: 60px;">Eu tive que aprender a deixar as coisas fluírem. No YouTube, eu resolvo tudo sozinha. Eu produzo, dirijo, filmo, edito. No cinema, não. Tem pessoas para tudo isso. Então eu tive que aprender a deixar minha ansiedade de lado para que as coisas acontecessem. É um processo de produção muito maior e mais intenso. Acredito que essa é a principal diferença.</p>
<p style="text-align: center; padding-left: 30px;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8387" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/11/2017-11-06-19.02.22.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="padding-left: 60px;"><strong>Você viveu sua primeira cena de sexo no cinema. Como foi a experiência?</strong></p>
<p style="padding-left: 60px;">(risos) Eu fiquei super nervosa. E olhe que nem foi tão quente assim. Mas é a sensação de perder a virgindade pro Brasil. Só que é uma evolução natural da atuação, né?! É tudo muito respeitoso, dentro do controle. Mas esquisito também porque é tudo coreografado. Não é aleatório. Tem uma coreografia por trás, o diretor dizendo o tempo todo as posições que você tem que ficar para a câmera filmar. Isso torna tudo muito estranho.</p>
<p style="padding-left: 60px;"><strong>Seu papel é de uma jovem bem sucedida e com personalidade forte. Diante do cenário atual de movimentos em prol da mulher, qual a importância de viver um papel como esse?</strong></p>
<p style="padding-left: 60px;">É uma honra muito grande viver um papel que mostra como a mulher sofre preconceito quando ocupa um cargo importante. Acho que é fundamental sair desse estigma de mulher sofrida e coitadinha que muitos roteiros colocam. A Cristina é forte e poderosa, ocupa um espaço importante na sociedade e luta para não ser alvo de preconceito.</p>
<p>Ao final da entrevista, Kéfera contou ainda que já está em produção para o próximo filme, em que vai viver uma cantora. O longa já começa a ser filmando no final de novembro, mas ela não quis dar mais detalhes sobre o roteiro.</p>
<p>Ela falou ainda da importância de conferir os filmes nacionais na primeira semana de estreia, pois isso ajuda na permanência do longa nos cinemas, incentivando as produções locais.</p>
<p><em>Gosto Se Discute</em> estreia amanhã nos cinemas de todo o país. Confira!!!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/UUXnXVHmfGw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Filme de Selton Mello busca poesia em “tempos difíceis”. Confira nossa entrevista com o diretor!</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/novo-filme-de-selton-mello-busca-tom-de-poesia-no-que-ele-chama-de-tempos-dificeis-confira-nossa-entrevista-com-o-diretor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Aug 2017 00:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Diretor]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
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		<category><![CDATA[O Filme da Minha Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Selton Mello]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Eu estou aprendendo, estou treinando, mas é um projeto que ficou muito bonito”. Assim começou a coletiva de Selton Mello, em Salvador, na quinta-feira, 27 de julho. Com o objetivo de divulgar seu novo longa, O Filme da Minha Vida (confira nossa crítica clicando aqui), o artista embarcou em uma turnê, na qual já passou por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. Em terras soteropolitanas, Mello confirmou a sua participação na nova série da Netflix sobre a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Eu estou aprendendo, estou treinando, mas é um projeto que ficou muito bonito”. Assim começou a coletiva de Selton Mello, em Salvador, na quinta-feira, 27 de julho. Com o objetivo de divulgar seu novo longa, <em><strong>O Filme da Minha Vida</strong></em> (confira nossa crítica <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-o-filme-da-minha-vida/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>), o artista embarcou em uma turnê, na qual já passou por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. Em terras soteropolitanas, Mello confirmou a sua participação na nova série da Netflix sobre a Operação Lava-Jato, contou um pouco sobre como tem sido sua trajetória de ator e cineasta e falou sobre a recepção dos espectadores durante suas viagens desta semana.</p>
<p>Inspirado no livro <em>Um Pai de Cinema</em>, do chileno Antonio Skármeta, a trama desta nova produção nacional se passa nos anos 1960 e aborda os questionamentos, sentimentos e experiências de Tony Terranova (Johnny Massaro). O jovem é nascido e criado nas Serras Gaúchas, trabalha como professor e precisa lidar com o abandono de seu pai, um estrangeiro que retorna para a França (vivido por Vicent Cassel). De acordo com o diretor, seu objetivo era contar uma história leve, de forma poética, doce e bem realizada.</p>
<p>Mello vê na projeção uma possibilidade de trazer ternura para as telas num momento que ele acredita ser tão difícil para o país e o mundo. “Este filme é uma flor no asfalto, considero ele um presente para o espectador do Brasil”. Além de falar sobre a obra, Mello respondeu algumas perguntas para o <strong>Coisa de Cinéfilo.</strong> Confira o <em>ping-pong</em> com o intérprete e diretor  que completa 35 anos de carreira em 2017  e mate um pouco da curiosidade sobre seu novo trabalho.</p>
<figure id="attachment_7987" aria-describedby="caption-attachment-7987" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-7987" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/WhatsApp-Image-2017-08-01-at-13.23.23.jpeg" alt="" width="610" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-7987" class="wp-caption-text">Foto: Gabriela Menezes/ Divulgação</figcaption></figure>
<p><strong>ENTREVISTA</strong></p>
<p><strong>Enoe Lopes Pontes – O longa tem uma preocupação muito forte com a questão imagética. Quais foram suas inspirações no processo de criação?</strong></p>
<p><strong>Selton Mello –</strong> Quando eu comecei a dirigir, as referências ficavam mais evidentes, mais óbvias. Meu primeiro filme é claramente de um fã de John Cassavetes. Depois, você vai se libertando. Eu me sinto mais liberto nesse filme. Como se eu fosse, aos poucos, ganhando a minha voz e achando a forma de me expressar. O filme começa numa impressão e a impressão que eu tive desse livro começa pelo afeto, foi um livro que me emocionou. E aí você transforma essa impressão numa inspiração. Com uma equipe espetacular e um super elenco, a gente conseguiu fazer um filme que tocou o coração das pessoas.</p>
<p><strong>ELP – Você tem sentido isso na turnê?</strong></p>
<p><strong>SM –</strong> Eu estou viajando o Brasil inteiro e por onde o filme passa, causa um grande encantamento. Eu estou bem cansando, viajando para um monte de lugar, mas a energia que está rolando do público, como ele está reagindo ao filme, é a força para seguir em frente e fazer outros, sabe? Dá gás!</p>
<p><strong>ELP – Você falou que o filme é focado na doçura. A sua personagem, Paco, é a quebra disso. Como você enxerga ele?</strong></p>
<p><strong>SM –</strong> Eu nem sei o que você está falando. (Risos). Você é a danada do <em>spoiler</em>! (Risos). Aliás, o filme é cheio de <em>spoilers</em>, conto com a discrição de vocês. Então, o Paco, na verdade, é um cara divertidíssimo.</p>
<p><strong>ELP – Mas, desde o início, a gente consegue perceber que ele é um cara diferente dos outros.</strong></p>
<p><strong>SM –</strong> É um grosseirão!</p>
<p><strong>ELP – Que é a quebra da poesia no filme, certo?</strong></p>
<p><strong>SM –</strong> É, é sim. É o porco. É aquilo, é um homem ou um rato? No caso dele é: um homem ou um porco? (Risos).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Confira o trailer do filme abaixo!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/TDVegL5nfYs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Entrevista: Marcus Ligocki Jr., diretor de Uma Loucura de Mulher</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/entrevista-marcus-ligocki-jr-diretor-de-uma-loucura-de-mulher/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jun 2016 10:30:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Marcus Ligocki]]></category>
		<category><![CDATA[Marcus Ligocki Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Ximenes]]></category>
		<category><![CDATA[Uma Loucura de Mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foto: Wanderley Teixeira (Coisa de Cinéfilo) Assumindo pela primeira vez a função de diretor e roteirista em um longa-metragem de ficção, o experiente produtor Marcus Logocki Jr. aposta suas fichas na comédia romântica Uma Loucura de Mulher. No filme que estreia neste final de semana em todo o país, Ligocki dirige Mariana Ximenes, que interpreta uma ex-bailarina que abandona o marido, um candidato a governador, para ir em busca da sua realização pessoal. Em visita a Salvador para o lançamento do filme, o diretor [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/entrevista-marcus-ligocki-jr-diretor-de-uma-loucura-de-mulher/">Entrevista: Marcus Ligocki Jr., diretor de Uma Loucura de Mulher</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" style="text-align: right;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Foto</i>: Wanderley Teixeira (Coisa de Cinéfilo)</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Assumindo pela primeira vez a função de diretor e roteirista em um longa-metragem de ficção, o experiente produtor Marcus Logocki Jr. aposta suas fichas na comédia romântica <i>Uma Loucura de Mulher</i>. No filme que estreia neste final de semana em todo o país, Ligocki dirige Mariana Ximenes, que interpreta uma ex-bailarina que abandona o marido, um candidato a governador, para ir em busca da sua realização pessoal. Em visita a Salvador para o lançamento do filme, o diretor nos contou um pouco sobre a sua primeira experiência na direção e sobre os bastidores da realização do longa-metragem. Confira na íntegra a conversa que o <i>Coisa de Cinéfilo </i>teve com o realizador:</p>
<p><strong data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-weight: normal;">Coisa de Cinéfilo: Você já tem uma carreira como produtor em filmes como <em>O Último Cine Drive-In</em> e <em>Rock Brasília</em>. O que te fez escolher Uma Loucura de Mulher como seu primeiro longa-metragem?</strong>Marcus Ligocki Jr.: Fazer um longa-metragem como diretor era talvez a coisa mais importante para mim. Quando eu comecei a fazer cinema há vinte e poucos anos, me aproximar disso e querer entrar nesse mercado, meu objetivo era dirigir e levei esse tempo inteiro me especializando e aprendendo para ter a oportunidade de fazer um filme como esse. Eu estava completando 43 e assumindo um risco porque quando você dirige você se expõe completamente. Então para mim era muito importante contar uma história que eu acreditasse, que fosse um tema relevante, caro para todas as pessoas, que pudesse fazer as pessoas se divertirem e refletirem.</p>
<p><strong data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-weight: normal;">CdC: Quais foram as principais inspirações para o roteiro?</strong><strong><br />
</strong>MLJ: O tema do empoderamento feminino sempre esteve muito próximo de mim. Minha mãe foi uma feminista atuante, ela foi fundadora e trabalhou por dez anos em uma ONG voltada para a questão e a gente discutia muito o posicionamento da mulher, o impacto disso na sociedade. Eu sempre me preocupava com a individuação, um processo mítico de todos nós. Como é que a gente se exerce? Como a gente realiza o que é importante para nós, de acordo com as nossas características&#8230; Como aproveitamos essa oportunidade que estamos vivos para nos manifestar, dar voz ao nosso olhar sobre as coisas. A gente é sempre convidado a cumprir um olhar de uma outra instituição, de uma outra pessoa. As vezes a gente passa muitos anos sem conseguir se manifestar. Eu adoro quando vejo as pessoas descobrindo o seu espaço e achando a sua voz. Acho que não tem nada mais importante nesse mundo. Então esse filme fala sobre essas coisas.</p>
<p><strong data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-weight: normal;">CdC: Através da protagonista?</strong><strong><br />
</strong>MLJ: Eu acho que essa representação na mulher é ainda mais forte. A gente vem de uma cultura machista. Este espaço é recente para elas. Então a percepção dessa distância entre a possibilidade de se manifestar e a situação real é mais evidente nesse caso. Foi muito interessante construir essa personagem.</p>
<p><strong data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-weight: normal;">CdC: E como foi essa colaboração com a Mariana no set? Ela é sua protagonista e uma atriz muito jovem, mas com muita experiência em diversas áreas, ao mesmo tempo era produtora do filme também.</strong><strong><br />
</strong>MLJ: Poxa, foi especial. Imagina eu na minha primeira direção contar com uma atriz como a Mariana. Com o talento, a experiência dela&#8230; Foi genial. Ela é absolutamente generosa e eu me expus a isso de corpo e alma. Tive inteiro nesse processo e nosso trabalho em conjunto gerou muitos frutos. Não foi um processo de chegar com um roteiro 100% fechado com uma personagem absolutamente construída e querer que a Mariana realizasse aquilo. Foi um processo de colaboração no qual o texto se aproximou dela e ela se aproximou do texto. Isso, na verdade, aconteceu também com todos os atores. Tanto no elenco quanto na equipe busquei pessoas muito experientes e talentosas.</p>
<figure id="attachment_6091" aria-describedby="caption-attachment-6091" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-6091 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/06/MakingOf_CreditoLucianaMelo-7.jpg" alt="MakingOf_CreditoLucianaMelo (7)" width="610" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-6091" class="wp-caption-text">O diretor e a atriz Mariana Ximenes no set de Uma Loucura de Mulher. Créditos: Luciana Melo (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-weight: normal;">CdC: Sobre o restante do elenco, ele é bastante heterogêneo. Como vocês chegaram a um denominador comum a respeito de cada ator que interpretaria os personagens do filme?</strong><strong><br />
</strong>MLJ: A escolha do elenco foi curiosa porque tudo foi a partir da Mariana. Para mim era importante o olhar para as relações. Se eu tinha a Mariana como a Lúcia, o Gero (Bruno Garcia), marido dela, precisava ter determinados tipos de características que iam potencializar essa relação. Desde o entrosamento até as características físicas. Por exemplo, as características físicas do Gero tinham que ser diferentes das características físicas do Raposo (Sérgio Guizé), o primeiro namorado dela. Não só nas formas, uma forma de rosto mais quadrado e mais redondo, a pele mais branca ou mais morena, desde esses detalhes como também o ritmo daquele ator, o jeito de se posicionar, o tom de voz&#8230; Foram elementos observados para compormos esse quadro. Eu olhava para esse conjunto de personagens com as relações que eu pretendia estimular entre eles e, junto com a Lara Guaranys (co-produtora do filme), fizemos essas escolhas para que de alguma maneira essas relações pretendidas fluíssem, não fossem forçadas&#8230; A gente precisava que elas já estivessem plantadas nas características primárias de cada um dos atores.</p>
<p><strong data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-weight: normal;">CdC: A gente percebe que no filme o apartamento do pai da Lúcia é um elemento muito importante da história. Como ele foi pensado como cenário? E também como as cenas dentro dele foram pensadas?</strong><strong><br />
</strong>MLJ: Quando eu comecei a pensar nesse filme, logo de cara, eu tinha uma cena que queria muito realizar que teria inspirações no <em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">vaudeville </em>(gênero de entretenimento marcado por cenas que se sucedem no mesmo cenário). Está a Lúcia com o Raposo dentro do apartamento, daí chega o Gero de maneira inesperada, o Raposo tem que se esconder, ela precisa despistar o Gero, tirar o Raposo de dentro do apartamento&#8230; Então eu peguei um conjunto de filmes que tinham executado bem esse tipo de cena e comecei a estudar para entender o que é que fazia aquilo dar resultado. Como estava posicionada a câmera, como é que eram os movimentos, quando se enquadrava o que é que a gente via, quais eram os posicionamentos das portas&#8230; Então tudo isso regeu essa estrutura básica.</p>
<p><strong data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-weight: normal;">CdC: E sobre a construção ou idealização desse cenário?</strong><strong><br />
</strong>MLJ: A gente começou a procurar locação e vimos que era muito difícil encontrar um apartamento que se adequasse a essa necessidade de linguagem mesmo. Então a gente resolveu construir um cenário que tivesse essa disposição de portas. Depois, o Tiago Marques (diretor de arte) e a equipe dele fizeram um trabalho muito minucioso de pesquisa em relação ao universo do pai dela, daquele bairro onde eles viviam, quanto tempo aquele apartamento estava lá. A partir disso, os móveis foram surgindo, os instrumentos musicais já que o pai dela era um boêmio, um cara do samba que gostava muito da noite e ai o cenário foi nascendo. Para contar uma comédia com credibilidade eu queria trazer realidade e que as pessoas se identificassem com esses personagens. Então a gente trouxe essa característica envelhecida do apartamento, que tem algumas cores mais fechadas nas paredes e nos móveis, mas nos figurinos e às vezes em objetos que estão em cima de uma mesa ou uma estante, você vai perceber que a gente tem sempre cores contrastadas.</p>
<p><strong data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-weight: normal;">CdC: Vivemos uma ótima fase para as comédias populares no país já que elas têm uma grande aceitação por parte de uma parcela do público, mas ao mesmo tempo é um nicho de produção que sofre uma certa resistência de um outro grupo de espectadores. O que você diria sobre <em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;">Uma Loucura de Mulher </em>para os dois estratos do público?</strong></p>
<p>MLJ:<em data-blogger-escaped-style="mso-bidi-font-style: normal;"> Uma Loucura de Mulher </em>foi um filme construído com muito cuidado nos detalhes, cada personagem tem uma razão para ser de um dado jeito, ter um certo figurino, estar naquele ambiente&#8230; É uma história que considero muito relevante para os nossos dias atuais. O que eu peço é que as pessoas deem uma oportunidade para o filme, mesmo porque ele é uma comédia romântica que, na minha percepção, vem com uma cara muito própria. É difícil comparar ele com qualquer outro filme feito por aqui ou feito fora. Ele tem elementos dessa linguagem e desse gênero, mas tem uma personalidade muito própria que eu vejo tanto as crianças quanto as pessoas mais velhas e os jovens se relacionarem muito bem. O público vive uma experiência não muito comum. Então, eu convido a todos que experimentem, acho que vai ser uma ótima experiência.</p>
<p>Leia a crítica do filme <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-uma-loucura-de-mulher/">clicando aqui</a>.</p>
<p>Saiba mais sobre a estreia de <em>Uma Loucura de Mulher </em>em Salvador<a href="http://coisadecinefilo.com.br/pre-estreia-em-salvador-de-uma-loucura-de-mulher-e-entrevista-com-mia-mello/"> clicando aqui.</a></p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/_0vC0QmwAis" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Linda de Morrer tem pré-estreia em Salvador, confira entrevista com a diretora Cris D&#8217;Amato!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2015 19:58:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Cris D'Amato]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Glória Pires]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Linda-de-Morrer-Glória-Pires-e-Cris-DAmato-Crédito-Paprica-Fotografia_0-1.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3390" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Linda-de-Morrer-Glória-Pires-e-Cris-DAmato-Crédito-Paprica-Fotografia_0-1-620x317.jpg" alt="Linda-de-Morrer-Glória-Pires-e-Cris-DAmato-Crédito-Paprica-Fotografia_0-1" width="620" height="317" /></a></p>
<p>Estreia nesta quinta-feira (20) <strong><em>Linda de Morrer</em></strong>, comédia nacional dirigida por <strong>Cris D’Amato</strong>, com Glória Pires no elenco. A atriz vive Paula, uma vaidosa cirurgiã plástica e dona de uma clínica que cria a cura para a celulite. Antes do lançamento do comprimido milagroso, Paula testa o produto em si mesma e sofre um ataque de nervos que causa sua morte. O espírito da personagem continua na terra para resolver a missão de salvar a vida daqueles que ainda irão ingerir o medicamento. Em parceria com o psicólogo Daniel (Emílio Dantas) e com a ajuda da médium Mãe Lina (Suzana Vieira), Paula tenta se comunicar com sua filha Alice (Antônia Morais), que também é filha na vida real, para evitar que seu ambicioso sócio Dr. Francis (Ângelo Paes Leme).</p>
<p>O filme teve sua pré-estreia em Salvador na quarta-feira passada (12) e estivemos lá para conversar com a diretora Cris D&#8217;Amato, que esteve presente no evento com o ator Ângelo Paes Leme.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/lindas.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter  wp-image-3386" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/lindas-270x400.jpg" alt="lindas" width="351" height="520" /></a></p>
<p>Esta não é a primeira experiência de Cris D&#8217;Amato na comédia. Entre os trabalhos da diretora estão o filme<em> S.O.S. Mulheres ao Mar</em> e alguns episódios séria global <em>Pé na Cova</em>. Leia abaixo a entrevista que fizemos com D&#8217;Amato:</p>
<p><strong>Coisa de Cinéfilo:</strong> O fato de Glória Pires e Antônia Morais serem mãe e filha na vida real afetam o processo de realização do filme? É mais fácil para elas passarem credibilidade na relação das suas personagens?</p>
<p><strong>Cris:</strong>  Na verdade, eu convidei a Glória para o filme e a Antônia passou por uma bateria de seleções, com mais de 20 meninas. É óbvio que a proximidade, a semelhança e a cumplicidade ajudam. Eu estaria mentindo se dissesse que não afeta em nada, mas ela (Antônia) se destacou e conseguiu superar as outras meninas.  Eu não acredito em filme que não conte algo sobre relações e ela relação existe, entre mãe e filha.  A gente fala sobre isso isso, como podemos tratar a vida um pouco melhor, tratar as pessoas, não precisa ser só mãe e filha.</p>
<p><strong>Coisa de Cinéfilo:</strong> Recentemente, saiu um comentário em um jornal dizendo que o filme era uma espécie de comédia espírita, um subgênero de comédia. Como você enxerga essa definição?</p>
<p><strong>Cris:</strong> Comédia espirita? (risos). A produtora (Iafa Britz) fez os filmes <em>Nosso Lar</em> e  <em>Irmã Dulce</em>, então eu falei: &#8220;Sabe o que acontece? Vão achar que eu também estou fazendo um filme espírita&#8221; (risos). A gente brinca, de uma maneira muito delicada e respeitosa, com um templo espírita que não é candomblé, não é umbanda, é um templo que serve para o filme. É uma brincadeira.</p>
<p><strong>Coisa de Cinéfilo:</strong> O filme trata sobre a busca pela beleza de maneira extrema, com atitudes radicais dos personagens. Você tentar trazer alguma reflexão ao público sobre os riscos dessa busca desenfreada pela perfeição e beleza?</p>
<p><strong>Cris:</strong> Eu acho que sim. Temos que tomar cuidado com os remédios milagrosos. Eu sou uma pessoa vaidosa, gosto de passar creme, mas não acredito num creme que pode curar definitivamente a celulite, isso ainda não existe. Não acredito num remédio que você toma e perde dez quilos. Isso é mentira. Envelhecer todos nós iremos, morrer todos nós iremos. Vamos envelhecer com dignidade então.</p>
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