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	<title>Arquivos Emma Corrin - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Emma Corrin - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Nosferatu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2025 19:32:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nosferatu é o tipo de material que imediatamente pensamos ser destinado a um diretor como Robert Eggers. O remake do clássico de 1922 de F. W. Murnau inspirado em Drácula de Bram Stoker e principal expoente do expressionismo alemão no cinema é um dos filmes seminais do gênero horror ao qual Eggers tem dedicado boa parte da sua carreira com títulos como A Bruxa e O Farol. Os filmes de Eggers são eficientes no uso das marcas do terror, ao mesmo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Nosferatu </strong></em>é o tipo de material que imediatamente pensamos ser destinado a um diretor como Robert Eggers. O remake do clássico de 1922 de F. W. Murnau inspirado em <em>Drácula de Bram Stoker</em> e principal expoente do expressionismo alemão no cinema é um dos filmes seminais do gênero horror ao qual Eggers tem dedicado boa parte da sua carreira com títulos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bruxa/"><em>A Bruxa</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><em>O Farol</em></a>. Os filmes de Eggers são eficientes no uso das marcas do terror, ao mesmo tempo que revelam uma sofisticação estética elevando um gênero que costuma receber o desdém de parte do público a um outro patamar. Portanto, uma revisita a <em><strong>Nosferatu </strong></em>por Robert Eggers faz todo sentido.</p>
<p>O longa segue em sua trama os mesmos passos do filme original. Na Alemanha do início do século XIX, Thomas Hutter é um corretor de imóveis recém-casado com a jovem Ellen. Hutter está cheio de planos para sua nova vida, sendo contratado por um excêntrico cliente chamado conde Orlock. A ideia é que Hutter ajude Orlock em sua mudança para a Alemanha. No entanto, há um plano secreto e maligno do conde: ele pretende espalhar o horror em Bremen e conquistar a esposa de Hutter.</p>
<p>Como O Homem do Norte, a última incursão de Eggers nos cinemas, <em><strong>Nosferatu </strong></em>parece um filme propenso a conquistar plateias maiores do que A Bruxa e O Farol, longas que possuiam um approach mais estilizado para o gênero horror. Ainda que fosse interessante ver Eggers realizar um Nosferatu mais arthouse, é impossível não reconhecer os méritos do cineasta em seu remake, um longa narrativamente engajante e que sabe utilizar a abordagem de um terror clássico sem pasteurizar a obra.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19081" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4.png" alt="Nosferatu" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em <em><strong>Nosferatu </strong></em>, Eggers garante uma atmosfera de  horror irreversível e de crescente imprevisibilidade pelo destino dos personagens. Aqui, Eggers conduz a sua trama em uma escalada trágica de mundo colapsado e em estado de putrefação conforme a cidade de Bremen e os personagens principais sucumbem à praga de Orlock materializada por uma infestação de ratos.</p>
<p>Eggers tem um ótimo alinhamento com seu elenco principal. O primeiro colaborador do diretor que merece destaque é Bill Skarsgard. Como o conde Orlock, Skarsgard tem uma presença dominante ainda que sua aparência como o personagem só seja vista de fato na última cena do filme. A interpretação do ator, sob quilos de maquiagem como em It: A Coisa, torna Orlock uma ameaça nos mínimos detalhes: a voz gutural, os gestos cadavéricos e a força descomunal. Skarsgard desaparece como Orlock e traz para o filme o senso de imprevisibilidade e os calafrios que ele precisa.</p>
<p>Entre os personagens humanos, Lily-Rose Depp tem uma performance reveladora como Ellen Hutter. Em muitas cenas, em razão de segundos, vemos Depp utilizar um arsenal infindável de recursos com uma fluidez impressionante. Em um momento, vemos em Ellen uma jovem frágil apavorada pelo seu destino. Em razão de segundos, somos tomados de surpresa por uma possessão da personagem pelo conde Orlock, um episódio que demanda uma fisicalidade impressionante de Depp e ela responde a isso de forma excepcional. Nicholas Hoult também tem uma ótima interpretação como Thomas Hutter, o corretor marido de Ellen. No primeiro ato do longa, Hoult tem seu momento de scream king ao viver situações apavorantes como prisioneiro no castelo de Orlock.</p>
<p><em><strong>Nosferatu </strong></em>não é um retorno de Robert Eggers àquele cinema de orçamento modesto, mas segue o propósito da sua cinematografia de grande ambição artística. Com um ótimo elenco e um trabalho de ambientação impecável, Eggers dá forma ao horror na tela. Em <em><strong>Nosferatu</strong></em>, o diretor faz num terror mirando a narrativa clássica com muita personalidade e atenção a detalhes que fazem a diferença em uma boa história sobre vampiros, sendo mais um ótimo exemplar na sua carreira.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Robert Eggers</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lily-Rose Depp, Nicholas Hoult, Bill Skarsgård, Aaron Taylor-Johnson, Willem Dafoe, Emma Corrin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/moIrYMjS0nI?si=jJoH0c8_neP9ir1Y" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Amante de Lady Chatterley</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2022 13:54:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[O Amante de Lady Chatterley]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Adaptação do clássico homônimo da literatura escrito por D. H. Lawrence, O Amante de Lady Chatterley conta a história de uma jovem aristocrata que se apaixona por um dos empregados do seu marido e vive um tórrido caso com ele. Na ocasião em que foi publicado, o livro escandalizou pelas descrições explícitas dos encontros sexuais da sua protagonista. O romance basicamente narra como Connie se liberta sexualmente nessa relação extraconjugal que vive com Oliver, um simples camponês que foi traído [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Adaptação do clássico homônimo da literatura escrito por D. H. Lawrence, <strong><em>O Amante de Lady Chatterley</em></strong> conta a história de uma jovem aristocrata que se apaixona por um dos empregados do seu marido e vive um tórrido caso com ele. Na ocasião em que foi publicado, o livro escandalizou pelas descrições explícitas dos encontros sexuais da sua protagonista. O romance basicamente narra como Connie se liberta sexualmente nessa relação extraconjugal que vive com Oliver, um simples camponês que foi traído pela esposa enquanto estava na guerra.</p>
<p>Esta não é a primeira vez que <strong><em>O Amante de Lady Chatterle</em></strong>y ganha uma versão para as telas. Já foram inúmeras adaptações, entre elas, uma minissérie de 1993 estrelada por Joely Richardson, que também está nesta versão da Netflix, porém como a governanta Mrs. Bolton (uma das melhores interpretações do filme, por sinal), e um filme com Sylvia Kristel no papel de Connie em 1981. Para a protagonista clássica do romance, a diretora Laure de Clermont-Tonnerre (de The Mustang) escala Emma Corrin, recém-saída da sua exitosa performance como a jovem princesa Diana na temporada de 2020 de <em>The Crown</em>. Essa versão de Lady Chatterley já acerta com sua escalação principal: Emma Corrin consegue desenvolver todas as nuances e a complexa teia de desejos e descobertas que tomam de assalto o arco de Lady Chatterley na história.</p>
<p>Na condução, Clermont-Tonnerre faz aquilo que recentes e medíocres adaptações de romances eróticos não conseguiram nos últimos anos (nomeadamente <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cinquenta-tons-de-cinza/"><em>Cinquenta Tons de Cinza</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-365-dni-netflix/"><em>365 Dias</em></a>): aliar romance e erotismo em um arco consistente, crível e passível de identificação de desenvolvimento psicológico de suas personagens. <strong><em>O Amante de Lady Chatterley</em></strong> de Laure de Clermont-Tonnerre explora toda a odisseia sexual da sua protagonista dando substância à complexa psicologia de personagens que, de fato, se revelam cheias de camadas e se transformam através das suas aventuras sexuais. Tanto Connie, quanto seu amante Oliver, interpretado por Jack O&#8217;Connell (de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-invencivel/"><em>Invencível</em></a>), de fato se descobrem através de um encontro que, inicialmente. era estritamente sexual e passa a tomar novos sentidos, o do amor.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16223" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/4371899.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Amante de Lady Chatterley" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/4371899.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/4371899.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/4371899.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/4371899.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além de conseguir sustentar a complexa psiquê das suas personagens, a diretora conduz com realismo cenas de sexo que estão longe da artificialidade dos exemplares já citados. Nesse sentido, é impressionante como uma obra publicada em 1928 consegue inspirar um filme repleto de erotismo de forma que dois romances contemporâneos jamais conseguiram em suas franquias.</p>
<p>Um dos traços positivos desta adaptação de <strong><em>O Amante de Lady Chatterley</em></strong> é a maneira madura com a qual ela consegue problematizar a dissociação entre sexo e amor na mentalidade da nossa sociedade. Enquanto parte das produções audiovisuais explora a sexualidade como algo sujo e que, por uma lógica reducionista, não consegue combinar com o amor, tido como algo puro, etéreo,<strong><em> O Amante de Lady Chatterley</em></strong> transita entre essas duas chaves com uma organicidade impressionante. Aqui, o amor também é matéria, orna com o desejo carnal de Connie e Oliver. Em momento algum, sua diretora parece reservar olhares condenatórios para a maneira como sua protagonista explora sua sexualidade ao longo da sua jornada no filme. É libertador perceber a naturalidade com a qual Clermont-Tonnerre retrata sem pudores os desejos carnais e afetivos da sua heroína. Delicadeza, naturalidade e maturidade são ideias que sintetizam a condução de Clermont-Tonnerre para esse clássico romance erótico, reverencia assim a personagem e a obra de D. H. Lawrence como de fato merecem.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Laure De Clermont-Tonnerre</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Emma Corrin, Jack O&#8217;Connell, Matthew Duckett</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/KpJxCpWc37o" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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