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	<title>Arquivos Emily Wiseman - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Emily Wiseman - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Oferenda ao Demônio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Feb 2023 13:51:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para que um filme de terror funcione de maneira apropriada existem dois elementos fundamentais (para esta crítica que vos escreve): 1. conexão com as personagens, pois é impossível se sentir engajado durante a projeção se o espectador não se importa com o que vai acontecer com as elas; 2. estabelecimento de atmosfera para a composição da tensão, pois caso as informações visuais e textuais sejam entregues sem uma elaboração minimamente organizada, não há suspensão e as sensações ficam dissipadas dentro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Para que um filme de terror funcione de maneira apropriada existem dois elementos fundamentais (para esta crítica que vos escreve): 1. conexão com as personagens, pois é impossível se sentir engajado durante a projeção se o espectador não se importa com o que vai acontecer com as elas; 2. estabelecimento de atmosfera para a composição da tensão, pois caso as informações visuais e textuais sejam entregues sem uma elaboração minimamente organizada, não há suspensão e as sensações ficam dissipadas dentro da obra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em><strong>Oferenda ao Demônio</strong></em> não cumpre nenhum destes elementos. </span><span style="font-weight: 400;">O longa-metragem chega a bater na trave no quesito de construção de empatia com os papéis principais dentro da narrativa. Tanto na figura de Claire (Emily Wiseman) quanto na de Saul (Allan Corduner), esposa e pai do principal, respectivamente, o público enxerga indivíduos que têm alguma camada mais elaborada e o desejo para que os dois não morram também vem do fato de que eles possuem uma relação mínima em tela. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os olhares e as pausas dos diálogos revelam certa cumplicidade da dupla, ainda que estejam juntos em poucas cenas. </span><span style="font-weight: 400;">Isto é mérito dos atores, porque há muito mais uma dinâmica das escolhas de jogo cênico vindo das atuações do que do próprio texto. Neste sentido, talvez, esta seja a pior coisa do longa: o roteiro. Existe aqui uma vontade intensa de surpreender quem assiste, porém os caminhos da trama são previsíveis. Todavia, a obviedade não é a questão central da problemática do enredo geral e seus conflitos e sim a ausência de progressão e os sustos aleatórios. </span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16420" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/4781086.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Oferenda ao Demônio" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/4781086.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/4781086.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/4781086.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/4781086.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O demônio não assusta &#8211; mesmo com tantos jumpscares &#8211; e essa estratégia de obsessão por reviravoltas aumenta ainda mais no desfecho da produção. Para criar esta impressão de final surpreendente, o filme parece que não vai terminar nunca. Hank Hoffman (roteirista) se atropela nesta sede para trazer surpresas e, com isso, a mitologia é rasa, não se cercando de explicações lógicas e, até mesmo, desdizendo-se. Assim, o terror se esvai e não é possível nem ao menos correr para se apegar nas subtramas, porque o próprio plot da família em si fica escanteado pelos acontecimentos sobrenaturais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta forma, <em><strong>Oferenda ao Demônio</strong></em> é um título genérico, que gera pouco impacto e não convoca emoções para o ecrã. Nem ao menos a direção de Oliver Park empolga, pois é protocolar e perde em sua decupagem, por conter planos e movimentações de câmera tão contidos, que há um fomento do tom morno, que perpassa toda a projeção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Oliver Park</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Nick Blood, Emily Wiseman, Allan Corduner</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lUWBWd2-8NU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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