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	<title>Arquivos Emily Blunt - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Emily Blunt - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Diabo Veste Prada 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:32:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pisar num terreno que fez tanto sucesso no passado não é fácil. A decisão de voltar com esse filme 20 anos depois do marco icônico que foi o primeiro longa foi uma escolha corajosa, para dizer o mínimo. Mas afinal, tinha como O Diabo Veste Prada 2 dar errado mesmo trazendo todo o elenco principal original? Até tinha como ficar ruim, mas já adianto que isso não aconteceu. O filme é, sim, muito divertido e cheio de escolhas acertadas. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pisar num terreno que fez tanto sucesso no passado não é fácil. A decisão de voltar com esse filme 20 anos depois do marco icônico que foi o primeiro longa foi uma escolha corajosa, para dizer o mínimo. Mas afinal, tinha como<strong><em> O Diabo Veste Prada 2</em></strong> dar errado mesmo trazendo todo o elenco principal original?</p>
<p>Até tinha como ficar ruim, mas já adianto que isso não aconteceu. O filme é, sim, muito divertido e cheio de escolhas acertadas. O que é um grande bálsamo para os fãs mais fervorosos, como essa jornalista que aqui escreve. Andy Sachs (Anne Hathaway) passou anos vivendo o seu sonho de escrever histórias relevantes, política, economia, sociedade. Ela é uma jornalista renomada e reconhecida pelo seu trabalho investigativo. Mas nem isso a consegue blindar do trator que é o capitalismo e a necessidade constante de “cortar os custos”.</p>
<p>Os tempos são outros e essa nova realidade de inteligência artificial, produções online e rapidez líquida fez com que o jornalismo de verdade, aquele que tem tempo de pesquisar, entrevistar, fosse colocado em segundo plano. São tempos incertos. Inclusive para Miranda Priestly (Meryl Streep), que do outro lado da moeda, sofre as consequências do trabalho mal feito de sua equipe jornalística, o que pode levar ao seu declínio do topo da Runway (que a essa altura já se tornou uma revista muito mais on-line).</p>
<p>Em meio a essas nuances de cada personagem, o reencontro acontece através da necessidade de ambas. Cada uma de uma ponta, convergindo com o mesmo propósito.</p>
<p>É curioso perceber como mesmo depois de tantos anos, Andy ainda fica nervosa e insegura ao lado de Miranda. É como se ela ativasse aquela jornalista recém formada lá do começo, que tinha que se provar o tempo todo. Ela precisa ser constantemente lembrada que ela ocupa, hoje, um outro espaço e uma outra posição.</p>
<p>Já Miranda segue com a sua personalidade altiva, mas sendo convocada o tempo todo a acessar momentos de mais humanidade. Ela entende (ou é forcada a entender) que o topo é solitário, mas não precisa necessariamente ser. Que por mais que ela esteja sempre jogando com as peças deste quebra-cabeça que é comandar uma revista que dita a moda do mundo todo, o tabuleiro pode contar com outros jogadores.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20638" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png" alt="O Diabo Veste Prada 2" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>Minha preocupação com o trailer, onde achei as personagens muito caricatas, por sorte não se confirmou. O roteiro não foi para o caminho de exploração até a última gota de quem é Miranda Priestly e sua indiferença com o próximo. E claro que Meryl Streep faz toda a diferença neste quesito, mas acredito que podemos colocar o resultado nas costas do diretor David Frankel, responsável também pelo primeiro longa.</p>
<p>Aqui em<em><strong> O Diabo Veste Prada 2</strong> </em>a rivalidade feminina é substituída por uma parceria construída de maneira muito natural. As personagens entendem que precisam convergir no mesmo propósito, já que o “universo” (leia-se aqui “capitalismo masculino”) não está disposto a isso.</p>
<p>Mesmo assim, ainda temos a rivalidade feminina apresentada, mas muito mais como um resquício de vingança ou uma necessidade de se provar suficiente pelo passado que viveu ali naquele espaço. Fico triste apenas que o roteiro quis redimir essa personagem no final, completamente sem necessidade. Era melhor ter assumido o seu lado vingativo e seguido com isso.</p>
<p>Para a dupla principal, vemos outras facetas de suas personalidades. Existe uma profundidade maior das personagens, uma exploração mais detalhada de quem cada uma é.</p>
<p>É uma mudança que eu achei legal foi Miranda estar num casamento bacana e amoroso, com um cara que entende a sua posição, enquanto Andy está solteira, mas sem a necessidade de busca pelo masculino. Ela está bem, feliz, completa, sem aquele ar de demanda de relacionamento, mas também sem a sombra da solidão. Isso vai de encontro com o machismo habitual de alguns roteiros, o que é ótimo!</p>
<p>O filme também é um grande serviço para os fãs do primeiro. Ele bebe da mesma fonte, traz milhares de referências claras (e outras sutis), mas sem deixar de lado uma personalidade muito própria. <em><strong>O Diabo Veste Prada 2</strong> </em>é uma grata surpresa em uma época que as continuações tardias são tão rasas e sem propósito. O longa entrega excelentes atuações, uma história legal, nostalgia, looks incríveis e uma leveza necessária. Vale muito a pena!</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Frankel</p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Aline Brosh McKenna</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Kenneth Branagh, Lucy Liu, Simone Ashley, Justin Theroux</p>
<p>Assista ao trailer!</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/r3_gZDsy1iQ?si=4JfTUyL0iCtK7tJB" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Dublê</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2024 19:55:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois do fenômeno do Barbenheimer, Ryan Gosling (O Primeiro Homem, de 2018, e Barbie, de 2023) e Emily Blunt (O Retorno de Mary Poppins, de 2018, e Oppenheimer, de 2023) passaram a pleitear espaço nas mídias para o seu próximo trabalho, dessa vez juntos. Com seus nomes mais em alta do que nunca, a dupla de intérpretes estrela O Dublê, o novo longa-metragem do diretor David Leitch (Velozes e Furiosos: Hobbs &#38; Shaw, de 2019, e Trem-Bala, de 2022), levemente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Depois do fenômeno do Barbenheimer, Ryan Gosling (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-primeiro-homem/"><i><span style="font-weight: 400;">O Primeiro Homem</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2018, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-barbie/"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023) e Emily Blunt (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-retorno-de-mary-poppins/"><i><span style="font-weight: 400;">O Retorno de Mary Poppins</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2018, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-oppenheimer/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023) passaram a pleitear espaço nas mídias para o seu próximo trabalho, dessa vez juntos. Com seus nomes mais em alta do que nunca, a dupla de intérpretes estrela </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;">, o novo longa-metragem do diretor David Leitch (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-velozes-e-furiosos-hobbs-shaw/"><i><span style="font-weight: 400;">Velozes e Furiosos: Hobbs &amp; Shaw</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2019, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-trem-bala/"><i><span style="font-weight: 400;">Trem-Bala</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2022), levemente inspirada na série de TV de mesmo nome dos anos 1980. O filme chega aos cinemas nesta quinta-feira (2) como uma promessa de ser um dos maiores sucessos de ação do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além do burburinho do projeto que surge por conta de suas estrelas, ainda há algo de muito pessoal sobre o longa para o diretor. Além de cineasta e ator, David também é coordenador de dublê e performer nesse setor. Ou seja, </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> tem uma força pessoal sobre enaltecer um dos departamentos negligenciados quando se pensa na indústria de Hollywood. Com isso, o filme é uma viagem intensa e cômica tanto no universo do trabalho dos dublês, como na própria arte de se fazer cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;">, Colt Seavers (Gosling) é um dublê de ação que se vê metido numa confusão gigantesca. Enquanto ele tenta reatar sua paixão com a diretora estreante Jody Moreno (Blunt), Colt  investiga o desaparecimento da estrela do filme de sua amada, o famoso ator Tom Ryder (Aaron Taylor-Johnson). O problema é que ele precisa fazer tudo isso em segredo, na esperança de salvar o primeiro filme de Jody antes que descubram que o ator sumiu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os trailers, as entrevistas e tudo mais que se sabe da produção antes de assistí-la, indica que o público está indo para uma sessão de algo que se assemelha a uma versão mais família de </span><i><span style="font-weight: 400;">Trem-Bala (2022)</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dois-caras-legais/"><i><span style="font-weight: 400;">Dois Caras Legais (2016)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou uma mistura dos dois. O resultado de </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> é, no entanto, algo ainda mais satisfatório. Mesmo que fosse um mix entre os dois longas &#8211; um deles estrelados também pelo Gosling -, o novo filme de David Leitch já seria interessante e engraçado o suficiente para fazer uma arrecadação interessante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que o roteiro de Drew Pearce (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-hotel-artemis/"><i><span style="font-weight: 400;">Hotel Artemis</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2018) entrega ao espectador, contudo, é algo infinitamente melhor do que se poderia imaginar. </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> tem uma energia similar a de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Panteras</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 2000. Abraçando o exagero, o humor sem amarras e ainda adicionando o mundo do cinema em sua estrutura, a produção é um mergulho no que há de melhor na filmografia do diretor e do roteirista, além de ter a dupla de protagonistas fazendo algo que ambos brilham, que é comédia.</span></p>
<figure id="attachment_18025" aria-describedby="caption-attachment-18025" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-18025" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-750x500.jpg" alt="O Dublê (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/O-Duble-2.jpg 1125w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-18025" class="wp-caption-text">Ryan Gosling e Emily Blunt em cena de &#8216;O Dublê&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> é simplesmente um caldeirão de referências, piadas e cenas de ação monumentais que resultam num filme surpreendentemente divertido. É um encontro entre </span><i><span style="font-weight: 400;">Missão: Impossível (1996-)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Chumbo Grosso (2007)</span></i><span style="font-weight: 400;">. É um roteiro que não tem medo de ser exagerado quando precisa. Além disso, o texto é recheado de autorreferências e brincadeiras sobre o fazer cinema e alguns filmes bem conhecidos do público &#8211; incluindo uma constante e hilária sátira a odisseia espacial de Dennis Villeneuve (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna/"><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2021, e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><i><span style="font-weight: 400;">Duna: Parte 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2023).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco é outro ponto alto de </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;">. Parece que ele foi escolhido a dedo. Ryan Gosling está no tipo de papel que nasceu pra fazer. Ele brilha como ninguém em comédias, especialmente quando essas têm camadas que permitem que o ator possa brincar com o roteiro. Emily Blunt completa a realeza desse relacionamento em tela que, ainda que não soubéssemos, era o que o público mais precisava. Também é preciso parabenizar os trabalhos de Hannah Waddingham (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-abracadabra-2/"><i><span style="font-weight: 400;">Abracadabra 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 2022) e Winston Duke (</span><i><span style="font-weight: 400;"><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/">Pantera Negra 1</a> e 2</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2018 e 2022) que também brilham no filme e arrematam o público com momentos divertidíssimos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa explosão de sentimentos e diversidade de gêneros é a força de </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;">. Ele é um filme de ação ao mesmo tempo que é de comédia e de suspense. O roteiro consegue misturar os três bem e é coeso o suficiente para não perder o público, mesmo que às vezes brinque com os limites do crível ou exagerado. Mas isso faz parte do show. Essa é a essência do projeto e, provavelmente, vai ser isso e seus nomes estelares que farão deste um projeto extremamente lucrativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E assim a narrativa de </span><b><i>O Dublê</i></b><span style="font-weight: 400;"> entrega tudo o que o espectador quer: romance, drama, ação, aventura e mistério. Tudo isso com direito a um vislumbre do que é a arte de fazer cinema &#8211; sem falar nas constantes referências visuais, sonoras e de discurso a outros sucessos da telona. É um filme para família que diverte até a barriga doer, mas não perde a qualidade e nem se coloca menor do que nenhum outro filme. E, quem sabe, o longa pode até chegar a temporada de premiação com direito a algumas nomeações.</span></p>
<p><strong>Direção:</strong> David Leitch</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Ryan Gosling, Emily Blunt, Aaron Taylor-Johnson, Hannah Waddingham, Teresa Palmer, Stephanie Hsu e Winston Duke</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/3ArnMu7JKyU?si=DZEZoMRE7lx7nJZL" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Oppenheimer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jul 2023 17:07:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O diretor, roteirista e produtor Christopher Nolan é uma das personalidades do cinema mais influentes da atualidade. Com uma carreira de grandes sucessos de público e crítica desde o início dos anos 2000, o cineasta costuma seguir uma mesma linha de produção em seus projetos: grandes histórias, uma equipe técnica potente e um roteiro que é bom, mas não consegue ultrapassar a barreira do sensível. De Amnésia (2000) até Tenet (2020) – passando pelo ‘queridinho’ Interstellar (2014) –, as produções [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor, roteirista e produtor <strong>Christopher Nolan</strong> é uma das personalidades do cinema mais influentes da atualidade. Com uma carreira de grandes sucessos de público e crítica desde o início dos anos 2000, o cineasta costuma seguir uma mesma linha de produção em seus projetos: grandes histórias, uma equipe técnica potente e um roteiro que é bom, mas não consegue ultrapassar a barreira do sensível. De <em>Amnésia (2000)</em> até <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tenet/"><em>Tenet (2020)</em></a> – passando pelo ‘queridinho’ <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-interestelar/"><em>Interstellar (2014)</em></a> –, as produções encabeçadas por Nolan costumam ter dificuldade em se mostrar mais humanas. Elas lutam para chegar no sensível e ir além da dureza de uma produção industrial – ainda que essa tenha espaço para belas imagens, montagens e sons. No entanto, durante duas décadas, o resultado era o mesmo – qualidade técnica, mas nada de palpável no quesito emocional.</p>
<p>Até antes de assistir o mais novo trabalho do diretor, Nolan nunca havia furado essa bolha. Tudo sempre teve qualidade, uma maestria na execução dos processos, resultados belíssimos e maravilhosamente bem administrados. Mas nunca senti sensibilidade. Até então, tudo parecia uma linda embalagem de presente de Natal onde, dentro dela, não havia nada. A superficialidade das emoções humanas e das sensações mais intrínsecas não tinham sido exploradas até a chegada de <em><strong>Oppenheimer</strong></em>. Esse pode ser o filme que mudará a trajetória da carreira do cineasta.</p>
<p>O longa-metragem, que estreia nesta quinta-feira (20), é um passo além do diretor em sua forma de fazer cinema. Não se enganem, a produção continua sendo bem administrada e rodeada por uma equipe técnica sublime – a prova disso está na montagem, fotografia, edição de som e trilha sonora. Contudo, é finalmente possível sentir algo, ainda que de forma sutil. Mesmo que Nolan tenha muito o que explorar sobre a densidade das emoções humanas daqui para frente, ele enfim furou a bolha com <em><strong>Oppenheimer</strong></em>. O boneco de madeira se tornou um garoto de verdade e entregou o seu mais belo trabalho da carreira.</p>
<p>Na cinebiografia, o público embarca na vida de J. Robert Oppenheimer (Cillian Murphy), o físico teórico que ficaria conhecido como pai da bomba atômica. A história descreve desde os primeiros anos do cientista e seus contatos com figuras proeminentes do mundo da física até o início do Projeto Manhattan, seu resultado e os dilemas científico/éticos no pós Segunda Guerra. Em meio aos louros, os relacionamentos, a política e a vaidade, Oppenheimer marcou a história da humanidade como o Prometeu moderno, dando ao povo o poder de se destruir com o início da corrida nuclear.</p>
<p>A partir de uma história como essa, o filme poderia ser muitas coisas, inclusive só mais uma cinebiografia que cairia no esquecimento em pouco tempo. A virada de chave, no entanto, está no <em>timing</em> que o projeto é lançado. Ainda que fale de um acontecimento histórico de décadas atrás, a perspectiva de discutir a relação entre avanço da ciência, guerra e ética não poderia ser mais atual. Com dilemas da inteligência artificial e as atrocidades da guerra na Ucrânia acontecendo, <em><strong>Oppenheimer</strong></em> chega aos cinemas pronto para pontuar o que precisa ser discutido no momento sobre esses assuntos – e, desta vez, com camadas e profundidade.</p>
<p>Baseado no livro ‘Prometeu Americano’, de Kai Bird e Martin J. Sherwin, o roteiro consegue tornar central a discussão da vaidade do personagem e o dilema que a sua invenção gerou para a humanidade e para si. Esse pano de fundo, unido com uma montagem brilhante de Jennifer Lame (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de um Casamento</em></a>, de 2019, e <em>Pantera Negra: Wakanda Para Sempre</em>, de 2022) e as performances de um elenco potente faz as três horas de duração passarem despercebidas. <em><strong>Oppenheimer</strong></em> é um dos melhores trabalhos de Nolan também como roteirista – o qual, possivelmente, estará como um dos favoritos na corrida pela estatueta no Oscar de 2024.</p>
<figure id="attachment_16943" aria-describedby="caption-attachment-16943" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16943" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-750x500.jpg" alt="Oppenheimer (2023)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-610x406.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Oppenheimer-2.jpg 1169w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16943" class="wp-caption-text">Cillian Murphy em cena de &#8216;Oppenheimer&#8217; (2023)</figcaption></figure>
<p>Outro ponto de destaque na técnica do filme é a fotografia. Como a narrativa se divide em duas tramas – a trajetória de Oppenheimer e a audiência de decisão da entrada de Lewis Strauss como secretário na Casa Branca -, o diretor de fotografia Hoyte van Hoytema (<em>Tenet</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-nao-olhe/"><em>Não! Não Olhe!</em></a>, de 2022) teve a oportunidade de brincar com cores, sombras e formas da imagem em <em><strong>Oppenheimer</strong></em>. Sendo uma das frentes narrativas colorida e a outra em preto e preto, Hoyte entrega um espetáculo visual de tirar o fôlego.</p>
<p>E para permitir que o diretor de fotografia gerasse imagens ainda mais espetaculares, o departamento de arte, especificamente a equipe de efeitos práticos, teve que trabalhar muito. As cenas de recriação da explosão da bomba atômica são algumas das mais belas de se assistir ao longo do filme – e, possivelmente, da filmografia de Christopher Nolan. O trabalho da equipe supervisionada por Scott R. Fisher é fundamental para gerar a humanidade que <em><strong>Oppenheimer</strong></em> necessitava – e que Nolan precisava trazer há anos para suas produções.</p>
<p>Além dos destaques e das possíveis indicações pelo roteiro, montagem e edição, fotografia e efeitos visuais, a edição de som, a trilha sonora e o figurino são outros fortes nomes para indicações aos maiores prêmios de cinema do ano. Falando especificamente do som, ele é, ao lado da fotografia, um dos principais aliados para impulsionar a narrativa. Se <em><strong>Oppenheimer</strong></em> é capaz de alcançar voos ainda mais altos é porque o santíssimo quinteto direção-roteiro-fotografia-som-trilha está operando de forma coesa e eficaz. E o trabalho de composição de Ludwig Göransson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/"><em>Pantera Negra</em></a>, de 2018) é impressionante, potente e completa este pentágono criativo.</p>
<p>Por fim, e não menos importante, <em><strong>Oppenheimer</strong></em> alcança o que alcança por mais duas razões, seu elenco estelar e a direção de Christopher Nolan. Desta vez, diferente da maioria de seus trabalhos, o cineasta pareceu sair de sua função de administrador de uma produção e mergulhou de cabeça como criador, se permitindo sentir e se sensibilizar pela história que estava construindo. Essa dedicação diferenciada para o projeto é claramente sentida desde os primeiros minutos do filme. Nolan terá uma dura concorrência na temporada do Oscar – como por exemplo o forte nome da brilhante Greta Gerwig por <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-barbie/"><em>Barbie (2023)</em></a> -, mas, desta vez, o nome do diretor estar entre os indicados é mais do que merecido.</p>
<p>Para encerrar a composição de potência da produção, <em><strong>Oppenheimer</strong></em> conta com um grande elenco. Seja na extensão ou em qualidade, os atores e as atrizes envolvidos nesse processo são um reforço da coesão do projeto e dão razão ao adjetivo. Evidentemente existe um destaque maior para três pessoas: Cillian Murphy, Robert Downey Jr. e Emily Blunt. Os três são as apostas para o Oscar, podendo até, quem sabe, render uma estatueta para o eterno Homem de Ferro, mostrando à Hollywood que ele pode e é mais do que ator de um só personagem.</p>
<p>Regada de dúvidas, delírios e vaidades, a jornada pessoal e ética do físico J. Robert Oppenheimer é, sem sombra de dúvidas, um dos filmes do ano e marcará a temporada de premiações por sua qualidade e poderio técnico. Além de, como pontuado algumas vezes ao longo do texto, ser, quem sabe, uma nova fase para Christopher Nolan. Se <strong><em>Oppenheimer</em></strong> representar o início de uma nova era de produções com mais profundidade e sensibilidade do cineasta britânico, então o futuro do cinema guarda algo inspirador. Caso tenha sido apenas um flerte momentâneo com esse lado mais denso e humano do diretor, pelo menos o mundo terá a oportunidade de vivenciar a experiência cinematográfica que é assistir ao filme.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Christopher Nolan</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Cillian Murphy, Emily Blunt, Matt Damon, Robert Downey Jr., Florence Pugh, Josh Hartnett, Casey Affleck, Rami Malek, Kenneth Branagh, Benny Safdie e Jack Quaid</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/F3OxA9Cz17A?si=t_qYi7N4cEY9hHD9" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Retorno de Mary Poppins</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jan 2019 18:36:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ben Whishaw]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Emily Blunt]]></category>
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		<category><![CDATA[Lin-Manuel Miranda]]></category>
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		<category><![CDATA[O Retorno de Mary Poppins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mente infantil é mais sagaz do que parece. O público mais novo se mostra cada dia mais exigente e, consequentemente, cobra do mercado cinematográfico novidades em suas tramas. O público mais novo leva a indústria cinematográfica ao infindável processo de inovação e criação. Por isso, os estúdios têm tentado fazer coisas novas nos últimos tempos, em função dessa cobrança do consumidor jovem. Algumas vezes a “saída criativa” encontrada pelas produtoras para captar a atenção desses espectadores não dá muito [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A mente infantil é mais sagaz do que parece. O público mais novo se mostra cada dia mais exigente e, consequentemente, cobra do mercado cinematográfico novidades em suas tramas. O público mais novo leva a indústria cinematográfica ao infindável processo de inovação e criação. Por isso, os estúdios têm tentado fazer coisas novas nos últimos tempos, em função dessa cobrança do consumidor jovem. Algumas vezes a “saída criativa” encontrada pelas produtoras para captar a atenção desses espectadores não dá muito certo – como foi o caso da terrível animação <em>Emoji: O Filme</em> (2017). Outras, a simples reinvenção de uma história é o suficiente para renovar uma franquia e retomar a atenção desse público – a exemplo de <em>Bumblebee</em> (2018) que conseguiu se desvincular dos fracassos recentes de <em>Transformers</em> e abriu um leque de oportunidades futuras para o universo dos <em>autobots</em>.</p>
<p>Existe ainda uma saída mais perigosa: a revisitação de uma narrativa. Seja através de uma releitura ou refilmagem, esse é um dos caminhos mais incertos quando se fala da criação de um produto comercial. O resultado é incerto, pode ser um sucesso estrondoso ou um fracasso completo. E é nessa categoria de reinvenção que o longa-metragem <em><strong>O Retorno de Mary Poppins</strong></em>, produzido pela Walt Disney Pictures, se encaixa. A sequência do musical clássico de 1964 teve a difícil missão de emplacar seu sucesso individual sem ser ofuscado pelo antecessor.</p>
<p>Anos após sua primeira aparição, Mary Poppins (Emily Blunt) surge para, mais uma vez, ajudar a família Banks. Agora, a babá encantada chega em meio ao caos na família, onde Michael Banks (Bem Whishaw) está a um passo da falência. Sua irmã, Jane (Emily Mortimer), tem feito de tudo para ajudá-lo desde que ele perdeu a esposa e passou a cuidar sozinho das crianças. Mary Poppins será o lampião de esperança na vida de Annabel (Pixie Davies), John (Nathanael Saleh) e Georgie (Joel Dawson) e os levará, ao lado do seu amigo Jack (Lin-Manuel Miranda), numa jornada repleta de magia e felicidade para que eles reencontrem os caminhos e ajudem a família nesse momento difícil.</p>
<p>Devido aos inúmeros louros do longa estrelado, na década de 1960, por Julie Andrews, a produção precisou achar o seu suporte em alguma coisa além da nostalgia para não se tornar uma réplica. Eis que a presença de Rob Marshall (<em>Chicago</em>, de 2002, e <em>Caminhos da Floresta</em>, de 2014) faz toda a diferença para a produção. O diretor, produtor e coreógrafo traz toda a sua experiência da Broadway para as suas obras cinematográficas. Unindo as duas artes, os resultados visuais de seus trabalhos são sempre impressionantes – até mesmo quando o filme não é um musical. Assim, Marshall traz à produção nostalgia, fantasia e teatralidade as quais servem de guia e pilar de sustentação para toda a narrativa.</p>
<p>Os problemas começam quando pensamos no roteiro. A premissa do filme está muito sustentada no passado. Não existe uma desvinculação real entre o primeiro longa e a sequência. David Magee (<em>Em Busca da Terra do Nunca</em>, de 2004), apesar de sua genialidade comprovada em outros trabalhos, seguiu um caminho ruim ao dar segmento a história da babá mais emblemático da literatura e do cinema. Seja por razões dos produtores ou estúdio, decalcar o argumento de Mary Poppins (1964) para criar a base de sua sequência foi uma escolha sofrível. O resultado é uma previsibilidade sem tamanho em cada um dos acontecimentos, além do mal uso de alguns personagens e situações – como Jane Banks e as questões da Grande Depressão.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9751" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/3378712.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Retorno de Mary Poppins" width="610" height="348" /></p>
<p>A trilha sonora do longa é bem elaborada, mas segue a mesma estrutura do filme de 1964. As músicas compõem a mesma função narrativa sem se diferir muito na estrutura. Apesar disso, o compositor Marc Shaiman foi indicado na categoria de “Melhor Trilha Sonora” no Critics&#8217; Choice Movie Awards e no Golden Globe Awards. Em contrapartida, a direção de Rob Marshall fará a diferença outra vez. Os números musicais são encantadores e passam a magia e alegria propostas pela película. A dinâmica teatralizada ao longo das performances consegue fazer com que o público esqueça dos defeitos da produção por alguns minutos.</p>
<p>A escolha do elenco é interessante. Emily Blunt, apesar de carregar uma responsabilidade absurda, consegue dar sua própria interpretação a personagem, se distanciando completamente de Andrews. O problema da Mary Poppins de Blunt é sua falta de destaque. Apesar de ser a personagem-título do longa, ela acabou sendo colocada de lado enquanto a personagem de Lin-Manuel Miranda acabou se tornando, ao lado das crianças, a peça fundamental da história. Do início ao fim da sessão, Jack será a persona que norteará os acontecimentos, ofuscando a presença de Poppins. Ambos receberam indicações por seus papeis em diversas premiações – dentre elas Critics&#8217; Choice Movie Awards, Golden Globe Awards e Satellite Awards.</p>
<p>As crianças são adoráveis e cumprem o seu papel com a sinceridade de todo ator mirim que carrega o talento da interpretação. Seu deslumbramento nas cenas é tão real quanto o do público. Já os irmãos Banks se esforçam, porém não conseguem ter o melhor tempo de tela possível. Os dois são bons atores, mas não tiveram oportunidades cênicas para desenvolver uma performance memorável. Jane Banks, vivida por Emily Mortimer, por exemplo, tem o seu papel jogado fora por um mal aproveitamento do roteiro. Julie Walters, Colin Firth, Meryl Streep e Dick Van Dyke fazem aparições cuja única função é agradar pela presença. Walters carrega pequenas falas humorísticas que ajudam a descontrair quando são percebidas; Firth tem um papel fraquíssimo que faz a sua presença em cena ser insignificante; Meryl aparece para ser Meryl e agradar a todos apenas pela sua existência ilustre; e Van Dyke não passa de um agrado aos fãs do musical original por reverem o ator dançando por um breve momento.</p>
<p><em>Mary Poppins Returns</em> (título original) carregou uma missão quase impossível de superar o seu antecessor e ser diferente dele. O resultado dessa tentativa de distanciamento e originalidade não é dos melhores, mas isso não tira o encanto do filme. A magia, felicidade e crença no impossível – as quais sempre foram a essência da história – seguem como norte da produção. Todo o encantamento das cenas musicais, canções e animações fazem a sessão valer a pena. É verdadeiramente leve e enriquecedor a maneira como a película recarrega o pensamento puro e infantil de que tudo na vida é possível quando se acredita. Marshall conseguiu, apesar de todos os percalços, trazer de volta a magia que reinventou os musicais há mais de 50 anos atrás.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/vST_3HTWp3c" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Um Lugar Silencioso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Apr 2018 00:52:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Emily Blunt]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[John Krasinski]]></category>
		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<category><![CDATA[Um Lugar Silencioso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É curioso observar como cada vez mais artistas da comédia estão indo para o suspense/terror e obtendo êxito em uma área que, tecnicamente, não é a sua. Tivemos isso com Jordan Peele que resultou no sensacional Corra!. Agora temos John Krasinski, que é conhecido por sua atuação na série de comédia The Office, e nos apresenta o ótimo Um Lugar Silencioso. Sim, temos um spoiler logo cedo: o filme é muito bom. A premissa da história é bem simples. O [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É curioso observar como cada vez mais artistas da comédia estão indo para o suspense/terror e obtendo êxito em uma área que, tecnicamente, não é a sua. Tivemos isso com Jordan Peele que resultou no sensacional <em>Corra!</em>. Agora temos John Krasinski, que é conhecido por sua atuação na série de comédia <em>The Office</em>, e nos apresenta o ótimo <em>Um Lugar Silencioso</em>. Sim, temos um <em>spoiler</em> logo cedo: o filme é muito bom.</p>
<p>A premissa da história é bem simples. O mundo (ou apenas partes dele &#8211; o filme não deixa tão explícito) sofreu um ataque extraterrestre de uma criatura cega. Sendo assim, ela se guia pelo som e ataca qualquer coisa que faça barulho. Para sobreviver, as pessoas têm que viver no completo silêncio. Lee e Evelyn, juntos com seus três filhos, tentam driblar as situações para manter todos vivos.</p>
<p>É interessante parar dois segundos para refletir que quase tudo que fazemos emite algum som. Então eles têm que efetivamente criar uma rotina brutal de silêncio e cuidado para que absolutamente nada chame a atenção das criaturas misteriosas. Isso fica claro logo no começo e vai criando uma angústia sem fim no espectador. Aliás, angústia é o sobrenome deste filme.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8857" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/04/5362442.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>A história começa com um marco importante e vai evoluindo de forma gradativa. Cada personagem é apresentado dentro de seus contextos e frustrações. Uma das filhas é surda e a realidade dela é bastante diferente do resto da família. Em algum momento, a mãe aparece grávida, o que cria uma outra dinâmica na vida de todos, já que isso, em si, é um problema imenso (em gravidez leia: parto e bebê recém-nascido).</p>
<p>Ao longo dos 90 minutos de produção, vários elementos vão sendo inseridos, provocando ainda mais tensão no espectador. É uma aflição absurda que parece não ter fim, mostrando que efetivamente o roteiro é bem produzido e conduzido. Krasinski mostra um excelente potencial como diretor. Junto com ele no elenco temos Emily Blunt, sua esposa na vida real e na trama, trazendo ainda mais força para a história.</p>
<p>O longa segue quase sem apoio de diálogos, se suportando apenas em silêncios bem implantados, interpretações bem feitas e construções de cena que falam mais que a própria fala. Tudo isso converge em um produto final de alta qualidade e realmente interessante para o espectador.</p>
<p>Seguindo uma construção contundente desde o começo, <em>Um Luga Silencioso</em> apresenta um meio e fim tão bons quanto. A finalização da película dá uma calmaria e alívio ao espectador, que nesse momento está quase pulando da poltrona. Vale muito a pena conferir!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/8W6iMmhVDgE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Garota no Trem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Oct 2016 20:02:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Garota No Trem]]></category>
		<category><![CDATA[Emily Blunt]]></category>
		<category><![CDATA[Justin Theroux]]></category>
		<category><![CDATA[Paula Hawkins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Publicado em 2015, A Garota no Trem é um suspense psicológico de autoria da britânica Paula Hawkins que logo se transformou em best-seller mundial. Como destino natural de qualquer best-seller que tem uma repercussão com as suas proporções, o romance teve os seus direitos comprados por um grande estúdio de Hollywood para ganhar uma versão nas telonas que chegou aos cinemas esse ano. Também é natural que muita expectativa tenha sido gerada no entorno da produção. Existiam associações da obra [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Publicado em 2015, <i>A Garota no Trem </i>é um suspense psicológico de autoria da britânica Paula Hawkins que logo se transformou em <i>best-seller</i> mundial. Como destino natural de qualquer <i>best-seller </i>que tem uma repercussão com as suas proporções, o romance teve os seus direitos comprados por um grande estúdio de Hollywood para ganhar uma versão nas telonas que chegou aos cinemas esse ano.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Também é natural que muita expectativa tenha sido gerada no entorno da produção. Existiam associações da obra com outro título que fizera bastante sucesso há muito pouco tempo atrás, <i>Garota Exemplar</i>, de David Fincher<i> </i>(comparação descabida, já que ambos tem em comum apenas o gênero e o fato de ter uma personagem feminina muito presente na história). Além disso, Emily Blunt, que vem com uma carreira ascendente com interpretações marcantes em filmes como <i>Caminhos da Floresta</i>, <i>No Limite do Amanhã </i>e <i>Sicario &#8211; </i>e que só está à espera de uma protelada indicação ao Oscar -, protagonizaria a produção.<i> </i></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Além dos elementos de bastidor que fizeram parte da própria campanha do filme antes mesmo dele começar a ser rodado, a premissa de <i>A Garota no Trem </i>bastava como grande chamariz para o longa. O livro traz a  história de Rachel, uma jovem deprimida e alcóolatra que tenta superar o casamento do seu ex-marido com a amante dele. Enquanto persegue o casal e vive um cotidiano vazio, Rachel fantasia sobre o romance perfeito de uma moça que sempre vê da janela do trem e seu marido, mal imaginando que logo estará enredada em uma trama de assassinato que a transformará em peça fundamental do seu desfecho.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"> <img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6866" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/AGarotaNoTrem2.jpg" alt="agarotanotrem2" width="610" height="348" /></div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Todo esse contexto que prenunciava a realização de uma grande obra infelizmente não resultou no esperado ainda que <i>A Garota no Trem </i>esteja longe de ser um completo fiasco. O filme prende o espectador com o quebra-cabeça que constrói, mantendo sua atenção na resolução do mistério central como uma fita burocrática de suspense exige. Além disso, o longa traz uma interpretação empenhada de Emily Blunt, que, ainda que não receba um material complexo e desafiador o suficiente graças a visão estreita do roteiro do filme e da sua direção, consegue fazer da protagonista uma personagem cujo arco dramático é realmente interessante para se acompanhar. Acontece que falta muito para o longa sublimar as suas falhas.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O que impede <i>A Garota no Trem </i>de explorar todo o potencial que ele possui é o mesmo obstáculo que se coloca diante do desempenho de Blunt: a falta de visão do seu diretor Tate Taylor (<i>Histórias Cruzadas</i>) e da sua roteirista Erin Cressida Wilson (<i>Homens, Mulheres e Filhos</i>) a respeito do próprio material que têm em mãos. Wilson não consegue dar substância a personagens que são relevantes para a trama e que poderiam render muito em um roteiro que explorasse suas camadas, como a babá Megan (Haley Bennett, de <i>Sete Homens e um Destino</i>), o marido dela (Luke Evans, de <i>Imortais</i>), a investigadora do caso (Allison Janney, de <i>Tallulah</i>), o terapeuta de Megan (Edgar Ramírez, de <i>Joy</i>), o ex-marido de Rachel (vivido por Justin Theroux, da série <i>The Leftovers</i>) e sua rival (Rebecca Ferguson, de <i>Missão: Impossível &#8211; Nação Secreta</i>).</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O diretor Tate Taylor, por sua vez, não consegue resolver a superficialidade do seu roteiro com uma condução mais firme, respondendo de maneira burocrática e pouco inventiva aos comandos de Wilson. Há ainda outras questões que brecam uma apreciação mais fluida do espectador, como a dificuldade que Taylor tem ao lidar com as constantes idas e vindas na linha temporal do filme que fazem cruzar a história de Rachel com a de Megan ou o fato dele pouco explorar um tema sugerido na obra e que a faria alçar voos mais ambiciosos, a cumplicidade feminina diante de históricos de relacionamentos abusivos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Não dá para dizer que ao final da sessão de <i>A Garota no Trem </i>o espectador sairá insatisfeito do cinema. Visto pela chave do gênero, o longa funciona como um suspense cujo caminho até a sua resolução mostra-se sempre instigante e mantém o espectador fiel ao filme do início ao fim. Acontece que não deixa de ser frustrante perceber que a obra tinha muito mais potencial a ser explorado. É frustrante perceber que graças a pouca visão dos seus realizadores questões tão pulsantes e personagens tão interessantes como os de <i>A Garota no Trem </i>não puderam ser exploradas a contento proporcionando ao espectador uma experiência melhor.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/kmQ1WcX425E" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: O Caçador e a Rainha de Gelo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Apr 2016 17:17:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Charlize Theron]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Hemsworth]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Emily Blunt]]></category>
		<category><![CDATA[Jessica Chastain]]></category>
		<category><![CDATA[O Caçador e a Rainha de Gelo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sendo uma continuação da história do longa Branca de Neve e o Caçador, este filme traz uma nova perspectiva, focando na história do Caçador e da Rainha Má. O que sinceramente é bom de várias formas, porque além de dar mais espaços para personagens mais interessantes, tira o foco daquela dicotomia absurda de Branca de Neve ser mais bonita que a Rainha Má, sendo que Kristen Stewart não é nem de longe mais bela que Charlize Theron. A história mostra [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sendo uma continuação da história do longa <em>Branca de Neve e o Caçador</em>, este filme traz uma nova perspectiva, focando na história do Caçador e da Rainha Má. O que sinceramente é bom de várias formas, porque além de dar mais espaços para personagens mais interessantes, tira o foco daquela dicotomia absurda de Branca de Neve ser mais bonita que a Rainha Má, sendo que Kristen Stewart não é nem de longe mais bela que Charlize Theron.</p>
<p>A história mostra Ravenna (Charlize Theron), a Rainha Má, e sua irmã Freya (Emily Blunt) governando o reino com o auxílio do espelho mágico. Em dado momento a personagem de Blunt engravida de um rapaz da baixa corte e enfurece Ravenna, que descobre que a criança que vai nascer será mais bonita do que ela. Com raiva, ela manda matar a criança e faz Freya acreditar que foi o seu grande amor que cometeu o assassinato. Decepcionada, Freya acaba descobrindo seus poderes de gelo e foge do reino para governar longe de todos. Ela passa então a recrutar crianças para criar um exército invencível e ir conquistando cada vez mais terras.</p>
<p>Sim, também achei que parece um pouco com <em>Frozen</em> e Elsa. Na verdade, bastante. E isso me incomodou profundamente por um tempo, enquanto não havia um desenvolvimento maior. Claro que depois que a história foi se desenrolando, o espectador acaba esquecendo isso e entrando na narrativa. Mas ainda assim, é impossível não ver as semelhanças (poder de gelo, foge do reino para um castelo de gelo distante, duas irmãs, etc). Vale ressaltar que tudo isso se passa antes da história da Branca de Neve do primeiro filme. Uma das crianças recrutadas por ela é Eric (Chris Hemsworth), que se tornará o Caçador.</p>
<p>A história depois é avançada para depois do tempo do primeiro longa. Ravenna está morta, o Caçador fugiu por conta da determinação de que ele não poderia se apaixonar, a Guerreira (Jessica Chastain), que era o grande amor de Eric, também morreu e Freya está lá conquistando terras.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5925" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/04/142411.jpg" alt="142411" width="610" height="348" /></p>
<p>Muitas coisas incomodam no longa, mas ele não deixa de ser bom por isso. A primeira coisa e a mais notória é a ausência da Branca de Neve. Sim, em tese é uma continuação do filme <em>Branca de Neve e o Caçador</em>, mas a personagem não está nesse filme. Eles fazem breves referências a ela e mostram uma cena de costas, mas só. Kristen Stewart foi deixada completamente de lado. Não que eu não tenha gostado, mas acredito que tinha espaço para a personagem.</p>
<p>O protagonismo do longa também fica um tanto confuso. Embora seja do Caçador, as três protagonistas femininas ficam se revezando neste papel e em alguns momentos fica estranho. Mas pelo lado positivo, conseguimos curtir essas excelentes atrizes quase que igualmente. Aliás, que elenco! Charlize segue dando aquele show que acompanhamos na primeira película, nos deslumbrando não apenas com sua beleza, mas com sua assertividade na atuação. Ainda acrescentaram Jessica Chastain que é igualmente maravilhosa e Emily Blunt, que embora tenha um perfil um pouco diferente das demais, consegue roubar a cena com a mesma facilidade. O Caçador acaba sendo um pouco secundário, apesar de apresentar um bom trabalho. Isso dá um pouco de desequilíbrio na atmosfera, mas nada que prejudique o todo.</p>
<p>Em um mundo de fantasia e conto de fadas, a história vai se desenrolando com fluidez e facilidade, atraindo cada vez mais o espectador. O resultado acaba sendo superior ao primeiro longa, na minha análise. O enredo tem muita convicção, mesclando romance com ação e dosando muito bem cada gênero. Os detalhes, como os trajes e os cenários,fazem toda a diferença e dão ainda mais força ao filme. Vale muito a pena conferir no cinema!</p>
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		<title>Crítica: Sicario &#8211; Terra de Ninguém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2015 22:27:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Benício Del Toro]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Denis Villeneuve]]></category>
		<category><![CDATA[Emily Blunt]]></category>
		<category><![CDATA[Josh Brolin]]></category>
		<category><![CDATA[Sicario - Terra de Ninguém]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Desde que foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por Incêndios, o canadense Denis Villeneuve tem colhido frutos interessantes aqui e ali, estabelecendo-se como um realizador de filmografia diversificada e de volumosa repercussão. Do enervante Os Suspeitos, provavelmente um dos melhores longas do gênero suspense nesta década, ao divisivo O Homem Duplicado, adaptação do livro homônimo de José Saramago, Villeneuve tem conseguido se firmar e ser disputado por estúdios, atores e roteiristas de Hollywood. Sicario &#8211; Terra de Ninguém [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3762" aria-describedby="caption-attachment-3762" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/sicario-mv-3.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3762 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/sicario-mv-3-620x330.jpg" alt="sicario-mv-3" width="620" height="330" /></a><figcaption id="caption-attachment-3762" class="wp-caption-text">No comando: Emily Blunt toma a frente de um filme monopolizado por homens e dá conta do recado</figcaption></figure>
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<p>&nbsp;</p>
<p>Desde que foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por <i>Incêndios</i>, o canadense Denis Villeneuve tem colhido frutos interessantes aqui e ali, estabelecendo-se como um realizador de filmografia diversificada e de volumosa repercussão. Do enervante <i>Os Suspeitos</i>, provavelmente um dos melhores longas do gênero suspense nesta década, ao divisivo <i>O Homem Duplicado</i>, adaptação do livro homônimo de José Saramago, Villeneuve tem conseguido se firmar e ser disputado por estúdios, atores e roteiristas de Hollywood. <i>Sicario &#8211; Terra de Ninguém </i>é mais um exemplar dessa lista, tendo colhido muitos elogios na última edição do Festival de Cannes e, após a sua recente estreia no circuito comercial norte-americano, começa a ser apontado como um dos títulos com potencial de angariar indicações ao Oscar em 2016. O mais recente longa do realizador canadense tem os seus bons momentos, sim, mas também revela-se como um dos mais mornos exemplares da carreira do diretor.</p>
</div>
<div>
<p>Em <i>Sicario</i>, uma policial do FBI (Emily Blunt) é escolhida e aceita participar da caçada ao líder de um cartel de drogas do México. A protagonista acaba enredada em uma trama de corrupção e violência que coloca sua rigidez ética à prova, sobretudo quando ela passa a trabalhar com um homem misterioso que parece conhecer como ninguém o funcionamento da guerra do tráfico na América Central.</p>
</div>
<figure id="attachment_3763" aria-describedby="caption-attachment-3763" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/Sicario-2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3763 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/Sicario-2.jpg" alt="Sicario-2" width="600" height="337" /></a><figcaption id="caption-attachment-3763" class="wp-caption-text">Carências: Falta melhor tratamento dos personagens pelo roteiro</figcaption></figure>
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<p>&nbsp;</p>
<p>Fotografado impecavelmente por Roger Deakins &#8211; sim, porque, nesse caso, comentar sobre o trabalho de Deakins nunca é uma menção residual a fotografia -, <i>Sicario </i>é um filme tenso do início ao fim e Villeneuve consegue construir toda essa atmosfera de incertezas ao lado do veterano diretor desse departamento. É uma pena que, no caso de <i>Sicario</i>, o espectador fique mais impactado por esse programa de efeitos proporcionado pelo realizador do que pela trama em si, que, por sinal, parece uma versão de <i>A Hora mais Escura </i>porém ambientado na guerra contra o tráfico no México &#8211; até as imagens infra-vermelho da Kathryn Bigelow o Denis Villeneuve usa em determinado momento.</p>
</div>
<div>
<p>Emily Blunt está excelente no longa e é um dos melhores elementos da história. Na pele da agente Kate Macer, Blunt consegue percorrer todos os dilemas éticos e morais pelos quais a policial passa em sua missão no México. O mesmo pode ser dito de Benício Del Toro que tem na impassibilidade do seu olhar um instrumento capaz de dimensionar a dor, a raiva e a obstinação do seu personagem diante do seu grande objetivo. Por fim, Josh Brolin chama pontualmente para si diversos momentos do longa com um personagem repleto de senso de humor, mas de caráter questionável. É verdade que o filme falta com o público e com o próprio elenco por não se aprofundar nos fantasmas dos seus personagens, mas os atores conseguem &#8220;dar conta do recado&#8221; em todos os momentos em que são solicitados.</p>
</div>
<figure id="attachment_3764" aria-describedby="caption-attachment-3764" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/Sicario_2_83907.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3764 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/10/Sicario_2_83907.jpg" alt="Sicario_2_83907" width="600" height="300" /></a><figcaption id="caption-attachment-3764" class="wp-caption-text">Incertezas: Benicio Del Toro encara dúbio personagem</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar de encher os olhos do público com excelentes tomadas e uma precisão técnica usual na carreira do diretor, ao final de <i>Sicario </i>as conclusões de Villeneuve sobre sua história são absurdamente &#8220;lugar comum&#8221;, todas simplificadas ao subtítulo brasileiros do longa: estamos diante de uma terra de ninguém. Seria preciso bem mais do que isso para fazer do filme uma obra que refletisse de fato sobre os problemas que pretende abordar e sobre a natureza dos seus próprios personagens cuja complexidade é alcançada em parte graças ao excelente trabalho do seu trio principal, jamais por esforços de Villeneuve e muito menos do seu roteirista Taylor Sheridan.</p>
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		<title>Crítica: Caminhos da Floresta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2015 20:19:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Kendrick]]></category>
		<category><![CDATA[Caminhos da Floresta]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Pine]]></category>
		<category><![CDATA[Emily Blunt]]></category>
		<category><![CDATA[James Corden]]></category>
		<category><![CDATA[Johnny Depp]]></category>
		<category><![CDATA[Meryl Streep]]></category>
		<category><![CDATA[Rob Marshall]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por ser uma produção Disney, muito se temia que a adaptação cinematográfica do famoso musical de James Lapine Caminhos da Floresta não fosse corajoso o suficiente para assumir os descaminhos que a história propõe ao universo dos contos de fadas. Porém, de alguma maneira, o diretor Rob Marshall conseguiu contornar esse possível empecilho e tornar o longa não apenas uma celebração ao gênero que sempre foi o carro chefe da Disney, mas também uma forma de subvertê-lo, de tensionar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/streep-corden-woods.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-2671" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/streep-corden-woods-620x343.jpg" alt="streep-corden-woods" width="620" height="343" /></a></p>
<p>Por ser uma produção Disney, muito se temia que a adaptação cinematográfica do famoso musical de James Lapine<i> Caminhos da Floresta </i>não fosse corajoso o suficiente para assumir os descaminhos que a história propõe ao universo dos contos de fadas. Porém, de alguma maneira, o diretor Rob Marshall conseguiu contornar esse possível empecilho e tornar o longa não apenas uma celebração ao gênero que sempre foi o carro chefe da Disney, mas também uma forma de subvertê-lo, de tensionar o seu discurso utópico do &#8220;felizes para sempre&#8221;. Claro que tudo é feito com uma certa cautela, mas <i>Caminhos da Floresta </i>talvez tenha encontrado guarida nessa nova política da Disney de reinventar determinados terrenos previamente definidos e estanques na construções das suas princesas, príncipes e bruxas. Nesse sentido, podemos afirmar que <i>Caminhos da Floresta </i>é o conto de fadas mais <i>down to earth </i>que o estúdio já concebeu.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Caminhos da Floresta</i> a ação tem início quando uma bruxa impõe um desafio a um padeiro e sua esposa para quebrarem um feitiço que os impossibilita de terem o seu primeiro filho. Eles devem adentrar na floresta e buscar uma vaca, uma capa vermelha, um sapato e alguns fios de cabelo dourado. Se eles não cumprirem o combinado, jamais poderão conceber uma criança.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/into-the-woods-lede.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-2672" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/into-the-woods-lede-620x348.jpg" alt="into-the-woods-lede" width="620" height="348" /></a></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Relacionando essa trama central às já conhecidas histórias de <i>Cinderela</i>, <i>Rapunzel</i>, <i>Chapeuzinho Vermelho </i>e <i>João e o Pé de Feijão</i>, <i>Caminhos da Floresta </i>é um filme que demanda muito cuidado. Existem diversas tramas e personagens que exigem atenção redobrada de Rob Marshall e James Lapine, que roteirizou o filme. Evitando transformar o musical em um filme disperso ou superficial no tratamento dos seus personagens, os realizadores acabam voltando suas atenções para as tramas do padeiro e da sua esposa, papéis de James Corden e Emily Blunt, e da bruxa, vivida por Meryl Streep, o que faz com que o longa seja um filme surpreendente para quem nunca teve contato com o material original. Inicialmente, <i>Caminhos da Floresta </i>se apresenta como um conto de fadas rotineiro, porém ele acaba se tornando um filme que tenta reconfigurar os estratagemas já conhecidos dessas histórias. O longa acaba falando sobre as aspirações que temos em nossas vidas e como às vezes nos equivocamos em colocar a utopia, que nada mais é do que o conto de fadas, como uma meta a ser alcançada.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>O elenco do filme é harmônico e não há um único desempenho que se sobressaia, mesmo o da badalada Meryl Streep, o que é bem positivo e um sinal de que a vaidade foi um elemento que não prevaleceu no set. Ainda que seja visível a dificuldade do Rob Marshall em lidar com tantos personagens, no final das contas o resultado de <i>Caminhos da Floresta</i> é satisfatório, surpreendente e agradável.</p>
</div>
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		<title>Crítica: No Limite do Amanhã</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-no-limite-do-amanha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 May 2014 22:19:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Doug Liman]]></category>
		<category><![CDATA[Emily Blunt]]></category>
		<category><![CDATA[No Limite do Amanhã]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Cruise]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ao ter seu sangue contaminado por um alienígena em campo de batalha, Bill Cage (Tom Cruise) desenvolve a estranha habilidade de reiniciar o seu dia a cada momento em que morre. Aos poucos, Cage, com a ajuda da habilidosa oficial Rita Vrataski (Emily Blunt), conecta o evento a uma possível solução para a interminável batalha entre humanos e alienígenas desde que essas criaturas passaram a dominar a Terra. Sim, esta é mais uma ficção-científica com Tom Cruise, e por [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1075" aria-describedby="caption-attachment-1075" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/001.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1075 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/001-620x348.jpg" alt="001" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-1075" class="wp-caption-text">Funcionário padrão: &#8220;No Limite do Amanhã&#8221; é mais uma obra que traz Tom Cruise fazendo o que sabe fazer melhor.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao ter seu sangue contaminado por um alienígena em campo de batalha, Bill Cage (Tom Cruise) desenvolve a estranha habilidade de reiniciar o seu dia a cada momento em que morre. Aos poucos, Cage, com a ajuda da habilidosa oficial Rita Vrataski (Emily Blunt), conecta o evento a uma possível solução para a interminável batalha entre humanos e alienígenas desde que essas criaturas passaram a dominar a Terra. Sim, esta é mais uma ficção-científica com Tom Cruise, e por mais que tenhamos um diretor relativamente interessante no comando, sabemos que existe o dedo do ator em cada decisão tomada no projeto. E não, não esperem por nada extraordinário que fuja da banalidade em <em>No Limite do Amanhã</em>. É uma fita escapista relativamente divertida no esquema que o ator costuma estabelecer em suas recentes produções.</p>
<p>O diretor por trás de <em>No Limite do Amanhã </em>é Doug Liman, realizador irregular que tem no seu currículo produções competentes como <em>A Identidade Bourne</em>, o primeiro da série, e o drama político, pouco conhecido, infelizmente, <em>Jogo de Poder</em>, com Naomi Watts e Sean Penn. Por outro lado, Liman foi responsável por <em>Sr. e Sra. Smith</em>, filme que só ficou para a história por unir Brad Pitt e Angelina Jolie na profissão e no matrimônio, e por <em>Jumper</em>, aquele filme sobre jovens super-dotados que se teletransportam protagonizado por Hayden Christensen, enfim, o tipo de projeto que todo diretor que ter seu nome desvinculado para todo o sempre. Portanto, Liman é muito mais um executor tomando decisões lineares e previsíveis que algumas vezes salvam o projeto, mas por outras vezes o detona, já que não consegue neutralizar falhas visíveis de roteiro, por exemplo.</p>
<figure id="attachment_1078" aria-describedby="caption-attachment-1078" style="width: 621px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/002.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1078" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/002.jpg" alt="002" width="621" height="370" /></a><figcaption id="caption-attachment-1078" class="wp-caption-text">Coube como uma luva: Inusitada escalação de Emily Blunt para a protagonista foi uma das escolhas mais acertadas do projeto.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dito isso, <em>No Limite do Amanhã </em>está mais para o primeiro grupo de filmes de Doug Liman, ainda que seja bem inferior aos outros dois títulos mencionados. O filme revela-se como uma ficção-científica pouco pretensiosa que entretém na medida certa e sabe até onde deve ir, evitando criar uma trama complexa demais que não será capaz de sustentar mais adiante. Como nos demais exemplares da carreira de Liman, o filme não é nenhum espetáculo técnico ou artístico (a exceção da ótima sequência na qual Cruise e alguns soldados descem de um helicóptero e caem em uma praia para uma batalha, semelhante a cena de abertura de <em>O Resgate do Soldado Ryan</em>), e era isso mesmo que os seus envolvidos pretendiam, evitar os riscos. Cruise, Liman e a Warner queriam fazer uma fita quadradinha e correta em seus propósitos e conseguiram.</p>
<p>É interessante notar que, pela primeira vez em anos, vemos Tom Cruise interpretar um sujeito deslocado em um ambiente que exige dele uma grande habilidade física. Aqui, o ator vive um assessor de imprensa das Forças Armadas obrigado a se juntar ao grupo de militares. E ainda que um ator mais jovem e que inspirasse o mínimo de credibilidade em seu amadorismo e insegurança naquela situação fosse o ideal, Cruise dá conta do recado, afinal, esse tipo de produção é sua zona de conforto. Quem surpreende a plateia mesmo é Emily Blunt, muito interessante em um papel que não costuma ser ofertado a ela. Blunt vive com muita naturalidade essa heroína de ação sem perder a feminilidade e o lado humano da personagem. Uma escolha inusitada, mas assumida com muita confiança e talento pela atriz.</p>
<figure id="attachment_1079" aria-describedby="caption-attachment-1079" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/emily-blunt-new-edge-of-tomorrow-still-with-tom-cruise-051.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1079 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/emily-blunt-new-edge-of-tomorrow-still-with-tom-cruise-051-620x361.jpg" alt="" width="620" height="361" /></a><figcaption id="caption-attachment-1079" class="wp-caption-text">Na média: Filme não é memorável, mas é uma fita de entretenimento competente.</figcaption></figure>
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<p><em>No Limite do Amanhã </em>é exatamente aquilo que se esperava dele. Um filme de ficção-científica e de ação protagonizado por Tom Cruise que mostra-se como um exemplar correto do gênero nas mãos de um dos últimos atores de Hollywood que conseguem se sustentar nos moldes antigos de produção (aquele que tem o ator no centro do seu processo criativo e empresarial). Particularmente, preferia ver Cruise se arriscar mais, sair dessa zona de conforto representada por filmes como <em>Oblivion </em>e <em>No Limite do Amanhã</em>, que são bons, mas nada mais que isso. Quem sabe um dia o ator de <em>Nascido em 4 de Julho</em>, <em>Magnólia </em>e <em>Jerry Maguire </em>desperte desse estado de calmaria longo e profundo em que se encontra há bastante tempo e nos surpreenda? A gente torce para isso.</p>
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