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	<title>Arquivos Emílio Domingos - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>28º FAM: Black Rio! Black Power!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2024 02:20:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dos anos 1970 aos 1980, a cidade do Rio de Janeiro contou com um movimento cultural efervescente: o Black Rio. Através do Soul, o despertar da consciência racial se espalhou por territórios cariocas, alastrando-se para todo país. É este o tema do documentário Black Rio! Black Power!, dirigido por Emílio Domingos. Em termos históricos, o longa-metragem é impecável. Através dos olhares de Dom Filó, Carlos Café, Carlos Alberto Medeiros &#8211; e de tantas outra figuras importantes para este cenário -, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dos anos 1970 aos 1980, a cidade do Rio de Janeiro contou com um movimento cultural efervescente: o Black Rio. Através do Soul, o despertar da consciência racial se espalhou por territórios cariocas, alastrando-se para todo país. É este o tema do documentário <em><strong>Black Rio! Black Power!</strong></em>, dirigido por Emílio Domingos.</p>
<p>Em termos históricos, o longa-metragem é impecável. Através dos olhares de Dom Filó, Carlos Café, Carlos Alberto Medeiros &#8211; e de tantas outra figuras importantes para este cenário -, o público ganha uma aula sobre letramento racial e a luta do movimento negro no Rio de Janeiro.</p>
<p>Momentos sobre a ditadura militar, a criatividade para criar e manter os bailes blacks e a forma como a vontade de dançar acabou convocando também o estudo político e social são os centros das falas. Em termos discursivos, a obra consegue imprimir de maneira completa o cenário argumentativo do individual para o coletivo, com detalhes.</p>
<p>No entanto, em aspectos formais, a sua estrutura é um tanto cansativa. Tem-se aqui uma mescla de “cabecinha flutuantes” (entrevistas), com algumas imagens de arquivo. Sonoramente e visualmente, as estratégias são as mesmas durante toda a projeção. Sob som com música, fotos antigas, voz off, desce a música, entrevistado (a).</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18704" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-3.png" alt="Black Rio! Black Power!" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-3.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-3-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/09/image-3-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Caso o carisma das personagens de <em><strong>Black Rio! Black Power! </strong></em>e o que elas dizem não fosse tão forte e instigante, a sessão seria difícil de acompanhar. Ainda que seguir modelos tradicionais de doc não seja um equívoco, variar o fluxo sonoro e visual ajuda a construir respiros e tornar a experiência mais prazeirosa.</p>
<p>De toda maneira, ver Dom Filó, e tantos ícones do movimento Black Rio, dançando e contando suas histórias empolgadamente vale cada minuto do filme. Diversos detalhes do que ocorreu nos anos 1970, que influenciam a música atual, são reveladas progressivamente, o que é um mérito do roteiro e também da montagem.</p>
<p>Quem assiste embarca em uma espécie de máquina do tempo e as vozes dos protagonistas deste tempo histórico e tão importante para eles e para o país embalam a imaginação da plateia. É curioso observar que a felicidade dos narradores contamina os ouvintes, que sentem em seu sangue o soul pulsar, de alguma maneira.</p>
<p>Entre reflexões sobre a sociedade e o racismo e a música contagiante de um período de redemocratização brasileira, <em><strong>Black Rio! Black Power!</strong></em> emociona e conscientiza, é paixão e luta em formato de longa.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Emílio Domingos</p>
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