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	<title>Arquivos Ellen Page - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Ellen Page - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Amor por Direito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Apr 2016 15:42:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Amor por Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Ellen Page]]></category>
		<category><![CDATA[Julianne Moore]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A questão de igualdade de gêneros é sempre debatida no cinema, mas talvez não sob o viés que esse longa traz. Trabalhando sob outra perspectiva, Amor por Direito integra uma história forte e verdadeira de uma mulher que batalhou pelo amor e pela possibilidade de deixar um legado para sua família e para o mundo. A história é centrada em Julianne Moore, que interpreta Laurel, uma policial extremamente competente que é respeitada pela corporação. Por trás disso, ela é homossexual, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A questão de igualdade de gêneros é sempre debatida no cinema, mas talvez não sob o viés que esse longa traz. Trabalhando sob outra perspectiva, <em>Amor por Direito</em> integra uma história forte e verdadeira de uma mulher que batalhou pelo amor e pela possibilidade de deixar um legado para sua família e para o mundo.</p>
<p>A história é centrada em Julianne Moore, que interpreta Laurel, uma policial extremamente competente que é respeitada pela corporação. Por trás disso, ela é homossexual, mas prefere não expor sua vida amorosa com medo de enfrentar preconceitos e represália por parte de seus colegas de trabalho. Um dia ela conhece Stacie, vivida por Ellen Page, uma mulher bem mais jovem do que ela que se interessa de cara. As duas começam então um relacionamento amoroso profundo e duradouro. Em dado momento, Laurel descobre que está com câncer terminal nos pulmões. A primeira preocupação dela, por incrível que pareça, é a pensão que Stacie poderá receber para manter a casa que elas compraram. Ela envia o pedido para a corte, que nega, alegando que elas não representam uma família.</p>
<p>Diante de um cenário extremamente preconceituoso do interior dos Estados Unidos, as duas travam duas batalhas importantes. Enquanto elas lutam pelo tratamento de Laurel, correm ainda atrás do direito de Stacie de receber a pensão pós morte. No meio do caminho, além de encontrar muitas dificuldades, elas topam com pessoas que estão dispostas à ajudá-las.</p>
<p>Uma das coisas mais interessantes é forma como o relacionamento das duas é construído. É tudo feito de uma forma muito natural, romântica e fofa. O espectador realmente se derrete pelas duas e torce para que um milagres surja do nada e salve Laurel da morte. Fica muito claro todo o tempo que a luta das duas é pelo amor e pela possibilidade de perpetuar esse sentimento. Elas querem manter a memória do relacionamento viva, mesmo depois do fim trágico que as aguarda.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5921" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/04/214728.jpg" alt="214728" width="610" height="348" /></p>
<p>Além disso, outro fator bem trabalhado é o preconceito que surge de diversa formas ao longo da narrativa. Tem aquele tipo mais óbvio e violento, mas tem aquele preconceito silencioso e despercebido, aquele olhar de lado que quem dá normalmente nem percebe. O diretor Peter Sollett conseguiu dosar isso de forma incrível.</p>
<p>Claro que precisamos falar do elenco, que é nada menos do que fantástico. A parceria entre Julianne Moore e Ellen Page é simplesmente maravilhosa e rendeu uma química surreal. Vale ressaltar que Page é assumidamente homossexual e é perceptível a importância da narrativa para ela. Além da dupla principal, temos Steve Carell, um pouco caricato, mas ainda assim apresentando um trabalho certeiro, Michael Shannon, nosso General Zod de <em>Superman</em> sendo a representação da dualidade, assim como Josh Charles, que pode ser lembrado na série <em>The Good Wife</em>.</p>
<p>Mesmo com algumas tomadas mais sonolentas e talvez um pouco monótonas, o filme consegue entreter o espectador, que torce o tempo todo pelo final razoavelmente feliz que é esperado. Além disso, gera uma discussão dentro de quem assiste, mostrando a dificuldade que os casais do mesmo sexo enfrentam para ter uma relação mais justa e igual aos demais.</p>
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		<title>Trailer de Freeheld mostra relação entre personagens de Julianne Moore e Ellen Page</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2015 23:57:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mal ganhou o seu primeiro Oscar de melhor atriz e Julianne Moore surge como forte candidata da mesma categoria em 2016. Ao menos é o que os blogueiros e especuladores dos EUA estão sugerindo, sobretudo após ter sido divulgado o primeiro trailer de Freeheld, drama protagonizado por Moore e Ellen Page (Juno), previsto para estrear em outubro desse ano por lá. No filme, Julianne Moore vive uma policial que se apaixona por uma mecânica (Page) e tem um relacionamento estável com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Freeheld-657x360.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-3192" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Freeheld-657x360-620x340.jpg" alt="Freeheld-657x360" width="620" height="340" /></a></p>
<p>Mal ganhou o seu primeiro Oscar de melhor atriz e <strong>Julianne Moore</strong> surge como forte candidata da mesma categoria em 2016. Ao menos é o que os blogueiros e especuladores dos EUA estão sugerindo, sobretudo após ter sido divulgado o primeiro trailer de <em>Freeheld</em>, drama protagonizado por Moore e Ellen Page (<em>Juno</em>), previsto para estrear em outubro desse ano por lá.</p>
<p>No filme, Julianne Moore vive uma policial que se apaixona por uma mecânica (Page) e tem um relacionamento estável com ela. A personagem vê seu mundo desabar quando descobre que tem uma doença em estágio avançado. Ciente de que é bem possível que venha a falecer, ela entra em uma batalha judicial para que a sua companheira receba os benefícios da sua pensão após a morte. O problema é que todas as autoridades procuradas pelas duas se recusam a reconhecer o relacionamento.</p>
<p><em>Freeheld </em>é dirigido por Peter Sollett (de <em>Uma Noite de Amor e Música</em>) e tem o roteiro de Ron Nyswaner (indicado ao Oscar por <em>Filadélfia</em>). Além de Moore e Page, o elenco do filme traz Steve Carell (<em>Foxcatcher</em>), Michael Shannon (<em>O Homem de Aço</em>) e Josh Charles (da série <em>The Good Wife</em>).</p>
<p>Caso seja indicada e vença o Oscar por <em>Freeheld</em>, Moore seria a primeira atriz a ter no currículo a façanha de vencer a estatueta por duas vezes consecutivas na categoria principal. Somente Tom Hanks foi capaz desse feito com <em>Filadélfia </em>e <em>Forest Gump</em>. O &#8220;porém&#8221; é que a atriz vai encarar  outras candidatas em potencial no próximo ano, entre elas, Carey Mulligan (<em>Suffragette</em>), Cate Blanchett (<em>Carol</em>), Saoirse Ronan (<em>Brooklyn</em>), Emily Blunt (<em>Sicario</em>), Lily Tomlin (<em>Grandma</em>), Meryl Streep (<em>Ricki and the Flash</em>), Jennifer Lawrence (<em>Joy</em>) e Kate Winslet (<em>The Dressmaker</em>).</p>
<p>Não há previsão de estreia para <em>Freeheld </em>no Brasil.</p>
<p>Confira o trailer:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/FX9KLZlE344" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2014 22:36:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bryan Singer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ainda me lembro da minha primeira sessão de X-Men pelos idos de 2000, mais precisamente, dia 18 de agosto de 2000, sexta-feira, logo depois da aula. Éramos todos adolescentes, alguns fãs dos mutantes desde as HQs da Marvel, outros telespectadores assíduos da série animada lançada pela Fox e transmitida pela Globo desde 1994, mas todos de alguma forma familiarizados com aqueles personagens. Na época não existia Homem de Ferro, Os Vingadores, o Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_970" aria-describedby="caption-attachment-970" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/x0men.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-970 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/x0men-620x322.jpg" alt="x0men" width="620" height="322" /></a><figcaption id="caption-attachment-970" class="wp-caption-text">As duas versões de Xavier cara a cara: James McAvoy e Patrick Stewart mais uma vez incorporam a esperança de um mundo mais tolerante através do líder dos X-Men</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda me lembro da minha primeira sessão de <em>X-Men </em>pelos idos de 2000, mais precisamente, dia 18 de agosto de 2000, sexta-feira, logo depois da aula. Éramos todos adolescentes, alguns fãs dos mutantes desde as HQs da Marvel, outros telespectadores assíduos da série animada lançada pela Fox e transmitida pela Globo desde 1994, mas todos de alguma forma familiarizados com aqueles personagens. Na época não existia <em>Homem de Ferro</em>, <em>Os Vingadores</em>, o <em>Cavaleiro das Trevas </em>de Christopher Nolan e nem mesmo o <em>Homem-Aranha </em>de Sam Raimi e Tobey Maguire. Os super-heróis não eram vendidos como água nos Multiplex e acompanhávamos com muita expectativa o lançamento de qualquer filme através das páginas da revista Set (sim, naquela época colecionávamos revistas sobre cinema, uma época em que revistas sobre cinema ainda existiam). Era o início de uma nova era nos <em>blockbusters</em>, mas nós espectadores não nos dávamos conta. Uma época cuja referência mais próxima de super-heróis no cinema era o vergonhoso <em>Batman &amp; Robin </em>, dirigido por Joel Schumacher em 1998, filme que enterrou o Morcegão da DC Comics nas telonas por um bom tempo. Estava para ser lançado um filme baseado em uma das histórias mais adoradas, mas também complexas, dos quadrinhos pelas mãos de um jovem diretor que tinha ótimos filmes no currículo (<em>Os Suspeitos </em>e <em>O Aprendiz</em>), mas não o suficiente para nos manter seguros diante de tamanha responsabilidade. Insegurança, ansiedade, excitação&#8230; Era esse o cenário em 2000 para o lançamento de <em>X-Men.</em></p>
<p>No final das contas, o que testemunhamos foi um diretor que nasceu para orquestrar como ninguém uma dúzia de personagens multifacetados e temas delicados; a primeira aparição de Hugh Jackman, que tornou Wolverine ainda mais icônico do que a Marvel jamais poderia pensar; Patrick Stewart e Ian McKellen rivalizando com muita classe e maturidade em lados opostos na causa mutante; a bela Rebecca Romijn monopolizando as atenções com sua sinuosa Mística em poucas, mas marcantes, sequências de ação&#8230; Claro que tivemos percalços como uma Anna Paquin que não engolimos na época, mas o conjunto da obra foi tão arrebatador e definitivo para uma geração que qualquer defeito apontado é pura implicância. Mas não quero ficar preso ao passado, estamos aqui para falar do presente e do futuro de uma franquia que acaba de nos entregar um exemplar que comprova em definitivo a atemporalidade e o espírito de renovação dos <em>X-Men</em> e das próprias HQs que não cansam de reescrever suas origens e oferecer vários destinos para uma mesma história. Estou falando de<em> </em> <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>e aviso<em>, </em>lerão uma crítica que pode soar um pouco pessoal, mas que merece esse &#8220;desvio&#8221;. Não dá para falar de um material tão próximo e querido assim sem quebrar os protocolos da minha própria redação.</p>
<figure id="attachment_1004" aria-describedby="caption-attachment-1004" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/X_Men_Days_Future_Past_13838031564573.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1004 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/X_Men_Days_Future_Past_13838031564573-620x312.jpg" alt="X_Men_Days_Future_Past_13838031564573" width="620" height="312" /></a><figcaption id="caption-attachment-1004" class="wp-caption-text">A viagem no tempo de Wolverine: Um recurso perigoso, mas usado com habilidade no novo filme da franquia.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>começa com uma Nova York completamente destruída pelas batalhas travadas entre parte da humanidade e os mutantes. Os indivíduos dotados de super-poderes pela genética são caçados por robôs chamados Sentinelas que têm a capacidade de se adaptar a cada um dos poderes mutantes. Charles Xavier, Magneto, Wolverine e alguns outros foram poucos de sua espécie a sobreviver e encontram na possibilidade de voltar ao passado uma oportunidade para impedir o desenvolvimento do projeto Sentinelas e reverter a situação. Para tanto, enviam a 1973 o único do grupo capaz de fazer essa viagem no tempo sem sofrer nenhum dano, Wolverine. No entanto, Wolverine tem a difícil missão de ser o conciliador dos relacionamentos fraturados entre Xavier, Magneto e Mística após os acontecimentos na Baía dos Porcos que deixou o Professor X com uma grave lesão na coluna ao final de <em>X-Men &#8211; Primeira Classe</em>.</p>
<p>Para retornar ao universo dos <em>X-Men</em>, que abandonou erroneamente para dirigir projetos duvidosos como <em>Superman &#8211; O Retorno</em>, <em>Operação Valquíria </em>e <em>Jack &#8211; O Caçador de Gigantes</em>, Bryan Singer se lançou em uma empreitada corajosa em <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido</em>. Lidar com essas transições entre tempos diferentes e &#8220;paralelos&#8221; não é tarefa fácil para qualquer realizador. Articular passado e futuro sem parecer que as ações e consequências geradas nesses dois espaços temporais soem como artifícios trapaceiros para o público relevar soluções ocasionalmente indesejadas tomadas em filmes anteriores é um desafio. Bryan Singer e seu roteirista Simon Kinberg utilizam o recurso e de fato reescrevem a trajetória de seus personagens, mas não como uma forma de trapaça, truque barato. Os realizadores se permitem oferecer novos caminhos para os seus personagens, oferecer outras versões de suas origens e desfechos e isso é muito interessante. Não invalida o que já foi feito (não é um ato de embaraço diante dos demais filmes, sobretudo <em>X-Men &#8211; O Confronto Final</em>, longa mais criticado da franquia) e dialoga com a multiplicidade de perspectivas para uma mesma história que as HQs costumam ter.</p>
<figure id="attachment_972" aria-describedby="caption-attachment-972" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/X_Men_Days_Future_Past_13838031568400.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-972 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/X_Men_Days_Future_Past_13838031568400-620x356.jpg" alt="X_Men_Days_Future_Past_13838031568400" width="620" height="356" /></a><figcaption id="caption-attachment-972" class="wp-caption-text">A peça mais instável do jogo: Michael Fassbender interpreta a jovem versão de Magneto reforçando um outro ponto de vista sobre a causa da minoria mutante através da amoralidade e do rancor do personagem.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conduzindo seu filme como um verdadeiro maestro, Bryan Singer conhece esse material como ninguém. O diretor sabe construir com destreza a geografia das suas cenas de ação (conseguimos entender como cada um dos personagens agem nessas sequências, entendemos o que acontecem nelas) e compreende a verdadeira natureza e propósito dos <em>X-Men </em>nas diversas leituras que esse universo propõe. Não há vilões ou mocinhos, Xavier, Magneto e seus pupilos representam diferentes perspectivas para uma mesma causa e eles, assim como todos os outros, têm suas angústias, dúvidas, medos, falhas, vitórias, tropeços, quedas. É o caso da Mística vivida por Jennifer Lawrence nessa versão, uma personagem que oscila entre o ódio por ser tratada com ojeriza pela humanidade e uma fagulha de compaixão que tem pela mesma, ou então a imprevisibilidade de Magneto que o tornam um constante perigo. Assim, ao mesmo passo que consegue sustentar a carga de complexidade desses personagens e a urgência necessária aos acontecimentos do filme, Singer confere leveza ao projeto utilizando um humor fluido e nada forçado. Os mutantes não apenas sofrem por sua condição e pelas reações que ela causa na sociedade, mas também conseguem se divertir com suas habilidades, sobretudo os mais jovens, como o rápido Mercúrio. Essa característica reforça o diálogo do filme com as HQs e convoca o que de melhor <em>X-Men &#8211; Primeira Classe </em>tinha. Do filme de 2011, <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>também se apropria com destreza de um interessante diálogo entre a ficção e a História, transformando alguns dos seus fatos a favor do próprio andamento da trama.</p>
<p>Ao conseguir dimensionar todos esses inúmeros e aparentemente destoantes elementos sem torná-los superficiais, equivocados e deslocados, Bryan Singer preserva o que existe de mais perene na trajetória dos <em>X-Men </em>desde a primeira edição da HQ e que ele fez questão de ser fiel desde 2000, essa combinação simples (e não simplista) de ficção-científica e drama político sobre a tolerância que rende leituras universais, sem deixar de dialogar com sua própria natureza como história de super-heróis, oscilando entre momentos de reflexão e sensibilidade com outros tantos de pleno entretenimento. <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>segue esse legado proporcionando sequências tão marcantes quanto as de <em>X-Men 2</em>, por exemplo, disparado o melhor longa da série, junto com esse. Como não colocar em pé de igualdade o momento em que Noturno invade a Casa Branco com a sequência da tentativa de assassinato do Dr. Bolivar Trask pelas mãos de Mística? Ambas impecáveis.</p>
<p>Cada ação é justificada em detalhes, não há personagem descartável, suas habilidades estão a serviço do desenrolar da trama e tudo funciona como uma complexa, eficiente e interessante engrenagem. Mas tudo não funciona por obra somente dos esforços do realizador, do roteirista e da sua equipe técnica, o elenco que a franquia acumulou ao longo dos anos e que foi aproveitado ao extremo em todos os filmes é um dos grandes triunfos de <em>X-Men</em>. Rever Hugh Jackman cada vez mais familiarizado com o seu Wolverine ao lado dos veteranos Patrick Stewart, Ian McKellen, Halle Berry, Ellen Page e Shawn Ashmore, mas também interagindo organicamente com os talentosos novatos James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence e Nicholas Hoult, é uma oportunidade que torna a experiência de assistir <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido,</em> sem querer parecer infame,inesquecível. E no fim, ainda&#8230; Bom deixa para vocês sentirem a mesma emoção que tive com o desfecho dessa história no próprio cinema.</p>
<figure id="attachment_973" aria-describedby="caption-attachment-973" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/x-men-days-of-future-past-mystique-fight-1280x853.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-973 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/x-men-days-of-future-past-mystique-fight-1280x853-620x380.jpg" alt="x-men-days-of-future-past-mystique-fight-1280x853" width="620" height="380" /></a><figcaption id="caption-attachment-973" class="wp-caption-text">A força de um Oscar: A Mística de Jennifer Lawrence ganha considerável destaque e torna-se o elemento fundamental da trama. E ela faz bonito!</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim como a situação vivida por Wolverine na trama do longa, assistir <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>foi como voltar no tempo, rever personagens queridos e conhecidos de uma época que não volta. Talvez tenha sido essa a mesma sensação de Bryan Singer ao retornar para a franquia, apesar de nunca ter se afastado dela, já que foi produtor de <em>X-Men &#8211; Primeira Classe </em>e deu consultas a Brett Ratner em <em>X-Men &#8211; O Confronto Final</em>. Contudo, não foi uma experiência melancólica e saudosista, não quero que seja essa a impressão.  <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em> e esse relato sobre a experiência de assistí-lo tem muito mais a ver com um realizador, um filme e uma franquia que sabiamente relativiza o tempo vislumbrando as inúmeras possibilidades que esse rico universo pode proporcionar. Presente, passado e futuro desafiando qualquer pré-definição ao estarem juntos e materializados na mesma obra e na experiência do próprio espectador.</p>
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		<title>Aconteceu na semana (15/02 a 21/02)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Feb 2014 15:22:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia não é mais dia de sexta? Como assim? Todo mundo sabe que sexta-feira é dia de estreia nos cinemas de todo o mundo, certo? Errado. As distribuidoras brasileiras fecharam um acordo com a Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (FENEEC) e os lançamentos agora acontecerão dia de quinta-feira. Paulo Lui, presidente da federação, explica os motivos que levaram à decisão: “Hoje a quinta-feira é agitada, animada em várias cidades do Brasil. Mas o público interessado em filmes não encontra [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Cinema.jpg"><img decoding="async" class="size-large wp-image-367 aligncenter" alt="Cinema" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Cinema-601x400.jpg" width="601" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Estreia não é mais dia de sexta? Como assim?</strong></p>
<p>Todo mundo sabe que sexta-feira é dia de estreia nos cinemas de todo o mundo, certo? Errado. As distribuidoras brasileiras fecharam um acordo com a Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (FENEEC) e os lançamentos agora acontecerão dia de quinta-feira. Paulo Lui, presidente da federação, explica os motivos que levaram à decisão: “Hoje a quinta-feira é agitada, animada em várias cidades do Brasil. Mas o público interessado em filmes não encontra novidade neste dia. Agora, o cinema entra também no cardápio de opções da quinta-feira. A mudança pode influenciar positivamente nos resultados de filmes médios nacionais e internacionais, que nem sempre têm verba para uma comunicação pesada antes da estreia. Eles ganham mais um dia de boca a boca”, justificou. A mudança já começa logo após o Carnaval, no dia 13 de março. A federação não explicou, no entanto, se estreias mundiais também sofrerão a mudança, já que muitos filmes optam por serem lançados simultaneamente em vários locais do mundo. Vamos ficar na expectativa. Será que o Brasil terá esse privilégio?</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Bette_Midler_a_l.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-368 aligncenter" alt="????????" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Bette_Midler_a_l.jpg" width="601" height="400" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Bette_Midler_a_l.jpg 601w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Bette_Midler_a_l-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 601px) 100vw, 601px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Bette Midler é esperada no Oscar</strong></p>
<p>A atriz e cantora Bette Midler vai se apresentar na cerimônia do Oscar 2014. A premiação já vai contar com a apresentação da divertidíssima Ellen Degeneres, com toda sua irreverência e humor sarcástico. Além de grandes atores para entregar as estatuetas, como Anne Hathaway e Daniel Day-Lewis, a Academia trás a performance musical de Middler. Não é de hoje que a organização da cerimônia inova para tentar atrair cada vez mais público. Depois de alguns anos de fiasco, parece que o grupo tem acertado nas últimas edições, onde a audiência cresceu gradativamente. É esperada também uma palinha dos concorrentes ao Oscar de Canção Original, como a banda U2, por &#8220;<em>Ordinary Love</em>&#8220;, do filme &#8220;<em>Mandela: Long Walk to Freedom</em>&#8220;, e Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez, pela canção de sucesso do filme infantil “<em>Frozen</em>”, “<em>Let It Go</em>”. Sobre a participação de Midler, a organização não divulgou mais detalhes. Vamos aguardar uma boa surpresa!</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Ellen-Page.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-370 aligncenter" alt="Ellen-Page" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Ellen-Page.jpg" width="601" height="400" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Ellen-Page.jpg 601w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Ellen-Page-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 601px) 100vw, 601px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Ellen Page assume homossexualidade</strong></p>
<p>A atriz canadense Ellen Page, conhecida por seus papéis em “Juno” e “A Origem”, assumiu sua homossexualidade em discurso emocionado durante conferência sobre os direitos dos homossexuais, nos Estados Unidos. A notícia teve grande repercussão mundial e a artista recebeu o apoio de fãs através de seu Twitter pessoal. “Estou cansada de me esconder. Sofri durante anos porque tinha medo de dizê-lo. Mas aqui estou hoje, com todos vocês, no outro lado de todo esse medo que me afetou mentalmente e em minhas relações. Estou aqui hoje porque sou homossexual. E porque talvez possa causar um efeito positivo. Ajudar outros para que sua vida seja mais fácil e esperançosa. Sinto que tenho uma obrigação pessoal e uma responsabilidade social em tudo isto”, disse. Nas redes sociais, o apoio a decisão de se revelar. “Ellen Page simplesmente me fez chorar no Dia dos Namorados. Com lágrimas felizes!”, escreveu Hayley Williams, vocalista da banda Paramore. Mais uma atriz que consegue se despir dos padrões de Hollywood e assumir o que realmente é. Parabéns para Page e que sua atitude torne-se um exemplo para quem vive se escondendo.</p>
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