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	<title>Arquivos Ed Harris - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Ed Harris - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Love Lies Bleeding: O Amor Sangra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2024 18:19:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O metafórico, o bizarro e o cômico entram em um bar…No meio de clichês de relacionamentos sáficos – quem vive/viveu sabe –, uma família mafiosa, um caso de abuso doméstico, fisiculturismo, ação e o lúdico vindo de alucinações, Love Lies Bleeding: O Amor Sangra é insano! Contudo, adjetivos em críticas precisam ser justificados, não é mesmo? Mas, como explicar que Kristen Stewart faz uma atendente de academia, que se apaixona por uma fisiculturista e a dupla passa a cometer loucuras, em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O metafórico, o bizarro e o cômico entram em um bar…No meio de clichês de relacionamentos sáficos – quem vive/viveu sabe –, uma família mafiosa, um caso de abuso doméstico, fisiculturismo, ação e o lúdico vindo de alucinações, </span><strong><i>Love Lies Bleeding: O Amor Sangra</i></strong><span style="font-weight: 400;"> é insano! Contudo, adjetivos em críticas precisam ser justificados, não é mesmo? </span><span style="font-weight: 400;">Mas, como explicar que Kristen Stewart faz uma atendente de academia, que se apaixona por uma fisiculturista e a dupla passa a cometer loucuras, em nome da paixão, do amor, de parentes, dos sonhos e da justiça?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Em meio ao ambiente um tanto kitsch dos anos 1980, Lou (Stewart) precisa lidar com o fato de que sua irmã é casada com um homem violento e sem caráter. </span><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, o seu pai é um bandido abusivo, que possui uma casa de tiros, entre outras propriedades. Uma delas é a academia de ginástica, na qual Lou trabalha, conhece Jackie (Katy O&#8217;Brian), apaixona-se por ela e oferece anabolizantes para a amada ter um melhor desempenho em seus treinos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu sei, é muita informação e, talvez, fosse necessário fazer uma terceira explicação sobre este enredo, porque ele é, de fato, repleto de escolhas curiosas, que propiciam uma gama ampla de construção de sentido. </span><span style="font-weight: 400;">O fato dos músculos de Jackie se expandirem, de forma a transformá-la em uma espécie de <em>She Hulk</em>, por exemplo, é o ápice destes caminhos inventivos. Todavia, o mais importante de se observar em todo esse contexto de leds e luzes oitentistas, vilões masculinos, heroínas femininas, é o quanto a extrapolação do real com o cotidiano não soa artificial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é o ponto alto de <em>Love Lies</em>: a sua coragem em explorar o insano, sem ser um mero flerte, porém um mergulho no surreal, no lúdico do irreal (que pode salvar a nós mulheres, como em uma história em quadrinhos, como em uma ficção no qual as sáficas vencem o patriarcado branco cisgênero criminoso e opressor). </span><span style="font-weight: 400;">Ainda que se perca em voltas narrativas desnecessárias e demore para chegar ao cerne da questão, enrolando para dar start ao que é a premissa, verdadeiramente, a alucinação que é este longa-metragem faz com que a sessão valha a pena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe algo dentro do cinema, principalmente hollywoodiano, que é a necessidade de acúmulo de capital simbólico para que se possa nadar no oceano do fantástico. Sobretudo quando o assunto são diretoras mulheres. </span><span style="font-weight: 400;">Quem seria Rose Glass (</span><i><span style="font-weight: 400;">Saint Maud</span></i><span style="font-weight: 400;">) para poder arriscar assim, não é mesmo? O fato é que a cineasta é habilidosa e consegue transmitir com sua construção imagética, o que criou em seu roteiro, ao lado de Weronika Tofilska (<em>Bebê Rena</em>).</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18095" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-1-1.png" alt="Love Lies Bleeding" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-1-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-1-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-1-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há muito de emocional/sentimental presente nos close-ups, banhados de “sangue” – a.k.a, gelatina vermelha –, de sombras e luzes, de cores vibrantes. </span><span style="font-weight: 400;">A sua câmera é majoritariamente parada. É no jogo de enquadramentos, que Glass saboreia a investigação – e o surto – de suas personagens. Todavia, apesar de toda esta adrenalina de suor de musculação e sexo, de assassinatos, mistério e fugas, <strong><i>Love Lies Bleeding: O Amor Sangra</i></strong> falha em manter a sua vibração, proposta por sua própria estética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A progressão dos acontecimentos é grande, mas o desenvolvimento, as justificativas e resoluções não seguem o mesmo rumo de grandiosidade. A ultrapassagem do cotidiano, que deveria ser usada para manter a elaboração de camadas da trama e suas personagens, parecem se esgarçar e ser utilizada para um chiste tolo. </span><span style="font-weight: 400;">As intenções das personagens se afrouxam e a condução do que vinha sendo construído vai se esmaecendo, deixando o terceiro ato mais fraco que o restante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saídas mágicas passam a ser convocadas, motivações esquecidas e a criatividade parece ter se esgotado nas roteiristas, enquanto as mesmas foram avançando na escrita. </span><span style="font-weight: 400;">O fôlego se esgota, porém o encerramento da sessão, com a sequência do embate entre Lou e seu pai, Lou Sr. – Ed Harris em um dos seus melhores trabalhos, senão o melhor de sua carreira – acabam deixando uma boa impressão sobre a produção, ao final da exibição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isto porque a montagem e a direção pedem pela atenção extrema do público, que no jogo de plano/contraplano de Kristen e Ed, perde o ar, esperando a resolução de um conflito aparentemente impossível de ser solucionado. </span><span style="font-weight: 400;">Assim, entre as metáforas cartunescas, os relacionamentos sáficos emocionados, a bandidagem mafiosa febril, vil e sangrenta, a plateia tem contato com uma história criativa e quase coesa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda há o plus, que é a musicalidade do pop e do pop/rock dos anos 1980 (com pitadas de outras décadas, claro, para evocar ainda mais a nostalgia dos tempos menos efêmero da música &#8211; mas essa é outra discussão, não é? São por estas razões que <strong><i>Love Lies Bleeding: O Amor Sangra</i></strong> prende a atenção, gera empatia na plateia (pelo menos naquelas mais receptiva aos absurdos da ficção) e entrega um título preenchido de certa bravura, que tem faltado no cinema (higiênico/corretinho/insosso) destes últimos tempos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Rose Glass</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Kristen Stewart, Katy O&#8217;Brian, Ed Harris</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/BF_J3-DmiS0?si=_TMjGUVYvwumsvga" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Top Gun: Maverick</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 May 2022 23:12:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Top Gun: Maverick estava aguardando um bom momento para chegar aos cinemas desde 2020, quando ele seria lançado mas a pandemia da Covid-19 veio acabando com os planos de todo mundo. De lá para cá, diversas datas de lançamento foram propostas e sempre frustradas. Confesso que nesse meio do caminho, eu fui perdendo a empolgação e simplesmente deixando ele de lado no quesito expectativa. Se isso favoreceu minha percepção do longa ou não, não temos como afirmar. Mas o fato [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Top Gun: Maverick</strong></em> estava aguardando um bom momento para chegar aos cinemas desde 2020, quando ele seria lançado mas a pandemia da Covid-19 veio acabando com os planos de todo mundo. De lá para cá, diversas datas de lançamento foram propostas e sempre frustradas. Confesso que nesse meio do caminho, eu fui perdendo a empolgação e simplesmente deixando ele de lado no quesito expectativa. Se isso favoreceu minha percepção do longa ou não, não temos como afirmar. Mas o fato é que o filme é sensacional e vai muito além do que eu poderia esperar.</p>
<p>Para mim, o grande destaque do primeiro <em>Top Gun: Ases Indomáveis</em> era a trilha sonora unida à belíssima fotografia. Tomadas de câmeras geniais que faziam com que o roteiro simplório se tornasse algo delicioso de assistir. Neste segundo longa, essa essência é mantida e podemos apreciar logo na primeira cena. Sim, a minha empolgação já surgiu no momento de abertura, com aquele estilo de música dos anos 1980, motos, aviões e óculos RayBan.</p>
<p>Pete Mitchell (Tom Cruise, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-efeito-fallout/"><em>Missão Impossível &#8211; Efeito Fallout</em></a>) está com mais de três décadas de experiência nas costas, mas ainda insiste em ficar na linha de frente dos caças, atuando como piloto. <em>Persona non grata</em> por alguns chefões da corporação, ele acaba sendo enviado para realizar um treinamento de jovens admitidos no Top Gun, que terão a difícil missão de desarmar a construção de uma usina nuclear. Para piorar a situação, ele tem que lidar com Rooster (Miles Teller, <em>Cães De Guerra</em>), filho de seu falecido parceiro das antigas, que morreu em uma missão ao seu lado.</p>
<p>O roteiro faz questão de nos ambientar novamente naquele cenário que foi apresentado no primeiro longa. Logo, um desavisado que não assistiu pode conferir este filme sem tanto prejuízo. Ainda assim, recomendo pois é super bacana. Como falei, cenários belíssimos, jogadas de câmera que nos fazem sentir o pôr do sol na pele, além da sensação quase 3D de voar em caças, tudo a partir do incrível trabalho da direção de Joseph Kosinski (<em>Oblivion</em>).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15542" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/TELEMMGLPICT000294973733_trans_NvBQzQNjv4Bq846cIGGs7OCx_eo6wOOKpDwWrqdWJa0xXOTcOWzh2VM.jpeg" alt="Top Gun: Maverick" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/TELEMMGLPICT000294973733_trans_NvBQzQNjv4Bq846cIGGs7OCx_eo6wOOKpDwWrqdWJa0xXOTcOWzh2VM.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/TELEMMGLPICT000294973733_trans_NvBQzQNjv4Bq846cIGGs7OCx_eo6wOOKpDwWrqdWJa0xXOTcOWzh2VM-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/TELEMMGLPICT000294973733_trans_NvBQzQNjv4Bq846cIGGs7OCx_eo6wOOKpDwWrqdWJa0xXOTcOWzh2VM-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/TELEMMGLPICT000294973733_trans_NvBQzQNjv4Bq846cIGGs7OCx_eo6wOOKpDwWrqdWJa0xXOTcOWzh2VM-720x480.jpeg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Cruise está completamente à vontade no papel de Maverick e temos a constante sensação de que ele curtiu muito a realização deste filme (mesmo que inicialmente ele fosse contra a retomada do projeto). Ele se entrega a todas as emoções do personagem, que sorri, chora, se diverte e se preocupa, sempre na mesma intensidade. O capitão carrega o peso do passado, mas isso não o torna uma pessoa sisuda.</p>
<p>A medida que o filme evolui (e tento aqui evitar os spoilers), acompanhamos mais da vida pessoal de Maverick, junto com a profissional. A retomada de uma relação antiga com a personagem de Jennifer Connelly (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-de-volta-ao-lar/"><em>Homem-Aranha: De Volta ao Lar</em></a>), assim com a amizade profunda que tem com Iceman (Val Kilmer, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-boneco-de-neve/"><em>Boneco de Neve</em></a>). Inclusive, essa dinâmica com Kilmer rende as cenas mais emocionantes do longa.</p>
<p>Um outro destaque é o entrosamento entre o grupinho de novatos que será liderado por ele. Uns tentando mostrar serviço, outros um pouco assustados. E Rooster no meio do caminho querendo ser o bad boy da turma, além de insubordinado. Vale um destaque aqui para o empenho de Teller para construir um corpo atlético, algo que eu não era nem capaz de imaginar em um ator como ele, que não focava nesse estilo. Foi uma surpresa curiosa.</p>
<p>O filme segue um estilo dos anos 1980 que muito me agrada, mais preocupado em inserir o espectador naquele universo, do que simplesmente apresentar cenas explosivas de ação que não levam ninguém à lugar algum. Não existe pressa em <em><strong>Top Gun: Maverick</strong></em> e esse é um dos maiores ganhos do longa. Ainda assim, as suas pouco mais de 2h de duração passam num piscar de olhos, mostrando que a união faz a força, especialmente quando juntamos roteiro, direção, fotografia e trilha sonora, tudo de boa qualidade.</p>
<p><em><strong>Top Gun: Maverick</strong></em> é um filme redondinho, com mesclagem de vários gêneros na medida certa, um elenco integrado e uma história simples o suficiente para não exigir muito do espectador, mas bem trabalhada para também não duvidar de sua capacidade mental. Uma grata surpresa que tive, já que não tinha grandes expectativas. Definitivamente se tornou um dos melhores filmes de ação dos últimos tempos, que acredito que irá agradar a maioria do público.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joseph Kosinski</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tom Cruise, Miles Teller, Jennifer Connelly, Jon Hamm, Glen Powell, Lewis Pullman, Charles Parnell, Bashir Salahuddin, Val Kilmer, Ed Harris, Monica Barbaro</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/9Jgua93Xhcw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Filha Perdida (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jan 2022 19:47:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em sua estreia na direção de longas-metragens, Maggie Gyllenhaal (Feito em Casa) convida os espectadores a entrarem em um mundo ficcional de narrativa não linear e que transmite sensações múltiplas e complexas. É possível dizer que A Filha Perdida trata sobre diversos temas. Ela é uma produção sobre maternidade, sobre um peso específico que as mulheres cis carregam, sobre as relações humanas ou tudo isto junto também. É preciso encarar, no entanto, que esta não é uma obra fácil. Mas, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sua estreia na direção de longas-metragens, Maggie Gyllenhaal (<em>Feito em Casa</em>) convida os espectadores a entrarem em um mundo ficcional de narrativa não linear e que transmite sensações múltiplas e complexas. É possível dizer que<strong><em> A Filha Perdida</em></strong> trata sobre diversos temas. Ela é uma produção sobre maternidade, sobre um peso específico que as mulheres cis carregam, sobre as relações humanas ou tudo isto junto também. É preciso encarar, no entanto, que esta não é uma obra fácil.</p>
<p>Mas, em que sentido especificamente? Adaptação da obra homônima de Elena Ferrante – feita pela própria Gyllenhaal –, há aqui uma atmosfera desconfortável criada, seja como consequência da decupagem ou por marcas imagéticas simbólicas. A começar pela seleção de planos extremamente fechados, com câmera na mão, que passam esta impressão de sufocamento vivido pelas personagens e, principalmente, por sua protagonista, Leda (Olivia Colman/Jessie Buckley).</p>
<p>A iluminação fomenta a sensação de aprisionamento presente naquele contexto mostrado e  se enxerga mais do que as cercam do que elas mesmo.  Não há luz alguma em seus rostos, nestes closes completamente fechados, por exemplo Imediatamente depois, Gyllenhaal abre o quadro para o geral e é possível ver com mais nitidez o que esta acontecendo na cena.</p>
<p>Esta estratégia parece pensada para causar este impacto entre o que há de interno e externo nas personagens e a dinâmica se mantém até o desfecho da projeção, aumentando o potencial das metáforas e significados passados na tela. Outro ponto destacável é a presença de elementos que podem criar certa repulsa, como as frutas podres ou o inseto que está no travesseiro de Leda.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15021" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6.jpg" alt="A Filha Perdida" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/a-filha-perdida-netflix-0122-1400x800_6-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Este fator, juntamente com as seleções da direção, constroem um filme de terror em cada minuto de exibição, inclusive desde o seu início, quando Leda é colocada em uma situação de perigo intenso. A linguagem do gênero, combinada ao drama vivenciado por Leda, seja no presente ou no passado, complexificam a estrutura do enredo e criam uma suspensão durante a sessão.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que há esta elaboração de suspense e medo do que está por vir na vida de Leda, as emoções dela e de seus coadjuvantes vão sendo exploradas. Existe um tempo para que as ações ocorram. Os olhares, gestos e movimentações dos intérpretes são investigados pela câmera que, mesmo em movimento, revela os sentimentos plurais de cada figura posta ali. O trabalho do elenco contribui ainda mais para esta característica, principalmente os das atrizes Olivia Colman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-pai/"><em>Meu Pai</em></a>), Jessie Bluckey (<em>Estou Pensando em Acabar com Tudo</em>) e Dakota Johnson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cinquenta-tons-de-cinza/"><em>50 Tons de Cinza</em></a>).</p>
<p>Há todo um foco em emitir mais sentido no silêncio aqui. Desta maneira, as respirações e olhares são utilizados de forma meticulosa. O texto falado, em diversas sequências, é dito quase casualmente, pois são as expressões faciais que contam direta e fortemente o que estas mulheres estão pensando. São nestes detalhes que o longa cria todo um universo repleto de camadas e força.</p>
<p>Talvez, o único incômodo em<em> <strong>A Filha Perdida</strong></em> seja a repetição dos artifícios criados pela direção e pela fotografia. É bem verdade que eles funcionam, porém a partir do final do segundo ato e início do terceiro, a reincidência desta lógica cansa um pouco, pois deixa a trama empacada, girando em círculos. No entanto, o seu desfecho é amarrado, diminuindo o impacto desta demora.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Maggie Gyllenhaal</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Olivia Colman, Dakota Johnson, Jessie Buckley, Ed Harris, Peter Sarsgaard, Dagmara Dominczyk, Paul Mescal</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/8y2Tz6iFetI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Assista ao trailer do horror Mãe!, com Jennifer Lawrence</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Aug 2017 11:53:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Darren Arono]]></category>
		<category><![CDATA[Ed Harris]]></category>
		<category><![CDATA[Javier Bardem]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Lawrence]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe!]]></category>
		<category><![CDATA[Michelle Pfeiffer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Divulgado na rede nesta terça-feira (08) o primeiro trailer de Mãe!, mais recente longa do diretor Darren Aronofsky com a atriz Jennifer Lawrence (da franquia Jogos Vorazes) no papel principal. Ainda envolta de muito mistério, a trama parece trazer muitos elementos do horror e uma abordagem psicológica e estilizada dos eventos como o diretor fez em sua carreira em títulos como Réquiem para um Sonho e Cisne Negro. O que sabemos por ora sobre a história de Mãe! é que o longa acompanha um casal, formado por Lawrence [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Divulgado na rede nesta terça-feira (08) o primeiro trailer de <i>Mãe!</i>, mais recente longa do diretor Darren Aronofsky com a atriz Jennifer Lawrence (da franquia <i>Jogos Vorazes</i>) no papel principal. Ainda envolta de muito mistério, a trama parece trazer muitos elementos do horror e uma abordagem psicológica e estilizada dos eventos como o diretor fez em sua carreira em títulos como <i>Réquiem para um Sonho </i>e <i>Cisne Negro</i>.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O que sabemos por ora sobre a história de <i>Mãe! </i>é que o longa acompanha um casal, formado por Lawrence e Javier Bardem (<i>007: Operação Skyfall</i>), e alguns convidados não desejados em sua casa. No elenco ainda estão Michelle Pfeiffer (<i>A Família</i>), Ed Harris (<i>Noite sem Fim</i>), Domhnall Gleeson (<i>Brooklyn</i>) e Kristen Wiig (<i>Caça-Fantasmas</i>).</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O melhor de tudo é que o público brasileiro nem esperará muito para conferir o resultado do novo trabalho de Aronofsky. O filme estreia em 21 de setembro nos cinemas do Brasil.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><b>Assista ao trailer legendado do filme: </b></p>
<p style="text-align: center;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ugn1gqGl7rs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Expresso do Amanhã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2015 22:04:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Evans]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Ed Harris]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso do Amanhã]]></category>
		<category><![CDATA[Jamie Bell]]></category>
		<category><![CDATA[John Hurt]]></category>
		<category><![CDATA[Joon-ho Bong]]></category>
		<category><![CDATA[Octavia Spencer]]></category>
		<category><![CDATA[Tilda Swinton]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Precisou passar quase dois anos para Expresso do Amanhã ser lançado no Brasil. As razões do atraso só a confusa logística das distribuidoras brasileiras explica. Nesse jogo de alterações constantes de data que foi Expresso do Amanhã, a certeza que temos é a completa falta de timing da sua estreia já que, com a rapidez com que cada vez mais temos acesso ao que vem de fora seria fundamental encurtar as janelas dos lançamentos internacionais no Brasil. A verdade é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3432" aria-describedby="caption-attachment-3432" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/snowpiercer-2-hp.gif"><img decoding="async" class="wp-image-3432 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/snowpiercer-2-hp-620x349.gif" alt="snowpiercer-2-hp" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3432" class="wp-caption-text">Rebelião: Liderados pelo personagem de Chris Evans passageiros do último vagão lutam para conseguir os mesmos privilégios da elite do trem.</figcaption></figure>
<p class="separator">
<p class="separator">Precisou passar quase dois anos para <i>Expresso do Amanhã </i>ser lançado no Brasil. As razões do atraso só a confusa logística das distribuidoras brasileiras explica. Nesse jogo de alterações constantes de data que foi <i>Expresso do Amanhã</i>, a certeza que temos é a completa falta de <i>timing </i>da sua estreia já que, com a rapidez com que cada vez mais temos acesso ao que vem de fora seria fundamental encurtar as janelas dos lançamentos internacionais no Brasil. A verdade é que <i>Expresso do Amanhã </i>chega às nossas salas quando a maior parte dos cinéfilos brasileiros já assistiram ao filme por vias alternativas em função da incerteza acerca de uma resposta definitiva sobre sua estreia nos cinemas. E nem adianta culpar a internet, novos tempos exigem novas estratégias de lançamento para barrar esse tipo de concorrência que, com o perdão das palavras rudes, é imbatível. Dito isso, vamos ao filme que é, sem exagero, espetacular.</p>
<p class="separator">Baseado em uma HQ francesa chamada <i>Le Transperceneige</i>, <i>Expresso do Amanhã </i>é ambientado em um futuro pós-apocalíptico no qual o ecossistema foi destruído e as tentativas de recuperação climática por ação do homem não deram certo. Agora todos vivem em uma implacável era glacial e os sobreviventes desse cenário acabam mantendo-se vivos presos em um trem dividido em vagões que acabaram abrigando castas sociais: a elite possui diversos privilégios e ocupa os vagões da frente enquanto ao fundo estão os mais pobres, mantidos em condições precárias. Um dia, o grupo do último vagão empreende um plano para tomar o poder dos mais abastados e equilibrar as condições de vida no trem. Para conseguirem o que querem, eles devem passar por todos os vagões até chegarem àquele em que vive o homem por trás de toda a desigualdade instalada no trem, o Sr. Wilford.</p>
<figure id="attachment_3433" aria-describedby="caption-attachment-3433" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/snowpiercer-04WEB.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3433 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/snowpiercer-04WEB-620x359.jpg" alt="snowpiercer-04WEB" width="620" height="359" /></a><figcaption id="caption-attachment-3433" class="wp-caption-text">Prisioneira: Camaleônica, a atriz Tilda Swinton vive uma das reféns do grupo rebelde</figcaption></figure>
<p class="separator">
<p class="separator"><i>Expresso do Amanhã </i>é o primeiro trabalho em língua inglesa do diretor sul-coreano Joon-ho Bong, responsável por filmes primorosos como <i>O Hospedeiro </i>e <i>Mother &#8211; A Busca pela Verdade, </i>uma estreia, é preciso que se diga, que não deixa em nada a desejar, sobretudo quando os exemplos cotidianos nos mostram o quanto experiências de realizadores em línguas não-nativas são conturbadas. Nesse caso, facilita o controle que Joon-ho Bong tem em <i> Expresso do Amanhã, </i>não apenas por ter sido o roteirista do filme, mas também por ter na produção pessoas que entendem o seu modo peculiar de fazer cinema (o realizador também sul-coreano Chan-wook Park é um deles). Assim, o que vemos é sim um filme comercial e palatável às plateias com os mais diversificados repertórios, com determinados estratagemas do cinemão norte-americano, mas tudo com muito pulso e a assinatura de Joon-ho Bong, que concebe uma história de trama intrincada, com uma linguagem audiovisual segura e bem aplicada e que está muito longe de ser um esquecível caça-níqueis.</p>
<p class="separator">O filme se apresenta como um eficiente filme-pipoca, mas mostra uma faceta mais interessante ainda quando demonstra o seu potencial como alegoria sociológica, abordando temas eternamente contemporâneos como as nossas relações com o poder, a corrupção e a desigualdade social. Apesar de ter um elenco diversificado, <i>Expresso do Amanhã </i>não é um filme no qual esse ou aquele ator se destaque é o tipico &#8220;filme de elenco&#8221;, portanto cada personagem é peça fundamental de uma engrenagem que é mais importante como coletivo do que individualmente, entre os elementos desse grupo harmônico estão Octavia Spencer (vencedora do Oscar por <i>Histórias Cruzadas</i>), Jamie Bell (o Coisa do recente <i>Quarteto Fantástico</i>), John Hurt (de <i>Imortais</i>), Ed Harris (de <i>Medo da Verdade</i>) e Kang-ho Song (colaborador do diretor em <i>O Hospedeiro</i>). Ainda assim, é preciso reconhecer os méritos de dois atores em especial. O primeiro deles é a camaleônica Tilda Swinton, sempre um diferencial em qualquer produção. A atriz vive aqui a asquerosa Mason, que leva as ordens de Wilford aos passageiros do último vagão. O outro elemento interessante do elenco é o ator Chris Evans, popularizado como o Capitão América dos filmes da Marvel, o ator domina dramaticamente dois momentos cruciais da história ao final do longa.</p>
<figure id="attachment_3434" aria-describedby="caption-attachment-3434" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/snowpiercer-screenshot-2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3434 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/snowpiercer-screenshot-2-620x311.jpg" alt="snowpiercer-screenshot-2" width="620" height="311" /></a><figcaption id="caption-attachment-3434" class="wp-caption-text">Desempenhos: Chris Evans surpreende com forte interpretação e Tilda Swinton mantém a diversificação usual dos seus trabalhos</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Amplo em sua simbologia sem ser pretensioso, <i>Expresso do Amanhã </i>é um filme acessível e que sustenta a sua proposta do início ao fim sem as usuais concessões dramáticas que alguns filmes de estúdio costumam fazer. O longa acaba sendo interessante por contemplar profundidades de leituras diversas: pode ser encarado como uma ficção-científica pós-apocalíptica de primeira linha, como também um aplicado e inteligente &#8220;tratado sociológico cinematográfico&#8221;, ou ainda como uma combinação dos dois, o que o torna ainda mais interessante. <i>Expresso do Amanhã</i> tem muita violência gráfica, mas ela acaba não sendo mais impactante para o espectador do que a diversão que ele proporciona e do que a mensagem que Joon-ho Bong quer passar sobre a humanidade e sua urgente porém corrosiva necessidade de se organizar coletivamente para sobreviver.</p>
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