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	<title>Arquivos E O Vento Levou... - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos E O Vento Levou... - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial: Melhores Filmes de Guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Aug 2017 16:00:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dunkirk, o novo filme de Christopher Nolan, já está em cartaz nos cinemas brasileiros e dividindo a opinião da crítica. Longe de ser uma tragédia em sua tecnicidade, o que deixa o espectador especializado em discussões imensas é se esta é ou não uma obra fantástica. A questão que incomoda em Dunkirk, na verdade, é a quantidade de elementos de efeitos visuais e sonoros, sem alívio para o espectador. Isso quebra o ritmo dele, podendo até trazer tédio durante a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dunkirk, o novo filme de Christopher Nolan, já está em cartaz nos cinemas brasileiros e dividindo a opinião da crítica. Longe de ser uma tragédia em sua tecnicidade, o que deixa o espectador especializado em discussões imensas é se esta é ou não uma obra fantástica. A questão que incomoda em Dunkirk, na verdade, é a quantidade de elementos de efeitos visuais e sonoros, sem alívio para o espectador. Isso quebra o ritmo dele, podendo até trazer tédio durante a exibição. Outro ponto importante é falta de nuance também presente na temperatura das imagens e no texto dado de forma monocórdica pelos atores. Não há emoção que se sustente depois da terceira explosão ou tiros seguidos, sem um instante de respiro. As personagens são pouco exploradas, o que não seria uma obrigação se o foco fosse o resgate dos soldados durante a Guerra, mas seria uma opção para relaxar os olhos e os ouvidos.</p>
<p>Existem alguns exemplos de produções corretas e bem feitas no cinema. Pensando nesta questão, o Coisa de Cinéfilo traz agora uma lista com os melhores trabalhos do gênero de Guerra. Confiram!</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8074" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/Gloria-feita-de-sangue-Foto18.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Glória Feita de Sangue (Stanley Kubrick, 1957) –</strong> Estrelado por Kirk Douglas, o longa se passa na Primeira Guerra Mundial e traz como conflito um ataque mal executado contra aos alemães, que gera uma sentença de morte para três soldados. A culpa, na verdade, pertencia à um general francês. Baseado no romance de Humprey Cobb, este é o primeiro filme dirigido por Kubrick. O ganho desta projeção são os momentos de tensão bem estabelecidos, colocados com um bom <em>timing</em>. A fotografia colabora com a angústia que pode ser criada no público: nas cenas de guerra as imagens são cobertas de sombra e nos palácios a luz invade o fotograma. O roteiro &#8211; adaptado pelo diretor, juntamente com Calder Willingham – trabalha uma crescente aproximação do espectador com as personagens e constrói diálogos certeiros, que questionam o poder, a função e as consequências da guerra, principalmente para as pessoas individualmente.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8073" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/Braveheart.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Coração Valente (Mel Gibson, 1995) –</strong> Em uma Escócia medieval, o público conhece a figura de um homem forte e guerreiro: William Wallace (Gibson). O país do protagonista era dominado pelo rei inglês chamado Eduardo I. Cruel e impiedoso, o soberano explora os camponeses da região. A partir de alguns detalhes mais reveladores sobre a trama, Wallace se revolta e briga, junto com seus conterrâneos, para libertar sua pátria. Apesar de apresentar o um discurso maniqueísta, o filme, indicado a dez Oscar, tem algumas qualidades pontuais. A fotografia mostra toda beleza das paisagens escocesas, as interpretações são viscerais ou suaves quando cada emoção é necessária e a trajetória do herói é bem construída. O espectador primeiro conhece quem é aquela personagem, como foi sua criação e o que o levou a estar aí. Depois, as razões para a fúria dele são justificáveis, o que torna a atitude bélica explicável para alguém inicialmente mais pacífico.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8072" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/354525.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>E O Vento Levou&#8230; (Victor Fleming, 1939) –</strong> Vivien Leigh e Clark Gable protagonizam este clássico que mostra as dificuldades, a pobreza e os amores acontecidos durante a Guerra Civil dos Estados Unidos. É impressionante notar o que Fleming conseguia fazer quando o cinema era ainda mais jovem. As cores quentes do amarelo e laranja, junto com algo mais frio vindo do azul revelam não apenas a personalidade das personagens principais, mas os sentimentos múltiplos que ficavam nos corações das pessoas que viviam naquele período difícil.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8071" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/hans_landa_nine.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino, 2009) –</strong> No sexto filme de um dos cineastas mais cultuados pelos cinéfilos, a Segunda Guerra é mostrada de uma forma totalmente diferente do comum. Isso porque os realizadores da obra não têm nenhum compromisso pelo realismo e conseguem brindar o espectador com um regozijo do que poderia ter sido a luta contra os nazistas. Além dos planos que muitas vezes misturam sensações – emoção, angústia, mostram beleza ou terror- os diálogos do longa são o ponto alto. Afiados, intensos e irônicos, Tarantino permanece fiel ao seus estilo, sem perder o clima e a forma de falar da época.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8070" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/08/quarta-5.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p><strong>A Lista Schindler (Steven Spielberg, 1993) –</strong> Baseado no livro A Arca de Schindler, de Thomas Keneally, o longa recebeu sete Oscar e ainda conseguiu ser um sucesso de público na década de 1990. Neste filme, o foco é um pouco diferente do que normalmente se é visto em filmes sobre a Segunda Guerra Mundial. A trama narra a trajetória de Schindler, um alemão, ligado ao partido nazista que acaba tendo contato com as situações terríveis pelas quais os judeus passa. Sensibilizado, após o terror presenciado, ele passa a tentar ajudar as vítimas da crueldade dos soldados do Nazismo. Umas das curiosidade mais incríveis sobre a projeção é fato dela ter sido gravada, em grande parte, em locações reais dos eventos trágicos. Bem Kingsley e Ralph Fiennes são os destaques do elenco. Quando qualquer um dos dois está presente, a cena cresce. É possível notar o cuidado na construção das personagens, seja nos gestos ou no tom de voz, eles consegue estabelecer a personalidade daqueles indivíduos e as divergências que existem em suas visões de mundo.</p>
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