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	<title>Arquivos Dumplin’ - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Dumplin&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Feb 2019 03:18:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Numa jornada por produtos de qualidade e com apelo comercial, a Netflix tem fracassado com suas últimas estreias. O serviço de streaming, em 2018, teve um histórico decepcionante com longas terríveis como Vende-se Esta Casa, Dívida Perigosa, Próxima Parada: Apocalipse, Lá Vem os Pais, entre outros. Os produtos distribuídos pela Netflix não fizeram jus a força e ao potencial do streaming. Existe um claro conflito de escolhas numa empresa que lança produtos criativos e esplêndidos como The Ballad of Buster [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Numa jornada por produtos de qualidade e com apelo comercial, a Netflix tem fracassado com suas últimas estreias. O serviço de streaming, em 2018, teve um histórico decepcionante com longas terríveis como <em>Vende-se Esta Cas</em>a, <em>Dívida Perigosa</em>, <em>Próxima Parada: Apocalipse</em>,<em> Lá Vem os Pais</em>, entre outros. Os produtos distribuídos pela Netflix não fizeram jus a força e ao potencial do streaming. Existe um claro conflito de escolhas numa empresa que lança produtos criativos e esplêndidos como <em>The Ballad of Buster Scruggs</em> e <em>Roma</em> e, no mesmo ano, também distribui filmes sem um trabalho cinematográfico razoável como <em>Tau</em>, <em>O Paradoxo Cloverfield</em> e <em>Tal Pai, Tal Filha</em>.</p>
<p>Em meio ao caos dos fracassos e sucessos intercalados, a Netflix lança em seu catálogo brasileiro uma comédia que promete ganhar o público. <em><strong>Dumplin’</strong></em> é a estreia dessa sexta-feira (8). O longa-metragem é a adaptação de um livro de mesmo nome da autora Julie Murphy. A produção traz uma discussão sobre padrões, aceitação, memórias e individualidades abraçada pelas músicas de Dolly Parton – incluindo a canção original feita por ela para o filme.</p>
<p>Willowdean Dickson (Danielle Macdonald), também conhecida como Dumplin’, é uma jovem que mora numa cidade pequena e a sua vida é quase comum. As coisas fogem da normalidade quando se fala de padrões. Dumplin’ é filha de uma ex miss (Jennifer Aniston) – que é uma espécie de celebridade local – e se mostra terminantemente contra os arquétipos dos concursos de beleza. A convivência entre mãe e filha se tornou mais difícil ao longo dos anos e tudo entrará em risco quando Willowdean desafia a sua mãe e entra para o concurso de beleza da cidade. A jovem quer provar para todos que não existe um único padrão de beleza e que a diversidade deve ser amada e aplaudida.</p>
<p>A condução da produção é muito simples e correta. A diretora Anne Fletcher (<em>A Proposta</em>, de 2009) transmite uma sensibilidade com as imagens. Fletcher mostra mais uma vez a sua pluralidade. O novo longa da diretora mantém seus traços comuns sem deixar de inovar e se diferenciar de seus outros trabalhos – como <em>Ela Dança, Eu Danço</em> (2006) e <em>Vestida para Casar</em> (2008). Todas as contestações que o filme engloba são perfeitamente enquadradas pelo olhar da diretora. <strong><em>Dumplin’</em></strong> funciona como uma ode a diversidade embalada pelas canções de Dolly Parton.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9927" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2590302.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Dumplin" width="610" height="348" /></p>
<p>Para compor o trabalho de Fletcher, a roteirista e produtora Kristin Hahn absorveu a essência do livro e construiu uma narrativa forte e divertida. O segredo do roteiro de<em><strong> Dumplin’</strong></em> é a mescla das nuances de comédia com momentos de emoção e mensagens fundamentais. A história, apesar de ficcional, é a melhor forma de personificar uma discussão sobre os padrões estéticos da sociedade. Além disso, o roteiro descreve uma personagem principal forte, determinada e extremamente feliz consigo. Willowdean é um acontecimento do cinema que representa a luta contra o olhar preconceituoso das pessoas com o peso alheio.</p>
<p>A escolha do elenco é interessante e consegue convencer o público de suas histórias. Os destaques principais vão para Danielle Macdonald e Jennifer Aniston que se entregam perfeitamente as verdades de suas personagens. As melhores interações cênicas acontecem entre Macdonald e Aniston e elas representam a força de discussão da temática central do longa. Entre risos e lágrimas, a dupla de mãe e filha rouba o coração do espectador. Outro ponto forte do elenco são as performances de Maddie Baillio, Harold Perrineau e Ginger Minj cujo encorpam o teor cômico sem perder a delicadeza de suas representações sociais dentro da narrativa.</p>
<p>As músicas de Dolly Parton incorporadas ao filme servem tanto para compor a história de Willowdean e suas memórias emotivas como para representar a força da personagem e do filme. As letras de Dolly dão liga à narrativa sensível e festiva sobre a diversidade dos corpos, talentos e das essências de cada pessoa. Tudo isso se completa com a canção original intitulada “Girl in the movies” &#8211; a qual foi indicada em seis premiações diferentes e chegou ao <em>shortlist</em> do Oscar.</p>
<p>Dessa vez, a Netflix foi extremamente feliz com um de seus filmes. A simplicidade, leveza e força de<strong><em> Dumplin’</em> </strong>fazem desse longa uma estreia que chamará a atenção do espectador e fará jus a qualidade de produções que o <em>streaming</em> pode ter. Com esse acerto, talvez a Netflix perceba qual caminho seguir para criar novas narrativas relevantes. Ademais, o longa sobre Willowdean é uma bela comédia sobre o abraço a sua própria individualidade.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/IAF5VUcivng" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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