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	<title>Arquivos Drica Moraes - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Drica Moraes - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Banquete</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Sep 2018 14:09:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bruna Linzmeyer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Banquete é ambientado no início dos anos 1990, época do governo de Fernando Collor de Melo. No centro da narrativa do filme de Daniela Thomas está um grupo de personagens pertencentes a uma classe média alta que participa de um jantar em comemoração ao aniversário de 10 anos de casamento de uma atriz e um jornalista. Aos poucos, o drama de Daniela Thomas traz à tona uma série de relações mal resolvidas que envolvem casamentos frustrados, traições e inveja. Claustrofóbico, O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i><b>O Banquete </b></i>é ambientado no início dos anos 1990, época do governo de Fernando Collor de Melo. No centro da narrativa do filme de Daniela Thomas está um grupo de personagens pertencentes a uma classe média alta que participa de um jantar em comemoração ao aniversário de 10 anos de casamento de uma atriz e um jornalista. Aos poucos, o drama de Daniela Thomas traz à tona uma série de relações mal resolvidas que envolvem casamentos frustrados, traições e inveja.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Claustrofóbico, <i>O Banquete </i>é completamente encenado na sala de jantar da casa de Nora, personagem de Drica Moraes, ocasionalmente transferindo sua ação para a cozinha, onde o jovem funcionário de um <i>buffet </i>interpretado por Chay Suede prepara o jantar para o grupo. A princípio, a diretora parece ter em mãos um projeto promissor, construindo gradualmente as tensões desse filme e anunciando um clímax.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O público toma ciência do casamento cheio de problemas entre Nora e Plínio, vivido por Caco Ciocler; o caso extraconjugal de Mauro, um dos homenageados da noite interpretado por Rodrigo Bolzan, com a crítica cultural Maria, de Fabiana Gugli; o interesse sexual do colunista Lucky, vivido por Gustavo Machado, no jovem Ted (Suede) e seu insistente assédio&#8230; Contudo, diante de tantos conflitos em potencial, a informação mais curiosa que o público tem acesso &#8211; e que promete amarrar todos esses pontos de tensão &#8211; é uma carta escrita pelo jornalista Mauro contra o governo Collor. Revelações à parte, com o passar do tempo, Thomas não faz muito sobre o assunto, frustrando o espectador.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-9310 size-full" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/09/O-Banquete_.jpg" alt="crítica filme O Banquete" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme tem inspiração no caso envolvendo o jornalista da <i>Folha de S. Paulo</i> Otavio Frias Filho, que de fato fez um editorial cheio de críticas a Collor em 1991 para o jornal. Frias Filho faleceu no mês de agosto, o que fez a diretora de <i>O Banquete </i>solicitar a retirada do longa da seleção do último Festival de Gramado. No final das contas, fica imprecisa a conexão entre o caso e os segredos dos personagens de <i>O Banquete </i>revelados ao longo da história. A realizadora tem declarado em entrevistas que cada uma das personagens femininas do filme tem um pouco dela mesma, no entanto, sabe-se que algumas delas são inspiradas em figuras notórias no cenário intelectual e das artes brasileiras, tornando o longa um jogo de códigos no qual somente Thomas e seus íntimos podem extrair algo de fortemente significativo.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme se prolonga demais nas suas situações que exibe e ainda assim não consegue ser satisfatório no tratamento de algumas personagens, como a aspirante a atriz interpretada por Bruna Linzmeyer e o rapaz da cozinha vivido por Chay Suede. Ao longo da trama, o jovem vivido pelo ator parece ser uma &#8220;carta na manga&#8221; da diretora, mas, no final das contas, a personagem de Suede acaba não trazendo nada de muito concreto para a história. É certo que Thomas está cercada pelo melhor elenco possível, mas o ritmo que a diretora confere a sua história e a falta de polimento no arco de algumas personagens não condiz com as promessas que suas tensões dramáticas sugerem no decorrer da projeção.</p>
<p>É um filme que tem dificuldade para deixar claro o que de fato quer transmitir ao espectador geral e que não é obrigado a ter conhecimento sobre o círculo social da realizadora na época, até porque, a própria não revela muitas dessas informações &#8211; e está nesse direito. Assim, fica parecendo que <i>O Banquete </i>é uma festa privada e que nós espectadores somos os grandes penetras do evento de Daniela Thomas, não compreendendo muitas das entrelinhas jogadas na tela pela realizadora através das suas personagens.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/dAq8uflqZNU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Getúlio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 May 2014 20:49:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Borges]]></category>
		<category><![CDATA[Drica Moraes]]></category>
		<category><![CDATA[Getúlio]]></category>
		<category><![CDATA[Tony Ramos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Getúlio opta por um caminho consciente e coerente para conseguir dimensionar uma figura pública com a complexidade do ex-presidente do Brasil Getúlio Vargas: narra um período específico da sua vida e não toda a sua trajetória. Específico o suficiente para dar conta de um momento determinante da sua caminhada política bem como da sua personalidade e das suas relações de afeto. Por essa perspectiva, o longa de João Jardim, que tem nos créditos a co-direção do documentário Lixo Extraordinário e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_756" aria-describedby="caption-attachment-756" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/GETULI1.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-756  " src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/GETULI1-620x371.jpg" alt="Getúlio" width="620" height="371" /></a><figcaption id="caption-attachment-756" class="wp-caption-text">Tony Ramos como o presidente Getúlio: Interpretação detalhista que carrega o filme nos momentos de monotonia</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Getúlio </em>opta por um caminho consciente e coerente para conseguir dimensionar uma figura pública com a complexidade do ex-presidente do Brasil Getúlio Vargas: narra um período específico da sua vida e não toda a sua trajetória. Específico o suficiente para dar conta de um momento determinante da sua caminhada política bem como da sua personalidade e das suas relações de afeto. Por essa perspectiva, o longa de João Jardim, que tem nos créditos a co-direção do documentário <em>Lixo Extraordinário </em>e a ficção <em>Amor?</em>, merece o reconhecimento, afinal teve a percepção adequada de que é muito mais eficiente ser profundo na especificidade do que no todo. No entanto, a produção assume para si a irreversível polêmica que o tom de uma narrativa sobre um personagem, sobretudo uma figura controversa como Getúlio, que carrega legiões de defensores e opositores, pode carregar: toma ou não toma partido? Quanto a isso, Jardim o fez atabalhoadamente, ainda que não comprometesse por completo o seu resultado.</p>
<p><em>Getúlio</em> narra os últimos dias da vida de Getúlio Vargas a partir da crise instaurada em seu governo após as acusações de que o presidente estaria envolvido na tentativa de assassinato do jornalista Carlos Lacerda que acabou levando a falecimento o major Rubens Vaz com um tiro na Rua Toneleiro, no Rio de Janeiro de 1954. O filme de João Jardim acompanha o período que compreende 05 e 24 de agosto daquele ano, sendo que o ultimo dia foi marcado pelo suicídio do presidente Vargas, um ato que, ao mesmo tempo, representou a resistência em abandonar o cargo que estava ocupando há anos e uma manobra política que surpreendeu seus &#8220;conspiradores&#8221;.</p>
<figure id="attachment_758" aria-describedby="caption-attachment-758" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/d7re35h722bh0kzw78fo2tk9a.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-758" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/d7re35h722bh0kzw78fo2tk9a-620x331.jpg" alt="" width="620" height="331" /></a><figcaption id="caption-attachment-758" class="wp-caption-text">Alzira (Drica Moraes) e Getúlio (Tony Ramos) em momento carinhoso: um dos poucos elos afetivos criados com o espectador</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por mais que <em>Getúlio </em>traga toda a atmosfera dúbia que pairava sobre o político e que o tornava um homem psicologicamente atormentado &#8211; sua tomada de poder que fazia jus a alcunha de ditador que recebera vivia lado a lado com sua popularidade com a classe trabalhadora em função de conquistas trabalhistas como o salário mínimo, a Justiça do Trabalho e a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) -, o longa peca por induzir emoções e não por deixá-las a cargo do próprio público, tornando evidente uma posição do cineasta sobre o seu &#8220;biografado&#8221;, através, por exemplo, de uma trilha sonora invasiva que se antecipa aos acontecimentos.</p>
<p>No geral, o resultado é um filme tecnicamente competente, mas que tem seu sustento no elo que estabelece entre o público e seus personagens. Tony Ramos consegue transformar Getúlio em um homem abatido e tenso cuja única ligação afetiva que ainda lhe resta, após tantos anos se dedicando exclusivamente ao Palácio do Catete, é com a filha Alzira, uma interpretação minunciosa e delicada de Drica Moraes. Por sinal, a dinâmica entre Ramos e Moraes é o ponto alto do longa, que ainda traz Alexandre Borges relativamente interessante como Carlos Lacerda.</p>
<figure id="attachment_759" aria-describedby="caption-attachment-759" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/getulio_2-650x400.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-759 " src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/getulio_2-650x400-620x381.jpg" alt="" width="620" height="381" /></a><figcaption id="caption-attachment-759" class="wp-caption-text">Morte anunciada: sua habilidade em entender as questões que mais afetam o povo e seus meios tortuosos para obter os resultados desejados</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar de ser um filme de &#8220;gabinetes&#8221; relativamente frio, <em>Getúlio </em>mostra-se como uma obra bem mais envolvente que outros exemplares recentes do gênero, como <em>Lincoln</em>, de Steven Spielberg. O que sobra em meio a tantos fatos politicamente questionáveis são indivíduos com motivações reais e relações afetivas sólidas ou não. Esses compontentes trazem relevância a esse filme de João Jardim. Ver atores como Tony Ramos e Drica Moraes em cumplicidade transbordante na tela é recompensador de qualquer forma. Vale o registro.</p>
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