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	<title>Arquivos Domhnall Gleeson - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Domhnall Gleeson - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Star Wars: A Ascensão Skywalker</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Dec 2019 18:36:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Afinal, qual a relação entre cinema e público? Se falarmos que a demanda popular gera um filme, estaríamos assumindo que o cinema é um produto comercial? Ou se é o cinema que gera a demanda, aí estaríamos falando de uma entidade própria que orienta os valores da sociedade? Aliás, será que sequer existe alguma relação hierárquica entre cinema e público? Um precisa ditar como vai ser o funcionamento do outro? Ou são apenas conjuntos diferentes que habitam o mesmo universo? [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Afinal, qual a relação entre cinema e público? Se falarmos que a demanda popular gera um filme, estaríamos assumindo que o cinema é um produto comercial? Ou se é o cinema que gera a demanda, aí estaríamos falando de uma entidade própria que orienta os valores da sociedade? Aliás, será que sequer existe alguma relação hierárquica entre cinema e público? Um precisa ditar como vai ser o funcionamento do outro? Ou são apenas conjuntos diferentes que habitam o mesmo universo? Peço perdão por tantas dúvidas, mas <strong><em>Star Wars: A Ascensão Skywalker</em></strong> me fez questionar bastante a função do cinema.</p>
<p>Quando Martin Scorsese (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-irlandes/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>O Irlandês</em></a>) afirmou que os filmes da Marvel não eram verdadeiramente cinema e mais como uma montanha-russa, o cineasta não mentiu em sua argumentação. Apesar disso, acredito que mesmo um gênio da sétima arte não tem poder para ditar o que deve ser ou não cinema. Todavia, o que é inegável é o quanto ele foi preciso em suas palavras — e aqui peço paciência do leitor, pois vou parafrasear o mestre:</p>
<p><em>“Muitos dos elementos que definem o cinema como eu conheço estão ali nos filmes da Marvel. O que não está é a revelação, o mistério ou o perigo emocional genuíno. Nada está em risco. Os filmes são feitos para satisfazer uma leva específica de demandas, e são desenhados como variações em um número finito de temas.</em></p>
<p><em>Eles são sequências no nome mas refilmagens em espírito, e tudo neles é oficialmente sancionado porque não tem como ser de outra forma. Essa é a natureza das franquias cinematográficas modernas: com pesquisas de mercado, testadas pelo público, vetadas, modificadas, vetadas mais uma vez e novamente modificadas, até que estejam próprias para o consumo.”</em> (tradução retirada do <a href="http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-151596/">AdoroCinema</a>).</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12108" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/4523692.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Star Wars: A Ascensão Skywalker" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/4523692.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/4523692.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/4523692.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Bem, e o que <strong><em>Star Wars: A Ascensão Skywalker</em></strong> tem a ver com a Marvel? Primeiramente, não podemos esquecer que todos fazem parte de uma mesma companhia (Disney), preocupada em monopolizar o mercado de maneira que mais gere lucros e menos riscos possíveis.</p>
<p>Por outro lado, a diferença entre o universo de Kevin Feige e o filme de J.J. Abrams fica gritante quando vemos que, mesmo quando os dois fazem a mesma coisa — entregar fan service —, há uma diferença gritante entre os  resultados. E qual o motivo? Primordialmente, <em>Ultimato</em> é um amálgama de mais de 20 filmes que foram construídos dentro de uma unidade, apesar de cada aventura ter sua particularidade.</p>
<p>De maneira oposta, há um certo momento de <strong><em>A Ascensão Skywalker</em> </strong>que C3PO tem sua memória apagada. Logo depois, o robô consegue recuperá-las parcialmente, com exceção de todas as suas aventuras mais recentes. Não há cena que melhor o que é esse filme. Ao estar mais preocupado em anular o legado vanguardista deixado por Rian Johnson em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-star-wars-os-ultimos-jedi/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Os Último Jedi</em></a>, o último capítulo da Saga Skywalker se torna um gigante <em>retcom</em> e esquece que apenas a negação do passado não basta.</p>
<p>O roteiro de J.J. Abrams e Chris Terrio (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batman-vs-superman-a-origem-da-justica/"><em>Batman vs. Superman</em></a>, o que explica muita coisa) assume tanto seu caráter mercadológico que chega a “matar” CINCO personagens, apenas para desfazer essa ilusão instantes depois. É, literalmente, como uma montanha-russa. Afinal, o filme manipula momentaneamente as emoções do público, apenas para no final desfazer suas ações, mostrando que nunca houve um verdadeiro risco.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12109" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/3917203.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Star Wars: A Ascensão Skywalker" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/3917203.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/3917203.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/3917203.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda em roteiro — e aqui abro uma grande aspas para falar de temas sociais e não fílmicos — me incomoda profundamente o quanto este filme é conservador, retrógrado e conveniente com uma parte preconceituosa dos fãs de Star Wars. Desde o <em>Despertar da Força</em>, há uma brincadeira na internet falando que o Finn (John Boyega) e Poe (Oscar Isaac) são um casal. Assim, o filme, como uma criança de 10 anos que precisa auto afirmar sua masculinidade diante dos coleguinhas de classe, vai enfiando goela abaixo diversas situações sem nexo apenas para responder a audiência que os dois protagonistas são héteros. Essa é, literalmente, a única justificativa para a existência das as novas personagens femininas, vividas por Keri Russell e Naomie Ackie.</p>
<p>Similarmente, outra covardia que não pode ser omitida é o que <strong><em>Star Wars: A Ascensão Skywalker</em></strong><em> </em>faz com Rose. Para quem não sabe, a atriz Kelly Marie Tran sofreu um grande assédio moral e ataques xenofóbicos após o filme, a ponto de apagar suas redes sociais. Por isso, é um golpe baixo colocar a personagem quase como uma figurante, mostrando uma subserviência de Abrams aos <em>trolls</em> de internet. Mas <em>ok</em>, vamos botar um beijo entre duas figurantes para fingirmos que nos importamos com essas causas? Tenta outra, J.J.</p>
<p>Bem, e se a gente ignorar todas as decisões arbitrárias, visto que mesmo péssimo roteiro nas mãos de uma boa direção pode resultar em um grande filme? Honestamente, não entendo o que aconteceu com Abrams aqui. Revendo a morte de Han Solo em <em>O Despertar da Força</em>, percebe-se como o <em>timing</em> daquela cena permite que ela seja sentida. Já no filme de 2019, é o inverso. Uma montagem frenética impede a formação de qualquer catarse ou potencialidade dramática. Em particular, há um(a) protagonista importante que se vai e o longa não deixa que o espectador senta aquele momento, já seguindo em frente, como estivesse mais preocupado em encerrar todas as pontas soltas do que criar um vínculo emocional.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12102" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/3753914.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Star Wars: A Ascensão Skywalker" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/3753914.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/3753914.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/3753914.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda nesta lógica mercadológica de filme como um produto, o terceiro ato de <em><strong>A Ascensão Skywalker</strong> </em>reafirma a questão. Desse modo, qualquer pessoa que tenha visto <em>Vingadores Ultimato</em> poderá notar duas gigantes similaridades com ele: a abertura dos portais e frase épica de Tony Stark. Nada mais revelador do que uma empresa bilionária tentar emular os acertos de uma franquia em outra. Mesmo que a gente ignore que <em>Star Wars</em> é cinema, pensando apenas um entretenimento, até nisso ele falha. Em um total anticlímax, sua cena de ação mais original ocorre no segundo ato, justamente por explorar diferentes cenários com a ligação telepática entre Rey (Daisy Ridley) e Kylo (Adam Driver).</p>
<p>Neste sentido, lamento que <em><strong>A Ascensão Skywalker</strong></em> não trabalhe mais a fundo o único elemento que J.J. recicla de Rian Johnson: a tensão sexual entre os dois protagonistas. Curioso que provavelmente a cena que mais incomodou a todos no cinema é a que mais me agrada. Enxergo a trilogia <em>sequel</em> não como uma simples dualidade maniqueísta entre bem e mal, como as duas anteriores, mas como uma grande tragédia grega de amor. Da mesma forma, até enxergo algumas coisas <em>shakespearianas</em> nesta lógica de uma alma se sacrificando pelo outra.</p>
<p>No fim, o novo (e, certamente, não o último) fim da saga Star Wars é como uma montanha russa sem <em>looping</em>. Retomando os questionamentos do primeiro parágrafo, nada mais significativo do que um <em>blockbuster</em> encerrar os anos 2010-2019 se mostrando totalmente refém de executivos engravatados e sua própria fan base tóxica. Pelo menos os bonecos do Baby Yoda vão vender muito, não é?</p>
<p><strong>Direção:</strong> J.J. Abrams<br />
<strong>Elenco:</strong> Carrie Fisher, Mark Hamill, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Anthony Daniels, Naomi Ackie, Domhnall Gleeson, Richard E. Grant, Lupita Nyong&#8217;o, Keri Russell, Joonas Suotamo, Kelly Marie Tran, Ian McDiarmid</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=W0squnw6Jp8]</p>
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		<title>Crítica: Rainhas do Crime</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Aug 2019 20:37:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chega aos cinemas esta quinta-feira, 08 de agosto, o filme Rainhas do Crime, inspirado na série de quadrinhos homônima escrita por Ollie Masters e Ming Doyle. Ele conta a história de Kathy (Melissa McCarthy), Ruby (Tiffany Haddish) e Claire (Elisabeth Moss), três esposas de criminosos da máfia que veem seu mundo virar de cabeça para baixo depois que seus maridos são presos em uma ação policial. Com medo do futuro de suas famílias, elas começam a se envolver nos esquemas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chega aos cinemas esta quinta-feira, 08 de agosto, o filme <em><strong>Rainhas do Crime</strong></em>, inspirado na série de quadrinhos homônima escrita por Ollie Masters e Ming Doyle. Ele conta a história de Kathy (Melissa McCarthy), Ruby (Tiffany Haddish) e Claire (Elisabeth Moss), três esposas de criminosos da máfia que veem seu mundo virar de cabeça para baixo depois que seus maridos são presos em uma ação policial. Com medo do futuro de suas famílias, elas começam a se envolver nos esquemas e assumir o controle da máfia.</p>
<p>A diretora Andrea Berloff (<em>Herança de Sangue</em>) nos apresenta um trabalho confuso e com muitas nuances. Ele segue um fio que consegue prender a atenção do espectador, com partes de ação e sangue, intercaladas com as negociações que se dão no processo. As escolhas visuais também são bem interessantes e contam com apoio da própria história, que se passa nos anos 1970. Então muitas cores, penteados extravagantes, joias, etc.</p>
<p>Me parece, no entanto, que um dos problemas do filme é que ele não tem tempo o suficiente para desenvolver melhor as histórias. Várias coisas ficam subentendidas, quando precisavam ser melhor explicadas. A motivação de Ruby, por exemplo, para se revoltar contra as parceiras é um dos principais elementos que ficam em aberto e compromete o enredo como um todo. Ela muda o comportamento em uma das elipses do roteiro e se volta contra as outras duas. Fica no ar, inclusive, que talvez ela tenha uma relação com uma morte? Não conseguimos descobrir.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11057" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/3122894.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/3122894.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/3122894.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/3122894.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além disso, o ritmo do longa como um todo é comprometido e confuso. Pequenas reviravoltas acontecendo o tempo inteiro, personagens que surgem do nada e para o nada. A conexão além do trio principal é muito precária e pouco desenvolvida. A sensação que fica é que foi um filme feito na pressa, sem esmero.</p>
<p>Tudo isso não invalida as ótimas atuações de Melissa McCarthy (<em>Poderia Me Perdoar?</em>), Tiffany Haddish (<em>Viagem das Garotas</em>) e Elisabeth Moss (<em>The Handmaid&#8217;s Tale</em>). Elas, sim, são o atrativo do filme. Tem química em cena e conseguem partilhar os momentos. Melissa mostrando sempre seu potencial e saindo do estereótipo que atrizes como Rebel Wilson insistem em se colocar. Tiffany arrasando na postura de força e empoderamento, enquanto Elisabeth sofre muito, mas sempre nos oferecendo cenas completas.</p>
<p><em><strong>Rainhas do Crime</strong></em> é um filme interessante, mas com várias quedas no meio do caminho. Não chega a prejudicar completamente o resultado final, que é razoável. No entanto, vemos que a HQ original poderia muito bem ter virado uma minissérie, que o aproveitamento seria maior.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Andrea Berloff<br />
<strong>Elenco:</strong> Melissa McCarthy, Tiffany Haddish, Elisabeth Moss, Domhnall Gleeson, Common, James Badge Dale, Margo Martindale, Alicia Coppola</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/2SSlqzdQDhY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Pedro Coelho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Mar 2018 20:46:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O filme Pedro Coelho é baseado no personagem criado pela famosa escritora britânica Beatrix Potter e lançado no começo do século XX. Com o intuito de seguir a série infantil, o longa apresenta um produto cuidadoso e fofo, que certamente irá agradar as crianças. Pedro Coelho conta a história de Pedro, um coelhinho muito esperto que tenta roubar as verduras de um senhor para alimentar suas irmãs e um primo. Ele tem uma história emocional com o homem, o que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O filme <em>Pedro Coelho</em> é baseado no personagem criado pela famosa escritora britânica Beatrix Potter e lançado no começo do século XX. Com o intuito de seguir a série infantil, o longa apresenta um produto cuidadoso e fofo, que certamente irá agradar as crianças.</p>
<p><em>Pedro Coelho</em> conta a história de Pedro, um coelhinho muito esperto que tenta roubar as verduras de um senhor para alimentar suas irmãs e um primo. Ele tem uma história emocional com o homem, o que faz com que ele se sinta ainda mais dono de todo aquele alimento. Depois que o velho morre do coração, ele acha que está livre e soberano, até que descobre que o sobrinho do homem herdou o chalé e é ainda mais carrasco que ele.</p>
<p>O longa é bem infantil e não esconde isso momento algum. Uma história suave, gostosa de acompanhar e engraçada na medida certa. Tudo isso recheado de coelhinhos fofinhos falando como gente e pulando de um lado para o outro. É, literalmente, uma mistura que deu liga.</p>
<p>A equipe de computação gráfica se dedicou ao extremo, criando um cenário lindo e animais perfeitos. Você só sabe que não é de verdade porque eles falam, colocam a mão na cintura, etc. Coisas que um coelho de verdade não faz. Mas é chocante o quão perfeito é o trabalho desta equipe.</p>
<p>O ponto fraco, talvez, fica para o elenco humano. Embora eu adore Domhnall Gleeson, ele não tem muita química com Rose Byrne, que sempre me parece meio afetada demais. Mesmo para um filme infantil que não leva em consideração os exageros, ela consegue exceder o limite. Mas nada que seja bizarro de se assistir, afinal o foco são os coelhos mesmo, e eles são bem fofinhos.</p>
<p>Entenda: <em>Pedro Coelho</em> não é uma obra prima, nem um filme maravilhoso. Mas cumpre seu objetivo com doçura e apresenta um resultado ótimo para o público infantil. Traz ainda a conscientização das reflexões que temos que fazer sobre nossos atos e que, às vezes, não somos tão inocentes quanto pensamos, só porque acreditamos que temos direito sobre algo. Vale a pena levar a criançada para conferir!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/2yidcelgers" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Feito na América</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Sep 2017 16:08:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Tom Cruise]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O longa Feito na América traz a história de Barry Seal, um piloto de avião ambicioso que almeja uma vida melhor para sua família. Ele já é corrupto e faz pequenos contrabandos no seu dia a dia de trabalho. É aí que surge Schafer, um suposto recrutador da CIA, que te oferece uma possibilidade de ganhar mais dinheiro em uma missão secreta. Acontece que Barry vai se infiltrando cada vez mais na rotina e se corrompendo de todas as formas, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa <em>Feito na América</em> traz a história de Barry Seal, um piloto de avião ambicioso que almeja uma vida melhor para sua família. Ele já é corrupto e faz pequenos contrabandos no seu dia a dia de trabalho. É aí que surge Schafer, um suposto recrutador da CIA, que te oferece uma possibilidade de ganhar mais dinheiro em uma missão secreta. Acontece que Barry vai se infiltrando cada vez mais na rotina e se corrompendo de todas as formas, transformando a sua vida em algo que ele nunca poderia imaginar.</p>
<p>Um dos fatores mais legais do filme e que dá mais veracidade é o fato de ser baseado em uma história real. O diretor não faz uso de cenas verídicas ao longo do filme, deixando isso apenas para o final. Considero essa decisão inteligente, uma vez que permite que o longa tenha seu próprio estilo envolvente.</p>
<p>É muito interessante ver Tom Cruise no auge de seus 55 anos, com carinha de 30, em um filme de ação com uma história mais profunda. Nada contra <em>Missão Impossível</em> e afins (que particularmente adoro), mas <em>Feito na América</em> tem respaldo histórico e uma narrativa naturalmente surreal. Então ele consegue equilibrar as cenas de ação com conteúdo, tornando tudo mais empolgante.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8209" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/09/423383.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Aliás, empolgante é um termo que define muito bem o longa. Ele mantém um ritmo frenético e animado, mas dando ao espectador momentos de respiro importantes, protagonizados pelas cenas de humor inteligente. Aliás, em muitos momentos, rimos dos absurdos e do surrealismo de tudo aquilo. O diretor Doug Liman consegue conduzir de forma inteligente a trama, construindo uma narrativa crível e bem estruturada, com um ápice super empolgante.</p>
<p>Outro ponto alto e importante é o ator Domhnall Gleeson. Ele vem crescendo muito nos últimos anos, participando de filmes importantes como<em> O Regresso</em>, <em>Brooklin</em> e do fofo <em>Questão de Tempo</em>. Além de bom ator, ele mostra as suas diversas facetas em longas de diferentes estilo. Em <em>Feito na América</em>, ele mostra todo seu potencial em um filme de ação, fazendo uma ótima dupla com Tom Cruise.</p>
<p>Além disso, o filme consegue fazer pequenas críticas aos líderes do período que permitiam que os contrabandos acontecessem bem abaixo de seus olhos, fazendo a boa e velha vista grossa. É algo sutil, mas certeiro, que auxilia o roteiro do filme como um todo.</p>
<p><em>Feito na América</em> consegue reunir boas atuações, bom roteiro, cenas de ação na medida e momentos de humor inteligente, culminando em um filme que realmente é bom e divertido. Vale a pena conferir no final de semana!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/1ARDw9iAMZo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Brooklin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Feb 2016 21:13:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brooklin]]></category>
		<category><![CDATA[Brooklyn]]></category>
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		<category><![CDATA[Julie Walters]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Hornby]]></category>
		<category><![CDATA[Saoirse Ronan]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Indicado em três categorias do Oscar 2016 (melhor filme, roteiro adaptado e atriz), Brooklin talvez seja um dos candidatos mais modestos e simples da temporada, mas não menos interessante. Ainda mais silencioso que Spotlight &#8211; Segredos Revelados (que conta com um pouquinho de polêmica em torno de toda a discussão sobre o jornalismo e a pedofilia na igreja católica), Brooklin pode não se impor como uma obra cinematográfica de grandes proporções e ambições como concorrentes a estatueta da Academia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4547" aria-describedby="caption-attachment-4547" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4547 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/brooklyn1-620x333.jpg" alt="brooklyn1" width="620" height="333" /><figcaption id="caption-attachment-4547" class="wp-caption-text">Romance: Personagens de Saoirse Ronan e Emory Cohen se apaixonam na América.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Indicado em três categorias do Oscar 2016 (melhor filme, roteiro adaptado e atriz), <i>Brooklin </i>talvez seja um dos candidatos mais modestos e simples da temporada, mas não menos interessante. Ainda mais silencioso que <i>Spotlight &#8211; Segredos Revelados </i>(que conta com um pouquinho de polêmica em torno de toda a discussão sobre o jornalismo e a pedofilia na igreja católica), <i>Brooklin </i>pode não se impor como uma obra cinematográfica de grandes proporções e ambições como concorrentes a estatueta da Academia do naipe de <i>Mad Max &#8211; Estrada da Fúria</i>, <i>O Regresso </i>e <i>Perdido em Marte</i>, mas mostra-se ao público como um romance competente e simpático. Fora do contexto das premiações monopolizada por filmes tão ruidosos (em todos os sentidos) quanto seus concorrentes ao Oscar de melhor filme, <i>Brooklin </i>certamente não seria desdenhado com tanta facilidade pela crítica brasileira como anda sendo. Analisado dentro dos seus próprios termos, o filme de John Crowley é um agradável e agridoce longa sobre o amadurecimento e a descoberta do amor e da própria individualidade.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Brooklin</i>, Saoirse Ronan vive Ellis Lacey, uma jovem irlandesa que sai da sua terra natal e vai para os EUA morar no Brooklin. Empenhada em concretizar o seu sonho americano, Ellis acaba se deparando com uma realidade completamente diferente daquela que idealizara. Em seus primeiros dias no novo país, a jovem enfrenta as dificuldades de adaptação ao novo lugar, trabalho e pessoas. Tudo muda quando Ellis conhece Tony, um imigrante italiano por quem ela acaba se apaixonando. A partir dessa relação, Ellis consegue superar as dificuldades de adaptação e começa a se sentir confortável no novo país. Uma notícia da Irlanda, porém, coloca as certezas da moça em cheque e ela passa a se questionar onde de fato está a sua felicidade.</p>
<figure id="attachment_4548" aria-describedby="caption-attachment-4548" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4548 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/brooklyn-cena-4-620x362.jpg" alt="brooklyn-cena-4" width="620" height="362" /><figcaption id="caption-attachment-4548" class="wp-caption-text">Amadurecimento: Protagonista torna-se uma mulher quando vem para o novo país.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Roteirizado por Nick Hornby, que como autor de livros escreveu as obras que deram origem a <i>Um Grande Garoto </i>e <i>Alta Fidelidade </i>e como roteirista foi responsável por filmes como <i>Educação </i>e <i>Livre, Brooklin </i>é uma produção de pequeno porte apesar de falar sobre temas de alcance universal. Contando com uma condução eficiente do diretor John Crowley, os personagens de Hornby, todos extraídos das páginas do livro homônimo de Colm Toibin, transbordam afeto em relações e dilemas de imensa empatia com a plateia. No fim das contas, com muita simplicidade e precisão, <i>Brooklin </i>aborda de maneira eficiente os dilemas de um estrangeiro em um novo país, o sentimento de inadequação e toda a jornada de amadurecimento pessoal que a situação acaba impulsionando. Trata-se de um romance que pode ser encarado por duas perspectivas plenamente satisfatórias: por uma via temos uma história de amor sem as costumeiras afetações hollywoodianas e por outro lado nos deparamos com um sensível conto sobre o amadurecimento de uma mulher.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O longa beneficia-se pela ótima interpretação de Saoirse Ronan, que consegue trafegar de forma suave por todas as fases vivenciadas por sua personagem. A atriz também tem um ótimo parceiro de cena, Emory Cohen, que dá vida ao par romântico da protagonista, o italiano Tony. Ao longo da projeção, também somos acarinhados pela presença de atores do calibre de Julie Walters (maravilhosa como a dona da casa que Ellis passa a morar quando vai para os EUA), Jim Broadbent e o jovem do momento, Domhnall Gleeson.</p>
<figure id="attachment_4549" aria-describedby="caption-attachment-4549" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4549 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/brooklyn03-620x349.jpg" alt="brooklyn03" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4549" class="wp-caption-text">Dilema: Ao retornar para a Irlanda, protagonista vive um impasse.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Discreto e eficiente, <i>Brooklin </i>é um filme bastante satisfatório ao que se propõe. Com uma narrativa que cumpre o seu papel na perspectiva macro (a questão da formação dos EUA e dos imigrantes) e micro (a jornada de amadurecimento de uma jovem mulher), <i>Brooklin </i>é um longa cheia de virtudes. A maioria dessas qualidades, contudo, não saltam aos olhos em um primeiro momento, mas são absorvidas e vivenciadas ao longo de toda a projeção. Em meio a uma temporada com tantas produções de alto orçamento, psicologicamente densas e com pretensões estéticas e narrativas ambiciosas, o filme acaba funcionando como um agradável e necessário &#8220;respiro&#8221;.</p>
</div>
</div>
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		<title>Crítica: Star Wars &#8211; O Despertar da Força (COM SPOILERS)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Dec 2015 20:48:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Driver]]></category>
		<category><![CDATA[Andy Serkis]]></category>
		<category><![CDATA[Carrie Fisher]]></category>
		<category><![CDATA[Daisy Ridley]]></category>
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		<category><![CDATA[J.J. Abrams]]></category>
		<category><![CDATA[John Boyega]]></category>
		<category><![CDATA[Lupita Nyong'o]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Hamill]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Isaac]]></category>
		<category><![CDATA[Star Wars: O Despertar da Força]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>ATENÇÃO SPOILERS!!! NÃO LEIA SE VOCÊ NÃO ASSISTIU AO FILME (OU LEIA POR SUA CONTA EM RISCO) Indubitavelmente, Star Wars &#8211; O Despertar da Força é o acontecimento cinematográfico do ano. Com quase quarenta anos de existência, a franquia cinematográfica mais cultuada da história da indústria do cinema teve em seu episódio sete, conduzido pelo experiente J.J. Abrams, criador de Lost e responsável pelo renascimento de outra série cultuada em todo o mundo Star Trek, um capítulo importante da sua trajetória. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-4195" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/star-wars-kylo-158800-620x331.jpg" alt="star-wars-kylo-158800" width="620" height="331" /></p>
<div>
<p><span style="font-size: xx-large;">ATENÇÃO SPOILERS!!! </span><span style="font-size: x-large;">NÃO LEIA SE VOCÊ NÃO ASSISTIU AO FILME (OU LEIA POR SUA CONTA EM RISCO)</span></p>
</div>
<div>
<p>Indubitavelmente, <i>Star Wars &#8211; O Despertar da Força </i>é o acontecimento cinematográfico do ano. Com quase quarenta anos de existência, a franquia cinematográfica mais cultuada da história da indústria do cinema teve em seu episódio sete, conduzido pelo experiente J.J. Abrams, criador de <i>Lost </i>e responsável pelo renascimento de outra série cultuada em todo o mundo <i>Star Trek,</i> um capítulo importante da sua trajetória. O lançamento era aguardado com expectativas pelo simples motivo de ser <i>Star Wars</i>, praticamente um embrião do <i>blockbuster </i>norte-americano, mas porque <i>O Despertar da Força </i>representava um recomeço para a saga, cuja última trilogia, prequelas conduzidas pessoalmente por George Lucas, resultara em filmes mornos, com histórias previsíveis (afinal, todo mundo que havia assistido <i>Uma Nova Esperança</i>, <i>O Império contra-ataca </i>e <i>O Retorno de Jedi</i> sabia exatamente o destino de Anakin Skywalker). Ambientado 30 anos após o <i>O Retorno de Jedi</i>, <i>Star Wars &#8211; O Despertar da Força </i>dialoga muito mais com a vivacidade da trilogia de 1977-1983  do que com a esquecível de 1999-2005 e apresenta uma história nova com elementos e personagens representando trajetórias conhecidas que moldaram as marcas da própria franquia.</p>
</div>
<div> O filme traz o surgimento de uma nova ameaça, a Primeira Ordem, uma organização que visa destruir a República e estabelecer um novo caos na galáxia. Orquestrada pelo Líder Supremo Snooke e por seus comandados diretos Kylo Ren e General Hux, a Primeira Ordem está em busca de um mapa que os levará a localização de Luke Skywalker, considerado uma ameaça por ser o último Jedi vivo que se tem notícia. O paradeiro de Skywalker é mantido em segredo pelo robô BB-8, que por sua vez conta com a ajuda de uma jovem sucateira do planeta Jaku,  a catadora de sucatas Rey. Com a ajuda de um stormtrooper desertor da Primeira Ordem chamado Finn, Rey assumirá a missão de levar BB-8 de volta para a República antes que ele caia nas mãos de Snooke e companhia.</div>
<div></div>
<div></div>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-4196" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/swtfareybb8_large-620x329.jpg" alt="swtfareybb8_large" width="620" height="329" /></p>
<div>
<p>Não existe grandes rupturas com o tom e a trajetória da primeira trilogia <i>Star Wars </i>em <i>Star Wars &#8211; O Despertar da Força</i>. A jornada e a função dos seus novos personagens são basicamente as mesmas daquelas exercidas por Luke Skywalker, Princesa Leia, Han Solo e Darth Vader na trilogia de 1977-1983, o que não é um demérito para o novo filme da saga, pelo contrário. Firmando <i>Star Wars </i>como uma grande saga familiar lastreada basicamente pela mitológica disputa entre o bem e o mal e pela ascensão da figura de um herói vindo do lugar mais improvável, <i>O Despertar da Força </i>revive os passos que fizeram George Lucas cimentar a saga como um fenômeno da cultura pop de maneira muito mais eficiente e vibrante do que o próprio criador da franquia no pálido <i>prequel</i> de 1999-2005, composto por <i>A Ameaça Fantasma</i>, <i>Ataque dos Clones </i>e <i>A Vingança dos Sith</i>, que se enquadram muito mais como um mimo de Lucas e cia. aos fãs ardorosos da série cinematográfica do que uma história com urgência de ser contada. Tudo em <i>O Despertar da Força </i>é crível, tem textura, forma, dimensão e emoções reais &#8211; em oposição ao <i>prequel </i>de <i>Star Wars </i>sufocado por dezenas de efeitos especiais que deram um tom cartunesco à trilogia dos anos 2000 &#8211; , o que comprova que, talvez, curiosamente, a franquia sempre esteja em boas mãos quando está longe das decisões diretas do seu próprio criador. A exceção de <i>Uma Nova Esperança </i>de 1977, todos os melhores filmes <i>Star Wars </i>não tiveram a direção de George Lucas.</p>
</div>
<div>
<p>Um dos grandes acertos de <i>Star Wars &#8211; O Despertar da Força </i>está em conseguir equilibrar a reverência ao passado da franquia com situações e dinâmicas que nos remetem a <i>Uma Nova Esperança </i>e <i>O Império contra-ataca </i> e estabelecer novos rumos para o seu universo. Assim, J.J. Abrams consegue agradar antigos fãs de <i>Star Wars </i>e fidelizar uma nova leva de aficionados pela saga, afinal nos são apresentados personagens que, a despeito de &#8220;respirarem&#8221; as motivações e os &#8220;lugares&#8221; ocupados pelos seus antecessores naquele universo, possuem identidade própria e fôlego para empreender uma nova e intensa jornada pelos próximos anos.</p>
</div>
<div>
<p>Diversas decisões tomadas por J.J. Abrams, Lawrence Kasdan e Michael Arndt no roteiro de <i>O Despertar da Força </i>evidenciam os esforços do trio em promover novos rumos para a saga preservando as marcas da trilogia de 1977-1983, o que é bastante interessante. É como se o trio de roteiristas repaginasse a série cinematográfica conservando elementos vitais e que assumem a identidade de <i>Star Wars</i>. Nesse sentido, entender como centro de suas preocupações a jornada de dois desses personagens, a heroína Rey e o vilão Kylo Ren rumo a construção dos seus respectivos mitos, e trazer novamente uma tragédia familiar como elemento propulsor das suas ações e decisões traz para <i>O Despertar da Força </i>um caráter cíclico, ou seja, a noção de que as histórias se repetem pelas gerações.</p>
</div>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-4217" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/12/han-solo-and-chewy-from-star-wars-the-force-awakens.jpg" alt="han-solo-and-chewy-from-star-wars-the-force-awakens" width="600" height="373" /></p>
<div>
<p>ATENÇÃO MEGA-SPOILER!  ATENÇÃO MEGA-SPOILER!  ATENÇÃO MEGA-SPOILER!</p>
</div>
<div>
<p>Um dos momentos mais emblemáticos de <i>O Despertar da Força </i>que evidenciam esta oscilação sadia entre o nostálgico e o rejuvenescimento da franquia  é a corajosa decisão que os roteiristas tiveram ao matar um dos personagens mais emblemáticos e queridos de toda a franquia, o Han Solo de Harrison Ford, assassinado pelas mãos do seu próprio filho com Leia, o vilão Kylo Ren. A morte de Han Solo em <i>O Despertar da Força </i>remete à icônica cena em que Darth Vader revela a Luke Skywalker que é o seu pai em <i>O Império contra-ataca</i>, mas também mostra-se como um momento singular para a saga dali em diante e que, por sua gravidade, justifica a formação de conflitos ainda mais severos entre os seus personagens pelos próximos capítulos. A decisão drástica dos roteiristas de <i>O Despertar da Força</i> confirma a natureza perversa de Kylo Ren,  que durante todo o filme sempre esteve em conflito entre a luz e o lado negro da força e que, após o assassinato do pai, parece ter fincado de vez a sua posição no universo. Além disso, mexe drasticamente com a trajetória de diversos personagens traumatizados pelo acontecimento, como Chewbacca, Leia e até mesmo os novatos Finn e Rey, cuja verdadeira filiação não tivemos conhecimento em <i>O Despertar da Força</i>.</p>
</div>
<div>
<p>Somado a uma direção eficiente e um primoroso trabalho em seus departamentos técnicos e artísticos, <i>Star Wars </i>conta com um elenco espetacular de jovens atores que se junta a uma velha-guarda encabeçada por Mark Hamill (em breve participação nesse episódio já que o desaparecimento do seu personagem é o mote do filme), Carrie Fisher e Harrison Ford, mais uma vez impagável como Han Solo. A protagonista da nova trilogia é a radiante Daisy Ridley, que consegue fazer de Rey uma jovem marcada pelas dificuldades da sua realidade, mas que não perde a doçura e até mesmo a ingenuidade diante da descoberta de um novo universo. Fica evidente também na performance de Ridley a transformação sofrida pela personagem que, na medida em que a história chega ao seu fim, amadurece e assume seu lugar e sua responsabilidade nesse universo. Na pele do ex-stormtrooper Finn, John Boyega transborda carisma e humanidade sem tornar o seu personagem uma caricatura ambulante. Ao mesmo tempo em que, por diversos momentos, Finn seja utilizado como um alívio cômico do novo filme, Boyega não se esquece que seu personagem possui traumas tão profundos quanto os de Rey a partir do momento em que todas as suas decisões na história são tomadas por um medo de ser punido pela Primeira Ordem, cujo <i>modus operandi </i>ele conhece como nenhum outro. Existem outros personagens interessantes ao longo de <i>O Despertar da Força</i> que podem ser explorados em maior profundidade nos próximos filmes, mas que aqui já demonstram seu potencial através do tom certeiro dos seus atores, como o piloto de X-Wing Poe Dameron do ator Oscar Isaac, a Capitã Phasma de Gwendoline Christie, o General Hux de Domhnall Gleeson e até mesmo os personagens construídos por captura de movimentos dos atores Lupita Nyong&#8217;o e Andy Serkis, Maz Kanata e o Líder Supremo Snooke, respectivamente.</p>
</div>
<div>
<p>E a maior prova de que J.J. Abrams conseguiu conservar os já numerosos fãs da série e angariar um novo e jovem grupo de fanáticos por <i>Star Wars </i>está ao final das sessões de <i>O Despertar da Força </i>ou mesmo nas ruas. É perceptível a empolgação de pequenos de diversas faixas etárias quando os créditos finais do novo filme da franquia começam a aparecer. As crianças não param de falar da Rey, do Finn, do Kylo Ren, de Han Solo, do Chewbacca, do BB-8&#8230; Basta entrar também em qualquer loja de brinquedos e ver como meninos e meninas com menos de dez anos de idade estão loucos para ter o próprio sabre de luz, que, por sinal, andam esgotados. Enfim, J.J. Abrams conseguiu mesmo despertar a força de uma franquia que nem mesmo o seu criador foi capaz de respeitar nos monótonos <i>A Ameaça Fantasma</i>, <i>Ataque dos Clones </i>e <i>A Vingança dos Sith</i>. Amigos e <i>haters</i>, gostem ou não, <i>Star Wars </i>está de volta!</p>
</div>
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		<title>Crítica: Ex-Machina &#8211; Instinto Artificial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2015 23:37:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alex Garland]]></category>
		<category><![CDATA[Alicia Vinkander]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Domhnall Gleeson]]></category>
		<category><![CDATA[Ex-Machina - Instinto Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Isaac]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ex-Machina &#8211; Instinto Artificial é um dos filmes mais bem resenhados pela crítica internacional nesse primeiro semestre e sequer chegará aos cinemas do nosso país, ele será lançado diretamente em mercado doméstico (DVDs e Blu-Rays) e serviços de video on demand. O longa não foi a primeira e nem será a última &#8220;vítima&#8221; desse sistema cruel de distribuição, ficando mais do que claro a cada dia que passa que os lançamentos diretos nesse formato não são sinônimos de &#8220;bombas cinematográficas&#8221;, muito [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3246" aria-describedby="caption-attachment-3246" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/1401x788-ExMachina_Alicia-Vikander.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3246 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/1401x788-ExMachina_Alicia-Vikander-620x349.jpg" alt="1401x788-ExMachina_Alicia-Vikander" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3246" class="wp-caption-text">A robô Ava (Alicia Vinkander) explora a sua humanidade ao longo do filme</figcaption></figure>
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<p><i>Ex-Machina &#8211; Instinto Artificial </i>é um dos filmes mais bem resenhados pela crítica internacional nesse primeiro semestre e sequer chegará aos cinemas do nosso país, ele será lançado diretamente em mercado doméstico (DVDs e Blu-Rays) e serviços de <i>video on demand</i>. O longa não foi a primeira e nem será a última &#8220;vítima&#8221; desse sistema cruel de distribuição, ficando mais do que claro a cada dia que passa que os lançamentos diretos nesse formato não são sinônimos de &#8220;bombas cinematográficas&#8221;, muito pelo contrário. Com algumas exceções, nossas salas comerciais estão abarrotadas de filmes de gosto questionável e nenhuma distribuidora está disposta a perder dinheiro lançando cópias de um longa que está fadado ao fracasso financeiro, afinal de contas, nossas platéias têm o péssimo hábito de só assistir a filmes de língua inglesa se forem um grande <i>blockbuster </i>ou tiverem indicações ao Oscar, tudo que está fora dessa esfera é jogado no limbo &#8211; curioso que ninguém adota essa postura quando o objeto em questão são séries televisivas, mas voltemos ao assunto&#8230; Uma pena mesmo que <i>Ex-Machina </i>chegue assim em nosso país, pois o longa de Alex Garland, roteirista de <i>Extermínio </i>e <i>Sunshine &#8211; Alerta Solar</i>, é um primor cinematográfico e merecia a tela grande.</p>
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<p>A história de <i>Ex-Machina &#8211; Instinto Artificial </i>tem início quando um jovem programador ganha uma promoção da sua empresa para participar de um novo experimento de inteligência artificial desenvolvido pelo presidente da companhia, um gênio milionário excêntrico e recluso. O projeto envolve um teste em um robô programado para assumir o sexo feminino chamado Ava e o objetivo é detectar o nível de veracidade dos sentimentos que podem surgir entre essa inteligência artificial e um humano. Caso a experimentação falhe, o robô será descartado e o projeto será reiniciado. O problema é que Ava atinge um nível tão sofisticado de sedução e existe tanto segredo por trás de sua criação que a relação entre ela, o cientista e o jovem programador ganha contornos imprevisíveis.</p>
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<figure id="attachment_3247" aria-describedby="caption-attachment-3247" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Ex-Machina-Isaac-Gleeson.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3247 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/Ex-Machina-Isaac-Gleeson-620x310.jpg" alt="Ex-Machina-Isaac-Gleeson" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-3247" class="wp-caption-text">Teste: Natan (Oscar Isaac) testa a inteligência artificial através do seu jovem funcionário Caleb (Domhnall Gleeson)</figcaption></figure>
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<p>Alex Garland era um roteirista habitual de Danny Boyle em um período intermediário da carreira do diretor, aquele que sucedeu a sua revelação como cineasta em longas icônicos da sua filmografia como <i>Cova Rasa </i>e <i>Trainspotting </i>e antecedeu sua popularização e consequente estandardização com projetos como <i>Quem quer ser um milionário? </i>e <i>127 Horas</i>. Foram filmes modestos, de repercussão média, mas cultuados por um grupo de cinéfilos, como <i>Extermínio </i>e <i>Sunshine &#8211; Alerta Solar </i>(vamos excluir <i>A Praia </i>dessa seleção, tá?). Eram longas marcados por tramas tensas e inteligentes, com uma certa dose de elegância no desenvolvimento de seus atos e das suas reviravoltas. Em sua estreia na função de diretor com <i>Ex-Machina</i>, Garland leva todas essas características do seu roteiro para as imagens, proporcionando ao espectador a experiência de assistir a um filme instigante, enervante e consciente dos recursos da linguagem cinematográfica.</p>
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<p><i>Ex-Machina </i>apresenta-se ao espectador como uma ficção-científica que não é refém dos seus efeitos digitais, apesar de ser um dos departamentos mais interessantes da obra. O filme faz jus ao gênero por utilizá-los em prol de uma trama que pretende discutir temáticas filosóficas sobre a fé, a ética, a sensação de onipotência do homem e a sua relação com a tecnologia, todos eles interligados por um roteiro que evita subestimar o espectador com didatismos e opta pela abordagem direta. Garland conta com um elenco que oferece performances equilibradas, é o caso de Domhnall Gleeson e de Alicia Vinkander, ótima como a robô Ava. Claro que entre as interpretações do filme a do ator Oscar Isaac se destaca por colocar sempre um ponto de interrogação acerca da sinceridade e integridade do excêntrico Nathan.</p>
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<figure id="attachment_3248" aria-describedby="caption-attachment-3248" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/exmach-1422026632377_1280w.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3248 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/exmach-1422026632377_1280w-620x349.jpg" alt="exmach-1422026632377_1280w" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-3248" class="wp-caption-text">Excentricidade: Criador de Ava, personagem de Oscar Isaac rende mais uma grande interpretação do ator.</figcaption></figure>
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<p>Com <i>Ex-Machina, </i>Alex Garland faz um filme que evidencia o quanto o homem é arrogante e estúpido por acreditar que detém o controle de tudo. A criação é o que faz as nossas gerações se aperfeiçoarem, mas também pode ser severamente subestimada em sua existência e autonomia pelo próprio ego do criador. Conduzindo esse tema sem muita parafernália, com recursos tecnológicos pontuais e visualmente impressionantes, mas incorporados à trama, e com muita consciência do poder reflexivo da sua própria história, Alex Garland faz um dos filmes do ano.</p>
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