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	<title>Arquivos Dianne Wiest - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Dianne Wiest - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Eu Me Importo (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2021 22:41:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Conseguindo imprimir uma velocidade frenética, com o uso intenso de câmera lenta para ações ágeis, que dão a impressão de que os fatos estão aumentados, Eu Me Importo estabelece seu tom desde os seus primeiros minutos de exibição. Pautado na ironia e no humor ácido, as peripécias de suas personagens se estendem a cada ato e os limites dos acontecimentos parecem não existir dentro da narrativa. No entanto, falta algum equilíbrio rítmico, a noção de onde o enredo quer chegar e, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Conseguindo imprimir uma velocidade frenética, com o uso intenso de câmera lenta para ações ágeis, que dão a impressão de que os fatos estão aumentados, <strong><em>Eu Me Importo</em></strong> estabelece seu tom desde os seus primeiros minutos de exibição. Pautado na ironia e no humor ácido, as peripécias de suas personagens se estendem a cada ato e os limites dos acontecimentos parecem não existir dentro da narrativa. No entanto, falta algum equilíbrio rítmico, a noção de onde o enredo quer chegar e, principalmente, consciência do instante certo de terminar a história.</p>
<p>Dirigido e roteirizado por J Blakeson (<em>A 5ª Onda</em>), o filme, por um lado, consegue criar uma suspensão, com <em>plot twists</em> e um jogo de gato e rato entre a protagonista, Marla Grayson (Rosamund Pike, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-garota-exemplar/"><em>Garota Exemplar</em></a>), e o antagonista, Roman Lunyov (Peter Dinklage, <em>Game of Thrones</em>). Estas estratégias podem prender o espectador, mas, do outro, as constantes reviravoltas, o pouco tempo de desenvolvimento das personagens, a ausência de respiros e os artifícios da trilha – que dita o tom com seu <em>tecno</em> de dinâmica desenfreada-, e algumas cenas soltas. Um exemplo desta frouxidão são as diversas sequências de Marla fazendo exercício, que  não contribuem para a trama, mas devem ter ficado por dar uma <em>vibe</em> <em>cool</em> para a produção, com luzes coloridas piscando e bastante <em>slow motion</em>.</p>
<p>Estas características tornam <strong><em>Eu Me Importo </em></strong>enfadonho, em algumas partes, principalmente quando ele chega em sua metade e parece não caminhar para lugar algum. Além disso, existe uma sensação de que a obra se divide em duas. Até o início do terceiro ato, veem-se todos estes elementos visuais e sonoros já citados (slow, tecno, luzes coloridas) e a premissa principal sendo vivenciada: a do trabalho de Marla, as audiências que ela precisa ir, o embate com sua nova “cliente”, Jennifer – uma Dianne Wiest coesa, mas que não terá tanto espaço nesta crítica, pois sua personagem é deixada de lado por Blakeson abruptamente. Em seguida, toda a atmosfera construída se esvai.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13810" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/UVKAL2OVVSF7DO3DJXPIVOFH2I.jpg" alt="Eu Me Importo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/UVKAL2OVVSF7DO3DJXPIVOFH2I.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/UVKAL2OVVSF7DO3DJXPIVOFH2I-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/UVKAL2OVVSF7DO3DJXPIVOFH2I-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/UVKAL2OVVSF7DO3DJXPIVOFH2I-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Primeiro, a estética fica um tanto mais crua, temperaturas e movimentações de câmera são mais neutros. Segundo, o público é sufocado de reviravoltas até o derradeiro segundo de exibição e se antes o desenvolver do enredo parecia frágil, ele desaparece. Chega até a ser cômico a quantidade de momentos que parecem o final, sem que a projeção termine enfim. Para piorar este incômodo, J Blakeson selecionou uma finalização covarde, cheia de moral e punição. A cereja do bolo vem do fato de Marla, que tem uma namorada, entrar para a lista de mulheres não heterossexuais da ficção que possuem um desfecho trágico. É uma junção infeliz de fatores!</p>
<p>O que retira um pouco do sabor amargo de <strong><em>Eu Me Importo</em></strong> é lembrar da interpretação de Rosamund Pike. Pensando nos detalhes de sua construção, Pike mede cada respiração, pausa e olhar direcionado para seus colegas de cena. Corporalmente, ela traz um tônus para sua Marla e um andar retilíneo, típico de uma pessoa controladora. Para evocar movimentos mais circulares e mostrar certa fragilidade há o uso do vaporizador. Este objeto revela as suas ansiedades e inquietações, deixando Marla mais humana e menos plana.</p>
<p>No geral, a obra possui um potencial. A sua concepção traz aspectos positivos, um zelo imagético e uma aparente busca por uma elaboração de universo ficcional cuidadosa. Ainda que falhe na regularidade rítmica e narrativa, vale ver por apresentar sequências emocionantes e ser majoritariamente divertido.</p>
<p><strong>Direção:</strong> J Blakeson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Rosamund Pike, Peter Dinklage, Eiza Gonzalez, Dianne Wiest, Chris Messina</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/DjovwjAVD_o" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Mula</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2019 22:11:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Mula]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Clint Eastwood retorna aos cinemas mais uma vez com um trabalho de direção que compõe a sua longa gama de sucessos, como Sobre Meninos e Lobos, Menina de Ouro, Gran Torino e Sniper Americano. Em A Mula, ele também atua como o protagonista da trama que fala sobre velhice e o tempo perdido. Earl (Clint Eastwood) é um homem com mais de 80 anos que vive sozinho, depois de decepcionar todo sua família com sua dedicação exclusiva ao trabalho. Ele [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Clint Eastwood retorna aos cinemas mais uma vez com um trabalho de direção que compõe a sua longa gama de sucessos, como <em>Sobre Meninos e Lobos</em>, <em>Menina de Ouro</em>, <em>Gran Torino</em> e <em>Sniper Americano</em>. Em <strong><em>A Mula</em></strong>, ele também atua como o protagonista da trama que fala sobre velhice e o tempo perdido.</p>
<p>Earl (Clint Eastwood) é um homem com mais de 80 anos que vive sozinho, depois de decepcionar todo sua família com sua dedicação exclusiva ao trabalho. Ele era um produtor de flores de sucesso, até que a internet mudou o negócio de vendas e Earl não acompanhou o processo. Falido e quase perdendo a casa, Earl vê uma oportunidade de trabalho como motorista que pode te ajudar a recuperar tudo, inclusive o contato com a família. Ele passa, então, a ser um transportador de drogas para um cartel mexicano.</p>
<p>A idade é um elemento importante da trama desde o começo. Este é o primeiro trabalho de direção e atuação de Clint desde <em>Gran Torino</em> (2008). Em pouco mais de uma década, Clint agora ocupa muito mais um lugar de idoso do que anteriormente. Então é inteligente a sua decisão de fazer um bom uso deste elemento no roteiro do longa. A velhice é um fator, mas não é limitante para Earl, que leva uma vida normal e sem ajuda. Além de morar sozinho, ele dirige, resolve os próprios problemas e tem a vida sexual ativa.</p>
<p>A medida que a trama evolui, com Earl adentrando cada vez mais no mundo de entregas do cartel, vai ficando claro o quanto ele consegue cativar as pessoas ao seu redor. Logo os traficantes já se tornam seus confidentes, o ajudam a entender melhor um <em>smartphone</em>, enquanto ele conversa e aconselha sobre a família. Ele vai criando uma sensação de pertencimento àquela nova realidade, uma vez que julga ter estragado todas as suas chances com sua família original (esposa, filha e neta).</p>
<p>É esta simpatia, por sinal, que faz a história funcionar. Earl se torna a melhor mula do cartel justamente por não despertar o interesse dos investigadores e por ter um estilo muito tranquilo de entrega da mercadoria. Ele acaba despistando com facilidade o agente Bates (Bradley Cooper), que conversa com ele enquanto segue para prender um suspeito por engano.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9943" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2902111.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Mula" width="610" height="348" /></p>
<p>O drama é pontuado recorrentemente com humor, principalmente o sarcástico. Clint faz piada não apenas de sua idade, como da diferença das realidades atuais e de outrora. Esta &#8220;atualização&#8221; (por assim dizer) confere uma aproximação ainda maior ao espectador, que vai criando sentimentos sinceros pelo protagonista. Earl quer realmente mudar seu comportamento com a família e tentar recuperar qualquer conexão emocional que possa ainda existir.</p>
<p>É este espaço para autocrítica de Eastwood que faz dele um grande diretor. Ele utiliza seu estilo de direção e composição de cenas a favor da trama e dos personagens, enquanto passeia pelo humor ácido e sarcástico de alguns diálogos. O diretor efetivamente tem o respaldo criativo para conduzir a história desta forma e o faz muito bem. Além disso, nos presenteia com uma grande atuação, criando um protagonista cheio de conflitos, medos e certezas.</p>
<p>Mesmo com o foco totalmente no protagonista, temos nomes de peso no elenco, como Laurence Fishburne, Michael Peña, Dianne Wiest e Andy Garcia. Todos compõe a trama e dão embasamento para a condução do principal. A filha de Earl, inclusive, é interpretada por Alison Eastwood, filha de Clint na vida real. Destaque ainda para Bradley Cooper, que não tem lá tanta importância quanto poderia, mas o personagem vai crescendo a partir da metade do longa e ganhando força.</p>
<p><em><strong>A Mula</strong></em> é o tipo de filme que merece a apreciação do público não apenas pela história &#8211; que é bem interessante, sim &#8211; mas pela atuação e direção de Clint Eastwood, que continua forte e preciso. Não é seu melhor trabalho da carreira, mas com certeza vai agradar a todos.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MvD6O31R32g" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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