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	<title>Arquivos Demián Salomón - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Mal que nos Habita</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jun 2024 00:05:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Mal que nos Habita tem uma trajetória que &#8220;desestabiliza&#8221; a circulação dominante de obras audiovisuais ao colocar o terror argentino no centro das discussões sobre um gênero cinematográfico ainda dominado por produções estadunidenses. Sem o menor pudor em se assumir enquanto filme de terror, inclinando-se para o gore e não furtando-se de recursos como os famosos jump scare, O Mal que nos Habita Demián Rugna teve uma grande popularidade fora do país e promete ver sua fama aumentar no Brasil com a sua chegada ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>O Mal que nos Habita</em></strong> tem uma trajetória que &#8220;desestabiliza&#8221; a circulação dominante de obras audiovisuais ao colocar o terror argentino no centro das discussões sobre um gênero cinematográfico ainda dominado por produções estadunidenses. Sem o menor pudor em se assumir enquanto filme de terror, inclinando-se para o gore e não furtando-se de recursos como os famosos jump scare, <em>O Mal que nos Habita </em>Demián Rugna teve uma grande popularidade fora do país e promete ver sua fama aumentar no Brasil com a sua chegada ao catálogo da Netflix após uma breve passagem pelas salas de cinema.</p>
<p>O longa conta a história de uma comunidade rural argentina amaldiçoada por um espírito maligno que contamina tudo aquilo que toca a partir do instante em que um homem infectado pelo demônio não foi liberto dessa maldição. A partir desse evento, estranhas situações acontecem na região, o que incluem animais aparentemente dóceis atacando violentamente as pessoas e cidadãos dados como mortos surgindo como zumbis vagando pelas estradas.</p>
<p>Um dos maiores méritos de <strong><em>O Mal que nos Habita</em></strong> é a direção de Damián Rugna. O diretor consegue sustentar a atmosfera de inebriante temor que toma conta do público e dos personagens. Há uma sensação constante de imprevisibilidade pelo destino dos protagonistas e Rugna não poupa o espectador de imagens que chocam pela brutalidade, funcionando todas para dimensionar uma situação que foge ao controle dos seus personagens humanos, é como se todos descessem a um inferno e ficassem à mercê de forças poderosas que estão além da intervenção humana. Há uma atmosfera febril de pânico e sufocante horror que inebria a história em ascendente.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18333" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-3-2.png" alt="O Mal que nos Habita" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-3-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-3-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image-3-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa também é marcado por um ótimo trabalho em departamentos técnicos e artísticos exemplares em áreas como efeitos visuais e maquiagem, contribuindo bastante para a imersão do espectador em uma trama cujo horror se alastra em uma crescente. Há destaques como o camponês possuído pelo demônio que tem sobrepeso e um corpo cheio de feridas ou mesmo todas as sequências que envolvem ações violentas como o cão que ataca algumas personagens da história ou a mãe-zumbi que devora um corpo. Tudo isso é tão bem aplicado e serve tão bem à história &#8211; e não à vaidade dos seus realizadores- , só eleva o êxito de <strong><em>O Mal que nos Habita</em></strong>.</p>
<p><strong><em>O Mal que nos Habita</em></strong> é uma amostra de como as cinematografias fora do eixo-hollywoodiano podem expandir suas possibilidades para além do drama e ter resultados superiores a tantos enlatados estadunidenses que ganham popularidade em nosso país com pouquíssima resistência, mas que muitas vezes não merecem a bilheteria que têm. Demián Rugna demonstra extrema habilidade no domínio das marcas do gênero e faz um filme que sabe gerar calafrios e não tem receio de ser extremo em suas decisões.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Demián Rugna</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Ezequiel Rodríguez, Demián Salomón, Silvina Sabater</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/dEj3wCHsp-8?si=B7wmoomhr51Yq0eN" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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