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	<title>Arquivos David Harbour - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos David Harbour - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Thunderbolts*</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2025 12:59:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o final da Saga do Infinito com a estreia de Vingadores: Ultimato (2019), o Universo Cinematográfico Marvel (MCU) não tem tido bons resultados em suas produções. A Saga do Multiverso começou bem com WandaVision (2021), mas logo em seguida começou a se perder pela quantidade de produções e pelos questionamentos sobre sua qualidade. De lá para cá, poucas coisas fizeram sucesso suficiente para convencer o público geral sobre a nova fase da Marvel Studios, assim como não renderam boas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o final da Saga do Infinito com a estreia de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato (2019)</em></a>, o Universo Cinematográfico Marvel (MCU) não tem tido bons resultados em suas produções. A Saga do Multiverso começou bem com <em>WandaVision (2021)</em>, mas logo em seguida começou a se perder pela quantidade de produções e pelos questionamentos sobre sua qualidade. De lá para cá, poucas coisas fizeram sucesso suficiente para convencer o público geral sobre a nova fase da Marvel Studios, assim como não renderam boas bilheterias. 2025, no entanto, chegou com a promessa de ser esse novo momento, iniciado com a estreia de <em><strong>Thunderbolts</strong></em>.</p>
<p>A promessa é de que o novo longa-metragem do MCU, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (1º), seja diferente de tudo que a Marvel já fez. Mas será que é mesmo? <em><strong>Thunderbolts </strong></em>traz a comicidade e a ação esperada de um projeto da franquia, tem as referências a algumas das histórias pregressas que costuram eixos narrativos do filme e se baseiam em alguns personagens já conhecidos dos fãs. Até então, uma estrutura bem básica e comum para o estúdio. Há, contudo, um olhar mais voltado para a construção dos personagens nesse longa do que em outros.</p>
<p>A costura de <em><strong>Thunderbolts </strong></em>é feita a partir justamente da relação desse grupo disfuncional de criminosos anti-heroicos. Isso por si só já é um elemento um pouco diferente do comum por tornar o novo projeto da Marvel guiado por personagens e não pelo problema. Ainda assim, não é como se fosse a primeira vez que isso é feito e nem é a vez mais bem trabalhada. A produção traz um pouco mais de camadas do que é usual nas dinâmicas narrativas do MCU, mas ainda deixa muito a desejar, especialmente quando pensamos no cerne que move as figuras centrais da história.</p>
<p>O roteiro de Eric Pearson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-viuva-negra/"><em>Viúva Negra</em></a>, de 2021) e Joanna Calo (<em>Rixa</em>, de 2023) se esforça para desvendar um pouco mais das nuances psicológicas dos personagens, especialmente de Yelena e Bob (interpretados, respectivamente, por Florence Pugh e Lewis Pullman). Mesmo com essa preocupação clara, ainda é pouco para o que a narrativa escancara como dilema moral e pessoal para essas personagens. No caso de Yelena e Bob, eles têm claramente indicativos de ansiedade e depressão e isso, ainda que posto, segue na superfície, diante do que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> se propõe a ser.</p>
<figure id="attachment_19409" aria-describedby="caption-attachment-19409" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19409" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-750x500.jpg" alt="Thunderbolts* (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Thunderbolts-2.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19409" class="wp-caption-text">Cena de &#8216;Thunderbolts* (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Quando um filme tem como vilão esse vazio que nos corrói por dentro, é preciso que o projeto mergulhe de cabeça num drama existencial e psicológico. O filme até tenta elencar momentos-chave para debater de forma mais aprofundada esses elementos, mas não tem a força suficiente para isso. A sensação é que <em><strong>Thunderbolts </strong></em>varia de uma comédia ácida da relação disfuncional desses ex criminosos para um drama existencial sensível e delicado que nunca se concretiza de forma plena.</p>
<p>E eis que este é o maior problema de produzir histórias hoje em dia para o MCU. Há muito o que se comparar. Já foram mais de 20 filmes e mais de 10 séries e minisséries e é inevitável que o público esteja cansado de ver as mesmas histórias com roupagens diferentes. Além da repetição, o Universo Compartilhado Marvel sofreu muito com esse excesso de produções nos primeiros anos da Saga do Multiverso, o que reverbera até hoje &#8211; e <em><strong>Thunderbolts</strong></em> não consegue sair ileso disso. A fórmula de sucesso da Marvel não parece fazer tanto sentido como em sua primeira década.</p>
<p>Diante de tudo isso, ainda há o fator do controle criativo. Kevin Feige é essa figura que representa a Marvel Studios e todo o seu controle criativo. O plano de comando do MCU, liderado por Feige, por mais que diga o contrário, não permite extrapolações de verdade. Seja por medo de não agradar ou por acreditarem que há limites para os tipos de produções dentro do emblema do MCU, a Marvel não dá liberdade criativa de verdade para seus realizadores. E, das poucas vezes que deu &#8211; como em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos (2021)</em></a> -, o público mais radical destruiu as obras com críticas. E, com todo esse cenário, é claro que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> acaba sendo castrado criativamente também.</p>
<p>Apesar dessas questões, o longa de fato é mais interessante do que muitos dos últimos filmes lançados nos últimos anos. Mesmo que na superfície, os dramas psicológicos dos personagens permitem que o elenco tenha uma interação positiva que entretém e enriquece as cenas com a química evidente. Intérpretes como Florence (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/"><em>Duna: Parte 2</em></a>, de 2024) e Sebastian Stan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-aprendiz/"><em>O Aprendiz</em></a>, de 2024) ajudam a dar um fôlego a mais para a história, mesmo com todos os problemas que a rodeiam. No fim, apesar dos esforços do elenco e roteiro, ainda falta mais densidade nas camadas desses personagens e desse projeto que é guiado por personagem para que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> fosse tudo o que podia &#8211; e se propõe narrativamente a &#8211; ser.</p>
<p>Jake Schreier (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-cidades-de-papel/"><em>Cidades de Papel</em></a>, de 2015) parece querer deixar a sua marca como cineasta no novo longa da Marvel, mas ele também sofre com esse controle criativo sob o cabresto. O diretor, ao lado dos roteiristas, tenta criar um pouco mais de nuances para diferenciar esse projeto dos demais. Para muitos, a missão provavelmente terá sido cumprida por fugir levemente dessa fórmula estanque do MCU. No entanto, basta um olhar mais atento e fica perceptível que ainda falta muito para que <em><strong>Thunderbolts</strong></em> alcance o potencial que poderia. Todos esses dilemas giram em torno do controle criativo que poda e afunda a Marvel cada vez mais nessa areia movediça que ela mesmo entrou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jake Schreier</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Florence Pugh, Sebastian Stan, Wyatt Russell, Olga Kurylenko, Lewis Pullman, Geraldine Viswanathan, David Harbour, Hannah John-Kamen e Julia Louis-Dreyfus</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/4pgrNd79cnk?si=69PYf2jwVDDhxo1W" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Noite Infeliz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Dec 2022 15:21:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O ideário sobre a figura do Papai Noel já foi subvertido diversas vezes no cinema. De cara, a gente pode lembrar de Papai Noel às Avessas de 2003 que trazia Billy Bob Thornton como um vigarista disfarçado do bom velhinho, rendendo cenas que contrariam a esperada boa conduta de Noel. Noite Infeliz brinca um pouco com a noção que temos do Papai Noel para apresentá-lo ao público como um autêntico protagonista de filme de ação, sendo um longa que consegue [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O ideário sobre a figura do Papai Noel já foi subvertido diversas vezes no cinema. De cara, a gente pode lembrar de Papai Noel às Avessas de 2003 que trazia Billy Bob Thornton como um vigarista disfarçado do bom velhinho, rendendo cenas que contrariam a esperada boa conduta de Noel. <em><strong>Noite Infeliz</strong></em> brinca um pouco com a noção que temos do Papai Noel para apresentá-lo ao público como um autêntico protagonista de filme de ação, sendo um longa que consegue propor muito bem uma abordagem irônica aos valores cristãos pregados na data sem afastar o otimismo e o <em>feel good</em> que um exemplar do gênero costuma legar às plateias.</p>
<p>A comédia de ação dirigida por Tommy Wirkola (de Zumbis na Neve, Onde está Segunda? e João e Maria: Caçadores de Bruxas) investe pesado no teor violento das suas cenas, na brutalidade da sua ação, mas não esquece de contemplar toda sorte de motes temáticos que costumamos ver em filmes natalinos. A diferença é que <em><strong>Noite Infeliz</strong></em> consegue encontrar um equilíbrio nas &#8220;doses de açúcar&#8221; dos filmes de Natal ao conduzir de forma orgânica e gradual suas emoções. A família apresentada no longa não é aquela do comercial de margarina, na verdade, ninguém se suporta na casa dos ricaços Lightstone, e Noel também não é aquela figura bondosa e paciente, na verdade, ele se encontra bastante cansado de todo o rito de entregar presentes no Natal. Contudo, quando eles se deparam com o perigo representado pela gangue liderada pelo personagem de John Leguizamo, esses personagens passam a cooperar em um plano de ação e todos se reconectam com os valores natalinos, inclusive Noel.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16189" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5405306.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Noite Infeliz" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5405306.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5405306.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5405306.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/5405306.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><em><strong>Noite Infeliz</strong></em> trata esse ideário natalino com um certo cinismo, mas não chega a ser um filme anti-Natal, o que faz dele um trabalho ainda mais interessante e bem-sucedido nessa leva atual de longas com a temática. <em>Noite Infeliz</em> transforma o Papai Noel em uma espécie de John McClane, personagem de Bruce Willis em Duro de Matar. Na pele do personagem, David Harbour, mais conhecido por seu trabalho na série Stranger Things, se dedica à fisicalidade do trabalho, mas faz tudo de forma bastante crível, conferindo até mesmo uma certa falibilidade no desempenho do seu personagem nas lutas &#8211; inclusive, o Noel &#8220;enferrujado&#8221; para a briga chega a apanhar bastante dos bandidos. O Noel do filme não é um homem comum disfarçado do personagem, mas a própria figura mágica do Natal, que, no longa, assumiu um posto de guerreiro, porém tudo parece ter ficado em um passado distante que vem à tona justamente com os eventos do filme. Assim, o Papai Noel de Noite Infeliz é uma espécie de brucutu rabugento de coração mole. Nesse contexto, David Harbour nunca deixa de perder a simpatia do público e, consequentemente, a adesão deste com a sua jornada de reencontro com sua própria essência e sua reconexão com o sentido do Natal. .</p>
<p>O filme de Tommy Wirkola também soa como uma versão Esqueceram de Mim para maiores de 18 anos na medida em que a garota Trudy, interpretada por Leah Brady, tem uma grande importância nos planos de Noel de eliminar o grupo de criminosos que fazem a família dela refém. Inclusive, a personagem cita o filme de Chris Columbus e claramente se inspira nos planos de Kevin (Macaulay Culkin) para se livrar da dupla Harry (Joe Pesci) e Marv (Daniel Stern), já que, assim como eles, a gangue do bandido interpretado por John Leguizamo viola a residência de sua família no Natal. A diferença é que em <strong><em>Noite Infeliz</em> </strong>há um teor a mais de sadismo e violência gráfica do que em Esqueceram de Mim, claro.</p>
<p><em><strong>Noite Infeliz</strong></em> é um filme inusitado para o Natal, recorrendo de maneira interessante às marcas das histórias dessa época. O longa ironiza o espírito natalino e os ritos da festa, mas não a ponto de ser um panfleto contra o Natal, pelo contrário, o celebra o tempo inteiro na sua comédia de ação repleta de inspirações. Bem-sucedido nessas frentes, o longa ainda traz no protagonismo a figura simpática, humana e letal do Noel de David Harbour, um ator que &#8220;cai como uma luva&#8221; no propósito do projeto de contemplar violência e ternura em um bom entretenimento para a temporada de festas de final de ano.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Tommy Wirkola</p>
<p><strong>Elenco:</strong> David Harbour, John Leguizamo, Alex Hassell, Alexis Louder, Beverly D&#8217;Angelo, Edi Patterson, Cam Gigandet, Brendan Fletcher</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/yI1ahiVe448" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Viúva Negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jul 2021 23:23:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A chegada da quarta fase do Universo Cinematográfico Marvel (MCU*) trouxe consigo uma expectativa sobre as novas produções anunciadas. Com a estreia de seus seriados, exibidos pela plataforma Disney Plus – como Wandavision e Falcão e o Soldado Invernal –, este frisson ficou ainda maior para Viúva Negra. Isto porque nas séries do MCU, o público encontrou uma mescla de ação, com aprofundamento das personagens, desenvolvimento narrativo e os momentos corretos de evocar a comicidade. Ainda que possua longas que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A chegada da quarta fase do Universo Cinematográfico Marvel (MCU*) trouxe consigo uma expectativa sobre as novas produções anunciadas. Com a estreia de seus seriados, exibidos pela plataforma Disney Plus – como <em>Wandavision</em> e <em>Falcão e o Soldado Inverna</em>l –, este frisson ficou ainda maior para <strong><em>Viúva Negra</em></strong>. Isto porque nas séries do MCU, o público encontrou uma mescla de ação, com aprofundamento das personagens, desenvolvimento narrativo e os momentos corretos de evocar a comicidade.</p>
<p>Ainda que possua longas que fogem desta lógica – por exemplo, os ótimos<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-pantera-negra/"><em> Pantera Negra</em></a> e<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-guerra-infinita/"><em> Vingadores: Guerra Infinita</em></a> –, o mais comum das obras do MCU é uma falta de ajuste em um ou mais de um destes elementos, contribuindo para a construção de uma qualidade mediana, na maioria de seus resultados trazidos para o cinema. Tudo isto é preciso ser pensado ao se analisar a nova estreia deste Universo Cinematográfico: <strong><em>Viúva Negra</em></strong>. Após 13 anos como coadjuvante, após a sua morte em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>, Nastasha Romanoff (Scarlett Johansson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>) ganha, finalmente, uma sequência solo, na qual o espectador se depara com uma história que se passa antes mesmo de <em>Guerra Infinita</em>, logo após <em>Guerra Civil</em>. Ou seja, obviamente, ela ainda estava viva.</p>
<p>Dois parecem ser os objetivos aqui. O primeiro é contar sobre a vida pregressa de Natasha, em 1995, quando ela fazia parte de um disfarce para dois agentes russos, Alexei (David Harbour, <em>Stranger Things</em>) e Melina (Rachel Weisz, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-favorita/"><em>A Favorita</em></a>), para procurar registrar certo aprofundamento em sua trajetória. O segundo é apresentar Yelena Belova (Florence Pugh, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-midsommar-o-mal-nao-espera-a-noite/"><em>Midsommar &#8211; O Mal Não Espera a Noite</em> </a>), que também fazia parte desta missão, mas que era muito mais nova que Natasha, na década de 1990, e não compreendia que aquela não era sua família verdadeira.</p>
<p>Entre tentar humanizar Romanoff e passar o bastão para Belova, através de uma jornada cheia de explosões e embates, <strong><em>Viúva Negra</em></strong> apresenta os incômodos costumeiros do MCU. Apesar de contar com uma interação carismática do quarteto – e isto se dá muito mais pela qualidade dos trabalhos dos quatro atores do que do roteiro – há um desequilíbrio aqui. A começar pelo tom de humor que quebra instantes de investigação das relações. Vindo, principalmente, da figura de Alexei, as <em>gags</em> ainda interferem com a instalação de atmosfera de ação.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14318" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg.jpg" alt="Viúva Negra" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/PING-FILME-BLACK-WIDOW-2021-01.jpeg-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>As piadas em si não são exatamente a questão, mas os momentos selecionados para suas aparições é que acabam por romper com a continuidade da progressão da suspensão, que as cenas de ação quase conseguem construir e com os diálogos sobre os sentimentos das personagens. Este fator, na verdade, possui complicações bastante imbricadas, porque cada rumo narrativo que se inicia, vem seguido de uma virada de instalação climática. O maior exemplo, talvez, seja quando Alexei, Melina, Natasha e Yelena se reencontram.</p>
<p>Ali é quando o enredo mantém menos uma linha contínua, seja quando eles abordam o grande caso que pauta a aventura do filme, quando Melina e Nathasha dialogam a sós ou quando Alexei e Yelena têm um momento pai e filha. São essas idas e vindas que rompem com o estabelecimento lógico progressivo da trama. Além disto, o próprio mistério investigado é mal trabalhado. O ponto central é justamente que os conflitos são apresentados como difíceis de serem resolvidos, mas o desenlace é repleto de <em>plot twists</em> que facilitam as soluções demasiadamente, deixando uma sensação de que milagres irão saltar na tela e os quatro salvarão o dia de qualquer maneira.</p>
<p>No geral, é um longa ingênuo, pautado em obviedades do gênero, porém mais do que isso, que tem escolhas de roteiro tão fáceis – como quando Belova surge, repentinamente, e explode o helicóptero do vilão Dreykov (Ray Winstone, <em>Cats</em>) – que torna a sessão um tanto entediante. O que vale mesmo é ver a dinâmica da família que, mesmo trazendo as rupturas de fluidez, possuem um jogo de cena que empolga. Os olhares e movimentações dos atores podem deixar o público ansioso para ver como será que cada um dirá o próximo texto ou utilizará o corpo para realizar um caminhada ou uma luta. Dentro do que parece ser a concepção de <strong><em>Viúva Negra</em></strong>, Johansson, Pugh, Weisz e Habour convocam criatividade e presença cênica quando estão todos juntos ou em duplas, tornando a projeção cansativa em assistível.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Cate Shortland</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Scarlett Johansson, Florence Pugh, Rachel Weisz, David Harbour, Ray Winstone, Ever Anderson, Violet McGraw, O. T. Fagbenle, Olga Kurylenko, William Hurt</p>
<p>*MCU = Marvel Cinematic Universe.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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