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	<title>Arquivos David Cronenberg - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos David Cronenberg - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Casamento Sangrento: A Viúva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:44:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dar continuidade a uma história que deu certo e parece se encerrar em si é um risco. Ainda que hoje a expansão de universos seja uma prática comum pro cinema hollywoodiano, não deixa de ser uma escolha arriscada, especialmente no gênero do terror, onde as sequências costumam ser inferiores aos filmes originais. Parece que a Radio Silence entendeu essa dinâmica e fez seu dever de casa ao propor a continuação de Casamento Sangrento (2019). O desafio dessa decisão residia na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dar continuidade a uma história que deu certo e parece se encerrar em si é um risco. Ainda que hoje a expansão de universos seja uma prática comum pro cinema hollywoodiano, não deixa de ser uma escolha arriscada, especialmente no gênero do terror, onde as sequências costumam ser inferiores aos filmes originais. Parece que a Radio Silence entendeu essa dinâmica e fez seu dever de casa ao propor a continuação de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-casamento-sangrento-telecine-play/"><em>Casamento Sangrento (2019)</em></a>. O desafio dessa decisão residia na proposição de uma caçada ainda mais hercúlea para a protagonista vivida por Samara Weaving (<em>Pânico VI</em>, de 2023), em mais gore, sangue e o bom e velho humor ácido que os longas-metragens da produtora costumam ter. E foi assim que surgiu o hilário e cruel <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</p>
<p>Com estreia marcada no Brasil para esta quinta-feira (19), a sequência retoma exatamente de onde deixamos a personagem central para entendermos o quanto a sua vitória no esconde-esconde afetou algo maior do que a família Le Domas. Existe um Alto Conselho de famílias associadas ao senhor Le Bail e seu pacto que, por conta das regras dessa associação, devem disputar o trono do Conselho caçando Grace (Weaving) e sua irmã Faith (Kathryn Newton), que entra em cena para lutar por sua vida e resolver seu passado com a primogênita. Tudo isso, recheado de sangue, entranhas e muitas risadas nessa nova luta pela sobrevivência até o amanhecer em <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</p>
<h3>O estilo Olpin-Bettinelli/Gillett e a Radio Silence</h3>
<p>Imersos em sua fórmula de projetos, a dupla de diretores e fundadores da Radio Silence, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-abigail/"><em>Abigail</em></a>, de 2024), trazem renovação para seu primeiro grande sucesso por acreditarem no seu estilo. A junção Olpin-Bettinelli/Gillett é gerada de um tipo de horror específico. Claramente inspirado na essência da franquia Pânico (1996-2026), o humor é o grande aliado do terror em <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>. As nuances da direção podem ser percebidas e apreciadas no equilíbrio entre o riso e o pavor. É quando saímos de um momento de tensão tendo dado uma gargalhada, como uma válvula de escape para todo o temor visto em cena.</p>
<p>Matt e Tyler entendem o tempo do espectador, suas expectativas e, acima de tudo, eles sabem como <span style="font-weight: 400;">diverti-los</span> e isso é fácil da maneira mais simples possível: pensando no que os diverte nesse tipo de filme. A direção enaltece o exagero das cenas, dos planos, da música, da montagem e tudo o que é mais possível em cena. Seja para esticar ao máximo a tensão ou partir com ela para gerar um riso. Essa é a fórmula dos diretores e da produtora &#8211; e <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em> é só mais uma prova disso. É evidente que essas mesmas escolhas que abraçam uma parcela do público também afastam outra, mas Matt e Tyler decididamente estão fazendo seus filmes para um tipo de público. Eles querem encher as salas de cinema com quem, assim como eles, entra disposto a viver tudo o que o filme pode te proporcionar &#8211; do pior ao melhor.</p>
<p>Para abraçar de vez a proposta e as dificuldades da sequência, a direção precisaria de um roteiro que sustentasse os extremos e de um elenco de peso que daria fôlego para outra caçada. E assim foi feito. Retornando para o segundo longa estão Guy Busick e R. Christopher Murphy (responsáveis pelo antecessor) com ainda mais coragem para pirar nas esdrúxulas mortes, na estrutura da seita e na tênue linha entre horror e humor. Fica claro logo nos primeiros 10 minutos de filme que a escala cresceu consideravelmente para acompanhar não só a trama, mas o desejo de expandir e aumentar as possibilidades narrativas &#8211; especialmente as elaboradas mortes num hotel de campo luxuoso. <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva </strong></em>é a prova de que ainda é possível se fazer uma boa continuação. Aqui bastou uma parceria bem estabelecida, um estilo definido e um coletivo que acreditava na proposta criativa tanto do roteiro como da direção.</p>
<figure id="attachment_20515" aria-describedby="caption-attachment-20515" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-20515" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-750x500.jpeg" alt="Casamento Sangrento: A Viúva (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg-770x514.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20261.jpg.jpg.jpeg 1399w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20515" class="wp-caption-text">Samara Weaving e Kathryn Newton em cena de &#8216;Casamento Sangrento: A Viúva (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<h3>As <em>final girls</em></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para dar vida às novas provações hercúleas da sequência, Samara Weaving retorna ao seu papel, mas dessa vez está acompanhada na jornada mortal. Kathryn Newton (<em>Lisa Frankenstein</em>, de 2024) forma com Samara a dupla de <em>final girls</em> de <em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em>. A protagonista do antecessor já havia provado ter o fator X em si para ser uma protagonista num horror como este, mas o que o público não sabia é o quanto seria incrível a contracena entre ela e Kathryn. As duas têm uma química em cena arrebatadora. O <em>timing</em> cômico é parecido e ambas já haviam trabalhado com a Radio Silence em projetos pregressos, o que reforça as possibilidades de proposições criativas de ambos os lados. A decisão de trazer uma dupla para Grace foi acertada em cada detalhe e tudo foi feito com uma coerência narrativa que não apaga o sentido do arco narrativo do primeiro filme.</span></p>
<p>É impressionante como Weaving e Newton operam de forma similar em cena. O <em>casting</em> da irmã mais nova foi perfeito e mostra o olhar atento dos diretores ao trazer de volta <span style="font-weight: 400;">colaboradores</span> passados. Essa união rendeu momentos mais densos para as camadas emocionais da narrativa que, de fato, tenta tomar um tempo para falar sobre relações familiares &#8211; uma vez que agora os inimigos são poderosas famílias pactuadas com o senhor Le Bail. Dessa forma, o roteiro de <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span> oportunizou momentos emocionantes e diferentes do que o antecessor.</p>
<p>A dupla Weaving-Newton absorve a proposta da narrativa e coloca em outro lugar com olhares de cumplicidade, decepções do passado e o desespero da sobrevivência. Tanto a veterana da narrativa como a nova adição são responsáveis por protagonizar os momentos mais aterrados da história, relembrando que também existe espaço para esse tipo de camada aqui. Na verdade, a entrega individual das atrizes e sua troca em cena faz de <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span> uma continuação que supera o seu antecessor justamente por se permitir ir além em todos os aspectos &#8211; em especial o emocional.</p>
<figure id="attachment_20516" aria-describedby="caption-attachment-20516" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-20516" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-750x500.jpeg" alt="Casamento Sangrento: A Viúva (2026)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg-770x513.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Casamento-Sangrento-A-Viuva-20262.jpg.jpg.jpeg 1118w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-20516" class="wp-caption-text">Samara Weaving e Kathryn Newton em cena de &#8216;Casamento Sangrento: A Viúva (2026)&#8217;</figcaption></figure>
<h3>Novos inimigos, mesmo encosto</h3>
<p>Para povoar os horrores de Grace e sua irmã Faith, o roteiro constrói a ideia do Alto Conselho, formado por famílias poderosas ao redor do mundo que disputarão pelo comando, agora que Grace venceu os Le Domas. Essa regra raramente usada mexe com as estruturas do Conselho e vira a vida das irmãs de ponta cabeça poucas horas depois de todo o incidente do primeiro filme. Para dar vida aos novos monstros reais da personagem de Samara, o <em>casting</em> acertou mais uma vez ao trazer esse elenco para formar os novos &#8216;caçadores&#8217;. Ainda que o inimigo agora seja outro, <span style="font-weight: 400;"><em><strong>Casamento Sangrento: A Viúva </strong></em></span>precisava manter o peso do elenco do longa anterior que deu forma à narrativa.</p>
<p>Para incorporar a nova cara dos horrores de Grace e Faith, a produção trouxe nomes conhecidos como Sarah Michelle Gellar (<em>Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado</em>, de 2025), Shawn Hatosy (<em>Inimigos Públicos</em>, de 2009),  Elijah Wood (<em>O Macaco</em>, de 2025) e o diretor de <em>body horror</em>, David Cronenberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-crimes-do-futuro/"><em>Crimes do Futuro</em></a>, de 2022), para a difícil missão de torná-los tão memoráveis quanto o elenco anterior. A escala do filme é maior em todos os sentidos (mortes, sangue, perseguições) e isso não é diferente com o tamanho do elenco. A direção e o roteiro conseguem, no entanto, dar pequenos momentos para que cada um deles brilhe. Sempre na hora certa, com o humor ácido afiadíssimo e seguido de mortes brutais e sangrentas, a marca registrada de <strong><em>C</em></strong><span style="font-weight: 400;"><em><strong>asamento Sangrento: A Viúva</strong></em></span>.</p>
<p>Além dos nomes mais conhecidos, outros atores como Néstor Carbonell (<em>Dinheiro Suspeito</em>, de 2026) e Kevin Durand (<em>Corra que a Polícia Vem Aí!</em>, de 2025) compõe essa história pintada à sangue. Os dois têm um peso para a comicidade e o gore que faz suas participações valerem ainda mais à pena. E também é preciso destacar duas duplas: os jovens Maia Jae (<em>Gen V</em>, desde 2023) e Juan Pablo Romero, que fazem os filhos do personagem de Carbonell, e Varun Saranga e Dan Beirne (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-priscilla/"><em>Priscilla</em></a>, de 2023). O quarteto faz parte do núcleo mais cômico da narrativa e leva isso com louvor. Cada um dos quatro carrega pelo menos uma das cenas mais hilárias do longa. Dessa forma, o elenco certo, com o roteiro necessário e a direção consciente fizeram desta uma continuação que vale a pena conferir na maior tela possível para que você se arrepie com a tensão e gargalhe com o humor afiado de <strong><em>C</em></strong><span style="font-weight: 400;"><em><strong>asamento Sangrento: A Viúva</strong></em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><strong>Direção: </strong>Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Samara Weaving, Kathryn Newton, Sarah Michelle Gellar, Shawn Hatosy, David Cronenberg, Elijah Wood, Néstor Carbonell, Kevin Durand, Olivia Cheng, Varun Saranga, Nadeem Umar-Khitab, Juan Pablo Romero, Masa Lizdek, Maia Jae, Daniel Beirne e Antony Hall</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/tpWh7NWRnJI?si=aty2SuLpGJSldk7j" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Crimes do Futuro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Aug 2022 22:07:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com pouca margem de dúvida, Crimes do Futuro é um dos trabalhos mais consistentes de David Cronenberg nas últimas décadas. O filme anuncia o retorno do realizador ao que se denomina como body horror da melhor forma possível. Interseccionando gêneros, o horror, o sci-fi e o noir, Crimes do Futuro é um longa que fala sobre tantas coisas que renderia páginas e mais páginas de análise tamanha a abrangência da obra: dor e sua relação com a criação artística, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com pouca margem de dúvida, <strong><em>Crimes do Futuro</em></strong> é um dos trabalhos mais consistentes de David Cronenberg nas últimas décadas. O filme anuncia o retorno do realizador ao que se denomina como body horror da melhor forma possível. Interseccionando gêneros, o horror, o sci-fi e o noir, <em><strong>Crimes do Futuro</strong></em> é um longa que fala sobre tantas coisas que renderia páginas e mais páginas de análise tamanha a abrangência da obra: dor e sua relação com a criação artística, a atração sexual pela aparência e pela interioridade, a forma como desafiamos os limites da natureza e dos nossos corpos por caprichos ou por assimilações de hábitos capitalistas etc.</p>
<p>O trabalho de fôlego de Cronenberg tem início quando nos apresenta um menino cujo comportamento preocupa a mãe. Instintivamente, ele procura objetos de plástico para se alimentar. Logo em seguida, em um outro espectro dessa mesma narrativa, somos apresentados a Saul Tenser (Viggo Mortensen) e Caprice (Léa Seydoux). A dupla de artistas performáticos é reconhecida por suas apresentações em mesas cirúrgicas, na qual Caprice narra e conduz em tom dramático a invasão ao corpo debilitado de Saul com objetos perfurantes.</p>
<p><em><strong>Crimes do Futuro</strong></em> está longe de ser um exercício vazio de gênero. É um longa que não usa expedientes de marcas do body horror ou do noir para o puro deleite dos entendidos cinéfilos. Nada é aleatório ou narcisista na imersão acertada do diretor pelos traços narrativos e estilísticos da tradição desses tipos específicos de história, o que só comprova a extrema habilidade do realizador de manipulá-las a propósitos definidos desde o princípio. <em>Crimes do Futuro</em> não é um exercício de vaidade, mas um projeto cinematográfico definido e defendido com inteligência e repertório por Cronenberg.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15767" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/57046cc7-a50f-428d-bdbd-c3c21b17a95a.jpg" alt="Crimes do Futuro" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/57046cc7-a50f-428d-bdbd-c3c21b17a95a.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/57046cc7-a50f-428d-bdbd-c3c21b17a95a-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/57046cc7-a50f-428d-bdbd-c3c21b17a95a-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/57046cc7-a50f-428d-bdbd-c3c21b17a95a-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O diretor cria de forma orgânica um universo com regras de conduta e linguagem próprias. Nada em <strong><em>Crimes do Futuro</em></strong> parece lembrar os protocolos da realidade que vivemos. Ao mesmo tempo, o filme aponta de maneira reiterada e crítica seus olhares para o que nós, do lado de cá da tela, estamos fazendo com a nossa experiência na Terra, sobretudo a forma como agredimos e transmutamos nossos corpos ao bel-prazer das necessidades de consumo e dos nossos caprichos, por quaisquer vias (arte, sexo, alimentação). Trata-se de um dos temas mais palpitantes da obra.</p>
<p>Os olhares das personagens de Viggo Mortensen e Léa Seydoux, ao mesmo tempo sensíveis por uma pretensa exterioridade, mas no fundo parte dessa engrenagem maluca exposta pelo diretor, são fundamentais para o desenrolar do discurso do filme sobre seus temas. Mortensen e Seydoux são os protagonistas ideais dessa história. Kristen Stewart também tem seus momentos como a burocrata deslumbrada pelo trabalho da dupla, assim como Scott Speedman que surpreende como um líder revolucionário. No entanto, fica evidente que o protagonismo dessa obra é de Cronenberg e sua capacidade de criar uma realidade tão peculiar e fascinante, distante e bizarramente próxima quanto aquela que é construída pelo filme.</p>
<p>A potência criativa alegórica de David Cronenberg tem uma das suas melhores formas em <strong><em>Crimes do Futuro</em></strong>, um filme que o tempo inteiro aproxima o grotesco e o horror da beleza, o prazer da dor, a destruição da criação. Cronenberg faz uma síntese poderosa da maneira limítrofe com a qual o ser humano conduz sua vida na Terra, a capacidade de se destruir por impulsos fúteis (mercantilistas, de prazer efêmero) e de contornar os problemas criados com isso através da criação artística e científica, se aproximando de um divino, que, por sua vez, também se impõe ao humano. Com o filme, o cineasta destaca como nossa experiência humana tem sido até aqui: destrutiva e caótica, mas, surpreendentemente, bela e dispersa na oferta de prazeres. É de um refinamento criativo intelectual e de uma disposição para a provocação cada vez mais rara de se ver com tamanha criatividade nas telas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Cronenberg</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Viggo Mortensen, Léa Seydoux, Kristen Stewart, Scott Speedman, Welket Bungué, Don McKellar, Tanaya Beatty, Nadia Litz</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/GMhe5So5KYA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Trailer comentado: Maps to the Stars, de David Cronenberg</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/trailer-comentado-maps-to-the-stars-de-david-cronenberg/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Apr 2014 01:53:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Atenção: Trailer contém cenas de violência e sexo Personagens desenhados com cores fortes e bizarramente sexualizados somados a ironia e violência de um diretor acostumado a lidar com o que existe de mais degradante, sujo e rídiculo na natureza humana. Esse é o terreno que promete cimentar as bases de Maps to the Stars, novo longa do diretor canadense David Cronenberg, um dos principais destaques entre os filmes em competição do Festival de Cannes 2014, e cujo trailer acaba de ser [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Atenção: Trailer contém cenas de violência e sexo</strong></p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/zy2Zk196uYM" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Personagens desenhados com cores fortes e bizarramente sexualizados somados a ironia e violência de um diretor acostumado a lidar com o que existe de mais degradante, sujo e rídiculo na natureza humana. Esse é o terreno que promete cimentar as bases de <em>Maps to the Stars</em>, novo longa do diretor canadense David Cronenberg, um dos principais destaques entre os filmes em competição do Festival de Cannes 2014, e cujo trailer acaba de ser disponibilizado na rede.</p>
<p>A peça publicitária nos apresenta aos personagens centrais do filme. Havana Segrand (Julianne Moore), uma atriz à beira de um colapso nervoso e que aspira interpretar um personagem que sua mãe viveu nos anos de 1960. Havana é paciente do Dr. Stafford (John Cusack) um psicoterapeuta de celebridades, pai de dois filhos. Uma delas é Agatha (Mia Wasikowska), uma piromaníaca que acaba de sair do hospital psiquiátrico e começa a se envolver  com um motorista de limosine aspirante a ator chamado Jerome (Robert Pattinson). O outro filho de Stafford é o jovem Benjie (Evan Bird), astro de uma série de TV cuja carreira é administrada com pulso firme pela mãe, Christina (Olivia Williams).</p>
<p>Logo o tom leve da apresentação cede lugar a atmosfera histriônica, boa parte dela conduzida por Havana, o que nos dá indícios de que esta será uma grande oportunidade para Julianne Moore. Segrand parece ser um daqueles papéis definidores na carreira de um ator e Moore precisava disso no cinema desde 2002, quando estrelou dois dos filmes mais importantes de sua carreira, <em>Longe do Paraíso </em>e <em>As Horas</em>.</p>
<p>A despeito do sucesso de <em>Minhas Mães e Meu Pai</em> e de ter conseguido todos os prêmios possíveis com o telefilme da HBO <em>Virada no Jogo, </em>Moore amargou por anos a fio o injusto destino reservado a atrizes maduras: papeis medíocres que não oferecem oportunidade alguma para mostrar um décimo do que ela pode mostrar em cena. Tudo o que Moore precisava era de uma oportunidade como a de <em>Maps to the Stars,</em> com um diretor como Cronenberg no comando. Ainda assim, é incerto o impacto que a ácida abordagem de Cronenberg  pode ter nos EUA, o que ameaçaria, por exemplo, qualquer possível candidatura da atriz aos principais prêmios da próxima temporada de premiações do cinema. No entanto, vale lembrar precedentes como o de Natalie Portman  em <em>Cisne Negro</em>. Havana é uma personagem que tem  semelhanças com a Nina do longa de Darren Aronofsky e grupos como a Academia de Hollywood adoram obras que falem sobre a arte e mais ainda aquelas que abordam o próprio ofício dos seus membros, o cinema. <em>Maps to the Stars </em>é justamente isso e Julianne Moore, com quatro indicações ao Oscar e nenhuma vitória no currículo pode ser uma candidata em potencial caso o filme consiga apoio em Cannes.</p>
<p>Há também indícios promissores para Mia Wasikowska, cuja personagem pode ser o elo de ligação entre todos os outros, e Olivia Williams, que vive a mãe do garoto Benjie.  No mais, os paralelos com <em>Cidade dos Sonhos</em><em>, </em>obra-prima de David Lynch, que aborda Hollywood de forma delirante e doentia são pertinentes, ainda que a abordagem de Cronenberg seja completamente diferente (para quem ainda não se ambientou, o realizador assina filmes como <em>Marcas da Violência </em>, <em>A Mosca </em>e <em>Crash &#8211; Estranhos Prazeres</em>). Havana e Benjie, ambos atores inseridos na indústria do entretenimento norte-americana vivem em suspenso, tendo delírios com fantasmas do passado. Já personagens orbitantes como o Dr. Stafford, Christina e Jerome parecem também no limite  por suas proximidades com esse mundo ou mesmo por tentar entrar na lógica dele (o caso de Jerome). Enfim, ao que tudo indica não sobrará pedra sobre pedra em <em>Maps to the Stars, </em>um filme que promete render muitas discussões em 2014!</p>
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		<title>Festival de Cannes 2014 anuncia a sua programação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Apr 2014 21:30:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[David Cronenberg]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cannes]]></category>
		<category><![CDATA[Nicole Kidman]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Os organizadores da 67ª edição do Festival de Cannes divulgaram nessa quinta-feira (17) a seleção oficial de filmes que serão exibidos no evento. Com júri presidido pela cineasta neozelandesa Jane Campion (O Piano) ainda a ser anunciado, o festival acontecerá entre os dias 14 e 25 de maio na Riviera Francesa. Ao todo, serão dezoito longas disputando a cobiçada Palma de Ouro, que no ano anterior foi para o drama francês Azul é a Cor mais Quente, de Abdellatif [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_633" aria-describedby="caption-attachment-633" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/phpThumb.php_.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-633 " src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/phpThumb.php_-620x358.jpg" alt="" width="620" height="358" /></a><figcaption id="caption-attachment-633" class="wp-caption-text">Cartaz da edição de 2014 do festival com o ator Marcello Mastroianni em &#8220;Oito e Meio&#8221;, de Federico Fellini. Arte de Hervé Chigioni e Gilles Frappier.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os organizadores da 67ª edição do Festival de Cannes divulgaram nessa quinta-feira (17) a seleção oficial de filmes que serão exibidos no evento. Com júri presidido pela cineasta neozelandesa Jane Campion (<em>O Piano</em>) ainda a ser anunciado, o festival acontecerá entre os dias 14 e 25 de maio na Riviera Francesa. Ao todo, serão dezoito longas disputando a cobiçada Palma de Ouro, que no ano anterior foi para o drama francês <em>Azul é a Cor mais Quente</em>, de Abdellatif Kechiche.</p>
<p>Veja abaixo as produções de maior destaque  nessa edição do festival, além da lista completa de filmes que estarão na disputa e fora da disputa em Cannes 2014:</p>
<figure id="attachment_634" aria-describedby="caption-attachment-634" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Nicole-in-Grace-of-Monaco-nicole-kidman-and-naomi-watts-aussie-bffs-33262384-960-498.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-634  " src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/Nicole-in-Grace-of-Monaco-nicole-kidman-and-naomi-watts-aussie-bffs-33262384-960-498-620x321.jpg" alt="" width="620" height="321" /></a><figcaption id="caption-attachment-634" class="wp-caption-text">Nicole Kidman encarna a princesa e musa de Hitchcock, Grace Kelly, em Grace de Mônaco: Longa terá a difícil tarefa de abrir as atividades do festival após enfrentar conflitos entre seus realizadores a respeito da montagem e ser criticado pelos herdeiros de Kelly.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Filme de abertura</strong><br />
<em>Grace de Mônaco</em> (Olivier Dahan)</p>
<p>Cannes foi o festival escolhido por Olivier Dahan (<em>Piaf &#8211; Um Hino ao Amor</em>) para exibir em primeira mão o aguardado <em>Grace de Monaco, </em>longa que contará um pequeno trecho da vida de Grace Kelly, princesa de Mônaco que abandonou Hollywood para se casar com o Príncipe Rainier III. O filme trará a passagem em que, já madura e alguns anos longe das telas, Kelly começa a ser cortejada pelo seu maior colaborador, o cineasta Alfred Hitchcock (com quem havia feito <em>Disque M para Matar</em>, <em>Janela Indiscreta </em>e <em>Ladrão de Casaca</em>), a retornar ao cinema com seu próximo filme, <em>Marnie &#8211; Confissões de uma Ladra</em>. Em meio a esse impasse, Kelly é pressionada pelo marido, que a quer do seu lado somente na função de esposa, e pela crise política vivida entre Mônaco e o governo francês.</p>
<p>Adiado em 2013 por impasses entre Dahan e o produtor norte-americano Harvey Weinstein a respeito da montagem do longa, <em>Grace de Mônaco </em>traz Nicole Kidman (<em>Segredos de Sangue</em>) no papel de Grace Kelly. O longa também tem enfrentado críticas da família de Grace que afirmou não aprovar a perspectiva que o filme pretende lançar sobre o casamento de Kelly e Rainier. <em>Grace de Mônaco </em>mostrará uma Kelly sufocada por um casamento que, apesar de ter seus momentos felizes, a privava de muitas coisas, entre elas atuar. O filme já tem distribuição garantida no Brasil, mas a sua data de estreia ainda é incerta por aqui.</p>
<figure id="attachment_635" aria-describedby="caption-attachment-635" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/file_177163_2_map-of-the-stars2.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-635 " src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/file_177163_2_map-of-the-stars2-620x313.jpg" alt="" width="620" height="313" /></a><figcaption id="caption-attachment-635" class="wp-caption-text">John Cusack, um dos protagonistas de Maps to the Stars, de David Cronenberg, um dos destaques dessa edição do festival: Longa enfrenta obstáculos para conseguir distribuidor devido a suas fortes cenas de violência e sexo.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entre os longas em competição, o grande destaque é <em>Maps to the Stars</em>, novo filme de David Cronenberg, que trará o olhar agudo do diretor sobre Hollywood e a cultura das celebridades  com um elenco encabeçado por Julianne Moore, John Cusack, Robert Pattinson e Mia Wasikowska . O filme acompanha a vida de dois jovens irmãos que têm suas vidas destruídas pela agressiva indústria cinematográfica norte-americana, mais especificamente, pela forma com que seus pais conduzem suas carreiras.</p>
<p>Além de Cronenberg, outros veteranos como Jean-Luc Godard (com o pequeno <em>Adieu au langage</em>), Atom Egoyan (com<em> The Captive</em>, que tem Ryan Reynolds e Rosario Dawson no elenco), Olivier Assayas (com <em>Clouds of Sils Maria</em>, com Juliette Binoche, Kristen Stewart e Chloe Grace Moretz), Ken Loach (com <em>Jimmy&#8217;s Hall</em>), Mike Leigh (com <em>Mr. Turner</em>) e os irmãos Jean-Pierre e Luc Dardene (com <em>Deux jours, une nuit</em>, com Marion Cotillard no elenco) estão garantidos na programação.</p>
<p>Outros destaques da seleção incluem o novo filme de Michel Hazanavicius, que fez sucesso em 2011 no Festival de Cannes e ganhou o Oscar de melhor diretor por <em>O Artista</em>. Dessa vez, ele estará no festival com <em>The Search</em>, longa protagonizado por sua musa de <em>O Artista </em>e esposa Bérénice Bejo e Annette Bening. O longa conta a história de uma mulher que trabalha em uma ONG e acaba desenvolvendo uma relação especial com um garoto da Chechênia. Quem também retorna ao festival é Tommy Lee Jones, que ganhou o prêmio de melhor ator em Cannes por <em>Três Enterros</em> em 2003, sua estreia na direção de longas-metragens. Jones apresentará <em>The Homesman</em>, <em>western</em> que dirige e protagoniza ao lado de Hilary Swank e que também traz Meryl Streep no elenco.</p>
<p>Cannes também receberá o diretor Bennett Miller e seu <em>Foxcatcher</em>, protagonizado por Channing Tatum, Steve Carell e Mark Ruffalo. Baseado em fatos reais, o filme traz a história de um vencedor olímpico de luta greco-romana e do assassinato de seu irmão por um homem diagnosticado com esquizofrenia.</p>
<p>Entre os estreantes na direção, Ryan Gosling, que já esteve no festival como ator apresentando os longas  <em>Drive </em>e <em>Namorados para Sempre</em>, trará<em> Lost River</em>, fantasia de terror na qual dirigiu Christina Hendricks, Saoirse Ronan e Eva Mendes. O filme será exibido fora de competição no evento. Também fora de competição oficial, esse ano, o Brasil estará representado através da parceria entre o cineasta alemão Wim Wenders e o brasileiro Juliano Ribeiro Salgado, com o documentário <em>The Salt of the Earth</em>, que homenageará o trabalho do seu pai, o fotógrafo Sebastião Salgado.</p>
<p>Como o festival é uma oportunidade para boa parte dessas produções fecharem acordos de distribuição com distribuidoras internacionais, a maioria delas ainda não tem estreia definida no Brasil, mas Cannes é sempre um bom prognóstico do que pode ser destaque no segundo semestre do circuito comercial e de arte internacional. Então é sempre interessante ficar antenado na repercussão desses longas no evento!</p>
<p>Confira a lista completa de filme selecionados para o festival abaixo:</p>
<p><strong>Em Competição</strong><br />
Adieu au langage (Jean-Luc Godard)<br />
The Captive (Atom Egoyan)<br />
Clouds of Sils Maria (Olivier Assayas)<br />
Foxcatcher (Bennett Miller)<br />
The Homesman (Tommy Lee Jones)<br />
Jimmy’s Hall (Ken Loach)<br />
La Meraviglie (Alice Rohrwacher)<br />
Leviathan (Andrei Zvyagintsev)<br />
Maps to the Stars (David Cronenberg)<br />
Mommy (Xavier Dolan)<br />
Mr. Turner (Mike Leigh)<br />
Saint Laurent (Bertrand Bonello)<br />
The Search (Michel Hazanavicius)<br />
Still the Water (Naomi Kawase)<br />
Timbuktu (Abderrahmane Sissako)<br />
Deux jours, une nuit (Jean-Pierre and Luc Dardenne)<br />
Wild Tales (Damian Szifron)<br />
Winter Sleep (Nuri Bilge Ceylan)</p>
<p><strong>Exibições especiais (fora de competição)<br />
</strong>Coming Home (Zhang Yimou)<br />
Como treinar o seu Dragão 2<br />
Les Gens du Monde (Yves Jeuland)</p>
<p><strong>Seleção UN CERTAIN REGARD (fora da competição oficial)<br />
</strong>Amour fou (Jessica Hausner)<br />
Bird People (Pascale Ferran)<br />
The Blue Room (Mathieu Amalric)<br />
Charlie’s Country (Rolf de Heer)<br />
Dohee-ya (July Jung)<br />
Eleanor Rigby (Ned Benson)<br />
Fantasia (Wang Chao)<br />
Harcheck mi headro (Keren Yedaya)<br />
Hermosa juventud (Jaime Rosales)<br />
Incompresa (Asia Argento)<br />
Jauja (Lisandro Alonso)<br />
Lost River (Ryan Gosling)<br />
Party Girl (Marie Amachoukeli, Claire Burger and Samuel Theis) (OPENER)<br />
Run (Philippe Lacote)<br />
The Salt of the Earth (Wim Wenders and Juliano Ribeiro Salgado)<br />
Snow in Paradise (Andrew Hulme)<br />
Titli (Kanu Behl)<br />
Tourist (Ruben Ostlund)</p>
<p><strong>Sessões de meia noite (fora de competição)<br />
</strong>The Rover (David Michod)<br />
The Salvation (Kristian Levring)<br />
The Target (Yoon Hong-seung)</p>
<p><strong>Sessões especiais (fora de competição)<br />
</strong>The Bridges of Sarajevo (vários diretores)<br />
Eau argentee (Mohammed Ossama)<br />
Maidan (Sergei Loznitsa)<br />
Red Army (Polsky Gabe)<br />
Caricaturistes – Fantassins de la democratie (Stephanie Valloatto)</p>
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