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	<title>Arquivos David Arquette - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos David Arquette - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Spree (HBO Max)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 May 2022 13:54:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O mundo hiperconectado da multiplicidade de telas e as consequências psicológicas da lógica da acumulação de fortunas pelos influenciadores digitais têm sido explorados com uma certa frequência por séries e filmes em tramas que oscilam entre a fantasia e uma incomoda verossimilhança. Spree é parte natural desse processo de assimilação da realidade da comunicação digital no nosso cotidiano pela ficção. O longa conta sua história de maneira engenhosa por intermédio do artifício que impulsiona sua temática, integrando nossos mecanismos de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo hiperconectado da multiplicidade de telas e as consequências psicológicas da lógica da acumulação de fortunas pelos influenciadores digitais têm sido explorados com uma certa frequência por séries e filmes em tramas que oscilam entre a fantasia e uma incomoda verossimilhança. <strong><em>Spree</em> </strong>é parte natural desse processo de assimilação da realidade da comunicação digital no nosso cotidiano pela ficção. O longa conta sua história de maneira engenhosa por intermédio do artifício que impulsiona sua temática, integrando nossos mecanismos de audiovisualizar o cotidiano (celulares, câmeras de segurança, players de YouTube) para contar a história de um influenciador digital frustrado que usa seu atual emprego de motorista de aplicativo para dar o seu &#8220;tiro de misericórdia&#8221; em busca de seguidores, likes e views: ele transmitirá em tempo real o assassinato de alguns dos seus passageiros.</p>
<p>Através de um protagonista que gradualmente se revela como um perigo para a sociedade, o longa escrito e dirigido por Eugene Kotlyarenko critica o vazio existencial e os efeitos psicológicos da perseguição por métricas na web. No entanto, o mais instigante desse longa, apontado por alguns como uma espécie de Psicopata Americano dos nossos tempos &#8211; e as comparações são bastante pertinentes já que, tal qual o personagem de Christian Bale no filme de 2000, temos contato com um protagonista de natureza doentia e que representa um perigo para a sociedade &#8211; é a maneira interessante como filme incorpora a lógica das múltiplas telas na construção da sua narrativa.</p>
<p>Imagens horizontais e verticais, multiplas perspectivas que dividem uma mesma tela representada por stories ou lives de Instagram, câmeras de segurança e perfis no Twitter ou rotas do aplicativo <strong><em>Spree</em> </strong>que dá título ao filme, um similar do Uber, dá a <strong><em>Spree</em> </strong>uma verve contemporânea de narrativa audiovisual, mas nenhum desses recursos soa como supérfluo. O longa de Eugene Kotlyarenko sabe, como poucos títulos que utilizaram esse recurso, se apropriar da gramática da realização e consumo de audiovisual na web para contar sua história de horror contemporâneo. <strong><em>Spree</em> </strong>tem uma lógica engenhosa de montagem que sabe aproveitar cada uma dessas possibilidades de registro audiovisuais, tornando o aparato evidente e determinante para o comportamento dos seus personagens, que, claramente se transformam quando percebem a sua presença e que existe público para seus atos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15495" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/GAC_Spree3.jpg" alt="Spree" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/GAC_Spree3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/GAC_Spree3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/GAC_Spree3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/GAC_Spree3-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Conforme o protagonista Kurt Kunkle vai colocando em prática seu experimento online (e aquele apresentado em Nerve vai soando &#8220;fichinha&#8221; perto desse aqui), o ator Joe Keery conduz esse sujeito a um estágio incontrolável de loucura. O intérprete do Steve Harrington de Stranger Things tem um desempenho impressionante nesse filme lidando muito bem com a instabilidade emocional do protagonista, um sujeito despreparado para as negativas da vida, criado em um lar completamente disfuncional, e que, gradualmente, vai perdendo a sua humanidade e se tornando uma ameaça assustadora para as figuras que encontra pelo caminho. Nem mesmo o pai do protagonista interpretado por David Arquette escapa da loucura do digital influencer.</p>
<p>O tom de <strong><em>Spree</em> </strong>é exageradamente elevado. Os passageiros de Kurt são figuras ausentes de qualquer simpatia, a maioria representa o que existe de pior na nossa sociedade (e na internet, claro). Assim como Kurt, todos agem como se estivessem entorpecidos pela fama online. O tom elevado é típico da sátira que <strong><em>Spree</em> </strong>propõe. No entanto, vivemos em uma realidade no qual sátiras como esta e a tão afamada Black Mirror se aproximaram tanto da nossa sociedade que o que vemos é uma imagem espelhada e ela assusta. <strong><em>Spree</em> </strong>sabe narrar muito bem esse conto de horror contemporâneo no limite entre a ironia, a crítica e o pavor que toda essa lógica de sociabilidade digital tem legado para nossa realidade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Eugene Kotlyarenko</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Joe Keery, Sasheer Zamata, David Arquette, Mischa Barton, Kyle Mooney, Linas Phillips, Jessalyn Gilsig, Randy Vasquez</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/d10epBHU2Ag" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Pânico (2022)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Feb 2022 19:21:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O longa-metragem que revitalizou o subgênero slasher está de volta aos cinemas e fazendo um sucesso impressionante. Pânico (2022) é o quinto filme da franquia de mesmo título, lançado em 1996. Em menos de um mês no circuito comercial do mundo, Scream (título original) já arrecadou mais de 106 milhões de dólares &#8211; o que já ultrapassou a bilheteria de seu antecessor. As conquistas de Pânico (2022) vão além dos lucros financeiros. A crítica foi majoritariamente positiva, dando ao longa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa-metragem que revitalizou o subgênero <i>slasher</i> está de volta aos cinemas e fazendo um sucesso impressionante. <b><i>Pânico</i></b> (2022) é o quinto filme da franquia de mesmo título, lançado em 1996. Em menos de um mês no circuito comercial do mundo, <b><i>Scream</i></b> (título original) já arrecadou mais de 106 milhões de dólares &#8211; o que já ultrapassou a bilheteria de seu antecessor.</p>
<p>As conquistas de <b><i>Pânico</i></b> (2022) vão além dos lucros financeiros. A crítica foi majoritariamente positiva, dando ao longa uma chance de se manter vivo por mais tempo. Antes mesmo de sua estreia, já se haviam conversas sobre continuações. A atriz Neve Campbell (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-arranha-ceu-coragem-sem-limite/"><i>Arranha-Céu: Coragem sem Limite</i></a>, de 2018), que interpreta a famosa <i>final girl</i>, Sidney Prescott, demonstrou publicamente interesse em participar de futuras continuações. Os diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-casamento-sangrento-telecine-play/"><i>Casamento Sangrento</i></a>, de 2019) também afirmaram querer participar de novos projetos na franquia.</p>
<p>Mas como o universo das franquias de terror sobrevive graças aos fãs dessas histórias, não seria diferente com <i>Scream</i>. E os comentários sobre o novo filme demonstram que o sopro de vitalidade está marcando presença outra vez na produção. <b><i>Pânico</i></b> (2022) é um presente para aqueles que amam os filmes do Ghostface e é uma esperança para o futuro da produção.</p>
<p>Depois de 11 anos, Woodsboro volta a ser palco de assassinatos terríveis. Neste novo capítulo, Ghostface está fazendo uma trilha de corpos com um grupo de adolescentes da pacata cidade. Mistérios sobre o passado dos jovens vão se revelar e farão com que Sidney (Neve Campbell), Gale (Courtney Cox) e Dewey (David Arquette) se reúnam mais uma vez para confrontar seus traumas e cicatrizes do passado. Só que há algo de diferente: desta vez a ameaça encapuzada está mais violenta e ainda mais chocante.</p>
<p>Um dos principais comentários desde o lançamento do filme foi sobre como Wes Craven estaria orgulhoso dessa nova etapa da história. O finado diretor foi quem, ao lado do roteirista Kevin Williamson, trouxe a franquia <i>Scream</i> para os cinemas, conquistando uma legião de fãs. E esse fascínio criado por Wes e Kevin é graças à metalinguagem presente em seu enredo. <i>Pânico</i> nasceu como uma nova composição narrativa que brinca dos artifícios do próprio gênero cinematográfico para criar o seu terror.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-15180 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/scr08714r-750x395.jpg" alt="Pânico (2022)" width="750" height="395" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/scr08714r-750x395.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/scr08714r-610x321.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/scr08714r-770x406.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/scr08714r.jpg 1200w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b><i>Pânico</i></b> (2022) honra esse legado metalinguístico e o coloca em um outro patamar. Aqui o espectador vai assistir uma história onde os personagens são mais conscientes com a lógica do slasher e, consequentemente, com o momento de perigo que eles estão vivendo. Os roteiristas James Vanderbilt (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-misterio-do-relogio-na-parede/"><i>O Mistério do Relógio na Parede</i></a>, de 2018, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-misterio-no-mediterraneo/"><i>Mistério no Mediterrâneo</i></a>, de 2019) e Guy Busick (<i>Casamento Sangrento</i>) brincam com o raciocínio metalinguístico sem perder de vista os momentos de terror do filme.</p>
<p>O filme é repleto de <i>easter eggs</i> e referências. Os olhos mais atentos vão poder criar teorias sobre quem está por trás dos assassinatos, entender as piadas e referências de filmes passados, além de curtir uma experiência nostálgica em diversos momentos do longa. No entanto, para criar uma nova era, a produção precisou ir além. Para escrever este capítulo, a produção tornou as motivações mais sombrias e as mortes mais violentas. É inevitável se arrepiar na cadeira do cinema ao assistir o Ghostface atacar suas novas vítimas.</p>
<p>E nada melhor para fechar esse mergulho <i>slasher</i> do que o elenco certo. Além do retorno do trio legacy, os novos integrantes da franquia prometem um futuro interessante e cheio de surpresas quando chegar a hora da tocha ser passada para eles. Sidney, Gale e Dewey retornam aos seus marcantes papéis sem tirar o foco do elenco mais novo. A presença deles mostra a maturidade de suas performances e da narrativa.</p>
<p>O filme deixa uma boa impressão e cativa os fãs da franquia com nostalgia, inteligência e um pouco de <i>gore</i>, mas esse não é o ponto principal que fica na cabeça do público. Após a sessão, a pergunta chave é sobre o futuro da franquia. Com um novo capítulo que honra o legado de Wes Craven e Kevin Williamson, é inevitável desejar que hajam novas histórias criativas e prósperas. <b><i>Pânico</i></b> (2022) nada mais é do que um presente para os fãs que aplaudem e pedem bis.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Matt Bettinelli-Olpin  e Tyler Gillett</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Melissa Barrera, Jack Quaid, Jenna Ortega, Dylan Minnette, Mikey Madison, Mason Gooding, Jasmin Savoy Brown, Sonia Ben Ammar, Marley Shelton, Courteney Cox, David Arquette e Neve Campbell</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/swzTZ2mQypM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-panico-2022/">Crítica: Pânico (2022)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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