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	<title>Arquivos Dave Bautista - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Dave Bautista - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Duna &#8211; Parte 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Feb 2024 12:56:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Existe uma responsabilidade &#8211; ou ao menos deveria existir &#8211; quando o assunto é um trabalho de adaptação. Ao falar de obras literárias de ficção (fantástica ou científica), onde a construção de universo é uma árdua missão, a realização desse processo adaptativo se torna ainda mais difícil. Denis Villeneuve já havia provado em Blade Runner 2049 (2017) que ele sabia como dar continuidade num universo sci-fi. A renovação trazida por ele é repleta de qualidades e por isso seu trabalho [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna-parte-2/">Crítica: Duna &#8211; Parte 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">Existe uma responsabilidade &#8211; ou ao menos deveria existir &#8211; quando o assunto é um trabalho de adaptação. Ao falar de obras literárias de ficção (fantástica ou científica), onde a construção de universo é uma árdua missão, a realização desse processo adaptativo se torna ainda mais difícil. Denis Villeneuve já havia provado em </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/"><i><span style="font-weight: 400">Blade Runner 2049 (2017)</span></i></a><span style="font-weight: 400"> que ele sabia como dar continuidade num universo </span><i><span style="font-weight: 400">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400">. A renovação trazida por ele é repleta de qualidades e por isso seu trabalho em </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-duna/"><i><span style="font-weight: 400">Duna (2021)</span></i></a><span style="font-weight: 400"> foi admirável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A ideia de continuar uma história do escopo da adaptação de <strong><em>Duna</em></strong>, ainda sobre o primeiro livro, impressionou o público, mas Villeneuve não decepciona. O trabalho do diretor e roteirista canadense em </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> é ainda mais louvável. A sequência </span><i><span style="font-weight: 400">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400"> chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29) com a promessa de ser o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400">blockbuster</span></i><span style="font-weight: 400"> do ano. O novo longa-metragem consegue superar as expectativas (e seu antecessor) e leva o espectador numa odisseia espacial ainda mais estonteante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Como já foi visto inúmeras vezes ao decorrer da história do cinema, alcançar expectativas de filmes que se tornam uma espécie de ‘clássico instantâneo’ para o seu respectivo gênero é um desafio gigante. </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400">, contudo, vem na contramão disso. O segundo capítulo da saga </span><i><span style="font-weight: 400">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400"> interestelar é maior em escopo, qualidade e sensações. Tanto no que Villeneuve e seu colega de roteiro, Jon Spaihts (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho/"><i><span style="font-weight: 400">Doutor Estranho</span></i></a><span style="font-weight: 400"> e </span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-passageiros/"><i><span style="font-weight: 400">Passageiros</span></i></a><span style="font-weight: 400">, ambos de 2016), fazem ao criar saídas e novas rotas para a adaptação, como no empenho do diretor ao orquestrar essa odisseia espacial, existe uma condução de narrativa invejável no novo longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Talvez o maior mérito de Denis Villeneuve seja este. Construir imagética e esteticamente um universo diferente de tudo já visto &#8211; e o fazer com qualidade técnica e artística &#8211; ao mesmo tempo que ele entrega um produto acessível e possível de alcançar uma bilheteria astronômica. O cineasta canadense justamente é capaz de unir o que alguns chamam de ‘cinema de arte’ com o popular </span><i><span style="font-weight: 400">blockbuster</span></i><span style="font-weight: 400">. E isso é fascinante sobre </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400">. O longa será capaz de abarcar um número imenso de espectadores com suas possibilidades narrativas, artísticas e técnicas.</span></p>
<figure id="attachment_17766" aria-describedby="caption-attachment-17766" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-17766" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-750x500.jpg" alt="Duna: Parte 2 (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Duna-Parte-2-6.jpg 1053w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-17766" class="wp-caption-text">Timothée Chalamet e Austin Butler em cena de &#8216;Duna: Parte 2&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400">Ainda sobre essa colisão de mundos gerada pela produção, </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> também se torna um evento por envolver um tipo de projeto que há muito não se via &#8211; ao menos não com a dimensão da saga de Villeneuve. Talvez, na ficção, a última vez que o público vislumbrou algo dessa magnitude tenha sido com a saga </span><i><span style="font-weight: 400">Harry Potter (2001-2012)</span></i><span style="font-weight: 400"> ou </span><i><span style="font-weight: 400">Star Wars (1977-2019)</span></i><span style="font-weight: 400">. Em ambos os projetos, no entanto, nunca houve um processo autoral tão claro como em </span><b><i>Duna</i></b><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Continuando o olhar sob os aspectos técnicos de </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> que se destacam, é possível imaginar um futuro repleto de indicações em diversas categorias. O departamento de arte, fotografia, som e efeitos especiais são os principais motivadores desse resultado de tirar o fôlego. Hans Zimmer (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/"><i><span style="font-weight: 400">007 &#8211; Sem Tempo para Morrer</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2021) media o filme com sua trilha sonora epopeica. Para elevar o trabalho do compositor alemão, o restante do departamento de som constrói camadas sensoriais dessa jornada prometida de Paul Atreides. É inevitável não se arrepiar ao ver o personagem de Timothée Chalamet sendo aclamado pelos seus seguidores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Da mesma forma que o som, a composição visual encabeçada pela tríade fotografia, efeitos visuais e arte cria imagens surpreendentes. Seja no quesito construção de universo ou no fator de vislumbre, as três equipes formam imagens inesquecíveis sobre esse universo espacial ficcional idealizado por Frank Herbert. </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> é um presente aos olhos. Quanto maior a tela e melhor o som, a experiência se intensifica. Para a surpresa do público, a sequência <em>sci-fi</em> consegue entregar um trabalho técnico ainda mais impressionante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Não menos importante do que o texto, a técnica ou a direção, o elenco que compõe </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> completa essa ópera espacial perfeitamente conduzida. Os conhecidos nomes do primeiro filme, como Chalamet (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-wonka/"><i><span style="font-weight: 400">Wonka</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2023), Zendaya (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-sem-volta-para-casa-sem-spoilers/"><i><span style="font-weight: 400">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2021), Rebecca Ferguson (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-missao-impossivel-acerto-de-contas-parte-1/"><i><span style="font-weight: 400">Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2023) e Javier Bardem (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-pequena-sereia/"><i><span style="font-weight: 400">A Pequena Sereia</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2023), e as novas adições, como Austin Butler (</span><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-elvis/"><i><span style="font-weight: 400">Elvis</span></i></a><span style="font-weight: 400">, de 2022), Florence Pugh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-se-preocupe-querida/"><em>Não Se Preocupe, Querida</em></a>, de 2022) e Christopher Walken, formam um elenco estelar. Essa reunião de talentos, assim como feita no longa anterior, eleva o projeto a um outro patamar com performances meticulosas e poderosas, como Butler interpretando Feyd-Rautha, o violento e cruel sobrinho do Barão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Essa união de fatores faz de </span><b><i>Duna: Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400"> um filme fora da curva. Há muito que não se via uma construção de universo tão detalhada e rica como nesse projeto. Para além de conseguir transpor o mundo interestelar criado por Herbert, um dos maiores méritos de </span><b><i>Duna</i></b><span style="font-weight: 400"> é continuar se levando a sério e, por conta disso, manter a missão de sempre evoluir. A sequência é a prova desse compromisso orquestrado por Denis Villeneuve. O cineasta parece ter tido como meta criar uma odisseia espacial ainda maior, mais bela e impactante. E, com a </span><b><i>Parte 2</i></b><span style="font-weight: 400">, ele foi capaz de realizar isso da forma mais impressionante possível.</span></p>
<p><strong>Direção:</strong> Denis Villeneuve</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Timothée Chalamet, Zendaya, Rebecca Ferguson, Josh Brolin, Austin Butler, Florence Pugh, Dave Bautista, Christopher Walken, Léa Seydoux, Stellan Skarsgård, Charlotte Rampling e Javier Bardem</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe width="750" height="500" src="https://www.youtube.com/embed/QqmbrvluQRA?si=OfC4g2nhRANkAzG9" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Guardiões da Galáxia Vol.3</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 May 2023 21:49:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guardiões da Galáxia Vol.3 chega aos cinemas depois de uma caminhada meio tortuosa por parte da Marvel. Depois de nos apresentar produções bem mais ou menos, com CGI feitos de qualquer jeito, o estúdio finalmente resolveu investir tudo aquilo que ele sabe que pode e tem para entregar uma produção de qualidade, a serviços dos fãs. Então podem ir sem medo ao cinema, pois este filme é realmente tudo o que poderia ser. Peter Quill (Chris Pratt, Jurassic World: Domínio) [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Guardiões da Galáxia Vol.3</strong> chega aos cinemas depois de uma caminhada meio tortuosa por parte da Marvel. Depois de nos apresentar produções bem mais ou menos, com CGI feitos de qualquer jeito, o estúdio finalmente resolveu investir tudo aquilo que ele sabe que pode e tem para entregar uma produção de qualidade, a serviços dos fãs. Então podem ir sem medo ao cinema, pois este filme é realmente tudo o que poderia ser.</p>
<p>Peter Quill (Chris Pratt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jurassic-world-dominio/"><em>Jurassic World: Domínio</em></a>) ainda sofre a &#8220;perda&#8221; de sua amada Gamora (Zoe Saldana, <em>Avatar: O Caminho da Água</em>) &#8211; que não lembra de absolutamente nada do que eles viveram -, quando tem seu novo QG invadido e Rocket (Bradley Cooper, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-beco-do-pesadelo/"><em>O Beco do Pesadelo</em></a>) acaba sendo gravemente ferido. Na tentativa de salvar o seu amigo, ele precisa explorar mais do passado desconhecido dele e lidar com surpresas que nem imaginava que encontraria no caminho.</p>
<p>Voltar à formatação mais tradicional de produção de filmes é uma decisão sempre acertada da Marvel. O estúdio quis inovar com outros modelos por algum tempo e viu que nem sempre o novo é mais atraente, especialmente se você não dedica o tempo suficiente para isso. E sim, tempo é o que mais tem prejudicado o estúdio da Disney. Com produções que dependem cada vez mais de computação gráfica, não dá para cadenciar uma escala em massa, como se a edição destes filmes fosse algo simples e corriqueiro de fazer.</p>
<p>E se eu já não sou grande fã de filmes que abusam do CGI, imagine aqueles que fazem isso sem dedicar o tempo necessário para nos oferecer cenas de qualidade. Diferente do que vinha fazendo, aqui em <strong>Guardiões da Galáxia Vol.3</strong> a Marvel se dedicou. Da parte dela, na finalização, e da parte de James Gunn (<em>O Esquadrão Suicida</em>), para fazer um <em>grand finale</em> na sua carreira dentro do estúdio, agora que ele foi de vez para a concorrente DC Comics.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-16709 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora.jpg" alt="Guardiões da Galáxia Vol.3" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Guardioes-da-Galaxia-3-Peter-Quill-e-Gamora-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O filme pega toda a energia leve e descontraída desta franquia e aplica as emoções necessárias para contextualizar seus personagens. Saber do passado de Rocket faz todo o sentido na trama, o que não vou esmiuçar mais aqui para não dar spoilers. Mas o fato é que não apenas rimos muito no longa, como choramos em vários momentos. Ele é igualmente leve e emocionante, sem pesar a mão de nenhum lado.</p>
<p>À medida que a história vai se aprofundando, vemos que o mote principal do roteiro é amizade. Essa relação de afeto pura e dedicada. Um amor construído e parceiro que torna alguém como parte da nossa família, mesmo sem compartilhar do mesmo sangue ou sobrenome. É a amizade verdadeira que move o mundo para o resgate e a salvação de Rocket. Assim como é este mesmo sentimento que une todos ali com o mesmo cuidado e companheirismo.</p>
<p>Nada menos do que o grupo merecia nesta despedida. Ainda que tenha um sentimento de saudosismo e lamento, não existe sofrimento em deixar partir os personagens que tomam novos caminhos. Depois de passar 2h30 vendo o quanto que a amizade é enaltecida, o acolhimento da partida é algo muito natural. Tanto para os personagens quanto para os espectadores.</p>
<p>É realmente incrível ver como Gunn consegue fazer de <strong>Guardiões da Galáxia Vol.3</strong> um fechamento legítimo e honroso desta trilogia, que teve tanto equilíbrio. Diferente de outras franquias da Marvel que têm altos e baixos, filmes excelentes seguidos de longas super fracos, aqui nós temos constância. Os personagens seguem as suas lógicas, mantém suas personalidades. O humor é presente, mas sem o absurdo do escárnio que foi <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/"><em>Thor: Amor e Trovão</em></a>. Não precisamos ir para o deboche humilhante para fazer o espectador rir.</p>
<p>Assim como a sensação de se sentir em casa, <strong>Guardiões da Galáxia Vol.3 </strong>nos revela a sua alma mais honesta e clara. A Marvel mostra um respeito pelos fãs, assim como Gunn nos honra com uma belíssima finalização de sua participação no estúdio. Os caminhos que este grupo vai tomar ainda não são exatamente precisos, mas temos a sensação de que isso pouco importa, pois tivemos as emoções que precisávamos para entender todas as mudanças que virão.</p>
<p><strong>Direção:</strong> James Gunn</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Karen Gillan, Pom Klementieff, Will Poulter, Sean Gunn, Nathan Fillion, Vin Diesel, Bradley Cooper</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/d1yNc9skssk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Batem à Porta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2023 02:14:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Batem à Porta é mais um filme do diretor M. Night Shyamalan (Vidro) que tinha tudo para ser incrível e desanda em dado momento, devido às escolhas equivocadas que o cineasta faz. E digo isso de maneira lamentosa, pois gosto muito do trabalho dele, de modo geral, então tinha certa expectativa quanto a esse filme. Imagine que você, seu marido e filha estão curtindo as férias em uma cabana no meio do mato, quando de repente chegam quatro pessoas com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Batem à Porta</strong></em> é mais um filme do diretor M. Night Shyamalan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vidro/"><em>Vidro</em></a>) que tinha tudo para ser incrível e desanda em dado momento, devido às escolhas equivocadas que o cineasta faz. E digo isso de maneira lamentosa, pois gosto muito do trabalho dele, de modo geral, então tinha certa expectativa quanto a esse filme.</p>
<p>Imagine que você, seu marido e filha estão curtindo as férias em uma cabana no meio do mato, quando de repente chegam quatro pessoas com porretes e machados na mão, pedindo para entrar na casa, pois têm algo muito importante para discutir. É assim que começa de maneira super interessante o filme. O espectador fica vidrado na telona o tempo inteiro, tentando acompanhar o desdobrar da narrativa.</p>
<p>Com boas escolhas de câmeras e enfoques geniais, a tensão rapidamente se instala. O quarteto nada fantástico afirma que o apocalipse está próximo e que o casal com a menina são os únicos capazes de reverter a situação. Para isso, vão precisar escolher voluntariamente um dos três para executar. Os invasores não podem interferir nem matá-los. Mas a cada negativa que o casal com a filhinha der, uma catástrofe acontecerá e um integrante do quarteto morre violentamente.</p>
<p>Claro que o casal principal trata tudo com um grande surto, uma seita de loucos. E é justamente essa dúvida que o roteiro quer plantar na mente do espectador. Será que tudo aquilo é verdade? Será que o apocalipse se aproxima? Ou será que é apenas um surto de loucura de um grupo e a qualquer momento teremos isso revelado? <strong><em>Batem à Porta</em></strong> não poupa energia para deixar o espectador completamente atordoado com as possiblidade e é isso que torna o filme muito bom de assistir.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16402" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Batem-a-Porta.jpg" alt="Batem à Porta" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Batem-a-Porta.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Batem-a-Porta-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Batem-a-Porta-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Batem-a-Porta-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Mas então por que comecei o texto dizendo que esse é mais um equívoco de Shyamalan? Bom, porque as escolhas de finalização do filme são completamente equivocadas. Primeiro que o casal principal, é importante dizer, é gay. O problema é que, com isso, paira uma pauta possível de homofobia no ar. E isso segue até o final, quando um dos personagens faz um discurso de honra e pagar o preço. Algo completamente incabível no ano que estamos e com a sociedade atual.</p>
<p>Ao invés de seguir um caminho de que &#8220;o sacrifício é vago&#8221; ou de &#8220;nada podemos fazer para impedir a destruição da sociedade&#8221; &#8211; que seria incrível e acertado &#8211; o diretor toma o caminho mais simplório, óbvio e pouco atraente. Mesclando com isso, temos detalhes péssimos no roteiro, como protagonistas com escolhas completamente duvidosas, falhas que revelam muito além do que deveriam dos personagens, como se eles duvidassem brevemente da qualidade mental do espectador.</p>
<p>Não há como dizer que <strong><em>Batem à Porta</em></strong> é um filme ruim, de fato. Mas é frustrante o suficiente para nos fazer pensar se vale a pena recomendar ou não. Há quem goste de obviedades, é claro. Mas não deveríamos esperar (muito menos, receber) isso de um diretor do cacife de M. Night Shyamalan.</p>
<p><strong>Direção:</strong> M. Night Shyamalan</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jonathan Groff, Ben Aldridge, Dave Bautista, Kristen Cui, Nikki Amuka-Bird, Rupert Grint, Abby Quinn</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/QMsj7g2EyPU" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Glass Onion: Um Mistério Knives Out (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2022 13:44:18 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Há todo um cenário específico e encaminhamentos já muito conhecidos quando o assunto são filmes de detetive. Um crime acontece, geralmente um assassinato, e somente um investigador é capaz de desvendá-lo. A criação de atmosfera e os clichês do subgênero foram, inclusive, pautados em outro longa-metragem recentemente. Em <em>Veja Como Eles Correm</em> toda esta lógica comportamental do protagonista, que desvenda o mistério utilizado de métodos não convencionais e que está cercado de pessoas de índole duvidosa são apontados, mostrando como todas estas repetições podem ser subvertidas ou repetidas, para criar um jogo de suspensão com o espectador. </span><span style="font-weight: 400;">No entanto, <em><strong>Glass Onion: Um Mistério Knives Out</strong></em> vai um pouco além e se utiliza da forma para potencializar o seu plot twist. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro ato inteiro do longa segue a fórmula da produção que traz um caso de crime. Além dos elementos citados no parágrafo anterior, aqui, ainda há o fator “personagens reunidas em um espaço fechado para alguma ocasião especial”. Por criar todo um encaminhamento semelhante ao que já foi bastante realizado, até a virada da trama, a sessão pode ser um tanto entediante. </span><span style="font-weight: 400;">Mas, vale a pena esperar a reviravolta, porque, depois que ela acontece, a história começa a ficar instigante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do fato de que o criminoso já ser óbvio, desde a primeira cena que ele aparece, descobrir os segredos de cada personagem e acompanhar a investigação feita por Benoit (Daniel Craig, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-007-sem-tempo-para-morrer/"><em>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer</em></a>) e Helen (Janelle Monáe, <em>Harriet</em>) é empolgante. Isto porque a dinâmica entre os atores funciona. A dupla joga em cena, deixando espaços para que os diálogos de <em><strong>Glass Onion: Um Mistério Knives Out </strong></em>crescem a cada frase trocada entre ele. </span><span style="font-weight: 400;">Inclusive, este talvez seja o papel mais expressivo de Craig, que conseguiu imprimir sentimentos no seu rosto e colorir o texto com intenções que ajuda a construir Benoit como este investigador atento, mas também como um homem que cria um laço empático com as pessoas que o cercam.</span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16220" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img1.jpg" alt="Glass Onion: Um Mistério Knives Out" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/12/img1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o texto contribui para uma combinação positiva entre elaborar complexidades e background das personagens, com a conexão dos fatos que ligam o assassino ao crime cometido. </span><span style="font-weight: 400;">Por fim, é possível também falar sobre a direção de Rian Johnson. O realizador que comandou o fatídico episódio da mosca, na série <em>Breaking Bad</em>, carrega consigo o talento de olhar para os detalhes e saber o momento de se segurar ou quando ser mais explícito no encaminhamento de criatividade dentro da sua decupagem. Um exemplo é toda a sequência entre Benoit e Helen, quando os dois estão sentados na mesa, falando sobre o passado dos amigos de sua irmã. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, o esperado poderia ser ver um plano/contraplano, com a câmera parada, mas Johnson cria uma dinâmica &#8211; que causa até certo estranhamento-, na qual é possível sentir a aflição de Helen, através do uso da pan horizontal. Este é apenas um exemplo, mas durante toda projeção é possível perceber o esforço de Johnson em se manter discreto para que crie alguma sensação mais intensa quando o efeito seja inserido. Isto mostra o quão ele estava consciente do que a narrativa precisava. </span><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, no geral, <strong><em>Glass Onion: Um Mistério Knives Out</em></strong> tem um resultado positivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, o seu começo arrastado e morno faz com que a exibição não alcance um resultado tão bom quanto poderia. Além disso, o restante do elenco &#8211; como Kate Hudson (<em>O Maior Amor do Mundo</em>), Kathryn Hahn (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-no-aranhaverso/"><em>Homem-Aranha no Aranhaverso</em></a>) e Edward Norton (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-beleza-oculta/"><em>Beleza Oculta</em></a>) &#8211; se seguram muito nos arquétipos que suas personagens carregam. Neste primeiro ato insosso, esta estratégia funciona, mas, quando o enredo avança e se aprofunda, os intérpretes não acompanham, com exceção de Daniel e Janelle. O que vale, na verdade, é que, no final das contas, há toda uma diversão que o filme proporciona, mesmo com alguns tropeços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Rian Johnson</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Daniel Craig, Janelle Monáe, Kate Hudson, Kathryn Hahn, Edward Norton, Leslie Odom Jr., Jessica Henwick, Jessica Henwick, Dave Bautista, Ethan Hawke</span></p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/CKia57bMc88" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Thor: Amor e Trovão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2022 20:28:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Thor: Amor e Trovão chega aos cinemas como um episódio bem independente do universo Marvel, como estamos acostumados. Diferente de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, o cidadão desaviado pode chegar aqui e se entreter normalmente, ainda que a experiência seja muito melhor para quem tem todo o contexto da trama. Essa é uma característica que eu admiro em qualquer filme novo que tem surgido na Marvel, já que a cada dia que passa fica mais impossível alcançar o repertório [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Thor: Amor e Trovão</em></strong> chega aos cinemas como um episódio bem independente do universo Marvel, como estamos acostumados. Diferente de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura/"><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></a>, o cidadão desaviado pode chegar aqui e se entreter normalmente, ainda que a experiência seja muito melhor para quem tem todo o contexto da trama. Essa é uma característica que eu admiro em qualquer filme novo que tem surgido na Marvel, já que a cada dia que passa fica mais impossível alcançar o repertório de mais de 20 filmes. Penso que ainda que um universo seja criado (e isso é algo muito bacana), os filmes precisam andar com as próprias pernas para se tornarem mais perpétuos no mundo cinematográfico.</p>
<p>Dito isso, <strong><em>Thor: Amor e Trovão</em></strong> traz o herói Thor depois dos eventos do último filme dos <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores</em></a>, acompanhado do grupo de Guardiões das Galáxias, explorando o universo e salvando quem ele consegue. Mal sabe ele que um vilão surge a partir de uma atitude egoísta de um deus que lhe nega a misericórdia divina. Esse antagonista é ninguém menos que Christian Bale (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ford-vs-ferrari/"><em>Ford vs Ferrari</em></a>), no papel do temido Gorr, o Carniceiro dos Deuses. Enquanto isso, sua antiga paixão Jane está lutando com um câncer avançado na Terra. Thor atende ao chamado de um deus em perigo e descobre toda a tramoia de Gorr. Com isso, recorre ao Rei Valquíria (Tessa Thompson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-identidade-netflix/"><em>Identidade</em></a>), que está no comando da Nova Asgard.</p>
<p>Como se é esperado da franquia de Thor, a comédia é a régua principal das cenas. Ainda que eu ache que passaram do ponto em alguns momentos, no geral o filme consegue equilibrar bem este formato, deixando espaço para os dramas e romances necessários. Romance esse que precisaria de um pouco mais de aprofundamento entre ele e Jane. Senti falta de mais olho no olho, mais intensidade entre o casal. Talvez um pouco menos de comédia resolvesse essa questão. Ainda assim, existe uma dosagem boa entre os gêneros.</p>
<p>Natalie Portman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vox-lux-o-preco-da-fama/"><em>Vox Lux &#8211; O Preço da Fama</em></a>) está muito bem reassumindo um protagonismo na pele de Jane. Forte e determinada, ela veste bem o lado de Poderosa Thor, deixando Thor surpreso com seu surgimento. Surgimento esse, aliás, que carecia um pouco mais tempo para explicação, já que a narrativa de que o martelo foi salvá-la cai por terra quando descobrimos que ele, na verdade, está sugando seu último centavo de vida. A sua química com Chris Hemsworth (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mib-homens-de-preto-internacional/"><em>MIB: Homens de Preto – Internacional</em></a>) segue sendo um bom acerto, ainda que a diferença absurda de altura tenha que ter sido minimizada por banquinhos em gravações.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15647" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao.jpg" alt="Thor: Amor e Trovão" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/thor-amor-e-trovao-4-jane-poderosa-foto-reproducao-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>E do que seria de um filme sem um bom vilão? Aqui Bale entra perfeitamente como o vil Gorr. De fato, as cenas são assustadoras e ele conota todo o medo necessário para aquela circunstância. Sempre em meio às sombras, com características que remetem à escuridão, ele é o próprio pavor em pessoa. A sua transformação no vilão é incrível de se ver, com tamanha dedicação do ator em encarnar cada momento do personagem. É um dos pontos de equilíbrio que falei ali acima sobre humor e outras temáticas.</p>
<p>Esta parte do humor, por sinal, tem várias nuances. Ciúmes de martelos e até cabras berrantes (elas são maravilhosas), todos os detalhes trazem a leveza que já é pertinente ao Thor. Até mesmo o surgimento de novos personagens traz um pouco disso, como é o caso de Zeus de Russel Crowe (<em>Dois Caras Legais</em>). Ele está tão natural quanto poderia assumindo a arrogância e superioridade de Zeus. Esta parte, inclusive, rende cenas bem engraçadas com o físico de Thor pelado.</p>
<p>O roteirista e diretor Taika Waititi (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jojo-rabbit/"><em>Jojo Rabbit</em></a>) fez bom uso de seu tempo, elenco e artifícios, criando um longa melhor que <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-ragnarok/"><em>Thor: Ragnarok</em></a>, que perdeu a mão em alguns aspectos. Temos humor, drama, romance, intensidade, tudo imerso em uma trilha sonora maravilhosa que já virou uma tradição na Marvel. É gostoso e leve de assistir, tornando-se um entretenimento despretensioso e acertado.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Taika Waititi</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Chris Hemsworth, Natalie Portman, Christian Bale, Tessa Thompson, Russell Crowe, Jaimie Alexander, Chris Pratt, Dave Bautista, Melissa McCarthy, Matt Damon, Sam Neill</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/CTG7omQnS2Q" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Vingadores: Ultimato (SEM SPOILER)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2019 14:45:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. Vingadores: Ultimato chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de Guerra Infinita (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de <em>Guerra Infinita</em> (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus primeiros minutos de tela.</p>
<p>A construção do MCU pode ser analisada através do conceito de Joseph Campbell de monomito – também conhecido como jornada do herói. O ciclo de Campbell é visto em cada uma das três fases do MCU – representando os três atos do caminho a ser trilhado pela figura heroica. A Fase Três da Marvel – iniciada em <em>Guerra Civil</em> (2016) – estabelece as mudanças significativas que desencadeariam os acontecimentos começados em <em>Infinity War</em> cuja conclusão só ocorre em <strong><em>Endgame</em></strong> (título original). O contraponto, a mudança e o confronto final são os focos desse último ato elaborado pela Marvel Studios. Todos os elementos criados até então foram pensados para que os Vingadores vivessem essa última tarefa.</p>
<p>Após Thanos (Josh Brolin) devastar metade da população do universo, os Vingadores encontram-se desmantelados. Os membros da equipe de super heróis que viveram ao estalo estão devastados com a perda da batalha. Mesmo com todo esse sentimento de culpa e dor e sem o Tony Stark (Robert Downey Jr.) – cujo está perdido no espaço com a Nebulosa (Karen Gillan) –, Capitão América (Chris Evans) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) continuam a buscar pelo Titã louco para detê-lo e reverter o estrago feito pelas Joias do Infinito. Em meio a isso, a enigmática volta do Homem-Formiga (Paul Rudd) parece trazer uma nova solução para o problema e faz com que os Vingadores remanescentes se reúnam para uma tentativa final de consertar o erro.</p>
<p>No novo longa, o desenvolver do episódio final é dividido em dois momentos: a primeira parte é dinâmica, explicativa e chocante enquanto a segunda é lenta, emocional e cheia de reviravoltas. A narrativa se estabelece a partir da ideia de resolução das questões em aberto. Os primeiros 20 minutos de tela causam uma sensação de desnorteamento pela quantidade de incidentes ocorridos. Apesar do impacto positivo causado nessa espécie de prólogo, existem algumas saídas escolhidas para a história que são mal trabalhadas. O Homem-Formiga saindo do reino quântico e a salvação de Tony Stark e Nebulosa do espaço são exemplos de situações malfeitas. Os <em>plots twists</em>, contudo, conseguem superar esses defeitos da primeira parte do longa e podem acabar passando despercebidos para alguns.</p>
<p>Em seu segundo momento, a produção remonta a força de grandiosidade existente em <em>Guerra Infinita</em> e executa todas as soluções apresentadas pelas personagens. Com todos os percalços óbvios de uma jornada heroica, os Vingadores confrontam sua própria realidade. Existe uma preocupação do filme em amarrar e retomar todos os pontos subentendidos, mal resolvidos e esquecidos dos seus antecessores. A segunda parte do longa, portanto, se atenta com o esclarecimento dessas questões e com o tão esperado confronto final entre os heróis e seu maior inimigo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10453" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Vingadores: Ultimato" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely (<em>Guerra Civil</em> e <em>Guerra Infinita</em>) peca em alguns momentos. Diferente do capítulo anterior, nem todas as personagens são bem aproveitadas. Mais uma vez a Marvel insiste na mudança de estilo de Thor – a qual foi sucesso entre alguns fãs em <em>Ragnarok</em> (2017) –, da mesma forma o estúdio, novamente, subaproveitou a Capitã Marvel. Apesar da super heroína ter sido vendida como a solução para os problemas do outro filme, ela foi pessimamente explorada durante a produção. Além disso, existem dúvidas quanto a alguns acontecimentos pontuais dessa produção que ficam sem explicação. Independente dos 181 minutos de duração, a obra conseguiu deixar o público confuso com algumas de suas saídas mal explicadas.</p>
<p>O ritmo da narrativa, contudo, faz do filme uma experiência prazerosa. Apesar das falhas e questões mal trabalhadas no roteiro, o longa-metragem imprime uma qualidade que segue a linha das outras produções. O capítulo final não deixa de cumprir sua função para o universo e tampouco decepcionará os fãs – seja dos filmes ou quadrinhos. Os co-roteiristas souberam usar muito bem os momentos de embate e os <em>plots</em> para criar esse apego a trama. A emoção é constante e bem executada, as personagens que eles se propõem a trabalhar de verdade são bem desenvolvidas e o momento ápice da história carrega a essência dos últimos 11 anos de trabalhos da Marvel Studios.</p>
<p>Mais uma vez os irmãos Russo emplacam o que será, provavelmente, seu maior sucesso. <em><strong>Endgame</strong></em> abrange ideias e caminhos surpreendentes. A condução dessa narrativa é bem regida por Anthony e Joe e proporciona aos fãs um último vislumbre ao que eles conhecem. Os diretores souberam criar uma boa despedida. Existe um clima nostálgico e saudosista do início ao fim da película. A sensibilidade reina durante as três horas de filme – seja pelo teor das cenas, seja pela representatividade que a produção tem para o MCU – e ela conduz o espectador. O público é pego pelo coração pela forma como os irmãos elaboram as cenas, o desencadeamento das ações e a própria emoção.</p>
<p>Apesar das falhas com figuras como Capitã Marvel e Thor, <strong><em>Ultimato</em></strong> tem uma presença de personas maior que seu antecessor. Mesmo com esse desafio, os irmãos Russo e os co-roteiristas Markus e McFeely decidem por criar mininarrativas dentro do conflito maior. É como se dentro da jornada do herói existisse um embate particular que cada um deles precisa resolver. Gavião Arqueiro, Viúva Negra, Homem de Ferro e Capitão América são algumas das personagens destaque da narrativa cujo aproveitamento foi correto. Cada uma de suas ações e vivências durante o conflito final são extremamente representativas para o universo e para o futuro do MCU e das personagens.</p>
<p>Em meio a toda essa batalha dentro e fora das telonas, a produção acerta com outro trabalho que terá uma vida longa nos multiplex e arrecadará montanhas de dólares. É inevitável pontuar e impossível de não perceber os erros cometidos quando se pensa sob uma perspectiva do que seria uma criação cinematográfica completa. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> finaliza a jornada do herói com alguns tropeços, mas, ainda assim, marcará o gênero. O longa é, entretanto, tecnicamente inferior a <em>Guerra Infinita</em> por comportar uma mesma grandiosidade de tempo, personagens e narrativas paralelas, porém o fazendo com alguma – mesmo que pequena – dificuldade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Russo, Anthony Russo<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Brie Larson, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Josh Brolin, Gwyneth Paltrow, Jon Favreau, Chris Pratt, Elizabeth Olsen, Danai Gurira, Benedict Wong, Tessa Thompson, Anthony Mackie, Sebastian San, Chadwick Boseman, Dave Bautista, Evangeline Lilly, Tom Holland, Michelle Pfeiffer, Tilda Swinton, Letitia Wright, Linda Cardellini, Natalie Portman, Rene Russo, Zoe Saldana, Tom Hiddleston, Michael Douglas, Samuel L. Jackson, Stan Lee, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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